MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR DIRETORIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PRESENCIAL DEB

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1 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR DIRETORIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PRESENCIAL DEB ANEXO II EDITAL Nº 001/2011/CAPES PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA - PIBID DETALHAMENTO DO SUBPROJETO (Licenciatura) 1. Nome da Instituição 2. UF Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Tocantins IFTO 3. Subprojeto de Licenciatura em: Licenciatura em Física 4. Número de bolsistas de iniciação à docência participantes do subprojeto: 5. Número de Supervisores participantes do subprojeto: Coordenador de Área do Subprojeto: Nome: Juliana Abrão da Silva Castilho CPF: Departamento/Curso/Unidade: Ciências Humanas Endereço residencial: 906 sul Al 20 lt 02, Plano Diretor Sul CEP: Telefone: DDD ( 63 ) Link para o Currículo Lattes: 8. Plano de Trabalho TO 6. Número de Escolas A resistência dos alunos de ensino médio ao aprendizado das disciplinas das Ciências Exatas, especialmente de Física, é somente um dos fatores que se acumulam no processo de ensino e aprendizagem da disciplina e dificultam que esta relação se estabeleça de maneira eficaz. Atualmente vem sendo largamente discutido no Brasil projetos que possibilitem o estudante a desenvolver práticas reflexivas em sala de aula que possibilitem ao professor a observação e diagnóstico dos problemas de aprendizagem de seus alunos. O uso e instrumentalização das disciplinas pedagógicas inseridas nas grades dos cursos de licenciatura em Física isoladas parecem não colaborar para a atuação profissional dos licenciados em Física quando inseridos no mercado de trabalho, pois permanecem altos os índices de reprovação nesta disciplina e no consciente coletivo ainda temos fortemente presente relatos de alunos, que apontam esta como sendo uma disciplina de difícil compreensão. Um dos motivos que causam essa problemática é o distanciamento acadêmico das disciplinas científicas e pedagógicas oferecidas pelos cursos de Licenciatura. Este distanciamento pode ser vencido utilizando-se de estratégias que possibilitem ao futuro licenciado aliar o conhecimento científico ao didático, para que o profissional formado nos cursos

2 de licenciatura também obtenha conhecimento prático sobre os problemas ocorridos em salas de aula. Este sub-projeto pretende dinamizar o encontro entre prática didática e conhecimento científico para auxiliar aos futuros professores a se capacitarem para criar estratégias em sala de aula, que utilizem o suporte metodológico oferecido por disciplinas didáticas do curso de Licenciatura em Física e estratégias de ensino elaboradas durante a execução deste projeto, visando para criar recursos didáticos que sejam adequados para sanar as problemáticas encontradas no ambiente de sala de aula. No curso de Licenciatura em Física do IFTO os alunos contam com as disciplinas de Metodologia do Ensino de Física, Didática e Prática do Ensino de Física que oferecem mecanismos para auxiliar o aluno em sala de aula, mas somente estas disciplinas não oferecem oportunidade de elaboração de atividades práticas a serem executadas pelos alunos em sala de aula ainda durante a graduação. Portanto não há a oportunidade destes alunos desenvolverem as habilidades e competências características destas disciplinas em ambiente de sala de aula, direcionando o uso das didáticas ao público alvo específico e aplicando estas didáticas para solução de problemas reais. Este sub-projeto dará aos alunos participantes a possibilidade de se colocarem na posição de observadores das problemáticas ocorridas no ensino da disciplina de Física em uma escola Ensino Médio, posteriormente selecionar, elaborar e planejar recursos didáticos, adequando os instrumentos metodológicos aos problemas observados, formulando planos de aula específicos para as turmas observadas. Outra etapa do sub-projeto é aplicar as metodologias elaboradas para o ensino de um conteúdo específico à turma observada anteriormente. Após a aplicação dos planos de aula o futuro licenciado fará a análise dos resultados obtidos em sala de aula e redigirá um relatório completo narrando esta experiência, bem como finalizando seu plano de aula e disponibilizando sua experiência em meio eletrônico, internet ou por meio de publicação de artigos científicos. Grande preocupação deste projeto é oferecer à escola-campo uma contrapartida educacional, proporcionando aos alunos que entrem em contato com projeto assistindo às aulas e participando das atividades propostas criando aproximação com as teorias inovadoras de didática e ensino de Física auxiliando-os a vencer as barreiras institucionais e colaborando para o processo de ensino e aprendizagem. Para tanto a escola escolhida apresenta um dos IDEB mais baixos da cidade de Palmas/TO e esperamos colaborar com a implementação de atividades que modifiquem a realidade educacional de alunos e professores na área de Física. Portanto o aluno desenvolverá três etapas distintas: Observação em sala de aula; Elaboração de plano de aula com recursos adequados para sanar problemáticas encontradas na relação ensino aprendizagem através de recursos inovadores; Aplicação do plano de aula e análise dos resultados. Para tanto é de fundamental importância que o aluno desenvolva algumas percepções das noções de campo para a percepção dos alunos em sala de aula e de seu comportamento e apreensão da realidade. A noção de campo vai dar suporte para definir o espaço em que será realizada parte do sub-projeto, no que tangem as observações dos alunos, a caracterização da turma e de suas dificuldades de aprendizagem, aplicação das metodologias de ensino de Física e a avaliação da aprendizagem. O campo, nada mais é que um espaço socialmente determinado em que há uma negociação entre forças que são guiadas por normas de comportamento características, onde os indivíduos incorporam um comportamento específico. A seleção das metodologias de aplicação dos conteúdos a serem

