ESTRATÉGIA REGIONAL DE ESPECIALIZAÇÃO INTELIGENTE: ATELIÊ DO CAPITAL SIMBÓLICO, TECNOLOGIAS E SERVIÇOS DO TURISMO

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1 ESTRATÉGIA REGIONAL DE ESPECIALIZAÇÃO INTELIGENTE: ATELIÊ DO CAPITAL SIMBÓLICO, TECNOLOGIAS E SERVIÇOS DO TURISMO ccdr-n.pt/norte DE MAIO DE 2013 PORTO

2 Principais Conceitos A competitividade das regiões deve fundar se nas respetivas características e ativos existentes no seu território, concentrando recursos nos domínios/atividades económicas em que exista ou possa reunir se massa crítica relevante; As regiões têm de reavaliar o seu posicionamento competitivo em função do mercado global e da sua capacidade de afirmação internacional, tendo subjacente o princípio de que it is not possible to excel in everything. Está se em presença de um paradigma de desenvolvimento baseado em regiões e na sua capacidade de se afirmarem, diferenciando se, no mercado internacional. 2

3 Principais Conceitos Escolhas e massa crítica: identificando um conjunto limitado e concreto de prioridades que deverão concentrar a maioria dos recursos financeiros; Variedade relacionada: explorando sinergias intersectoriais, combinando bases cognitivas e produtivas, combinando visões verticais e horizontais; Construção de vantagens competitivas: aproveitando as capacidades de C&T e da economia regional e promovendo processos de articulação, desenvolvendo um mercado tecnológico; Conetividade e clusters: promovendo a conetividade interna e internacional e a variedade relacionada de atividades económicas; Hélice quádrupla: adotando uma perspetiva da inovação colaborativa envolvendo empresas, universidades, instituições e utilizadores. 3

4 Focus Diversificação Fileira Mudança Estrutural Principais Conceitos INOVAÇÃO BASE EMPRESARIAL POLÍTICA PÚBLICA RECURSOS & ATIVOS Inimitabilidade Não transferência UTILIZADORES AVANÇADOS Evolução Tecnológicos Não Tecnológicos Recomposição 4

5 Diagnóstico Factos e números de diagnóstico uma base de partida para reflexão Qual foi o desempenho turístico da região do norte nos últimos anos? O turismo na Região Norte cresceu mas apenas na procura internacional Taxa de crescimento média anual TCMA 2008/2012 1,7% Mercado Internacional (dormidas de estrangeiros) 2008/2012 4,4% Mercado interno (dormidas nacionais) 2008/ % 5

6 Diagnóstico Factos e números de diagnóstico uma base de partida para reflexão Quais são os principais mercados? Dormidas nacionais: 52,1% Dormidas estrangeiros: 47,9% ,9% ,5% TOP 5 em Espanha 2. França 3. Brasil 4. Alemanha 5. Reino Unido Espanha + 69,1% + 0,8% Variação 2008/2012 Brasil passa de 5º para 3º França Brasil Alemanha Reino Unido

7 Diagnóstico Factos e números de diagnóstico uma base de partida para reflexão Que investimentos foram realizados para o desenvolvimento turístico regional? Matriz Estratégica Qualificar valorizar os recursos turísticos, potenciando os produtos turísticos prioritários e criar as infra-estruturas de suporte ao Turismo regional Desenvolver a oferta de Alojamento e Animação assente em padrões de qualidade e sustentabilidade Promover a Qualificação e Formação dos Recursos Humanos Projectar e promover a oferta turística do Porto e Norte de Portugal, afirmando os seus sub-espaços e produtos turísticos prioritários Promover um processo de dinamização, acompanhamento e informação do turism o regional Rede de Monumentos do Vale do Douro Direcção Regional Cultura Norte Rota de Cister Vale do Varosa Rede de Mosteiros em espaço rural Reabilitação do Palácio da Bolsa 2ª Fase Associação Comercial do Porto Valorização de infra estruturas de turismo de natureza da Região Norte ICNB Promoção e visitação nas Áreas Protegidas do Norte de Portugal Parques Naturais e Parque Nacional ICNB Requalificação de Termas na Região do Norte (Termas do Peso Melgaço, Taipas, Gerês, etc.) Terminal de Cruzeiros turísticos APDL Rota do Românico Municípios Sousa e Baixo Tâmega 7

