Voz sobre IP A Revolução na Telefonia

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1 Voz sobre IP A Revolução na Telefonia Jorge S. Leonel A telefonia - um negócio estimado em US$230 bilhões/ano - está passando pela mudança mais dramática já ocorrida desde seu surgimento, na segunda metade do século 19. Um dos grandes exemplos dessa mudança é o preço do minuto da ligação telefônica longa distância, que vem apresentando queda significativa nos últimos anos. Nos EUA, o minuto custava, em média, US$0,15 em Quatro anos depois, esse valor já se aproximava de US$0,11. Atualmente, é comum encontrar o minuto da ligação valendo US$ O, 07. Isso vem ocorrendo não somente devido ao aumento da penetração da telefonia fixa e da competição entre as operadoras, mas também por causa do surgimento de alternativas que muitas vezes competem de igual para igual com o serviço telefônico regular Novos players, como operadoras de TV paga (exemplos nos EUA: Tele-Media, Cablevision ) e de telefonia celular (exemplos nos EUA: Cingular, AT&T Wireless ), começam a pressionar as operadoras de telecomunicações com ofertas muitas vezes oferecidas num pacote com várias funcionalidades (acesso a serviços de informações, jogos, TV, etc.). Em diversos países, a revenda de minutos por parte de operadoras de varejo que adquirem capacidade de tráfego de voz no atacado contribuiu para acirrar a competição e, conseqüentemente, aumentar a pressão nos preços. Isso sem falar em alguns fortes "substitutos" do uso da telefonia, popularizados com o advento da Internet: a começar pelo correio eletrônico, com sua onipresença e facilidade de uso, passando por sistemas de instant messaging, como ICO, e chatting. A evolução tecnológica e de popularidade da "grande rede", aliás, trouxe uma ameaça adicional importante à telefonia tradicional: programas que permitem a chamada free voice (voz gratuita), ou seja, a realização de sessões de comunicação de voz entre computadores, com a voz sendo "envelopada" em pacotes de dados. Essa iniciativa representou um sucesso de adoção em residências, apesar da qualidade in- PROMON Business & Technology Review Series 1

2 ferior no resultado final em relação à telefonia tradicional - já que as sessões de comunicação em voz sobre dados competem com outras inúmeras sessões de comunicação puramente em dados, sem nenhum mecanismo mais sofisticado de priorização e controle de tráfego que possa beneficiar o trânsito de voz. Voz x Dados Talvez a principal limitação dos sistemas tradicionais de transporte de tráfego telefônico seja justamente a sua inadequação para a transmissão de dados. A comunicação de dados cresceu em intensidade, tornando-se representativa da Era da Informação e sendo comandada pelo crescimento da própria Internet, eventualmente ultrapassando o tráfego tradicional de voz em volume. Apesar de ter uma série de pontos fortes - como padronização estabelecida, transparência na interoperabilidade entre grande parte de seus elementos de hardware/software, capilaridade, estabilidade e aceitação - não há como negar que a PSTN (como é conhecida no jargão em inglês Public Switched Telephone Network) e sua tecnologia distintiva - comutação de circuitos - não foram originalmente desenhadas para transportar dados de forma eficaz. Enquanto o tráfego de voz é considerado como mais previsível e estável, com ligações de duração média de 3 a 4 minutos, o tráfego de dados é imprevisível, ocorre em rajadas" e apresenta duração média superior A comutação de circuitos baseia-se na reserva de largura de banda pela duração de uma chamada telefônica (64 kbps). Tal característica apresenta vantagens e desvantagens: se por um lado viabiliza bom grau de qualidade para as interações telefônicas, por outro representa um desperdício de recursos de rede - já que essa largura de banda fica reservada durante toda a duração da chamada em curso. Uma rede de transmissão de dados em pacotes, em contraste, consegue usar de forma mais otimizada a largura de banda disponível (por meio de facilidades como multiplexação estatística, por exemplo), viabilizando um grau superior de utilização dos ativos de rede sem comprometer a função de transportar os sinais de voz envelopados em pacotes de dados. PROMON Business & Technology Review Series 2

