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1 SONAE INDÚSTRIA, SGPS, S. A. Sede social: Lugar do Espido, Via Norte, Maia Matriculada na C.R.C. da Maia sob o nº Único de Matrícula e Identificação Fiscal Capital Social: euros Sociedade Aberta RELATÓRIO ANUAL DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS SEPARADAS E CONSOLIDADAS EXERCÍCIO DE Março 2014

2 Índice Relatório de Gestão Anexos ao Relatório de Gestão e Participações Qualificadas Anexo a que se refere o artº. 447 do Código das Sociedades Comerciais Anexo a que se refere o artº. 448 do Código das Sociedades Comerciais Participações qualificadas Declaração emitida nos termos e para os efeitos do disposto na alínea c) do nº. 1 do art. 245º do Código dos Valores Mobiliários Relatório do Governo da Sociedade Demonstrações Financeiras Separadas Demonstração de Posição Financeira Demonstração de Resultados Demonstração do Rendimento Integral Demonstração de Alterações nos Capitais Próprios Demonstração dos Fluxos de Caixa Notas anexas às Demonstrações Financeiras Demonstrações Financeiras Consolidadas Demonstração Consolidada de Posição Financeira Demonstração Consolidada de Resultados Demonstração Consolidada do Rendimento Integral Demonstração Consolidada de Alterações nos Capitais Próprios Demonstração Consolidada dos Fluxos de Caixa Notas anexas às Demonstrações Financeiras Consolidadas Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria e do Conselho Fiscal Certificação Legal de Contas e Relatório de Auditoria sobre a informação financeira consolidada e individual Relatório do Conselho Fiscal

3 SONAE INDÚSTRIA RELATÓRIO DE GESTÃO Exercício de 2013

4 Relatório de Gestão ÍNDICE MENSAGEM DO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO... 3 MENSAGEM DO PRESIDENTE DA COMISSÃO EXECUTIVA A SONAE INDÚSTRIA O NOSSO NEGÓCIO A NOSSA HISTÓRIA OS NOSSOS PRODUTOS A NOSSA ESTRATÉGIA OS NOSSOS PRÉMIOS EM PRINCIPAIS EVENTOS EM ANÁLISE SETORIAL ANÁLISE DE ATIVIDADE VOLUME DE NEGÓCIOS E EBITDA RECORRENTE Consolidado Sonae Indústria Europa do Sul Europa do Norte Resto do Mundo (Canadá e África do Sul) ANÁLISE FINANCEIRA CONSOLIDADA Demonstração de Resultados CAPEX Balanço e Estrutura de Capital RESULTADOS INDIVIDUAIS DA SONAE INDÚSTRIA, SGPS PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS PERSPETIVAS FUTURAS PARA INFORMAÇÃO SOBRE PARTICIPAÇÕES E EVOLUÇÃO DA COTAÇÃO TRANSAÇÕES COM AÇÕES PRÓPRIAS EVENTOS SUBSEQUENTES POLÍTICA DE DIVIDENDOS GESTÃO DE RISCOS POLÍTICA DE GESTÃO DE RISCOS DE CRÉDITO RISCOS DE MERCADO RISCOS LEGAIS RISCOS OPERACIONAIS RESPONSABILIDADE CORPORATIVA RELATÓRIO SOCIAL RELATÓRIO AMBIENTAL NOTAS FINAIS E AGRADECIMENTOS ANEXOS AO RELATÓRIO DE GESTÃO E PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS ANEXO A QUE SE REFERE O ARTIGO 447º DO CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS ANEXO A QUE SE REFERE O ARTIGO 448º DO CÓDIGO DAS SOCIEDADES COMERCIAIS PARTICIPAÇÕES QUALIFICADAS DECLARAÇÃO EMITIDA NOS TERMOS E PARA OS EFEITOS DO DISPOSTO NA ALÍNEA C) DO Nº1 DO ART. 245º DO CÓDIGO DOS VALORES MOBILIÁRIOS Página 2 de 40

5 Relatório de Gestão MENSAGEM DO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO A envolvente macroeconómica e financeira e um contexto de baixos níveis de procura no sector de painéis derivados de madeira, prevalecente na maioria dos mercados onde estamos presentes, determinaram mais um ano pleno de desafios para a Sonae Indústria. Não obstante este enquadramento, conseguimos, ao longo de 2013, concretizar mudanças organizacionais e importantes iniciativas de negócio que, em conjunto com novas medidas que pretendemos implementar durante o ano de 2014, reforçam a minha confiança na capacidade da empresa em melhorar a rentabilidade a curto/médio prazo, alavancando nos seus ativos mais fortes e mais competitivos e nas suas competências diferenciadoras. Em Fevereiro de 2013, foi nomeada uma nova Comissão Executiva, com um mandato claro para executar o plano estratégico definido, que preconiza uma presença industrial mais reduzida mas mais competitiva, o desenvolvimento de uma equipa de elevada qualidade, com pessoas talentosas, capazes e comprometidas, encorajando uma cultura que fomenta a excelência operacional e a inovação, e a transformação da empresa numa operação enfocada no mercado, com uma oferta de produtos consistente, integrada e reconhecida pelos clientes. Continuamos, assim, a adaptar a nossa capacidade de produção à procura de mercado, adotando medidas adicionais de reestruturação. Após o encerramento da fábrica de Knowsley, no Reino Unido, e da fábrica de aglomerado em Solsona, Espanha, entramos em negociações, durante o mês de Setembro de 2013, tendo em vista a paragem das atividades de produção de aglomerado na unidade industrial de Horn, na Alemanha. Neste país, procuraremos transferir a produção para o nosso melhor ativo, a unidade de Nettgau, onde atualmente detemos uma capacidade anual de produção superior a 1 milhão de metros cúbicos, repartida entre aglomerado de partículas e OSB. Continuamos também focados nas nossas pessoas, promovendo o trabalho de equipa, o desenvolvimento contínuo de novas competências e a partilha de conhecimentos e melhoras práticas entre todas as nossas operações. Neste âmbito, um passo importante foi implementado através da iniciativa Improving our work, um programa cujo objetivo é o desenvolvimento e a implementação de uma cultura de melhoria contínua. Em linha com o caminho previamente definido pela Sonae Indústria, esta iniciativa procura standardizar e otimizar processos, com o objetivo de aumentar os níveis de eficiência e de produtividade de todas as áreas do grupo. Esta cultura de melhoria contínua não deve estar presente apenas nos nossos processos industriais, devendo ser incorporada em todas as atividades correntes da organização. Um aspeto fundamental dos nossos principais valores e da nossa cultura passa pela segurança e bem-estar dos nossos colaboradores. Continuamos a investir em políticas de saúde e segurança eficazes, através de uma abordagem sistemática, com o objetivo de minimizar acidentes e outros efeitos que possam ser causados pelas nossas operações. Temos, deste modo, conseguido melhorar consistentemente os nossos indicadores de saúde e segurança, reduzindo o número e a gravidade dos incidentes ocorridos. Gostava ainda de deixar uma nota de pesar e tristeza em relação ao trágico acidente que ocorreu no dia 6 de julho no centro de Lac-Mégantic, localidade onde está situada a nossa fábrica do Canadá, que afetou direta ou indiretamente todos os nossos colaboradores locais e perturbou durante alguns dias o funcionamento das nossas operações. Gostaria de realçar a resiliência e a capacidade demonstrada pela equipa local em ultrapassar este período de adversidade, que permitiram reiniciar as atividades de produção em apenas cinco dias após o acidente. Esta capacidade de enfrentar adversidades, de adaptação a um ambiente em mudança e de prosperar num cenário pleno de incertezas, é um exemplo que eu espero que consiga ser apreendido e seguido por todas as operações do grupo. Em resumo, temos procurado implementar todas as medidas necessárias que permitam a transformação da Sonae Indústria numa empresa mais competitiva, criando os alicerces para um crescimento futuro e para uma melhor rentabilidade. Espero que 2014 seja já um ano de retoma efetiva para a empresa. Esta fase de reestruturação que estamos a ultrapassar deve ser vista como uma oportunidade para repensarmos o negócio e para utilizarmos os nossos recursos e competências de um modo mais enfocado e sustentável. Para enfrentar o ambiente económico desafiante que ainda nos espera, continuaremos a apostar no desenvolvimento dos nossos colaboradores, proporcionando formação e procurando identificar talento, bem como exigindo o melhor de cada um. Gostaria de agradecer novamente a dedicação, espírito de equipa e empenho que evidenciaram ao longo do ano de Belmiro de Azevedo, Chairman Sonae Indústria Página 3 de 40

