Brasil, isolado ou integrado? A hora da decisão

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Brasil, isolado ou integrado? A hora da decisão"

Transcrição

1 propostas de política comercial Brasil, isolado ou integrado? A hora da decisão Roberto Giannetti da Fonseca Para podermos avaliar o presente e projetar o futuro é preciso primeiro entender o passado recente, pois o fluxo da história é dinâmico. Não que haja um determinismo histórico imutável, compulsório; ao contrário, ao anali sarmos a experiência passada com a isenção da distância temporal, podemos avaliar melhor erros e acertos cometidos, e daí extrair ajustes de rumo para melhorar o nosso desempenho futuro. No caso do comércio exterior brasileiro, se me pedissem para explicar a sua evolução em fases ou períodos nos últimos cinquenta anos, certamente eu o classificaria em três distintos ciclos recentes: o primeiro, de 1967 a 1985, configura uma fase de rápida expansão e diversificação de produtos e mercados; o segundo que vai de 1986, a partir do Plano Cruzado, até janeiro de 1999, quando foi modificado o regime cambial vigente, período no qual ocorreu de um lado uma nítida letargia no esforço exportador brasileiro, e, de outro, uma forte abertura para as importações; e, por fim, o terceiro, iniciado com a crise cambial de janeiro de 1999, que está em pleno curso, e que define um novo período de crescimento das exportações, especialmente das commodities agrícolas e minerais. Até o ano de 1967, as exportações brasileiras eram quase integralmente constituídas por commodities, com destaque absoluto para o café em grão, responsável na época por cerca de 80% do valor de nossa pauta de exportação, ao lado de outros produtos primários de menor importância, como açúcar, algodão, cacau e minério de ferro. A implementação de um confiável mecanismo de minidesvalorizações cambiais diárias, assim como de uma série de estímulos fiscais e financeiros à exportação, rompeu, no final dos anos 70, a inércia exportadora do setor industrial brasileiro, e alguns anos depois, na década de 80, os resultados já eram surpreendentes. Centenas de empresas industriais, nacionais Roberto Giannetti da Fonseca é empresário e economista, presidente da Kaduna Consultoria e Vice-Presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da FIESP Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. É autor do livro Memórias de um Trader, Ed. IOB Thomson, RBCE - 119

2 e estrangeiras passaram a se interessar pelo mercado externo, e apesar de sua incipiente experiência internacional, iniciaram um inédito esforço exportador, sobretudo após o primeiro choque do petróleo em Simultaneamente, novos e desconhecidos mercados para os exportadores brasileiros foram incorporados à nossa estrutura comercial, com destaque para os países em desenvolvimento, em especial nos continentes latino-americano e africano. Aos poucos foi sendo reduzida a forte concentração de nossas exportações para os Estados Unidos e Europa, de forma que o Brasil tornou-se menos dependente e vulnerável diante da volatilidade econômica de alguns poucos países centrais da esfera ocidental. Em um período no qual a Guerra Fria polarizava as posições internacionais entre o capitalismo ocidental e o comunismo soviético e chinês, o Brasil adotou na área de comércio exterior uma posição independente e pragmática, procurando valorizar relacionamentos bilaterais desprovidos de qualquer condicionalidade no que se referia aos temas de cooperação econômica e comercial. Nesse período, cabe destacar o papel que desempenharam a CACEX e o Departamento de Promoção Comercial do Itamaraty, verdadeiros protagonistas da revolução do comércio exterior brasileiro até O advento do Plano Cruzado em 1986, com sua ênfase no suprimento do mercado interno e na estabilização de preços, por mais meritório que tenha sido à primeira vista, foi o fator determinante na ruptura do dinamismo exportador que levara o Brasil, entre os países em desenvolvimento emergentes, a uma posição relativamente destacada no comércio internacional. O congelamento e a sobrevalorização cambial, deliberadamente adotados por longos períodos, como parte dos planos de estabilização econômica experimentados pela economia brasileira nas décadas de 80 e 90, associados a uma progressiva e perversa carga tributária e trabalhista introduzida, sobretudo, após a promulgação da nova Constituição, em 1988 resultaram em gradual perda de competitividade relativa e abandono do esforço exportador brasileiro, seja pelo setor público, preocupado com outras prioridades, seja pelo setor privado, inseguro com a baixa ou nula lucratividade das exportações e a alta volatilidade e sinistralidade econômica que caracterizou esse ciclo. O fato é que grandes oportunidades de expansão de nossa economia e de nosso comércio exterior foram perdidas no período que vai de 1986 até janeiro de Se verificarmos, por exemplo, o desempenho exportador do Brasil e da China em relação ao mercado norteamericano, qualquer um ficaria perplexo ao comparar os números. Enquanto, em 1985, o Brasil exportou US$ 7,5 bilhões para os Estados Unidos, a China exportou apenas a metade disso para o mesmo destino, ou seja, US$ 3,75 bilhões. Já em 1999, dezenove anos depois, o Brasil havia apenas dobrado o valor de suas exportações para o mercado norte-americano, atingindo cerca de US$ 15 bilhões, ao passo que a China multiplicara por 27 vezes a cifra de suas exportações para os Estados Unidos, superando em 1999 a marca de US$ 100 bilhões. Nossa participação no mercado mundial reduziu-se de 1,4% em 1985 para 0,87% em 1999, ou seja, na fase mais dinâmica da globalização e do crescimento econômico global o comércio exterior brasileiro regrediu em termos relativos a outros países concorrentes. Nesse mesmo período ocorreu uma relativa abertura da economia brasileira, por meio da eliminação de rígidos controles de importação e de um amplo rebaixamento tarifário. Se, por um lado, isso permitiu um favorável choque de competitividade e de modernidade na defasada estrutura produtiva do país, de outro, foi lamentável a forma abrupta e desorganizada com que tal abertura foi conduzida, sem a concomitante definição de uma política industrial capaz de orientar os diversos setores da economia nacional para o desejado ajuste competitivo. O fato é que as importações evoluíram de forma consistente durante toda a década de 90 até 1999, levando o país a uma anunciada crise cambial, quando a mudança do regime cambial em janeiro de 1999 veio a alterar de forma significativa os preços relativos, e as importações passaram a ser mais seletivas, com ênfase em bens de capital e matériasprimas industriais, em vez dos bens de consumo, cuja importação predominou nos primeiros anos do Plano Real. Igualmente, durante os anos 90, intensificaram-se os processos de integração regional mundo RBCE

3 Ganhos de escala industrial e logística permitem viabilizar novos empreendimentos regionais, inclusive com perspectivas de exportação extra-regional, atraindo capitais de investimento locais e estrangeiros, para a criação de novas plataformas de exportação intra e extra regional afora, com o aprofundamento e expansão da União Europeia e, no hemisfério americano, com o surgimento da NAFTA e do Mercosul. Este, apesar de todos os percalços resultantes da assimetria macroeconômica entre os quatros países membros, apresentou notável desempenho no comércio intra-regional, o qual cresceu cerca de cinco vezes entre 1990 e 1998, passando de insignificantes US$ 4 bilhões para pouco mais de US$ 20 bilhões ao longo desse período. Apesar do relativo progresso obtido no processo de liberalização do comércio mundial durante os anos noventa, a partir da Rodada do Uruguai e da criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), um clima de certa exaustão negocial e de frustração coletiva passou a prevalecer no cenário internacional, pois muitos blocos de países com forte viés regional pretendiam ir muito além do que se havia atingido nas negociações multilaterais da nova OMC. Logo surgiram múltiplas negociações a nível bilateral e regional em várias partes do mundo, como nunca antes havia acontecido, sobrepondo-se de forma marcante sobre as negociações multilaterais, ainda sob impasse diante de inúmeros obstáculos negociais de complexas naturezas. Este fenômeno recente, ainda não integralmente entendido na sua essência, nem mesmo assimilado na sua amplitude, introduz novos vetores no direcionamento futuro dos fluxos do comércio internacional, ou seja, no que resultará em eventual desvio de comércio e em criação de novos fluxos de comércio. Certamente, os Acordos Regionais de Livre Comércio têm demonstrado mundo afora que nos seus primeiros anos de existência promovem intenso dinamismo intra-regional, relacionado com a ausência de tarifas de importação e a introdução de novas preferências intra-regionais, o que desaloja os concorrentes extraregionais de forma temporária ou na maioria das vezes, de forma definitiva. Mas, certamente, os efeitos mais desejáveis resultam da criação de comércio, ou seja, a partir da identificação de novas oportunidades de complementação econômica, seja nas áreas industrial, agrícola, tecnológica, de infra-estrutura, como energia, transporte, meio-ambiente, etc.. Ganhos de escala industrial e logística permitem viabilizar novos empreendimentos regionais, inclusive com perspectivas de exportação extra-regional, atraindo capitais de investimento locais e estrangeiros, para a criação de novas plataformas de exportação intra e extra regional. Acontece que o Brasil, durante os últimos 25 anos, limitou-se à experiência do Mercosul, a qual se por um lado, do ponto de vista estatístico, resultou em um robusto crescimento do comércio intra-regional nos primeiros anos de existência, do ponto de vista institucional mostrouse absolutamente desprovido de capacidade negocial de novos Acordos Bilaterais de Livre Comércio com outros blocos econômicos ou países extra-regionais, e nem mesmo internamente resolveu-se de forma satisfatória os mecanismos de solução de controvérsias e de convergência macroeconômica entre os membros. Diante desta evidencia, parece ter o Mercosul esgotado sua capacidade de expansão do comércio intra- 24 RBCE - 119

