CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL CENAP TÉCNICO EM RADIOLOGIA

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1 CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL CENAP TÉCNICO EM RADIOLOGIA LUCIMARA DE FATIMA CAMPOS RADIOGRAFIA DE TÓRAX: EXAME DIAGNÓSTICO PARA PNEUMONIA CASCAVEL PR 2010

2 LUCIMARA DE FATIMA CAMPOS RADIOGRAFIA DE TÓRAX: EXAME DIAGNÓSTICO PARA PNEUMONIA Artigo apresentado no Centro de Educação Profissional CENAP, para o Curso Técnico em Radiologia, para conclusão de curso. Orientadora: Carolyne Doneda Silva. Orientadora: Carolyne Doneda Silva CASCAVEL PR 2010

3 CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL CENAP LUCIMARA DE FATIMA CAMPOS RADIOGRAFIA DE TÓRAX: EXAME DIAGNÓSTICO PARA PNEUMONIA Cascavel, / / Orientador (a): Banca 1 Banca 2:

4 SUMÁRIO RESUMO INTRODUÇÃO RADIOGRAFIA DE TORAX PNEUMONIA PNEUMONIAS LOBAR BONCOPNEUMONIA PNEUMONIAS INTERSTICIAIS PNEUMONIAS POR ASPIRAÇÃO MANEIRAS DE COMO EVITAR E TRATAR A PNEUMONIA CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA...11

5 Radiografia de tórax: Exame diagnóstico para pneumonia Lucimara de Fátima Campos* Carolyne Doneda Silva** RESUMO: A radiografia de tórax é um dos procedimentos de diagnósticos mais solicitados, tanto em pacientes hospitalizados quanto nos pacientes de consultório. É uma das técnicas mais baratas, rápidas, fáceis de realizar e que fornecem informação inicial suficiente e muitas vezes definitiva ao médico solicitante. Além disso, sua vantagem está na possibilidade de efetuar o procedimento com equipamentos portáteis, deslocados para o local que se encontre o paciente. A radiografia de tórax tem duas funções principais: descobrir e orientar na busca de um diagnóstico para o paciente, o achado mais freqüente em uma radiografia de tórax é a pneumonia, que se caracteriza por ser uma doença que produz um processo inflamatório pulmonar, geralmente agudo e mais freqüentemente de causa bacteriana, que afetam os brônquios e, sobretudo as vias aéreas distais incluindo bronquíolos respiratórios e alvéolos. PALAVRES-CHAVE: Radiografia, tórax, pneumonia. 1. INTRODUÇÃO O exame radiológico do tórax ainda é o mais eficiente método de grande auxílio no diagnóstico da pneumonia, dando suporte à impressão clínica e definindo a extensão do processo inflamatório (SILVA, 2001). A radiografia de tórax é fundamental para o diagnóstico de pneumonia, no sentido de diferenciá-la de outros quadros infecciosos do trato respiratório inferior e superior (SOUZA, 1990), tais como bronquites agudas e rinossinusites agudas, nos quais os sintomas podem ser semelhantes, mas a radiografia de tórax é normal (SILVA, 2001). Há alguns padrões radiográficos que devem ser considerados quanto a sua divisão, sendo elas a broncopneumonia, pneumonias lobares ou segmentares, pneumonias intersticiais (BOMBARDA & FIGUEIREDO, 2001). A radiografia, no caso de positiva, define ainda a extensão do processo, que se correlaciona com a gravidade do quadro (BENGUIGUI, 1997). * Aluna do curso Técnico em Radiologia CENAP. ** Especialista em Nutrição em Metabolismo na Prática Clinica UEL

