DIREITO ADUANEIRO E A COMERCIALIZAÇÃO COM O MERCOSUL DO ARROZ PRODUZIDO NO RIO GRANDE DO SUL 1 RESUMO

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1 DIREITO ADUANEIRO E A COMERCIALIZAÇÃO COM O MERCOSUL DO ARROZ PRODUZIDO NO RIO GRANDE DO SUL 1 Isolda Berwanger Bohrer 2 RESUMO O tema deste trabalho é a abordagem jurídica no caso da comercialização com o Mercosul do arroz produzido pelo estado do Rio Grande do Sul. A primeira parte deste estudo dedica-se ao Direito Aduaneiro, base para a realização de todo este trabalho. Dentro do Direito Aduaneiro, foram analisados os tributos relacionados ao estudo de caso feito e, ainda, foram salientadas as principais informações sobre o significado e a importância do Mercosul. A segunda parte deste trabalho abrange os principais conceitos referentes às medidas restritivas às práticas comerciais internacionais e o Direito Internacional da Concorrência. Na parte final desta pesquisa, é abordado o tema referente à exportação do arroz gaúcho ao Mercosul, apresentando informações específicas sobre o grão, suas peculiaridades, seus tipos, destino e a importância que tem para o estado, para o país e sua a comercialização interna e externa. Com este trabalho, estudamos a base jurídica da comercialização no Mercosul e as principais dificuldades encontradas no ramo do Direito para o caso da comercialização do arroz gaúcho no Mercosul. Palavras-chave: Direito Internacional Privado, Direito Aduaneiro, Direito Internacional da Concorrência, Mercosul, exportação, arroz. INTRODUÇÃO O Rio Grande do Sul é o maior estado produtor de arroz do Brasil. A cada ano que passa, o estado gaúcho está mais competitivo, inclusive perante países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai e frente a outros estados produtores brasileiros, como Mato Grosso e Santa Catarina. Hoje o estado do Rio Grande do 1 Artigo extraído do Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como cumprimento de requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul, aprovado, com grau máximo pela banca examinadora composta pelo orientador Prof. Dr. Cláudio Petrini Belmonte, Prof. Me. João Paulo Veiga Sanhudo e Prof. Me. Plínio Saraiva Melgaré em 08 de junho de Acadêmica do curso de Ciências Jurídicas e Sociais Faculdade de Direito Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

2 2 Sul é responsável por 61% da produção nacional e por 50% da produção do Mercosul. 3 Esta importância da cultura do arroz para o estado do Rio Grande do Sul, e seu potencial perante o país e perante o Mercosul, estimulou o estudo de caso feito neste trabalho, analisando juridicamente a possibilidade de aumento das exportações deste grão para o Mercosul. Analisamos as dificuldades encontradas na área do Direito enfrentadas na exportação, e o principal problema apresentado durante as pesquisas o qual é a pesada carga tributária estadual e nacional embutida no produto. A própria localização geográfica do estado do Rio Grande do Sul, fronteira brasileira com países do Mercosul, já desperta o interesse no estudo sobre a comercialização existente na região. A ampliação do nível tecnológico para a produção do arroz no estado, os diferentes tipos existentes deste produto agrícola e suas diversas finalidades e utilidades reforça ainda mais a importância devida ao estudo desenvolvido. O agronegócio brasileiro tem grande potencial de oferta, tanto para o mercado interno quanto para aumento de suas exportações. A meta do agronegócio do estado é ser forte, eficiente e competitivo, multifuncional e sustentável, gerando emprego e riqueza para o país. A União Aduaneira Mercosul é uma integração que vem se desenvolvendo no sentido de consolidar no futuro o livre comércio e alcançar um Mercado Comum na região. Não há como desistir ou retroceder, pois as negociações já existem e desenvolvem-se cada vez mais entre os países. Controvérsias têm sido assistidas por um conjunto de normas acordadas entre os países-membros. A globalização é o futuro para a integração econômica, social, cultural e política dos países. O valor da riqueza brasileira tem aumentado nos últimos anos. A diferença entre a produção total e as importações do país, ou seja, o seu Produto Interno Bruto (PIB), tem sido positiva, com algumas oscilações, tendo sido deficitária somente em certos períodos. 4 3 Arroz: Rio Grande do Sul cumpre seu papel. Lavoura Arrozeira. IRGA, Volume 56, nº 446. Porto Alegre, agosto Balança Comercial Mensal. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em: <http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=1161>. Acesso em: 06 mar

3 3 A agricultura pode ser a salvação da economia gaúcha 5, é uma forte alternativa para superar a crise no Rio Grande do Sul. Em um tempo em que se fala em crise alimentar a nível mundial 6, é importante ter o maior número de informações para que a oferta dos produtos deste estado tenha uma chance maior de competir e de ser aceita no mercado externo. O presente trabalho iniciou com o estudo do Direito Aduaneiro e do Direito da Concorrência para que compreendêssemos melhor a parte jurídica da comercialização no Mercosul, destacando os principais pontos relacionados ao caso escolhido. Foi necessário estudar, ainda, os tributos federais e estaduais aplicados ao caso em questão. Informações sobre o Mercosul quanto a procedimentos aduaneiros ligados à agricultura foram também pesquisados. No início do estudo de caso, apresentamos as principais peculiaridades sobre o arroz, seus tipos e suas finalidades, compreendendo melhor sobre a importância de sua utilização tanto na área da alimentação quanto em outras áreas como a da saúde e da cosmética. Com este trabalho, estudamos a base jurídica da comercialização no Mercosul e as principais dificuldades encontradas no ramo do Direito para o caso da comercialização do arroz gaúcho no Mercosul. 1 O DIREITO ADUANEIRO, MERCOSUL E OS TRIBUTOS INCIDENTES EM OPERAÇÕES DE COMÉRCIO EXTERIOR Neste capítulo, abordaremos o Direito Aduaneiro e a parte tributária que incide na comercialização interna e exportação do arroz produzido no estado do Rio Grande do Sul para o Mercosul. O recente Decreto 6759/09 regulamenta a administração das atividades aduaneiras, a fiscalização, o controle e a tributação das operações de comércio exterior. 7 5 Agricultura pode ser salvação da economia em Jornal Sulrural, Farsul. Disponível em: <http://www.sulrural.com.br>. Acesso em: 12 jan Aquecimento pode causar crise alimentar. Zero Hora. 12 jan Coluna Geral. 7 Decretos de Disponível em: < Acesso em 08 mar

