1808: O novo descobrimento do Brasil história, artes, ciência e literatura.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "1808: O novo descobrimento do Brasil história, artes, ciência e literatura."

Transcrição

1

2 2 1808: O novo descobrimento do Brasil história, artes, ciência e literatura. Saulo Álvaro de Mello 1 - UFGD O Sistema Colonial se insere num conjunto de relações entre metrópoles e suas colônias. No século XVI, assume uma forma mercantil de colonização. As relações coloniais podem ser apreendidas em dois níveis: a legislação ultramarina e a circulação entre as metrópoles. A primeira, disciplina essas relações 2. A legislação ultramarina portuguesa proibia navios estrangeiros de guerra e mercantes nos portos brasileiros. Assim, o exclusivismo luso estaria garantido pelas normas legais, pois à margem do Pacto Colonial, o comércio pelas vias do contrabando era prática comum, o que obrigava a metrópole, em algumas ocasiões, afrouxar suas próprias determinações. Essa tolerância era até incentivada pela coroa, como demonstra as Instruções recebidas por Luiz de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, quando foi nomeado Capitão- General da Capitania de Mato Grosso, a 13 de agosto de 1771, conforme Gilberto Freyre: [...] de sorte que por mais que trabalhe o governo de Castela a vedar a comunicação entre eles e nós, acham sempre aqueles povos mais utilidade e maior vantagem em nos comunicar, do que em obedecer às leis que o proíbem, e que vivam na inteligência de que no caso de serem oprimidos, acharão nos domínios de sua majestade uma recepção certa e um asilo seguro 3. Para Wehling e Wehling, (1994) a literalidade do termo Pacto Colonial não corresponde à realidade, uma vez que pacto pressupõe uma negociação entre as partes. No caso Brasil-Portugal não houve um acordo; o que ocorreu foi uma [...] imposição unilateral de uma prática econômica cujo traço mais característico foi o monopólio do comércio 4. 1 Mestrando - UFGD 2 NOVAIS, Fernando Antonio. Estrutura e dinâmica do Antigo Sistema Colonial (séculos XV XVIII). São Paulo: Brasiliense, FREYRE, Gilberto. Contribuição para uma sociologia da Biografia. Cuiabá: Fundação Cultural de Mato Grosso, p Wehling, Arno; Wehling, Maria Jose C. de. Formação do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, p. 190.

3 3 Opiniões à parte são inegáveis que: A política colonial das potências visava, por isso, enquadrar a expansão colonizadora nos trilhos da política mercantilista: fazer com a relação entre os dois pólos do sistema (metrópole-colônia) se comportassem consoante o esquema tido como desejável 5. Para Wehling essa transferência resultou na falta de investimento local, pois: A colônia existiu para atender aos interesses da metrópole. Resultava daí uma permanente drenagem de rendas para o exterior, que reduziu ou anulou a capacidade de investimento local 6. Todavia, o monopólio colonial será como uma medula lesionada com a Abertura dos Portos em 1808, face aos acontecimentos que convulsionaram a Europa no período Napoleônico, e que obrigaram a Família Real Portuguesa e seu séqüito a buscar porto seguro no Brasil. Para Flora Medeiros Lahuerta, as invasões napoleônicas promoverão nas Colônias Ibéricas da América efeitos distintos. Enquanto na América espanhola vai provocar a fragmentação territorial e o surgimento de repúblicas independentes. No Brasil: [...] a vinda da corte para o Rio de Janeiro, em 1808, propicia um desenrolar de uma história muito peculiar, em que a independência se faz sob a égide de uma monarquia e com a manutenção da escravidão, após a transformação da periferia em centro com a presença da metrópole nos trópicos 7. Posição semelhante defende Carlos Guilherme Mota, quando a partir das imagens criadas sobre o Brasil, aguçaram o interesse de viajantes para o país, evidencia dois aspectos: ser a única monarquia da América em meio a numerosas repúblicas e ter mantido por mais tempo o escravismo 8. A restrição de acesso imposto pelos lusos aos portos brasileiros impossibilitava que viajantes estrangeiros explorassem, mesmo que cientificamente, as terras brasileiras. Nesse sentido a vinda da Família Real e seus acompanhantes [...] e naturalmente o convívio e 5 NOVAIS, op. cit. p op. cit. p LAHUERTA, Flora Medeiros. Viajantes e a construção de uma idéia no ocaso da colonização ( ). Revista Eletrônica de Geografia e Ciências Sociais. Barcelona, v. X, n. 218, p LISBOA, Karen Macknow. Olhares estrangeiros sobre o Brasil, p In: MOTA, Carlos Guilherme. (org.). Viagem Incompleta. A experiência Brasileira ( ). 2 ed. São Paulo: SENAC, p. 269.

4 4 trato forçado, de numerosos estrangeiros, nos ramos mais diversos de ocupação [...] (HOLANDA, 1997, v. 1, t.2, p. 11), vai possibilitar que viajantes explorem e estudem as riquezas naturais do Brasil e potencialidades humanas a partir da permissão aos portos brasileiros de navios estrangeiros, possibilitando um cosmopolitismo jamais conhecido pela Colônia. Ainda segundo Sergio Buarque de Holanda (1997) nunca o Brasil tornou-se tão atraente a aventureiros e exploradores das mais variadas nacionalidades, afinal: Aí esta um dos fatores do vivo interesse que, ainda em nossos dias podem suscitar os escritos e quadro de viajantes chegados do velho mundo entre o ano da vinda da corte e pelo menos, o do advento da Independência. De tão visto e sofrido por brasileiros, o país se tornara quase incapaz de excitá-los. Hão de ser homens de outras terras, emboabas de olho azul e língua travada, falando francês, inglês e principalmente alemão, os que vão incubir do novo descobrimento do Brasil 9. Esse novo descobrimento do Brasil de que trata o sociólogo Sergio Buarque de Holanda, nos remete a uma nova realidade quanto ao interesse pelo país na visão de estrangeiros, agora facilitado pela ação de D. João VI com a Abertura dos Portos. Antes de 1808, o Brasil - Colônia [...] se mantinha rigorosamente fechada a curiosidades dos povos mais adiantados [...] permaneceu o Brasil terra desconhecida de todos os países em que a pesquisa era alvo de atenção 10. Dessa forma o autor chama atenção para o atraso científico a que o Brasil estava submetido, pela proibição régia de acesso as nossas potencialidades. Entretanto o próprio autor parece exagerar quando afirma permaneceu o Brasil terra desconhecida, pois relata a presença de estrangeiros no Brasil na obra citada acima. Entre alguns dos estrangeiros que relataram o Brasil, citados por Holanda (1997), estão: Pero Vaz de Caminha, escrivão e cronista da frota cabralina, que narra as peculariedades do meio físico e o primeiro contato com o gentio; o alemão Hans Staden, que descreve os tupinambás no litoral de São Vicente em 1557 e os missionários franceses, trazidos ao Brasil por Nicolau Durand Villegaignon, André Thevet (As singularidades da 9 HOLANDA, Sergio Buarque. (org.). História Geral da Civilização Brasileira. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, v.1, t.2. p HOLANDA, Sergio Buarque. (org.). História Geral da Civilização Brasileira. A Época Colonial. Administração, Economia, Sociedade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, v.2, t. I. p. 161.