6 Relatório de Gestão MENSAGEM DO PRESIDENTE DA COMISSÃO EXECUTIVA O ano de 2013 foi mais um ano repleto de desafios para a generalidade da indústria europeia de painéis derivados de madeira, com impactos evidentes no nível de rentabilidade da Sonae Indústria nesta região. Os desafios macroeconómicos que prevalecem na Europa continuaram a refletir-se em níveis baixos de indicadores de confiança e de consumo, principalmente nos países periféricos, originando níveis de procura reduzidos nos sectores em que os nossos clientes se inserem, nomeadamente nas indústrias de construção e de produção de mobiliário. A evolução menos positiva na Europa foi, no entanto, parcialmente compensada por um melhor desempenho operacional e financeiro das nossas operações na América do Norte e na África do Sul, apesar do impacto resultante das desvalorizações cambiais face ao Euro. Em termos de desempenho financeiro consolidado, o nosso volume de negócios diminuiu cerca 7% face a 2012, essencialmente em resultado da redução da nossa presença industrial, na sequência dos encerramentos das fábricas de Knowsley (Reino Unido) e de Solsona (Espanha) e da paragem das atividades de produção de aglomerado na unidade de Horn (Alemanha). Não obstante esta evolução verificada ao nível das receitas, deve ser realçado o facto de termos conseguido aumentar o nível médio de utilização de capacidade instalada nas nossas unidades, quando comparado com Em resultado da quebra do nível de receitas, a nossa rentabilidade operacional baixou, com o valor de EBITDA recorrente a diminuir cerca de 19% face ao período homólogo, para 80 milhões de euros em 2013, o que corresponde a uma margem de 6,5% sobre o volume de negócios. De realçar que continuamos a implementar diversas iniciativas destinadas à redução da nossa estrutura de custos, o que nos permitiu já em 2013, em comparação com o ano anterior e numa base comparável, uma poupança de mais de 13 milhões de euros no total de encargos fixos. Apesar do desempenho operacional acima descrito, conseguimos diminuir, pelo terceiro trimestre consecutivo o valor da nossa dívida líquida face ao trimestre anterior, demonstrando a resiliência da capacidade de geração de cash flow da empresa, mesmo no atual contexto adverso. Esta evolução foi conseguida graças a uma gestão criteriosa dos investimentos e do nível de fundo de maneio, em todas as nossas operações. Gostaria ainda de realçar o fato de termos conseguido refinanciar uma grande parte da dívida que se vencia em 2013 e de termos começado já a implementar as medidas necessárias que nos ajudarão a refinanciar os vencimentos de linhas de crédito previstos para Neste sentido, no que diz respeito à nossa estrutura de endividamento, temos vindo já a negociar uma alteração no perfil de maturidades com os três principais bancos credores. Estamos ainda longe dos níveis consolidados de rentabilidade e de eficiência industrial pretendidos e que estabelecemos como meta para nós próprios. Foram, no entanto feitos progressos, que nos permitem estar confiantes de que conseguiremos atingir os nossos objetivos. Neste âmbito, implementámos medidas adicionais de reestruturação, de entre as quais destacaria a decisão de entrar em negociações com os representantes dos trabalhadores em relação à paragem de produção de aglomerado de partículas em Horn (Alemanha) e as negociações para a potencial venda de duas fábricas em França. Conjuntamente com as iniciativas, atualmente em curso, destinadas à melhoria da nossa oferta e à racionalização da estrutura de custos, estas medidas constituem passos importantes no sentido do fortalecimento da nossa posição competitiva e capacidade financeira, ao mesmo tempo que posicionam a empresa para oportunidades futuras de crescimento. Estas e outras ações atualmente a serem implementadas vão-nos permitir criar uma empresa diferente, mais ágil, nomeadamente através da aposta em produtos e segmentos de maior valor acrescentado, que possam contribuir positivamente para o nosso desempenho consolidado, e do enfoque de recursos nas fábricas mais eficientes e competitivas. Continuamos a contar com o compromisso e dedicação de todos os colaboradores e com o apoio dos nossos principais stakeholders para atingirmos estes objetivos. Rui Correia, CEO Sonae Indústria Página 4 de 40

7 Relatório de Gestão 1. A SONAE INDÚSTRIA 1.1. O NOSSO NEGÓCIO Somos um dos maiores produtores mundiais de painéis derivados de madeira, com 24 fábricas localizadas em 6 países, distribuídos por 3 continentes. Em 2013, a nossa atividade englobava, a nível mundial, colaboradores e gerou um volume de negócios de milhões de euros. Os painéis derivados de madeira são uma alternativa valiosa à madeira maciça, com algumas claras vantagens, nomeadamente porque permitem uma utilização mais eficiente das matérias-primas. Outra vantagem particular consiste na sua flexibilidade dimensional, que, em contraste com a madeira maciça, permite a produção de produtos de dimensões feitas-à-medida, as quais podem ser adaptadas aos requisitos das aplicações dos clientes. Assim, hoje em dia, assistimos à substituição da madeira maciça pelos painéis derivados de madeira num número crescente de aplicações. Comparando com outros materiais de construção, tais como o aço e o betão armado, a madeira tem impactos ambientais adversos significativamente inferiores, quando utilizada como material de construção. Por conseguinte, os painéis derivados de madeira têm um efeito positivo no aquecimento global através da melhoria da eficiência energética, o que permite aos proprietários das habitações uma redução significativa da sua fatura de energia. Para além disso, quando utilizados para fins relacionados com a construção, estes materiais funcionam como armazenadores de carbono, ajudando, deste modo, a mitigar as emissões de CO 2. No final da sua vida útil, os painéis derivados de madeira podem ser reciclados e transformados em novos produtos, reentrando, assim, num ciclo contínuo de reciclagem. Por este motivo, é espectável que a procura de madeira e de produtos derivados de madeira para a indústria da construção tenha um crescimento sólido com o passar do tempo. Em tempos em que os eventos climáticos extremos, como inundações e secas, sinalizam que a mudança climática é muito mais do que uma discussão científica teórica, as sociedades em geral e as empresas em particular estão constantemente à procura de formas alternativas que permitam combater estes novos cenários climáticos e estas novas realidades. Página 5 de 40