4 4 1.1 Direito Aduaneiro Para entender os tributos incidentes sobre o comércio exterior, é necessário conhecer a estrutura legal do Direito Aduaneiro o qual seria uma espécie de Direito Tributário. 8 O problema da autonomia do Direito Aduaneiro não é pacífico; porém, internacionalmente o Direito Aduaneiro já tem sua autonomia reconhecida em muitos países e já começa a ganhar terreno no Brasil. Carluci defende a autonomia do Direito Aduaneiro: Sob muitos aspectos podemos chegar à conclusão da existência de um direito aduaneiro. Assim, há um fator que sugere a existência de uma ciência aduaneira e de uma disciplina jurídica aduaneira, qual seja a existência de uma normatização abundante decorrente de cada situação fática nas operações envolvidas no intercâmbio comercial com o exterior. Por exemplo, à chegada de uma mercadoria estrangeira ao porto, aeroporto ou ponto de fronteira se aplicam normas sobre transporte, seguros, tributárias, administrativas de controle, cambiais, infracionais (penais e administrativas), de direito internacional público (tratados internacionais), trabalhistas, de direito financeiro, processuais (contencioso), etc. O comércio internacional como seu antecedente e a relação aduaneira como seu conseqüente são os dois fatores condicionantes de um direito aduaneiro aliados à especificidade de princípios e normas. 9 A atividade aduaneira não é restrita apenas a funções de vigilância e arrecadação, mas compreende um serviço público com grande diversificação em suas funções e com grande complexidade de atribuições que vão desde a fiscalização da classificação tarifária das mercadorias, suas condições sanitárias, vigilância do tráfico de mercadorias, vigilância do destino dos produtos nacionais, arrecadação dos tributos, até a atribuição de julgar e sancionar a violação de suas normas. Estão compreendidas nesta atividade aduaneira estatal, a fixação da tarifa, atividade nitidamente financeira, a regulamentação pertinente, através de normas jurídicas e a execução destas normas através de atos administrativos e jurisdicionais. 8 SILVA, Tom Pierre Fernandes da. Tributação em Comércio Exterior. Apostila do Curso de Pós- Graduação (MBA Empresarial) da Fundação Getúlio Vargas, Comércio Exterior e Negócios Internacionais. Turma III. Local de realização: Decision. Porto Alegre: FGV, CARLUCI, José Lence. Uma introdução ao Direito Aduaneiro. 2ª ed. São Paulo: Aduaneiras, p 21.

5 5 O tributo aduaneiro persegue tanto uma atividade econômica quanto uma atividade tributária. Esta é a integração da atividade aduaneira com a função tributária estatal. 10 Sob a denominação de impostos aduaneiros, estão abrangidos todos os gravames exigidos na entrada ou saída de mercadorias através das fronteiras aduaneiras, tais como o Imposto de Importação e o Imposto de Exportação 11, mencionados mais adiante. O caráter da tarifa alfandegária no Brasil é predominantemente fiscal. Apesar disso, o Imposto de Importação praticamente já deixou de ser uma fonte de renda tributária, não é mais uma substância fiscal e passou a ser especialmente uma arma política e um dispositivo protecionista. 12 Conforme o art. 33 do Decreto Lei nº 37/66, a jurisdição dos serviços aduaneiros estende-se por todo território aduaneiro e abrange a zona primária, a zona secundária 13 e a zona de vigilância aduaneira. 14 A zona primária é o ponto de passagem obrigatório por onde todas as mercadorias devem entrar ou sair do país. O controle aduaneiro nesta zona é permanente e ostensivo e compreende a área terrestre ou aquática, contínua e descontínua compreendida pelos portos; a área terrestre ocupada pelos aeroportos alfandegados; e a área adjacente aos pontos de fronteira alfandegados. Os recintos alfandegados da zona primária são os pátios, armazéns, terminais, etc. A zona secundária é o restante do território aduaneiro, incluídas as águas territoriais e o espaço aéreo. Tem um controle continuado, ou seja, será exercido em qualquer dia ou hora em que haja manuseio ou movimentação de mercadorias. Os recintos alfandegados da zona secundária são os entrepostos, depósitos, terminais, etc. A zona de vigilância aduaneira é a área estabelecida na orla ou marítima faixa de fronteira sujeita a exigências fiscais, proibições, restrições à existência de mercadoria, sua circulação, bem como de pessoas e veículos. A sua abrangência 10 Ibidem. 11 CARLUCI, José Lence. Uma introdução ao Direito Aduaneiro. 2 ed. São Paulo: Aduaneiras, Ibidem. 13 TREVISAN. Rosaldo. Temas Atuais de Direito Aduaneiro. São Paulo: Lex Editora, SILVA, Tom Pierre Fernandes da. Tributação em Comércio Exterior. Apostila do Curso de Pós- Graduação (MBA Empresarial) da Fundação Getúlio Vargas, Comércio Exterior e Negócios Internacionais. Turma III. Local de realização: Decision. Porto Alegre: FGV, 2004.