5 5 França Antártica 1557) e Jean de Léry (História de uma viagem à terra do Brasil 1578). As duas últimas obras descrevem a fauna e a flora brasileira e revelarão ao mundo nossas aves e mamíferos. Figura ainda, entre os viajantes citados, o Padre José de Anchieta que na Epístola Rerum Naturalium (Carta de Direito Natural), escrita em 1560, é o primeiro a dar notícia do tamanduá-bandeira, peixe-boi, porco-espinho e lontra, relatando ainda, o fenômeno da piracema, répteis, insetos e outras espécies. A respeito da Epístola de José de Anchieta, encontramos no Jornal Eletrônico Novo Milênio, interessante comentário: Examinada a Carta de 31 de maio por técnicos, altamente especializados, à luz de conhecimentos alcançados no século XX, arrepiam-se, por vezes, ante "enormidades em matéria de zoologia", sem estranhá-las, evidentemente, porque o Venerável nunca foi nem pretendeu ser naturalista ou zoólogo, podendo-se, contudo aceitá-lo como excelente observador, e até mesmo, bom zoógrafo e não medíocre geógrafo 11. Ainda entre os viajantes, Holanda (1997), destaca o português Pedro Magalhães Gandavo, que em 1576 descreve minuciosamente o peixe-boi, as baleias, araras e árvores frutíferas; Gabriel Soares Souza (Tratado descritivo do Brasil 1587), que fala sobre o litoral, usos e costumes dos gentios; Ambrósio F. Brandão (Diálogos das grandezas do Brasil); o jesuíta Fernão Cardins (Do clima e terra do Brasil 1625) e ainda os missionários católicos Claude d Abbeville (História dos padres capuchinos em ilhas do Maranhão e terras circunvizinhas 1614), Yves d Evreux (Síntese da história dos povos memoráveis no Maranhão 1613 a 1614) e, ainda, o capuchinho Frei Cristóvão de Lisboa (História dos animais e árvores do Maranhão 1624). Com base no interesse pela fauna e flora do Brasil, expresso nas obras dos viajantes, pode-se perceber que nossas espécies animais e vegetais eram desconhecidas em outros países. Ainda a respeito dos viajantes, Holanda, faz interessante observação: É óbvio que não iremos pedir a estes contribuições mais do que seriam capazes de dar os seus autores, homens de fácil credulidade e espírito demasiado cheio de conceitos para se atreverem a observar a natureza com a necessária isenção e objetividade JORNAL ELETRONICO NOVO MILENIO. Acessível em: acesso em 09 de novembro de 2007, 22 horas e 03 minutos. 12 HOLANDA, 1997, v. 1, t. 1. p. 166.

6 6 É evidente que tais estudos, os primeiros sobre a fauna e flora brasileira, foram realizados por pessoas sem a devida formação científica. Contudo foram capazes de revelar nossa rica biodiversidade. Durante o Brasil holandês, no governo de Maurício de Nassau, procurou este trazer para a América renomados cientistas, entre eles o pintor Frans Post; o médico Willen Pies; o Doutor em Medicina, Piso, e George Marcgrav, este último autor do primeiro estudo científico sobre o país, denominado História Natural do Brasil, trata da fauna e flora da região que os holandeses dominaram. Os estudos de Marcgrav estão compilados em oito livros, sendo que, nos três primeiros, ele trata de plantas e, nos seguintes, de peixes, aves, mamíferos, insetos, clima e indígenas sucessivamente. Quanto a Piso, Doutor em Medicina pela Universidade de Leyde, escreveu Medicina Brasiliense, obra composta de quatro livros. No primeiro, trata de aspectos geográficos. No segundo, de moléstias endêmicas. O terceiro discorre sobre venenos, e no quarto observa a aplicação de plantas medicinais na cura de doenças, fruto de suas experiências e ensinamentos indígenas. Com o fim do domínio holandês o Brasil colonial volta a obscuridade a que se vira sempre condenado nada menos de século e meio, sendo necessário para que em seu ambiente intelectual surgissem os primeiros indícios de uma nova era 13. O raiar do século XIX, traria para o Brasil grandes mudanças, sobretudo após os eventos de 1808, onde os limites impostos à presença estrangeira seriam revogados por decreto régio. A Europa conhecia o Brasil por meio das obras de Piso e Margrav, autores da História Natural do Brasil, de Acompanhando D. João ao Brasil, Frederico Luiz Guilherme de Varnhagen e o barão Wilhelm Von Eschwege, especialistas em siderurgia, instalaram no Vale do Rio Doce forjas catalãs e instituiu-se alvará, permitindo livre estabelecimento de fábricas e manufaturas no Brasil. Eschwege coloca em funcionamento a usina de ferro de propriedade da Sociedade Patriótica, em Congonhas do Campo (MG), promovendo a primeira corrida de gusa do País e consegue laminar aço em Itabira do Mato Dentro. O Barão Von Eschwege foi o fundador da Indústria Pesada, no Brasil. Sua principal publicação foi Pluto Brasiliensis (1833), em que descreveu a mineração na época colonial, e introduziu a geologia pré-cambriana no Brasil. Frederico Luiz Guilherme de Varnhagem é pai 13 Idem, p. 169.

7 7 de Francsico Adolfo de Varnhagem, que publicaram várias obras sobre a História do Brasil, entre elas: História geral do Brasil ( ) História das Lutas contra os Holandeses no Brasil de 1624 a 1654 (1871) A questão da capital: marítima ou no interior? (1877) História da Independência do Brasil (1916, póstuma). De acordo com Carlos Guilherme Mota, Entre os estrangeiros, a presença de ingleses é a mais expressiva, em decorrência dos privilégios comerciais que desfrutavam no Brasil, desde o Tratado de A manutenção e ampliação dos privilégios comerciais que os ingleses detinham lhes possibilitavam escoar parte de suas manufaturas: [...] Limitada internamente e no mercado europeu, a burguesia inglesa procurava garantir na América os mercados necessários a produção fabril, e age buscando substituir o antigo colonizador [Portugal] restaurando em proveito próprio, por meio de acordos diplomáticos e comerciais e modo unilateral, a prática do monopólio sobre os mercados 14. Encontramos posição semelhante em, Sergio Buarque de Holanda que escreve: Graças ao seu privilégio de livre acesso ao Brasil durante as guerras napoleônicas, foram os ingleses os primeiros a lançar publicações sobre nosso país 15. Entretanto, durante os séculos XVI a XVIII, foram editadas obras na Europa sobre nossas riquezas naturais e humanas, conforme já demonstrado. Entre os ingleses a lançar obras sobre o Brasil, encontramos: Henrique Koster e João Luccock que retrataram o Nordeste e o sul; Maria Grahan, que escreveu sobre sociologia e história e ainda João Mawe que deixou preciosos escritos sobre a exploração de ouro e diamantes. Destaca-se também o Francês Saint-Hilaire que entre 1816 e 1822 que percorreu o Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e a Cisplatina. Assim, como Carl Friedrich Philipp Von Martius e Joahan Baptist Von Spix da Expedição da Princesa Leopoldina que, juntos, percorreram quase dez mil quilômetros, com pesquisas nas áreas de Botânica, Etnografia, Etnologia e Lingüística. A indicação desses dois cientistas para acompanhar D. Leopoldina que viera da Áustria casar-se com D. Pedro I foi feita pelo Rei da Baviera. Chegaram ao Rio de Janeiro em 15 de junho de Von Martius é considerado o fundador da etnografia brasileira e D. Leopoldina, segundo Holanda (1997) tornou-se a grande protetora das artes e das ciências, enviando à 14 MATTOS, Ilmar de. Tempo Saquarema. São Paulo: HUCITEC, p HOLANDA, 1997, v.3, t.2, p. 121.