3 desenvolvidos pelos alunos em suas atividades partirá da prévia observação do campo em consonância com o relato do professor da turma sobre as especificidades da mesma. Foi Bourdieu (1983) que melhor definiu um movimento que servirá como arcabouço teórico às observações que os alunos realizarão em sala de aula. O processo de interiorização da exterioridade e interiorização da exterioridade caracteriza a vida em sociedade como um todo e em específico as relações de ensino e aprendizagem, pois parte do pressuposto que a dinâmica social dada no plano real e oferece uma série de normas e regras de conduta, implícitas ou explícitas como tal e que são impostas aos indivíduos e grupos em um determinado lócus, por sua vez as atitudes e ações destes indivíduos estariam sujeitas estruturas existente neste ambiente. Neste sentido o indivíduo introgeta ações e formas de comportamento característicos do grupo que o cerca, interiorizando a estrutura objetiva que se transforma de maneiras de agir e pensar especificamente sistematizados, que estão sujeitos a modificações, mas apresentam certa durabilidade, esse comportamento o autor deu o nome de habitus. O conhecimento teórico deste mecanismo é importantíssimo para que o aluno vá à escola-campo perceber o comportamento social dos alunos relativos ao aprendizado da disciplina e analise o processo de ensino e aprendizagem como uma característica daquele campo, verificando quais metodologias colaborarão para esta dinâmica na obtenção de um certo habitus para o aluno. Após esta verificação o acadêmico elegerá um conteúdo programático em consonância com o professor da turma e uma metodologia, com a formulação de um recurso didático inovador para o ensino do conteúdo e elaborará um planejamento para aplicação desta metodologia no conteúdo em forma de um plano de trabalho. Este plano será aplicado e sua eficácia avaliada através da avaliação do conhecimento dos alunos sobre a temática antes e depois da aplicação da metodologia de ensino. Para execução deste sub-projeto são fases fundamentais: Seleção de bolsistas interessados em aderir ao subprojeto. Seleção dos bolsistas professores participantes do subprojeto. Apresentação dos bolsistas alunos aos professores da escola-campo. Apresentação do projeto aos professores da escola-campo. A realização de reuniões periódicas para estudo das teorias relativas ao projeto, às práticas de observação participante. Observação das aulas dos professores da escola campo, com horários e cronogramas predefinidos. Definição das problemáticas a serem tratadas por cada aluno. Realização de reuniões para definição das metodologias e recursos adequados para a solução das problemáticas encontradas. Aplicação das metodologias pelos alunos com avaliação da aprendizagem. Análise da eficácia desta metodologia com a elaboração de artigos científicos que abranjam a temática. Após realizarem os planos de aula os alunos disponibilizaram os planos para compor um banco de informações que conterão os planos de aula e serão disponibilizados a todos os demais licenciados e licenciandos em formato eletrônico através da internet em um Blog a ser criado com esta finalidade específica de auxiliar e disponibilizar recursos metodológicos para o Ensino de Física.