6 6 pode ser geral ou específica (medidas particulares, com vigência temporária) e a motivação é a proximidade de portos ou ancoradouros naturais. O regime aduaneiro é o tratamento jurídico tributário aplicado às mercadorias. Existem três tipos de regimes aduaneiros. O comum ou geral é o que se aplica no caso do arroz importado ou exportado do Brasil, onde a importação ou exportação é em caráter definitivo, não gozando a operação de nenhum tratamento ou deferência especial. Existem, ainda, os regimes especiais, econômicos ou suspensivos e aqueles aplicados em áreas especiais Infrações, Fraudes e Delitos Aduaneiros Com a tendência mundial do agrupamento dos países em grandes blocos econômicos e a abertura das fronteiras entre países de um mesmo bloco, mais e mais se acentua a vocação da aduana no exercício de atividades de controle, de natureza mais administrativa do que tributária. Na verdade, é como se fosse a polícia administrativa sobre as mercadorias. A aduana exerce, então, a fiscalização visando a prevenção e a repressão às infrações e fraudes contra as normas específicas ao bem tutelado. A demanda dos serviços aduaneiros requerida pelos usuários desse setor público atende ao serviço de vigilância, serviço de verificação de mercadorias, de revisão do despacho, serviço de auditoria fiscal, serviços de análise laboratorial de produtos químicos ou naturais, etc., serviços estes ligados à fiscalização. 15 O contrabando e o descaminho, também fiscalizados pelo serviço aduaneiro, na legislação penal brasileira, são configurados como crime no art. 334 do Código Penal. A importação e a exportação de determinadas mercadorias podem ser suspensas, controladas ou proibidas através de normas de interesse de diversos Ministérios ou órgãos públicos, e estas normas visam disciplinar, por exemplo, normas do Ministério da Agricultura. 16 Na hipótese de seleção para controle do valor aduaneiro, a declaração de importação será conduzida para o canal cinza de conferência aduaneira, onde é feito o desembaraço somente após exame documental e verificação da mercadoria. Se 15 CARLUCI, José Lence. Uma introdução ao Direito Aduaneiro. 2 ed. São Paulo: Aduaneiras, Ibidem.

7 7 não for necessário este controle pelo canal cinza, a declaração poderá passar pelos canais verde (desembaraço automático), amarelo (exame documental dispensando a verificação da mercadoria) ou vermelho (realização do exame documental mais a verificação da mercadoria). Mercadorias importadas habilitadas à linha azul terão prioridade no armazenamento e desembaraço. 17 As normas administrativas que disciplinam o controle de preços na importação constam da Portaria SECEX (Secretaria de Comércio Exterior) nº 21 de 12/12/1996, especificamente o art. 20, estabelecendo que a SECEX efetuará o acompanhamento dos preços praticados nas importações, utilizando-se, para tal, de diferentes meios para fim de aferição, entre eles cotações de bolsas internacionais de mercadorias, como as de commodities Mercosul O Mercosul está constituído por quatro Estados Partes, sendo estes a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai os quais assinaram em 1991 o Tratado de Assunção. Os Estados Associados ao Mercosul são Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. 19 O processo de integração do Mercosul teve sua origem mais remota num fato eminentemente político: a aproximação diplomática entre Argentina e Brasil, iniciada em fins de 1979 com a assinatura do Acordo Tripartite Argentina Brasil - Paraguai. O acordo encerrou uma discussão baseada na disputa pelos recursos hídricos fronteiriços que tinha minado as relações bilaterais entre Brasil e Argentina, na década de 70. Em meados dos anos 80, o processo de redemocratização aproximou novamente os dois países, culminando, em julho de 1986, com a assinatura do Programa de Integração e Cooperação Econômica (PICE), entre os dois países (conhecido como Acordo Brasil - Argentina). Finalmente, o Tratado de Assunção, de março de 1991, formalizou a criação do Mercosul. Porém, foi somente em janeiro de 1995 que o acordo entrou efetivamente em operação, após um breve período que visou proporcionar aos 17 CARLUCI, José Lence. Uma introdução ao Direito Aduaneiro. 2 ed. São Paulo: Aduaneiras, Ibidem. 19 Mercosul. Disponível em: < Acesso em: 08 mar

