RELÓGIOS, LDA.. FEIRA ADP ÁGUAS DE PORTUGAL, IMOBILIÁRIOS, AIRBUS INDUSTRIE ÁLVARO SIZA ANDRÉ JORDAN IBERSOL, SGPS, S.A. LEIXÕES, S.A.

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1 Plano de Actividades 2011

2 PLANO DE ACTIVIDADES 2011

3 FUNDAÇÃO DE SERRALVES CONSELHO DE FUNDADORES ANTÓNIO GOMES DE PINHO - Presidente ESTADO PORTUGUÊS A BOA REGULADORA COMÉRCIO E INDUSTRIA DE RELÓGIOS, LDA.. ACO - FÁBRICA DE CALÇADO, S.A. ADALBERTO NEIVA DE OLIVEIRA ADP ÁGUAS DE PORTUGAL, SGPS, S.A. AENOR AUTO-ESTRADAS DO NORTE, S.A. ÁGUAS DO DOURO E PAIVA, SA. AGUSTINA BESSA-LUÍS AIRBUS INDUSTRIE ALEXANDRE CARDOSO, S.A. ÁLVARO SIZA AMORIM - INVESTIMENTOS E PARTICIPAÇÕES, S.A. ANA AEROPORTOS DE PORTUGAL, S.A. ANDRÉ JORDAN ANTÓNIO BRANDÃO MIRANDA APDL - ADMINISTRAÇÃO DOS PORTOS DO DOURO E DEE LEIXÕES, S.A. ÁREA METROPOLITANA DO PORTO ARSOPI - INDÚSTRIA METALÚRGICA, S.A. ÁRVORE COOPERATIVA DE ACTIVIDADES ARTÍSTICAS, CRL. ASA EDITORES II, S.A. ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PORTO ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE PORTUGAL ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE FARMÁCIAS AUTO SUECO, LDA. BA VIDRO, S.A. BANCO BILBAO VIZCAYA ARGENTARIA (PORTUGAL), S.A. BANCO BORGES & IRMÃO, S.A. BANCO BPI, S.A.. BANCO DE COMÉRCIO E INDÚSTRIA, S.A. BANCO ESPIRÍTO SANTO, S.A. BANCO FINANTIA, S.A. BANCO FONSECAS & BURNAY BANCO INTERNACIONAL DE CRÉDITO, S.A. BANCO NACIONAL ULTRAMARINO BANCO PORTUGUÊS DO ATLÂNTICO, E.P. BANCO PRIVADO PORTUGUÊS, S.A. BANIF BANCO INTERNACIONAL DO FUNCHAL, S.A. BIAL PORTELA & Cª, S.A. BNP FACTOR, Cª INTERNACIONAL DE AQUISIÇÃO DE CRÉDITOS, S.A. BOSCH TERMOTECNOLOGIA, S.A. BPI - BANCO PORTUGUÊS DE INVESTIMENTO, S.A. BRISA - AUTO-ESTRADAS DE PORTUGAL, S.A. CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS, S.A. CÂMARA MUNICIPAL DA PÓVOA DE VARZIM CÂMARA MUNICIPAL DE MATOSINHOS CÂMARA MUNICIPAL DE OVAR CÂMARA MUNICIPAL DE S. JOÃO DA MADEIRA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA MARIA DA FEIRA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTO TIRSO CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO CÂMARA MUNICIPAL DE VILA DE CONDE CÂMARA MUNICIPAL DE VISEU CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO CEREALIS,SGPS, S.A. CHELDING, LDA.. CIMPOR - CIMENTOS DE PORTUGAL, SGPS, S.A. CIN - CORPORAÇÃO INDUSTRIAL DO NORTE, S.A. CINCA - COMPANHIA INDUSTRIAL DE CERÂMICA, S.A. COMPANHIA DEE SEGUROS ALLIANZ PORTUGAL, S.A. COMPANHIA DEE SEGUROS FIDELIDADE MUNDIAL, S.A. COMPANHIA DEE SEGUROS TRANQUILIDADE, S.A. COMPANHIA PORTUGUESA DE HIPERMERCADOS, S.A. COTESI COMPANHIA DE TÊXTEIS SINTÉTICOS, S.A. CRÉDITO PREDIAL PORTUGUÊS, S.A. CTT - CORREIOS DE PORTUGAL, S.A. DILIVA - SOCIEDADE DE INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS, S. A. EDIFER CONSTRUÇÕES PIRES COELHO & FERNANDES, S. A. EDP - ELECTRICIDADE DE PORTUGAL, S.A. EFACEC CAPITAL, SGPS, S.A. EL CORTE INGLÊS, S.A. ENTREPOSTO - GESTÃO E PARTICIPAÇÕES, SGPS, S.A.. ERICSSON TELECOMUNICAÇÕES, LDA. EURONEXT LISBON SGMR, S.A. EUROPARQUE - CENTRO ECONÓMICO E CULTURAL F. RAMADA, AÇOS E INDÚSTRIAS, S.A. FÁBRICA DE MALHAS FILOBRANCA, S.A. FERNANDO SIMÃO, SGPS, S..A. FILINTO MOTA,, SUCRS, S.A. FNAC - FÁBRICA NACIONAL DE AR CONDICIONADO FRANSCISCO JOSÉ MARQUES PINTO FROMAGERIES BEL PORTUGAL, S.A. FUNDAÇÃO ENGENHEIRO ANTÓNIO DE ALMEIDA FUNDAÇÃO LUSO - AMERICANA GALP ENERGIA, SGPS, S.A. ( PETROGAL-PETRÓLEOS DE PORTUGAL, S.A.) GALP ENERGIA, SGPS, S.A. (TRANSGÁS - SOCIEDADE PORTUGUESA DE GÁS NATURAL, S.A.) GAMOBAR SOCIEDADE DE REPRESENTAÇÕES, S.A. GESTIFUTE, S.A. GRUPO CIVILIZAÇÃO GRUPO MEDIA CAPITAL GRUPO NABEIRO - DELTA CAFÉS, SGPS, S.A. I. P. HOLDING, SGPS, S S.A. IBERSOL, SGPS, S.A. IMATOSGIL INVESTIMENTOS, SGPS, S.A. IMPÉRIO BONANÇA COMPANHIA DE SEGUROS, S.A. INDITEX, S.A. (ZARA PORTUGAL) INDÚSTRIAS TÊXTEIS SOMELOS, S.A. INTER IKEA CENTRE PORTUGAL, S.A. J. SOARES CORREIA, S.A. JBT - TECIDOS,, S.A. JERÓNIMO MARTINS, SGPS, S.A. JMA FELPOS, S.A. S JOÃO GONÇALVES JOÃO RENDEIRO JOÃO VASCO MARQUES M PINTO JOAQUIM MOUTINHO JORGE DE BRITO JORGE SAMPAIO JOSÉ BERARDOO JOSÉ DE MELLO - SAÚDE, SGPS, S.A. JOSÉ PAULO FERNANDES JVC HOLDING, SGPS, S.A. LUSOMUNDO, SGPS, S S.A. MACONDE, SGPS, S.A. MANOEL DE OLIVEIRA 3