4 regional, e por outro lado configura-se em obstáculo institucional para se almejar novos arranjos de livre comércio, sejam eles regionais (em conjunto) ou bilaterais (cada país-membro individualmente). As crises econômicas que ora atravessam Venezuela e Argentina, e a recente crise de exclusão temporária do Paraguai, só vêm adicionar novos argumentos à necessidade de imediata revisão da estrutura de integração regional do Mercosul. Enquanto proliferam mundo afora os acordos de preferência comercial, o Brasil permanece atado à letargia do Mercosul. O Brasil neste cenário configurase como um retardatário na corrida integracionista em relação a outros países mais ativos como o México, o Chile e os países asiáticos, os quais desde o final dos anos 90 deram início a múltiplas e simultâneas negociações de caráter bilateral e regional. Infelizmente para o Brasil, as duas únicas negociações mais relevantes, a ALCA e a União Europeia-Mercosul, esbarraram na intransigência ideológica e protecionista dos países-membros do Mercosul, inclusive de autoridades brasileiras. Verdade também seja dita, que por parte dos países desenvolvidos também houve dificuldades de se obter qualquer concessão em âmbito regional relacionada com a redução do protecionismo e dos subsídios agrícolas. Ambos os blocos, reservaram-se o direito de somente discutir e negociar as questões agrícolas no âmbito multilateral, ou seja, na OMC, o que vem sendo, por outro lado, um processo longo, extenuante, e complexo. Neste momento em que um brasileiro está dirigindo a Organização Mundial do Comércio é boa hora de reavaliar essa política de isolamento e promover maior integração do país ao comércio internacional. Neste aspecto, por outro lado, o Brasil tem sido nos últimos anos um importante protagonista nos painéis de solução de controvérsias na OMC, seja em posições defensivas (Embraer/ Brasil x Canadá), como, principalmente, em posições ofensivas (algodão/brasil x EUA, açúcar/brasil x UE). Importante ressaltar que o Brasil tem se destacado nesses casos pela posição extremamente legalista, o que o legitima a pressionar adversários comerciais no cumprimento das regras e modalidades multilaterais aplicáveis a todos os paísesmembros da OMC. Também, na aplicação de legitimas medidas de defesa comercial, como é o caso das medidas anti-dumping, o Brasil tem sido um exemplar e fiel aderente às regras multilaterais vigentes, mesmo que a aplicação de tais medidas tenha se multiplicado entre nós nos últimos anos, como consequência da cada vez mais acirrada concorrência internacional. Dessa forma, é provável que quando e se ocorrerem os formatos dos acordos regionais do Brasil e/ou do Mercosul com a União Europeia e com os Estados Unidos, eles deverão ser minimalistas nas respectivas origens, sem grande alcance econômico como poderia se supor de inicio. Temas controversos provavelmente deverão ser retirados de pauta pelos dois lados e preservados para futuras negociações na OMC. Diante desse cenário pouco otimista em relação a algumas nações mais desenvolvidas, deveria o Brasil trabalhar com vigor redobrado na conclusão de Acordos de Livre Comércio com outros blocos de países desenvolvidos e em desenvolvimento, tais como o Japão (EPA Economic Partnership Agreement), Canadá (FTA Free Trade Agreement), Aliança do Pacífico (México, Colômbia, Peru, Chile), os quais deveriam ter total prioridade da política externa brasileira, além de possíveis arranjos com a África Austral, a Índia, a China e os países do Sudeste Asiático (ASEAN). Para tanto, o Governo Federal, a partir da iniciativa do presidente da República, visando fortalecer e direcionar a capacidade negociadora do país, a exemplo do que fez com sucesso recente o México, deveria convocar e compor grupos negociadores mistos, com representantes públicos e privados, e individualizados por negociação, cabendo ao Itamaraty, coordenar e acompanhar o curso das negociações, enquanto caberia ao Conselho de Ministros da CAMEX definir os mandatos negociais específicos, bem como as estratégias e os limites concessionais a serem negociados. Se não aprendemos ainda que o isolacionismo comercial de um país nada traz de positivo a sua economia e sociedade, e ao contrário, perpetua bolsões de pobreza e de baixo crescimento econômico, bastaria então observar empiricamente o que vem ocorrendo no mundo que nos cerca nos últimos 25 anos: RBCE

5 O baixo grau de regulação torna o mercado de câmbio brasileiro permeável à especulação financeira, e essa deficiência regulatória precisa ser observada e corrigida para que não seja um obstáculo competitivo para a inserção internacional da economia brasileira, que pressupõe maior abertura comercial e maior acesso ao capital externo enquanto nos últimos 20 anos o Produto Mundial Bruto cresceu em média 2% a.a., o comércio mundial vem crescendo a uma taxa de média de 6% a.a., ou seja, três vezes mais. Isso indica a relevância da atividade de comércio exterior como fator dinâmico de desenvolvimento econômico para qualquer país do mundo. Especialmente os países asiáticos assumiram a estratégia de export led growth como prioridade nas suas políticas de crescimento econômico, investindo fortemente em educação, inovação, competitividade e eficiência produtiva. E, como consequência, vêm colhendo resultados comparativos espetaculares em relação a outras regiões do globo. Basta tomar, por exemplo, as estatísticas econômicas e de comércio exterior da China, Coreia do Sul, e Índia nos últimos anos e compará-las com as de países europeus e latino-americanos para registrar uma comprovação inequívoca da correção de estratégia adotada. Nesta fase de recuperação da economia mundial, após a grande crise dos anos 2008 e 2009, algumas economias com mercados internos muito maiores do que o nosso e na fronteira da tecnologia mundial, como os EUA e a União Europeia, reconhecendo que, no mundo globalizado em que vivemos, precisam unir forças para acelerar seu crescimento, dão início a uma negociação profunda e ambiciosa de área de livre comércio entre si, a chamada Parceria Transatlântica para o Comércio e o Investimento. Não bastassem os argumentos estratégicos prospectivos sobre nosso desenvolvimento econômico futuro, resta ainda o fato preocupante de constatar que o Brasil enfrenta atualmente um momento bastante adverso nas suas contas externas, com um déficit em conta corrente que vem crescendo em ritmo alucinante desde 2009 e que já atinge aproximadamente 3,8 % do PIB. A balança comercial, pela primeira vez em mais de uma década, volta a fechar no vermelho, e a balança de produtos manufaturados, que era relativamente equilibrada até 2006, vem apresentando déficit explosivo a cada ano, que já supera o valor escandaloso de US$ 100 bilhões. Basta o mercado financeiro internacional reverter os fluxos de investimento direto estrangeiro e de financiamento externo, e o Brasil estará de novo entrando em fase de risco nas suas contas externas. Por isso fica o alerta: estas reservas cambiais tão alardeadas, de cerca de US$ 370 bilhões, viram pó diante da magnitude dos números externos atuais de nossa economia. Na verdade, cerca de US$ 60 bilhões já foram supostamente consumidos pelo Banco Central de forma discreta em contratos futuros de swap cambial. A mudança de ventos na economia norte-americana, reduzindo a sua expansão monetária a partir de meados de 2014, certamente poderá causar um refluxo cambial agravando esse quadro das contas externas. Se nada for feito com urgência e coragem, a restrição externa ao crescimento da economia brasileira poderá em breve voltar à pauta de nossa agenda macroeconômica. Outro tema que não deve escapar à nossa observação, mesmo que nos últimos meses tenha caído num certo esquecimento pelo G-20, é a chamada guerra cambial. Não por acaso, assiste- 26 RBCE - 119

