O direito humano ao envelhecimento e o impacto nas políticas públicas

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1 Seminário Nacional Envelhecimento e Subjetividade: Desafios para uma cultura de compromisso social O direito humano ao envelhecimento e o impacto nas políticas públicas Comunicação: instrumento de formação para a longevidade Brasília, 21 e 22/11/2008 Beltrina Côrte PUC-SP/OLHE/Portal do Envelhecimento Brasília, 21 e 22/11/2008 1

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3 60 anos depois da Declaração Universal de Direitos Humanos (1948), os direitos da pessoa idosa estão evidenciados como política oficial... o envelhecimento ganhou importância como objeto de estudo, de pesquisa e de elaboração de políticas sociais, envolvendo o Estado, a sociedade e a universidade.

4 A luta pelos direitos humanos é um processo contraditório, no qual o Estado e a sociedade civil têm responsabilidades necessariamente compartilhadas. É uma parceria que se funda sobre princípios rígidos e irrenunciáveis, qualquer que seja a conjuntura.

5 A evidência dos Direitos Humanos da PI 1982 Viena/Áustria Assembléia Mundial sobre o Envelhecimento (ONU) Declaração Universal dos Direitos Humanos da população idosa (ONU) Uma sociedade para todas as idades. Preocupação dos governos internacionais diante do aumento das demandas e das pressões Adoção do Plano de Ação Internacional que se constitui na base das políticas públicas elaboradas para a população idosa. Aprovação dos princípios relativos aos direitos humanos em favor das pessoas idosas: independência, participação, cuidados, auto-realização e dignidade. Decretado Ano Internacional da Pessoa Idosa

6 2002 Madri/Espanha II Assembléia Mundial sobre o Envelhecimento Definição das diretrizes prioritárias que orientam as políticas públicas relativas à população idosa para o século XXI. Reforça o conceito de envelhecimento ativo (bem estar físico, social e mental durante toda a vida) para ampliar a expectativa de vida saudável, produtividade e qualidade de vida na velhice. Criação de um ambiente propício e favorável ao envelhecimento Santiago/Chile I Conferência Regional América Latina e Caribe sobre Envelhecimento 2007 Brasília/Brasil II Conferência Regional América Latina e Caribe sobre Envelhecimento Resultou no documento Estratégias Regionais de Implementação para América Latina e o Caribe do Plano de Ação Internacional de Madri sobre Envelhecimento. Resultou na Declaração de Brasília, a qual teve como destaque a designação de um relator do Conselho de Direitos Humanos da ONU para velar pela promoção dos direitos da pessoa idosa e que cada país consulte seus governos sobre a criação de uma convenção da pessoa idosa como um documento jurídico em âmbito internacional.

7 Entre os impactos estão as novas representações do envelhecimento... SAUDÁVEL BEM-SUCEDIDO PRODUTIVO BEM-ESTAR/ATIVO Nomes alternativos à representação da perda e declínio, seguindo 3 critérios: evitar doenças, manter alta atividade cognitiva e física e envolvimento na vida cotidiana. Termos que incluem a atividade, o ócio, a continuidade e vivência sócioambiental. Independentemente da perspectiva, estes envelhecimentos identificam e exploram

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9 Comunica que está em curso um novo momento de envelhecimento no País: o da velhice que se transforma na busca do conhecimento e do lazer/prazer.

10 Conceito de Comunicação Homem e comunicação desenvolveram-se ao mesmo tempo. Na metade do século 20 ganha a amplitude que atualmente é conhecida. Estamos rodeados por diferentes formas de comunicação: pôr algo em comum. Pela comunicação percebemos que não podemos nos compreender individualmente, mas que só podemos existir e compreendermo-nos na relação com o outro. É cimento social. É o que nos liga ao outro. A comunicação está relacionada com informação. Ela é dependente da informação.

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12 O acesso à informação e à compreensão: um direito humano "Todo indivíduo tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras". É o que está escrito no Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada em dezembro de 1948 e hoje endossada por mais de 130 países além de diversas convenções regionais.

13 A comunicação como DH e seu papel na criação de um ambiente propício e favorável ao envelhecimento O conceito de comunicação como direito humano está no primeiro relatório da comunidade internacional sobre Direitos Humanos, publicado há mais de 28 anos (1980), pela Unesco (Paris) e lançado no Brasil em Relatório: Um mundo e muitas vozes comunicação e informação na nossa época, ficou conhecido como MacBride, porque foi elaborado sob a presidência do jurista e jornalista irlandês Sean MacBride. (Unesco, Um Mundo e Muitas Vozes comunicação e informação na nossa época. Rio de Janeiro: Editora da Fundação Getúlio Vargas, 1983.) Nele, o direito à comunicação é entendido como um "prolongamento lógico do progresso constante rumo à liberdade e à democracia". O Relatório MacBride é até hoje o mais completo relato já produzido sobre a importância da comunicação na contemporaneidade.