4 MARIA ANTÓNIA PINTO DE AZEVEDO MASCARENHAS MARIA CÂNDIDA E RUI SOUSA MORAIS MÁRIO SOARES MARTIFER, CONSTRUÇÕES METALOMECÂNICAS, S.A. MARTINEZ GASSIOT, VINHOS, S.A. MCCANN ERICKSON, PORTUGAL, PUBLICIDADE, LDA. MCKINSEY & COMPANY METRO DO PORTO, S.A. MIGUEL PAIS DO AMARAL MILLENNIUM BCP MONTEPIO GERAL MORAIS LEITÃO, GALVÃO TELES, SOARES DA SILVA E ASSOCIADOS MOTA ENGIL, SGPS, S.A. N. QUINTAS, SGPS, S.A. NESTLÉ PORTUGAL, S.A. NORPRINT ARTES GRÁFICAS, S.A. OCIDENTAL SEGUROS PARQUE EXPO 98, S.A. PEDRO ALMEIDA FREITAS POLIMAIA SGPS, S.A. PORTGÁS - SOCIEDADE DE PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE GÁS, S.A. PORTUCEL EMPRESA PRODUTORA DE PASTA DE PAPEL, S.A. PORTUGAL TELECOM, SGPS, S.A. PRODUTOS SARCOL, S.A. PROSEGUR R. A. R. - REFINARIAS DE AÇÚCAR REUNIDAS, S.A. RANGEL INVEST INVESTIMENTOS LOGÍSTICOS, S.A. REFRIGE SOCIEDADE INDUSTRIAL DE REFRIGERANTES, S.A. REN, REDE ELÉCTRICA NACIONAL, S.A. RIMA, S.A. ROLPORTO (SOLEASING) RUMAPE, SGPS, S.A. SAG GESTE SOLUÇÕES AUTOMÓVEIS GLOBAIS, SGPS, S.A. SANTANDER TOTTA SANTOGAL, SGPS, S.A. SAP IBÉRIA SCC SOCIEDADE CENTRAL DE CERVEJAS, S.A. SIC - SOCIEDADE INDEPENDENTE DE COMUNICAÇÃO, S.A. SIEMENS, S.A. SOCIEDADE COMERCIAL TASSO DE SOUSA AUTOMÓVEIS, S.A. SOCIEDADE TÊXTIL A FLOR DO CAMPO, S.A. SOGRAPE VINHOS, S.A. SOJA DE PORTUGAL, SGPS, S.A. SOMAGUE, SGPS, S.A. SONAE SGPS, S.A. SOVENA GROUP SGPS, S.A. STCP - SOCIEDADE DE TRANSPORTES COLECTIVOS DO PORTO, S.A. TABAQUEIRA, S.A TERESA PATRÍCIO GOUVEIA TÊXTEIS CARLOS SOUSA, S.A. TÊXTIL MANUEL GONÇALVES, S.A. TMN TELECOMUNICAÇÕES MÓVEIS NACIONAIS, S.A. TOYOTA CAETANO PORTUGAL, S.A. UNIÃO DE BANCOS PORTUGUESES, S.A. UNICER BEBIDAS DE PORTUGAL, SGPS, S.A. UNIVERSIDADE DO MINHO UNIVERSIDADE DO PORTO VARZIM-SOL - TURISMO, JOGO E ANIMAÇÃO, S.A. VERA LILIAN COHEN ESPÍRITO SANTO SILVA VICAIMA - INDÚSTRIA DE MADEIRAS E DERIVADOS, S.A. VISTA ALEGRE ATLANTIS, S.A. VODAFONE PORTUGAL, COMUNICAÇÕES PESSOAIS, S.A. CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO LUÍS GARCIA BRAGA DA CRUZ - Presidente RUI MANUEL CAMPOS GUIMARÃES - Vice-Presidente LUÍS MANUEL MOREIRA DE CAMPOS E CUNHA - Vice- Presidente ADALBERTO MANUEL DA FONSECA NEIVA DE OLIVEIRA- Vice-Presidente ELISA MARIA DA COSTA GUIMARÃES FERREIRA VERA MARGARIDA ALVES PIRES COELHO ANA MARIA ALMEIDA LEITE DE PINHO MACEDO SILVA ANDRZEJ FRANCISZEK SPITMAN JORDAN MANUEL EUGÉNIO PIMENTEL CAVALEIRO BRANDÃO CONSELHO FISCAL ANA MARGARIDA BARATA FERNANDES - Presidente JORGE NELSON QUINTAS ERNST & YOUNG AUDIT & ASSOCIADOS - SROC. SA. Representado por: António Manuel Dantas de Amorim DIRECÇÃO Directora Geral ODETE PATRÍCIO Director do Museu JOÃO FERNANDES Directora de Recursos e Projectos Especiais CRISTINA PASSOS Directora de Marketing e Desenvolvimento BÁRBARA MARTO Director Administrativo-Financeiro SALUSTIANO NOGUEIRA PLANO DE ACTIVIDADES 2011