8 8 Europa amostras de minerais, plantas e espécies animais, sobretudo para o Museu de Arte Natural de Viena 16. Do material recolhido, os pesquisadores escreveram o livro Reise in Brasilien, editado em 1823 na cidade de Munchen (Alemanha), que em 1938 foi traduzido por Lúcia Furquim Lahmeyer com o nome de Viagem pelo Brasil, sendo também editado pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro em comemoração ao seu centenário. Das expedições que se tem notícia e que percorreram as terras mato-grossenses, podemos citar as de Grigory Ivanovitch Von Langsdorff ( ), que segundo seu desenhista Hercules Florence 17 percorreu quase 300 núcleos urbanos. Francis Castelnau 18, também registrou a expedição, segundo ele, percorreu a região de Mato Grosso através do Rio Paraguai: de Cuiabá até Forte Olimpo, no Paraguai. A expedição de Castelnau demonstra o interesse do Governo Brasileiro em conhecer a vasta região de Mato Grosso, suas vias navegáveis e estabelecer uma rota para a Província Mato-Grossense, via estuário do Prata 19. Para Valmir Batista Corrêa essas expedições estavam inseridas na corrida imperialista por regiões disponíveis, para que pudessem servir der base para suas pretensões expansionistas: A motivação dessa expedição, [Expedição Langsdorff] como as anteriores de Spix e Martius (1821), Saint-Hilaire (1822), e mesmo das que ocorreram durante todo o século XIX em várias partes do mundo, estava na busca do conhecimento da natureza, população e riquezas minerais de regiões disponíveis, tão necessário para a dominação e exploração pelas nações imperialistas emergentes do espólio deixado pelo processo de desagregação dos impérios coloniais 20. O Barão de Langsdorff, partindo do Rio de Janeiro e São Paulo, atravessou a Província de Mato Grosso até o Amazonas, conforme noticia Holanda: Cabe a Langsdorff a glória de haver sendo o primeiro naturalista europeu a atravessar com uma expedição científica os inóspitos e extensos sertões de Mato 16 Idem, ibidem. 17 FLORENCE, Hercules. Viagem fluvial do Tietê ao Amazonas de 1825 a Cultrix, CASTELNAU, Francis. Expedição às regiões centrais da América do Sul. São Paulo: Nacional, CORREA, Valmir Batista. Fronteira Oeste. Campo Grande: UFMS, Idem, p. 20.

9 9 Grosso, alcançando de lá, através de matas virgens desconhecidas, as bandas do Rio-mar Amazonas 21. A expedição Langsdorff, talvez seja a última grande expedição estrangeira da época que ainda hoje encerra algum mistério e cujo trabalho de análise e pesquisa ainda esta por ser feita 22. De fato, o catálogo do material coletado pela expedição, só foi publicado em 1973, pela Academia de Ciências da União Soviética, e traduzida para o Português por iniciativa da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Para o historiador Valmir Batista Correa, a Rússia não deu importância ao material coletado pelo interior do Brasil, sobretudo em Mato Grosso, resultado da Expedição Langsdorff. No caso de Langsdorff, contrariando a tendência da época, a Rússia não aproveitou os resultados da expedição, que, além dos relatos, deixou disperso por museus Russos um acervo recolhido pelo interior do Império Brasileiro, com milhares de exemplares de plantas, amostras minerais, animais empalhados, objetos indígenas entre outros 23. Essa expedição foi organizada pelo próprio Langsdorff e financiada pelo Governo Imperial Russo, que tinha interesses comerciais no Brasil. Grigory Ivanivicth tinha boas relações com o Presidente da Sociedade Real Londrina, Joseph Banks e o Diretor do Jardim Botânico de Berlim, Karl Ludwig Wildenow que o ajudaram na expedição. Langsdorff comprou uma fazenda no Rio de Janeiro, denominada Mandioca, para onde trouxe colonos europeus e publicou uma brochura sobre o Brasil incentivando a vinda de imigrantes. Na sua fazenda pretendia construir telhas e fabricar sabão, uma novidade para a época. A expedição a Mato Grosso, partiu de Porto Feliz a 22 de junho de 1826, e a 9 de outubro, depois de ter percorrido quase dois mil quilômetros, chegou a Camapuã. Partiu em seguida para Albuquerque (Corumbá), lá chegando no dia 14 de dezembro do mesmo ano, onde coletou material e relato sobre os Guaná e Guató, seguindo para o Rio São Lourenço com direção a Villa Maria (Cáceres). De Villa Maria, no dia 10 de setembro, começaram a descida, em canoa, pelo Paraguai, com a finalidade de determinar as coordenadas geográficas 21 HOLANDA, 1997, v.3, t. 2. p BRASIL. MEC-SPHAN. Pró-Memória. A expedição científica de G.I. Langsdorff ao Brasil. Catálogo completo do material existente nos arquivos da União Soviética. Tradução e pesquisa Marcos Pinto Braga. Brasília: SPHAN, Fundação Pró Memória, CORREA, 1999, p

10 10 de uma construção piramidal, erguida em 1754 na fronteira do Brasil com a Bolívia, perto da desembocadura do Rio Jauru 24. O marco piramidal aludido é o Marco do Jauru, que fixava os limites entre as terras lusas e castelhanas, graças à assinatura do Tratado de Madri, em 1750, que estabelecia o uti possidetis. No que diz respeito a Mato Grosso versava o tratado: Artigo VII Desde a boca do Jauru pela parte ocidental prosseguindo a fronteira em linha reta até a margem Austral do rio Guaporé pela sua margem setentrional; com declaração que se os comissários que se hão de despachar para o regulamento dos confins nesta parte na face do país acharem entre os Rios Jauru e Guaporé outros rios ou balizas naturais [...] 25. O marco foi colocado no Rio Jauru no dia 18 de janeiro de 1754 e de acordo com Jaime Cortesão, é o único existente dos muitos monumentos semelhantes que, com grande trabalho, foram conduzidos até os lugares onde deviam assentar depois do Tratado do Pardo (1761) os espanhóis mandaram destruir todos os marcos que haviam sido colocados na Fronteira do Sul 26. Ainda sobre o Tratado de Madri e o Marco do Jauru, escreveu Virgilio Correa Filho: Assim foi que, diplomaticamente homologada a expansão bandeirante pelo Tratado de Limites de 1750, negociado pelo descortino pacifista de Alexandre de Gusmão, coube ao Sargento- Mor José Custódio de Sá e Farias, por parte de Portugal, e D. Manuel Antonio Flores, Capitão de Fragata e primeiro comissário espanhol a incumbência de chantarem na Foz do Jauru o marco de escolhida rocha lusitana, trazido de propósito para assinalar a Fronteira 27. O desenhista da expedição de Grigory Ivanovicth, Antonie Hercules Florence, no dia 11 de setembro de 1827, na boca do Rio Jauru, encontrou o referido marco e o descreveu: É a pirâmide quadrangular e tem 15 pés de alto, incluindo o pedestal e a cruz de pedra que a 24 BRASIL, MEC-SPHAN, 1981, p MENDES, Natalino F. Marco do Jauru. Cáceres: [S.n.], p Idem, p CORREA FILHO, Virgilio. Pantanais Matogrossenses. Devassamento e Ocupação. Rio de Janeiro: Conselho Nacional de Geografia, p.80.