8 8 agentes econômicos tempo para se adaptar ao novo mercado que se abria com novas oportunidades e novos concorrentes. Atualmente, o Mercosul é uma união aduaneira imperfeita, ou seja, não há ainda uma união econômica e monetária perfeita, as negociações entre os países continuam desenvolvendo-se. Já não são cobradas tarifas de importação entre seus membros e há uma Tarifa Externa Comum TEC em vigor. 20 Em Ouro Preto, adotaram-se os instrumentos fundamentais de política comercial comum que regem a zona livre de comércio e a união aduaneira que caracterizam hoje o Mercosul, encabeçados pela TEC. 21 O objetivo primordial do Tratado de Assunção é a integração dos Estados Partes, por meio da livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos, do estabelecimento de uma Tarifa Externa Comum (TEC) e da adoção de uma política comercial comum, da coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais e da harmonização de legislações nas áreas pertinentes, para alcançar o fortalecimento do processo de integração. 22 O acordo prevê uma contínua integração das economias dos estadosmembros, prevendo políticas comerciais comuns, incluindo a aplicação pelo Mercosul de medidas antidumping e compensatórias, estabelecimento de procedimentos relativos à defesa da concorrência, além de maiores aprofundamentos na liberalização dos fluxos de serviços e fatores de produção e de convergência de normas legais e políticas econômicas. Entre retrocessos e avanços, no seu limite, o Mercosul prevê a criação de uma união econômica e monetária, aumentando gradativamente suas negociações com outros mercados. É interessante notar que a primazia dos fatores políticos na origem do processo de integração é diretamente proporcional à fragilidade dos vínculos econômicos e completa disparidade das condições macroeconômicas dos países da região. Esta última questão ainda permanece como um dos maiores entraves à velocidade e ao aprofundamento da integração. 20 NAIDIN, Leane Cornet. Integração Regional: Estratégicas Empresariais. Apostila do Curso de Pós-Graduação (MBA Empresarial) da Fundação Getúlio Vargas, Comércio Exterior e Negócios Internacionais. Turma III. Local de realização: Decision. Porto Alegre: FGV, Mercosul. Disponível em: <http://www.mercosur.int/msweb/portal%20intermediario/pt/index.htm>. Acesso em: 08 mar Mercosul. Disponível em: <http://www.mercosur.int/msweb/portal%20intermediario/pt/index.htm>. Acesso em: 08 mar

9 prazo. 23 A partir de 2001, a crise nos países da região, em especial na Argentina, 9 As condições naturais para o comércio entre esses quatro países, até mesmo de proximidade geográfica, eram obstadas por razões históricas ligadas a dificuldades políticas. Além disso, embora o ritmo desse processo de integração e maior vinculação entre as economias enfrente obstáculos de ordem macroeconômica atuais, são inegáveis as perspectivas de crescimento de longo impactou o comércio regional. A ampliação da crise na Argentina entre 2001 e 2002 refletiu-se no primeiro semestre de 2002, que registrou um aumento significativo do déficit comercial do Brasil com o Mercosul. Esse resultado deveu-se à grande queda das exportações brasileiras para o Mercosul ressaltando-se que o saldo negativo registrado com a Argentina quase triplicou nestes semestres. 24 O Tratado de Assunção já em seu primeiro artigo prevê a livre circulação de bens serviços e fatores produtivos entre os países, através, entre outros, da eliminação dos direitos alfandegários e restrições não-tarifárias 25 à circulação de mercadorias e de qualquer outra medida de efeito equivalente, assim como a coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados Partes inclusive de comércio exterior, agrícola, fiscal e alfandegária. 26 O sucesso do Mercosul é inegável, tendo sido de fundamental importância como instrumento de negociação no âmbito da Área de Livre Comércio das Américas ALCA Tributos Os principais tributos para análise dentro de operações de comércio exterior são: IE, (Imposto sobre a Exportação), II (Imposto de Importação), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), IPI (Imposto sobre Produtos 23 NAIDIN, Leane Cornet. Integração Regional: Estratégicas Empresariais. Apostila do Curso de Pós-Graduação (MBA Empresarial) da Fundação Getúlio Vargas, Comércio Exterior e Negócios Internacionais. Turma III. Local de realização: Decision. Porto Alegre: FGV, Ibidem. 25 Ibidem. 26 Tratado de Assunção. Disponível em:< Acesso em: 12 jan Ibidem.

10 10 Industrializados) e COFINS/PIS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social/Programa de Integração Social). 28 Segundo o Sr. Camilo Feliciano de Oliveira, assessor de mercado do Irga Instituto Rio Grandense do Arroz e mestre em Economia e Desenvolvimento, em entrevista realizada para dar início a este estudo de caso 29, dentro do preço final do produto agrícola está embutido um alto imposto. Além disso, existem outros fatores que fazem com que o arroz produzido no país seja oferecido a um preço superior ao da concorrência do mercado internacional, como o preço das máquinas agrícolas e também quanto ao uso de agroquímicos genéricos não permitidos no Brasil. O recente Decreto 6759/09 regulamenta a administração das atividades aduaneiras, a fiscalização, o controle e a tributação das operações de comércio exterior, incluindo os impostos acima mencionados Imposto sobre a Exportação A competência para a instituição do Imposto sobre a Exportação consta do art. 153, II da CF, sendo, ainda, referido expressamente a tal imposto, na atenuação à legalidade pelo art. 153, 1º. Os artigos 23 a 28 do CTN estabelecem as normas gerais atinentes ao Imposto sobre a Exportação, definindo o fato gerador, base de cálculo e contribuintes. A tributação só é admissível da saída de produtos do país para outro, sendo o produto exportado incorporado à economia interna de outro país. Ou seja, as saídas de produtos que tenham ingressado em regime de admissão temporária ou de produtos que devam retornar ao país não configuram propriamente uma exportação. A exportação significa; portanto, a saída a título definitivo da mercadoria do país. Há um Sistema Harmonizado SH o qual designa e decodifica mercadorias; é o método internacional de classificação de mercadorias adotado, baseado em uma estrutura de códigos e respectivas descrições. Este sistema foi criado para promover o desenvolvimento do comércio internacional, assim como 28 O Setor de Alimentos para a Exportação. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Disponível em: <http://www.aprendendoaexportar.gov.br/alimentos/>. Acesso em: 13 jan OLIVEIRA, Camilo. Exportação do Arroz Produzido no RS. Entrevista. Data: 11 dez 2008 às 10hs, no Irga em Porto Alegre RS. 30 Decretos de Disponível em: < Acesso em 08 mar