3 Mas essa não é a única limitação da rede de voz. Por causa de sua arquitetura tecnológica "fechada", com inteligência e funcionalidades reunidas nas "centrais telefônicas", realizar upgrades de funcionalidades e incluir novos serviços de valor adicionado é muitas vezes um processo caro, demorado e complicado. As centrais telefônicas são organizadas em uma hierarquia em que as centrais conhecidas como Classe 5 conectam-se diretamente aos usuários finais de telefones e estão ligadas, por sua vez, via troncos, ás centrais Classe 4, que agregam tráfego e interconectam centrais Classe 5. A natureza proprietária das centrais tende a "prender" a operadora ao fabricante do equipamento. A própria evolução das funcionalidades básicas de comutação é dificultada pelo alto custo por porta na aquisição de placas adicionais para centrais telefônicas. A primeira tentativa de sofisticar as possibilidades da rede de voz se deu com o desenvolvimento do sistema de sinalização 7 (conhecido como SS7). A sinalização é o modo como os elementos da rede de voz se comunicam entre si, possibilitando abrir tons de discagem, rerrotear e tarifar chamadas. Apesar de ter contribuído para trazer a rede de telefonia a um novo patamar, com a disponibilização de maior rol de serviços que representam receita (por exemplo 0800, telefonia fixa pré-paga), o SS7 não foi suficiente para eliminar as limitações da PSTN. Editorial No cenário corporativo contemporâneo, as organizações são obrigados a mudar constantemente, defrontando-se com pressões competitivos e com a necessidade permanente de desenvolvimento de novas ofertas ou até de modelos de negócio. Os tradicionais focos de preocupação, como a produtividade e a satisfação do cliente, tornaram-se mais importantes que nunca. Ganharam também status de prioridades fundamentais paro o sucesso das corporações alguns novos desafios, como o suporte à força de trabalho "virtual" e ao crescimento do tráfego multimídia, além da disponibilização de informações adequadas para viabilizar maior agilidade para reposicionamento mercadológico. Para superar esses desafios, as organizações estão procurando soluções com apoio de uma tecnologia que as ajudem a concretizar dife- PROMON Business & Technology Review Series 3

4 renciais competitivos tangíveis e que, por conseqüência, proporcione margens diferenciados no negócio. As soluções IP são totalmente adequadas o esse cenário. Abrangentes e inovadoras, elas incluem Telefonia IP, sistema de comunicações unificadas, conferências de vídeo e de áudio, multicasting de vídeo sobre IP e sistemas para centrais de atendimento (IP-based contact centers). Essas soluções facilitam um maior engajamento e interação entre os funcionários, parceiros e clientes, lançando bases para uma força de trabalho efetivamente colaborativa em todos os níveis. Com a utilização da infraestrutura IP, as organizações podem otimizar operações, galgando níveis superiores de produtividade e aumentando a satisfação do cliente fina. Outro beneficio significativo é a redução do custo total de propriedade da rede. Isso acontece porque a possibilidade de acesso às informações amplia-se, melhorando o gerenciamento desses dados. Estamos falando de uma estrutura de comunicação convergente, que possibilita ás organizações atender; de maneira escalável e segura, a todas as exigências que o negócio gera. Um ambiente que pode transportar qualquer combinação de voz, vídeo e pacotes de dados pelo mesmo canal de comunicação, mas suportando diferentes dispositivos de acesso. Uma solução que abre um horizonte maior para a criação de aplicações customizadas, sem implicar perdas em investimentos já realizados. Estamos falando de uma verdadeira revolução na telefonia e na comunicação. Estamos falando de novas tecnologias e arquiteturas, muito bem apresentadas e defendidas nesta publicação. Cisco do Brasil Uma nova arquitetura A evolução no projeto e na produção de processadores de sinal digitais, em chips especializados e em algoritmos para suporte a priorização de tráfego estimularam o nascimento e amadurecimento de uma nova arquitetura de rede, baseada em infraestrutura voltada para comutação de dados primariamente calcada em TCP/IP, a PROMON Business & Technology Review Series 4