11 11 coroa no lado N.54 O. [...] As duas coroas das armas de Espanha e Portugal estão mutiladas; pelo tempo ou pelos homens 28. A expedição de Grigory Ivanovicth chegaria até o Pará a 16 de setembro de 1828, quando o príncipe, já doente, acometido de maleita embarcou para o Rio de Janeiro. Sobre as condições em que encontrava a expedição e a saúde de Langsdorff, em meio à floresta amazônica, escreveu Hercules Florence: Por toda à parte viamo-nos cercado de nuvens desses malfazejos bichinhos, entrando-nos pelos olhos, nariz, orelhas e boca, nas horas de refeição. [...] Por vezes causaram-nos essa praga e a febre acessos de raiva e recriminações inconvenientes. [...] Continuaram muito doente os srs. Langsdorff e Rubzof. A fraqueza era tal que não podiam sair da rede: a perda do apetite completa. Os calafrios voltavam-lhes diariamente às mesmas horas. Precedendo acessos de febre de tal violência que nos faziam involuntariamente saltar gritos entrecortados e dar pulos de agitar as árvores, onde a rede, mosquiteiro e toldo estavam armados. Vi a folhagem dessas árvores, cujo tronco tinha uns 33 centímetros de diâmetro, tremer na altura de 40 palmos. Cada rede estava suspensa a duas delas 29. Os relatos de Florence revelam-nos as precariedades, perigos, moléstia, ataque de animais e toda sorte de infortúnios pelas quais passavam essas expedições, mas que tornaram conhecidas as mais remotas regiões do país. A viagem da expedição de Langsdorff pela província de Mato Grosso foi notável, quer pela sua complexidade, quer pela extensão do trajeto FLORENCE, 1977, p Idem, p BRASIL. MEC-IPHAN, 1981, p. 44.

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer

A novidade é que o Brasil não é só litoral É muito mais é muito mais que qualquer zona sul Tem gente boa espalhada por este Brasil Que vai fazer CAUSAS: Acirramento da concorrência comercial entre as potências coloniais; Crise das lavouras de cana; Estagnação da economia portuguesa na segunda metade do século XVII; Necessidade de encontrar metais

Leia mais

DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS. -Atinge as Índias contornando a costa da África

DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS. -Atinge as Índias contornando a costa da África DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS EXPANSÃO MARÍTIMA início século XV ( 1415 ) DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS EXPANSÃO MARÍTIMA início século XV ( 1415 ) PORTUGAL -Atinge as Índias contornando

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO É claro que o Brasil não brotou do chão como uma planta. O Solo que o Brasil hoje ocupa já existia, o que não existia era o seu território, a porção do espaço sob domínio,

Leia mais

1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como:

1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como: 1) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como: a) incapacidade dos Braganças de resistirem à pressão

Leia mais

Colégio Senhora de Fátima

Colégio Senhora de Fátima Colégio Senhora de Fátima A formação do território brasileiro 7 ano Professora: Jenifer Geografia A formação do território brasileiro As imagens a seguir tem como principal objetivo levar a refletir sobre

Leia mais

Expansão do território brasileiro

Expansão do território brasileiro Expansão do território brasileiro O território brasileiro é resultado de diferentes movimentos expansionistas que ocorreram no Período Colonial, Imperial e Republicano. Esse processo ocorreu através de

Leia mais

A Literatura no Brasil está dividida em duas grandes eras: Que parâmetros foram utilizados para estabelecer tais era?

A Literatura no Brasil está dividida em duas grandes eras: Que parâmetros foram utilizados para estabelecer tais era? A Literatura no Brasil está dividida em duas grandes eras: Era Colonial Era Nacional Que parâmetros foram utilizados para estabelecer tais era? Evolução Política Evolução Econômica Essas eras apresentam

Leia mais

Prova bimestral 4 o ANO 2 o BIMESTRE

Prova bimestral 4 o ANO 2 o BIMESTRE Prova bimestral 4 o ANO 2 o BIMESTRE HISTÓRIA Escola: Nome: Data: / / Turma: Pedro Álvares Cabral foi o comandante da primeira expedição portuguesa que chegou ao território que mais tarde receberia o nome

Leia mais

CADERNO DE ATIVIDADES. História

CADERNO DE ATIVIDADES. História COLÉGIO ARNALDO 2015 CADERNO DE ATIVIDADES História Aluno (a): 4º ano: Turma: Professor (a): Valor: 20 pontos Conteúdo de Recuperação O que é História. Identificar a História como ciência. Reconhecer que

Leia mais

OITAVO ANO ESINO FUNDAMENTAL II PROFESSORA: ROSE LIMA

OITAVO ANO ESINO FUNDAMENTAL II PROFESSORA: ROSE LIMA OITAVO ANO ESINO FUNDAMENTAL II PROFESSORA: ROSE LIMA http://plataformabrioli.xpg.uol.com.br/historiaresumo/2ano/epopeialusitana.pdf http://blog.msmacom.com.br/familia-real-portuguesa-quem-e-quem-na-monarquia/

Leia mais

João Paulo I O NORDESTE COLONIAL. Professor Felipe Klovan

João Paulo I O NORDESTE COLONIAL. Professor Felipe Klovan João Paulo I O NORDESTE COLONIAL Professor Felipe Klovan A ECONOMIA AÇUCAREIRA Prof. Felipe Klovan Portugal já possuía experiência no plantio da cana-de-açúcar nas Ilhas Atlânticas. Portugal possuía banqueiros

Leia mais

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL Foi a conquista e ocupação do interior do território, além dos limites do Tratado de Tordesilhas. Essa expansão foi responsável pela extensão territorial do Brasil de hoje.

Leia mais

FORMAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E DIVISÃO POLÍTICA DO BRASIL

FORMAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E DIVISÃO POLÍTICA DO BRASIL FORMAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E DIVISÃO POLÍTICA DO BRASIL ORIGEM E FORMAÇÃO HISTÓRICA A AMÉRICA PORTUGUESA Pelo Tratado de Tordesilhas, assinado a 7 de junho de 1494, por Portugal e Espanha, os domínios dessas

Leia mais

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL O QUE ERAM AS ENTRADAS E BANDEIRAS?

EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL O QUE ERAM AS ENTRADAS E BANDEIRAS? EXPANSÃO TERRITORIAL DO BRASIL Foi a conquista e ocupação do interior do território, além dos limites do Tratado de Tordesilhas. Essa expansão foi responsável pela extensão territorial do Brasil de hoje.

Leia mais

1º ano. A reconquista ibérica e as grandes navegações Capítulo 10: Item 2 A revolução comercial Capítulo 12: Item 3 O Novo Mundo Capítulo 10: Item 2

1º ano. A reconquista ibérica e as grandes navegações Capítulo 10: Item 2 A revolução comercial Capítulo 12: Item 3 O Novo Mundo Capítulo 10: Item 2 1º ano O absolutismo e o Estado Moderno Capítulo 12: Todos os itens A reconquista ibérica e as grandes navegações Capítulo 10: Item 2 A revolução comercial Capítulo 12: Item 3 O Novo Mundo Capítulo 10:

Leia mais

- Século XVI estabeleceu o domínio inglês na costa norte da América do Norte fundam Treze Colônias Atual

- Século XVI estabeleceu o domínio inglês na costa norte da América do Norte fundam Treze Colônias Atual DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS EXPANSÃO MARÍTIMA início século XV ( 1415 ) -Atinge as Índias contornando a costa da África PORTUGAL -1500 supera os obstáculos do Atlântico chega ao Brasil ESPANHA

Leia mais

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL A partir de meados do séc. XVI, o Império Português do Oriente entrou em crise. Que fatores contribuíram para essa crise? Recuperação das rotas