8 Relatório de Gestão Os produtos derivados de madeira, têm um papel importante a desempenhar nesta realidade. A Sonae Indústria acredita que utilizar mais madeira representa um forte contributo para combater as alterações climáticas, porque pode, por um lado, reduzir as fontes de CO 2, e por outro lado, aumentar os sumidouros de CO 2 e o armazenamento de carbono. A redução das fontes de CO 2 resulta da madeira ser um material que armazena energia, podendo substituir, em diversas aplicações, outros materiais que usam mais energia e geram mais emissões durante a sua produção. A utilização da madeira pode também aumentar os sumidouros de CO 2 e o armazenamento de carbono, uma vez que a própria floresta tem um papel único no sequestro de carbono da atmosfera as florestas ao crescer, absorvem mais CO 2, e os produtos florestais mantêm o carbono armazenado durante a sua vida útil. A utilização de produtos de madeira estimula um maior crescimento da floresta, e um mercado eficiente para produtos de madeira oferece um incentivo financeiro para investir na gestão ativa da floresta. Adicionalmente, quando os produtos de madeira são reutilizados ou reciclados, o armazenamento de carbono é prolongado numa nova vida útil, evitando emissões de CO 2 para a atmosfera A NOSSA HISTÓRIA Desde a nossa fundação, em 1959, levámos a cabo um processo de expansão, concretizado de forma consolidada e durante um longo período, através da combinação de crescimento orgânico e de aquisições. Ao longo da década de 90, foram realizadas aquisições e efetuados investimentos significativos em projetos de raiz no Brasil, Canadá, África do Sul, Espanha e Reino Unido. Em 1998, através da aquisição do grupo alemão Glunz, expandimo-nos para a Alemanha e França. Em 2006, adquirimos os ativos do grupo alemão Hornitex e uma fábrica de aglomerado de partículas em França (Darbo). Ainda em 2006 iniciamos o investimento numa nova linha de produção de aglomerado cru na fábrica de White River, na África do Sul, tendo esta começado a produzir durante Deste modo, em 2007, a nossa produção de painéis de madeira crus tinha crescido para mais de 10 milhões de m 3, que comparava com apenas 2 milhões de m 3 em Depois de 2007, inseridos num contexto da crise económica mundial, fomos forçados a tomar medidas de reestruturação, encerrando ativos insustentáveis e desinvestindo em ativos específicos perante a existência de melhores intervenientes, e a prosseguir a nossa atividade de forma mais eficiente e flexível do que anteriormente. Em 2008, encerrámos duas linhas: uma de aglomerado de partículas na fábrica de Valladolid (Espanha) e outra de MDF na fábrica de Meppen (Alemanha). Em Março de 2009, encerrámos as fábricas de aglomerado de partículas em Coleraine (Reino Unido) e em George (África do Sul). Para além destas, em Junho do mesmo ano, encerrámos duas fábricas em França, as unidades de St. Dizier e de Châtellerault. No 4º trimestre de 2009, encerrámos a fábrica de Kaisersesch e no início de 2010, encerrámos a unidade de Duisburg (a qual tinha parado a produção no início de 2009). No decurso de 2009 e em linha com a estratégia definida de reforço do nosso balanço, tomamos a decisão de alienar as operações no Brasil, o que foi facilitado pelo processo de consolidação já a decorrer neste mercado. Em Abril de 2010, vendemos também a fábrica de Lure (França) à Swedspan, uma subsidiária do grupo INGKA, que também detém o grupo IKEA. Mais recentemente, em Setembro de 2012, decidimos encerrar a fábrica de Knowsley, no Reino Unido, devido a dificuldades na sua reconstrução, no seguimento do incêndio que ocorreu nesta no ano anterior. Esta decisão foi o resultado de longos atrasos no seu processo de reconstrução, devido a dificuldades políticas e de licenciamento e aos reduzidos e insustentáveis níveis de utilização de capacidade que esta fábrica estava a enfrentar. Em Dezembro do mesmo ano, iniciámos negociações com vista ao encerramento da fábrica de Solsona em Espanha, devido à grave crise e à consequente queda na procura, sofrida durante os últimos anos particularmente na indústria de construção neste país. Estas negociações com os representantes dos trabalhadores foram finalizadas em Janeiro de 2013, permitindo o encerramento definitivo desta unidade. No passado mês de Setembro de 2013, entramos em negociações com representantes dos colaboradores e sindicatos, tendo em vista uma redução das atividades de produção de aglomerado da unidade de Horn- Bad Meinberg, em virtude do abrandamento da procura no mercado de aglomerado de partículas e do excesso de capacidade industrial na região. Estas negociações com os representantes dos trabalhadores só serão concluídas durante o ano de Página 6 de 40

9 Relatório de Gestão O processo de decisão relativamente ao encerramento das diversas unidades industriais teve por base uma perspetiva o mais abrangente possível de uma análise custo-benefício, efetuada caso a caso. Esta análise incluiu uma avaliação dos impactos social e ambiental, presentes e futuros, de cada operação. A combinação dos processos de restruturação mencionados anteriormente com a venda de ativos conduziu a uma redução da nossa capacidade de produção instalada em 3,5 milhões de m 3 quando comparada com o máximo nível atingido em 2007, totalizando atualmente uma capacidade de 6,6 milhões de m 3 no final de EVOLUÇÂO DA CAPACIDADE, desde 1992 (milhões de m 3 ) 1.3. OS NOSSOS PRODUTOS Os nossos produtos base, denominados de produtos crus, compreendem: Aglomerado de partículas (PB) que é um produto muito versátil e indicado para a generalidade das utilizações nas indústrias de mobiliário e construção; Painéis de fibras de média densidade (MDF), um excelente substituto da madeira maciça e ideal para o mobiliário, pavimentos e indústria da construção; E painéis de fibras orientadas (OSB), um produto altamente resistente e indicado para aplicações estruturais e não-estruturais na indústria da construção. Mais de 50% da nossa produção é transformada em produtos de valor acrescentado, tais como os pavimentos laminados (laminate flooring) e os painéis revestidos a melamina (MFC). Estes, por sua vez, são utilizados numa enorme variedade de aplicações, tais como: mobiliário, pavimentos, gavetas, portas, embalagens, decoração de interiores, bem como cozinha e utensílios de jardinagem. Página 7 de 40