5 "língua franca" da Internet. Nessa arquitetura, as grandes funcionalidades encontram-se bem delimitadas, mas interagindo entre si, e podem ser visualizadas na forma das seguintes camadas: Controle de conexão (digitalização, codificação/decodificação e empacotamento de sinais de voz); Controle de chamadas (estabelecimento e manutenção de chamadas); Aplicações e serviços (chamada em espera, audioconferência, caller ID, etc.). Essa arquitetura é mais flexível e menos hierarquizada quando comparada à telefonia tradicional, e seu formato possibilita a distribuição de funcionalidades, aliada à adoção de padrões abertos em Application Programming Interfaces - APIs para desenvolvimento de novas funcionalidades. A distribuição em camadas representa, para a evolução do sistema telefônico, um fenômeno similar ao que ocorreu com os mainframes nas décadas de 80/90, com a especialização de funcionalidades em diferentes elementos interligados entre si na nova arquitetura cliente/servidor. Os elementos principais da arquitetura convergente descritos abaixo espelham, a grosso modo, as três camadas de funcionalidades mencionadas acima. Media Gateway Representando a primeira camada, o Media Gateway é um hardware interconectado de um lado á rede de pacotes e do outro à rede de telefonia tradicional e que perfaz a "tradução de sinais" ou "conversão de protocolos" entre a rede de telefonia existente (legada) e a rede TCP/IP. Pode estar situado em qualquer parte da rede (acesso, beirada, núcleo) e é controlado pelo Softswitch (ver abaixo) por meio de protocolos de sinalização. Aspectos que caracterizam os Media Gateways incluem: número de portas, capacidades de compressão, grau de interoperabilidade com diferentes tipos de SoftSwitches e suporte a múltiplas interfaces de rede. PROMON Business & Technology Review Series 5

6 SoftSwitch Também conhecido como Media Gateway Contraller (Controlador de Media Gateway), o SoftSwítch é o elemento que reflete a segunda camada de funcionalidade, congregando grande parte da inteligência da nova arquitetura. Executa as funções de controle de chamadas (inicialização e teardown de ligações), roteamento, supervisão dos Media Gateways por meio de instruções adequadas para realizar o tratamento de chamadas, autenticação-autorização-contabilização e "tradução" entre números de telefone tradicionais e endereços IP. Em alguns casos, o SoftSwitch também acumula a função de translação de sinalizações; em outros, essa função é "terceirizada" para um Servidor de Sinalização. Servidor de Aplicações Este elemento representa a terceira camada de funcionalidade e está conectado ao SoftSwítch por meio de APIs e protocolos abertos de sinalização. Os Servidores de Aplicações possibilitam o aprovisionamento de serviços de valor adicionado que podem contribuir de forma decisiva para a geração de um maior volume de receitas, especialmente em relação ao cenário atual no âmbito da PSTN. A plataforma aberta permite que terceiros (software-houses por exemplo) também usem as APIs para criar aplicativos customizados em períodos curtos de tempo e garantir às operadoras oportunidades de diferenciação competitiva. Endpoints É interessante, também, salientar a manifestação da evolução nos dispositivos de ponta (endpoints) que surgem para fazer parte da nova rede, como os telefones IP (lp Phones). Essencialmente, aparelhos telefônicos que "falam" TCP/IP - e que suportam a nova sistemática de sinalização - vêm munidos com displays que suportam combinações de alfanuméricos e gráficos/imagens, possibilitando um universo mais amplo de usos. De certa forma, os telefones IP podem ser vistos como uma espécie PROMON Business & Technology Review Series 6

7 de encarnação mais sofisticada, em formato de dispositivo inteligente, de seus predecessores SoftPhones, que são essencialmente telefones IP em software executável em microcomputadores. Evolução no transporte Ainda dentro dessa nova arquitetura, é possível assistir a uma outra mudança em curso no que se refere às funcionalidades de transporte das informações. Surgida como uma evolução do ISDN - tecnologia para conectividade de voz/dados digital em largura de banda estreita, popularizado na Europa e nos EUA nos anos 80 - o ATM (Asynchronous Transfer Mode) emergiu como plataforma de comutação de dados em alta velocidade e com suporte a classes de serviço nas redes de dados de longa distância. Orientado à conexão, o ATM suporta diferentes tipos de tráfego e efetua as tarefas de transporte com eficácia e confiabilidade. Alguns players de renome em telecomunicações já implementaram serviços de voz sobre redes de dados baseadas em ATM, como Sprint em Entretanto, o custo de operação, manutenção e upgrades de redes ATM é em geral elevado. Além disso, a operação conjunta e a configuração de novas topologias lógicas em ATM com redes TCP/IP costumam requerer grande esforço e trazem complexidades adicionais indesejáveis. Nesse contexto, vem entrando em cena o MPLS (Multi Protocol Label Switching), um conjunto de protocolos que é derivado de esforços iniciais empreendidos com o objetivo de garantir ao TCP/IP funcionalidades eficientes de engenharia de tráfego - sob a forma de repasse veloz de pacotes IP em "túneis lógicos" criados dinamicamente sobre a estrutura de roteamento existente. O MPLS está alinhado com mecanismos como DiffServ, de QoS (Ouality of Service, ou Controle de Qualidade de Serviço). O controle de qualidade de serviços ocorre com o emprego de técnicas de gestão inteligente de filas de pacotes nos roteadores da rede de dados, viabilizando, por exemplo, o transporte integrado de voz e dados com qualidade. PROMON Business & Technology Review Series 7