6 se a, nos últimos anos, uma disseminação dos controles de capital e de intervenções não coordenadas nos mercados de câmbio em países como o Brasil, Coreia, África do Sul, Turquia, Indonésia, Peru, Tailândia, Suíça e Japão. Esse quadro agrava quando se considera a política cambial sustentada pela China. Frente à desaceleração dos países do centro do sistema, a China optou pela manutenção do mesmo modelo de crescimento amparado nas exportações e, para isso, deve redirecionar seu superávit comercial para países que ainda sustentam algum grau de dinamismo. Nesse contexto, o atrelamento renminbi-dólar não somente dificulta um ajuste comercial bilateral dos EUA com a China, mas, adicionalmente, alimenta novos desequilíbrios no sistema internacional ao transferir o custo do ajustamento para as economias com câmbio apreciado. Países como o Brasil, por exemplo, assistem a uma invasão de importações chinesas que se transfigura em déficits em transações comerciais, corrói a estrutura industrial doméstica e transfere empregos para o outro lado do globo. Diante disso, faz-se necessária a discussão de acordos multilaterais para o câmbio, cujo intuito seja enfrentar os desequilíbrios globais e contornar os desalinhamentos das taxas de câmbio no âmbito multilateral, aos moldes do Acordo de Plaza (FMI-1985). Um primeiro eixo de discussão deve advir do reconhecimento da disfuncionalidade do atual sistema financeiro internacional que contribui para a distorção das taxas de câmbio. Ou seja, na atual conjuntura, os desalinhamentos cambiais são aprofundados pelos mercados financeiros. O segundo eixo da pauta deve tratar da manipulação da taxa de câmbio por países com superávits em transações correntes. Para isso deve-se ter em conta que a definição do regime de câmbio é uma questão soberana de cada país, no entanto, a aplicação de sanções comerciais multilaterais pode tornar cara a manipulação pela autoridade monetária de uma taxa de câmbio artificialmente depreciada. Os desafios desse tipo de medida são enormes e implicam necessariamente em uma reformulação das linhas de atuação da OMC. Ao FMI pode ser designado um papel relevante de supervisão das políticas cambiais implementadas, de avaliação dos desequilíbrios e dos desalinhamentos das taxas de câmbio reais. Uma característica fundamental do mercado de câmbio brasileiro é a assimetria de liquidez entre a negociação de reais à vista, nos mercados primário e interbancário, e de derivativos, essencialmente o mercado de dólar futuro da BM&F. Medida pelo giro financeiro no exercício de 2013, a liquidez do mercado futuro foi em média de US$ 27 bilhões por dia, em torno de quatro vezes maior do que a negociação no mercado à vista, de US$ 6,4 bilhões por dia. O baixo grau de regulação e a facilidade de acesso dos investidores estrangeiros aos derivativos torna o mercado de câmbio brasileiro particularmente permeável à especulação financeira. Com isso, a formação da taxa de câmbio no Brasil se descola do fluxo cambial e fica sujeita ao circuito especulaçãoarbitragem que tem origem no mercado futuro e se transmite para o mercado à vista. O baixo grau de regulação torna o mercado de câmbio brasileiro permeável à especulação financeira, e por paradoxal que possa parecer, essa deficiência regulatória precisa ser observada e corrigida para que não seja um obstáculo competitivo para a inserção internacional da economia brasileira, que pressupõem maior abertura comercial e maior acesso ao capital externo. Diante desse cenário nada alentador, pareceria óbvio que a promoção das exportações brasileiras, especialmente de manufaturados que agregam valor, renda e emprego, ganhasse nessa conjuntura forte relevância e prioridade entre as políticas públicas promovidas pelo Executivo federal. O Brasil, uma economia ainda com baixo nível de inserção internacional, apresentou em 2013 um grau de abertura (exportação + importação/pib) de apenas 21,5%, enquanto alguns outros países emergentes, de mesmo porte econômico que o Brasil apresentam em geral índices superiores a 50% de grau de abertura econômica. O PIB do Brasil corresponde a 3,3% do total do mundo número 2,5 vezes maior do que sua participação nas exportações mundiais. Daí resulta de um lado a visão critica de nossa debilidade comercial corrente no mundo globalizado, mas, de outro, a oportunidade de adoção em futuro próximo de uma nova política de inserção internacional RBCE

7 Com uma base industrial relativamente diversificada e sofisticada, não deve o Brasil de forma nenhuma abdicar de um simultâneo crescimento de sua produção agrícola e industrial, mesmo tendo em vista a inédita valorização das commodities agrícolas no mercado internacional da economia brasileira, baseada em forte expansão da atividade de comércio exterior, em ambas as direções, ou seja, exportações e importações crescendo simultaneamente a taxas duas ou três vezes superiores às taxas de crescimento do PIB. Obviamente, para que isso ocorra de forma sustentável será preciso a adoção de inúmeras medidas macro e microeconômicas com foco na competitividade econômica, como também a construção de um espaço de integração econômica bem mais amplo do que aquele obtido até agora, limitado neste momento a participação exclusiva sulamericana ou no máximo latinoamericana. O programa de integração aqui sugerido, para que seja consistente e traga um efetivo beneficio para a economia brasileira, deveria ser precedido de três urgentes reformas: (i) reforma fiscal, visando não só o equilíbrio das contas públicas e a recuperação da capacidade de investimento público em educação e serviços essenciais, mas também a redução e a simplificação da carga tributária, tanto em nível federal como estadual; (ii) reforma tarifária, por meio de uma gradual (mitigando eventuais efeitos inflacionários), mas efetiva, substituição de tarifas de importação elevadas por uma taxa de câmbio flutuante mais depreciada e menos volátil, de certa forma que seja blindada dos efeitos de movimentos de capital especulativo externo, que por vez ou outra assolam nossa economia e apreciam a taxa de câmbio acima de sua paridade legítima de mercado; e (iii), finalmente, uma série de Acordos Comerciais de Livre Comércio, a serem implantados de forma progressiva ao longo dos próximos anos, inserindo o Brasil nas cadeias produtivas globais com a segurança de um prévio reforço competitivo para a economia brasileira. Uma eventual desindustrialização precoce seria algo condenável no atual estágio emergente da economia brasileira, com a destruição de milhões de empregos urbanos de qualidade, o que agravaria ainda mais a questão social em nosso país. É preciso qualificar o entendimento correto do que se denomina desindustrialização : a palavra desindustrialização é a antítese de industrialização, o que nos leva primeiro a tentar entender o que é a industrialização de um país. Bem, parece mais fácil e óbvio explicar que industrialização é o processo evolutivo de uma economia que consegue, ao longo do tempo, produzir localmente as manufaturas que são demandadas por sua população, tais como roupas, calçados, automóveis, alimentos, etc. Essa produção, num primeiro momento, normalmente substitui produtos importados, ou ainda cresce simplesmente para satisfazer à demanda marginal que aumenta ano após ano naquela economia, para, em seguida, vir a exportar a produção excedente para outros mercados no exterior. No Brasil foi notória a fase de substituição de importações por produção local, que ocorreu principalmente de 1930 até Podia-se mesmo afirmar no final dos anos 80 que a economia brasileira, de tão fechada, era praticamente autossuficiente em quase tudo. Podemos, agora por antítese, afirmar que desindustrialização é o fenômeno de substituição 28 RBCE - 119

8 de produção local por produtos importados, o que resulta no aumento do coeficiente de importação de uma determinada economia. O coeficiente de importação nada mais é do que a relação da importação de manufaturados sobre o consumo aparente doméstico de manufaturas. É isso que se observa hoje em dia na economia brasileira. Vamos aos fatos e dados: segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o coeficiente de importação da indústria brasileira subiu de 16,9% no 2.º trimestre de 2009 para 24,7% no quarto trimestre de 2013, portanto um salto espetacular em pouco mais de quatro anos. Estima-se que no final de 2014 poderá estar acima de 25%. Talvez seja até pouco do ponto de vista relativo à nossa economia, mas o que preocupa são dois fatos: a velocidade de crescimento do coeficiente de importação, enquanto o coeficiente de exportação no mesmo período permanece estagnado, com tendência recente declinante. Outro fato a ser observado é a substituição de matérias-primas e máquinas locais por importadas na indústria de transformação. Vejam só: os carros aqui produzidos continuam sendo Made in Brazil, mas seu conteúdo importado, em muitos casos, subiu mais de 50% nos últimos dois anos. Até o aço utilizado na indústria brasileira é crescentemente importado. O coeficiente de importação setorial subiu de 8,6% para incríveis 19,3% no mesmo período acima observado. Quantos industriais brasileiros nós conhecemos que, sem qualquer alternativa, reduziram as linhas de produção ou mesmo fecharam fábricas no país e terceirizaram a fabricação na China, tornando-se agora prósperos importadores e distribuidores de produtos e marcas próprios, em vez de permanecerem como industriais deficitários? Com uma base industrial relativamente diversificada e sofisticada, não deve o Brasil de forma nenhuma abdicar de um simultâneo crescimento de sua produção agrícola e industrial, mesmo tendo em vista a inédita valorização das commodities agrícolas no mercado internacional. Muito menos se recomenda que o Brasil venha a alterar significativamente a atual distribuição geográfica das exportações, mantendo um quadro de baixa concentração por país ou por região econômica, e assim vem preservando um comércio bem distribuído e diversificado em todos continentes do globo. O Brasil do início do século XXI é um pais que vem ocupando lugar de crescente destaque no cenário internacional, seja pela sua dimensão populacional, como econômica e territorial. Há 140 anos o Brasil se destaca por manter uma situação de paz ininterrupta com seus vizinhos, e é a única nação desta dimensão que não se apresenta como potência nuclear e nem militar convencional. Daí resulta a referência atual ao Brasil como soft power, ou seja, um país que se projeta no contexto internacional pelo seu poder de persuasão diplomática e sua capacidade negocial, atuando muitas vezes como importante protagonista em debates internacionais sobre meio ambiente, comércio mundial, saúde, combate a pobreza, energia renovável, e agricultura e alimentação. Sua marcante atuação recente nas reuniões do G-20, como também na Conferência de Meio Ambiente de Copenhague em 2009, são dois exemplos desta nova atitude brasileira no contexto internacional. Nesta primeira década do século XXI, cabe destacar a crescente incerteza econômica das economias centrais, caracterizadas pelo baixo crescimento econômico e alto grau de endividamento de alguns países europeus, dos Estados Unidos, do Japão, e mesmo da falta de transparência do sistema financeiro chinês, certamente alavancado além do que se poderia considerar prudente. Por outro lado, o acelerado crescimento das economias emergentes promove uma gradual valorização das commodities, alterando os termos de troca e os fluxos no comércio internacional a favor dos países com recursos naturais abundantes, como é o caso do Brasil. Além da incerteza econômica que predomina no cenário mundial, dois outros temas apresentam crescente preocupação e são presenças frequentes nos debates internacionais dos últimos anos: a insegurança energética e a insegurança alimentar. São esses dois temas os que mais angustiam a humanidade desde a virada do século, e que se projetam para o futuro com enorme grau de incerteza, diante das dificuldades de ser superados por iniciativas internacionais isoladas em busca de maior nível de produção competitiva e sustentável. Ocorre que, em ambos os casos, o Brasil não é o problema, mas RBCE