Leia mais

MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL

MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL MINERAÇÃO E REVOLTAS NO BRASIL COLONIAL Portugal: crises e dependências -Portugal: acordos comerciais com a Inglaterra; -Exportação de produtos brasileiros; -Tratado de Methuen: redução fiscal para os

Leia mais

CRISE DO ANTIGO SISTEMA COLONIAL

CRISE DO ANTIGO SISTEMA COLONIAL CRISE DO ANTIGO SISTEMA COLONIAL BASES COMUNS DO SISTEMA COLONIAL PACTO-COLONIAL Dominação Política Monopólio Comercial Sistema de Produção Escravista ESTRUTURA SOCIAL DAS COLONIAS ESPANHOLAS Chapetones

Leia mais

A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras

A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras A Presença Estrangeira no Período Colonial. A Disputa pelas Novas Terras O descobrimento de novas terras e riquezas (o pau-brasil) estimulou a cobiça de várias nações européias que iniciavam as suas aventuras

Leia mais

AS INVASÕES FRANCESAS

AS INVASÕES FRANCESAS AS INVASÕES FRANCESAS 2ª invasão 1612 Maranhão Fundação da França Equinocial e a Cidade de São Luís Comandante Daniel de La Touche Obs: esse período Portugal passava para domínio espanhol 1ª invasão Rio

Leia mais

De que jeito se governava a Colônia

De que jeito se governava a Colônia MÓDULO 3 De que jeito se governava a Colônia Apresentação do Módulo 3 Já conhecemos bastante sobre a sociedade escravista, especialmente em sua fase colonial. Pouco sabemos ainda sobre a organização do

Leia mais

A visão geopolítica luso-brasileira: Colônia Império

A visão geopolítica luso-brasileira: Colônia Império A visão geopolítica luso-brasileira: Colônia Império ECEME IMM / CEE 12/JUN/2013 Marcos Henrique Camillo Côrtes Embaixador À guisa de introdução Fundamentos do Relacionamento Internacional 1. Espaço Geopolítico

Leia mais

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA Ano Letivo de 2007

PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA Ano Letivo de 2007 PLANO DE ENSINO DE HISTÓRIA Ano Letivo de 2007 PROFESSOR (ES): LISETTE M. CHAVAUTY VALDES. CONCEPÇÃO DO CURSO O conhecimento do passado é a base da construção do saber histórico. Esse passado dialoga permanentemente

Leia mais

Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com

Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com Formação do Estado e do território Alecleide de Sousa Série: 6ª alecleide_27@hotmail.com Sociedade humana kei É um conjunto de pessoas Que vivem em determinado espaço e tempo e de acordo com certas regras

Leia mais

Expedição 1. 7º ANO_ PROFª BRUNA ANDRADE

Expedição 1. 7º ANO_ PROFª BRUNA ANDRADE Expedição 1. 7º ANO_ PROFª BRUNA ANDRADE O Brasil é considerado um país de dimensões CONTINENTAIS, pois sua área de 8.514.876 Km² é quase igual a do Continente Oceânico. Ele é o 5º país em extensão territorial

Leia mais

PROVA BIMESTRAL História

PROVA BIMESTRAL História 7 o ano 4 o bimestre PROVA BIMESTRAL História Escola: Nome: Turma: n o : Leia o trecho da carta de Pero Vaz de Caminha, escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral, escrita em maio de 1500 para o rei português

Leia mais

2. (Pucrs 2014) Considere as afirmações abaixo sobre a crise do Antigo Sistema Colonial e a Independência do Brasil (1822).

2. (Pucrs 2014) Considere as afirmações abaixo sobre a crise do Antigo Sistema Colonial e a Independência do Brasil (1822). 1. (Enem 2014) A transferência da corte trouxe para a América portuguesa a família real e o governo da Metrópole. Trouxe também, e sobretudo, boa parte do aparato administrativo português. Personalidades

Leia mais

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo

História. baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo História baseado nos Padrões Curriculares do Estado de São Paulo 1 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA Middle e High School 2 6 th Grade A vida na Grécia antiga: sociedade, vida cotidiana, mitos,

Leia mais

História do Brasil Colônia. Profª Maria Auxiliadora

História do Brasil Colônia. Profª Maria Auxiliadora História do Brasil Colônia Profª Maria Auxiliadora O PERÍODO PRÉ-COLONIAL (1500 1530) Pau-Brasil Extrativismo Vegetal Fabricação de tintura para tecidos. Exploração nômade e predatória. Escambo com índios.

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais

AS INVASÕES FRANCESAS

AS INVASÕES FRANCESAS AS INVASÕES FRANCESAS 2ª invasão 1612 Maranhão Fundação da França Equinocial e a Cidade de São Luís Comandante Daniel de La Touche Obs: esse período Portugal passava para domínio espanhol 1ª invasão Rio

Leia mais

INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA LATINA (1808-1826) Profª Adriana Moraes

INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA LATINA (1808-1826) Profª Adriana Moraes INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA LATINA (1808-1826) Profª Adriana Moraes A independência foi o processo político e militar que afetou todas as regiões situadas entre os vicereinados da Nova Espanha e do Rio da

Leia mais

A vinda da família real e o governo joanino no Brasil

A vinda da família real e o governo joanino no Brasil A vinda da família real e o governo joanino no Brasil A Europa no século XIX Napoleão realizou uma série de batalhas para a conquista de novos territórios para a França. O exército francês aumentou o número

Leia mais

Provão. História 5 o ano

Provão. História 5 o ano Provão História 5 o ano 61 Os reis portugueses governaram o Brasil à distância, até o século XIX, porém alguns acontecimentos na Europa mudaram essa situação. Em que ano a família real portuguesa veio

Leia mais

O Antigo Regime europeu: regra e exceção

O Antigo Regime europeu: regra e exceção PORTUGAL NO CONTEXTO EUROPEU DOS SÉCULOS XVII E XVII O Antigo Regime europeu: regra e exceção Meta: Conhecer e compreender o Antigo Regime europeu a nível político e social ANTIGO REGIME Regime político,

Leia mais

RECUPERAÇÃO FINAL 2015 HISTÓRIA 7º ano

RECUPERAÇÃO FINAL 2015 HISTÓRIA 7º ano História/15 7º ano Turma: 3º trimestre Nome: Data: / / 7ºhis303r RECUPERAÇÃO FINAL 2015 HISTÓRIA 7º ano 3º trimestre Aluno(a), Seguem os conteúdos trabalhados no 3º trimestre. Como base neles você deverá

Leia mais

Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra.

Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra. Senhor Representante de Sua Excelência o Presidente da República, General Rocha Viera, Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra.

Leia mais

BRASIL: UM PAÍS DE MUITAS ESPÉCIES

BRASIL: UM PAÍS DE MUITAS ESPÉCIES Nome: Data: / / 2015 ENSINO FUNDAMENTAL Visto: Disciplina: Natureza e Cultura Ano: 1º Lista de Exercícios de VC Nota: BRASIL: UM PAÍS DE MUITAS ESPÉCIES QUANDO OS PORTUGUESES CHEGARAM AO BRASIL, COMANDADOS

Leia mais

1º Período UNIDADE 1. Exercícios; A aventura de navegar

1º Período UNIDADE 1. Exercícios; A aventura de navegar 1º Período UNIDADE 1 A aventura de navegar Produtos valiosos Navegar em busca de riquezas Viagens espanholas Viagens portuguesas Ampliação O dia a dia dos marinheiros Conhecer as primeiras especiarias

Leia mais

História do Brasil Colônia

História do Brasil Colônia História do Brasil Colônia Aula VII Objetivo: a expansão e a consolidação da colonização portuguesa na América. A) A economia política da colônia portuguesa. Em O tempo Saquarema, o historiador Ilmar R.