8 Essas funcionalidades adicionais são importantes porque o TCP/IP, apesar de sua flexibilidade e ubiqüidade, é nativamente um protocolo "best effort ou seja, inábil por si só em priorizar tipos de tráfego distintos. Há benefícios operacionais e econômicos com essa evolução. Apesar de a migração das redes IP/ATM para redes IP/MPLS ser, na prática, um processo em andamento, é tido como certo à medida em que a relação custo/beneficio é aprimorada. Independentemente da sistemática de transporte adotada, vale lembrar que a concretização da qualidade de serviço em voz sobre dados deve contemplar a parametrização adequada de níveis máximos para delay (atraso no envio dos pacotes), jitter (variação no atraso entre pacotes), loss (taxa de perda de pacotes) e largura de banda mínima, para cada "parte" da rede e forma de tráfego. A razão disso é que combinações de valores para essas variáveis contribuem para diferentes patamares de MOS, do inglês Mean Opinion Score, um conjunto de métricas para determinação de qualidade de voz aperfeiçoado nos Laboratórios Bell e que leva em consideração a clareza e cadência dos sons: MOS=1 reflete qualidade insatisfatória e MOS=5 é o extremo oposto. Protocolos de sinalização Há novidades até mesmo nos protocolos de sinalização empregados na nova arquitetura convergente. Protocolos de sinalização são necessários para que os elementos da rede possam trocar informações de controle e de gerenciamento dos serviços da rede. Em linhas gerais, eles podem ser alocados em dois grupos: Protocolos "mestre/escravo" - MGCP, Megaco; Protocolos "peer to peer" - H.323, SIP. No primeiro grupo, estão os protocolos normalmente empregados quando elementos inteligentes na rede controlam elementos sem inteligência (por exemplo, sinalização entre um SoftSwitch e um Media Gateway). No segundo grupo, estão os protocolos de sinalização a serem utilizados em interações entre elementos inteligentes, como PROMON Business & Technology Review Series 8

9 sinalização entre SoftSwitch e telefones IP. H.323 é o mais maduro da lista e surgiu de esforços do ITU (International Telecommunications Union) para criação e padronização de protocolos com suporte a multimídia. Apresenta ampla funcionalidade e poder na interoperabilidade com as redes de voz legadas, porém com implementação e customização mais complexas. SIP foi a contra-proposta da IETF (Internet Engineering Task Force) para apresentar um protocolo de sinalização mais avançado, porém de trato mais simplificado. Extensível e leve, mas escalável, SIP tem como principal característica sua forte integração com TCP/IP. A implementação de uma pilha de protocolo SIP no lançamento mais recente do sistema operacional Windows-XP pela Microsoft atesta o papel e a importância que o SIP poderá assumir nas redes convergentes. MGCP é um padrão de facto e muito utilizado para comunicação entre SoftSwitches e Media Gateways. É importante lembrar, no entanto, que a comunicação entre Media Gateways, por sua vez, é feita em geral por uma variação de SIP, conhecida como SIP-T. Já Megaco é baseado no sistema H.248 do ITU e representa uma evolução do MGCP. Tanto MGCP como Megaco são considerados complementares a SIP e H.323, embora, a rigor, ambos também possam ser usados em alguns casos para controlar dispositivos não-inteligentes, por meio de implementações específicas (por exemplo B2BUA, GKRCS). Vale ressaltar que, apesar de todos esses avanços em termos de arquitetura, elementos de redes, protocolos e funcionalidades, a migração da PSTN para esse novo modelo de rede convergente deve ocorrer em etapas - particularmente para o caso de operadoras de redes PSTN existentes contemplando interligação entre os dois ambientes em um primeiro momento. Um exemplo dessa migração é a criação, em primeira instância, de uma rede híbrida, com Media Gateways especializados interligando a rede IP e a PSTN, vislumbrando canalização de tráfego off-net e interconexão entre sistemas diferentes de sinalização. Da mesma forma, prevê-se que a penetração de endpoints inteligentes, como telefones IP, acontecerá de forma gradual, PROMON Business & Technology Review Series 9