9 sim a solução, ou, no mínimo, parte significativa dela. No caso da energia, além de já contarmos com uma matriz energética de relativo baixo carbono, com aproximadamente 45% de nosso consumo energético proveniente de fontes renováveis, seja principalmente da hidroeletricidade como do etanol combustível, temos ainda um enorme potencial de expansão futura de fontes sustentáveis de energia, tais como a biomassa, eólica, solar e hidráulica. A experiência de mais de 30 anos no uso contínuo do etanol como combustível veicular e o desenvolvimento da tecnologia automotiva flex fuel posicionam o Brasil como um dos importantes protagonistas dessa matéria. A evolução tecnológica recente tem permitido um significativo aumento do grau de eficiência na geração de eletricidade por meio da combustão da biomassa (bagaço de cana) em caldeiras de alta pressão e do próprio etanol em moto-geradores de capacidade média (até 400 kva). Somente no estado de São Paulo existe uma capacidade potencial de cerca de 10 mil MW de energia elétrica com base nos volumes de bagaço de cana já existentes a cada safra anual. Isso equivale mais ou menos a uma usina hidroelétrica do porte de Itaipú. Enquanto outros países desenvolvidos debatem sobre a inconveniência da energia nuclear depois do acidente sísmico no Japão em abril de 2011, e as consequências ambientais na região de Fukushima, como também sobre o crescente custo econômico e ambiental dos combustíveis fosseis, tais como o petróleo, o carvão, e o gás natural, o Brasil segue investindo na sua base energética de fontes renováveis, tornando-a uma referência mundial. Alguns líderes mundiais discutem, inclusive, a possibilidade de vir a se precificar em futuro próximo o custo ambiental de fontes poluentes de energia, de forma a desincentiválas em relação a outras menos poluentes e renováveis. Caso essa tendência evolua no futuro, países como o Brasil serão fortemente beneficiados no custo relativo de produção. Certamente, uma boa parte da experiência brasileira na matéria de energia renovável poderá ser reproduzida em dezenas de países de características climáticas e geográficas similares nos continentes americano, africano, e asiático, tornando o Brasil um parceiro estratégico na formulação e no desenvolvimento de planos de energia sustentável, aportandolhes não só seu conhecimento tecnológico acumulado, mas também a exportação de bens de capital, serviços, e uma parcela de capital de risco por meio de empreendedores privados. Ao mesmo tempo, muitas multinacionais já consideram a possibilidade de migração de elos eletro-intensivos de certas cadeias produtivas de plantas localizadas em países desenvolvidos para alguns países emergentes, com abundância de energia renovável competitiva. Isso traz para países como o Brasil uma nova e atrativa posição estratégica no mapa dos investimentos internacionais. Poderia ser o caso, por exemplo, das indústrias de papel e celulose, de alumínio, de siderurgia, de petroquímica, entre outras. Além desse promissor cenário no rol das energias renováveis, a descoberta recente de importante reserva de petróleo e gás natural no Brasil, posiciona o país como um dos cinco maiores produtores e exportadores mundiais de petróleo nas próximas décadas. Imagina-se nas projeções mais conservadoras que já em 2020 o Brasil deverá estar exportando um volume próximo de dois milhões de barris de petróleo por dia, ou que poderia ser melhor ainda, caso se exportasse o equivalente em produtos derivados como o diesel, a gasolina, e a nafta. Já as significativas descobertas recentes de reservas de gás natural nas bacias on-shore (Maranhão, Amazonas, e Minas Gerais) e off-shore (Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo) permitirão não só a expansão exponencial do parque termo-elétrico nacional, como a expansão de indústrias gás-intensivas, como as de produção de ureia e amônia, vidros, cerâmicas, produtos metalúrgicos e siderúrgicos, papel e celulose, entre outras. Isso não só trará um aporte extra de receitas de exportação para o país, mas também uma maior importância no cenário internacional, como fornecedor confiável de energia e de produtos eletro-intensivos. No campo da alimentação, o papel do Brasil no cenário internacional já é de grande destaque e tende a ficar ainda mais relevante diante da prevista escassez de fontes de proteína vegetal e animal para fazer frente ao exponencial crescimento de consumo mundial nas próximas décadas. Tomem por exemplo os dados recentemente divulgados pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação): o mundo precisará produzir 70% mais alimentos até Mas espera-se que o 30 RBCE - 119

10 crescimento da produção agrícola desacelere para 1,7% ao ano até 2020, ante 2,6% ao ano ao longo da década anterior, de acordo com as últimas estimativas. Tal combinação ajudará a elevar ainda mais os preços dos alimentos e a consumir os estoques reguladores. A escassez de alimentos e a consequente alta de preços, trará maior intranquilidade aos governos e aos mercados, podendo eventualmente gerar graves crises políticas, tensão entre países, e mesmo conflitos regionais. Agrava esse cenário, o risco de mudanças climáticas, que podem gerar volatilidade na oferta de alimentos, por conta de eventuais secas, inundações, e temperaturas excessivamente frias ou quentes. O Brasil já é hoje em dia uma potencia agrícola e ambiental. Temos sido nos últimos anos os maiores exportadores mundiais de carne bovina, carne de frango, suco de laranja, açúcar, café, etanol, e entre os três ou quatro maiores de carne suína, soja, cacau, milho, algodão, entre outros produtos agrícolas. Com um setor de agronegócio moderno, e dispondo de avançada tecnologia de agricultura tropical, o Brasil tem alcançado um notável ganho de produtividade agrícola nas ultimas décadas, haja vista que, de 1990 para cá, sa produção de grãos aumentou pouco mais de três vezes em volume, de 50 milhões para pouco mais de 180 milhões de toneladas por ano em 2014, enquanto a área plantada cresceu apenas 33%, de aproximadamente 45 para 60 milhões de hectares. Podemos afirmar sem risco de ufanismo, que nenhum país do mundo apresenta condições de aumento da oferta de alimentos no século XXI como o Brasil. Além dos contínuos ganhos de produtividade que ainda virão no futuro próximo com novas técnicas de plantio direto, melhoramento genético de sementes, uso de fertilizantes, ainda dispomos de cerca de 90 milhões de hectares de terras agriculturáveis, que hoje são pastagens de baixa intensidade (menos de uma cabeça de gado por hectare), que poderão ser utilizadas em breve para a expansão da produção agrícola, isso bem longe da Floresta Amazônica, e sem nenhum desmatamento adicional. Caso ocorram como previstos, novos e significativos investimentos em modais logísticos mais competitivos do que o modal rodoviário, tais como ferrovias, dutovias, cabotagem, e hidrovias, algumas dezenas de milhões de hectares de terras agrícolas poderão ser incorporadas a economia exportadora do país, tornando viável o seu escoamento a custos baixos para os principais portos nas costas brasileiras. Nossas reservas de água potável equivalem a 12% das reservas mundiais, e sendo relativamente bem distribuídas pelo território nacional, beneficia mais de 70% do território brasileiro com farta disponibilidade de recursos hídricos para a agricultura irrigada, geração de energia e uso humano. Podemos concluir que o Brasil, na medida em que elevar sua inserção no cenário internacional, deverá não só experimentar um maior ritmo de crescimento econômico e social, mas também poderá se tornar, cada vez mais, um importante interlocutor internacional em temas como meio ambiente, segurança energética e alimentar. O Brasil do século XXI poderá ser um ator internacional em franca ascensão, com o prestígio de sua economia cada vez mais sólida, integrada ao mercado internacional, e diversificada em áreas estratégicas de produção agrícola e industrial. E no campo diplomático, um país cada vez mais influente pela prática do soft power, como uma nova atitude explicita de relacionamento construtivo e pacifico com seus parceiros internacionais. Essa deveria ser, em minha opinião, uma prioridade de nossa política externa, diante do desafio de não apenas preservar, mas, mais ainda, expandir e aprimorar o modesto espaço que o Brasil ocupa no cenário do comércio internacional, algo pouco acima de 1% das trocas globais. Uma eventual inércia nesse campo poderá nos deixar ainda mais isolados e deslocados dos fluxos dinâmicos e internacionais de comércio e de capital, o que seria lamentável para as futuras gerações de brasileiros. Portanto, enquanto a OMC não chega a um consenso multilateral sobre o futuro da liberalização global dos fluxos de comércio de bens e serviços, o que para nós seria o cenário ideal, deveríamos, a partir do novo mandato presidencial, seja quem for o novo governante, buscar com empenho e pragmatismo as várias alternativas regionais e bilaterais de integração econômica que ora se apresentam, somando os esforços públicos e privados, numa verdadeira cruzada nacional pela expansão do comércio exterior brasileiro, valorizando a competitividade de nossa economia nos seus mais diversos setores de atuação. RBCE