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6 PLANO DE ACTIVIDADES 2011

7 ÍNDICE 1. A FUNDAÇÃO DE SERRALVES HOJE UMA VISÃO ESTRATÉGICA E 9 2. PLANO DE ACTIVIDADES Criação Artística 2.2. Ambiente, Ecologia e Paisagem 2.3. Sensibilização e Formação de Públicos 2.4. Reflexão e Estudo sobre a Sociedade Contemporânea 2.5. Indústrias Criativas PROJECTOS ESPECIAIS 3.1. Autarquias 3.2. Certificação Ambientall 3.3. Estudo do Impacto Socioeconómico da Fundação 3.4. Estudo de Públicos 3.5. Voluntariadoo Serralves Sénior 3.6. Guardaria de Obras de Arte

8 PLANO DE ACTIVIDADES 2011

9 1. A FUNDAÇÃO DE SERRALVES HOJE ESTRATÉGICA UMA VISÃO Ao longo da sua existência, e em particular nos últimos anos, a Fundaçãoo de Serralves tem vindo a desenvolver-se harmonicamente de acordo com a Missão que definiu com base em 5 eixos estratégicos: CRIAÇÃO ARTISTICA Com particular relevância para as artes plásticas,, através da constituição de uma colecção internacional de arte contemporânea de referência e de um ambicioso programa de exposiçõess dos artistas portugueses e estrangeiross mais relevantes e de iniciativas de apoio aos jovens criadores. AMBIENTE, ECOLOGIA E PAISAGEM Valorizando o Parque como espaço de fruição pública e pretexto para a abordagem dos principais problemas ambientaiss do mundoo de hoje, no contextoo mais vasto de relações da arte com a paisagem. SENSIBILIZAÇÃO E FORMAÇÃO DE PÚBLICOS Através de d programas educativos inovadores, adequados a todos os tipos de pessoas, dee todas as idades, de acções de grande visibilidade como o Serralves em Festa, a Festa do Outono, o Dia do Ambiente e a realização de Exposições Itinerantes de carácter pedagógico. REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE A SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA Através do estudo e debate em conferências e colóquios das principais questões do nosso tempo, quer a nível Nacional quer Internacional, com a participação de grandes pensadores no domínio das artes, das ciências sociais e das ciências experimentais. INDÚSTRIAS CRIATIVAS Como expressão da crescente relação entre a cultura e a economia, com grande potencial para a criação de emprego e de riqueza em domínios tão diversos como a arquitectura, o design, as tecnologias da informação, a publicidade, etc.. Esta é uma área em que Serralves, pelas suass características específicas de ponto de encontro entre empresários e artistas, 9