10 com o emprego inicial de ATAs (Analog Terminal Adapters), uma espécie de concentrador de terminais telefônicos tradicionais e que, conectado a um PC e configurado de forma apropriada, permite trazer maior inteligência a grupos de telefones tradicionais. Por outro lado, algumas operadoras novas (como greenfield CLECs - operadoras alternativas - nos EUA/Europa/Ásia) e players selecionados de TV paga com redes HFC (híbridas fibra-cabo coaxíal) já adotaram o novo modelo de forma direta, visando à disponibilização de serviços de voz em adição a um portfólio original focado em outros serviços (isto é, dados, TV). De certa maneira, tal processo também encontra analogia com o conhecido processo pelo qual passaram os mainframes (downsízing), que conviveram por muito tempo (e em muitos sites ainda convivem) integrados com as novas redes locais nas plataformas sistemas cliente/servidor. Benefícios Muitos são os benefícios diretos e indiretos dessa evolução proposta da PSTN para um formato de rede convergente. De forma concisa, é possível afirmar que as vantagens são de duas naturezas principais, representadas pelas possibilidades de: Redução do TCO (Total Cost of Ownership); Aumento de patamar de receitas. A primeira advém da constatação de que construir, manter e administrar uma única rede convergente é mais barato do que duas redes separadas - uma para comunicação em voz, uma para comunicação de dados. Além disso, modernos SoftSwítches já oferecem a mesma capacidade de processamento de chamadas que centrais telefônicas tradicionais a um custo mais reduzido por assinante. A nova rede requer menos espaço físico, contingente mais reduzido de especialistas e proporciona a otimização dos recursos de transmissão, possibilitando melhor uso dos ativos. PROMON Business & Technology Review Series 10

11 A segunda vantagem é derivada do fato que a nova rede convergente abre espaço para o aperfeiçoamento de serviços existentes (por exemplo, players como GoBeam e Ascentel, que oferecem versões mais sofisticadas de serviços tipo Centrex em mundo IP, configuráveis via dashbaards com interface web) e para a criação facilitada de novos aplicativos (páginas amarelas interativas, web-enabled contact centers, aplicações de gestão de presença, sistemas sofisticados de mensagens unificadas e de redirecionamento de chamadas multidispositivo/multiformato, etc.). Contribuem para o amadurecimento desse cenário uma maior flexibilidade para a construção de bundles (pacotes de funcionalidades e serviços de voz + dados integrados) e novos padrões de interfaces de desenvolvimento e disponibilização de aplicativos nos servidores de aplicação da rede. Usos Importantes players da indústria de telecomunicações em diferentes "categorias" em mercados mais avançados analisaram o cenário de atividades recentes de voz. Apesar de o resultado dessa análise apontar para diferentes graus de experimentação e implementação de redes convergentes (ver tabela ao final), os primeiros serviços e funcionalidades a serem explorados estavam, em linhas gerais, relacionados com os apresentados a seguir. Off-Load de Tráfego lnternet São aqueles em que operadoras (alguns exemplos nos EUA: BellSouth, SBC ), empregando SoftSwitchese Media Gateways de forma seletiva, visam aliviar a sobrecarga de tráfego relacionado com acesso discado de longa duração à Internet A diminuição da sobrecarga se dá desviando o tráfego das centrais telefônicas tradicionais para a rede de dados, melhor preparada para tratá-lo. Em alguns casos em que o ISP destino encontra-se em rede diferente, pode-se inclusive alcançar benefícios como redução de custos com interconexão. PROMON Business & Technology Review Series 11

12 Transporte de tráfego de voz longa distância internacional em sobre TCP/IP Provêem de operadoras de serviços de dados, detentoras de grandes redes de fibra óptica com escopo internacional (exemplos incluem Levei 3, Global Crossing ), alavancando seus ativos para transporte no atacado de voz sobre pacotes IP em baixíssimo custo por pacote. Isso é possível por meio do emprego de equipamentos de rede convergente de alta capacidade nos pontos de presença das redes nas principais cidades do globo. Alguns serviços dessa natureza são conhecidos como "Substituição de Classe 4" ou simplesmente "Trunking IP", ou seja, transporte de voz sobre pacotes IP entre grandes centrais tradicionais de voz Classe 4. Existem, também, players com atuação focada no transporte de voz sobre IP no atacado em âmbito internacional (exemplos incluem: ITXC, ibasis ). Oferta de linhas de voz adicionais sobre conexões para dados (T1/E1 ou DSL) Solução empregada com maior intensidade nos mercados residencial e SoHo (Small Offlce/Home Offlce) e por operadoras competitivas. Com o uso de equipamentos específicos no site do cliente (IADs lntegrated Access Devíces), o tráfego de voz é agregado ao tráfego de dados e depois reencaminhado para a PSTN (rede de voz legada) com a ajuda de Media Gateways. Esse tipo de oferta permitiu o desenho de bundles com conta unificada e maior conveniência para os clientes. Agora, em uma segunda etapa, os serviços denominados "gerenciados" e voltados para o segmento corporativo começam a se popularizar aos poucos. Alguns dos mais proeminentes serviços gerenciados estão relacionados a seguir. IP Centrex Conjunto de facilidades inteligentes em voz sobre pacotes IP (desvio de chamadas, bloqueio controlado de ligações, identificação de chamadas, audioconferência). Conhecido também como PBX Virtual, é voltado para empresas que não podem ou não desejam, muitas vezes por questões ligadas a custos e capacitação, manter um PROMON Business & Technology Review Series 12

