Adriano Galindo Leal, Alessandro Santiago dos Santos, Henrique Frank Werner Puhlmann, Matheus Jacon Pereira

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Adriano Galindo Leal, Alessandro Santiago dos Santos, Henrique Frank Werner Puhlmann, Matheus Jacon Pereira"

Transcrição

1 AVALIAÇÃO AUTOMATIZADA DA CONFORMIDADE E INTEROPERABILIDADE DE EQUIPAMENTOS E SISTEMAS DE ITS AO PADRÃO NTCIP POR MEIO DA PLATAFORMA DE TESTES TTCN-3 Adriano Galindo Leal, Alessandro Santiago dos Santos, Henrique Frank Werner Puhlmann, Matheus Jacon Pereira RESUMO Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S/A IPT Centro de Tecnologia da Informação, Automação e Mobilidade No contexto dos ITS (Sistemas de Transportes Inteligentes), um grande desafio é homologar e comprovar, de forma rápida e eficiente, a interoperabilidade de todos os componentes do sistema de transporte tanto em ambiente de desenvolvimento, quanto em cenários reais. A resolução Nº A da Agência Nacional de Transportes Terrestres definiu que todos os equipamentos de ITS devem adotar os padrões de Protocolos de Comunicação de Dados e Dicionários de Padrões de dados do NTCIP (National Transportation Communications for ITS Protocol). Assim, é essencial estabelecer uma plataforma de testes para avaliar tanto a conformidade com os padrões estabelecidos, quanto com as complexas regras de negócio da área de transportes. Sendo que a utilidade desta plataforma é indispensável nas etapas de desenvolvimento de equipamentos e na de integração de sistemas. Como solução prática, este artigo expõe a aplicação de ensaios automatizados de equipamentos de ITS utilizando a plataforma de testes TTCN-3 para homologação de conformidade com o protocolo NTCIP e outros. O método proposto foi aplicado com sucesso na homologação de conformidade com o protocolo de Transação DUAL em antenas AVI (Automatic Vehicle Identification) do sistema Sem Parar/Via Fácil. Adicionalmente é apresentada a perspectiva de extensão do uso desta metodologia envolvendo sistemas em cenários complexos de transporte utilizando NTCIP, como exemplo é citado o desenvolvimento da homologação pelo NTCIP de um painel de mensagens variáveis que estará completo em fevereiro de Em cenários internacionais, esta metodologia é utilizada em outras áreas, tais como: telecomunicações, redes de energia inteligentes (Smart Grid), serviços computacionais nas nuvens (Cloud Computing), etc. No entanto, esta metodologia é pouco difundida no Brasil. Palavras-chave: Sistemas de Testes Automatizados; TTCN-3, NTCIP, interoperabilidade, AVI. 1 INTRODUÇÃO Atualmente, em se tratando de equipamentos ITS, os sistemas e equipamentos oferecidos por um determinado fornecedor podem não permitir a interoperabilidade com os de outros fabricantes ou desenvolvedores. Como resultado disto, após a implantação inicial, as opções para a expansão do sistema podem restringir a utilização de modelos de outros fabricantes ou mesmo de um modelo mais moderno do mesmo fabricante. A adoção dos padrões de Protocolos de Comunicação de Dados e Dicionários de Padrões de dados do NTCIP (National Transportation Communications for ITS Protocol) tem o objetivo de estabelecer uma uniformidade funcional dos componentes que irão compor a solução de gestão de tráfego, de forma que sejam interoperáveis entre si e exista a intercambiabilidade de equipamentos de tráfego de diferentes procedências. Para aferir a conformidade com os padrões estabelecidos pela NTCIP, é essencial estabelecer uma plataforma de testes. No entanto, se utilizarmos a verificação manual dos requisitos, esta exigirá um enorme esforço em termos de homens-hora, além de ficar sujeita a um eventual erro humano. Por conseguinte, para viabilizar a redução do tempo gasto e melhorar a confiabilidade e repetitibilidade do processo, torna-se imprescindível automatizar o processo. 1

2 Entrementes, para se minimizar os riscos de adquirir uma solução que não atenda completamente aos requisitos, podendo gerar transtornos na implementação ou na operação da solução, o NTCIP recomenda que ao se definir a compra de equipamentos ou sistemas ITS, seja através de uma RFP (Request For Proposal) normalmente utilizada por instituições privadas, ou através de Editais de Licitação utilizados por instituições públicas, é importante estabelecer uma etapa de avaliação de conformidade de produtos. Todavia, não é viável em um processo de compra, um longo processo de avaliação de conformidade, pois isso gera um custo adicional ao processo que pode inviabilizá-lo. Consequentemente, mais uma vez torna-se essencial a utilização de plataforma de testes automatizados para testar aspectos críticos de interoperabilidade. Para estabelecer uma plataforma de testes automatizados é necessário incorporar componentes que automatizem os vários níveis de teste, isto é, que seja possível automatizar o teste de conformidade do protocolo de comunicação utilizado pelos equipamentos/sistemas (camadas de baixo nível), ou mesmo orquestrar as operações entre equipamentos e sistemas interoperáveis (camadas de alto nível), Figura 1. Camadas de alto nível Sistema de Controle Protocolos de comunicação Camadas de baixo nível Câmeras Antenas AVI Rede de Comunicação Semáforos Call box PMV Requisição de informações e ativação de funcionalidades Figura 1. Camadas Lógicas de Interoperabilidade Algumas tecnologias podem providenciar uma automação dos testes de conformidade, sendo algumas delas maduras e vêm sendo internacionalmente utilizadas para o desenvolvimento e homologação de diversas soluções, tais como: equipamentos de redes de computadores, redes de energia inteligentes (Smart Grid), serviços computacionais nas nuvens (Cloud Computing), etc. Neste artigo, é apresentada a plataforma tecnológica chamada TTCN-3 (Testing and Test Control Notation version 3), a qual emprega uma metodologia consistente para testes automatizados. Assim, descrevemos a metodologia e os resultados obtidos através de ensaios automatizados de equipamentos de ITS utilizando a plataforma de Testes TTCN-3 para homologação de conformidade com o Protocolo de Transação DUAL em antenas AVI do sistema Sem Parar/Via Fácil. Além disso, é apresentada a perspectiva de extensão da metodologia para aferir a conformidade com a família de normas do NTCIP, que estabelece as regras de comunicação necessárias para permitir que os equipamentos eletrônicos de controle de tráfego de diversos fabricantes operem de forma integrada. 2 MÉTODO PARA TESTES AUTOMATIZADOS EM ITS Um cenário tradicional de emprego de sistemas e equipamentos ITS envolve uma rede de comunicação, que integra fisicamente os equipamentos e uma Central de Controle Operacional que monitora e maneja os equipamentos por meio dos sistemas de controle em suas instalações (Figura 2). 2

3 Antenas AVI Call box CCO PMV Sistema de Controle Câmeras Semáforos Figura 2. Cenário de Integração de Equipamentos ITS e Sistemas de Controle Nesse mesmo contexto, a plataforma de teste pode ser configurada para um cenário de teste, que substitui o Sistema de Controle ao submeter um Script de Operações ao Equipamento sob teste, que avalia as respostas (conformidade) do equipamento para uma sequência de operações padronizadas (Figura 3 Cenário [A]). Da mesma forma, a plataforma de teste pode substituir o equipamento ITS, possibilitando testar o comportamento do Sistema de Controle para todas as situações e contingências que o equipamento ITS possa apresentar. Sendo que, em situações reais, algumas simulações nem sempre são possíveis ou economicamente viáveis (Figura 3 Cenário [B]). Ações dos scripts PLATAFORMA DE TESTES Script de teste Ações dos scripts PLATAFORMA DE TESTES Script de teste Cenário [A] Cenário [B] Figura 3. Cenários de testes com a plataforma A plataforma de teste empregada é baseada no padrão aberto de testes TTCN-3, normalizada pelo ETSI (European Telecommunications Standards Institute) e ITU-T (Telecommunication Standardization Sector). Esta plataforma atua tanto na camada de alto nível, representada na Figura 1, quanto consegue estabelecer comunicação direta com os equipamentos por meio de portas de comunicação padronizadas (RS232, Ethernet, etc.). 3 TTCN-3 A plataforma de Teste TTCN-3 é formada por uma série de Interfaces Normatizadas pela ETSI e ITU-T, tendo sido criada especificamente para implementar sistemas de teste complexos para diferentes tipos de tecnologias. Neste artigo, está sendo utilizada em cenários de comunicação de equipamentos ITS. Apesar desta tecnologia estar bem estabelecida no mercado europeu, ainda é relativamente pouco difundida em território brasileiro. 3