8 Diagnóstico Factos e números de diagnóstico uma base de partida para reflexão Que investimentos foram realizados para o desenvolvimento turístico regional? Matriz Estratégica Qualificar valorizar os recursos turísticos, potenciando os produtos turísticos prioritários e criar as infra-estruturas de suporte ao Turismo regional Desenvolver a oferta de Alojamento e Animação assente em padrões de qualidade e sustentabilidade Promover a Qualificação e Formação dos Recursos Humanos Projectar e promover a oferta turística do Porto e Norte de Portugal, afirmando os seus sub-espaços e produtos turísticos prioritários Promover um processo de dinamização, acompanhamento e informação do turism o regional QREN (2007- Mar 2013) 182 projetos M Investimento total Outros 1% Turismo no Espaço Rural 7% Restauração e Similares 3% Act. de operadores e agências de viagem 0% Organização de actividades de animação turística 4% Outras actividades de diversão e recreativas, n.e. 14% Parques temáticos, campismo e de caravanismo 5% Alojamento (66%) + TER (7%) = 73% do total do investimento privado Alojamento 66% 8

9 Diagnóstico Factos e números de diagnóstico uma base de partida para reflexão Que investimentos foram realizados para o desenvolvimento turístico regional? Matriz Estratégica Qualificar valorizar os recursos turísticos, potenciando os produtos turísticos prioritários e criar as infra-estruturas de suporte ao Turismo regional Desenvolver a oferta de Alojamento e Animação assente em padrões de qualidade e sustentabilidade Promover a Qualificação e Formação dos Recursos Humanos Projectar e promover a oferta turística do Porto e Norte de Portugal, afirmando os seus sub-espaços e produtos turísticos prioritários Promover um processo de dinamização, acompanhamento e informação do turism o regional Nova Escola de Hotelaria e Turismo do Porto (TdP) Criação de Balneário Pedagógico Transfronteiriço (Vidago) infraestrutura para qualificação e formação especializada em Termalismo e Saúde e Bem Estar (CM Chaves) 9

10 Diagnóstico Factos e números de diagnóstico uma base de partida para reflexão Que investimentos foram realizados para o desenvolvimento turístico regional? Matriz Estratégica Qualificar valorizar os recursos turísticos, potenciando os produtos turísticos prioritários e criar as infra-estruturas de suporte ao Turismo regional Desenvolver a oferta de Alojamento e Animação assente em padrões de qualidade e sustentabilidade Promover a Qualificação e Formação dos Recursos Humanos Projectar e promover a oferta turística do Porto e Norte de Portugal, afirmando os seus sub-espaços e produtos turísticos prioritários Promover um processo de dinamização, acompanhamento e informação do turism o regional Festival do Norte (Turismo do Porto e Norte de Portugal) Porto 2.0 Festival da Cidade em Mudança (Porto Lazer) Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura (Fundação cidade de Guimarães) Improvisações/colaborações (Serralves) Marketing e Promoção Turística do Turismo do Douro (Turismo do Douro) MinhoIN Marketing Territorial (PROVERE Minho ) Dinamização Cultural e Turística da Rota do Românico do Vale do Sousa (PROVERE RRVS) 10

11 Desempenho síntese ESTRATÉGIA REGIONAL DE ESPECIALIZAÇÃO INTELIGENTE Diagnóstico MELHOR Território mais qualificado Qualificação e valorização da oferta de alojamento Qualidade e diversidade da oferta cultural Network de ligações aéreas triplicou nos últimos 5 anos 6 milhões de passageiros do AFSC em 2012 Aumento contínuo das dormidas de estrangeiros Crescimento do turismo de cruzeiros Reconhecimentos internacionais PIOR Mercado interno em queda contínua nos últimos 4 anos Vários indicadores em queda Δ 12/11 Hospedes ( 0,6%); Taxas de ocupação ( 3,12%); Proveitos globais ( 5,1%); RevPar ( 2,3%) Estada média baixa inferior à média nacional (tendo mesmo decrescido para 1.7 nts) Ausência de estratégia de promoção e animação turística global Subaproveitamento das TIC para a promoção do turismo regional Persistência de alguma pulverização de iniciativas atomização e dispersão Potencial de articulação com outras atividades económicas subaproveitado 11