10 Relatório de Gestão COZINHA / MOBILIÁRIO DE CASA E ESCRITÓRIO PAVIMENTOS LAMINADOS EMBALAGEM CONSTRUÇÃO DECORAÇÃO A nossa Marca de produtos decorativos na Europa: INNOVUS Com o objectivo de criar uma oferta global e integrada, lançamos em Janeiro de 2011 a marca de produtos decorativos INNOVUS. Uma marca construída como uma plataforma para o desenvolvimento de parcerias com projetistas, designers, arquitetos, fabricantes de mobiliário, distribuidores. INNOVUS marca um novo caminho em direção à criatividade, uma nova maneira de explorar as cores, as formas e as texturas, inspirada no design e na simplicidade, e sempre atenta às últimas tendências. Uma coleção de desenhos ampla, atual e disponível em diversos produtos, dando assim origem a uma completa gama decorativa. A cada padrão corresponde a textura que mais o valoriza, de acordo com a opinião de muitos dos nossos clientes e a seleção criteriosa dos nossos especialistas. A solução integral está também garantida, já que a cada desenho corresponde a sua orla, desenhada especialmente para combinar com INNOVUS. Mais informação sobre a gama de produtos INNOVUS pode ser encontrada em: Inovação de Produto: Woodforce O Woodforce é um pellet combinado de madeira e plástico, que confere um reforço de polímeros excecional a compostos de poliolefina. Esta nova tecnologia patenteada oferece muitas vantagens incluindo reduções de peso e de custo com oportunidades de design únicas no setor das fibras naturais. O Woodforce não é um subproduto, nem um resíduo: trata-se de um produto derivado de madeira processado industrialmente que confere resistência natural a plásticos. Enquanto produto derivado de madeira dinâmico capaz de agir como reforço mecânico para polímeros termoplásticos, o Woodforce melhora significativamente as propriedades pretendidas da resina plástica. Trata-se de um reforço mecânico renovável de origem biológica que é compatível com um processo industrial, tendo um desempenho comprovado e aspetos económicos favoráveis que se encontravam indisponíveis até agora. O Woodforce pode substituir a fibra de vidro para pequenas aplicações de fibras. Comparado com as fibras agrícolas, o Woodforce é uma solução ideal do ponto de vista industrial. Não-sazonal, tem uma gestão eficaz da cadeia de fornecimento e é extremamente ecológico, graças à dosagem perfeita do granulado em cubos. Mais informação sobre este produto inovador desenvolvido pela empresa está disponível em: Woodforce es tá disponível em madeira natural e já tratada c om pi gmentos pretos Página 8 de 40

11 Relatório de Gestão 1.4. A NOSSA ESTRATÉGIA O modo como nos vemos como empresa, como agimos e nos relacionamos uns com os outros e com o mundo à nossa volta, representa uma cultura corporativa de melhoria contínua desafiamo-nos constantemente para termos um melhor desempenho que é sustentada pela nossa Missão, Visão e Valores VISÃO: Ser reconhecido como um líder mundial sustentável no sector dos painéis derivados de madeira, proporcionando de forma consistente, aos nossos clientes, os melhores produtos, mantendo os mais elevados níveis de serviço e promovendo práticas empresariais e ambientais responsáveis MISSÂO: O nosso objetivo é retirar o máximo potencial dos painéis derivados de madeira para benefício dos nossos clientes, acionistas, colaboradores e da sociedade em geral As nossas atividades estão assentes em boas práticas de governo de sociedades, na melhoria contínua da eficiência das operações e na promoção ativa de inovação, proporcionando um ambiente de trabalho motivador, seguro e justo. VALORES E PRINCÍPIOS Os nossos valores representam a pedra basilar sobre a qual o nosso negócio é construído e são os princípios orientadores do nosso comportamento. AMBICIOSO AMBIÇÃO Definimos metas ambiciosas mas alcançáveis. Desafiamo-nos, de forma contínua, para ultrapassar limites previamente estabelecidos, concentrando-nos em tornarmo-nos e permanecermos líderes de mercado, bem como em criar valor sustentável para os nossos acionistas. INOVADOR CONHECIMENTO / INSTRUÇÃO Consideramos que o conhecimento é uma das maiores fontes de realização pessoal e de desenvolvimento de carreira. Esforçamo-nos por atrair pessoas motivadas e esperamos que todos contribuam com ideias e estejam totalmente empenhados no sucesso da empresa. Oferecemos formação profissional e encorajamos a participação ativa em programas académicos. ASSUMIR RISCOS Não aceitamos o status quo. Procuramos alternativas, ideias novas, novas abordagens e soluções para ultrapassar barreiras. Assumimos riscos calculados. INOVAÇÃO Acreditamos que a nossa vantagem competitiva a longo prazo depende da nossa capacidade e determinação em inovar, obtendo melhorias contínuas e aumentando a nossa eficiência. Encorajamos os nossos colaboradores a gerar ideias novas, avaliamos a sua capacidade de o fazer e esperamos que os nossos gestores sejam o exemplo a seguir. Encorajamos uma cultura de assunção de risco, dentro de níveis devidamente controlados de exposição. PRONTO PARA A MUDANÇA Procuramos soluções direcionadas para o cliente. Os nossos colaboradores e as nossas sociedades têm de ser suficientemente flexíveis para aceitar novas ideias e novas formas de fazer negócios, tendo também de estar preparados para aceitar mudanças, melhorar produtos e processos e dar resposta a novos desafios organizacionais. AUTÊNTICO AUTÊNTICO Mantemo-nos fiéis a nós próprios e somos humildes, consistentes e coerentes. Página 9 de 40

