Índice de Confiança do Agronegócio



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Transcrição:

Índice de Confiança do Agronegócio Terceiro Trimestre 2014 Principais Resultados:» Índice de Confiança do Agronegócio» Índice da Indústria (antes e depois da porteira)» Índice do Produtor Agropecuário

Índice de Confiança do Agronegócio: 89,3 pontos, a tendência pessimista é mantida Pessimismo chega ao agronegócio O Índice de Confiança do Agronegócio continuou em queda no terceiro trimestre de 2014. Embora em menor intensidade, o índice recuou 2,5 pontos em relação ao trimestre anterior, para 89,3 pontos (escala de 0 a 200). O setor foi influenciado pelas incertezas geradas pela indefinição eleitoral no período do levantamento, sendo a avaliação sobre a economia do Brasil um dos itens que mais pesaram para a redução do índice. Apesar de o índice da Indústria Pós Porteira ter apresentado pequena variação positiva (0,7 ponto), tanto o índice do produtor agropecuário quanto da indústria pré porteira caíram, com destaque para este último, com queda de 15,4 pontos. Quanto ao produtor agropecuário, o índice recuou 0,4 ponto, pois a confiança do produtor pecuário subiu pelo segundo levantamento consecutivo e ajudou a amenizar a queda do índice geral. * Agricultura = 75% e Pecuária = 25% ** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior Índice da Indústria (Antes e Depois da Porteira): 86,4 pontos, queda de 4,1 pontos O descontentamento com a atual situação da economia brasileira, que já era evidente no trimestre anterior, se manteve no terceiro trimestre. Houve queda também da confiança no setor/região de atuação das empresas.

* Antes da Porteira = 30% e Depois da Porteira = 70% ** Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários): 78,7 pontos, queda de 15,4 pontos Principal responsável pela queda do Índice da Indústria, o Pré Porteira, apresentou forte redução devido às condições gerais (avaliação das empresas sobre a economia brasileira e sobre as condições da região e setor em que atuam). A avaliação das empresas em relação às condições do negócio ficou praticamente estável. A forte queda das cotações de soja, milho e algodão ao longo do terceiro trimestre afetou negativamente tanto o índice de condições atuais como as expectativas futuras de todos os segmentos da indústria. Mas houve um impacto mais significativo sobre o segmento de defensivos, pois as culturas juntas representam cerca de 70% do faturamento do setor. No entanto, esses grãos impactam de forma importante o dinamismo de todo o segmento de insumos, o que se reflete nos números atuais. * Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior

Indústria Depois da Porteira (Logística e Alimentos): 89,7 pontos, discreto aumento de 0,7 pontos Responsável pela maior redução no trimestre anterior, o resultado da indústria depois da porteira da fazenda apresentou discreto aumento no terceiro trimestre. Diferente da Indústria Pré Porteira, em que as condições do negócio ficaram praticamente estáveis, a indústria Pós Porteira se mostrou mais otimista neste quesito, tanto nas condições atuais como futuras. Não houve tendência clara entre os segmentos pesquisados (empresas de logística, tradings e indústria processadora), mas a confiança subiu influenciada por fatores como a queda dos preços das commodities, que representam melhoria nos custos de produção da indústria, e a alta da taxa de câmbio no período, o que auxilia o elo exportador da cadeia. * Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior Índice do Produtor Agropecuário: 93,3 pontos, queda de 0,4 pontos Produtor Agrícola: 90,0 pontos, queda de 2,2 pontos A confiança do produtor agrícola caiu 2,2 pontos no terceiro trimestre, influenciado novamente pelos produtores de cana-de-açúcar e laranja. Assim como no trimestre anterior, no sentido oposto, a melhora da confiança do produtor pecuário ajudou a amenizar a queda do indicador geral do produtor agropecuário. A preocupação com a situação da economia brasileira foi novamente o item que mais influenciou o resultado para baixo, principalmente para os produtores de laranja e cana-deaçúcar (para estes produtores, a avaliação sobre a situação atual caiu pela primeira vez abaixo de 30 pontos). A forte queda das cotações internacionais dos grãos, registrada ao longo do terceiro trimestre, foi em parte amenizada pela alta do dólar. Com isso, é interessante observar que, quando se

analisa a situação atual, os produtores de todas as culturas praticamente mantiveram as percepções em relação ao item preço na comparação com o trimestre anterior. O grande impacto ocorreu sobre as perspectivas de preço, com os produtores de grãos se mostrando mais pessimistas, inclusive, que os de laranja e cana-de-açúcar. Para os produtores de grãos, essa perspectiva negativa em relação aos preços foi compensada pelo item produtividade, já que os mesmos se mostraram extremamente otimistas em relação à safra 2014/15. Vale ressaltar que o período deste levantamento foi concentrado no mês de setembro, antes portanto dos problemas climáticos que atrasaram o plantio da soja em praticamente todas as regiões produtoras do Brasil. Os produtores de grãos e café continuam otimistas em relação à confiança no setor. Merece destaque também a melhora da avaliação dos produtores (todas as culturas) em relação à oferta de crédito, o que também ajudou a amenizar a queda do índice geral. * Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior Produtor Pecuário: 103,0 pontos, aumento de 4,8 pontos Os pecuaristas, tanto de corte como de leite, se mostraram mais confiantes no terceiro trimestre e passaram para a condição otimista. Os aumentos foram expressivos, principalmente em relação à confiança no setor e às condições da região. Com a redução dos custos de produção e recuperação dos preços, aumentou o sentimento otimista neste setor, que só não foi maior pelo item economia brasileira, que seguiu a mesma tendência dos demais elos da cadeia e apresentou forte recuo. Para os produtores de leite, o cenário continuou favorecendo a recuperação de margens, com a relação de troca entre venda de leite e compra de milho atingindo os melhores patamares durante todo o período pós Plano Real. Na pecuária de corte, os preços da arroba do boi gordo continuaram subindo, chegando a R$ 128,5/@ em setembro deste ano, valor 20% acima do mesmo mês do ano passado e 34% acima de setembro/2012.

* Variação (em pontos) em relação ao trimestre anterior