6 Uma radiografia de tórax alterada pode ainda demonstrar outras possibilidades de doenças, como a tuberculose (SOARES, 2001), pode também identificar tumores ou alargamentos hilares ou de mediastino, que por obstrução ou compressão brônquica podem levar à infecção pulmonar verificar a ocorrência de complicações maiores (RICETTO, 2003). A pneumonia é um termo utilizado para caracterizar uma inflamação infecciosa da área pulmonar. Existem três formas de classificar as pneumonias, dessa forma, as pneumonias podem ser classificadas conforme a disseminação no pulmão, ou seja, broncopneumonia ou pneumonia lobar; de acordo com o microorganismo causal e conforme a circunstância em que o indivíduo desenvolveu a pneumonia, como pneumonia comunitária ou hospitalar que se desenvolve principalmente em pacientes encubados com o sistema imune baixo. (STEVENS & LOWE, 2002). 2. RADIOGRAFIA DE TORAX As primeiras imagens do tórax foram obtidas pelo médico britânico John Macintyre em 1896, iniciando uma nova era no estudo das patologias pulmonares (BONTRAGER, 2003). O primeiro exame de imagens na elaboração numa estratégia diagnóstica para observar se á uma pneumonia é a radiografia de tórax nas incidências de AP e em perfil, devem ser realizadas com o paciente em inspiração profunda, mantendo as bordas inferiores dos pulmões na altura do décimo arco costal, evitando assim a horizontalização e, conseqüentemente, a interpretação errônea de aumentos do eixo transverso do coração (BONTRAGER, 2003). A inspiração profunda é importante para abaixar o diafragma o máximo possível, permitindo assim que os pulmões fiquem cheios de ar, facilitando sua visualização completa (FRANCO, 1998). O paciente deve ficar ereto, sem rotações laterais, e as clavículas devem ficar eqüidistantes da coluna vertebral, com as extremidades internas na altura do quarto ou quinto arcos costais (MARCELO, 2007). A radiografia é realizada com o paciente sentado ou de pé, com o peito contra a placa radiográfica. No entanto, em pacientes graves, a radiografia pode ser realizada com o paciente deitado, e com o chassi colocado em suas costas. Esta

7 posição mostra o tórax de frente. Outras projeções freqüentes são os perfis e a posição obliqua (BONTRAGER, 2009). Os pulmões, devido ao fato de conterem ar, aparecem de cor negra na radiografia. As partes moles como a pele, gordura e músculos aparecem em várias tonalidades de cinza, segundo sua espessura. Os ossos, que não podem ser atravessados pelos raios X, são vistos de cor branca. Como resultado, a chapa radiográfica é semelhante ao negativo de uma fotografia (BONTRAGER, 2009). 3. PNEUMONIA A pneumonia é considerada uma doença infecciosa do parênquima pulmonar profundo (alvéolos, bronquíolos terminais, bronquíolos respiratórios e interstício) e que se caracteriza por obliteração (fechamento) dos espaços alveolares por massa de células inflamatória e fibrina (proteína que constitui parte essencial do coágulo sanguíneo (BETHLEM, 2000). Alguns dos microorganismos responsáveis por infecção respiratória são bactérias ou vírus (ex: vírus respiratório sincicial, vírus parainfluenzae, vírus influenza e adenovírus) (RICETTO, 2003). O tipo mais comum de pneumonia é a bacteriana causada com maior freqüência pela bactéria pneumococos e em segundo lugar pela Haemophilus influenzae. Além disso, alguns estudos mostram que a Moraxella catarrhalis e o Staphylococcus aureus também representam causas freqüentes de infecções respiratórias (CARRILHO, 1999). A doença também pode ser provocada por outros microorganismos como vírus, fungos ou parasitas (RICETTO, 2003). Os sintomas respiratórios são os mais comuns, incluindo a tosse, falta de ar, expectoração (tosse com catarro), principalmente quando acompanhados de febre, calafrios e dor no peito também podem estar presentes (CARVALHO, 2001). Nos idosos os sintomas costumam ser mais inespecífica como perda de apetite, confusão mental, desidratação, já que a início da doença pode passar despercebido a identificação do agente infeccioso, mediante o estudo bacteriológico ou imunoserologia é crucial para o estabelecimento da terapêutica adequada (STEVENS & LOWE, 2002).