4 9. Nome e endereço das escolas da rede pública de Educação Básica (listar todas participantes do subprojeto institucional) Nome COLÉGIO ESTADUAL CRIANÇA ESPERANÇA Endereço Rua 303 Norte Al 11, Nº 1 - Arno 31 PALMAS TO 10. Ações Previstas Nº de alunos matriculados na escola considerando apenas o Nível de Licenciatura ,7 Último IDEB (quando houver) Formação de um grupo de estudo composto pelos docentes do IFTO-Campus-Palmas, licenciandos do Curso de Física, professores e supervisores da escola campo com objetivo de discutir estratégias para a realização e aplicação do projeto e realização de revisão da literatura adequada ao projeto; Oficinas sobre observação participante, metodologias de ensino e didática em sala de aula; Ajuste de cronograma de observação participante na escola-campo; Observação na escola campo; Oficinas sobre elaboração de planos de aula e de recursos didáticos metodológicos contextualizados à turma e a escola campo; Escolha dos temas a serem tratados por cada aluno; Participação no planejamento do professor da escola: os bolsistas participarão com professores das turmas dos momentos de planejamento para que as suas contribuições sejam efetivas. As possibilidades de intervenção dos bolsistas, como exercícios da docência, serão também avaliar e planejar esses momentos; Elaboração dos planos de aula a serem realizados pelos bolsistas; Treinamento realizado pelo coordenador do subprojeto para auxilio na execução dos planos de aula e uso dos recursos didáticos escolhidos; Ajuste de cronograma de aplicação dos planos; Aplicação dos planos de aula acompanhado pelo professor da turma em horário previamente definido junto a este professor. Alunos participarão do encontro do grupo de estudo do projeto em reuniões periódicas, com o intervalo de 15 a 20 dias, conforme necessidade e a fase de execução do projeto. Elaboração de artigos científicos que tratem desta trajetória e contribuam para o ensino da disciplina de maneira mais ampla. 11. Resultados Pretendidos Melhorar a qualificação dos futuros licenciados em Física do IFTO e propiciar o incentivo à docência; Qualificar os alunos a percepção do contexto social e escolar dos alunos de ensino médio, possibilitando o ensino de Física adaptado a esse contexto; Instrumentalizar os licenciandos para atuarem como professores utilizando metodologias elaboradas de maneira fundamentada e com tratamento didático apropriado; Propiciar ao aluno elaboração de planos de aula com recursos didáticos diferenciados, utilizando recursos didáticos variados que sejam ao mesmo tempo atrativos aos alunos de ensino médio; Estimular a publicação de artigos científicos e a apresentação de trabalhos em eventos da área das 1 Níveis de licenciatura aplicáveis: (a) ensino médio, (b) ensino fundamental.

5 licenciaturas e de ensino, de maneira geral, inserindo estes alunos no panorama acadêmico do ensino de Física e das licenciaturas nacionalmente; Elaboração de planos de aula a serem disponibilizados para outros professores e alunos de Física; Colaborar para o rendimento escolar e a aprendizagem dos alunos da escola-campo; Auxiliar para que com que os alunos da escola melhorem seu desempenho no aprendizado da Física realizando a execução do plano de aula através do movimento de interiorização da exterioridade; Melhorar as metodologias utilizadas em sala de aula para o ensino de Física; Aproximar o aprendizado obtido nos cursos de Licenciatura de Física com o ensino da disciplina em turmas de nível médio. Criar um banco de dados com os planos de aula que serão realizados pelos alunos. 12. Cronograma específico deste subprojeto Atividade Mês de início Mês de conclusão Seleção de alunos participantes Agosto/2011 Agosto/2011 Reuniões com grupo de estudo na temática: observação participante Reuniões com grupo de estudo com a temática: metodologia de ensino e recursos didáticos Encaminhamento dos alunos para observação em sala de aula. Seleção de temáticas para desenvolvimento em sala de aula e elaboração de planos de aula Aplicação dos planos de aula adequados ao período a ser desenvolvido Setembro/2011 Novembro/2011 Março/2012 Junho/2012 Setembro/2012 Outubro/2011 Fevereiro/2012 Maio/2012 Agosto/2012 Novembro/2012 Análise dos resultados e publicação dos planos de aula Dezembro/2012 Julho/2013 Formulação de planos de aula sobre outros conteúdos pelos alunos do projeto para comporem o banco de planos de aula em formato de blog. Formulação de artigos científicos para apresentação em congressos, seminários e publicação em revistas Janeiro/2013 Fevereiro/2012 Julho/2013 Julho/2013 Alimentação do blog com os planos de aula dos alunos Junho/2012 Julho/ Previsão das ações que serão implementadas com os recursos do Projeto Institucional a proposta deverá ser detalhada, pois será usada como parâmetro durante toda a vigência do convênio. 1. Participação do professor coordenador e dos bolsistas em conferências e seminários a fim de apresentar trabalhos e resultados do projeto, com inclusão de deslocamentos e demais gastos necessários; 2. Deslocamento dos Bolsistas para desenvolver as atividades do subprojeto; 3. Impressão de banners e artigos que serão apresentados nos seminários e congressos; 4. Apresentação das atividades do subprojeto em eventos como: feira de ciências; semana de cursos; relato de experiências; semana de ciência e tecnologia; jornada cientifica; 5. Realização de atividades de extensão para trocas de experiências; 6. Produção de material didático para auxílio da elaboração de cada plano de aula. 14. Outras informações relevantes (quando aplicável)

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