PNEUMONIAS E BRONCOPNEUMONIAS

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1 PNEUMONIAS E BRONCOPNEUMONIAS UNISA Universidade de Santo Amaro Faculdade de Fisioterapia Estágio Supervisionado: Fisioterapia em Pediatria Profa. Ms. Dalva M. A. Marchese Acadêmica: Andreza Viviani Suzuki São Paulo

2 Conceito: As Pneumonias e Broncopneumonias são processos inflamatórios, geralmente agudos, comprometendo alvéolos, bronquíolos e espaço intersticial, que adquirem características diferentes conforme o agente etiológico, a idade do paciente, a doença de base e o seu estado nutricional e imunitário. BCP: acometem principalmente pacientes imunodeprimidos fisiológicos (RN, prematuros e lactentes até 2 anos de idade, idosos) e imunodeprimidos patológicos ou induzidos (p.e., HIV+, por medicamentos). Pneumonias: acometem principalmente cças maiores de 2 anos de idade. (ROZOV, 1999)

3 Etiologia: Agentes etiológicos: Podem ser de origem bacteriana ou viral (80%), fúngica, protozoótica, por irritantes químicos, migração larvária ou parasitária, ou por inalação de corpos estranhos. Pneumonia adquirida na comunidade: Fora do ambiente hospitalar (manifesta-se antes de 48 hs de internação) Pneumonia hospitalar ou Nosocomial: Adquirida no ambiente hospitalar (manifesta-se após 48 h. de internação e até 48 h. da alta hospitalar). (ROZOV, 1999)

4 Sinais clínicos: Viral: (Adenovírus, Influenzae, Parainfluenzae, Citomegalovírus) QC: tosse seca evoluindo para produtiva, estado subfebril (baixa) e desconforto respiratório de acordo com o comprometimento, secreção clara. Geralmente comunitária. Bacteriana: (Haemophilus influenzae, Streptococos pneumoniae, Pneumococos, Staphilococos aureus, Klebisiela). QC: febre alta, tosse seca evoluindo para produtiva, vômito, dores generalizadas e pleural, secreção esverdeada e de cheiro forte, taquidispnéia. (SEGRE, ARMELLINI,MARINO,1995)

5 Sinais clínicos: Fúngica: (Criptococos, Pneumociste carini, Cândida albicans) Ocorrem principalmente em pacientes imunodeprimidos, acamados, com uso prolongado de VM. É típica de contaminação hospitalar (aspiração, manuseio). QC: dispnéia intensa, sem acúmulo de secreção. (SEGRE, ARMELLINI,MARINO,1995)

6 Fisiopatologia: Vias de contaminação: vias aéreas: - via inalatória (microgotículas nas VAS). - via aspirativa através de refluxo gastroesofágico, aspiração de mecônio - principalmente em lobo sup. direito. via hematogênica: focos infecciosos em pele, vias urinárias, intestino, abdomem, osso. (ROZOV, 1999)

7 Fisiopatologia: Microorganismos lesão da mucosa resp. descamação celular exsudação alveolar e brônquica afluxo de neutrófilos e da atividade intra-alveolar (proc. Inflamatório) edema intersticial barreira alvéolocapilar + alteração V/Q troca gasosa hipoxemia. (ROZOV, 1999)

8 Fisiopatologia: O processo pode permanecer localizado dentro do segmento ou lobo - pneumonia lobar ou segmentar - ou então, dependendo da imunidade do paciente (fisiológica/patológica), se estender por meio do exdudato contaminado através dos bronquíolos, interstício ou por via hematogênica difusamente -BCP.

9 Exame Físico: AP: - Pneumonia (processos lobares): MV nas regiões comprometidas com roncos, estertores e sibilos insp. - BCP MV+ bilat., com roncos, estertores localizados ou difusos e sibilos insp. Percussão: macicez ou submacicez (derrame pleural e/ou consolidação) FTV: (consolidação) e (derrame pleural). (MARCONDES,1991)

10 Raio X: PNEUMONIA: O Rx é muito importante para o diagnóstico da Pneumonia. Apresenta opacificação homogênea do parênquima, respeitando a segmentação pulmonar ou lobar, com presença de broncograma aéreo. (ROZOV, 1999)

11 Raio X: Modificado de SEGRE et al, RN, 1995, p. 303.

12 Raio X: BCP: Imagens de hipotransparência que não obedecem à segmentação pulmonar, ocorrendo imagem única ou múltiplas, iniciando-se na região peri-hilar e espalhando para o parênquima, com aumento de trama vasobrônquica e broncograma aéreo. (ROZOV,1999)

13 Complicações: - atelectasia; - pneumatocele (BCP); - derrame pleural (Pneumonia); - pneumotórax; - encarceramento pulmonar (fibrose). (MARCONDES, 1991)

14 Tratamento: - Antibioticoterapia; - Repouso (para poupar gasto energético) - Hidratação e suporte calórico adequados; - Inaloterapia c/ ou s/ Bd (presença de BE) - Oxigenoterapia - Fisioterapia:

15 Tratamento: FISIOTERAPIA: Objetiva à reexpansão pulmonar. MHB (tosse, aspiração se necessário, DP, T, VC), MRP, exercícios respiratórios, incentivadores resp., assistência ventilatória, RTA, posicionamento, higienização (lavar as mãos, materiais). * Dor torácica nas pneumonias é limite para Fisio.

16 Referências Bibliográficas 01. ROZOV, T. Doenças pulmonares em pediatria: diagnóstico e tratamento. São Paulo: Atheneu, p MARCONDES, E. Pediatria Básica. 8ªed. São Paulo: Sarvier, p SEGRE, A.; ARMELLINI,P.; MARINO,W. T. RN. São Paulo: Sarvier, 1995.

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