Leia mais

ABSOLUTISMO E MERCANTILISMO

ABSOLUTISMO E MERCANTILISMO ABSOLUTISMO E MERCANTILISMO CONTEXTO No final da Idade Média (séculos XIV e XV), ocorreu uma forte centralização política nas mãos dos reis. A burguesia comercial ajudou muito neste processo, pois interessa

Leia mais

SEDUC SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MATO GROSSO ESCOLA ESTADUAL DOMINGOS BRIANTE ANA MARIA DO NASCIMENTO CAMPOS

SEDUC SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MATO GROSSO ESCOLA ESTADUAL DOMINGOS BRIANTE ANA MARIA DO NASCIMENTO CAMPOS SEDUC SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MATO GROSSO ESCOLA ESTADUAL DOMINGOS BRIANTE ANA MARIA DO NASCIMENTO CAMPOS A CHEGADA DOS PORTUGUESES A AMÉRICA E AS VIAGENS MARÍTIMAS Projeto apresentado e desenvolvido

Leia mais

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA TREZE COLÔNIAS Base de ocupação iniciativa privada: Companhias de colonização + Grupos de imigrantes = GRUPOS DISTINTOS [excedente da metrópole;

Leia mais

Memórias de um Brasil holandês. 1. Responda: a) Qual é o período da história do Brasil retratado nesta canção?

Memórias de um Brasil holandês. 1. Responda: a) Qual é o período da história do Brasil retratado nesta canção? Material elaborado pelo Ético Sistema de Ensino Ensino fundamental Publicado em 2012 Prova bimestral 3 o Bimestre 4 o ano história Data: / / Nível: Escola: Nome: Memórias de um Brasil holandês Nessa terra

Leia mais

Superioridade ibérica nos mares

Superioridade ibérica nos mares 2.ª metade do século XVI Superioridade ibérica nos mares PORTUGAL Entre 1580 e 1620 ESPANHA Império Português do oriente entra em crise devido a Escassez de gentes e capitais Grande extensão dos domínios

Leia mais

Capítulo. Organização político- -administrativa na América portuguesa

Capítulo. Organização político- -administrativa na América portuguesa Capítulo Organização político- -administrativa na América portuguesa 1 O Império Português e a administração da Colônia americana Brasil: 1500-1530 O interesse português pelo território americano era pequeno

Leia mais

Povos americanos: Primeiros habitantes da América do SUL

Povos americanos: Primeiros habitantes da América do SUL Povos americanos: Primeiros habitantes da América do SUL Nicho Policrômico. Toca do Boqueirão da Pedra Fiurada. Serra da Capivara Piauí- Brasil Ruínas as cidade inca Machu Picchu - Peru Código de escrita

Leia mais

MOD. 13 CRISE DO IMPÉRIO COLONIAL ESPANHOL

MOD. 13 CRISE DO IMPÉRIO COLONIAL ESPANHOL MOD. 13 CRISE DO IMPÉRIO COLONIAL ESPANHOL A MUDANÇA DA POLÍTICA COLONIAL ESPANHOLA SE DEU EM FUNÇÃO: DO ENVOLVIMENTO DA ESPANHA NAS GUERRAS EUROPEIAS; DA DECADÊNCIA DA MINERAÇÃO; DAS DIFICULDADES QUE

Leia mais

Construção do Espaço Africano

Construção do Espaço Africano Construção do Espaço Africano Aula 2 Colonização Para melhor entender o espaço africano hoje, é necessário olhar para o passado afim de saber de que forma aconteceu a ocupação africana. E responder: O

Leia mais

Exerc ícios de Revisão Aluno(a): Nº:

Exerc ícios de Revisão Aluno(a): Nº: Exerc íciosde Revisão Aluno(a): Nº: Disciplina:HistóriadoBrasil Prof(a).:Cidney Data: deagostode2009 2ªSériedoEnsinoMédio Turma: Unidade:Nilópolis 01. QuerPortugallivreser, EmferrosqueroBrasil; promoveaguerracivil,

Leia mais

A conquista do Sertão. Expedições de apresamento

A conquista do Sertão. Expedições de apresamento A conquista do Sertão Expedições de apresamento As bandeiras contribuíram para a expansão do território em direção ao interior, porém houve muitas mortes de nativos. O principal alvo era as missões dos

Leia mais

6ª 10 4/out/11 HISTÓRIA 4º. Valor: 80

6ª 10 4/out/11 HISTÓRIA 4º. Valor: 80 6ª 10 4/out/11 HISTÓRIA 4º Valor: 80 1. A invasão holandesa no Nordeste brasileiro, ao longo do século XVII, está relacionada com a exploração de um produto trazido para o Brasil pelos portugueses. Que

Leia mais

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação

COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação COLÉGIO XIX DE MARÇO excelência em educação 1ª PROVA PARCIAL DE HISTÓRIA Aluno(a): Nº Ano: 8º Turma: Data: 02/04/2011 Nota: Professora: Ivana Valor da Prova: 50 pontos Assinatura do responsável: Orientações

Leia mais

A FORMAÇÃO TERRITORIAL BRASILEIRA: UMA ABORDAGEM HISTÓRICA.

A FORMAÇÃO TERRITORIAL BRASILEIRA: UMA ABORDAGEM HISTÓRICA. A FORMAÇÃO TERRITORIAL BRASILEIRA: UMA ABORDAGEM HISTÓRICA. A UNIÃO IBÉRICA (1580 A 1640) OS DESDOBRAMENTOS DA UNIÃO IBÉRICA Juramento de Tomar Perda de Valor da Linha de Tordesilhas Intensificação das

Leia mais

CAP. 1 BRASIL: FORMAÇÃO TERRITORIAL. Prof. Clésio

CAP. 1 BRASIL: FORMAÇÃO TERRITORIAL. Prof. Clésio CAP. 1 BRASIL: FORMAÇÃO TERRITORIAL Prof. Clésio 1 MOBILIDADE DAS FORNTEIRAS Tratado de Tordesilhas (1494) 2.800.000 km² Trecho oriental da América do Sul Brasil atual 8.514.876,5 km² 47,3% da superfície

Leia mais

Nosso Território: Ecossistemas

Nosso Território: Ecossistemas Nosso Território: Ecossistemas - O Brasil no Mundo - Divisão Territorial - Relevo e Clima - Fauna e Flora - Ecossistemas - Recursos Minerais Um ecossistema é um conjunto de regiões com características

Leia mais

Movimentos de Pré- Independência e Vinda da Família Real. História C Aula 08 Prof. Thiago

Movimentos de Pré- Independência e Vinda da Família Real. História C Aula 08 Prof. Thiago Movimentos de Pré- Independência e Vinda da Família Real História C Aula 08 Prof. Thiago Movimentos de Pré- Independência Século XVIII e XIX Crise do mercantilismo e do Estado Absolutista Hegemonia de

Leia mais

Os Domínios Estrangeiros sobre o Brasil Colonial

Os Domínios Estrangeiros sobre o Brasil Colonial Os Domínios Estrangeiros sobre o Brasil Colonial Franceses, Ingleses e Holandeses Prof. Alan Carlos Ghedini O princípio: competição nos mares Portugal e Espanha chegaram primeiro à corrida das Grandes

Leia mais

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG

POVOS INDÍGENAS NO BRASIL. Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG POVOS INDÍGENAS NO BRASIL Professor Sebastião Abiceu 7º ano Colégio Marista São José Montes Claros - MG Conhecendo os povos indígenas Para conhecer melhor os povos indígenas, é importante estudar sua língua.