14 O conceito de comunicação como direito humano também está na Constituição do Brasil de 1988, em seus diversos artigos, especialmente o 5º, que inaugura o título "Dos Direitos e Garantias Fundamentais", apontando menções à liberdade de expressão e de informação. Os avanços tecnológicos no mundo da informação e da comunicação exigem, na sociedade contemporânea, concepções sobre o direito à comunicação enquanto um novo direito humano fundamental.

15 1) Direitos de primeira geração : são os direitos civis (liberdade pessoal, de pensamento, de religião, de reunião e liberdade econômica). Direitos que obrigam o Estado a uma atitude de renúncia, de abstenção diante dos cidadãos, quase no exato momento em que ele se formava, na esteira das revoluções burguesas, entre os séculos XVII e XVIII. 2) Direitos de segunda geração : são os direitos políticos (liberdade de associação nos partidos, direitos eleitorais) e estão ligados à formação do Estado democrático representativo e implicam uma liberdade ativa, uma participação dos cidadãos na determinação dos objetivos políticos do Estado. 3) Direitos de terceira geração : são os direitos sociais (direito ao trabalho, à assistência, ao estudo, à tutela da saúde, liberdade da miséria e do medo), maturados pelas novas exigências da sociedade industrial, implicam, por seu lado, um comportamento ativo por parte do Estado ao garantir aos cidadãos uma situação de certeza. 4) Direitos de quarta geração : são os direitos democráticos (direito à informação e direito ao pluralismo). Apesar disso a comunicação ainda está muito longe de ser reconhecida como tal.

16 A primeira e fundamental conseqüência de se reconhecer o direito à comunicação é o reconhecimento de que ela precisa ser colocada no mesmo patamar das políticas públicas essenciais; nivelando-a à educação, saúde, alimentação, saneamento, trabalho, segurança, entre outras (Ramos et ali, 2001) Ao considerarmos a comunicação como um aspecto dos direitos humanos, propomos que esta leve ao reconhecimento de uma velhice a ser vivenciada com dignidade.

17 O acesso à informação é um direito humano! A comunicação é um DH que integra e promove a cidadania. Entendemos que o conhecimento (uma comunicação transformada capaz de efetivar mudanças na realidade das pessoas) precisa chegar até a sociedade. É o direito à informação de qualidade. O conhecimento passou a ser um recurso essencial na sociedade da informação. Alguns web sites vêm cumprindo esta missão.

18 Ao se entender que o conhecimento - que é a comunicação transformada e capaz de efetivar mudanças na realidade das pessoas - precisa chegar até a sociedade, a PUC de São Paulo, com o Portal do Envelhecimento, vem cumprindo sua missão, a de ser guardiã, transmissora do conhecimento, integrando-se a sociedade, e não distanciando dela, como ocorre, na prática, com muitas instituições acadêmicas.

19 É uma iniciativa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República em parceria com o Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli, da Escola Nacional de Saúde Pública - Fundação Oswaldo Cruz. Atualmente, estão em funcionamento 18 Centros no país desenvolvendo diversas atividades de atenção aos idosos em situação de violência contra o idoso.

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23 Por que foi implantado? Para oferecer à sociedade mecanismos qualificados de acesso à informação. Para quê? 1) Contribuir para a formação de profissionais. 2) Atualizar formadores de opinião, de forma a redefinir os usos da informação a partir da perspectiva do ser que envelhece e não unicamente do ser que apenas adoece. 3) Contribuir para a construção de saberes sobre o envelhecimento e a longevidade humana.

24 Desde 2004 o Portal promove a democratização do saber e o empoderamento dos profissionais que lidam com o segmento idoso e, conseqüentemente, da própria população idosa, aumentando a capacidade de mobilização, participação e inclusão social na gestão das suas vidas.

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27 O PORTAL amplia o acesso à informação científico-técnica para governos, tomadores de decisão, profissionais que lidam com o segmento idoso e o público em geral, contribuindo para o desenvolvimento do país.

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29 Envelhecer é uma experimentação aberta ao acontecimento! Obrigada! Beltrina Côrte

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