4 4.1 Arquitetura TTCN-3 A Figura 4 exibe a arquitetura empregada pelo TTCN-3 (ETSI, 2010), sendo composta pelos seguintes componentes: TTCN-3 Runtime Interface (TRI): É responsável pela implementação de componentes de teste específicos. Descreve e define a comunicação entre os testes e o sistema a se testar. Inclui também um Adaptador da Plataforma (PA) e Adaptador de Sistema (SA), para dar suporte a funções externas e integração de conceitos de tempo (ETSI, 2010); TTCN-3 Control Interface (TCI): Está associada à parte de controle do Sistema de Teste TTCN-3. No TCI estão incluídas 3 interfaces normalizadas. Component Handling (CH), Test Management (TM) e os Codec s (CD). (ETSI, 2010); Component Handling (CH): É responsável pela atribuição dos componentes de teste em sistemas físicos. Podendo realizar esta tarefa em um ou vários sistemas físicos em paralelo (ETSI, 2010); Test Management (TM): É responsável pela gestão global do sistema de teste (ETSI, 2010); Codec (CD): Tem a atribuição de codificar e decodificar os dados externos vindos do Sistema em Teste (ETSI, 2010). Figura 4. TTCN-3 Test System (Fonte: Testing Technologies) 4.2 Desenvolvimento de Testes automatizados em TTCN-3 Basicamente existem quatro etapas básicas para a execução de testes automatizados na plataforma: criação do pacote de testes automatizados, compilação do pacote, execução e análise dos resultados (ETSI, 2010). 1. A criação de pacotes de testes é feita através da criação de um conjunto de scripts de testes (Figura 5). Estes scripts são desenvolvidos de acordo com a norma TTCN-3 Core Language (CL) (ETSI, 2010); 2. Após a conclusão do processo de criação dos scripts, é necessário que estes sejam compilados, no caso deste artigo utilizou-se um framework baseado na IDE Eclipse, que é desenvolvido em Java (TESTINGTECH, 2010); 3. Com a compilação é criado um executável para cada script, estes executáveis compõe o TTCN-3 Executable (ETSI, 2010), que é a estrutura central da Plataforma de Testes TTCN-3 (Figura 4); 4. É gerado um completo ambiente de administração e de execução dos testes, permitindo aos utilizadores executar e analisar os resultados dos testes realizados em um ambiente gráfico (Figura 6). 4

5 Figura 5. Código genérico com sintaxe definida na TTCN-3 CL (fonte: Testing Technologies) Plataforma de teste ações do script Sistema sob teste recebendo e respondendo aos comandos da plataforma Figura 6. Representação gráfica da execução do script de teste Figura 7. Arquivo XML para configuração de ambiente de execução. (Fonte: Testing Technologies) 5

6 Para que os testes funcionem de maneira correta, é necessário realizar a configuração do ambiente de execução. Além disto, tem caráter fundamental a geração de um arquivo XML (Extensible Markup Language), onde constam as camadas responsáveis pela transmissão dos dados, bem como as informações e os endereços das Interfaces Normalizadas e do objeto em teste, conforme exemplo da Figura 7. 4 ESTUDO DE CASO A plataforma de testes, apresentada nas seções anteriores, foi empregada no teste de conformidade de Antenas DSRC (Dedicated Short Range Communications) com o protocolo de Transação DUAL - PTD Brasil (IPT, 2002) em antenas AVI do sistema Sem Parar/Via Fácil. Estas antenas são usadas em ambiente de coleta eletrônica de pagamentos (EFC - Electronic Fee Collection). Nesse ambiente, a Antena (RSE) é instalada em via de cobrança automática e se comunica com o controlador da via (computador), que se comunica com os sistemas de controle. A plataforma de teste foi instalada em um Notebook, o qual substituiu o computador de via, sendo o mesmo cenário apresentado pela Figura 3 cenário [A]. Para verificar a conformidade da Antena ao protocolo DUAL- PTD Brasil (Rigo, 2001), foi confirmado se a implementação dos comandos provindos do controlador de via está em conformidade com o Protocolo de Comunicação Serial (Q-FREE, 1997) (Q-FREE, 2003). Com o intuito de realizar tal verificação, utilizou-se o Laboratório de Interoperabilidade de Antenas de Pedágios do Instituto Pesquisas Tecnológicas do Estado de SP (IPT), que dispõe de um ambiente necessário para simular uma situação real de uma praça de pedágio. No laboratório, estão instalados uma Antena DSRC (Figura 8- [B]), e um sistema que movimenta uma Tag em velocidades equivalente a passagem do veículo pela via (Figura 8- [A]). Local de instalação da Tag Sentido do movimento Pista com Tag em movimento [A] Antena DSRC [B] Figura 8. Sistema que simula passagem de veículo com Tag em pista AVI Cabe à plataforma de testes TTCN-3 simular todos os comportamentos possíveis do controlador de via, conforme especificação do Protocolo de Comunicação Serial (Q- FREE, 1997) (Q-FREE, 2003). Por conseguinte, foram elaborados um conjunto de scripts de teste, de acordo com a norma TTCN-3 Core Language (ETSI, 2010), para simular todos os 22 comandos possíveis de serem executados pelo controlador de via. O objetivo deste conjunto de scripts é confrontar a resposta da Antena com a especificada pela norma, para avaliar a conformidade. 6

7 Como exemplo, a Figura 9 exibe parte do script principal do pacote, que executa o comando SetCountry. Como pode se observar, a IDE gera um relatório gráfico padronizado no formato TTCN-3 Graphical Presentation Format (GFT) (ETSI, EUROPEAN TELECOMMUNICATIONS STANDARDS INSTITUTE, 2010). Consequentemente, o usuário pode, através da IDE, avaliar graficamente a resposta da antena frente à execução do script de teste, o símbolo pass no final da representação gráfica indica sucesso na execução do script. Figura 9. Script principal e resultado gráfico da sua execução com sucesso. Com esta tecnologia, os 22 comandos, simulados pelos scripts, substituem os ensaios manuais que eram executados anteriormente, e acrescentam algumas vantagens: A reconfiguração do ambiente a cada teste pode ser refeita automaticamente pela plataforma de teste. Em um processo de teste manual, a cada execução, se gasta um tempo para reconfigurar o ambiente manualmente. Desta forma, permite maior agilidade e precisão na execução repetitiva dos testes para as várias possíveis posições angulares da Tag, já que cada veículo pode ter o para-brisa em ângulos diferentes; Com a automatização dos diversos procedimentos de teste de conformidade, o processo ficou mais repetitivo, independente do operador, confiável e eficiente, eliminando possíveis falhas humanas na operação da estrutura do laboratório; Os resultados são automaticamente documentados pela ferramenta, e elimina a falha humana na coleta e análise dos resultados das simulações. 5 APLICANDO A TECNOLOGIA TTCN-3 AO NTCIP Foi estabelecido que, no território nacional, os equipamentos de ITS deverão adotar os padrões de Protocolos de Comunicação de Dados e Dicionários de Padrões de dados do NTCIP (National Transportation Communications for ITS Protocol). Esta determinação foi estabelecida pela resolução Nº A da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT, 18 de novembro de 2009). No restante deste capítulo, será dada uma breve introdução ao NTCIP baseada no documento NTCIP 9001 v0406. Para maior profundidade, recomenda-se a leitura completa de família de normas NTCIP. O NTCIP é uma família de normas que estabelece as regras de comunicação necessárias para permitir que os equipamentos de controle de tráfego de diversos modelos operem de forma integrada. Portanto, as normas NTCIP reduzem a dependência de fornecedores 7

8 de equipamentos específicos. A abordagem de padrões é ilustrada na Figura 10. Figura 10. O NTCIP facilita a interoperabilidade e intercâmbio de dispositivos de campo. (NTCIP 9001 v0406) Segundo a norma NTCIP NTCIP 9001 v0406, os padrões de comunicação entre os sistemas são divididos em dois tipos diferentes: Comunicação do tipo Centro para Campo (C2F Center to Field) e Comunicações do tipo Centro para Centro (C2C Center to Center). Na Figura 11, podemos observar como o NTCIP pode integrar sistemas ITS. Figura 11. Exemplo de integração de ITS utilizando o NTCIP. (NTCIP 9001 v0406) Como o NTCIP define uma comunicação padrão entre os equipamentos de ITS através de um conjunto de regras de como as mensagens são codificadas e transmitidas entre os dispositivos e sistemas, torna-se possível utilizar a plataforma de teste TTCN-3 para realizar os testes das camadas de alto nível, conforme modelo apresentado na Figura 1, e utilizar softwares específicos que sejam de capaz de testar as camadas de baixo nível com NTCIP. 8