10 assumiu um papel pioneiro, criando a primeira Incubadora de Indústrias Criativas portuguesa INSERRALVES - já em funcionamento e promovendo, com a criação da ADDICT (Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas), a que preside, a constituição do primeiro Cluster de Indústrias Criativas em Portugal, na região Norte. Estes 5 grandes eixos, que se interligam e reciprocamente se potenciam, conferem à Fundação de Serralves um carácter único, no plano Nacional e Internacional, permitindo-lhe simultaneamente, uma focagem clara em objectivos precisos e uma visão abrangente da sociedade contemporânea, indispensável a uma instituição que, por natureza, tem que estar no centro dessa contemporaneidade. Baseando a sua actuação numa Visão estratégica que se define pelos seguintes princípios: Foco na contemporaneidade; Âmbito Internacional; Integração na comunidade; Abertura e incentivo ao debate de novas ideias; Pluridisciplinaridade; Abordagem Empresarial na gestão da Fundação; Sustentabilidade, actuando de forma exemplar, em relação às questões ambientais, sociais e financeiras. E desenvolvendo a sua acção de acordo nos seguintes Valores: Independência; Excelência institucional; Cooperação com o Estado na realização dos objectivos das políticas cultural e educativa; Valorização do papel dos Fundadores como mecenas e parceiros; Autonomia da programação; Rigor e eficiência na gestão dos recursos. A Fundação acredita que a sua cultura institucional, a par do entusiasmo e empenho de todos os que participam neste projecto, é um dos seus principais activos e motor do seu desenvolvimento. Esta singularidade de Serralves, a par de um modelo de gestão igualmente inovador, em que se concilia autonomia face aos interesses privados e independência face ao poder político, com uma metodologia de trabalho assente no estabelecimento de parcerias com os Fundadores e de cooperação activa com o Estado, as Autarquias e as Instituições da Sociedade Civil, de um grande rigor e eficiência na gestão dos recursos, são factores determinantes do sucesso deste projecto, que importa, pois, preservar e aprofundar, respondendo às dificuldades do presente e aos desafios do Futuro. PLANO DE ACTIVIDADES 2011

11 2. PLANO DE ACTIVIDADES CRIAÇÃO ARTÍSTICA ARTES PLÁSTICAS 1. PROGRAMAÇÃO LINHAS GERAIS A programação do Museu de Serralves para 2011 procura responder já às novas circunstâncias económicas que restringem as actividades da Fundação de Serralves. Uma exposição inaugurada em 2010, Àss Artes, Cidadãos!, irá prolongar-se por todo o primeiro trimestre do ano. Por outro lado, um importante conjunto de d exposições e actividades torna-se possível devido a uma candidatura a a fundos europeus quee financia o programa Improvisações/Colaborações. Algumas das exposições previstas são também realizadas ao abrigo a de protocolos financeiramente relevantes com alguns dos nossos Mecenas, como é o caso da exposição Às Artes, Cidadãos!, que conta com o apoio da Comissãoo Nacional para as Comemorações da República e do BPI, da exposição dedicada a Eduardo Batarda, apoiada pela EDP, ou da exposição de Thomass Struth, apoiada pelo BES. Para além da exposição de Batarda, a arte portuguesa encontra-se ainda representada nesta programação pela exposição dedicada aos arquivos de Ernesto de d Sousa, assim como pelas exposições individuais de José Barrias e de Leonor Antunes, esta últimaa organizada em co-produção com a Kunsteverein de Dusseldorf e, possivelmente, com o Musée d Art Moderne de la Ville de Paris. Uma importante co-produção internacional será a exposição dedicada a Thomas Struth, um dos mais importantes fotógrafos da actualidade, a qual teve início este ano na Kunsthalle de Zurique, circulando ainda por Dusseldorf e Londres (Whitechppel), antes de chegar ao Porto. O presentee programaa expositivoo responde,, apesar das restrições financeiras actuais, ao cumprimento do desígnio estratégico de mostrar a produção artística actual, de d artistas portugueses e estrangeiros mais relevantes, integrando os primeiros numa programaçã ão com impacto internacional e de promover iniciativas de apoio a jovens j criadores. 11