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

Economia Brasileira e o Agronegócio Riscos e Oportunidades. Roberto Giannetti da Fonseca Maio 2015

Economia Brasileira e o Agronegócio Riscos e Oportunidades. Roberto Giannetti da Fonseca Maio 2015 Economia Brasileira e o Agronegócio Riscos e Oportunidades Roberto Giannetti da Fonseca Maio 2015 Cenário Macro Econômico Brasileiro 2015 Economia em forte e crescente desequilibrio Deficit Fiscal 2014

Leia mais

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 1 A Situação Industrial A etapa muito negativa que a indústria brasileira está atravessando vem desde a crise mundial. A produção

Leia mais

O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios

O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 Oportunidades e Desafios Português Resumo Executivo Esta é a segunda edição revista e ampliada da publicação: O Setor Elétrico Brasileiro e

Leia mais

A visão de longo prazo contempla: Produção Exportações líquidas Estoques. Área plantada Produtividade Consumo doméstico (total e per capita)

A visão de longo prazo contempla: Produção Exportações líquidas Estoques. Área plantada Produtividade Consumo doméstico (total e per capita) Fornecer aos agentes envolvidos no agronegócio, notadamente as indústrias de insumos agropecuários e de alimentos, além dos produtores, Governo e academia, informações estratégicas sobre a dinâmica futura

Leia mais

ANEXO I QUADRO COMPARATIVO DOS GOVERNOS LULA E fhc

ANEXO I QUADRO COMPARATIVO DOS GOVERNOS LULA E fhc ANEXO I QUADRO COMPARATIVO DOS GOVERNOS LULA E fhc Mercadante_ANEXOS.indd 225 10/4/2006 12:00:02 Mercadante_ANEXOS.indd 226 10/4/2006 12:00:02 QUADRO COMPARATIVO POLÍTICA EXTERNA Fortalecimento e expansão

Leia mais

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012 RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO Junho de 2012 Riscos e oportunidades para a indústria de bens de consumo A evolução dos últimos anos, do: Saldo da balança comercial da indústria

Leia mais

Produção de Commodities e Desenvolvimento Econômico O Esforço Empresarial Brasileiro Instituto de Economia UNICAMP 29 de março de 2010

Produção de Commodities e Desenvolvimento Econômico O Esforço Empresarial Brasileiro Instituto de Economia UNICAMP 29 de março de 2010 Produção de Commodities e Desenvolvimento Econômico O Esforço Empresarial Brasileiro Instituto de Economia UNICAMP 29 de março de 2010 A produção de commodities e a transformação econômica do Brasil João

Leia mais

Resumo Aula-tema 05: Análise Comparativa do Desenvolvimento Econômico da Índia e da China

Resumo Aula-tema 05: Análise Comparativa do Desenvolvimento Econômico da Índia e da China Resumo Aula-tema 05: Análise Comparativa do Desenvolvimento Econômico da Índia e da China Esta aula tratará da análise comparativa do processo de desenvolvimento da China e da Índia, países que se tornaram

Leia mais

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014

ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015. Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 ECONOMIA BRASILEIRA DESEMPENHO RECENTE E CENÁRIOS PARA 2015 Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2014 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. A Economia Brasileira Atual 2.1. Desempenho Recente

Leia mais

Soluções Integradas em Petróleo, Gás e Energia BRASIL

Soluções Integradas em Petróleo, Gás e Energia BRASIL BRASIL O Brasil possui uma economia sólida, construída nos últimos anos, após a crise de confiança que o país sofreu em 2002, a inflação é controlada, as exportações sobem e a economia cresce em ritmo

Leia mais

A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente

A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente BRICS Monitor A Ameaça Inflacionária no Mundo Emergente Agosto de 2011 Núcleo de Análises de Economia e Política dos Países BRICS BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa BRICS BRICS Monitor

Leia mais

2. QUATRO CENÁRIOS PARA O RIO GRANDE DO NORTE

2. QUATRO CENÁRIOS PARA O RIO GRANDE DO NORTE 2. QUATRO CENÁRIOS PARA O RIO GRANDE DO NORTE 35 1 Este capítulo apresenta uma síntese de quatro cenários prospectivos elaborados pelo Mais RN. O documento completo, contendo o detalhamento dessa construção,

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914

ESTUDO DE CASO MÓDULO XI. Sistema Monetário Internacional. Padrão Ouro 1870 1914 ESTUDO DE CASO MÓDULO XI Sistema Monetário Internacional Padrão Ouro 1870 1914 Durante muito tempo o ouro desempenhou o papel de moeda internacional, principalmente por sua aceitabilidade e confiança.

Leia mais

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil

A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil A Redução do Fluxo de Investimento Estrangeiro Direto e as Implicações para o Brasil Análise Economia e Comércio Bernardo Erhardt de Andrade Guaracy 30 de outubro de 2003 A Redução do Fluxo de Investimento

Leia mais

O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil

O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil Davi Almeida e Rodrigo Ventura Macroplan - Prospectiva, Estratégia & Gestão Artigo Publicado em: Sidney Rezende Notícias - www.srzd.com Junho de 2007 Após duas décadas

Leia mais

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore

O PAPEL DA AGRICULTURA. Affonso Celso Pastore O PAPEL DA AGRICULTURA Affonso Celso Pastore 1 1 Uma fotografia do setor agrícola tirada em torno de 195/196 Entre 195 e 196 o Brasil era um exportador de produtos agrícolas com concentração em algumas

Leia mais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais João Carlos Ferraz BNDES 31 de agosto de 2008 Guia Contexto macroeconômico Políticas públicas Perpectivas do investimento

Leia mais

18 de maio, 19h30. Minhas primeiras palavras são de saudação ao colega Ministro Gao Hucheng, que

18 de maio, 19h30. Minhas primeiras palavras são de saudação ao colega Ministro Gao Hucheng, que PALAVRAS DO MINISTRO ARMANDO MONTEIRO POR OCASIÃO DO JANTAR OFERECIDO PELO CONSELHO EMPRESARIAL BRASIL - CHINA, COM A PRESENÇA DO MINISTRO DO COMÉRCIO DA CHINA, GAO HUCHENG 18 de maio, 19h30. Minhas primeiras

Leia mais

China e África: Será que a lua-de-mel vai continuar?

China e África: Será que a lua-de-mel vai continuar? China e África: Será que a lua-de-mel vai continuar? Wenjie Chen e Roger Nord 21 de dezembro de 2015 A promessa recente de apoio financeiro no valor de USD 60 mil milhões ao longo dos próximos três anos

Leia mais

CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015

CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 CENÁRIOS ECONÔMICOS O QUE ESPERAR DE 2016? Prof. Antonio Lanzana Dezembro/2015 1 SUMÁRIO 1. Economia Mundial e Impactos sobre o Brasil 2. Política Econômica Desastrosa do Primeiro Mandato 2.1. Resultados

Leia mais

em números Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento

em números Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento agronegócio brasileiro em números Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento 2010 ranking Ranking Brasileiro da Produção e Exportação Fonte: USDA e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Leia mais

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas

O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas O processo de abertura comercial da China: impactos e perspectivas Análise Economia e Comércio / Desenvolvimento Carolina Dantas Nogueira 20 de abril de 2006 O processo de abertura comercial da China:

Leia mais

O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO E O SETOR DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS TENDÊNCIAS DOS MERCADOS PARA 2012/2013 E OS CENÁRIOS DE LONGO PRAZO Carlos Cogo Agosto/2012 LA NIÑA PROVOCA FORTES QUEBRAS EM SAFRAS DE GRÃOS O

Leia mais

BRASIL. Francisca Peixoto

BRASIL. Francisca Peixoto BRASIL Francisca Peixoto INTRODUÇÃO BRASIL Um dos principais fornecedores de alimentos e matériasprimas do mundo Dotação única em recursos naturais Política agropecuária alinhada com estratégia nacional

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno.