11 11 aprimorar a coleta, a comparação e a análise das estatísticas, particularmente as do comércio exterior. Além disso, o SH facilita as negociações comerciais internacionais, a elaboração das tarifas de fretes e das estatísticas referentes aos diferentes meios de transporte de mercadorias e de outras informações utilizadas pelos diversos intervenientes no comércio internacional. A composição dos códigos do SH, formado por seis dígitos, permite que sejam atendidas as especificidades dos produtos, tais como origem, matéria constitutiva e aplicação em um ordenamento numérico lógico, crescente e de acordo com o nível de sofisticação das mercadorias. Este sistema abrange a nomenclatura (NCM) a qual compreende 21 seções da Tarifa Externa Comum (TEC). O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior determina as seguintes nomenclaturas para o arroz no capítulo 10, dos cereais, da seção II, dos produtos do reino vegetal: arroz arroz com casca (arroz paddy ) para semeadura outros parboilizado não parboilizado arroz descascado (arroz cargo ou castanho) parboilizado não parboilizado arroz semibranqueado ou branqueado, mesmo polido ou brunido parboilizado polido ou brunido outros não parboilizado polido ou brunido outros 31 Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Códigos e Descrições NCM. Disponível em: <http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=1095&refr=605#ii>. Acesso em: 13 jan

12 arroz quebrado A classificação fiscal de mercadorias é importante não somente para determinar os tributos envolvidos nas operações de importação e exportação e de saída de produtos industrializados, mas em especial no comércio exterior para fins de controle estatístico e determinação do tratamento administrativo requerido para determinado produto. 32 Da perfeita execução da classificação fiscal de produtos depende não somente a correta arrecadação dos tributos, como a realização efetiva da política econômica em relação aos diferentes países, mas permite determinar a alíquota a que o produto está sujeito, situando o mesmo no seu código correspondente, inserido no instrumento legal adequado ao caso, conhecendo-se, assim, o tributo a que está sujeita Imposto de Importação O artigo 1º do Decreto Lei nº 2472/88 deu nova redação ao artigo 31 do Decreto Lei nº 37/66. Estabelece que o contribuinte do Imposto de Importação é o importador, ou seja, quem promover a entrada de mercadoria estrangeira no território nacional, o destinatário de remessa postal internacional ou o adquirente de mercadoria entrepostada. Toda pessoa que, de alguma forma promova a entrada de produtos estrangeiros no país é considerada contribuinte do Imposto de Importação. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador e rege-se pela lei então vigente (CTN). O valor do tributo a ser pago é encontrado através da aplicação de uma alíquota sobre a base de cálculo previamente determinada. A legislação brasileira prevê dois tipos de alíquota: ad valorem e específica. A alíquota ad valorem é um percentual aplicado sobre o valor aduaneiro da mercadoria, mais utilizado no país. A alíquota específica é um valor fixo aplicado por unidade de medida da mercadoria Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS) 32 Ministério da Fazenda. Secretaria da Receita Federal do Brasil. Disponível em: <http://www.receita.fazenda.gov.br/aliquotas/classfismerc.htm>. Acesso em: 14 jan CARLUCI, José Lence. Uma introdução ao Direito Aduaneiro. 2 ed. São Paulo: Aduaneiras, SILVA, Tom Pierre Fernandes da. Tributação em Comércio Exterior. Apostila do Curso de Pós- Graduação (MBA Empresarial) da Fundação Getúlio Vargas, Comércio Exterior e Negócios Internacionais. Turma III. Local de realização: Decision. Porto Alegre: FGV, 2004.

13 13 O ICMS é um imposto estadual, variando; portanto, entre os estados brasileiros. A legislação competente compreende o art. 155 incisos II a XII CF e Emendas Constitucionais nº 33/01, nº 42/03, Leis Complementares nº 87/96, nº 92/97, nº 99/99, nº 102/00, nº 114/02, nº 116/03 e nº 122/06; Resoluções do Senado Federal nº 22/99 e nº 95/96; Convênios de Secretários de Fazenda dos estados e do Distrito Federal; Legislação dos estados e do Distrito Federal. 35 A CF/88 estabelecera que o ICMS não incidirá sobre operações que destinem ao exterior produtos industrializados, excluídos os semielaborados, definidos em lei complementar. A regra imunitória objetiva facilitar a exportação diante da competição internacional, constituindo instrumento para a realização do comércio exterior e o ingresso de divisas, objetivando situação positiva na balança de pagamentos. O benefício fiscal aplica-se também à saída dos bens com fim específico de exportação para o exterior, destinada a Empresa Comercial Exportadora inscrita no cadastro da SECEX - Secretaria de Comércio Exterior - do Ministério da Indústria e Comércio, inclusive trading companies, outro estabelecimento da mesma empresa, bem como a armazém alfandegado ou entreposto aduaneiro - depósito de mercadorias em local determinado e alfandegado, com suspensão do pagamento de tributos e sob controle aduaneiro Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) A competência para a instituição, pela União, do IPI consta do art. 153, inciso IV, CF. No seu 3º, com o acréscimo determinado pela EC 42/03, ainda estabelece os critérios a serem observados na sua instituição. A Lei 4.502/64, com suas alterações posteriores, em seus 127 artigos, institui o imposto. O Decreto 4.544/02, conhecido por Regulamento do IPI, regulamenta a tributação, fiscalização, arrecadação e administração do IPI, tendo revogado os Decretos 2.637/98, 3.070/99 e 3.490/00. O Decreto 4.542/02 aprova a Tabela de Incidência do IPI, estabelecendo as alíquotas aplicáveis a cada produto. Anteriormente a Tabela de Incidência do IPI era estabelecida pelo Decreto 3.777/01. O IPI incide nas operações de que participa 35 PAULSEN, Leandro. MELO, José Eduardo Soares de. Impostos Federais, Estaduais e Municipais. 4 ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, Ibidem.