12 Dom. Prioritário: Capital Simbólico, Tecnologias e Serviços do Turismo INOVAÇÃO BASE EMPRESARIAL RACIONAL Valorização de recursos culturais e intensivos em território, aproveitando as capacidades científicas e tecnológicas, nomeadamente nas áreas da gestão, marketing e TIC, e a oferta turística relevante, promovendo percursos e itinerâncias como forma de aproveitamento das principais infraestruturas de entrada de visitantes EQUIPAMENTO NÁUTICO AGRO ALIMENTAR E VINHOS TICE INDÚSTRIAS CRIATIVAS MOBILIDADE ALOJAMENTO E RESTAURAÇÃO MEETINGS INDUSTRY ANIMAÇÃO TURÍSTICA PARQUES NATURAIS TERMAS PATRIMÓNIO EDIFICADO DESTINATION MANAGEMENT ORGANIZATIONS DISTRIBUIÇÃO TURÍSTICA VINHOS E GASTRONOMIA PATRIMÓNIO MUNDIAL UNESCO CIDADES E VILAS HISTÓRICAS MAR, RIOS E ALBUFEIRAS TURISTAS ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA HISTÓRIA E TRADIÇÕES GESTÃO, MARKETING, TIC, TURISMO E HOTELARIA RECURSOS & ATIVOS UTILIZADORES AVANÇADOS 12

13 Questões chave e tendências Quais são os principais ativos do território para o desenvolvimento turístico regional? Como valorizar economicamente esses ativos territoriais? Porto Palácio Mateus Alto Douro Vinhateiro Parque Arqueológico do Côa Guimarães Qual é o capital simbólico regional que nos permite diferenciar de outros destinos turísticos? Característica da oferta turística Imobilidade da Oferta A oferta turística é imóvel - um recurso turístico (praia, monumento) não pode ser transferido para outro local associado a melhores condições de venda. São os ativos do território, o capital simbólico que fazem um destino turístico. 13

14 Questões chave e tendências Como crescer mais na procura internacional? Quais os mercados prioritários? Como potenciar a Meetings Industry? [Porto 53ª posição no ranking do ICCA] 85% Europa Médio Oriente Ásia e Pacífico Américas África Alemanha: 1ª posição em termos mundiais: mercado emissor de turistas e gastos turísticos no estrangeiro 2º lugar do ranking dos mercados externos para Portugal (dormidas) Portugal detém uma quota de: 0,9% do total de outbound dos turistas alemães quando viajam para o exterior 14

15 Questões chave e tendências Quais as carências em matéria de recursos humanos? A formação prestada responde às necessidades do mercado? Características da oferta turística Intangibilidade do Produto Turístico Natureza Imaterial indústria de pessoas para pessoas - turistas registam experiências Inseparabilidade da Produção e do Consumo A produção e o consumo são simultâneos, pelo que só existe produção turística quando há consumo Consumo é Realizado Localmente O consumo turístico é condicionado pela presença do cliente - o cliente tem de se deslocar até ao local de produção dos bens e serviços contacto com prestadores de serviços 15

16 Questões chave e tendências Como tirar partido das TIC? 88% dos consumidores realizam pesquisa online sobre o produto antes de o comprar Cerca de 59% das vendas nos EUA é online Na Europa 43% Cerca de 2/3 dos turistas reserva online Crescente investimento das organizações nos meios online 2013: $3.72b 2016: $5.78b ( US industry, includes air companies, car rental, hotels & resorts) 16

17 Questões chave e tendências Como tirar partido das TIC? Em 2014 o acesso à internet através de dispositivos móveis ultrapassará o acesso à web através de PC Impacto significativo em viagens, turismo e cultura [pesquisa e reserva on line] 17

18 Questões chave e tendências Como tirar partido das TIC? As redes sociais fazem parte da experiência Antes e durante e depois 18

19 Objetivos do Ateliê Temático A Estratégia Regional de Especialização Inteligente deve resultar de um processo de co construção com os diferentes atores regionais. Os ateliers são apenas uma etapa inicial de um processo de iteração regional. Os objetivos deste ateliê são: Testar e melhorar o racional do domínio prioritário Conhecer as principais linhas de trabalho das unidades de I&D e as intenções de investimento das empresas, desafiando todos a participarem ativamente na definição da Estratégia Regional de Especialização Inteligente Iniciar um processo de definição de um número restrito de linhas de trabalho e de desenvolvimento de novos processos, produtos e serviços considerados de maior potencial e prioritários (existência de massa crítica ou wildcards) Identificar as dimensões de intervenção da política pública, construindo se uma análise SWOT e uma matriz de objetivos e metas por domínio Colaborar na definição do espectro e incidência dos instrumentos de política pública 19

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