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno. 1. ASPECTOS GERAIS Comércio é um conceito que possui como significado prático, trocas, venda e compra de determinado produto. No início do desenvolvimento econômico, o comércio era efetuado através da

Leia mais

O Brasil e os acordos internacionais de comércio e investimentos

O Brasil e os acordos internacionais de comércio e investimentos O Brasil e os acordos internacionais de comércio e investimentos Seminário AMCHAM 29 de Agosto de 2013 1 1. Os acordos de comércio 2 Crise não freou celebração de acordos de comércio Soma de Acordos Preferenciais

Leia mais

O COMÉRCIO EXTERIOR DO BRASIL

O COMÉRCIO EXTERIOR DO BRASIL International Seminar & Book Launch of "Surmounting Middle Income Trap: the Main Issues for Brazil" Institute of Latin American Studies (ILAS, CASS) Brazilian Institute of Economics at Getulio Vargas Foundation

Leia mais

ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO (ECEME) 4º Congresso de Ciências Militares

ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO (ECEME) 4º Congresso de Ciências Militares ESCOLA DE COMANDO E ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO (ECEME) 4º Congresso de Ciências Militares Ciências Militares no Século XXI Situação Atual e Desafios Futuros Geopolítica dos Recursos Naturais Fontes Alternativas

Leia mais

IMF Survey. África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais

IMF Survey. África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais IMF Survey PERSPECTIVAS ECONÓMICAS REGIONAIS África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais Por Jesus Gonzalez-Garcia e Juan Treviño Departamento da África, FMI 24 de Abril de 2014

Leia mais

O Desafio do Aumento da Produtividade na Indústria para Conquistar um Mercado Global

O Desafio do Aumento da Produtividade na Indústria para Conquistar um Mercado Global O Desafio do Aumento da Produtividade na Indústria para Conquistar um Mercado Global Jorge A r bache U n i v e r s i d a d e d e B r a s í l i a S E M P E X 2 0 1 4 M a c e i ó, 2 2 / 5 / 2 0 1 4 0,45

Leia mais

Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014

Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014 1 Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014 Brasil: Fundamentos Macroeconômicos (1) Reservas International

Leia mais

IV Fórum da Terra. " Mudança Climática o Desafio do Século XXI

IV Fórum da Terra.  Mudança Climática o Desafio do Século XXI IV Fórum da Terra " Mudança Climática o Desafio do Século XXI Mariana Luz CEBRI Centro Brasileiro de Relações Internacionais Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2011 Economia verde como desafio global Economia

Leia mais

Prospectivas da Matriz Energética Nacional 2030

Prospectivas da Matriz Energética Nacional 2030 Prospectivas da Matriz Energética Nacional 2030 Gilberto Hollauer Departamento de Planejamento Energético SECRETARIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO Brasília, Brasília, 13 de 5 setembro de

Leia mais

Internacional Samuel Pinheiro Guimarães: A União Europeia e o fim do Mercosul

Internacional Samuel Pinheiro Guimarães: A União Europeia e o fim do Mercosul Internacional Samuel Pinheiro Guimarães: A União Europeia e o fim do Mercosul Samuel Pinheiro Guimarães postado em: 26/04/2014 Integração regional e acordos de livre comércio 1. A conveniência da participação

Leia mais

IGC Mozambique. A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique

IGC Mozambique. A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique IGC Mozambique A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique 09 de Março de 2012 1 Introdução Uma visão retrospectiva mostra uma década que já aponta a grande clivagem da economia

Leia mais

redução dos preços internacionais de algumas commodities agrícolas; aumento dos custos de

redução dos preços internacionais de algumas commodities agrícolas; aumento dos custos de Desempenho da Agroindústria No fechamento do primeiro semestre de 2005, a agroindústria registrou crescimento de 0,3%, taxa bastante inferior à assinalada pela média da indústria brasileira (5,0%) no mesmo

Leia mais

Avaliação Ambiental Estratégica em Instituições Financeiras Multilaterais

Avaliação Ambiental Estratégica em Instituições Financeiras Multilaterais Avaliação Ambiental Estratégica em Instituições Financeiras Multilaterais Garo Batmanian Banco Mundial Seminário Latino Americano de Avaliação Ambiental Estratégica Brasília, 28 de agosto de 2006 Estratégia

Leia mais

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011.

Análise CEPLAN Clique para editar o estilo do título mestre. Recife, 17 de agosto de 2011. Análise CEPLAN Recife, 17 de agosto de 2011. Temas que serão discutidos na VI Análise Ceplan A economia em 2011: Mundo; Brasil; Nordeste, com destaque para Pernambuco; Informe sobre mão de obra qualificada.

Leia mais

Cana de açúcar para indústria: o quanto vai precisar crescer

Cana de açúcar para indústria: o quanto vai precisar crescer Cana de açúcar para indústria: o quanto vai precisar crescer A demanda crescente nos mercados interno e externo por combustíveis renováveis, especialmente o álcool, atrai novos investimentos para a formação

Leia mais

Oportunidades de Mercado na Visão do Serviço Florestal Brasileiro

Oportunidades de Mercado na Visão do Serviço Florestal Brasileiro Oportunidades de Mercado na Visão do Serviço Florestal Brasileiro - 2º Congresso Florestal do Tocantins - André Luiz Campos de Andrade, Me. Gerente Executivo de Economia e Mercados do Serviço Florestal

Leia mais

1. (FGV 2014) A questão está relacionada ao gráfico e ao texto apresentados.

1. (FGV 2014) A questão está relacionada ao gráfico e ao texto apresentados. Brasil e Commodities 1. (FGV 2014) A questão está relacionada ao gráfico e ao texto apresentados. Desde 2007, os produtos básicos sinalizam uma estabilização no quantum importado, apresentando pequena

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

Balança Comercial 2003

Balança Comercial 2003 Balança Comercial 2003 26 de janeiro de 2004 O saldo da balança comercial atingiu US$24,8 bilhões em 2003, o melhor resultado anual já alcançado no comércio exterior brasileiro. As exportações somaram

Leia mais

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento

Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Unidade 6: América: contrastes no desenvolvimento Capítulo 1: América: Um continente de Contrastes Capítulo 2: Estados Unidos e Canadá Apresentação elaborada pelos alunos do 8º Ano B Montanhas Rochosas

Leia mais

Organizações internacionais Regionais

Organizações internacionais Regionais Organizações internacionais Regionais Percurso 4 Geografia 9ºANO Profª Bruna Andrade e Elaine Camargo Os países fazem uniões a partir de interesses comuns. Esses interesses devem trazer benefícios aos

Leia mais

Palestra: História da Cana-de. de-açúcar no Centro-Oeste Professora: Ana Paula PROJETO: PRODUÇÃO DO AÇÚCAR ORGÂNICO NA JALLES MACHADO S/A

Palestra: História da Cana-de. de-açúcar no Centro-Oeste Professora: Ana Paula PROJETO: PRODUÇÃO DO AÇÚCAR ORGÂNICO NA JALLES MACHADO S/A Palestra: História da Cana-de de-açúcar no Centro-Oeste Professora: Ana Paula PROJETO: PRODUÇÃO DO AÇÚCAR ORGÂNICO NA JALLES MACHADO S/A ORIGEM DA CANA-DE-AÇÚCAR A cana-de de-açúcar é uma planta proveniente

Leia mais

A EMERGÊNCIA DA CHINA. Desafios e Oportunidades para o Brasil Dr. Roberto Teixeira da Costa

A EMERGÊNCIA DA CHINA. Desafios e Oportunidades para o Brasil Dr. Roberto Teixeira da Costa A EMERGÊNCIA DA CHINA Desafios e Oportunidades para o Brasil Dr. Roberto Teixeira da Costa Crescimento médio anual do PIB per capita - 1990-2002 10 8,8 5 0 Fonte: PNUD 1,3 Brasil China dinamismo econômico

Leia mais

CESA Comitê de Apoio ao Comércio Exterior

CESA Comitê de Apoio ao Comércio Exterior A ALCA E OS INTERESSES BRASILEIROS Thomas Benes Felsberg Agnes Borges O Brasil no Mercado Internacional Respondemos hoje por menos de 1% do comércio mundial. Exportações brasileiras não superam a marca

Leia mais

NORDESTE: DESEMPENHO DO COMÉRCIO EXTERIOR EM 2009

NORDESTE: DESEMPENHO DO COMÉRCIO EXTERIOR EM 2009 O nosso negócio é o desenvolvimento ESCRITÓRIO TÉCNICO DE ESTUDOS ECONÔMICOS DO NORDESTE-ETENE INFORME SETORIAL INDÚSTRIA E SERVIÇOS NORDESTE: DESEMPENHO DO COMÉRCIO EXTERIOR EM 2009 Ano IV No 2 O nosso

Leia mais

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ

Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Prof. José Luis Oreiro Instituto de Economia - UFRJ Palma, G. (2002). The Three routes to financial crises In: Eatwell, J; Taylor, L. (orgs.). International Capital Markets: systems in transition. Oxford

Leia mais

Cooperação entre Brasil e EUA para a produção de etanol

Cooperação entre Brasil e EUA para a produção de etanol Cooperação entre Brasil e EUA para a produção de etanol Resenha Desenvolvimento / Economia e Comércio Raphael Rezende Esteves 22 de março de 2007 1 Cooperação entre Brasil e EUA para a produção de etanol

Leia mais

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 COMUNICADO No: 58 Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 10 de dezembro de 2015 (Genebra) - A International Air Transport Association (IATA) anunciou

Leia mais

Brasil: Potência ou Colônia? Uma reflexão necessária...