13 equipamento PBX, de comutação de voz, em suas instalações. Serviços IP Centrex possibilitam oferecer o mesmo conjunto de facilidades para vários sites da mesma organização, adicionar/retirar funcionalidades e criar recursos customizados, tudo controlado pelas operadoras, que se beneficiam de receita recorrente. Aliás, muitas delas vão além e ainda oferecem "centrais de controle" do serviço baseadas em web browsers rodando em PCs dos funcionários das empresas (exemplos nos EUA: Go- Beam, TalkingNets ). Gerenciamento de PBXs IP Com a recente aceleração da adoção de PBXs lp por empresas em mercados mais sofisticados, surgiu a proposta de terceirização da gestão desses equipamentos dos clientes pelas operadoras. Nesse gerenciamento, elas oferecem instalação, upgrodes, gestão acompanhada de desempenho, manutenção, configurações sob demanda, roteamento de chamadas on-net/off-net, planejamento de capacidade e outros serviços relacionados, com precificação tipicamente em base mensal por usuário atendido. Há configurações de serviço em que o PBX IP permanece na empresa ou pode ficar fisicamente alocado na operadora. Esta última, com o serviço, concretiza nova fonte de receitas, permitindo aos clientes crescer e despender mais recursos sob demanda. Alguns clientes passam por uma etapa intermediária nesse processo, que consiste na adoção de "voice gateways' essencialmente roteadores para ligar o PBX tradicional à rede IP, antes da aquisição propriamente dita do PBX IP). Telefonia sobre VPNs IP Consiste no transporte de voz empacotada em TCP/IP sobre infra-estrutura de VPN (Virtual Private Network, ou rede virtual privada) baseada em rede de dados, possibilitando alto nível de segurança na comunicação e controle rigoroso de qualidade de serviço. Características típicas desses serviços incluem: suporte a chamadas intra-empresa e interempresa com planos de discagem customizados (com suporte a overlapping de números de ramais), números virtuais (externos chamados como in- PROMON Business & Technology Review Series 13

14 ternos), acesso off-net á PSTN, suporte a acesso via cartão com PIN (Personal ID Number), roteamento prioritário, balanceamento de carga, tarifação por uso, entre outras. O modelo de precificação mais popular considera uma tarifa flat pela conexão básica ao serviço, acrescida de taxa por gigabit de tráfego/mês mais taxa adicional por quantidade de tráfego off-net (dirigido a PSTN). Exemplos de piayers que oferecem a serviço nas EUA/Eu rapa incluem: Masergy, lnfonet, C&W. A Telefonia IP nas empresas As redes de próxima geração (do inglês Next Generation Networks - NGNs} já são uma realidade em muitas países. No Brasil, a maioria das operadoras está se preparando para essa tecnologia, esperando atender; a curto ou média prazo, os mercadas residencial e corporativo. Possivelmente, nos próximas meses, teremos o lançamento de novos serviços baseados em Telefonia IP por vários operadoras. Além desses novos serviços, espera-se uma redução significativa de custos de telefonia, principalmente com chamadas de longa distância nacional e internacional. Enquanto as serviços das operadoras não estão disponíveis, as empresas podem implementar suas redes privativas de VoIP (Voz sobre IP} utilizando as redes IP internas e com recursos adicionais como PBX IP telefones IP SoftPhones e aplicativos que adicionam valor ao tradicional serviço de telefonia. Essas redes privativas irão interconectar-se às redes públicas de tecnologia TDM e às NGNs. Os fabricantes de equipamentos trabalham com protocolos de mercado, o que garante que os sistemas privados possam integrar-se aos sistemas públicos sem muitas dificuldades. A maioria das empresas já dispõe de rede IP corporativa, interligando seus computadores e redes locais e atendendo aplicações de TI e de acesso à Internet. Com as necessárias adequações de qualidade de serviço, hardware (switcbes e roteadores) e software, é possível, para uma rede IP corporativa, transportar voz de forma similar ao transporte de dados. Uma das aplicações imediatas é o toll-bypass, em que as chamadas telefônicas en- PROMON Business & Technology Review Series 14