8 Embora a radiologia não permita este diagnóstico, o seu papel é afirmar se os sinais radiológicos são compatíveis com um processo de pneumonia, afirmar a sede e a extensão da pneumonia e acompanhar a evolução por radiografias sucessivas aparam poder avaliar a sua regressão ou para identificar possíveis complicações como abscesso ou edemas (BONTRAGER, 2009). As pneumonias se manifestam morfologicamente por um dos três padrões radiograficamente identificáveis: A) Pneumonia lobar; B) Broncopneumonia; C) Pneumonia intersticial Pneumonia lobar Na pneumonia lobar o agente etiológico chega aos alvéolos congestão vascular e edema alveolar. Fluidos e bactérias se propagam facilmente para as pequenas dilatações pelo os poros de konh. Em uma segunda fase e hepatização, há formação esxudado rico em neutrófilos (SOUZA, 1990). A pneumonia aguda é uma inflamação do pulmão que pode ser causada por diversos organismos, geralmente bactérias e vírus. Independentemente da sua origem, as pneumonias tendem a produzir um de três padrões radiográficos básicos (CARVALHO, 2001). Dentro da pneumonia alveolar temos a pneumonia conhecida com pneumonia por comunidade (ALMEIDA & FERREIRA, 2004), ou seja, são aquela adquirida na comunidade fora de um departamento hospitalar por vírus as bactérias Streptococcus pneumoniae (pneumococo), e estafilococo sendo elas as mais comuns (STEVENS & LOWE, 2002) Broncopneumonia A broncopneumonia, exemplificada pela infecção estafilocócica, é primariamente uma inflamação que se origina nas vias aéreas e se disseminados alvéolos vizinhos (FRANCO, 1998). Uma vez que a disseminação alveolar nos espaços aéreos periféricos é mínima, a inflamação tende a produzir pequenas zonas de consolidação que se podem visualizar por todo o pulmão, mas que estão separados entre si por abundante tecido pulmonar que contém ar. A inflamação

9 bronquial que produz a obstrução da via respiratória leva ao aparecimento de atelectasias com perda de volume, não se visualizando broncograma (BETHLEM, 2000) Pneumonias intersticiais Pode ser o resultado de uma infecção por mico plasma ou vírus. Neste tipo de pneumonia o processo inflamatório afeta predominantemente as paredes alveolares e as estruturas intersticiais, produzindo um padrão reticular ou linear (SOUZA, 1990). Quando se estuda o final da sua evolução, o interstício engrossado pode aparecer sob a forma de múltiplos nódulos pequenos e densos. (CARVALHO, 2001). A inflamação extensa do pulmão pode originar um padrão misto de pneumonia alveolar, bronquial e intersticial. (BOMBARDA & FIGUEIREDO, 2001) Pneumonia por aspiração A aspiração realizada do conteúdo gástrico ou esofágico para o pulmão pode dar lugar a uma pneumonia. A aspiração de material esofágico pode ocorrer em pacientes com obstrução esofágica (tumor, estenose, acalasia), ou alterações neuromusculares da deglutição. (SILVA, 2001). A aspiração de conteúdo gástrico pode estar relacionada com anestesia geral, traqueostomia, coma ou traumatismo. Ambos os tipos de aspiração provocam múltiplas condensações alveolares que podem distribuir-se de modo difuso e amplo através de ambos os pulmões. Devido à distribuição anatômica dos campos pulmonares estarem afetada pela gravidade dos segmentos posteriores dos lóbulos superior e inferior que são os que se afetam com mais freqüência, sobretudo em pacientes debilitados ou acamados também conhecida como pneumonia hospitalar (FRANCO, 1998). O diagnóstico precoce da pneumonia por aspiração e a rápida realização de tratamento com corticóides e antibióticos são essenciais para melhorar o prognóstico deste processo, que de outro modo seria grave. (BENGUIGUI, 1997). 4. MANEIRAS DE COMO EVITAR E TRATAR A PNEUMONIA Há algumas maneiras de como se prevenir contra a pneumonia, como: A) Parar de fumar.