12 2. PROGRAM A DE EXPOSIÇÕESS 2.1. NO MUSEU Janeiro Março ÀS ARTES, CIDADÃOS! A exposição Às Artes, Cidadãos! incide sobre algumas das intersecções quee a arte e o político, entendido comoo acção, representação ou referência, manifestam m na actualidade. Salientam-see algumas questões que atravessam essa relação, as quais podem serr definíveis através de conceitos comoo activismo, cidadania, memória, arquivo, emigração, exílio, ideologia, revolução, utopia, iconoclastia, democracia, catástrofe, comunidade, crise, sexualidade, multiculturalismo, ambiente, globalização, etc. A exposição reúne obras produzidas por artistass nascidos a partir de 1961, 1 ano daa construção do muro de Berlim, um objecto que materializa uma divisão ideológica que marca m o século XX, cuja sombra continua ainda a marcar o pensamento político e cultural em inícios do século XXI. A escolha dessa data como referente e ela permite confrontarr uma história que irá, pelo menos, do presente até à Comuna de Paris, em 1871 tem ainda como intenção sublinhar a relevância doo político na produçãoo artística das duas últimas décadas, uma constatação realizada a partir das obras de muitos autores cujo trabalho se afirmou nestes anos. Simultaneamente, a exposição incluirá uma secção histórica, em que cartazes, revistas e publicações de artistas tornarão visíveis as referências ao político ao longo da história daa arte que precede a geração dos artistas agoraa apresentados. Os comissários da exposição são João Fernandes, directorr do Museu de Serralves, Óscar Faria, crítico de arte, e Guy Schraenen, coleccionador e curadorr especializado em publicações de artistas. A exposição resume um desejo de actualidade que não deixa de revisitar o passado, olhando para a história e participando na construçãoo do presente. Às Artes, Cidadãos! levantará questões mais do PLANO DE ACTIVIDADES 2011

13 que produzirá respostas; interpelará o visitante, convidando-o a reflectir r a partir de obras e ideias produzidas por autores que constatam a necessidade da arte ser uma possível plataforma para a construçãoo de uma consciência política. Não deixará deste modo de dar continuidade a uma tradição republicana do museu, evidentee desde quee o Louvre abriu as suas portas ao público em 1793, no ano seguinte à criação da república francesa. Contudo, se no passado a referência política em arte no século XX, dos primeiros modernismos às décadas de 1960 e 70,, foi tambémm um modoo de contestação e de crítica institucional ao papel do museuu na sociedade, importa hoje interrogar o lugar da referência política num mundo onde a arte é também cada vez mais uma evidência de e uma sociedade globalizada na sua economia e cultura. Comissariado: Óscar Faria, Joãoo Fernandes e Guy Schraenen Produção: Fundação de Serralves Artistas: Ahlam Shibli (Palestina), Ahmet Ögüt (Turquia), André Romãoo (Portugal), Andrea Geyer (Alemanha), António de Sousa (Portugal), Asier Mendizabal (Espanha),( Bureau d Études: Léonore Bonaccini and Xavier Fourt (França), Carlos Motta (Colômbia), Carolina Caycedo (Reino Unido), Chto Delat (Russia), Claire Fontaine (Itália/RU/França), Danh Vo (Vietname / Dinamarca), Gardarr Eide Einarsson (Noruega), Gert Jan Kocken (Holanda), João Sousa Cardoso (Portugal), Silva (Portugal), Matias Faldbakken (Noruega), Nicoline vann Harskamp (Holanda), Pedro G. Romero (Espanha), Rigo 23 (Portugal), Rosella Biscotti (Itália), Sam Durant (USA), Sharon Hayes (USA), Shilpa Gupta (India), Simon Wachsmuth ( Alemanha), Stefan Brüggmann (México), Tom Nicholson (Austrália), Vangelis Vlahos (Grécia), Zachary Formwalt (USA). GIL J WOLMAN, SOU IMORTAL E ESTOU VIVO Esta mostra, a primeira exposição monográfica dedicada à obra do artista francês Gil J Wolman ( ) realizada em Portugal, consiste em obras e documentos que investigam a intersecção e a alteração das linguagens visual e textual. Nela se incluem as peças mais importantes e fecundas do artista, algumas das quais nunca tinham sido expostas. Wolman foi um destacado membro do movimentoo artístico e intelectual criado em meados dos anoss 1940 e designado letrismo. Os seus representantes exploravam novas sínteses entre a escrita e ass artes visuais. A revolução letrista 13