Leia mais

CONCEITOS TERRITORIAIS. Prof. Rogério

CONCEITOS TERRITORIAIS. Prof. Rogério CONCEITOS TERRITORIAIS Prof. Rogério CONCEITOS TERRITORIAIS ORIGEM E FORMAÇÃO HISTÓRICA DO TERRITÓRIO: Final do século XV expansão marítima; Extração de recursos naturais; AMÉRICA PORTUGUESA: Domínio desde

Leia mais

A Ocupação do Litoral e a Expansão Territorial. Introdução:

A Ocupação do Litoral e a Expansão Territorial. Introdução: COLÉGIO MILITAR DE JUIZ DE FORA 2007 HISTÓRIA - 5ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL Nº: NOME: TURMA: A Ocupação do Litoral e a Expansão Territorial. Introdução: Durante o século XVI, as povoações geralmente

Leia mais

AMÉRICA: ASPECTOS NATURAIS E TERRITORIAIS

AMÉRICA: ASPECTOS NATURAIS E TERRITORIAIS AMÉRICA: ASPECTOS NATURAIS E TERRITORIAIS Tema 1: A América no mundo 1. Um continente diversificado A América possui grande extensão latitudinal e, por isso, nela encontramos diversas paisagens. 2. Fatores

Leia mais

Grandes Exploradores

Grandes Exploradores Obras de referência para toda Grandes Exploradores A ousadia, a determinação e o espírito de aventura das figuras que marcam a descoberta e a exploração do Planeta. Do fundo do mar aos polos, do coração

Leia mais

A Formação do Território Brasileiro.

A Formação do Território Brasileiro. A Formação do Território Brasileiro. A primeira fronteira do Brasil Fernando e Isabel 1492 - Colombo 1493 papa Alexandre VI (espanhol) editou a Bula Inter Coetera 1494 - Tratado de Tordesilhas. 1530 no

Leia mais

HISTÓRIA-2009 2ª FASE 2009

HISTÓRIA-2009 2ª FASE 2009 Questão 01 UFBA - -2009 2ª FASE 2009 Na Época Medieval, tanto no Oriente Médio, quanto no norte da África e na Península Ibérica, muçulmanos e judeus conviviam em relativa paz, fazendo comércio e expressando,

Leia mais

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE Conceitos Diversos Estado É uma organização políticoadministrativa da sociedade. Estado-nação - Quando um território delimitado é composto de um governo e uma população

Leia mais

Sugestões de avaliação. Geografia 7 o ano Unidade 1

Sugestões de avaliação. Geografia 7 o ano Unidade 1 Sugestões de avaliação Geografia 7 o ano Unidade 1 5 Unidade 1 Nome: Data: 1. Verdadeiro ( V ) ou falso ( F )? Responda considerando a localização do território brasileiro no planeta. a) o oceano que banha

Leia mais

Cópia autorizada. II

Cópia autorizada. II II Sugestões de avaliação História 7 o ano Unidade 7 5 Unidade 7 Nome: Data: 1. Sobre as formas de conquista e exploração do governo português, associe corretamente as colunas. a) Relações diplomáticas.

Leia mais

1530 O regime de capitanias hereditárias é instituído por D. João III. Primeira expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Sousa.

1530 O regime de capitanias hereditárias é instituído por D. João III. Primeira expedição colonizadora chefiada por Martim Afonso de Sousa. Vera, Use a seguinte legenda: Amarelo: o documento para o link encontra-se neste site: http://www.info.lncc.br/wrmkkk/tratados.html Rosa: o documento para o link encontra-se neste site: http://www.webhistoria.com.br

Leia mais

As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista?

As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista? As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista? Navegar era preciso, era Navegar era preciso navegar... Por quê? O que motivou o expansionismo marítimo no século

Leia mais

Os aparelhos de GPS (Sistema de Posicionamento Global) se tornaram

Os aparelhos de GPS (Sistema de Posicionamento Global) se tornaram GPS Os aparelhos de GPS (Sistema de Posicionamento Global) se tornaram ferramentas importantes para nos localizarmos com mais facilidade. Agora imagine que você pudesse ter um GPS que, além de lhe fornecer

Leia mais

A DOMINAÇÃO JESUÍTICA E O INÍCIO DA LITERATURA NACIONAL

A DOMINAÇÃO JESUÍTICA E O INÍCIO DA LITERATURA NACIONAL A DOMINAÇÃO JESUÍTICA E O INÍCIO DA LITERATURA NACIONAL Ederson da Paixão (Especialista em Educação Especial: Atendimento às Necessidades Especiais Integrante do Projeto de Pesquisa Os Primeiros Dramas

Leia mais

Leia os textos sobre estes animais ameaçados de extinção.

Leia os textos sobre estes animais ameaçados de extinção. PROFESSOR: EQUIPE DE PORTUGUÊS BANCO DE QUESTÕES - LÍNGUA PORTUGUESA - 2 ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ==================================================================== Leitura ANIMAIS EM EXTINÇÃO Texto

Leia mais

A expansão da América Portuguesa

A expansão da América Portuguesa 8 ANO A/B RESUMO DA UNIDADE 1 DISCIPLINA: HISTÓRIA PROFESSORA: SUELEM *Os índios no Brasil A expansão da América Portuguesa Violência contra os povos indígenas; - Doenças, trabalho forçado; - Foram obrigados

Leia mais

Portugal e Brasil no século XVII. Domínio espanhol no Brasil(1580-1640)

Portugal e Brasil no século XVII. Domínio espanhol no Brasil(1580-1640) Portugal e Brasil no século XVII Domínio espanhol no Brasil(1580-1640) O domínio espanhol. Em 1580, o rei de Portugal, D. Henrique, morreu sem deixar herdeiros ( fim da dinastia de Avis) surgiram disputas

Leia mais

Professor: MARCOS ROBERTO Disciplina: HISTÓRIA Aluno(a): Série: 9º ano - REGULAR Turno: MANHÃ Turma: Data:

Professor: MARCOS ROBERTO Disciplina: HISTÓRIA Aluno(a): Série: 9º ano - REGULAR Turno: MANHÃ Turma: Data: Professor: MARCOS ROBERTO Disciplina: HISTÓRIA Aluno(a): Série: 9º ano - REGULAR Turno: MANHÃ Turma: Data: REVISÃO FINAL PARA O SIMULADO 1ª Avaliação: Imperialismo na Ásia e na África 01. Podemos sempre

Leia mais

Economia e Sociedade Açucareira. Alan

Economia e Sociedade Açucareira. Alan Economia e Sociedade Açucareira Alan Características coloniais gerais Colônia de exploração Existência de Pacto Colonial Monopólio Economia de exportação de produtos tropicais Natureza predatória extrativista,

Leia mais

A expansão dos EUA (séc. XVIII-XX)

A expansão dos EUA (séc. XVIII-XX) 1803 Os Estados Unidos compram a Louisiana da França. Cronologia 1846 a 1848 Guerra do México. Os Estados Unidos conquistam e anexam os territórios da Califórnia, Novo México, Nevada, Arizona e Utah. 1810

Leia mais

MINERAÇÃO NO BRASIL A DESCOBERTA E EXPLORAÇÃO DO OURO E DO DIAMANTE

MINERAÇÃO NO BRASIL A DESCOBERTA E EXPLORAÇÃO DO OURO E DO DIAMANTE A DESCOBERTA E EXPLORAÇÃO DO OURO E DO DIAMANTE O início da mineração no Brasil; Mudanças sociais e econômicas; Atuação da Coroa portuguesa na região mineira; Revoltas ocorridas pela exploração aurífera;

Leia mais

03. O que foi o Bloqueio Continental? 04. Qual o interesse de Napoleão Bonaparte em estabelecer esse Bloqueio?

03. O que foi o Bloqueio Continental? 04. Qual o interesse de Napoleão Bonaparte em estabelecer esse Bloqueio? Pré Universitário Uni-Anhanguera Lista de Exercícios Aluno(a): Nº. Professor: Barros Antônio Guimarães Dutra Série: 2ª. Disciplina: História (p2,1ª,chamada, 3º. Bimestre) prova dia 26 setembro de 2015.

