Vigilância Epidemiológica de Pneumonias no Brasil

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1 Vigilância Epidemiológica de Pneumonias no Brasil COVER/CGDT/ DEVEP/SVS/MS São Paulo,, setembro de 2007

2 Classificações das Pneumonias Local de aquisição Tempo de evolução Tipo do comprometimento Comunitária ou Hospitalar Aguda, Sub-aguda e Crônica Lobar, Infiltrado Intersticial Broncopneumonia, Abscesso Derrame pleural Provável agente causal Infeccioso ou não infeccioso

3 Etiologias das Pneumonias Bacterianas Virais Fúngicas Outras etiologias Não infecciosas S.pneumoniae S.aureus Influenza Parainfluenza P. brasiliensis H.capsulatum Helmintos Protozoários Alérgica Tóxica K.pneumoniae VSR C.immitis Neoplásica H.influenzae Adenovírus C.neoformans Aspiração Legionella CMV C. albicans Chlamydia Coronavírus Aspergillus Mycoplasma Hantavirus Pneumocystis Mycobacterium Feohifomicetos Actynomices Rickettsias

4 Epidemiologia Incidência mundial*: 12 casos/ hab./ ano Pneumonia adquirida em comunidade (PAC): principal causa de morte por doença infecciosa no mundo Pneumonia bacteriana: Responsável por 20-40% das hospitalizações de < 5 anos nas Américas 2ª causa de morte nesse grupo Streptococcus pneumoniae (Pneumococo): 45% das PAC Otites, sinusites, meningites e bacteremias na infância * Mandel, L.A. et al., 2000

5 Epidemiologia Influenza Complicações mais freqüentes Pneumonia viral primária e bacteriana secundária Pneumonia bacteriana: 2ª causa de internação em idosos Hospitalizações por Influenza e Pneumonias no Brasil: internações (Datasus, 2005)

6 Epidemiologia Pneumonias virais X bacterianas Não há como diferenciar clinicamente de forma definitiva a pneumonia viral da bacteriana Pneumonias virais podem cursar com chiado, otite média aguda e conjuntivite Radiologia não diferencia, embora apresente padrões indicativos Alveolar: pneumonia bacteriana Intersticial: pneumonia viral Necessidade de avaliação laboratorial Identificação de subtipo viral

7 Principais grupos de risco para pneumonias Grupos etários: < 5 anos e > 60 anos Qualquer idade para influenza aviária Indivíduos que vivem em instituições (asilos, orfanatos) Aglomeração de moradores intradomiciliares Fumante/ Etilista Co-morbidades: Diabetes, HAS, DPOC, Imunodepressão Doença Renal Crônica Doença Hepática Anemia Hemolítica Epidemiologia

8 Epidemiologia Média de taxa de internações por influenza e pneumonia segundo mês, Brasil e Regiões, 2000 a ,0 120,0 100,0 Tx./ hab. 80,0 60,0 40,0 20,0 0,0 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Mês Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro Oeste Fonte: SIH-SUS. Datasus.

9 Epidemiologia Média de taxa de internações por influenza e pneumonia segundo faixa etária, Brasil e Regiões, 2000 a ,0 90,0 80,0 70,0 Tx./1.000 hab. 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 0,0 <1a 1-4a 5-9a 10-14a 15-19a 20-24a 25-29a 30-34a 35-39a 40-44a 45-49a 50-54a 55-59a 60-64a 65-69a 70-74a 75-79a 80e+a Faixas etárias Fonte: SIH-SUS. Datasus. Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro Oeste

10 Proposta de VE Pneumonias

11 Objetivos Gerais Descrever e monitorar a magnitude das pneumonias bacterianas e virais no país por meio de rede de unidade sentinela Identificar agentes etiológicos (bactérias e vírus) dos casos de pneumonia investigados

12 Objetivos Específicos Estimar índices de morbimortalidade de pneumonias bacterianas e virais Caracterizar cepas circulantes dos agentes etiológicos e mudanças emergentes dos sorogrupos e sorotipos identificados

13 Objetivos Específicos Monitorar padrões de utilização e o perfil de susceptibilidade aos antimicrobianos Descrever o perfil clínico-epidemiológico das pneumonias investigadas Subsidiar decisões e avaliação de impacto da implantação de medidas de prevenção e controle

14 Estratégia Implantar a Vigilância de Pneumonias em todas as UF Rede de vigilância sentinela Unidade de Saúde (pelo menos uma por capital) Serviços de atendimento à população geral e infantil

15 Critérios para escolha da Unidade de Saúde Sentinela Núcleo de Vigilância Hospitalar funcionante Serviço de radiologia funcionante Laboratório local com capacidade para: Coletar sangue e realizar hemocultura por método automatizado Encaminhar amostras adequadamente para LACEN Capacidade operacional para informar semanalmente dados agregados de atendimentos (geral e por pneumonia) e mensalmente dados individuais

16 Definições de caso Caso suspeito: indivíduo de qualquer idade com suspeita de pneumonia que apresente febre (> 38 C ou referida), tosse e dispnéia ia Caso provável: caso suspeito com laudo de radiografia indicativo de pneumonia

17 Definições de caso Caso confirmado de pneumonia bacteriana: caso provável com detecção de agente bacteriano Caso confirmado de pneumonia viral: caso provável com detecção de agente viral Caso descartado: caso provável sem detecção de agente bacteriano ou viral

18 Critérios de exclusão de caso suspeito Indivíduo de qualquer idade que tenha apresentado: Evolução do quadro clínico > 15 dias Hospitalização nos últimos 30 dias

19 Coleta de dados Planilha de dados agregados Clínica médica (incluindo pneumologia) e pediatria Faixas etárias Dados gerais e por pneumonias Consultas Internações Óbitos

20 Investigação dos casos Casos suspeitos Radiografia de tórax Caso provável vel Ficha individual de investigação Coleta de amostras Sangue: hemocultura, hemograma e soro

21 Caso Suspeito Febre (> 38 C) + Tosse + Dispnéia Vigilância de Pneumonias Caso Provável vel Caso suspeito + Radiografia Alterada Ambulatorial Internação Sangue Sangue Agravamento dos sintomas Coleta lavado brônquico

22 Vírus Fluxo de amostras Laboratório Bactéria Coleta lavado brônquico; Encaminha LACEN Laboratórios Locais Cultura e identificação Encaminha cepas ao LACEN para confirmação IFI Téc. Moleculares (PCR) Encaminha L.R. LACEN Confirma cepa Antibiograma Encaminha cepas de H.influenzae e S. pneumoniae ao L.R. Detecção Viral Caracterização molecular Laboratório de Referência (L.R.) Sorotipagem das cepas Teste de resistência Antimicrobiana (CIM*) *Concentração Inibitória Mínima

23 Fluxo de resultados das amostras Laboratório Núcleo de Vigilância (US) VE/SMS LACEN VE/SES 1 mês Laboratório de Referência (L.R.) 3 meses CGLAB/MS COVER/MS

24 Fluxo de envio de dados - Dados agregados Unidade de Saúde Semanal SMS SES COVER/MS Planilha do Excel para registro de dados agregados

25 Fluxo de envio de dados Dados individuais Unidade de Saúde Mensal SMS SES COVER/MS Programa: EpiInfo Windows ou Access

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