14 14 o industrial que industrializou o produto e não na venda por comerciante ao consumidor. O 3º do art. 153 da CF determina, em seu inciso II, que o IPI seja não cumulativo. A não cumulatividade constitui uma técnica de tributação que visa impedir que as incidências sucessivas nas diversas operações da cadeia econômica de um produto impliquem um ônus tributário muito elevado, decorrente da múltipla tributação da mesma base econômica de um produto, implicando num ônus tributário muito elevado. Ou seja, consiste em fazer com que o IPI não onere em cascata a produção. Mas a não cumulatividade não chega a ter o status de cláusula pétrea conforme restou reconhecido quando do julgamento pelo STF da ADIn 939, pois não constitui direito fundamental das pessoas enquanto contribuintes. 37 Mesmo tratando-se de matéria-prima, não se tem como pretendê-lo no caso de a sua entrada não ser onerada pelo IPI, seja por força de isenção, de alíquota zero, de imunidade ou de simples não incidência. Sendo a matéria-prima tributada, o produto final pode não ser tributado, pode ser isento, sujeito à alíquota zero. Sempre que houver a saída de mercadorias do estabelecimento industrial ou equiparado tendo como destino outro país, a operação se dará sem a exigência de IPI COFINS/PIS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social/Programa de Integração Social) A base de cálculo para o PIS/Pasep e Cofins é o total das receitas da pessoa jurídica, sem deduções em relação a custos, despesas e encargos. As pessoas jurídicas de direito privado e as equiparadas pela legislação do imposto de renda que apuram o Imposto de Renda de Pessoa Jurídica IRPJ com base no lucro presumido ou arbitrado estão sujeitas à incidência cumulativa. As pessoas jurídicas ainda não sujeitas à incidência não cumulativa submetem à incidência cumulativa as receitas elencadas no art. 10, VII a XXV da Lei nº de O diploma legal da contribuição do PIS/Pasep não cumulativa é a Lei nº de 2002 e o da Cofins a Lei nº de Há permissão para o 37 PAULSEN, Leandro. MELO, José Eduardo Soares de. Impostos Federais, Estaduais e Municipais. 4 ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, 2008.

15 15 desconto de créditos apurados com base em custos, despesas e encargos da pessoa jurídica Estímulo à Exportação O imposto de exportação possui função extrafiscal, servindo como importante instrumento de política econômica, não estando sujeito ao princípio da anterioridade 38, art º CF, nem tampouco ao da legalidade, este no que se refere à possibilidade de alteração de alíquotas, dentro dos parâmetros fixados em lei (art º CF). O objetivo é impor um maior dinamismo ao planejamento e o controle do comércio exterior. 39 Em face da importância do volume de recursos oriundos da remessa de produtos nacionais para o exterior, com a entrada dos dólares tão necessários para honrar os compromissos internacionais, além da geração de empregos em setores vitais, como a indústria e a agricultura, e do aspecto altamente positivo que o superávit da balança comercial acarreta para a economia brasileira, na grande maioria dos produtos a alíquota do IE é reduzida a zero de modo a incentivar cada vez mais a exportação. 40 E no dia 31 de março de 2006, foi incorporada em nosso ordenamento jurídico a decisão do Conselho do Mercado Comum 37 de 2005 (CMC 37/05), através do Decreto 5.738/06. As referidas regras têm o objetivo de organizar o controle de ingresso e saída de mercadorias originárias de outros países ou blocos econômicos no território aduaneiro do Mercosul, a fim de que tais produtos sejam em alguns casos dispensados do pagamento de importação. O tratamento será igual às mercadorias importadas por um dos membros do Mercosul, mas originárias de terceiros países, países extrazona. 41 O CMC 37/05 regulamenta, em uma primeira etapa, a Decisão CMC 54/04, eliminação da dupla cobrança da TEC e distribuição da renda aduaneira, entrando 38 O princípio da anterioridade da lei tributária exige que a lei criadora ou majoradora do tributo seja anterior à situação descrita como fato gerador, seja anterior ao exercício financeiro de incidência do tributo. (AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro. 12 ed. São Paulo: Saraiva, 2006.) 39 FREITAS, Vladimir Passos de. Importação e Exportação no Direito Brasileiro. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, Ibidem. 41 VEPPO, Walter Machado. Mercosul evita dupla tributação do Imposto de Importação. Resenha do Professor de Direito Aduaneiro da PUCRS de Uruguaiana/RS. Disponível em: <http://www.pucrs.campus2.br/~walter.veppo/> Acesso em: 26 jan