9 5.1 Estrutura do NTCIP A estrutura do protocolo NTCIP, mostrada na Figura 12, usa uma abordagem em camadas ou modular para os padrões de comunicação, semelhantes à abordagem em camadas adotada pela Internet e a organização internacional de normas (ISO). Em geral, a comunicação de dados entre dois computadores ou outros dispositivos eletrônicos pode ser considerada para envolver as seguintes camadas primárias, chamadas "níveis" em NTCIP, para distingui-los daqueles definidos pela organização internacional para padronização (ISO) e a Internet (NTCIP 9001 v0406). Os cinco níveis do NTCIP são: Nível de informação; Nível de aplicação; Nível de transporte; Nível de sub-rede; Nível de campo. A pilha de níveis do NTCIP estende-se além da pilha de comunicação definida pelo modelo de referência de sete camadas de interconexão de sistemas abertos da ISO (OSI - Open Systems Interconnection), uma vez que inclui dados informativos e interfaces para a infraestrutura física de comunicações. Os níveis e a terminologia usada no NTCIP foram escolhidos pela simplicidade e facilidade de compreensão dos leitores e sua relevância para aplicações típicas do setor de transporte (NTCIP 9001 v0406). Figura 12. Estrutura dos protocolos do NTCIP. (NTCIP 9001 v0406) 5.2 Roteiro para a verificação de Conformidade com o NTCIP Todo dispositivo que está em conformidade com o NTCIP, utiliza um perfil de implementação que é a definição dentre as opções de cada nível do protocolo, de quais as opções que estão implementados no equipamento. Define-se como pilha um subconjunto da estrutura geral de NTCIP determinando uma rota selecionada através dos níveis, dadas as opções disponíveis. Para auxiliar a identificação desse perfil, devese aplicar o Diagrama de Seleção de Perfil de NTCIP ilustrado na Figura 13 (NTCIP 9001 v0406). 9

10 Begin Device Uses Ethernet? [1] Yes No Device Uses Serial? No [2] Non-NTCPIP Device Yes 2104 Ethernet Using Dial-Up? [3] No FSK Modem? [4] No 2101 PMPP & TIA-232-F Ye s Yes 2103 PPP & V Series Modem 2102 PMPP & FSK Modem File Transfer Required? [5] No Ye s File Transfer Required? [5] No 2302 TFTP Yes Ack Required?[6] No 2201 T2/Null Yes 2302 TFTP 2202 UDP/IP STMP Required? [7] No Yes 2303 FTP 2301 STMP 2202 TCP/IP 2301 SNMP Start/ End Decision Point LEGEND NTCIP Application Level Standard NTCIP Transport Level Standard NTCIP Subnetwork Level Standard End Figura 13. Diagrama de Seleção de Perfil de NTCIP. A seguir é descrita a simbologia utilizada no diagrama (NTCIP 9001 v0406): As formas de losango identificam os pontos de decisão. A progressão de pontos de decisão é identificada por um número entre colchetes, por exemplo [1] (NTCIP 9001 v0406); Caixas com uma linha curva inferior representam documentos, nomeadamente as publicações de normas NTCIP. Estas caixas são codificadas por cores para corresponder com as cores do diagrama da estrutura do NTCIP (Figura 12): azul para o padrão de nível de aplicativo, verde para o nível de transporte e amarelo para o nível de sub-rede (NTCIP 9001 v0406); As formas ovais representam o ponto inicial e o ponto final do caminho decisão tomado para selecionar as publicações de padrões NTCIP (NTCIP 9001 v0406). 10

11 Sequem abaixo as explicações e considerações referentes aos textos escritos dentro de cada ponto de decisão: O dispositivo usa Ethernet [1]? A porta de comunicação primária no dispositivo é um conector RJ-45? Se a resposta for SIM, deve-se verificar também se o dispositivo não está usando um servidor de terminal interno, que poderia aceitar um pacote de dados Ethernet, mas internamente extirpa o cabeçalho/rodapé de Ethernet para entregar um pacote de dados serial para o aplicativo de dispositivo do campo. Se o dispositivo não usa comunicações Ethernet então a resposta é NÃO. Se a resposta for NÃO, então prossiga com a pergunta "Dispositivo usa Serial [2]?" (NTCIP 9001 v0406); O dispositivo usa Serial [2]? Se a resposta à primeira pergunta (Ethernet) é NÃO, então o dispositivo usa uma interface serial ou uma interface de dial-up ou uma interface não definida pelo NTCIP. Se o dispositivo está em conformidade com o NTCIP, a resposta tem que ser SIM. Se o dispositivo é algo diferente, então a resposta é NÃO. Se a resposta à primeira pergunta (Ethernet) é NÃO, então a resposta a esta pergunta (Serial) é NÃO, e, portanto, não há padrão NTCIP para a configuração de comunicações em questão (NTCIP 9001 v0406); Está usando Dial-Up [3]? Se a resposta à segunda pergunta (Serial) é SIM, o dispositivo ou utiliza uma interface serial ou então uma interface de dial-up. Se o dispositivo usa uma interface RS-232, então é provável que a resposta seja NÃO. Se o dispositivo tem um modem dial-up interno ou se conecta a um modem dial-up externo, a resposta é SIM (NTCIP 9001 v0406); Tem Modem FSK [4]? Se a interface do dispositivo é serial, o usuário deve decidir se está sendo usado um modem FSK (também conhecido como Bell 202. Mesmo que se utilize um modem externo FSK, que normalmente contém uma porta RS-232 comum de conexão com o dispositivo, um usuário poderia decidir responder a esta pergunta como NÃO. Se os modems externos FSK são usados em ambas as extremidades, a resposta também é NÃO. É uma questão de onde se verifica a conformidade com o NTCIP, fora ou dentro do modem FSK externo (NTCIP 9001 v0406); É requerida a transferência de arquivos [5]? Não há atualmente algum tipo de dispositivo em conformidade com o NTCIP que opere utilizando exclusivamente um mecanismo de transferência de arquivos. Se o sistema exige que sejam realizadas transferências de arquivos, a resposta é SIM. Caso contrário, a resposta é NÃO (NTCIP 9001 v0406); É necessário o ACK [6]? Aqui deve ser decidido se deve ser suportado o TCP/IP ou UDP/IP. Se o protocolo de transferência de arquivos é o FTP, então a resposta é SIM. Se for o TFTP, então a resposta é NÃO. O FTP é mais comumente utilizado, mas o FTP requer mais largura de banda de comunicação e mais recursos de processamento. Se nem o FTP ou o TFTP é usado, pode-se utilizar o TCP ou o UDP; no entanto, UDP é recomendado devido à sua maior eficiência (NTCIP 9001 v0406); É obrigatório utilizar o STMP [7]? O SMTP é um protocolo que é atualmente suportado apenas por dispositivos de controle de semáforo. A necessidade de se usar o STMP baseia-se nos requisitos de largura de banda do sistema e mídia utilizada (NTCIP 9001 v0406). 11

