Isquemia Lesão e Necrose Miocárdica



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O meio interno é negativo em relação ao meio externo Inversão de cargas durante a despolarização

Isquemia Instala-se após 20 minutos da oclusão Atraso no processo de repolarização Alteração da bomba de sódio e potássio Diminuição dp K intracelular Prolongamento da Fase 3 dependente do fluxo Ki

Isquemia Normal Sístole Diástole

Fase hiperaguda Prolongamento do QT mantendo T positiva Na evolução inversão da onda T isquemia subepicárdica Área 1- normal Área 2 - isquemia

Ativação normal e retardo na repolarização isquemia subepicárdica

Normal

Isquemia subepicárdica

Isquemia subepicárdica

Isquemia subendocárdica

Normal Isquemia subepicárdica Isquemia subepicárdica Isquemia subendocárdica

Simetria da onda T

Isquemia

Isquemia Subepicárdica

Isquemia Subepicárdica

Isquemia Subepicárdica

Isquemia Subepicárdica

Isquemia Subepicárdica

Isquemia subendocárdica

Localização Topográfica da Isquemia Ântero-septal onda T alterada em V1,V2, V3, V4 Septal média (ou septal) onda T alterada em V1, V2 Septal baixa (anterior estrita) onda T alterada em V3, V4 Ântero-lateral (ou lateral) onda T alterada em D1, avl, V4-V6 Lateral alta onda T alterada em D1, avl Anterior extensa onda T alterada em D1, avl, V1-V6

Localização Topográfica da Isquemia Inferior ou diafragmática onda T alterada D2, D3, avf Dorsal ou posterior onda T alterada em V7, V8 (espelho V1-V2) Septal profunda onda T alterada em D2, D3, avf, V1-V3

Corrente de Lesão ou Injúria

Lesão Subepicárdica

Supradesnível do ponto J e segmento ST Segmento ST de convexidade superior Aumento do intervalo QT

Lesão subepicárdica

Lesão Subepicárdica

Lesão Transmural Lesão subendocárdica

Mecanismo elétrico corrente de lesão

Mecanismo elétrico corrente de lesão

Mecanismo elétrico corrente de lesão

Localização Topográfica da Lesão Ântero-septal Desnível do ST em V1,V2, V3, V4 Septal média (ou septal) Desnível do ST em V1, V2 Septal baixa (anterior estrita) Desnível do ST em V3, V4 Ântero-lateral (ou lateral) Desnível do ST em D1, avl, V4-V6 Lateral alta Desnível do ST em D1, avl Anterior extensa Desnível do ST em D1, avl, V1-V6

Localização Topográfica da Lesão Inferior ou diafragmática Desnível do ST em D2, D3, avf Dorsal ou posterior Desnível do ST em V7, V8 (espelho V1-V2) Septal profunda Desnível do ST em D2, D3, avf, V1-V3

Lesão Subepicárdica

Lesão Subepicárdica

Lesão Subepicárdica Mecanismo da imagem em espelho

Lesão Subepicárdica Mecanismo da imagem em espelho

Mecanismo da imagem em espelho

Lesão subepicárdica inferior

Lesão subepicárdica inferior

Lesão Subepicárdica

Lesão Subepicárdica

Região Anterior Lesão Subepicárdica

Lesão Subepicárdica Infarto Agudo do Miocárdico em Região Ântero-septal (Corrente de Lesão Ântero-septal)

Lesão Subepicárdica

Lesão Subepicárdica Corrente de Lesão em Região Inferior Necrose Dorsal

Lesão Subepicárdica Corrente de Lesão em Região Inferior Necrose Dorsal

Lesão Subepicárdica Corrente de Lesão em Regiões Ântero-septal e Lateral

Lesão Subendocárdica

Isquemia subendocárdica Infradesnível do ponto J e segmento ST Segmento ST de concavidade superior Aumento do tempo de deflexão intrinsecóide Aumento do intervalo QT

Lesão Subendocárdica Regiões Ântero-septal e Anterior

Eletrodo Critérios Eletrocardiográficos de Isquemia e Lesão

NECROSE

NECROSE

NECROSE características da onda Q

NECROSE características da onda Q

Necrose Miocárdica

Necrose Miocárdica transmural

Necrose Miocárdica subendocárdica

Necrose Miocárdica subepicárdica

Manifestações Eletrocardiográficas da Necrose Miocárdica

Necrose em Região Inferior

Necrose em Regiões Inferior e Dorsal

Necrose em Regiões Ântero-septal e Anterior

Localização Topográfica da Lesão Ântero-septal Onda Q patológica em V1,V2, V3, V4 Septal média (ou septal) Onda Q patológica em V1, V2 Septal baixa (anterior estrita) Onda Q patológica em V3, V4 Ântero-lateral (ou lateral) Onda Q patológica em D1, avl, V4-V6 Lateral alta Onda Q patológica em D1, avl Anterior extensa Onda Q patológica em D1, avl, V1-V6

Localização Topográfica da Lesão Inferior ou diafragmática Onda Q patológica em D2, D3, avf Dorsal ou posterior Onda Q patológica em V7, V8 (espelho V1-V2) Septal profunda Onda Q patológica em D2, D3, avf, V1-V3

Fases Evolutivas do Infarto

ECG no Diagnóstico do Infarto Agudo do Miocárdio Bloqueio de Ramo Esquerdo Ritmo de Marcapasso Artificial

Infarto em portadores de MP Estudo GUSTO: 17 pacientes supra ST > 1mm concordante com QRS S=18%,E=94% supra ST > 5mm discordante com QRS S=53%,E=88% infra ST > 1mm derivações V1-V3 S=29%,E=88%

Infarto em portadores de BRE Critérios Sensibilidade Especificidade Supra ST>1mm (concordante com QRS) Infra ST>1mm V1,V2 ou V3 Supra ST>5mm (discordante com QRS) Onda T positiva V5 ou V6 73% 92% 25% 96% 31% 92% 26% 92% Desvio do eixo E 72% 48% Prof. Dr. Paulo Jorge Moffa

Critérios IAM não Q IAM Q Oclusão rara frequente Circ colateral frequente rara Pico CKMb baixo alto Mortalidade precoce baixa alta Mortalidade tardia alta baixa Mortalidade total semelhante semelhante Prof. Dr. Paulo Jorge Moffa

Sequência do ECG com infarto antero-lateral com Q Precoce Evolução

Sequência do ECG com infarto antero-lateral com Q Precoce Evolução

Sequência do ECG com infarto inferior com Q Precoce Evolução

Sequência do ECG com infarto inferior com Q Precoce Evolução

Revisão - Isquemia Lesão e Necrose Miocárdica