15 tre escritórios são realizadas pela rede IP interna, com substanciais economias sobre os serviços de longa distância nacional e internacional das redes públicas de telefonia. Essa economia é tanto maior quanta mais distantes e espalhadas geograficamente estão os escritórios da empresa. Essa aplicação já é largamente utilizada nas empresas e deve ampliar-se à medida que a busca por integração de serviços a custos reduzidos também aumenta. O toll-bypass não é a única forma de utilização de VoIP. Muitas empresas estão planejando migrar os seus PBXs tradicionais para PBX IP incluindo os aparelhos telefônicos e introduzindo novos aplicações. O PBX IP consiste em um conjunto de switches para a conexão física dos telefones e de um Call Manager (também chamado de Call Controller). A função do Call Manager é controlar chamadas telefônicas (estabelecimento e liberação), políticas de acesso aos serviços pelos usuários, bilhetagem interna e gerenciamento do sistema. A figura a seguir mostra uma configuração típica. PROMON Business & Technology Review Series 15

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17 Migrando de tecnologia Os PBXs lp já estão disponíveis. Vários fabricantes têm sua oferta baseada em plataformas tradicionais, que evoluíram para serem transformadas em equipamentos híbridos, podendo acomodar tanto telefones convencionais como telefones IP. Outros fabricantes preferiram desenvolver produtos totalmente novos, compatíveis com as redes legadas e com todas as facilidades de Telefonia IP nativas. Em qualquer caso, os produtos costumam atender aos requisitas básicos de conectividade e serviços A diferenciação está na flexibilidade de configuração e de expansão da rede, confiabilidade dos equipamentos, no gerenciamento e nos custos. Apesar de todas as vantagens e da disponibilidade de produtos, muitas empresas ainda relutam em abandonar seus velhos e tradicionais PBXs e migrar para os novos sistemas. O descobrimento da tecnologia e das facilidades oferecidas pelos novos equipamentos inibe essa migração. De fato, a implementação de um sistema de Telefonia IP exige um planejamento cuidadoso, pois se trata de uma nova rede que atinge a todos os funcionários da empresa, em maior ou menor grau. Requer; também, a capacidade de se comunicar com a mundo exterior e com seus clientes e fornecedores. Outra questão a ser resolvida: em muitos casas, o PBX convencional foi implementado há relativamente pouco tempo. A substituição de um equipamento por outro exige uma justificativa bem fundamentada, como por exemplo aplicações que só podem ser implementadas com o PBX IP ou uma redução de custos devido a tollbypass combinado com simplificação operacional e de gerência da rede. De qualquer forma, é consenso no mercado e entre os usuários que a tecnologia IP representa um dos pilares das telecomunicações do futuro. Nessa perspectiva, a adoção de sistemas de VoIP é uma questão de tempo e deverá ser adequada à realidade de cada empresa e ao momento certo de sua evolução tecnológica. Empresas que estão se estabelecendo agora, abrindo novos escritórios, ou ainda aquelas em que os equipamentos tradicionais estão no final de vida útil devem seri- PROMON Business & Technology Review Series 17

18 amente considerar a introdução de sistemas de Telefonia IP para evitar o risco de altos investimentos em equipamentos que se tornarão obsoletos em curto espaço de tempo. Empresas ampliando seus escritórios e/ou plantas industriais e que, como conseqüência, necessitam expandir seus sistemas internos de comunicação podem considerar a adoção de modelos híbridos, preservando investimentos nos sistemas legados e introduzindo gradualmente novas tecnologias. Pedro Pedíni - Gerente de Tecnologia da Promon Conclusão Considerando que a penetração da voz empacotada em dados representava menos de 3% do tráfego telefônico internacional em 2000 e que hoje, em 2003, este percentual já é próximo de 10%, com a expectativa de poder atingir até 18% em 2004, parece mesmo certo que estamos começando a assistir aos primeiros passos de uma mudança histórica no panorama da telefonia. E isso está sendo em grande parte viabilizado por avanços tecnológicos sob a forma de uma arquitetura de rede convergente, habilitada a transportar voz e dados de forma integrada e com custos competitivos, além de poder conviver com a rede de voz existente. Esperamos que a flexibilidade ímpar para o desenvolvimento de aplicações que essa nova arquitetura oferece possa abrir portas para um novo ciclo de crescimento na oferta de serviços no segmento de telecomunicações, trazendo benefícios significativos tanto para operadoras como para seus clientes finais. Jorge S. Leonel - Gerente de Consultoria e Serviços da Promon PROMON Business & Technology Review Series 18