12 Relatório de Gestão ABERTURA E TRANSPARÊNCIA Assumimos responsabilidades e esperamos que os outros façam o mesmo. Incentivamos uma cultura de abertura, transparência e responsabilização, e estamos recetivos à opinião de colaboradores, bem como de observadores externos, como meio para obter uma avaliação independente do nosso desempenho, do nosso grau de cumprimento das melhores práticas e dos nossos próprios valores e princípios. Esforçamo-nos por dar resposta às preocupações das partes interessadas. COOPERAÇÃO Damos autonomia aos nossos colaboradores e esperamos que estes assumam responsabilidades. Acreditamos na cooperação e no trabalho em equipa como um meio para partilhar conhecimento, experiência e responsabilidades entre os nossos colaboradores, tanto na execução de tarefas quotidianas, como na resolução de problemas complexos. RESPONSÁVEL COMPORTAMENTO ÉTICO As relações com as partes interessadas baseiam-se no respeito, na transparência, na honestidade e na integridade e não toleramos qualquer tipo de suborno ou forma de corrupção. Esforçamo-nos por preservar a nossa independência em relação a pressões políticas, para podermos falar e agir livremente, primeiro e sobretudo, em defesa dos interesses da sociedade CONSCIÊNCIA SOCIAL Sabemos que a nossa atividade empresarial tem um impacto sobre o ambiente social e que temos uma responsabilidade no apoio às comunidades locais. Podemos envolver-nos com instituições de solidariedade social ou de beneficência, ou apoiar atividades culturais, desportivas ou de outro tipo como parte da nossa responsabilidade social e encorajar a participação ativa de todos os nossos colaboradores. NÃO DESCRIMINAÇÃO Somos uma entidade empregadora que defende a igualdade de oportunidades. Não aceitamos qualquer tipo de discriminação no local de trabalho relacionada com idade, género, raça, origem social, religião, orientação sexual ou aptidão física. Os nossos sistemas de compensação e de desenvolvimento de carreira baseiam-se no mérito. SAÙDE E SEGURANÇA O bem-estar físico e psicológico dos nossos colaboradores tem uma importância fundamental para nós e esforçamo-nos por garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável para todos. Esperamos que todos os colaboradores cumpram as diretrizes e práticas de segurança. CONSCIÊNCIA AMBIENTAL Temos consciência do impacto ambiental que provocamos e consideramos que a gestão responsável das questões ambientais é crucial para o nosso sucesso empresarial. Estamos empenhados no conceito da eco-eficiência e na obtenção sustentável de matérias-primas e respeitamos activamente estes princípios em todas as nossas práticas empresariais. DIRECÇÕES ESTRATÉGICAS: Durante 2011 dedicamos especial atenção em definir e alinhar as quatro direções estratégicas que queremos prosseguir no médio a longo prazo, de modo a melhorar significativamente o nosso desempenho, nomeadamente: 1) Construir uma equipa de elevada qualidade, com pessoas talentosas, capazes e comprometidas Programa de alinhamento e desenvolvimento de pessoas 2) Criar uma cultura de alta performance fomentando a excelência operacional e a inovação Programa estruturado para desenvolver as melhores práticas e a partilha de conhecimento, reforçada por uma abordagem lean manufacturing 3) Ser uma empresa com enfoque no mercado e com uma oferta integrada e consistente Coleção global Innovus que tem vindo a ganhar uma crescente aceitação pelos nossos clientes 4) Desenvolver fábricas competitivas, com fornecimento seguro de madeira e de químicos Iniciativas que visam aumentar a flexibilidade de utilização da matéria prima utilizada. Temos desde 2011 vindo a implementar as iniciativas necessárias que nos conduzirão pelo caminho estratégico definido, com a ambição de crescer e gerir um negócio rentável, assumindo um compromisso para com práticas de negócio responsáveis e uma sustentável criação de valor para os nossos acionistas. Página 10 de 40

13 Relatório de Gestão 1.5. OS NOSSOS PRÉMIOS EM 2013 Tafisa Canada recebe um dos principais prémios de proteção ambiental (Phenix Award) e um prémio de escolha do público (People's Choice Award) Phenix Award A Tafisa Canadá recebeu o prestigiado Phenix Award por excelência na proteção e sustentabilidade ambientais Business Category, Environmental Achievement, Technology, Process or Practice (Categoria Empresas, Desempenho, Tecnologia, Processo ou Prática Ambiental) atribuído pelo Quebec Ministry of Sustainable Development, Environment, Wildlife and Parks (Ministério do Quebec para Desenvolvimento Sustentável, Ambiente, Vida Selvagem e Parques), o Quebec Ministry of Finance and Economy (Ministério do Quebec para Finanças e Economia ), a Eco Enterprises Quebec e a Quebec Environment Foundation. A Tafisa Canadá foi selecionada por um painel de especialistas, dentre uma lista de 35 empresas, pelo sucesso da sua tecnologia de referência em reciclagem de madeira ("Rewood"). No seguimento de um investimento no valor de 5,4 milhões de dólares canadianos, a Tafisa Canada conseguiu aumentar o nível de utilização de fibra de madeira reciclada na sua produção de aglomerados, permitindo à empresa reciclar toneladas de resíduos de madeira por ano o equivalente a cerca de dois milhões de árvores. O grupo de contemplados com o Phenix Award que também incluiu as categorias municipal, sem fins lucrativos e educacional/jovens foi divulgado a 25 de setembro de 2013 durante uma cerimónia realizada na Assembleia Nacional na cidade do Quebec. Phenix People s Choice Award A Tafisa Canadá foi também escolhida pelo público para o prémio Phenix People s Choice. Na primavera de 2013, pessoas escolheram online o seu projeto favorito. O "Rewood" da Tafisa Canadá foi o projeto que recebeu a maioria dos votos e, por isso, foi contemplado com o prémio. ''Em nome da Tafisa, quero aproveitar esta oportunidade para agradecer à comunidade ambientalista e ao público em geral pelo seu apoio", afirmou Louis Brassard, Diretor de Operações da Tafisa Canada, ao receber os prémios. Louis Brassard explicou ainda que a Tafisa Canadá é uma das poucas unidades na América do Norte que está a reutilizar madeira a esta escala. "Temos muito orgulho no facto de a nossa empresa estar a recuperar resíduos de madeira urbanos que de outra forma acabariam em aterros, eventualmente libertando emissões de carbono nocivas para o ar PRINCIPAIS EVENTOS EM 2013 Página 11 de 40

14 Relatório de Gestão 2. ANÁLISE SETORIAL Contexto macroeconómico Durante 2013, a economia mundial continuou a enfrentar níveis elevados de incerteza e a recuperação da atividade económica só se verificou em determinadas regiões. Em particular, a zona euro continuou a sofrer o impacto da falta de dinamismo da atividade económica, sentida especialmente nos países do sul da Europa, uma vez que as medidas políticas e fiscais adicionais tiveram duras consequências ao nível do consumo privado, especialmente na categoria de produtos duradouros. Nos países do norte da Europa verificou-se um ambiente diferente, tendo começado a apresentar alguns sinais da muito desejada recuperação, com melhorados padrões de investimentos em habitação privada no setor da construção. Segundo a OCDE, "um nível de relativo otimismo está a voltar à zona euro" 1. Sinais de melhoria e tendências ascendentes registadas no crescimento do PIB na região, considerado lento mas positivo, apontam para a possibilidade de a recessão na Europa estar a chegar ao fim. Na América do Norte, após a implementação de medidas de consolidação fiscal importantes, a economia canadiana manteve os seus padrões de crescimento do PIB, sustentados por exportações e atividades de investimento. Nos Estados Unidos, o crescimento económico foi considerado modesto, estando a merecer especial atenção o orçamento do Estado e o nível de dívida pública do país após o impasse político que levou ao encerramento dos organismos públicos (shutdown). Apesar deste clima, registou-se um crescimento do PIB durante 2013, com padrões de consumo favoráveis em relação a bens duradouros, apoiados pela redução das taxas de desemprego e por condições de concessão de empréstimos um pouco menos restritivas. A África do Sul teve um arranque lento em 2013 mas a depreciação acentuada do rand e a consequente recuperação do mercado de exportações permitiu a recuperação da atividade económica durante o resto do ano, embora mantendo uma taxa reduzida de crescimento do PIB em comparação com os resultados históricos recentes. Durante 2013, o país também sofreu a perda do seu ex-presidente Nelson Mandela e enfrentou uma vaga de greves motivadas pela exigência de aumentos salariais, um reflexo de alguma tensão social sentida no país. No que toca ao clima geral nas indústrias de consumo relevantes para a Sonae Indústria, a atividade no setor da construção, que sofreu o impacto extremamente elevado em anos anteriores da crise da dívida soberana e os impactos associados em termos de condições de crédito restritivas, começou a revelar sinais de melhoria em alguns países. Isto contrasta com as tendências ainda descendentes verificadas no setor do mobiliário. A evolução por zonas geográficas onde a Sonae Indústria está presente foi muito diferente, uma vez que, enquanto na Península Ibérica e em França as licenças de construção para habitação continuaram a apresentar reduções acentuadas comparativamente com o período homólogo, na Alemanha, nos Estados Unidos e na África do Sul, o mercado da construção começou a apresentar melhorias, comprovadas pela evolução positiva em termos de novas licenças de construção para habitação quando comparadas com o ano anterior. Painéis derivados de madeira De acordo com estimativas divulgadas pela European Panel Federation (EPF) em junho de (os dados disponíveis mais recentes), a procura enfrentada pelo setor europeu de painéis de madeira durante 2013 manteve-se relativamente estável, mas em níveis históricos reduzidos, enquanto continuava a ser afetada por um desempenho dececionante das indústrias do mobiliário e da construção. Trata-se de um reflexo do atual contexto económico europeu e da estagnação dos hábitos de consumo, especialmente em relação a bens duradouros. 1 OCDE, "Economic Challenges and Policy Recommendations for the EURO Area" (Desafios económicos e recomendações de políticas para a zona EURO), fevereiro de EPF, Relatório Anual , junho de 2013 Página 12 de 40

