RESPOSTA À IMPUGNAÇÃO



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Transcrição:

Processo n.º: 08008.000216/2014-11 Interessado: COSEG Assunto: Resposta à Impugnação do Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário e Serviços Terceirizáveis do DF SEAC/DF, ao Pregão Eletrônico nº 020/2014. RESPOSTA À IMPUGNAÇÃO 1. Trata-se de pedido de impugnação ao Edital do Pregão Eletrônico nº 20/2014, interposto pelo SINDICATO DAS EMPRESAS DE ASSEIO, CONSERVAÇÃO, TRABALHO TEMPORÁRIO E SERVIÇOS TERCEIRIZÁVEIS DO DF SEAC/DF. 2. Inicialmente, cabe apreciar o requisito de admissibilidade da referida impugnação. 3. O Edital dispõe no item 38.1: Até 2 (dois) dias úteis antes da data fixada para abertura da sessão pública, qualquer pessoa, física ou jurídica, poderá impugnar o ato convocatório deste Pregão, mediante petição a ser enviada, exclusivamente, para o endereço eletrônico licitacao@mj.gov.br, conforme o art. 18 do Decreto nº 5.450/2005, no horário oficial de Brasília, nos dias úteis, das 08:00 às 18:00. A sessão pública do certame será realizada dia 30 de junho de 2014, às 9h. 4. A impugnante enviou mensagem eletrônica ao e-mail institucional - licitacao@mj.gov.br, no dia 24 de junho de 2014, às 14h13min. Portanto, a peça enviada pela empresa deve ser conhecida e apreciada, eis que é tempestiva. DAS ALEGAÇÕES DA IMPUGNANTE 5. Em linhas gerais, a impugnante alega que é a entidade competente para fornecer as respectivas certidões e atestados, previstos no item 14.4.4 do Edital. 6. Nessa toada, o sindicato impugnante, esclarece que obteve perante a 22 a Vara Federal da Seção Judiciária de Brasília, nos autos do Processo n. 0054030-53.2010.4.01.3400, um provimento judicial declaratório vazado nos seguintes termos: III - DISPOSITIVO Ex positis, com supedâneo nas razões e fatos suso colacionados, confirmo a Decisão de fls. 88/89, resolvo o mérito, com base no ar!. 269, inciso I, do Código de Processo Civil e julgo PROCEDENTES os pedidos formulados pelo SINDICATO DAS EMPRESAS DE ASSEIO, CONSERVAÇÃO, TRABALHO TEMPORÁRIO E SERVIÇOS TERCEIRIÁVEIS DO DISTRITO FEDERAL para reconhecer a ausência de obrigação das empresas filiadas ao Sindicato-Autor de inscrição junto ao Conselho Regional de Administração E, POR CONSEGUINTE, DECLARAR O DIREITO DO AUTOR DE SER A ENTIDADE PROFISSIONAL COMPETENTE PARA EXPEDIR CERTIDÕES E ATESTADOS ÀS EMPRESAS CUJAS ATIVIDADES FINS SEJAM A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE LIMPEZA E CONSERVAÇÃO, BEM COMO ÀQUELAS E-mail: licitacao@mj.gov.br Telefones: (061) 2025-3230 ou 2025-9509 Fax: (061) 2025-9155.

2 QUE PRESTAM SERVIÇOS TERCEIRIZADOS, NOS TERMOS DA ALÍNEA "E" DO ARTIGO 3 DE SEU ESTATUTO SOCIAL, bem como para declarar que as filiadas do Autor estão dispensadas de inscrições/registros e anuidades junto ao Conselho Regional de Administração. Condeno o Réu no pagamento de honorários advocatícios em favor do.... 7. Alega, ainda, a impugnante que é a entidade que possui conhecimento técnico sobre o objeto deste edital, sendo competente para a emissão dos atestados, INDEPENDENTEMENTE, de associação/filiação da empresa junto ao Sindicato. É de suma importância a correlação entre as atividades da entidade fiscalizadora junto às empresas, uma vez que os atestados deverão ser emitidos da forma mais específica possível. 8. Ao final, pugna com supedâneo na Lei nº. 8.666/93 e suas posteriores alterações, bem como nas demais legislações vigentes, o recebimento, análise e admissão desta peça, para que o ato convocatório seja retificado no que tange ao seu item 14.4.4. do edital, fazendo constar a obrigatoriedade de registro do atestado de capacidade técnica devidamente registrado na entidade profissional competente por força de ação declaratória a favor da impugnante, adequando-se aos termos das legislações vigentes e aos princípios basilares da Administração Pública, principalmente os princípios da razoabilidade, da legalidade, da isonomia dos licitantes, que foram flagrantemente violados. DA APRECIAÇÃO DO PEDIDO 9. A área demandante, conforme NOTA TÉCNICA Nº 060/2014 - DISEG/COSEG/CGL destacou que o caso não merece consideração, a saber: DO PONTO QUESTIONADO 4. O Impugnante se emerge contra o Edital, por entender que o mesmo encontra-se envolto de ilegalidade, cujos argumentos são sinteticamente enumerados: a) com base no 1º, do artigo 30 da Lei de Licitações aduz que os atestados de capacidade técnica devem ser fornecidos pela entidade sindical impugnante, por entender que se encontra legalmente amparada, devendo a Administração proceder à retificação do item 14.4.4 do Edital, fazendo constar a obrigatoriedade de registro dos atestados de capacidade técnica no Sindicato ora impugnante. DA ANÁLISE DO PONTO QUESTIONADO 5. Quanto à insurgência do SEAC/DF sobre as exigências da fase de habilitação, convém ponderar que devem necessariamente se acomodar ao que dispõe legislação ora em vigor. Nesse prisma, vislumbramos certa propriedade