Brasil: Potência ou Colônia? Uma reflexão necessária... Brasil: Potência ou Colônia? Uma reflexão necessária... Sede Nacional Sede Nacional - SP Fundação: 1937 - origem em um sindicato têxtil; Possui 1.500 empresas associadas e representa 4,5 mil empresas;

Leia mais

O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO NO PERÍODO DE 1985-2009: BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO DAS COMMODITIES? Stela Luiza de Mattos Ansanelli (Unesp)

O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO NO PERÍODO DE 1985-2009: BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO DAS COMMODITIES? Stela Luiza de Mattos Ansanelli (Unesp) O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO NO PERÍODO DE 1985-2009: BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO DAS COMMODITIES? Stela Luiza de Mattos Ansanelli (Unesp) Objetivo Qual padrão de especialização comercial brasileiro? Ainda fortemente

Leia mais

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Características Agropecuárias A sociedade brasileira viveu no século XX uma transformação socioeconômica e cultural passando de uma sociedade agrária para uma sociedade

Leia mais

Uma proposição de política cambial para a economia brasileira +

Uma proposição de política cambial para a economia brasileira + Uma proposição de política cambial para a economia brasileira + Fernando Ferrari Filho * e Luiz Fernando de Paula ** A recente crise financeira internacional mostrou que a estratégia nacional para lidar

Leia mais

ISSN 1517-6576 CGC 00 038 166/0001-05 Relatório de Inflação Brasília v 3 n 3 set 2001 P 1-190 Relatório de Inflação Publicação trimestral do Comitê de Política Monetária (Copom), em conformidade com o

Leia mais

BRASIL Comércio Exterior

BRASIL Comércio Exterior Ministério das Relações Exteriores - MRE Departamento de Promoção Comercial e Investimentos - DPR Divisão de Inteligência Comercial - DIC BRASIL Comércio Exterior Novembro de 2014 Índice. Dados Básicos.

Leia mais

+Gás Brasil. A energia que pode revolucionar a economia brasileira. São Paulo, 17 de Outubro de 2012

+Gás Brasil. A energia que pode revolucionar a economia brasileira. São Paulo, 17 de Outubro de 2012 +Gás Brasil A energia que pode revolucionar a economia brasileira São Paulo, 17 de Outubro de 2012 A hora do gás na agenda nacional Mudanças tecnológicas, econômicas e políticas globais e locais impõem

Leia mais

27/09/2011. Integração Econômica da América do Sul: Perspectiva Empresarial

27/09/2011. Integração Econômica da América do Sul: Perspectiva Empresarial 27/09/2011 Integração Econômica da América do Sul: Perspectiva Empresarial Estrutura da apresentação Perspectiva empresarial Doing Business 2011 Investimentos Estrangeiros e Comércio Exterior Complementaridade

Leia mais

O Brasil no século XXI. Desafios Estratégicos para o Brasil em 2022

O Brasil no século XXI. Desafios Estratégicos para o Brasil em 2022 O Brasil no século XXI Desafios Estratégicos para o Brasil em 2022 Construir o Brasil do século XXI Reduzir as Vulnerabilidades Externas; Enfrentar as desigualdades; Realizar as potencialidades; Construir

Leia mais

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática

Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática Posição da indústria química brasileira em relação ao tema de mudança climática A Abiquim e suas ações de mitigação das mudanças climáticas As empresas químicas associadas à Abiquim, que representam cerca

Leia mais

. Reafirmar a importância do etanol como tema estratégico para a economia, o meio-ambiente, a geração de empregos e o futuro do País

. Reafirmar a importância do etanol como tema estratégico para a economia, o meio-ambiente, a geração de empregos e o futuro do País o que é O QUE É. Lançado em Brasília em dezembro de 2011, o Movimento Mais Etanol visa detalhar e disseminar políticas públicas e privadas indispensáveis para: w O restabelecimento da competitividade do

Leia mais

CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015

CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015 ATENÇÃO: ANTES DE ASSINAR ESTA CARTA, LEIA O CONTEÚDO ATÉ O FINAL E CLIQUE NO LINK. FÓRUM DE AÇÃO EMPRESARIAL PELO CLIMA CARTA ABERTA AO BRASIL SOBRE MUDANÇA DO CLIMA 2015 O desafio da mudança do clima

Leia mais

TRABALHO DE ECONOMIA:

TRABALHO DE ECONOMIA: UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS - UEMG FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE ITUIUTABA - FEIT INSTITUTO SUPERIOR DE ENSINO E PESQUISA DE ITUIUTABA - ISEPI DIVINO EURÍPEDES GUIMARÃES DE OLIVEIRA TRABALHO DE ECONOMIA:

Leia mais

AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL

AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL IMPORTÂNCIA ECONOMICA 1- Exportações em 2014: Mais de US$ 100 bilhões de dólares; 2- Contribui com aproximadamente 23% do PIB brasileiro; 3- São mais de 1 trilhão de Reais e

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes. Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA

A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes. Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA O uso da terra no Brasil Evolução das Áreas de Produção Milhões de hectares 1960 1975 1985 1995 2006 Var.

Leia mais

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO PROGRAMAÇÃO DO EVENTO Dia 08/08 // 09h00 12h00 PLENÁRIA Nova economia: includente, verde e responsável Nesta plenária faremos uma ampla abordagem dos temas que serão discutidos ao longo de toda a conferência.

Leia mais

2º Encontro Empresarial Brasil-União Européia. Declaração Conjunta

2º Encontro Empresarial Brasil-União Européia. Declaração Conjunta 2º Encontro Empresarial Brasil-União Européia Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 2008. Declaração Conjunta Sumário Os empresários europeus e brasileiros apóiam com entusiasmo a Parceria Estratégica Brasil-

Leia mais

Brasil e Estados Unidos avançam na reabertura de mercado para carne bovina in natura

Brasil e Estados Unidos avançam na reabertura de mercado para carne bovina in natura Edição 14 - Julho de 2015 Brasil e Estados Unidos avançam na reabertura de mercado para carne bovina in natura A presidente Dilma Rousseff esteve nos Estados Unidos, de 27 de junho a 1º de julho, onde

Leia mais

Blocos Econômicos. MERCOSUL e ALCA. Charles Achcar Chelala

Blocos Econômicos. MERCOSUL e ALCA. Charles Achcar Chelala Blocos Econômicos MERCOSUL e ALCA Charles Achcar Chelala Blocos Econômicos Tendência recente, com origens na década de 50, com a CEE Comunidade Econômica Européia Em 2007 fez 50 anos Objetivos Fortalecer

Leia mais

Buscando cooperação no mundo pós-crise: DECLARAÇÃO CONJUNTA

Buscando cooperação no mundo pós-crise: DECLARAÇÃO CONJUNTA 3 º Encontro Empresarial Brasil-UE Buscando cooperação no mundo pós-crise: DECLARAÇÃO CONJUNTA Estocolmo, 6 de outubro de 2009 A Confederação de Empresas Suecas (SN), O BUSINESSEUROPE e a Confederação

Leia mais

Bradesco: Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Conjuntura Macroeconômica Semanal

Bradesco: Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Conjuntura Macroeconômica Semanal INFORMATIVO n.º 35 AGOSTO de 2015 Bradesco: Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Conjuntura Macroeconômica Semanal Depreciação do yuan traz incertezas adicionais à economia chinesa neste ano

Leia mais

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo

Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo A UA UL LA MÓDULO 7 Crescimento urbano e industrial dos anos 20 ao Estado Novo Nesta aula O café foi o principal produto de exportação durante a República Velha. Os cafeicultores detinham o controle da

