CULTURA DE CIDADANIA. Agentes de Cidadania e Custo Brasil. Por Jorge Maranhão

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1 CULTURA DE CIDADANIA Agentes de Cidadania e Custo Brasil Por Jorge Maranhão

2 Cidadania e Custo Brasil Fala-se muito num custo Brasil tangível, de gargalos de infraestrutura e energia, quando nosso verdadeiro custo Brasil é intangível, é o déficit de cidadania das elites nacionais que abdicaram de seu papel histórico de liderança e de assunção da condução da vida pública. A política é importante demais para ficar apenas a cargo dos políticos De há muito os cidadãos mais conscientes e atuantes do país conhecem nossos gargalos e vão formando um consenso sobre como enfrentá-los. segundo a Tax Justice Network? Simplificação e redução tributárias com revisão de todas as renúncias fiscais injustificáveis. - Diante de mais de 100 bilhões em corrupção, segundo a própria Fiesp? Maior autonomia para os órgãos de Estado da polícia, da Receita e da auditoria até aos órgãos de controle da gestão pública. - Diante de 200 bilhões em excesso de litigacão contra o próprio estado por abuso legal de governos e agentes públicos? A este, chamamos de Agentes de Cidadania, uma vez que assumem espontaneamente o encargo de formar outros cidadãos e exercem a sua cidadania política independentemente de eleições. Ou seja: podemos estimar que mais de 1 trilhão de reais do orçamento nacional possam ser quantificados em termos de problemas identificados e, para cada um deles, pelo menos um consenso para seu enfrentamento vai se formando: - Diante de cerca de 100 bilhões de perda anual em infraestrutura deficiente? Que se entregue o risco para a iniciativa privada, regulada por agências governamentais verdadeiramente autônomas. - Diante de cerca de 600 bilhões de renúncia fiscal e da sonegação generalizada do manicômio tributário nacional, Poder judiciário com dignidade de poder da República efetivamente independente do Executivo. - Diante de 50 bilhões de desperdício em programas de assistencialismo estatal? Ênfase nos programas de incentivo ao empreendedorismo e à inovação. Ou seja: estamos falando de algo como mais do que 1/3 do orçamento público jogado no esgoto, para além de valores incalculáveis em burocracia e intervencionismo em excesso, contra os quais é chegada a hora de se lutar para que todo poder seja de fato exercido pelo cidadão pagador de impostos. E o que pode mesmo mudar toda esta cultura é a iniciativa articulada de organizações civis de empresas e cidadãos no fronte do imaginário social e intangível produzido pela mídia contra a maior corrupção existente que é a corrupção dos valores! 2 3

3 Agentes de Cidadania: a arma de uma campanha oportuna De dois em dois anos somos todos expostos a esta excrescência do Horário Eleitoral Gratuito e o que fazemos para além de nos omitir e mudar o canal para a TV de assinatura? Diante desta ofensiva de demagogia dos governantes ao custo de mais de 1 bilhão de reais de renúncia fiscal, o que equivale a 2% do PIB estimado de todo o mercado publicitário de 50 bilhões deste corrente ano, poderia, por exemplo, se investir algo como 500 milhões (1% apenas) numa contraofensiva de campanha para a quebra desse populismo desenfreado promovido pelos nossos políticos profissionais. E que pode ser oferecido como bonificação de volume, contra um pequeno incremento de investimentos privados do mercado publicitário, mantidos durante um ano por iniciativa de pelo menos um dentre os 5 maiores grupos de comunicação, e exclusivo para uma adesão espontânea dentre os 50 maiores anunciantes. O que pode mudar a cultura política brasileira em muito pouco tempo, a exemplo de históricas campanhas cívicas nacionais. A campanha dos Agentes de Cidadania da Voz do Cidadão se oferece, pois, como um oportuno instrumento para a mudança da cultura política que o país está a exigir. Diante desta iniciativa cívica na mídia, como posicionar a cidadania? Ou melhor, como superar nosso déficit de cidadania sem apelar para o usual cinismo da falta de educação do povo? Como resgatar o ideal do kalos kai agathos da antiga aristocracia ateniense quando se referia à sua própria nobreza, à natureza de sua missão, sua ética política que implicava no dever da própria cidadania? Insisto mais uma vez que a única iniciativa que pode mesmo mudar toda esta nossa miserável cultura política é a articulação de iniciativas setoriais, sobretudo de organizações civis de empresas, entidades e cidadãos singulares, no campo do imaginário social produzido pela própria mídia, contra a maior corrupção existente que é a corrupção dos valores sobre os quais foram erguidas as tradições de nossa civilização! Ou seja: bastaria vontade, engajamento e articulação das lideranças de setores vitais e de excelência inconteste, como os da alta cultura, do empresariado mais independente e da mídia mais responsável, para mudar em pouco tempo o cenário de nossa expressão política, de como realmente nos vemos, nos autoestimamos enquanto verdadeiros Agentes de Cidadania tão subrepresentados pelos piores e não pelos melhores de nós mesmos! A cidadania tem de recuperar seu sentido de ação política, sobretudo da elite mais responsável O sentido de engajamento na vida pública, de tomar conta não só dos mandatos dos eleitos, mas também da execução dos orçamentos públicos. De valorizar e fiscalizar as instituições democráticas, tanto as políticas quanto as jurídicas e as de controle e gestão do estado. E obrigá-lo a servir mais e melhor aos cidadãos do que estes àquele. Temos a missão indelegável de fazer propostas de políticas 4 5