12 Após a aplicação do Diagrama de Seleção de Perfil de NTCIP, temos uma relação das normas a que o dispositivo deve atender, além é claro da norma específica para o dispositivo (NTCIP Data Dictionaries) indicado no diagrama da estrutura do protocolo NTCIP em vermelho (Figura 12), quase no topo da estrutura (NTCIP 9001 v0406). O próximo passo, seguindo as orientações das normas do NTCIP, é o levantamento e preenchimento dos requisitos do dispositivo, amarrados com os requisitos do protocolo. Trata-se da PRL (Profile Requirements List) ou lista de requisitos de perfil. A PRL é uma lista de todos os requisitos obrigatórios, opcionais e condicionais que satisfaz a cada necessidade suportada pelas normas do NTCIP. Se uma necessidade de um usuário é marcada na sua especificação, todos os requisitos obrigatórios que decorrem dela devem ser suportados pela implementação (NTCIP 9001 v0406). Na Figura 14 pode-se observar a ilustração de um diálogo padronizado para a ativação de uma mensagem, conforme definido na norma NTCIP 1203 v0239. :Management Station Precondition: The management station shall ensure that the desired message is supported by the DMS. This may entail downloading the desired message contents to the DMS. (See Clause ) Set() dmsactivatemessage.0 :DMS dms ActivateMessage.0 is structure containing the following data: -duration, -priority, -message memory type, -message number, -message CRC, -message source address PerformConsistencyCheck() If the response indicates noerror Get() shorterrorstatus.0 See Clause Otherwise Exit Process Get() dmsactivatemsgerror.0 dmsactivateerrormsgcode.0 If dmsactivatemsgerror does not equal syntaxmulti, exit the process. Otherwise, Get() dmsmultisyntaxerror.0 dmsmultisyntaxerrorposition.0 If dmsactivatemessageerror = syntaxmulti(8) and dmsmultisyntaxerror is other(1) Get() dmsmultiothererrordescription.0 Figura 14. Diálogo padrão para a ativação de uma mensagem no PMV. Esses procedimentos de teste têm o seu formato definido pela norma NTCIP Testing and Conformity Assessment Documentation within NTCIP Standards Publications e por sua vez segue as diretrizes da norma IEEE Standard for Software Test Documentation que definem os testes mínimos que deverão ser realizados para verificar a conformidade do equipamento com as normas do NTCIP. 12

13 5.3 Testes Automatizados de Conformidade com NTCIP Em resumo, as normas NTCIP especificam definições de dados comuns e protocolos abertos destinadas a satisfazer as necessidades de comunicação de vários dispositivos nas estradas e centros de gerenciamento de tráfego (NTCIP 9001 v0406). Adicionalmente, a norma documenta as várias atividades/procedimentos para avaliar a conformidade com o padrão NTCIP. Como explicitamos anteriormente, a aplicação dos testes de forma manual pode ser demasiadamente exaustiva e suscetível a falhas humanas. Assim, se for automatizado o processo como descrito na seção 4.2, obtém-se para a verificação de conformidade com os protocolos NTCIP, as mesmas vantagens apresentadas no estudo de caso da seção 4. Para tanto, o IPT está desenvolvendo testes de conformidade de equipamentos de ITS ao NTCIP, similares ao estudo de caso apresentado, usando TTCN-3. Até o momento, foram implementados 189 Test Cases para homologação de conformidade do equipamento PMV (Painel de Mensagens Variáveis) que estará completo em fevereiro de Na Figura 15, pode-se observar um Test Case padronizado na NTCIP 1203 v0239. Figura 15. Exemplo de Test Case padronizado, definido na norma do NTCIP. 13

14 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Dada a evolução tecnológica dos últimos 10 anos, o aumento do número de concessões rodoviárias, a necessidade de maior interoperabilidade entre equipamentos e menor custo total de propriedade dos sistemas inteligentes de transportes, houve um movimento normativo por parte das agências reguladoras de transporte, tanto a nível nacional, quanto internacional. Este movimento, materializado pela resolução n A da ANTT, de 18 de novembro de 2009, normatizou a aquisição e fornecimento de sistemas de ITS em território nacional. Desta forma, ao utilizar uma norma aberta internacional, é obtida uma segurança tanto para o comprador na forma de independência de fornecedor e interoperabilidade de equipamentos e sistemas, quanto para o fornecedor que viabiliza sua atuação no mercado internacional. Além disso, a norma possibilita a evolução tecnológica, ao mesmo tempo em que mantém a compatibilidade com sistemas NTCIP de versões anteriores. A conformidade com a norma NTCIP viabiliza a escalabilidade e confiabilidade do sistema e, consequentemente, diminui o custo total de propriedade para as concessionárias. Esta racionalização de custos pode ser repassada para o usuário final das rodovias. Neste contexto, existe a necessidade de órgãos independentes para avaliação profunda e detalhada de conformidade com a norma, mas de forma expedita. Atualmente, existe um mercado reprimido que necessita destes serviços não apenas para ITS, mas para outros equipamentos da área de energia (Smart Grid), telecomunicações (padrões da Internet do Futuro ), automotiva (computação embarcada). Consequentemente, existe espaço para atuar no desenvolvimento de novos sistemas e equipamentos, com eventuais ganhos de escala, ao abrir novos mercados de atuação para fornecedores nacionais, permitindo aumento de confiabilidade e melhoria contínua de produtos. Nos últimos três anos, os autores examinaram diversas soluções de mercado para avaliações de conformidade. Essa experiência demonstrou que o ponto fraco destas soluções era padecer com a falta de automatização, uma vez que se baseavam em um processo manual bastante interativo com as ferramentas. Este artigo teve como objetivo primordial introduzir os conceitos da metodologia de TTCN-3 aplicada ao contexto da homologação de equipamentos de ITS de acordo com as normas NTCIP integrados a um sistema inteligente de transportes. O TTCN-3 mostrou-se uma metodologia promissora devido a sua flexibilidade para a montagem de todo o conjunto de Test Cases estabelecidos em norma para cada tipo de equipamento. Além disso, possui flexibilidade ao permitir o desenvolvimento de testes de conformidade de acordo com as normas e regras de negócio específicas da empresa. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANTT. (18 de novembro de 2009). Resolução Nº A. Resolução, Agência Nacional de Transportes Terrestres, Brasilia. ETSI, European Telecommunications Standards Institute. (2010). ES TTCN-3 Graphical Presentation Format. European Telecommunications Standards Institute. ETSI. (2010). ES TTCN-3: Core Language. European Telecommunications Standards Institute. ETSI. (2010). ES TTCN-3 Documentation Comment Specification. European Telecommunications Standards Institute. ETSI. (2010). ES TTCN-3 Runtime Interface. European Telecommunications Standards Institute. ETSI. (2010). ES TTCN-3 Control Interface. European Telecommunications Standards Institute. Faria, N. M. (2008). Metodologia de Teste para Sistemas com DRM. Porto - Portugal: Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. 14

Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas

Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas Modelo de referência OSI. Modelo TCP/IP e Internet de cinco camadas Conhecer os modelo OSI, e TCP/IP de cinco camadas. É importante ter um padrão para a interoperabilidade entre os sistemas para não ficarmos

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com - Aula Complementar - MODELO DE REFERÊNCIA OSI Este modelo se baseia em uma proposta desenvolvida pela ISO (International Standards Organization) como um primeiro passo em direção a padronização dos protocolos

Leia mais

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP HTTP (Hypertext Transfer Protocol ) Protocolo usado na Internet para transferir as páginas da WWW (WEB). HTTPS (HyperText Transfer

Leia mais

COMPARANDO APLICAÇÃO WEB SERVICE REST E SOAP

COMPARANDO APLICAÇÃO WEB SERVICE REST E SOAP COMPARANDO APLICAÇÃO WEB SERVICE REST E SOAP Cleber de F. Ferreira¹, Roberto Dias Mota¹. ¹Universidade Paranaense (Unipar) Paranavaí PR Brasil cleberferreirasi@hotmail.com, motaroberto@hotmail.com Resumo.

Leia mais

INTERNET = ARQUITETURA TCP/IP

INTERNET = ARQUITETURA TCP/IP Arquitetura TCP/IP Arquitetura TCP/IP INTERNET = ARQUITETURA TCP/IP gatewa y internet internet REDE REDE REDE REDE Arquitetura TCP/IP (Resumo) É útil conhecer os dois modelos de rede TCP/IP e OSI. Cada

Leia mais

Rede d s d e d Com o pu p t u ado d r o es Conceitos Básicos M d o e d los o de d Re R de d s:

Rede d s d e d Com o pu p t u ado d r o es Conceitos Básicos M d o e d los o de d Re R de d s: Tecnologia em Redes de Computadores Redes de Computadores Professor: André Sobral e-mail: alsobral@gmail.com Conceitos Básicos Modelos de Redes: O O conceito de camada é utilizado para descrever como ocorre

Leia mais

Prof. Marcelo Cunha Parte 5 www.marcelomachado.com

Prof. Marcelo Cunha Parte 5 www.marcelomachado.com Prof. Marcelo Cunha Parte 5 www.marcelomachado.com Criado em 1974 Protocolo mais utilizado em redes locais Protocolo utilizado na Internet Possui arquitetura aberta Qualquer fabricante pode adotar a sua

Leia mais

H.323: Visual telephone systems and equipment for local area networks which provide a nonguaranteed

H.323: Visual telephone systems and equipment for local area networks which provide a nonguaranteed UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ H.323: Visual telephone systems and equipment for local area networks which provide a nonguaranteed quality of service Resumo para a disciplina de Processamento Digital de