15 Relatório de Gestão Analisando o desempenho por produtos, a produção europeia de aglomerado de partículas nos países membros da EPF, após a queda de 5,5% verificada em 2012, continuou a apresentar níveis reduzidos de atividade de produção durante No entanto, calcula-se que a produção total poderá, para o ano de 2013 no seu conjunto, ter aumentado ligeiramente (+1,5%) comparada com 2012, o que se deverá traduzir num valor de produção global ligeiramente superior a 29 milhões de m 3. O comportamento dos volumes de produção está alinhado com o desempenho previsto da procura, conforme avaliado através dos níveis de consumo registados nos países abrangidos pela análise. Em termos de MDF, estima-se que o valor da produção na Europa tenha descido 6% em 2012 para cerca de 11 milhões de m³. Para 2013 e em termos do mercado europeu no seu conjunto, prevê-se que o consumo de MDF se mantenha relativamente estável (-0,4%) quando comparado com o ano anterior. A produção europeia de OSB teve uma redução moderada de 2,3% em 2012 (-2,3%), mas mesmo assim atingiu um nível de produção total superior a 3,5 milhões de m³. O desempenho de 2013 deve ser semelhante ao registado durante o ano de Em contraste com a evolução relativamente estável dos mercados europeus, o clima de negócios positivo verificado nos Estados Unidos durante 2013 teve efeitos positivos sobre a atividade de construção e, consequentemente, sobre a procura de produtos de painéis derivados de madeira na região. O mercado imobiliário nos Estados Unidos fechou 2013 num contexto positivo, em contraste com a evolução dececionante registada no exercício em termos de licenças de habitação no Canadá. Apesar disso, as estimativas divulgadas pela RISI 3 indicam que o consumo total de aglomerado de partículas na América do Norte em 2013 ficou 3,1% acima do valor registado em À semelhança da evolução do segmento de aglomerado de partículas, calcula-se que o nível de consumo total de MDF durante 2013 na região tenha registado um aumento de 7,9% comparativamente com o período homólogo, enquanto o consumo de OSB terá crescido ainda mais (até 9,4%, quando comparado com 2012). O desempenho do setor sul-africano de painéis derivados de madeira continua a acompanhar o desempenho global da economia em geral e dos setores da construção e do mobiliário em particular. Durante 2013, estimou-se um ligeiro declínio nos volumes de consumo geral de painéis de derivados de madeira, comparado com o valor de As estatísticas para produção de mobiliário em 2013 registaram um aumento de 2,9% 4 comparativamente com o período homólogo. Pavimentos Laminados Embora longe dos valores máximos históricos de 2007, os dados preliminares divulgados pelos European Producers of Laminate Flooring (EPLF) indicam que durante 2013 poderá ter ocorrido um ligeiro aumento do total de vendas de pavimentos (+0,7% 5 em relação ao período comparável em 2012). No entanto, se a evolução for considerada apenas em termos dos países da Europa ocidental, calcula-se que o total de vendas em 2013 na realidade tenha descido aproximadamente 2,4% em relação a 2012, uma evolução que está de acordo com as tendências dececionantes referidas anteriormente verificadas nos setores de mobiliário e de construção na Europa. 3 RISI, North American Wood Panels Forecast - 5-Year (Previsão - Painéis de Madeira - América do Norte - 5 anos), dezembro de Innomis, South Africa furniture production (Produção de mobiliário na África do Sul), evolução de valor, comparativamente com o período homólogo, fevereiro de EPLF, Dados preliminares, World Sales of Flooring (Venda mundial de pavimentos), evolução comparativamente com o período homólogo, fevereiro de 2014 Página 13 de 40

16 Relatório de Gestão 3. ANÁLISE DE ATIVIDADE 3.1. VOLUME DE NEGÓCIOS E EBITDA RECORRENTE Consolidado Sonae Indústria Sonae Indústria consolidado Volume de negócios e Margem EBITDA recorrente Milhões de euros % 6.8% 7.0% 6.5% 5.8% 1, % 1, % 1, % Volume de Negócios 1, % % 600 Margem 4.0% EBITDA % Recorrente 200 1,352 1, % 7.5% 1, % 14.0% 12.0% 10.0% 8.0% 6.0% 4.0% 2.0% 0 4T12* 1T13 2T13 3T13 4T13 0.0% * 2012* % * Transferindo os valores do Reino Unido para operações descontinuadas, devido à paragem da atividade de produção nesta região durante o 3T12 O Volume de Negócios consolidado da Sonae Indústria foi de milhões de euros, em 2013, menos 7% que o valor registado em 2012, em grande parte devido à redução da presença industrial e ao abrandamento da procura que prevalece nos principais mercados da Europa. Por outro lado, a desvalorização do dólar canadiano e do rand sul-africano fez baixar o contributo destas operações no Volume de Negócios consolidado. Este efeito cambial negativo mais do que anulou o efeito da melhoria nas receitas, em moeda local, para ambas as regiões. A descida do Volume de Negócios consolidado resultou da combinação dos volumes de vendas mais baixos (menos 7,7% que em 2012) e da ligeira descida dos preços médios de venda (-0,8% relativamente a 2012). O 4T13, em comparação com o mesmo trimestre de 2012, registou igualmente uma descida do volume de negócios de 7%, em que o principal impacto negativo vem da Europa do Norte, nomeadamente no seguimento da paragem da prensa de aglomerados em Horn, em Setembro último. Em termos consolidados, a pressão nos custos da madeira e da energia térmica foram os principais factores que contribuíram para o aumento dos custos variáveis unitários (por m 3 ) em 2013, mais 0,9% do que no ano anterior. Este aumento foi parcialmente anulado pela melhoria obtida nos custos dos químicos, eletricidade e manutenção do grupo. Numa base trimestral, e em comparação com o trimestre anterior, os custos variáveis unitários aumentaram 1,1%. É importante referir que a Sonae Indústria conseguiu reduzir os custos fixos totais, numa base comparável, ou seja, sem a contribuição das unidades industriais de Knowsley e Solsona, em aproximadamente 5%, o que representa uma redução de 13 milhões de euros relativamente ao valor registado em De salientar ainda que, em 2013, o índice médio de utilização de capacidade das unidades industriais aumentou para 73,1% (mais 0,5 pp em comparação com o nível médio de 2012). Este valor foi atingido através da concentração da produção nas unidades industriais mais eficientes, do ajustamento da produção aos baixos níveis de procura do mercado e graças ao desempenho da nossa linha de OSB em Nettgau que registou níveis record de produção, beneficiando de um contexto de forte procura do mercado. De referir que, numa base comparável, ou seja, excluindo linhas de produção inativas, o índice médio de utilização de capacidade do grupo aumentou para 74,8%. O EBITDA recorrente da Sonae Indústria foi de 80 milhões de euros, o que se traduziu numa margem EBITDA recorrente de 6,5%, menos 1 pp do que em O EBITDA não recorrente registado foi de 15 milhões de euros, em 2013, na sua maioria relacionados com custos de despedimento (9,4 milhões de Página 14 de 40

