RESIDÊNCIA MÉDICA 2016

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1 NOME INSCRIÇÃO SALA LUGAR DOCUMENTO DATA DE NASC ESPECIALIDADE PROVA DISSERTATIVA ESPECIALIDADES CIRÚRGICAS ASSINATURA DO CANDIDATO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS Faculdade de Ciências Médicas LOTE SEQ RESIDÊNCIA MÉDICA 2016 Concurso de Admissão Prova Dissertativa (15/11/2015) ESPECIALIDADES CIRÚRGICAS COREME / FCM / COMVEST

2 INSTRUÇÕES AOS CANDIDATOS Verifique se este caderno contém um total de 10 questões, numeradas de 1 a 10. Caso contrário solicite ao fiscal da sala outro caderno completo. As duas provas terão a duração total de 4 (quatro) horas e 30 (trinta) minutos. O candidato só poderá sair após 2 (duas) horas do início da prova. Utilize apenas CANETA ESFEROGRÁFICA DE TINTA PRETA. Não faça qualquer marca na tabela impressa na capa deste caderno. Sua identificação está impressa na página de rosto, que será destacada antes da correção. Não faça qualquer outro sinal ou marca que possa identificá-lo, pois acarretará anulação da prova. Mantenha as respostas sem rasuras. Não passe corretivo na folha de respostas. Em caso de erro ao escrever, proceda da seguinte maneira: colocar a(s) palavra(s) entre parênteses e fazer um traço horizontal no meio da palavra. Ex: (exame). As folhas de questões e respostas deverão permanecer sem qualquer sinal de dobra ou amassado. Utilize, apenas, o espaço destinado na página. Tudo que estiver fora do espaço previsto para resposta não será considerado. Não será permitido o uso de calculadora. Para rascunho utilize, apenas, a folha em branco no final deste caderno, que NÃO PODERÁ ser destacada. Leia com cuidado cada uma das questões, atentando para o enunciado. As respostas devem ser LEGÍVEIS E OBJETIVAS. Responda apenas o que está sendo perguntado. O que não estiver relacionado com a pergunta, não será considerado. Somente será permitida a saída do candidato da sala de exames durante a prova quando acompanhado por um fiscal. Este caderno DEVERÁ ser entregue ao final da prova. Os cadernos de respostas que não forem entregues após 4 horas e 30 minutos do início da prova serão recolhidos. A prova será divulgada a partir das 19 horas de 15/11/2015 pela internet nos site: e BOA PROVA!

3 01. Mulher, 62a, sem comorbidades ou antecedentes clínicos relevantes, foi submetida à colecistectomia videolaparoscópica há 14 dias devido colecistite aguda, apresentando evolução pós-operatória sem intercorrências. Exame anatomopatológico da vesícula biliar apresentou achado incidental de adenocarcinoma de vesícula, com infiltração até tecido conjuntivo perimuscular e margens cirúrgicas livres. A respeito deste caso, pergunta-se: A) CITE 3 (TRÊS) FATORES DE RISCO PARA O CÂNCER DA VESÍCULA BILIAR. B) QUAL É A CONDUTA NESTE CASO?

4 02. Homem, 56a, pesando 80 kg, com Resistência Vascular Pulmonar (RVP) = 3,0 unidades Wood é submetido a transplante cardíaco, recebendo órgão de um doador masculino, com 75 kg. Pergunta-se: A) QUAL A PRINCIPAL COMPLICAÇÃO POSSÍVEL NA PRIMEIRA SEMANA DE TRANSPLANTE, RELACIONADA AO ENXERTO? B) CITE 2 (DUAS) POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES RELACIONADAS AO TRANSPLANTE, CARACTERÍSTICAS DO TERCEIRO ANO EM DIANTE DO PÓS-TRANSPLANTE.

5 03. Neonato de 7 dias de vida apresenta diagnóstico pré-natal de uretero-hidronefrose bilateral e megabexiga, confirmados após o nascimento. Apresenta globo vesical palpável e jato urinário fraco. Após sondagem vesical, apresentou diminuição da hidronefrose ao exame ultrassonográfico. Pergunta-se: A) QUAL A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA? QUAL EXAME COMPROVA SUA HIPÓTESE? B) CITE 2 (DUAS) OPÇÕES TERAPÊUTICAS.

6 04. Sobre a acalasia idiopática e o megaesôfago chagásico, pergunta-se: A) CITE 3 (TRÊS) TÉCNICAS CIRÚRGICAS UTILIZADAS PARA O TRATAMENTO CIRÚRGICO DESTAS DOENÇAS. B) CITE 3 (TRÊS) ALTERAÇÕES RADIOLÓGICAS QUE PODEM SER OBSERVADAS NO ESTUDO CONTRASTADO DO ESÔFAGO.