Leia mais

Redes de Computadores e Teleinformática. Zacariotto 4-1

Redes de Computadores e Teleinformática. Zacariotto 4-1 Redes de Computadores e Teleinformática Zacariotto 4-1 Agenda da aula Introdução Redes de computadores Redes locais de computadores Redes de alto desempenho Redes públicas de comunicação de dados Computação

Leia mais

Protocolo. O que é um protocolo? Humano: que horas são? eu tenho uma pergunta

Protocolo. O que é um protocolo? Humano: que horas são? eu tenho uma pergunta Protocolo O que é um protocolo? Humano: que horas são? eu tenho uma pergunta Máquina: Definem os formatos, a ordem das mensagens enviadas e recebidas pelas entidades de rede e as ações a serem tomadas

Leia mais

MÓDULO 7 Modelo OSI. 7.1 Serviços Versus Protocolos

MÓDULO 7 Modelo OSI. 7.1 Serviços Versus Protocolos MÓDULO 7 Modelo OSI A maioria das redes são organizadas como pilhas ou níveis de camadas, umas sobre as outras, sendo feito com o intuito de reduzir a complexidade do projeto da rede. O objetivo de cada

Leia mais

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP Modelo Arquitetural Motivação Realidade Atual Ampla adoção das diversas tecnologias de redes de computadores Evolução das tecnologias de comunicação Redução dos

Leia mais

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural

Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP. Modelo Arquitetural Arquitetura e Protocolos de Rede TCP/IP Modelo Arquitetural Agenda Motivação Objetivos Histórico Família de protocolos TCP/IP Modelo de Interconexão Arquitetura em camadas Arquitetura TCP/IP Encapsulamento

Leia mais

Prof. Luís Rodolfo. Unidade III REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÃO

Prof. Luís Rodolfo. Unidade III REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÃO Prof. Luís Rodolfo Unidade III REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÃO Redes de computadores e telecomunicação Objetivos da Unidade III Apresentar as camadas de Transporte (Nível 4) e Rede (Nível 3) do

Leia mais

Alternativas de aplicação do serviço GPRS da rede celular GSM em telemetria pela Internet

Alternativas de aplicação do serviço GPRS da rede celular GSM em telemetria pela Internet Alternativas de aplicação do serviço GPRS da rede celular GSM em telemetria pela Internet Marcos R. Dillenburg Gerente de P&D da Novus Produtos Eletrônicos Ltda. (dillen@novus.com.br) As aplicações de

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES 09/2013 Cap.3 Protocolo TCP e a Camada de Transporte 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a leitura da bibliografia básica. Os professores

Leia mais

APLICAÇÃO REDE APLICAÇÃO APRESENTAÇÃO SESSÃO TRANSPORTE REDE LINK DE DADOS FÍSICA 1/5 PROTOCOLOS DE REDE

APLICAÇÃO REDE APLICAÇÃO APRESENTAÇÃO SESSÃO TRANSPORTE REDE LINK DE DADOS FÍSICA 1/5 PROTOCOLOS DE REDE 1/5 PROTOCOLOS DE O Modelo OSI O OSI é um modelo usado para entender como os protocolos de rede funcionam. Para facilitar a interconexão de sistemas de computadores, a ISO (International Standards Organization)

Leia mais

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP

TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP TCP/IP TCP UDP IP HTTP HTTPS FTP TFTP TELNET POP3 IMAP SMTP SNMP DHCP HTTP (Hypertext Transfer Protocol ) Protocolo usado na Internet para transferir as páginas da WWW (WEB). HTTPS (HyperText Transfer

Leia mais

Unidade 2.1 Modelos de Referência. Bibliografia da disciplina. Modelo OSI. Modelo OSI. Padrões 18/10/2009

Unidade 2.1 Modelos de Referência. Bibliografia da disciplina. Modelo OSI. Modelo OSI. Padrões 18/10/2009 Faculdade INED Unidade 2.1 Modelos de Referência Curso Superior de Tecnologia: Redes de Computadores Disciplina: Fundamentos de Redes Prof.: Fernando Hadad Zaidan 1 2 Bibliografia da disciplina Bibliografia

Leia mais

Gerenciamento de Redes

Gerenciamento de Redes Gerenciamento de Redes As redes de computadores atuais são compostas por uma grande variedade de dispositivos que devem se comunicar e compartilhar recursos. Na maioria dos casos, a eficiência dos serviços

Leia mais

Unidade 2.1 Modelos de Referência

Unidade 2.1 Modelos de Referência Faculdade INED Curso Superior de Tecnologia: Banco de Dados Redes de Computadores Disciplina: Redes de Computadores Prof.: Fernando Hadad Zaidan 1 Unidade 2.1 Modelos de Referência 2 Bibliografia da disciplina

Leia mais

MSc Eliton Smith elitonsmith@gmail.com. Gerenciamento e Administração de Redes

MSc Eliton Smith elitonsmith@gmail.com. Gerenciamento e Administração de Redes MSc Eliton Smith elitonsmith@gmail.com Gerenciamento e Administração de Redes 2 Gerência de Redes ou Gerenciamento de Redes É o controle de qualquer objeto passível de ser monitorado numa estrutura de

Leia mais

Nº 170908. www.ipt.br

Nº 170908. www.ipt.br COMUNICAÇÃO TÉCNICA Nº 170908 MITS: módulo ITS; trabalho IPT/ARTESP; módulo de informações do ITS, sistema de apoio à fiscalização Maria Rosilene Ferreira Trabalho apresentado no Seminário Sistemas Inteligentes

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES Conteúdo 1 Topologia de Redes 5 Escalas 5 Topologia em LAN s e MAN s 6 Topologia em WAN s 6 2 Meio Físico 7 Cabo Coaxial 7 Par Trançado 7 Fibra Óptica 7 Conectores 8 Conector RJ45 ( Par trançado ) 9 Conectores

Leia mais

Protocolos Hierárquicos

Protocolos Hierárquicos Protocolos Hierárquicos O que é a Internet? Milhões de elementos de computação interligados: hospedeiros = sistemas finais Executando aplicações distribuídas Enlaces de comunicação fibra, cobre, rádio,

Leia mais

Técnico em Informática. Redes de Computadores 2ºE1/2ºE2

Técnico em Informática. Redes de Computadores 2ºE1/2ºE2 Técnico em Informática Redes de omputadores 2ºE1/2ºE2 SUMÁRIO 2.1 Introdução 2.2 Vantagens do Modelo de amadas 2.3 Modelo de inco amadas 2.4 Funções das amadas 2.5 Protocolos de Rede 2.6 Arquitetura de

Leia mais

Modelos de Camadas. Professor Leonardo Larback

Modelos de Camadas. Professor Leonardo Larback Modelos de Camadas Professor Leonardo Larback Modelo OSI Quando surgiram, as redes de computadores eram, em sua totalidade, proprietárias, isto é, uma determinada tecnologia era suportada apenas por seu

Leia mais

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins

Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Redes de Computadores Prof. Sergio Estrela Martins Material de apoio 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a leitura

Leia mais

Redes de Computadores. Prof. André Y. Kusumoto andre_unip@kusumoto.com.br

Redes de Computadores. Prof. André Y. Kusumoto andre_unip@kusumoto.com.br Redes de Computadores Prof. André Y. Kusumoto andre_unip@kusumoto.com.br Open Systems Interconnection Modelo OSI No início da utilização das redes de computadores, as tecnologias utilizadas para a comunicação

Leia mais

William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição

William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição William Stallings Arquitetura e Organização de Computadores 8 a Edição Capítulo 7 Entrada/saída Os textos nestas caixas foram adicionados pelo Prof. Joubert slide 1 Problemas de entrada/saída Grande variedade

Leia mais

Redes. Pablo Rodriguez de Almeida Gross

Redes. Pablo Rodriguez de Almeida Gross Redes Pablo Rodriguez de Almeida Gross Conceitos A seguir serão vistos conceitos básicos relacionados a redes de computadores. O que é uma rede? Uma rede é um conjunto de computadores interligados permitindo

Leia mais

Modelos de Redes em Camadas

Modelos de Redes em Camadas Modelos de Redes em Camadas Prof. Gil Pinheiro 1 1. Arquitetura de Sistemas de Automação Sistemas Centralizados Sistemas Distribuídos Sistemas Baseados em Redes Arquitetura Cliente-Servidor 2 Sistemas