19 Algumas das vantagens oferecidas pelos PBXs IP Mobilidade de terminais: o telefone IP comporta-se como um computador com endereço IP, ao qual pode ser associado um "ramal" telefônico mediante programação no próprio telefone. Isso é vantajoso em empresas que não têm alocação fixa dos funcionários no Iayout do escritório ou em empresas nas quais as mudanças de layout são freqüentes. Nesse caso, os custos com mudanças de telefones serão dramaticamente reduzidos. A mobilidade de ramais permite que um funcionário possa ser acessado a qualquer momento, independentemente de sua localização física. Possibilidade de acesso rápido a informações corporativas, como catálogo telefônico interno, por meio do telefone IP, que dispõe de tela de cristal líquido, usada para acesso a essas informações. Utilização de SoftPhone: com a adição de aplicativos e acessórios apropriados, o SoftPhone é um PC que pode transformar-se em telefone e/ou terminal multimídia, com capacidade de voz, dados e imagem. Aplicações do tipo Click-to-dial ou IP Call Waiting tornam-se viáveis e permitem ao usuário estabelecer chamadas telefônicas enquanto acessa e processa informações no seu computador. Integração voz-dados: a telefonia IP oferece uma integração mais fácil de voz e dados, pois ambos estão na mesma rede IP, em que as interfaces e os protocolos são abertos. Isso é particularmente importante em aplicações de Call Center, nas quais o atendente, além dos recursos de voz, precisa ter acesso simultâneo a bases de dados com informações sobre o cliente, produtos da empresa e preços. Disponibilidade de voice mail: armazenamento e recuperação de mensagens de voz a partir de qualquer ponto da rede, utilizando plataformas abertas e a um custo mais baixo. Utilização Unified Messaging: conversão de mensagens de texto em voz e viceversa, proporcionando o acesso, via terminal telefônico ou computador, de qual- PROMON Business & Technology Review Series 19

20 quer ponto da rede. Possibilidade de se realizar reuniões a distância, facilitadas pela interconectividade intrínseca do protocolo IP e com um número virtualmente ilimitado de participantes. Construção de portais corporativos de voz, em que o usuário acessa serviços utilizando o telefone IP e com sistemas de reconhecimento de voz. Grupo de Players Exemplos de Players Exemplos de Táticas Observações AT&T Consumer WorldCom oferece VoIP Longa em conexões dedicadas WorldCom para empresas Distância Qwest AT&T oferece VoIPover-VPN (tunneling) e Sprint usurá o fator R (ITU ) para mensurar qualidade e viabilizar SLAs (2003). Vai investir também em managed IP PBX services Local Operadoras De Próxima BellSouth SBC Verizon Qwest Dialpad, ibasis, ITXC Delta Three Entrando em mercados LD/LDI e uso de gateways VoIP para tráfego internacional VoIP over Broadband (PC to phone, PC to PC, cartões de chamada VoIP) Entrada das ILECs em LD deve pressionar preços Investimentos em equipamentos VoIP em escala crescente Programas-piloto em operação Investimentos em IP Centrex (ex.: SBC ) Players especializados em VoIP movendo-se para o varejo Geração / CLECs Cabo Net2Phone ICG, NuVox GoBeam, I-Link Level 3, BroadWing Cox Comcast Web-enabling para call centers Dashboards inteligentes para suporte a IP Centrex customizado Cox, Comcast (AT&T Broadband) já comercializam VoIP hoje Grandes redes ópticas em foco em VoIP no atacado Players de nova geração explorando IP Centrex e novas aplicações em VoIP Ataque ao oligopólio de players regionais Twarner Twarner está realizando testes de mercado de VoIP em bundling Maiores investimentos em VoIP com DOCSIS 2 Fonte: Forrester Research. Análises: Promon PROMON Business & Technology Review Series 20

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