4 públicas exequíveis, eficientes e voltadas ao bem comum, e não a interesses eleitoreiros e partidários de ocasião. O momento é o da defesa intransigente dessa cidadania feita por verdadeiros Agentes de Cidadania, cada um experiente e preparado no segmento de sua atuação privada. Mas com capacidade de fazer propostas de políticas públicas, e de mobilizar outros cidadãos para fazer o mesmo, numa grande onda de indignação cívica em prol das reformas do Estado. E que, não se iludam, não se realizarão sob o sistema político atual. Pois, hoje, as instituições políticas não são o espelho da sociedade, como quer o cinismo de nossos políticos. E o processo eleitoral tem sido apenas uma máquina de perpetuação dos piores costumes políticos. Razões para recrutar o coro das Vozes dos Cidadãos Quanto mais a internet se universaliza, se torna a grande e nova dimensão do espaço público, para além de cidades concretas, mais os cidadãos se agrupam em comunidades virtuais. O que obriga a superação das narrativas clássicas do jornalismo entre fato e fenômeno, pois o show da notícia não tem sido a notícia, mas apenas show. A surpresa com as jornadas de junho de 2013 se deve ao jornalismo Fluxograma operacional Adesão de empresários e entidades como capital político Execução das oficinas Gravação dos videocasts Inserção no site e redes sociais Adaptação de conteúdos para veículos all-news Distribuição para mídia profissional + Mostra Constituição do fundo de promoção a partir de cotas de videocasts Conselho Setor 1 Setor 2 Setor 3 Setor 4 Setor 5 Setor 6 Grupo Financeiro Gestor do fundo de promoção Gestor de Conteúdo Grupos de mídia parceiros e demais veículos Merchandising de valores Espaço editorial Espaço comercial bonificado 6 7

5 não estar mais nas ruas. Tanto que se surpreendeu. Cobriu mais está surpresa do que o próprio fato. E vendeu como surpreendente o que não passava de consequente. Uma árvore e sua floresta: se o jornalismo parte do geral pro singular, a proposta é partir de inúmeros singulares para uma grande síntese política. A notícia não está mais no extraordinário, mas no ordinário que não se enxerga. A política noticiada em nosso cotidiano tem sido apenas apelação dos políticos!! A verdade do fato repetida mil vezes não é mais fato nem verdade, mas puro fenômeno ideológico. Nada instiga a pensar, mas apenas a aceitar a corrupção da vida pública como fatalidade cultural!. Neste sentido, urge estimular na própria mídia a mudança da cultura política: - A superação da demagogia da intitulação ilimitada de direitos contra a assunção de deveres cívico-políticos - A superação do grito das ruas dos demos pela função de proposição de políticas públicas dos aristos - A afirmação da moralidade para além do princípio da legalidade da administração pública - A afirmação de uma verdadeira cultura política que suplanta a dimensão partidária-eleitoral - A formação de um coletivo de cidadãos que desejem, para além de suas excelências profissionais singulares, uma excelência política coletiva, uma vez que esta tem sido limitante daquelas - Um Shadow Congress dos melhores enquanto verdadeiros aristos contra a oclocracia do demos - A aspiração de uma nova síntese política: muitos cidadãos comuns podem influenciar mais porque estão mais próximos uns dos outros do que de distantes estrelas e celebridades. Está em curso uma mudança de paradigma na cultura política, não percebida pelo jornalismo sensacionalista: a intolerância cotidiana com a imoralidade pública - políticos destratados, furas-filas, passeadores de cachorros, maus condutores de trânsito, pequenos corruptos, escroques, abusadores etc. Para construir um coletivo de cidadãos 1. Para ser o primeiro fórum qualificado do debate público nãocorporativo, não-partidário, não-acadêmico, mas aberto, plural, multisetorial, moral e racional. Para que possamos exercitar um Shadow Congress de nosso Congresso Nacional que tem sido motivo de tanta decepção para a média dos cidadãos de bem. Uma paródia para o exercício de nossa cidadania e para não nos conformar que nada podemos fazer contra os desmandos de Brasília. 2. Pois, entre todas nossas excelências corporativas setoriais, outros fóruns de altíssima qualidade dos debates públicos temos conseguido realizar, como o Fórum Nacional de Desenvolvimento, já em sua 26ª edição anual, mas que se limita a um coletivo de scholars que inibe a maior participação de empreendedores e profissionais liberais. Ou o 13º Forum de Comandatuba de empresários, mas que inibe a participação dos acadêmicos e profissionais liberais, quando sua pauta se limita também aos interesses de matéria econômico-tributária. 3. Por ser composto de cidadãos comuns, o coletivo de Agentes de 8 9