17 Relatório de Gestão euros, dos quais 5 milhões relativos ao encerramento da unidade de Solsona) e custos adicionais associados com unidades descontinuadas (5 milhões de euros). Face a tudo isto, o EBITDA 6 total em 2013 foi de 65 milhões de euros Europa do Sul Europa do Sul Volume de negócios e Margem EBITDA recorrente Milhões de euros % 4.4% 4.3% % % 14.0% 12.0% % Volume de 400 Negócios ** 8.0% % Margem % EBITDA Recorrente 2.0% % 4.8% % 14.0% 12.0% 10.0% 8.0% 6.0% 4.0% 2.0% 0 4T12* 1T13 2T13 3T13 4T13 0.0% % ** Volume de negócios inclui vendas entre empresas do grupo À semelhança de 2012, o desempenho na Europa do Sul foi afetado negativamente pelas condicionantes macroeconómicas existentes. As dificuldades de acesso ao crédito e o aumento da taxa marginal de imposto sobre o rendimento disponível das famílias condicionaram fortemente o investimento em bens de consumo duradouros, o que resultou na queda da procura de artigos de mobiliário em todos os países desta região. Estes fatores foram confirmados pelas mais recentes estatísticas publicadas pelas autoridades competentes que demonstram que o número de novas licenças de construção na Península Ibérica baixou consideravelmente face ao ano anterior (-30,4%, em Portugal 7 e -22%, em Espanha 8 ). No que diz respeito a França, a atividade do sector de construção mostrou também sinais de queda, com o número de licenças de construção a descer 11% 9 em comparação com o mesmo período de Ainda que sentindo o impacto destas condições de mercado, a Sonae Indústria conseguiu compensar parcialmente a descida dos volumes de vendas nos países da Europa do Sul através do aumento da atividade de exportação para outras regiões. Em termos de desempenho financeiro em 2013, devemos salientar os seguintes fatores: O volume de negócios baixou 6%, consequência, em grande parte, da descida de 7% nos volumes de vendas. Em termos de desempenho da região, o principal contributo negativo vem da Península Ibérica (em que os volumes de vendas caíram 14% relativamente a 2012), que foi parcialmente compensado pela melhoria do desempenho em França (+6% numa base comparável). De salientar, no entanto, que o desempenho da Península Ibérica reflete a realocação dos clientes 6 EBITDA = Resultados Operacionais + Depreciações & Amortizações + (Provisões e perdas por imparidade Perdas por imparidade de dívidas a receber + Reversão de perdas por imparidade em terceiros) 7 Fonte: Instituto Nacional de Estatística, Janeiro 2014 ( Nova habitação residencial, evolução acumulada Janeiro a Novembro) 8 Fonte: Ministierio de Fomento, Janeiro 2014 (evolução acumulada Janeiro a Novembro) 9 Fonte: Service économie statistiques et prospective (Ministière de l Écologie, de l Energie, du Développement durable et de l Aménagement du territoire), Janeiro 2014 (evolução acumulada Janeiro a Dezembro) Página 15 de 40

18 Relatório de Gestão de aglomerados nas várias unidades industriais do grupo (da unidade encerrada em Solsona, Espanha para a unidade de Linxe, em França); Os preços médios de venda na Península Ibérica registaram níveis ligeiramente mais elevados que em 2012, visível, em particular, nos preços dos painéis revestidos a melamina, o que em parte compensou o efeito da descida dos volumes de vendas. Por outro lado, em França, ainda que os preços de venda registassem algum aumento relativamente a 2012, o efeito mix de vendas teve um impacto negativo sobre o preço médio global devido ao aumento do peso do aglomerado cru; Os custos variáveis unitários (por m 3 ) foram afetados negativamente pela pressão sentida no preço da madeira, bem como nos combustíveis e eletricidade. O aumento dos custos variáveis foi compensado, de certa forma, pela descida dos preços dos químicos que resultam de melhorias de eficiência e do mix de produtos produzidos; A combinação destes fatores levou à deterioração da margem EBITDA recorrente, em 2013, para 3%, na Europa do Sul. No entanto, a margem EBITDA recorrente aumentou 0,8pp no 4T13, em comparação com o trimestre anterior Europa do Norte Europa do Norte Volume de negócios e Margem EBITDA recorrente Milhões de euros % 5.8% 6.2% 5.2% 4.4% 4T12* 1T13 2T13 3T13 4T % % % Volume de 8.0% Negócios ** % 300 Margem 4.0% EBITDA % Recorrente % % 7.2% 5.4% 2011* 2012* % 12.0% 10.0% 8.0% 6.0% 4.0% 2.0% 0.0% ** Volume de negócios inclui vendas entre empresas do grupo Em contraste com o desempenho do mercado da Europa do Sul, o número de licenças de construção na Alemanha aumentou 12,1% 10, em 2013, o que demonstra que o mercado continua a recuperar em resultado da combinação entre a melhoria de condições dos mercados financeiros e a descida das taxas de juro. No entanto, a melhoria no sector da construção não foi acompanhada pela indústria de mobiliário que continuou a registar um declínio nas vendas. Na sequência das condições de mercado aqui referidas, registaram-se as seguintes evoluções no desempenho da Europa do Norte, em 2013: O volume de negócios nesta região baixou 7,6%, em grande parte devido ao impacto da descida de 2,5% nos volumes vendidos, o que se explica pela queda na procura do mercado de aglomerados de particulas, que afetou maioritariamente a nossa unidade de Horn (que registou, ao longo de 2013, níveis muito baixos de utilização de capacidade). Este desempenho negativo contrasta com a tendência de crescimento nos volumes de OSB que se fixaram em níveis muito acima dos de 2012; Os preços médios de venda mantiveram-se relativamente estáveis na região, em que o impacto negativo dos preços de venda dos produtos de aglomerado continuamente baixos foram compensados pela tendência de crescimento dos preços de OSB; 10 Fonte: German Federal Statistics Office, Janeiro 2014 (evolução acumulada de Janeiro a Novembro) Página 16 de 40