Leia mais

Arquiteturas de Redes Prof. Ricardo J. Pinheiro

Arquiteturas de Redes Prof. Ricardo J. Pinheiro Fundamentos de Redes de Computadores Arquiteturas de Redes Prof. Ricardo J. Pinheiro Resumo Arquiteturas de Redes Organizações de padronização Modelos de referência Modelo OSI Arquitetura IEEE 802 Arquitetura

Leia mais

Camadas da Arquitetura TCP/IP

Camadas da Arquitetura TCP/IP Camadas da Arquitetura TCP/IP A arquitetura TCP/IP divide o processo de comunicação em quatro camadas. Em cada camada atuam determinados protocolos que interagem com os protocolos das outas camadas desta

Leia mais

O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento. Padrões. Padrões. Meios físicos de transmissão

O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento. Padrões. Padrões. Meios físicos de transmissão O que é uma rede industrial? Redes Industriais: Princípios de Funcionamento Romeu Reginato Julho de 2007 Rede. Estrutura de comunicação digital que permite a troca de informações entre diferentes componentes/equipamentos

Leia mais

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito

Prof. Samuel Henrique Bucke Brito - Arquitetura da Internet: TCP/IP www.labcisco.com.br ::: shbbrito@labcisco.com.br Prof. Samuel Henrique Bucke Brito Introdução Toda a estrutura atual da Internet está fundamentada na suíte de protocolos

Leia mais

Redes de Computadores Modelo de referência TCP/IP. Prof. MSc. Hugo Souza

Redes de Computadores Modelo de referência TCP/IP. Prof. MSc. Hugo Souza Redes de Computadores Modelo de referência TCP/IP Prof. MSc. Hugo Souza É uma pilha de protocolos de comunicação formulada em passos sequenciais de acordo com os serviços subsequentes das camadas pela

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES 08/2013 Material de apoio Conceitos Básicos de Rede Cap.1 2 Esclarecimentos Esse material é de apoio para as aulas da disciplina e não substitui a leitura da bibliografia básica.

Leia mais

O que são sistemas supervisórios?

O que são sistemas supervisórios? O que são sistemas supervisórios? Ana Paula Gonçalves da Silva, Marcelo Salvador ana-paula@elipse.com.br, marcelo@elipse.com.br RT 025.04 Criado: 10/09/2004 Atualizado: 20/12/2005 Palavras-chave: sistemas

Leia mais

Arquitetura de Redes: Camadas de Protocolos (Parte I) Prof. Eduardo

Arquitetura de Redes: Camadas de Protocolos (Parte I) Prof. Eduardo Arquitetura de Redes: Camadas de Protocolos (Parte I) Prof. Eduardo Introdução O que é Protocolo? - Para que os pacotes de dados trafeguem de uma origem até um destino, através de uma rede, é importante

Leia mais

Protocolos de gerenciamento

Protocolos de gerenciamento Protocolos de gerenciamento Os protocolos de gerenciamento têm a função de garantir a comunicação entre os recursos de redes homogêneas ou não. Com esse requisito satisfeito, operações de gerenciamento

Leia mais

MÓDULO 8 Modelo de Referência TCP/IP

MÓDULO 8 Modelo de Referência TCP/IP MÓDULO 8 Modelo de Referência TCP/IP A internet é conhecida como uma rede pública de comunicação de dados com o controle totalmente descentralizado, utiliza para isso um conjunto de protocolos TCP e IP,

Leia mais

JXTA. Alessandro Vasconcelos Ferreira de Lima. avfl@cin.ufpe.br

JXTA. Alessandro Vasconcelos Ferreira de Lima. avfl@cin.ufpe.br JXTA Alessandro Vasconcelos Ferreira de Lima Roteiro Motivação Introdução Arquitetura de JXTA Elementos de JXTA Os Protocolos Comparações e Desvantagens Conclusão Motivação Limitações do Modelo Cliente

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÕES MÓDULO 16

REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÕES MÓDULO 16 REDES DE COMPUTADORES E TELECOMUNICAÇÕES MÓDULO 16 Índice 1. SISTEMA OPERACIONAL DE REDE...3 1.1 O protocolo FTP... 3 1.2 Telnet... 4 1.3 SMTP... 4 1.4 SNMP... 5 2 1. SISTEMA OPERACIONAL DE REDE O sistema

Leia mais

SMTP, POP, IMAP, DHCP e SNMP. Professor Leonardo Larback

SMTP, POP, IMAP, DHCP e SNMP. Professor Leonardo Larback SMTP, POP, IMAP, DHCP e SNMP Professor Leonardo Larback Protocolo SMTP O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) é utilizado no sistema de correio eletrônico da Internet. Utiliza o protocolo TCP na camada

Leia mais

Revisão. Karine Peralta karine.peralta@pucrs.br

Revisão. Karine Peralta karine.peralta@pucrs.br Revisão Karine Peralta Agenda Revisão Evolução Conceitos Básicos Modelos de Comunicação Cliente/Servidor Peer-to-peer Arquitetura em Camadas Modelo OSI Modelo TCP/IP Equipamentos Evolução... 50 60 1969-70

Leia mais

FACULDADE PITÁGORAS. Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br

FACULDADE PITÁGORAS. Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA FUNDAMENTOS DE REDES REDES DE COMPUTADORES Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br Material elaborado com base nas apresentações

Leia mais

Redes de Comunicação Modelo OSI

Redes de Comunicação Modelo OSI Redes de Comunicação Modelo OSI Instituto Superior de Engenharia de Lisboa Departamento de Engenharia, Electrónica, Telecomunicações e Computadores Redes de Computadores Processos que comunicam em ambiente

Leia mais

USO GERAL DOS PROTOCOLOS SMTP, FTP, TCP, UDP E IP

USO GERAL DOS PROTOCOLOS SMTP, FTP, TCP, UDP E IP USO GERAL DOS PROTOCOLOS SMTP, FTP, TCP, UDP E IP SMTP "Protocolo de transferência de correio simples (ou em inglês Simple Mail Transfer Protocol ) é o protocolo padrão para envio de e- mails através da

Leia mais

Faculdade Anhanguera de São Caetano do Sul

Faculdade Anhanguera de São Caetano do Sul Faculdade Anhanguera de São Caetano do Sul Redes Locais Curso: Tecnologia em Redes de Computadores Prof:Eduardo M. de Araujo Site-http://professoreduardoaraujo.com ARQUITETURA DE REDES Hierarquia de Protocolos

Leia mais

FACULDADE PITÁGORAS. Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br

FACULDADE PITÁGORAS. Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br FACULDADE PITÁGORAS DISCIPLINA FUNDAMENTOS DE REDES REDES DE COMPUTADORES Prof. Ms. Carlos José Giudice dos Santos cpgcarlos@yahoo.com.br www.oficinadapesquisa.com.br Material elaborado com base nas apresentações

Leia mais

Introdução à Redes de Computadores

Introdução à Redes de Computadores Introdução à Redes de Computadores 1 Agenda Camada 4 do modelo OSI 2 1 Camada 4 do modelo OSI 3 Camada 4 - Transporte O termo "qualidade de serviço" é freqüentemente usado para descrever a finalidade da

Leia mais

Centro Federal de Educação Tecnológica CEFET/BA

Centro Federal de Educação Tecnológica CEFET/BA Centro Federal de Educação Tecnológica CEFET/BA Disciplina: Redes de Computadores Prof.: Rafael Freitas Reale Aluno: Data / / Prova Final de Redes Teoria Base 1) Qual o tipo de ligação e a topologia respectivamente

Leia mais

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br

PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br PROJETO DE REDES www.projetoderedes.com.br Curso de Tecnologia em Redes de Computadores Disciplina: Redes I Fundamentos - 1º Período Professor: José Maurício S. Pinheiro AULA 3: Modelo de Referência -

Leia mais

Programação WEB Introdução

Programação WEB Introdução Programação WEB Introdução Rafael Vieira Coelho IFRS Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul Campus Farroupilha rafael.coelho@farroupilha.ifrs.edu.br Roteiro 1) Conceitos

Leia mais

FACSENAC. Versão:1.5. Identificador do documento: Projeto Lógico de Redes. Versão do Template Utilizada na Confecção: 1.0. Histórico de revisões

FACSENAC. Versão:1.5. Identificador do documento: Projeto Lógico de Redes. Versão do Template Utilizada na Confecção: 1.0. Histórico de revisões FACSENAC ECOFROTA Documento de Projeto Lógico de Rede Versão:1.5 Data: 21/11/2013 Identificador do documento: Projeto Lógico de Redes Versão do Template Utilizada na Confecção: 1.0 Localização: FacSenac

Leia mais

WirelessHART Manager

WirelessHART Manager Descrição do Produto O uso de tecnologias de comunicação de dados sem fio em sistemas de automação industrial é uma tendência em crescente expansão. As vantagens do uso de tecnologia sem fio são inúmeras

Leia mais

Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de 2007 - Página

Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação. Associação dos Instrutores NetAcademy - Julho de 2007 - Página Capítulo 11 - Camada de Transporte TCP/IP e de Aplicação 1 Introdução à Camada de Transporte Camada de Transporte: transporta e regula o fluxo de informações da origem até o destino, de forma confiável.