10 B) Evitar drogas ilícitas. C) Evitar bebida alcoólica em excesso. D) Bom estado nutricional (pessoas com baixo peso ou obesas apresentam maior risco). E) Boa higiene previne a transmissão. Lavar bem as mãos com freqüência, sabonetes comuns ou álcool gel é suficiente. F) Vacinação em populações selecionadas, que reduz o risco de pneumonia, a vacina pneumocócica é um exemplo (BENGUIGUI, 1997). Em caso de pacientes em hospitais para evitar a pneumonia adquirida no hospital, à higiene é de extrema importância, pela educação da equipe, desinfecção das mãos com álcool e vigilância microbiológica do ambiente hospitalar (FRANCO, 1998). O tratamento da pneumonia depende do tipo de microorganismo causador da inflamação e infecção dos pulmões, da gravidade dos sintomas, da presença de outras doenças associadas, local de contaminação (comunidade ou hospital) e grau de comprometimento dos pulmões. O paciente deve seguir as orientações médicas e completar todo o tempo de tratamento previsto para o uso das medicações (antibióticos), (CARRILHO, 1999). Desse modo, evita-se uma recidiva da pneumonia ou uma resistência aos antibióticos utilizados. Para as bacterianas é necessário o uso de antibióticos para combater a infecção. (SILVA, 2001). Para as pneumonias virais, geralmente não existe tratamento específico. Em alguns casos são utilizados remédios antivirais. Para as pneumonias causadas por fungos, é necessário o uso de remédios antifúngicos. Já para as pneumonias causadas por parasitas ou outros tipos de microorganismos (germes), é necessário o uso de alguns tipos de antibióticos ou outras medicações. (CARRILHO, 1999). 5. CONCLUSÃO Através deste trabalho conclui-se que a radiografia de tórax continua sendo o exame mais especifico para a descoberta de uma pneumonia. Para a pneumonia há vários tipos de tratamentos cada um dependendo do grau e da maneira em que a mesma foi adquirida. Que pode ser controlada com higienização pessoal das mãos por exemplo.

11 6. BIBLIOGRAFIA ALMEIDA, J. R.; FERREIRA, O. F. F. Pneumonias adquiridas na comunidade em pacientes idosos: Aderência ao consenso brasileiro sobre pneumonias. J. Bras. pneumologia. V.30, n.3, pp , São Paulo, Maio/Junho, BENGUIGUI, Y. Investigações operacionais sobre o controle das infecções respiratórias agudas (IRA). Washington, D. C, OPAS, P.213- BETHLEM, N. Pneumologia. 4. Ed. São Paulo: Atheneu, BOMBARDA S, F. CM, Funari MBG, Soares Jr. J, Seiscento M, Terra-Filho M. Imagem em tuberculose pulmonar. Jornal de Pneumologia 340, 2001 BONTRAGER L. K. Tratado de técnico em radiologia e base anatômica, 5º P. 433 e 434 Edição MA, RT BONTRAGER, K. L. / J. Tratado de posicionamento radiográfico e anatomia associada 7ª edição, CARRILHO, C. M. D. de M. Fatores associados ao risco de desenvolvimento de pneumonia do Norte do Paraná, Londrina, PR. Rev. Soc. Bras. Méd. Trop. vol. 32, n.4, jul./ago., 1999 CARVALHO, M. Fisioterapia Respiratória Fundamentos e Contribuições. 5. Ed. Rio dejaneiro: Revinter, FRANCO, C. A. B.; PEREIRA, J; TORRES, T. Pneumonias Adquiridas em Ambiente Hospitalar. I Consenso Brasileiro sobre Pneumonia. J. Pneumologia, 1998; 24(2): MARCELO, F. Guia pratico de Radiologia - Posicionamento básico, 1 editora Iatra, RICETTO AG, Z. MP, M. A. Características de crianças com pneumonias atendidas no pronto-socorro. Rev Cienc Med Campinas 2003; SILVA, L. C. C. Condutas em Pneumologia. V. 1, Rio de Janeiro: Revinter, SOARES Jr. J, Seiscento M, Terra-Filho M. Imagem em tuberculose pulmonar. Jornal de Pneumologia, 2001 SOUZA EG, Nogueira MC, Amado D. Pneumonia redonda. J Pneumol 1990;

12 STEVENS, A. & LOWE, J. Patologia. 2. Ed. São Paulo: Manole, 2002.

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