16 16 em vigência em 07 de junho de 2006 e tem as seguintes disposições de internalização: Argentina Resolução nº 51/05 MEyP 29/12/05, Paraguai Decreto nº 6949/05 e Resolução 16/06 da Dirección Nacional de Aduanas 17/01/06, Uruguai Decreto 544/05 26/12/ O despacho aduaneiro de exportação é o procedimento fiscal mediante o qual se processa o desembaraço aduaneiro de mercadoria destinada ao exterior, seja ela exportada a título definitivo ou não. É processado através do SISCOMEX, Sistema Integrado de Comércio Exterior, ou seja, a sistemática administrativa do comércio exterior brasileiro que integra as atividades afins da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX), da Secretaria da Receita Federal e do Banco Central do Brasil. O despacho aduaneiro é iniciado após o registro de exportação no sistema, tendo por base declaração formulada pelo exportador à unidade da Secretaria da Receita Federal, através de terminal de computador conectado ao sistema em qualquer ponto do território nacional. O registro de exportação no SISCOMEX é requisito essencial para o despacho aduaneiro de exportação de mercadorias nacionais ou nacionalizadas e de reexportação de mercadorias importadas a título não definitivo. 43 Para a utilização do SISCOMEX, paga-se uma taxa de utilização cujo fato gerador é exatamente o uso do referido sistema, tendo como contribuinte o importador. O recolhimento deve ser feito no momento do registro da declaração de importação (DI), podendo os valores ser reajustados anualmente, mediante ato do Ministro da Fazenda. O produto da arrecadação desta taxa é destinado ao Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (FUNDAF). 44 O artigo 306 do recente Decreto 6759/09 especifica a taxa de utilização do SISCOMEX. Para estimular a venda ao exterior, a alíquota do IE é reduzida a zero de modo a incentivar cada vez mais a exportação. Por outro lado, referente ao nosso estudo de caso, não há muito interesse em vender muito arroz ou outras commodities para o mercado exterior, uma vez que é 42 Normas de regime origem Mercosul. Disponível em: < Acesso em: 26 jan CARLUCI, José Lence. Uma introdução ao Direito Aduaneiro. 2 ed. São Paulo: Aduaneiras, FREITAS, Vladimir Passos de. Importação e Exportação no Direito Brasileiro. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2004.

17 17 muito importante que haja o abastecimento interno destes produtos. Ou seja, exportando mais, valoriza o produto no mercado interno, elevando também os preços ao consumidor. Em contrapartida, a exportação traz divisas ao país. Enfim, os tributos que oneram o produto diminuindo sua competitividade internacional são justamente aqueles os quais estão embutidos desde a sua produção. A tributação é forte, mas não é direta. Inclui os tributos desde a compra de insumos, fertilizantes, matéria-prima para combate às pragas, na compra de máquinas agrícolas, investimento em tecnologia, mão-de-obra, etc. 45 Apresentado o Direito Aduaneiro e principais tributos incidentes em operações de comércio exterior e sua relação com a comercialização do grão, junto a informações históricas e essenciais do Mercosul, seguimos, então, para o estudo das medidas restritivas às práticas comerciais internacionais. 2 MEDIDAS RESTRITIVAS ÀS PRÁTICAS COMERCIAIS INTERNACIONAIS O imposto aduaneiro tem finalidade predominantemente extrafiscal. Conforme a finalidade, as tarifas aduaneiras podem ser fixadas em razão de objetivos de política econômica; entre eles, proteção à indústria nacional, incentivos aos investimentos estrangeiros, luta contra as práticas monopolísticas e contra o dumping internacional Dumping Dumping é a introdução de um bem no mercado de outro país a preço inferior ao preço de venda no mercado interno do país exportador. O conceito de dumping utilizado no âmbito do Acordo Antidumping é distinto do conceito usualmente adotado pela teoria econômica (vendas abaixo do custo, com o intuito de deslocar concorrentes). O conceito de dumping do Acordo é um conceito objetivo: preços 45 LUZ, Antonio. Assessor econômico da Farsul - Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS. Entrevista. Data: 11 mar às 16 horas por telefone. 46 CARLUCI, José Lence. Uma introdução ao Direito Aduaneiro. 2 ed. São Paulo: Aduaneiras, 2001.

18 18 praticados no mercado interno superiores àqueles praticados na exportação para um determinado país. 47 Tais medidas podem ser convencionais e, neste caso, se comportando dentro de certos limites, procedimentos e com regras claras, reciprocamente tolerados pelos países signatários do acordo, tratado ou ato internacional. Neste caso estão o Acordo Antidumping, o Acordo de Subsídios e Medidas Compensatórias, o Acordo sobre Salvaguardas, o Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio, todos no âmbito do GATT/94 (Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio). Considera-se que um produto é objeto de dumping, isto é, introduzido no mercado de outro país a preço inferior ao seu valor normal, se o preço de exportação do produto, quando exportado de um país para outro, for inferior ao preço praticado no curso de operações comerciais normais, de um produto similar destinado ao consumo do país exportador. 48 O Acordo Antidumping permite que as autoridades administrativas levem em conta a venda a um primeiro comprador não relacionado, no caso de vendas feitas entre partes consideradas associadas. Nestes casos as autoridades podem fazer ajustes em razão dos custos ocorridos, como tarifas e tributos, entre a importação e a revenda, bem como devem, também, abater os lucros incidentes sobre a operação. A doutrina enquadra a prática do dumping ou em categoria como ato ilícito ou como abuso do poder econômico ou, ainda, como fato econômico jurídico de direito internacional econômico, divergindo nestes aspectos. 49 A adoção de medidas antidumping deve ser tomada nos casos de verificação da prática do dumping, pressuposto de avaliação econômica, dano ou ameaça de dano à indústria doméstica e, no caso de juízo de conveniência e oportunidade, diante do caso concreto. 50 Quando se tratar de dumping, mediante importação, no todo ou em parte, de produto estrangeiro, as investigações de ocorrência devem ser formuladas de 47 LEMME, Marta Calmon. Regulação do comércio internacional. Apostila do Curso de Pós- Graduação (MBA Empresarial) da Fundação Getúlio Vargas, Comércio Exterior e Negócios Internacionais. Turma III. Local de realização: Decision. Porto Alegre: FGV, CARLUCI, José Lence. Uma introdução ao Direito Aduaneiro. 2 ed. São Paulo: Aduaneiras, TOMAZETTE, Marlon. Comércio Internacional & Medidas Antidumping. Curitiba: Juruá, Ibidem.