Leia mais

Crescendo e Inovando com um Parceiro Confiável de Suporte

Crescendo e Inovando com um Parceiro Confiável de Suporte IBM Global Technology Services Manutenção e suporte técnico Crescendo e Inovando com um Parceiro Confiável de Suporte Uma abordagem inovadora em suporte técnico 2 Crescendo e Inovando com um Parceiro Confiável

Leia mais

Requisitos de Software

Requisitos de Software Requisitos de Software Ian Sommerville 2006 Engenharia de Software, 8ª. edição. Capítulo 6 Slide 1 Objetivos Apresentar os conceitos de requisitos de usuário e de sistema Descrever requisitos funcionais

Leia mais

Curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Software

Curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Software Curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Software Disciplina: Redes de Computadores 2. Arquiteturas de Redes: Modelo em camadas Prof. Ronaldo Introdução n Redes são

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES MEMÓRIAS DE AULA AULA 1 APRESENTAÇÃO DO CURSO, HISTÓRIA, EQUIPAMENTOS E TIPOS DE REDES Prof. José Wagner Bungart CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Definição de Redes de Computadores e Conceitos

Leia mais

AULA 03 MODELO OSI/ISO. Eduardo Camargo de Siqueira REDES DE COMPUTADORES Engenharia de Computação

AULA 03 MODELO OSI/ISO. Eduardo Camargo de Siqueira REDES DE COMPUTADORES Engenharia de Computação AULA 03 MODELO OSI/ISO Eduardo Camargo de Siqueira REDES DE COMPUTADORES Engenharia de Computação INTRODUÇÃO 2 INTRODUÇÃO 3 PROTOCOLOS Protocolo é a regra de comunicação usada pelos dispositivos de uma

Leia mais

Exercícios Rede de Computadores I (27/05/2006)

Exercícios Rede de Computadores I (27/05/2006) UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGICAS DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA Exercícios Rede de Computadores I (27/05/2006) Marcelo Santos Daibert Juiz de Fora Minas Gerais Brasil

Leia mais

Universidade Federal de Goiás Centro de Recursos Computacionais - CERCOMP Divisão de Sistemas. Criação de uma Serviço de Geração de Relatórios

Universidade Federal de Goiás Centro de Recursos Computacionais - CERCOMP Divisão de Sistemas. Criação de uma Serviço de Geração de Relatórios Universidade Federal de Goiás Centro de Recursos Computacionais - CERCOMP Divisão de Sistemas Criação de uma Serviço de Geração de Relatórios Goiânia 12/2011 Versionamento 12/12/2011 Hugo Marciano... 1.0

Leia mais

3 Ferramenta de Simulação

3 Ferramenta de Simulação 3 Ferramenta de Simulação Para definir a ferramenta de simulação a ser utilizada para implementação do protocolo HIP e para coleta dos resultados de simulação com uso desse protocolo, realizou-se um estudo

Leia mais

Redes de Computadores - Capitulo II 2013. prof. Ricardo de Macedo 1 ISO INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDZATION

Redes de Computadores - Capitulo II 2013. prof. Ricardo de Macedo 1 ISO INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDZATION Capitulo 2 Prof. Ricardo de Macedo ISO INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARDZATION Organização Internacional para Padronização. Definição de um padrão de interoperabilidade. Modelo OSI OSI OPEN SYSTEM

Leia mais

Arquiteturas de Rede. Prof. Leonardo Barreto Campos

Arquiteturas de Rede. Prof. Leonardo Barreto Campos Arquiteturas de Rede 1 Sumário Introdução; Modelo de Referência OSI; Modelo de Referência TCP/IP; Bibliografia. 2/30 Introdução Já percebemos que as Redes de Computadores são bastante complexas. Elas possuem

Leia mais

Modelo em Camadas Arquitetura TCP/IP/Ethernet. Edgard Jamhour

Modelo em Camadas Arquitetura TCP/IP/Ethernet. Edgard Jamhour Modelo em Camadas Arquitetura TCP/IP/Ethernet Edgard Jamhour Ethernet não-comutada (CSMA-CD) A Ethernet não-comutada baseia-se no princípio de comunicação com broadcast físico. a b TIPO DADOS (até 1500

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br

REDES DE COMPUTADORES Prof. Ricardo Rodrigues Barcelar http://www.ricardobarcelar.com.br - Aula 2 - MODELO DE REFERÊNCIA TCP (RM TCP) 1. INTRODUÇÃO O modelo de referência TCP, foi muito usado pela rede ARPANET, e atualmente usado pela sua sucessora, a Internet Mundial. A ARPANET é de grande

Leia mais

Capítulo 8 - Aplicações em Redes

Capítulo 8 - Aplicações em Redes Capítulo 8 - Aplicações em Redes Prof. Othon Marcelo Nunes Batista Mestre em Informática 1 de 31 Roteiro Sistemas Operacionais em Rede Modelo Cliente-Servidor Modelo P2P (Peer-To-Peer) Aplicações e Protocolos

Leia mais

Implementar servidores de Web/FTP e DFS. Disciplina: Serviços de Redes Microsoft Professor: Fernando Santorsula fernando.santorsula@esamc.

Implementar servidores de Web/FTP e DFS. Disciplina: Serviços de Redes Microsoft Professor: Fernando Santorsula fernando.santorsula@esamc. Implementar servidores de Web/FTP e DFS Disciplina: Serviços de Redes Microsoft Professor: Fernando Santorsula fernando.santorsula@esamc.br Conteúdo programático Introdução ao protocolo HTTP Serviço web

Leia mais

Módulo 9 Conjunto de Protocolos TCP/IP e endereçamento IP

Módulo 9 Conjunto de Protocolos TCP/IP e endereçamento IP CCNA 1 Conceitos Básicos de Redes Módulo 9 Conjunto de Protocolos TCP/IP e endereçamento IP Introdução ao TCP/IP 2 Modelo TCP/IP O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) desenvolveu o modelo de

Leia mais

Por Érica Barcelos Fevereiro, 2012

Por Érica Barcelos Fevereiro, 2012 Por Érica Barcelos Fevereiro, 2012 2 INTRODUÇÃO Com a informatização dos sistemas nas empresas veio também o aumento da competitividade e isso fez com que a qualidade dos serviços fosse questionada. O

Leia mais

AULA 01 INTRODUÇÃO. Eduardo Camargo de Siqueira REDES DE COMPUTADORES Engenharia de Computação

AULA 01 INTRODUÇÃO. Eduardo Camargo de Siqueira REDES DE COMPUTADORES Engenharia de Computação AULA 01 INTRODUÇÃO Eduardo Camargo de Siqueira REDES DE COMPUTADORES Engenharia de Computação CONCEITO Dois ou mais computadores conectados entre si permitindo troca de informações, compartilhamento de

Leia mais

INTERNET HOST CONNECTOR

INTERNET HOST CONNECTOR INTERNET HOST CONNECTOR INTERNET HOST CONNECTOR IHC: INTEGRAÇÃO TOTAL COM PRESERVAÇÃO DE INVESTIMENTOS Ao longo das últimas décadas, as organizações investiram milhões de reais em sistemas e aplicativos

Leia mais

O modelo ISO/OSI (Tanenbaum,, 1.4.1)

O modelo ISO/OSI (Tanenbaum,, 1.4.1) Cenário das redes no final da década de 70 e início da década de 80: Grande aumento na quantidade e no tamanho das redes Redes criadas através de implementações diferentes de hardware e de software Incompatibilidade

Leia mais

Guia Técnico da Solução TEF Discado/Dedicado

Guia Técnico da Solução TEF Discado/Dedicado Guia Técnico da Solução TEF Discado/Dedicado INTERFACE E AMBIENTE Versão - 09/2007 OBJETIVO OBJETIVO O Guia Técnico da Solução TEF Discado/Dedicado foi elaborado para apoiar a integração de Aplicativos