Leia mais

PEP/2011 1ª AVALIAÇÃO DE TREINAMENTO FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO HISTÓRIA 1ª QUESTÃO

PEP/2011 1ª AVALIAÇÃO DE TREINAMENTO FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO HISTÓRIA 1ª QUESTÃO PEP/2011 1ª AVALIAÇÃO DE TREINAMENTO FICHA AUXILIAR DE CORREÇÃO 1ª QUESTÃO Analisar a atuação das Entradas e Bandeiras entre os séculos XVI e XVIII na expansão do território da América Portuguesa, concluindo

Leia mais

A colonização espanhola e inglesa na América

A colonização espanhola e inglesa na América A colonização espanhola e inglesa na América A UU L AL A MÓDULO 2 Nas duas primeiras aulas deste módulo, você acompanhou a construção da América Portuguesa. Nesta aula, vamos estudar como outras metrópoles

Leia mais

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Lisboa, 10 janeiro 2014 António Rendas Reitor da Universidade Nova de Lisboa Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas Queria começar

Leia mais

ATIVIDADES DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D

ATIVIDADES DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D Nome: n.º 3ª série Barueri, / / 2009 Disciplina: ESTUDOS SOCIAIS 2ª POSTAGEM ATIVIDADES DE ESTUDOS SOCIAIS 3ª S SÉRIES A-B-C-D QUEM DESCOBRIU O BRASIL? Foi Pedro Álvares Cabral no dia 22 de abril de 1500!

Leia mais

História. Antigo regime, Estados nacionais e absolutismo

História. Antigo regime, Estados nacionais e absolutismo Antigo regime, Estados nacionais e absolutismo Índice Clique sobre tema desejado: A origem dos Estados Nacionais Contexto Histórico: crise feudal (séc. XIV-XVI) Idade Média Idade Moderna transição Sociedade

Leia mais

A ESCOLA DE MINAS DE OURO PRETO COMO PRODUTORA DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO

A ESCOLA DE MINAS DE OURO PRETO COMO PRODUTORA DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO A ESCOLA DE MINAS DE OURO PRETO COMO PRODUTORA DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO Gisela Morena de Souza 1 Universidade Federal de Ouro Preto RESUMO: QUANDO FUNDADA EM 1876, A ESCOLA DE MINAS DE OURO PRETO FEZ

Leia mais

Aula 3 de 4 Versão Aluno

Aula 3 de 4 Versão Aluno Aula 3 de 4 Versão Aluno As Comunidades Indígenas Agora vamos conhecer um pouco das características naturais que atraíram essas diferentes ocupações humanas ao longo dos séculos para a Região da Bacia

Leia mais

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150

COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 COLÉGIO VICENTINO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio Rua Rui Barbosa, 1324, Toledo PR Fone: 3277-8150 PLANEJAMENTO ANUAL DE HISTÓRIA 8º ANO PROFESSOR: MÁRCIO AUGUSTO

Leia mais

A América Espanhola.

A América Espanhola. Aula 14 A América Espanhola. Nesta aula, trataremos da colonização espanhola na América, do processo de independência e da formação dos Estados Nacionais. Colonização espanhola na América. A conquista

Leia mais

500 anos: O Brasil Colônia na TV

500 anos: O Brasil Colônia na TV 500 anos: O Brasil Colônia na TV Episódio 5: A Conquista da terra e da gente Resumo O episódio 5, A Conquista da terra e da gente, parte da série 500 anos: O Brasil Colônia na TV, apresenta o processo

Leia mais

Curso: Serviço Social

Curso: Serviço Social PLANO DE DISCIPLINA Curso: Serviço Social Coordenação: Naiara Magalhães Professor : Manoel Jaime Filho Disciplina: História da Formação Social e Econômica do Brasil Período: 1º Semestre/2014 Carga Horária:

Leia mais

Expansão Territorial séc. XVII-XVIII

Expansão Territorial séc. XVII-XVIII BRASIL COLÔNIA Expansão Territorial séc. XVII-XVIII No período da União Ibérica, a Linha de Tordesilhas ficou sem efeito, permitindo um avanço do território brasileiro rumo ao interior. Duas formas básicas

Leia mais

América: a formação dos estados

América: a formação dos estados América: a formação dos estados O Tratado do Rio de Janeiro foi o último acordo importante sobre os limites territoriais brasileiros que foi assinado em 1909, resolvendo a disputa pela posse do vale do

Leia mais

CADERNO 1 BRASIL CAP. 3. Gabarito: EXERCÍCIOS DE SALA. Resposta da questão 1: [D]

CADERNO 1 BRASIL CAP. 3. Gabarito: EXERCÍCIOS DE SALA. Resposta da questão 1: [D] Gabarito: EXERCÍCIOS DE SALA Resposta da questão 1: Somente a proposição está correta. Com a expansão napoleônica na Europa e a invasão do exército Francês em Portugal ocorreu a vinda da corte portuguesa

Leia mais

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão.

CRISE DO ESCRAVISMO. O Brasil foi o último país da América Latina a abolir a escravidão. CRISE DO ESCRAVISMO A Dinamarca foi o primeiro país Europeu a abolir o tráfico de escravos em 1792. A Grã-Bretanha veio a seguir, abolindo em 1807 e os Estados Unidos em 1808. O Brasil foi o último país

Leia mais

Sr. Presidente, Senhoras e senhores Deputados,

Sr. Presidente, Senhoras e senhores Deputados, Dircurso proferido Pela Dep. Socorro Gomes, na Sessão da Câmara dos Deputados do dia 08 de novembro de 2006 acerca da 19ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, promovido pelo Instituto do Patrimônio

Leia mais

VISITA PRINCIPAL VISITA COMPLEMENTAR

VISITA PRINCIPAL VISITA COMPLEMENTAR Um resgate cultural retrata através da cultura indígena, contextos históricos, sociais e ambientais do Brasil. Um passeio, cheio de vivências, momentos de integração e aprendizado sobre os primeiros habitantes

Leia mais

MANUAL SERVIÇOS AMBIENTAIS NO CORREDOR ETNOAMBIENTAL TUPI MONDÉ CADERNO DE ATIVIDADES

MANUAL SERVIÇOS AMBIENTAIS NO CORREDOR ETNOAMBIENTAL TUPI MONDÉ CADERNO DE ATIVIDADES MANUAL SERVIÇOS AMBIENTAIS NO CORREDOR ETNOAMBIENTAL TUPI MONDÉ CADERNO DE ATIVIDADES MÓDULO I Corredor Etnoambiental Tupi Mondé Atividade 1 Conhecendo mais sobre nosso passado, presente e futuro 1. No

Leia mais

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL 2º CICLO HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL 5.º ANO Documento(s) Orientador(es): Programa de História e Geografia de Portugal

Leia mais