14 também implicou a crítica da vida social e política e um compromis so pessoal com aquilo a que os próprios artistass chamavamm uma nova maneira de viver a vida. Devido à quantidade e à qualidade de obras, documentos e publicações que a constituem, esta exposição é uma espécie de enciclopédia do letrismo. Exibindo todas as técnicas e todos os recursos criativos de Wolman, da pintura ao cinema, passando pela colagem e pelas obras com fita adesiva (nos anos 1960 e 1970 ficou conhecido pelas suas peças scotch art ) a exposição sublinha o modo comoo o artista reformulou a natureza da relação entree a palavra e, por um lado a imagem, por outro o mundo. Comissariado: Frédéric Acquaviva Co-produção: Museu de Serralves, Porto e MACBA, Barcelona Abril - Outubro IMPROVISAÇÕES/COLABORAÇÕES Do dadaismo ao surrealismo, do futurismo ao construtivismo, encontramoss o aparecimento da improvisação como uma das características maiss inovadoras das vanguardas, combinada com o uso do acaso e com a colaboração entre artistas, muitas vezes provenientes de diferentes linguagens, l géneros e práticas artísticas. Esta experiência das primeiras vanguardas será revisitada nas décadas de 60 e de 70, redefinindo a natureza do processo artístico e doss seus resultados, incorporandoo frequentes vezes o espectador, construindo plataformas colectivas dee colaboração entre áreas muito diferenciadas entre si, como as artes visuais, a performance, a dança, a música, o teatro, o cinema e o vídeo. Nos nossos dias, toda esta história é umaa das maiores referências para o desenvolvimento do trabalho dos jovens artistass contemporâneos em todas estas áreas. Improvisações/Colaborações é um ciclo de numerosas manifestaçõess culturais que, ao longo de três meses, entre Abril e Junho de 2011, articularáá o programa do Museu de Arte Contemporânea de Serralves com os programas de numerosas entidades artísticas independentes que, na Região Norte, têm assumido o protagonismo das novas cenass culturais, originando a produção de exposições e de espectáculos específicos que cruzarão as experiências de diferentes artistas portugueses e estrangeiros. Todas as iniciativas constantes desta programação serão desenvolvidas por grupos de PLANO DE ACTIVIDADES 2011

15 artistas, projectos criativos autónomos e espaços independentes, escolas profissionais, empresas de produção e de comunicação. Na programação, o Museu funcionará como um lugar de contextualização histórica do papel da improvisação e da colaboração entre artistas ao longo do último século, enquanto numerosos outros espaços na cidade serão lugar de novas criações e produções especificame mente projectadas paraa este contexto. As artes do espaço ( as artes visuais propriamente ditas) serão cruzadas com as artes do tempo (todas as artes performativas mais aquelas que envolvem a imagem em movimento), em formatos mistos que possibilitarão influências recíprocas e a optimização dos contributos de cadaa uma das áreas envolvidas. OFF OF THE WALL Off the Wall reúnee trinta acções performativas de artistas, emm trabalhoss realizados desde 1946 até ao presente, assim como sete obras icónicas de Trisha Brown. A exposiçãoo é produzida pelo Whitney Museum of Contemporary Art. As performances consistem de acções usando o corpo em frente da câmara, ou em relação com uma superfície fotográfica ou impressa, ouu um desenho. Cada acção desloca o local da obra de um objecto para o corpo, actuando em relaçãoo com, ou directamente no espaço físico do Museu, Artistas: Vito Acconci, Carl Andre, John Baldessari, Dara Birnbaum, Jonathan Borofsky, John Coplans, Maya Deren, Jimmy DeSana, Trisha Donnely, Simone Forti, Daraa Friedman, Jack Goldstein, Scott Grieger, Walter Gutman, David Hammonds, Lyle Ashton Harris, Jenny Holzer, Peter Hujar, Joan Jonas, Richard Kostelanetz, Les Levine, Roy Lichtenstein, Kalup Linzy, Robert Longo, Robert Mapplethorpe, Paul MacCarthy, Ray K. Metzker, MICA-TV, Robert Morris, Bruce Nauman, Yokoo Ono, Dennis Oppenheim, Tony Oursler, Jack Pierson, Yvonne Rainer, Charles Ray, Martha Rosler, David Salle, Lucas Samaras, Richard Serra, Cindy Sherman, Laurie Simmons, Keith Sonnier, Andy Warhol, Hannah Wilke, Francesca Woodman, Jordann Wolfson. Comissariado: Chrissie Iles Co-Produção: Whitney Museum for Contemporary Art, Fundaçãoo de Serralves 15