7 05. Mulher, 45a, sofreu queimadura por chama direta associada a uso de álcool etílico ao tentar acender uma churrasqueira. É trazida à Unidade de Emergência. Exame físico: PA= 140X80 mmhg; FC= 105 bpm; FR= 30irpm; consciente e orientada, referindo dor intensa em tórax e membros superiores. À avaliação inicial: vias aéreas pérvias, ausculta pulmonar sem alterações. Após exposição, verifica-se presença de queimaduras de 1º grau em toda face/couro cabeludo (cabeça), pescoço e toda a face anterior do membro superior esquerdo; queimaduras de 2º grau em todo o membro superior direito (anterior e posterior) e em toda a face anterior do tórax e abdome. Peso da paciente é de 65 kg. Pergunta-se: A) DETERMINE, COM BASE NA REGRA DOS NOVE, A SUPERFÍCIE CORPORAL QUEIMADA CORRESPONDENTE A CADA GRAU. B) QUAL SOLUÇÃO ESTÁ INDICADA PARA A REALIZAÇÃO DA REPOSIÇÃO VOLÊMICA DESTA PACIENTE? UTILIZANDO A FÓRMULA DE PARKLAND, DETERMINE O VOLUME A SER INFUNDIDO NAS PRIMEIRAS 24 HORAS DE TRATAMENTO.

8 06. Paciente é submetida à pneumonectomia direita com descolamento extrapleural para tratamento de bronquiectasia. Apresenta no 1º pós-operatório instabilidade hemodinâmica, necessitando de drogas vasoativas. Pergunta-se: A) CITE 3 (TRÊS) POSSÍVEIS FATORES ETIOLÓGICOS DESTA INSTABILIDADE. B) NA EVOLUÇÃO, O RADIOGRAMA DO TÓRAX MOSTRA OPACIDADE TOTAL DO HEMITÓRAX HOMOLATERAL, ASSOCIADA À QUEDA DA HEMATIMETRIA E PLAQUETAS. QUAL A PROVÁVEL HIPÓTESE DIAGNÓSTICA? QUAIS AS MEDIDAS A SEREM TOMADAS?

9 07. Homem, 67a, dá entrada no Pronto Socorro referindo dor e incapacidade motora no membro inferior direito há 4 horas. Refere antecedente de febre reumática, quando adolescente, e sintomas sugestivos de insuficiência cardíaca congestiva. Exame físico: PA= 160X95 mmhg; FC= 110bpm, arrítmico; presença de pulso femoral esquerdo e ausência do pulso femoral direito. Pergunta-se: A) QUAL A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA? QUAL A ETIOLOGIA MAIS PROVÁVEL DA DOENÇA? QUAL ACHADO (NÃO DESCRITO) DO EXAME FÍSICO INDICARIA A NECESSIDADE DE INTERVENÇÃO CIRÚRGICA IMEDIATA? B) COMO É O NOME DO CATETER DESENVOLVIDO PARA O TRATAMENTO DESTA DOENÇA? QUAL A POSSÍVEL COMPLICAÇÃO DO MEMBRO AFETADO APÓS O TRATAMENTO BEM SUCEDIDO? QUAL MEDICAÇÃO DEVE SER PRESCRITA EM LONGO PRAZO PARA ESTE PACIENTE?

10 08. Mulher 32a, queixa-se de odinofagia leve há 3 meses, sem perda ponderal. Não houve melhora após uso de analgésicos ou corticosteroides. Não tem antecedente de tabagismo ou etilismo. Exame físico: lesão ulcerada de 2,5 cm na loja amigdaliana esquerda, com linfonodomegalia ipsilateral de 2 cm, no nível II. Pergunta-se: A) QUAL A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA E O ESTADIAMENTO? QUAL O PROVÁVEL FATOR ETIOLÓGICO ENVOLVIDO? B) COMO CONFIRMAR O DIAGNÓSTICO E A ETIOLOGIA? QUAL O TRATAMENTO DE ESCOLHA?

11 09. Mulher, 35a, é admitida na Unidade de Terapia Intensiva devido quadro de pancreatite aguda grave, de etiologia biliar. Evolui com piora progressiva do quadro ventilatório, necessitando de suporte invasivo. Não apresenta outras comorbidades ou achados significativos ao exame físico. Gasometria arterial: PaO 2 = 82 mmhg, FiO 2 = 100%. Radiograma de tórax após a realização da intubação orotraqueal: infiltrado interstício-alveolar difuso (sem outros comemorativos). Perguntase: A) TENDO EM VISTA A HISTÓRIA CLÍNICA E OS ACHADOS DO RADIOGRAMA, QUAL A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA, RELACIONADA AO QUADRO DE INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA? B) CITE 3 (TRÊS) VARIÁVEIS OBJETIVADAS NA ESTRATÉGIA VENTILATÓRIA DESTA PACIENTE:

12 10. Homem, 58 a, queixa-se de constipação intestinal e perda ponderal de 10 kg nos últimos 3 meses. Há 3 dias cólicas, distensão abdominal e parada de eliminação de gases e fezes. Radiograma de abdome mostra obstrução cólica em alça fechada e tomografia computadorizada evidencia neoplasia de transição retossigmóide, sem metástases. Pergunta-se: A) CITE 3 (TRÊS) OPÇÕES DE CIRURGIA PARA O CASO DESCRITO. B) JUSTIFIQUE UMA VANTAGEM PARA CADA OPÇÃO PROPOSTA.

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