19 19 acordo com roteiro à Secretaria de Comércio Exterior SECEX - anexo e entregues no Protocolo do Departamento de Defesa Comercial DECOM. 51 Com a finalidade de garantir condições efetivas de concorrência leal para o comércio entre os países do Mercosul e com outros mercados, o Conselho do Mercado Comum editou a Decisão nº 03/92 em que manda adotar, durante o período de transição, um procedimento que permita aos seus produtores formular queixas quando se considerarem prejudicados por importações realizadas no âmbito do Mercosul e que sejam objeto de dumping ou subsídios. No Brasil, não há subsídios. Na Argentina e no Uruguai, ao contrário, existem subsídios à comercialização internacional do arroz Direito Internacional da Concorrência A liberdade de concorrência não se trata de um instituto novo. Muito menos é novo o direito de defesa da concorrência. O Direito da Concorrência surgiu para regular as anomalias apresentadas pelo sistema substituto do mercantilismo e desde então é visto como um processo dinâmico. Os defensores da concorrência alegam que ela é o melhor estímulo da atividade econômica, que garante que os preços venham a refletir a real relação entre a oferta e a procura. Isto significa mais escolha para os consumidores, melhores preços e qualidade. Porém, como as empresas têm o objetivo de maximizar os lucros, é possível que tentem formar cartéis para dividir o mercado. Então, o Direito é chamado a controlar o comportamento dos diferentes agente econômicos, tipificar condutas anticoncorrenciais e estabelecer sanções para este assim chamado movimento concentracionista. Este ímpeto incontrolável e natural das empresas é o objeto do seguimento deste estudo sobre concorrência. 53 O Mercosul ainda não experimentou um desenvolvimento legislativo como o da União Européia, uma cultura de concorrência ainda não é claramente expressa. O Tratado de Assunção não deu a devida atenção ao assunto, ao manter-se em 51 CARLUCI, José Lence. Uma introdução ao Direito Aduaneiro. 2 ed. São Paulo: Aduaneiras, LUZ, Antonio. Assessor econômico da Farsul - Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS. Entrevista. Data: 11 mar às 16 horas por telefone. 53 JAEGER JR, Augusto. Direito Internacional da Concorrência. Curitiba: Juruá, 2008.

20 20 silêncio sobre a inclusão explícita de regras de concorrência em seu texto. A única referência está no art. 4º do Tratado, quanto à elaboração de normas comuns sobre concorrência; é o fundamento jurídico apontado para os trabalhos normativos, em especial o Protocolo de Defesa da Concorrência do Mercosul, surgido pela Decisão n. 18/96, ratificado apenas pelo Brasil e pelo Paraguai. 54 A falta de regulamentação no próprio Tratado de Assunção ocasiona certa insegurança jurídica no que diz respeito ao direito de concorrência, uma vez que o Tratado de Assunção é o alicerce fundamental de todo o processo de integração do Mercosul e, como sendo a base da integração, deveria estabelecer as normas gerais sobre a matéria. 55 Segundo Frederico do Valle Magalhães Marques: A política de concorrência e a de liberalização comercial possuem, dentre outros objetivos, uma meta comum, qual seja: evitar que atividades anticompetitivas distorçam a operação eficiente do mercado; mas, como coordenar essas políticas para que trabalhem em prol do comércio internacional, com bases nos princípios do livre comércio e livre concorrência? 56 O Brasil é, hoje, o membro do Mercosul mais avançado em matéria de política de concorrência. Apesar de ter sido, historicamente, palco de elevado protecionismo com a dominação do poder público e a consequente regulação e controle do setor privado, as mudanças que ocorreram nos últimos anos, com a abertura comercial e, sobretudo, em função da nova Lei de Concorrência (Lei 8.884/94), fizeram com que o mercado brasileiro se tornasse mais dinâmico e competitivo. 57 As normas de defesa da concorrência no Mercosul são encontradas na Decisão nº 18/96, Protocolo de Defesa da Concorrência do Mercosul. Esta decisão estabelece as regras aplicáveis aos atos praticados por pessoas físicas ou jurídicas do direito público ou privado ou outras entidades que tenham como objetivo produzir ou que produzam efeitos sobre a concorrência no âmbito do Mercosul, afetando o comércio entre os Estados Partes. O Comitê de Defesa da Concorrência é responsável pela investigação dos casos de suspeita de infração. O Anexo ao Protocolo de Defesa da Concorrência do Mercosul, aprovado pela Decisão nº 02/97, estabelece as multas aplicáveis às 54 Ibidem. 55 MARQUES, Frederico do Valle Magalhães. Direito Internacional da Concorrência. Rio de Janeiro: Renovar, Ibidem. p MARQUES, Frederico do Valle Magalhães. Direito Internacional da Concorrência. Rio de Janeiro: Renovar, 2006.

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