19 Relatório de Gestão Os custos variáveis unitários (por m 3 ) registaram um aumento médio de aproximadamente 4%, em comparação com 2012, uma evolução relacionada, na sua maioria, com a pressão contínua nos custos da madeira e dos combustíveis; A combinação destes fatores levou à deterioração da margem EBITDA recorrente para 5,4% (versus 7,2%, em 2012). Numa base comparável, se excluirmos os itens associados com a correção de custos acrescidos, a margem EBITDA Recorrente do 4T13 teria diminuído apenas 0,7pp Resto do Mundo (Canadá e África do Sul) Resto do Mundo Volume de negócios e Margem EBITDA recorrente Milhões de euros % 15.0% 13.3% 15.3% 13.5% 4T12* 1T13 2T13 3T13 4T % 20.0% Volume de % Negócios ** % Margem 100 EBITDA 5.0% Recorrente % % 12.2% 14.3% 2011* 2012* % 25.0% 20.0% 15.0% 10.0% 5.0% 0.0% ** Volume de negócios inclui vendas entre empresas do grupo Na América do Norte, a evolução marcadamente positiva, ainda que lenta, da economia dos EUA levou ao aumento dos níveis de construção em 2013 (mais 18% 11 numa base comparável). O desempenho positivo do mercado Americano mais do que compensou a descida registada, ao longo de 2013, nas licenças de construção do Canadá (redução de 3,6% 12 em comparação com o mesmo período do ano anterior) À semelhança da tendência que prevalece no mercado dos EUA, também a África do Sul registou uma 13 subida no número de licenças de construção concedidas no mercado residencial (mais 9,2%, numa base comparável), o que revela sinais positivos de retoma no setor da construção deste país. Em termos de desempenho financeiro destas regiões, em 2013, devemos salientar os seguintes pontos: O volume de negócios consolidado da região baixou 6,2% devido à evolução negativa das taxas de câmbio. No que diz respeito a volumes de vendas, a evolução negativa registada na África do Sul foi parcialmente anulada pela melhoria do desempenho das operações no Canadá. De notar que, numa base comparável, se excluirmos o efeito negativo das taxas de câmbio, o volume de negócios aumentou 5% face ao ano de 2012; Os preços médios de vendas registaram uma evolução positiva neste ano, em ambas as regiões, refletindo a melhoria das condições de mercado e o aumento da quota de produtos de valor acrescentado no mix de vendas global; Os custos variáveis unitários (por m 3 ) reduziram ligeiramente na América do Norte mas aumentaram na África do Sul, devido à pressão exercida sobre os custos da madeira, químicos e combustíveis. No entanto, se compararmos o 4T13 com o 3T13, os custos variáveis médios baixaram significativamente nas nossas unidades sul-africanas; 11 Fonte: RISI, Janeiro 2014 (evolução acumulada de Janeiro a Dezembro) 12 Fonte: Canada Mortgage and Housing Corporation, Janeiro 2014 (evolução acumulada de Janeiro a Novembro) 13 Fonte: Statistics South Africa, Janeiro 2014 (evolução acumulada de Janeiro a Novembro) Página 17 de 40

20 Relatório de Gestão Apesar do contributo negativo dos movimentos nas taxas de câmbio das moedas do Canadá e África do Sul face ao Euro (em particular no que diz respeito à desvalorização do Rand em 24% face ao euro), a margem EBITDA recorrente da região aumentou 14,3%, em 2013, mais 2,1pp relativamente a 2012; De salientar que a nossa unidade industrial da América do Norte conseguiu restabelecer totalmente o problema do fornecimento originado pelo acidente ferroviário que ocorreu no dia 6 de julho em Lac Mégantic e, não obstante este trágico acontecimento, foi capaz de registar um bom nível de rentabilidade durante o ano de ANÁLISE FINANCEIRA CONSOLIDADA Demonstração de Resultados DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS Milhões de euros 2012* / 2012* 4T12* 3T13 4T13 Volume de Negócios consolidado (7%) (7%) Europa do Sul (6%) (5%) Europa do Norte (8%) (8%) Resto do Mundo (6%) (11%) Outros Proveitos Operacionais (16%) (24%) EBITDA (33%) (45%) EBITDA Recorrente (19%) (26%) Europa do Sul (41%) (49%) Europa do Norte (31%) (30%) Resto do Mundo % (15%) Margem EBITDA Recorrente % 7,5% 6,5% -1,0 pp 7,3% 6,5% 5,8% -1,5 pp Amortizações e depreciações (77) (75) 3% (20) (19) (18) 6% Provisões e Perdas de Imparidade (13) (32) - (12) 1 (40) - Resultados Operacionais 12 (39) - (3) (1) (44) - Encargos Financeiros Líquidos (51) (59) (15%) (13) (13) (15) (16%) dos quais Juros Líquidos (28) (37) (29%) (8) (9) (10) (27%) dos quais Descontos Financeiros Líquidos (15) (15) 1% (4) (4) (4) 14% Result. antes de Impostos de oper. continuadas (39) (98) - (16) (15) (58) - Impostos (16) 19 - (11) (1) 25 - dos quais Impostos Correntes (6) (7) (30%) (1) (2) (2) (29%) dos quais Impostos Diferidos (10) 27 - (9) Resultado de operações continuadas (55) (79) (44%) (27) (16) (34) (24%) Resultado de operações descontinuadas (45) - - (4) Interesses Minoritários (1) (1) 26% (0) (0) (0) (22%) Resultado Líquido atribuível aos Acionistas (99) (78) 21% (30) (16) (33) (9%) 4T13 / 4T12* * transferindo os valores do Reino Unido para "operações descontinuadas", devido à paragem da atividade de produção nesta região Em 2013, o EBITDA consolidado baixou 32 milhões de euros relativamente a 2012, na sua maioria devido à descida dos níveis de atividade e aos custos não recorrentes substanciais registados durante este ano (15 milhões de euros), associados a medidas de reestruturação adicionais levadas a cabo pela empresa (nomeadamente custos relacionados com o encerramento da unidade de Solsona, em Espanha). A geração de EBITDA, em 2013, foi ainda afetada negativamente pelos movimentos negativos das taxas de câmbio do dólar canadiano e do rand no valor de 4,7 milhões de euros. De notar que o valor dos itens não recorrentes inclui o contributo positivo decorrente da venda de ativos non-core, mais concretamente, a venda de dois ativos imobiliários: Duisburg (Alemanha) e George (África do Sul). Página 18 de 40

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Juntos, criamos o futuro Juntos, criamos o futuro ÍNDICE Relatório de Gestão 1. MENSAGEM DO PRESIDENTE 4 2. Mensagem do CEO 6 3. A SONAE INDÚSTRIA 8 4. ANÁLISE SECTORIAL 19 5. ANÁLISE DE ATIVIDADE 21 6. GESTÃO DE RISCOS 34 7.

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