6 Cidadania tem grande chance de repercutir nas editorias políticas da mídia e de abrir novos espaços para a cobertura da vida política do ponto de vista dos cidadãos, para além das pautas lamentáveis e repetitivas das instituições políticas formais, da má conduta de seus mandatários e do estado miserável em que se encontra a atividade política. E aí, poderemos ser realmente representados pelos políticos de bem que, fora dos períodos eleitorais, correrão atrás dos cidadãos eleitores e pagadores de impostos, e não o contrário como tem ocorrido. Paulo Rabello de Castro Andrea Gouvea Vieira Jornalista Márcio Fortes Empresário Helio Mattar Empreendedor Social Roberto Dodel Administrador Siro Darlan Desembargador Joaquim Falcão Prof. Direito Adriano Pires 4. Temos hoje cerca de 50 mil seguidores inscritos no portal e redes sociais de nosso Instituto. E chegaremos a 500 mil na última fase do programa dos Agentes de Cidadania em meados de Se conseguirmos angariar a parceria da grande mídia para legitimar o programa como fonte e acervo de propostas de políticas públicas, passaremos a ser facilmente 5 milhões de um coletivo atuante com poder de fato de mudar a cultura política nacional. Liszt Vieira Sociólogo/Professor Beatriz Cardoso Pedagoga João Paulo dos Reis Velloso - Mario Guerreiro Doutor em Filosofia 5. Hoje, temos 50 associados PFs efetivos cadeiras patrocinadas por associados efetivos PJs. Nossa meta no decorrer do programa até 2016, é alcançarmos 250 associados efetivos PFs cadeiras patrocinadas por PJs. Luiz F. R. de Carvalho Desembargador Rodrigo Constantino João Dionísio Amoedo Engenheiro Saturnino Braga Político/Escritor É chegada a vez da elite nacional. Estamos fartos de d e m o c r a t i s m o, d e m a g o g i a, s i n d i c a l i s m o s e l v a g e m, corporativismo, sectarismo, cinismo, assembleísmo, oclocracia, periferia, politicamente correto, etc. É chegada a vez dos melhores, da verdadeira aristocracia nacional. Se todos são de esquerda, ninguém é! Se todos são progressistas e ninguém conservador, são todos falsos! É chegada a hora dos Agentes de Cidadania acima de quaisquer rótulos e hipocrisias! Se minorias de toda sorte se acham no direito de "sair do armário" para tentar impor suas causas na agenda pública, por que não a mais histórica das minorias, as verdadeiras elites dos cidadãos políticos também não saem e se livram de uma vez por todas de seu constrangimento de se afirmarem como tais? Eduardo Machado Empresário Márlon Reis Juiz Eleitoral Gil Castelo Branco Marcus Safady Médico Sergio Besserman Gilberto Gama Empresário Guilherme Fiúza Jornalista Sonia Regina Hess Empresária Elena Landau Luiz Alberto Py Psicanalista Bernardo Sorj Sociólogo Chico Whitaker Arquiteto 10 11

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