16 ROBERT MORRIS: VIDEOS E BODYSPACEMOTIONTHINGS Robert Morris é um dos mais importantes artistas conceptuais norte-americanos, cuja participação foi decisiva nas actividades da Judson Church. Esta exposição apresentará pela primeira vez os seus videos criados conjuntamente com Bodyspacemotionthings, uma instalação participatória onde o artista convida o público a subir, a escorregar e a balançar através de grandes elementos de escultura. Criado em 1971 para a inauguração de uma exposição na Tate Gallery, Londres, e reconstituída recentemente no Fim-de-semana Longo da Tate Modern, consiste de objectos tais como cilindros, rampas, túneis e paredes de escalada. Será feita nova reconstrução dessa instalação para apresentação no Museu de Serralves. Maio - Setembro JOSÉ BARRIAS José Barrias (1944) é um artista português residente em Milão que inicia o seu trabalho em finais da década de 70, construindo narrativas visuais através do desenho, da pintura, da fotografia e da instalação. A memória íntima articula-se com a memória dos lugares e da História nos seus trabalhos. O tempo como passagem é convocado a partir da acumulação de vestígios e de referências onde a composição visual resulta da convergência das imagens e das histórias. O romance filosófico adquire assim a dimensão de um romance visual. Ou de quase um romance, como diria Barrias, que assume o inacabado ou o imperfeito como condição da obra aberta que as suas narrativas constituem. A exposição de José Barrias no Museu de Serralves dá continuidade a projectos seus existentes na Colecção da Fundação, retomados e modificados a partir de novas condições de apresentação, juntamente com novos projectos que o artista se encontra a produzir especificamente para este momento. Comissário: João Fernandes Produção: Fundação de Serralves PLANO DE ACTIVIDADES 2011

17 Outubro - Dezembro THOMAS STRUTH A partir do início dos anos 1980, o fotógrafo de Düsseldorf Thomass Struth desenvolveu uma abordagem dos temas característica e um repertório intrigante, ao mesmo tempo que permanecia atento às possibilidades específicas do medium fotográfico. Trabalhando numa época caracterizada por uma sobrecarga de imagens extremamente trabalhadas e mediadas, m Struth dotou a fotografia de uma intensidade e uma integridade renovadas. A exposição passa em revista a obra de Struth ao longo de trêss décadas e inclui grupos alargados de cada uma das famílias ou séries que constituem o corpo da obra: o fotografias a preto e branco de cidades europeias, asiáticas e americanas s, retratos de família e impressões a cor em grande escala realizadas em selvas e florestas densas, no interior de alguns dos maiores museus do mundo e em locais de culto comoo templos e catedrais. Culmina com um importante conjunto de novos trabalhos apresentados pela primeira vez em Zurique. Reunindo cerca de uma centena de obras, é a exposição mais abrangente da obra de Struth realizada até à data e revela a complexidade do modo como o artista vê e representa o mundo. Comissariado: James Lingwood Co-produção: Kunsthaus Zurich, K20 Dusseldorf, Fundação de Serralves e Whitechapel, Londres 17

18 EDUARDO BATARDA (Vencedor Grande Prémio EDP -2008) Eduardo Batardaa (Coimbra, 1943) é um dos nomes fundamentais da pintura p portuguesa. Começou, na década de 1960, por praticar uma pintura figurativa em que a cultura pop, nomeadamente as técnicas e métodos da banda desenhada e da ilustração, era uma clara referência. Caracteriza esta fase a disjunção entre imagens violentas servidas por um humor acutilante e desinibido.. O seu livro intitulado O peregrino blindado (the blind penguin) (1970), posteriormente traduzida para aguarelas, traduz bem o carácter dessacralizador e irónico da suaa arte, que também pode ser vista como um arrasadorr retrato social e político do Portugal de então. A exposição em Serralves, quee acontece depois da atribuição a Eduardo Batarda de um dos prémios artísticos portugueses mais legitimantes, o Grande Prémio EDP, apresentará trabalhos antigos, que permitem leituras políticass anti-fascistas, anti- colonialistas e anti-imperialistas, e pinturas recentes, que partilham o mesmo humor dessacralizante e paródico, mas que, no seu enganador formalismo, nos seus jogoss compositivos tendencialmentee abstractos, nas múltiplas referências eruditass que convocam, sublinham uma postura irónica e distanciada em relação às virtudes militantes da arte. Comissariado: João Pinharanda e João Fernandes Produção: Fundação de Serralves BES REVELAÇÃO No contexto nacional as oportunidades para um jovem artista apresentar o seu trabalho são escassas. Por este motivo, uma iniciativa como a do Prémio Bes Revelação aberto a todos quantos nele desejem participar, onde 4 trabalhos são seleccionados por um júri internacional e a quemm são proporcionadas condições excepcionais de produção de trabalho, difíceis de obter por jovens artistas, assume particular relevância. Um prémio específico na área da fotografia reconhece e representa as várias possibilidades criativas do uso deste media na experiência artística contemporânea. Comissariado: Margarida Mendes Produção: Fundação de Serralves PLANO DE ACTIVIDADES 2011

