Doenças sistémicas e implicações para a visão

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1 Doenças sistémicas e implicações para a visão O papel do Optometrista é cada vez mais de importante, tanto na detecção de anomalias como no acompanhamento das previamente detectadas por médico. Muitas destas anomalias têm reflexo no sistema ocular sendo de crucial importância saber reconhecer para poder encaminhar, sabendo que hoje em dia muitas pessoas recorrem ao optometrista para efectuarem a sua primeira consulta de análise visual, este facto torna-se mais relevante. Aqui indico algumas das situações de doenças sistémicas que afectam a visão com graus de gravidade diferentes: - Diabetes Mellitus, Hipertensão arterial, Colesterol, AIDS, Metabólicas Hereditárias, Reumáticas e do Colagénio, Nutricionais. O comprometimento ocular na Diabetes Mellitus é amplo e grave, com praticamente, todas as estruturas oculares em maior ou menor extensão e severidade atingidas: Músculos extrínsecos: paralisia do III e/ou VI provocando entre outras a inibição de movimentos oculares) Córnea: dobras na membrana de Descemet. Íris: Ectrópio da Úvea, rubeose e vascularização. Pálpebras: xantelasma (caracterizado por pequenas placas amareladas nas pálpebras) Cristalino: catarata. Corpo ciliar: espessamento da membrana basal. Conjuntiva: alterações na micro circulação (vasodilatação, fluxo sanguíneo lento, etc.) Humor vítreo: crepúsculos asteróides. Nervo óptico: atrofia (rara). Retina: retinopatia e lipemia. Página 44

2 Artigo de Interesse ÓpticaPro 120 uma evolução da fase anterior para uma etapa onde encontramos neoformações vasculares. O Diabetes Mellitus compromete, no princípio, os pequenos vasos da retina, provocando espessamento da membrana basal e desaparecimento dos pericitos intramurais dos capilares retinianos. Como consequência directa desta microangiopatia diabética, vamos ter uma maior fragilidade capilar com extravasamento de líquido, consequente edema e menor aporte sanguíneo nas regiões irrigadas por estes vasos. Com isto, o tecido passa a sofrer hipoxia, com formação e libertação de factor neovasogénico, ainda não perfeitamente determinado, o qual irá provocar a formação de vasos anormais na intimidade e superfície da retina, podendo estes crescer em direcção ao humor vítreo. Na retinopatia diabética existem duas fases distintas: FASE NÃO-PROLIFERATIVA, caracterizada por: Edema, hemorragias, micro aneurismas e exsudados na retina. A retinopatia diabética é, hoje, uma das principais causas de cegueira, pois, com a evolução terapêutica a esperança de vida destes pacientes aumentou. A incidência da retinopatia, aumenta, com o passar dos anos, estando presente em cerca de 50% dos diabéticos com 15 anos e em cerca de 80% com 25 anos de doença. Irá sempre evoluindo, terminando por provocar cegueira em cerca de 5% dos pacientes com história de 30 anos de doença). HIPERTENSÃO ARTERIAL O comprometimento ocular, nesta patologia, é de grande importância, uma vez que a possibilidade de observação dos vasos sanguíneos retinianos permitirá inferir as condições vasculares dos pacientes e fazer o estadiamento da doença. FASE PROLIFERATIVA: caracterizada por Num fundo de olho hipertensivo, dependendo da gravidade, podemos encontrar exsudados, hemorragias, estreitamento arteriolar e tortuosidade, >> Página 45

3 ingurgitamento venoso, cruzamentos arteriovenosos patológicos, artérias em fio de cobre e fio de prata e Papiledema. Estes achados podem ser isolados, em conjunto e com graus de severidade diversos. Qualquer um deles nos pode dar indicação, caso o paciente desconheça, de que algo vai mal no que diz respeito à sua saúde circulatória. MANIFESTAÇÕES OCULARES DA AIDS Problemas relacionados com a AIDS podem manifestar-se em diferentes estruturas do globo ocular e seus anexos. Apesar de o vírus da imunodeficiência humana (HIV) poder ser isolado de todos os fluidos e tecidos oculares, as principais manifestações ocorrem por infecções oportunistas ou pela reagudização de um processo pré-existente. Aproximadamente metade dos pacientes com AIDS apresenta uma microangiopatia, com nódulos algodonosos (que indicam enfarte isquémico das fibras nervosas superficiais da retina), semelhante ao que ocorre em determinadas fases das retinopatias hipertensiva e diabética. Estes pacientes não apresentam diminuição da acuidade visual e os exsudados algodonosos constituem achado ocasional. sempre, comprometem o globo ocular ou seus anexos. Algumas das mais frequentes, e associação com a estrutura ocular afectada: DOENÇAS REUMÁTICAS E DO COLÁGENO - Estima-se que mais de 100 milhões de europeus (um quarto da população total) sejam afectados por doenças reumáticas. - Em 1990, estimou-se em 1,7 milhões o número de fracturas na anca ocorridas em todo o mundo, esperando-se que este valor seja superior a 6 milhões até Em 2003, a nível mundial, estimou-se que 40% das pessoas com mais de 70 anos de idade sofria de osteoartrite do joelho. - Em 2003, em todo mundo, 80% dos doentes com osteoartrite apresentavam algum grau de limitação de movimento e 25% não conseguiam realizar as suas actividades diárias principais. - Em 2003, a Organização Mundial de Saúde estimou que a nível mundial, após uma década de evolução, a artrite reumatóide conduzia à invalidez laboral, definida como total cessação de actividade profissional, 51 a 59% dos doentes. - Em 2003, as raquialgias eram a segunda causa de absentismo laboral, as lombalgias, em particular, atingiram proporções epidémicas, com aproximadamente 80% da população mundial a declará-las em alguma altura da sua vida. ARTRITE REUMATÓIDE - As manifestações oculares da AR são múltiplas e podem surgir em qualquer momento da evolução da doença. DOENÇAS METABÓLICAS HEREDITÁRIAS São conhecidas mais de uma centena de doenças metabólicas hereditárias (DMH) sendo que metade delas, geralmente ou Página 46