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA E ESTÁTISTICA GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO DISCIPLINA: COMUNICAÇÃO DE DADOS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA E ESTÁTISTICA GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO DISCIPLINA: COMUNICAÇÃO DE DADOS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA E ESTÁTISTICA GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO DISCIPLINA: COMUNICAÇÃO DE DADOS PROFESSOR: CARLOS BECKER WESTPHALL Terceiro Trabalho

Leia mais

Sistemas Distribuídos Capítulos 3 e 4 - Aula 4

Sistemas Distribuídos Capítulos 3 e 4 - Aula 4 Sistemas Distribuídos Capítulos 3 e 4 - Aula 4 Aula passada Threads Threads em SDs Processos Clientes Processos Servidores Aula de hoje Clusters de Servidores Migração de Código Comunicação (Cap. 4) Fundamentos

Leia mais

Gerência de Redes. Profa. Márcia Salomão Homci mhomci@hotmail.com

Gerência de Redes. Profa. Márcia Salomão Homci mhomci@hotmail.com Gerência de Redes Profa. Márcia Salomão Homci mhomci@hotmail.com Plano de Aula Histórico Introdução Gerenciamento de Redes: O que é Gerenciamento de Redes? O que deve ser gerenciado Projeto de Gerenciamento

Leia mais

APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III

APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III APOSTILA DE REDES DE COMPUTADORES PARTE - III 1 REDE DE COMPUTADORES III 1. Introdução MODELO OSI ISO (International Organization for Standardization) foi uma das primeiras organizações a definir formalmente

Leia mais

Arquitetura de Redes de Computadores. Bruno Silvério Costa

Arquitetura de Redes de Computadores. Bruno Silvério Costa Arquitetura de Redes de Computadores Bruno Silvério Costa Projeto que descreve a estrutura de uma rede de computadores, apresentando as suas camadas funcionais, as interfaces e os protocolos usados para

Leia mais

Redes de Computadores

Redes de Computadores Redes de Computadores Capítulo 1 Gustavo Reis gustavo.reis@ifsudestemg.edu.br - O que é a Internet? - Milhões de elementos de computação interligados: hospedeiros = sistemas finais - Executando aplicações

Leia mais

Redes de Computadores. 1 Questões de múltipla escolha. TE090 - Prof. Pedroso. 30 de novembro de 2010. Exercício 1: Considere:

Redes de Computadores. 1 Questões de múltipla escolha. TE090 - Prof. Pedroso. 30 de novembro de 2010. Exercício 1: Considere: TE090 - Prof. Pedroso 30 de novembro de 2010 1 Questões de múltipla escolha Exercício 1: Considere: I. O serviço de DNS constitui-se, em última instância, de um conjunto de banco de dados em arquitetura

Leia mais

PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL. Diretrizes e Estratégias para Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil

PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL. Diretrizes e Estratégias para Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil PROJETO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL Diretrizes e Estratégias para Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil Projeto 914 BRA5065 - PRODOC-MTC/UNESCO DOCUMENTO TÉCNICO Nº 02 IMPLANTAÇÃO DE 1 (UM)

Leia mais

Padrões de Contagem de Pontos de Função

Padrões de Contagem de Pontos de Função Padrões de Contagem de Pontos de Função Contexto Versão: 1.0.0 Objetivo O propósito deste documento é apresentar os padrões estabelecidos para utilização da técnica de Análise de Pontos de Função no ambiente

Leia mais

LAGF. Otimizando Redes Comunicações Carlos Alberto Previdelli

LAGF. Otimizando Redes Comunicações Carlos Alberto Previdelli LAGF Otimizando Redes Comunicações Carlos Alberto Previdelli Setembro/2013 Agenda Smart Utilities & Smart Network Gestão integrada da Rede Conclusão Smart Utilities - Vetores da Governança Visão, Direção

Leia mais

Manual de Transferências de Arquivos Para o DDA

Manual de Transferências de Arquivos Para o DDA Manual de Transferências de Arquivos Para o DDA - Março, 2009 - - 2 - DDA - Manual de transferência de arquivos CÂMARA INTERBANCÁRIA DE PAGAMENTOS - CIP Manual de Transferências de arquivos para o DDA

Leia mais

Universidade da Beira Interior

Universidade da Beira Interior Universidade da Beira Interior Departamento de Informática Unidade Curricular Generalidades sobre Serviços de Comunicação na Internet Licenciatura em Tecnologias e Sistemas de Informação Cap. 1 - Sumário

Leia mais

Software de rede e Modelo OSI André Proto UNESP - São José do Rio Preto andre.proto@sjrp.unesp.br O que será abordado Hierarquias de protocolos (camadas) Questões de projeto relacionadas às camadas Serviços

Leia mais

1 Lista de exercícios 01

1 Lista de exercícios 01 FRANCISCO TESIFOM MUNHOZ 2007 1 Lista de exercícios 01 1) No desenvolvimento e aperfeiçoamento realizado em redes de computadores, quais foram os fatores que conduziram a interconexão de sistemas abertos

Leia mais

Guia de Consulta Rápida HTTP. Décio Jr. Novatec Editora. www.novateceditora.com.br

Guia de Consulta Rápida HTTP. Décio Jr. Novatec Editora. www.novateceditora.com.br Guia de Consulta Rápida HTTP Décio Jr. Novatec Editora www.novateceditora.com.br Guia de Consulta Rápida HTTP de Décio Jr. Copyright 2001 da Novatec Editora Ltda. Todos os direitos reservados. É proibida

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES

REDES DE COMPUTADORES REDES DE COMPUTADORES Prof. Esp. Fabiano Taguchi http://fabianotaguchi.wordpress.com fabianotaguchi@gmail.com ENLACE X REDE A camada de enlace efetua de forma eficiente e com controle de erros o envio

Leia mais

Modelo OSI. Prof. Alexandre Beletti Ferreira. Introdução

Modelo OSI. Prof. Alexandre Beletti Ferreira. Introdução Modelo OSI Prof. Alexandre Beletti Ferreira Introdução Crescimento das redes de computadores Muitas redes distintas International Organization for Standardization (ISO) Em 1984 surge o modelo OSI Padrões

Leia mais

Introdução. aborda algumas das metodologias de conversão de imagens médicas no padrão DICOM para o padrão XML

Introdução. aborda algumas das metodologias de conversão de imagens médicas no padrão DICOM para o padrão XML DICOM - XML Introdução aborda algumas das metodologias de conversão de imagens médicas no padrão DICOM para o padrão XML Introdução Até a década de 70, maioria dos dispositivos armazenava imagens em formatos

Leia mais

REDES DE COMPUTADORES. Arquiteturas de Redes

REDES DE COMPUTADORES. Arquiteturas de Redes REDES DE COMPUTADORES Arquiteturas de Redes Agenda Necessidade de Padronização Protocolos e Padrões Órgãos de Padronização Conceitos de Arquitetura em Camadas Arquitetura de Redes OSI TCP/IP Necessidade

Leia mais

SISGEP SISTEMA GERENCIADOR PEDAGÓGICO

SISGEP SISTEMA GERENCIADOR PEDAGÓGICO FACSENAC SISTEMA GERENCIADOR PEDAGÓGICO Projeto Lógico de Rede Versão: 1.2 Data: 25/11/2011 Identificador do documento: Documento de Visão V. 1.7 Histórico de revisões Versão Data Autor Descrição 1.0 10/10/2011

Leia mais

WWW - World Wide Web

WWW - World Wide Web WWW World Wide Web WWW Cap. 9.1 WWW - World Wide Web Idéia básica do WWW: Estratégia de acesso a uma teia (WEB) de documentos referenciados (linked) em computadores na Internet (ou Rede TCP/IP privada)

Leia mais

Estudo de caso da Solução Unified Wireless Cisco. Jonas Odorizzi. Curso de Redes e Segurança de Sistemas. Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Estudo de caso da Solução Unified Wireless Cisco. Jonas Odorizzi. Curso de Redes e Segurança de Sistemas. Pontifícia Universidade Católica do Paraná Estudo de caso da Solução Unified Wireless Cisco Jonas Odorizzi Curso de Redes e Segurança de Sistemas Pontifícia Universidade Católica do Paraná Curitiba, Abril de 2010 RESUMO Este artigo tem o objetivo

Leia mais