19 2.2. NA CASA Julho - Setembro LEONOR ANTUNES Leonor Antunes (Lisboa, 1972) é uma artista portuguesa a viver e trabalhar em Berlim desde Apesar de ter alcançado um considerável reconhecimento internacional, com exposições em museus internacionais legitimantes e artigos monográficos em reputadas revistas de arte, têm sido raros os momentos de apresentação do seu trabalhoo em Portugal. Esta exposição na Casa de Serralves permitirá ao público português um contacto privilegiado com a sua produção artística dos últimos dez anos, ao mesmo tempoo que apresentará projectos inéditos, concebidos especificamente para os espaços da Casa na verdade, o trabalho de Leonor Antunes sempre se relacionou intimamente com a arquitecturaa e com as características dos espaços paraa onde é convidada a expor. As suas esculturas mais antigas, sóbrias, quase invisíveis, já apontavam para detalhes e singularidades dos edifícios onde expunha partiam muitas vezes da duplicação de elementos arquitectónicos, propondo experiências dos espaços que afectavam a nossa percepção dos mesmos. Mais tarde, já em Berlim, a artista insistirá na ideia de duplicação, desta vez replicando e descontextualizando fragmentos de edifícios desenhados por arquitectos como Hans Scharoum, Rolf Gutbrod e Werner Düttman, duplicados s depois da divisão da cidadee (que passou a ter duas bibliotecas, dois teatros, etc.). Recenteme ente, Antunes centrou a sua atenção no trabalho de vários arquitectos modernistas casos de, entree outros, Eillen Gray, Carlo Mollino e Flávio de Carvalho transferindo para esculturas, frequentemente replicando à escala real, formas, padrões, materiais e detalhes do mobiliário. Comissariado: Nuria Enguita Co-produção: Kunstverein Dusseldorf e Fundação de Serralves 19

20 2.3. EXPOSIÇÕES ITINERANTES O programa de exposições itinerantes para 2011 é consentâneo com os objectivos estratégicos da instituição, no que respeita à criação de parcerias em todo o país de modo a apoiar a revelação de novos valores, divulgar a Colecção de Serralves e qualificar a programação de equipamentos existentes. PROGRAMA EXPOSITIVO PARA AUTARQUIAS Serralves apresenta novamente uma série de exposições itinerantes diversificadas e investe na promoção de um conjunto de exposições adaptadas ao contexto autárquico. O Programa Antena é retomado, como forma de revelar novos valores, sendo apresentadas duas exposições Antena em Reforça-se, em simultâneo, o âmbito geográfico das colaborações com autarquias e outras entidades, apresentando-se um programa que visa realizar exposições em todo o país: Norte, Centro, Alentejo, LVT, Algarve e Ilhas. Após a apresentação em 2010 da exposição Impressões e Comentários, que reúne fotografia das colecções de Serralves e do BES, em Barcelona e em Valencia, esta circulará em Portugal, em 2011, por várias autarquias. Além disso, a Fundação continua a promover a exposição A Razão das Coisas, que reúne trabalhos de Júlio Pomar, Gerard Castello Lopes e António Rodrigues, apresentando-a no próximo ano em duas autarquias. No que respeita a exposições pontuais, apresentar-se-á Manoel de Oliveira / José Régio em Portalegre, num dos dois momentos das comemorações da instalação de José Régio em Portalegre, que decorrem este ano e o próximo (80 anos da instalação de José Régio em Portalegre em 2010 e 40 anos da Casa Museu em 2011). Além disso, a Fundação de Serralves participará no Allgarve 2011, em articulação com câmaras locais, em termos a confirmar. BIBLIOTECAS A aposta nas Bibliotecas constitui um novo vector de colaboração, iniciado em 2010 com a oferta alargada de publicações de Serralves às Bibliotecas Municipais das autarquias nossas Fundadoras, através da proposta de realização do projecto e da disponibilização da exposição Gateways. O projecto reunirá várias Câmaras Fundadoras e terá uma primeira exposição no último trimestre de A exposição que integra o projecto intitulada Do Rato Mickey a Andy Warhol estará em digressão pelos restantes 4 parceiros ao longo de Por sua vez, a exposição Gateways, apresentada no Silo-Cultural do NorteShopping é retomada para circulação, desta vez numa proposta para Bibliotecas, pois os seus conteúdos permitem uma excelente exploração de actividades pedagógicas em torno do Livro, sendo totalmente flexível a sua adaptação aos espaços expositivos. PLANO DE ACTIVIDADES 2011

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