4 Artigo de Interesse ÓpticaPro 120 tratamento é feito através de uma dieta rica em vitamina A e também pode haver o uso de pomadas ou colírios contendo antibióticos. Se a doença não for devidamente tratada pode resultar em cegueira permanente. MANIFESTAÇÕES OCULARES MAIS COMUNS Queratoconjuntivite seca (15%), a episclerite e esclerite são o sinal eminente de desenvolvimento de doença sistémica grave com vasculite difusa. ESPONDILITE ANQUILOSANTE - Doença reumatóide inflamatória, crónica, progressiva, atingindo sobretudo as articulações Sacroilíacas. Segmento anterior: X1A - Xerose conjuntival: secura da conjuntiva com perda do brilho e enrugamento da mesma; X1B - manchas de Bitot: formação elevada que aparecem na conjuntiva bulbar interpalpebral; X2 - xerose da córnea: semelhante à da conjuntiva; X3 - úlcera de córnea/ keratomalácia da córnea, deixando lesão irreversível e cegueira, quando não leva à perfuração do globo ocular). XS - cicatrizes na córnea. COMPLICAÇÃO OCULAR - uveíte anterior que pode chegar a 60% dos casos, é bilateral e recorrente ( início agudo e doloroso). DOENÇAS NUTRICIONAIS A má nutrição é uma das principais causas de cegueira nos países em desenvolvimento. A deficiência específica de vitaminas do complexo B, apesar dos achados discordantes na literatura, leva à vascularização e a distrofias no epitélio da córnea e ao quadro chamado ambliopia nutricional, condição endémica em certos pontos do mundo. A hipovitaminose A manifesta-se no olho, especialmente de crianças em idade pré-escolar, através de alterações xeroftálmicas. (Xeroftalmia é uma avitaminose causada pela deficiência do retinol (Vitamina A)); Caracterizando-se pela baixa produção de lágrima, com consequente secagem da córnea provocando secreções nos olhos e dificuldade de visão; não sendo tratada devidamente pode apresentar úlceras e infecções bacterianas na córnea; O Segmento posterior do olho: XN - cegueira noturna : Nictalopia condição caracterizada por demora ou impossibilidade na adaptação visual em ambientes escuros; devido a deficiência nos bastonetes. XF - fundo de olho xeroftálmico. DOENÇAS HEMATOLÓGICAS De modo geral, as leucemias, síndrome de hiperviscosidade (macroglobulinemia, mieloma múltiplo, ocasionalmente doença de Hodgkin e outros linfomas), policitemias, Página 47

5 anemias, etc. levam a hemorragias na retina e coróide, decorrentes de dilatação venosa com tortuosidade, presença de cruzamentos patológicos, oclusão venosa, que terminam nas hemorragias, exsudados e atrofia da retina. DOENÇAS DERMATOLÓGICAS A principal doença que envolve a pele e tem manifestações oculares importantes é a hanseníase. O Mycobacterium leprae acomete o olho pela invasão directa do segmento anterior ou indirectamente, através das deficiências neurológicas e, ou das lesões cutâneas. As principais manifestações são: iridociclites, opacificações corneanas (resultantes da lagoftalmia e da diminuição da sensibilidade da córnea), perda de sobrancelhas e de cílios, alterações da pressão intra-ocular, dacriocistites, episclerites e esclerites, conjuntivites e cataratas. < Henrique Nascimento MSc. Em Investigação Clínica em Optometria Avançada. Departamento de Ciências da Saúde da Universidade Europeia de Madrid e P.C.O. Filadélfia. Página 48

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