Leia mais

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace

Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace Enfrentar a crise climática vai ajudar a resolver a crise financeira a perspectiva do Greenpeace Manaus Av. Joaquim Nabuco, 2367, Centro CEP: 69020-031 Tel.: +55 92 4009-8000 Fax: +55 92 4009-8004 São

Leia mais

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO - FIESP

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO - FIESP FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO - FIESP CONSELHO SUPERIOR DE COMÉRCIO EXTERIOR DA FIESP - COSCEX PALESTRA AS DIFICULDADES DO COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO NA ARGENTINA, VENEZUELA, EUA E

Leia mais

O crescimento da China e seus impactos sobre a economia mineira

O crescimento da China e seus impactos sobre a economia mineira SETOR EXTERNO E ECONOMIA INTERNACIONAL O crescimento da China e seus impactos sobre a economia mineira Gilberto Libânio * RESUMO - O presente trabalho busca discutir a importância do setor externo no desempenho

Leia mais

SEGURO SIMPLES ESTÁVEL RENTÁVEL ALTA LIQUIDEZ

SEGURO SIMPLES ESTÁVEL RENTÁVEL ALTA LIQUIDEZ Slide 1 INVESTIMENTO SEGURO SIMPLES ESTÁVEL RENTÁVEL ALTA LIQUIDEZ Iniciar O objetivo da apresentação é demonstrar que o investimento em PCH s é uma oportunidade muito interessante de negócio. A primeira

Leia mais

Fusões e Aquisições no Setor Sucroalcooleiro e a Promoção da Bioeletricidade

Fusões e Aquisições no Setor Sucroalcooleiro e a Promoção da Bioeletricidade Fusões e Aquisições no Setor Sucroalcooleiro e a Promoção da Bioeletricidade Nivalde J. de Castro 1 Guilherme de A. Dantas 2 A indústria sucroalcooleira brasileira passa por um intenso processo de fusões

Leia mais

14º CONGRESSO BRASILEIRO DO AGRONEGÓCIO FÓRUM ALIMENTOS. Vamos tornar o Brasil o primeiro produtor de Alimentos do Mundo?

14º CONGRESSO BRASILEIRO DO AGRONEGÓCIO FÓRUM ALIMENTOS. Vamos tornar o Brasil o primeiro produtor de Alimentos do Mundo? 14º CONGRESSO BRASILEIRO DO AGRONEGÓCIO FÓRUM ALIMENTOS Vamos tornar o Brasil o primeiro produtor de Alimentos do Mundo? ALAN BOJANIC Ph.D. REPRESENTANTE DA FAO NO BRASIL ALIMENTAR O MUNDO EM 2050 As novas

Leia mais

Plano Brasil Maior 2011/2014. Inovar para competir. Competir para crescer.

Plano Brasil Maior 2011/2014. Inovar para competir. Competir para crescer. Plano Brasil Maior 2011/2014 Inovar para competir. Competir para crescer. Foco e Prioridades Contexto Dimensões do Plano Brasil Maior Estrutura de Governança Principais Medidas Objetivos Estratégicos e

Leia mais

Desafio mundial. Paralelamente a questões

Desafio mundial. Paralelamente a questões KPMG Business Magazine 31 Getty Images/Alexander Bryljaev Muitas tendências apontadas pelo estudo já são evidentes, e a lentidão na busca de soluções para mitigá-las trará sérias consequências para a população

Leia mais

Sinergia com os EUA. Henrique Rezezinski¹. Ano: 2012

Sinergia com os EUA. Henrique Rezezinski¹. Ano: 2012 ¹ Ano: 2012 1 HENRIQUE REZEZINSKI é membro do Conselho Curador do CEBRI e presidente da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (Amcham-Rio). CEBRI Centro Brasileiro de Relações Internacionais +55

Leia mais

VALOR E PARTICIPAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES, POR FATOR AGREGADO E PAÍS DE DESTINO

VALOR E PARTICIPAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES, POR FATOR AGREGADO E PAÍS DE DESTINO VALOR E PARTICIPAÇÃO DAS EXPORTAÇÕES, POR FATOR AGREGADO E PAÍS DE DESTINO 1 - CHINA 2 - ESTADOS UNIDOS 2014 34.292 84,4 4.668 11,5 1.625 4,0 6.370 23,6 5.361 19,8 13.667 50,6 2013 38.973 84,7 5.458 11,9

Leia mais

Brasil-China: Uma Agenda de

Brasil-China: Uma Agenda de Brasil-China: Uma Agenda de Colaboração Jorge Arbache BNDES Palácio do Itamaraty, Rio de Janeiro, 17 de junho de 2011 1 China Principal parceiro comercial do Brasil Um dos principais investidores estrangeiros

Leia mais

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012

Palestra: Macroeconomia e Cenários. Prof. Antônio Lanzana 2012 Palestra: Macroeconomia e Cenários Prof. Antônio Lanzana 2012 ECONOMIA MUNDIAL E BRASILEIRA SITUAÇÃO ATUAL E CENÁRIOS SUMÁRIO I. Cenário Econômico Mundial II. Cenário Econômico Brasileiro III. Potencial

Leia mais

A CRISE DOS ALIMENTOS EM 2007 E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O MERCADO INTERNACIONAL WALDÊNIA JANINE FERREIRA SILVA

A CRISE DOS ALIMENTOS EM 2007 E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O MERCADO INTERNACIONAL WALDÊNIA JANINE FERREIRA SILVA 1 A CRISE DOS ALIMENTOS EM 2007 E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O MERCADO INTERNACIONAL WALDÊNIA JANINE FERREIRA SILVA INTRODUÇÃO As recentes altas dos preços dos alimentos remetem a vários questionamentos de

Leia mais

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004

Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Uma avaliação crítica da proposta de conversibilidade plena do Real XXXII Encontro Nacional de Economia - ANPEC 2004, Natal, dez 2004 Fernando Ferrari-Filho Frederico G. Jayme Jr Gilberto Tadeu Lima José

Leia mais

Aumentar a fonte Diminuir a fonte

Aumentar a fonte Diminuir a fonte 1 de 6 31/01/2014 23:46 Aumentar a fonte Diminuir a fonte SOMOS CINCO - Líderes dos países integrantes dos Brics em reunião na China, em 2011, que marcou a entrada da África do Sul Crédito: Roberto Stuckert

Leia mais

Global Development Finance: uma perspectiva mais positiva para os países em desenvolvimento

Global Development Finance: uma perspectiva mais positiva para os países em desenvolvimento Global Development Finance: uma perspectiva mais positiva para os países em desenvolvimento Os países em desenvolvimento estão se recuperando da crise recente mais rapidamente do que se esperava, mas o

Leia mais

NOTA SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR NA AMÉRICA DO SUL

NOTA SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR NA AMÉRICA DO SUL fevereiro 2010 NOTA SOBRE O COMÉRCIO EXTERIOR NA AMÉRICA DO SUL Paulo Roberto Delgado * Gracia Maria Viecelli Besen* Na presente década, verificou-se forte expansão do comércio externo nos países da América

Leia mais

O Futuro da Indústria Química CARLOS FADIGAS

O Futuro da Indústria Química CARLOS FADIGAS O Futuro da Indústria Química CARLOS FADIGAS A indústria química é relevante para o Brasil... Faturamento da Indústria Química Brasileira (US$ bilhões) +6% a.a. 166 160 162 124 129 101 2008 2009 2010 2011

Leia mais

ARGENTINA Comércio Exterior

ARGENTINA Comércio Exterior Ministério das Relações Exteriores - MRE Departamento de Promoção Comercial e Investimentos - DPR Divisão de Inteligência Comercial - DIC ARGENTINA Comércio Exterior Agosto de 2014 Índice. Dados Básicos.

Leia mais

INTEGRAÇÃO DO CONE SUL: A INSERÇÃO REGIONAL NA ORDEM GLOBAL 2

INTEGRAÇÃO DO CONE SUL: A INSERÇÃO REGIONAL NA ORDEM GLOBAL 2 INTEGRAÇÃO DO CONE SUL: A INSERÇÃO REGIONAL NA ORDEM GLOBAL 2 INTEGRAÇÃO DO CONE SUL: A INSERÇÃO REGIONAL NA ORDEM GLOBAL HAROLDO LOGUERCIO CARVALHO * A nova ordem internacional que emergiu com o fim da

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013 Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013 As exportações em março apresentaram aumento de +27,85% em relação a fevereiro. O valor exportado superou novamente a marca de US$ 1 bilhão, atingindo

Leia mais

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os Desempenho da Agroindústria em 2004 Em 2004, a agroindústria obteve crescimento de 5,3%, marca mais elevada da série histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003),

Leia mais

101/15 30/06/2015. Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados

101/15 30/06/2015. Análise Setorial. Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados 101/15 30/06/2015 Análise Setorial Fabricação de artefatos de borracha Reforma de pneumáticos usados Junho de 2015 Sumário 1. Perspectivas do CenárioEconômico em 2015... 3 2. Balança Comercial de Março

Leia mais