3 na tese tão bem fundamentada pelo SEAC/DF com fulcro no 1º, do artigo 30 da Lei de Licitações e, em Julgados, os quais restaram longamente sopesados. No entanto, entendemos que a argumentação carece de base legal. 6. Por primeiro, convém destacar que a quarta edição de Licitações & Contratos Orientações e Jurisprudência do TCU especificamente na página 355 esboça que Sindicatos não são entidades profissionais. 1 7. Não obstante, o próprio Tribunal de Contas da União foi questionado nos mesmos termos pelo Impugnante quando da publicação do Edital do Pregão 110/2013, o qual visava a contratação de empresa especializada na operação e manutenção preventiva e corretiva, abrangendo mão de obra, emprego de ferramentas, gás refrigerante e materiais de consumo para o sistema de climatização tipo VRF (Variable Refrigerant Flow)... O TCU obtemperou:...desse modo, para qualificação técnica da empresa é necessário o registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e não no SEAC-DF, como afirma o impugnante. Além disso, a jurisprudência dos tribunais já firmou entendimento de que é a atividade preponderante do profissional ou da empresa que determina qual o conselho profissional que tem competência para a fiscalização (STJ, Resp n. 488.441/RS). 2 8. E, ainda em Consulta formulada pela Procuradoria da Fazenda Nacional do Pará, acerca da exigência, em licitações para contratação de serviços terceirizados, de registro de atestados de capacidade técnica em Conselhos Profissionais ou entidades congêneres, emitiu Parecer a PGFN/CJU/COJLC/No 2107/2012, do qual merecem serem citados os seguintes pontos: (...) Vêm ao exame desta Coordenação-Geral Jurídica expediente registrado sob o nº 4702/2011, contendo a Consulta Interna no 001/PRFN/1, de 26 de abril de 2011, na qual a Procuradoria da Fazenda Nacional do Pará indaga acerca da necessidade de se exigir, "nas licitações para contratação de serviços terceirizados (limpeza, p. ex.), registros em Conselhos Profissionais ou 1 Qualificação técnica Licitante interessado no fornecimento de bens, execução de obras ou prestação de serviços para a Administração devera qualificar-se tecnicamente para participar de licitações publicas. A documentação relativa a qualificação técnica limita-se a: registro ou inscrição na entidade profissional competente; são exemplos de entidades profissionais, o Conselho Regional de Engenharia Arquitetura e Agronomia (Crea), o Conselho Regional de Administração (CRA) e outros conselhos fiscalizadores das profissões; não se pode exigir quitação com as entidades profissionais, mas, sim, regularidade; sindicatos não são entidades profissionais, nem a elas se equivalem. Por isso, não se pode exigir, para fins de habilitação, comprovante relativo a sindicatos patronais ou de empregados; 2 http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/tcu/comunidades/licitacoes_contratos_tcu/licitacoes/concluidas/imp ugna%c3%a7%c3%a3o.pdf

4 entidades congêneres (sindicatos profissionais, p. ex.) dos atestados de capacidade técnica, a que se refere o art. 30, II c/c seu 1o, da Lei no 8.666, de 1993, e, em caso positivo, em qual órgão deve haver o registro". Após colacionar os diversos entendimentos jurisprudenciais que envolvem a questão, a Procuradoria da Fazenda Nacional do Pará questiona: "a) Para fins do disposto no art. 30, II e 1o da Lei de Licitações (apresentação de atestado de capacidade técnica) é legal a exigência no edital de licitação para contratação de serviços terceirizados o registro do atestado de capacidade técnica fornecido pela Pessoa Jurídica no Conselho Regional de Administração, outro conselho ou em Sindicatos Profissionais? b) Caso a resposta ao item "a" seja positiva, em qual Órgão deve haver o registro? c) Caso a resposta ao item "a" seja negativa, deve se exigir o registro das Empresas que prestam serviço de terceirização em alguma entidade profissional? Qual?" (...) 23. Outrossim, não é plausível que os Sindicatos realizem o papel de órgão fiscalizador, exigindo-se por exemplo que os atestados de capacidade técnica, conforme disposto no 1o do art. 30, Lei no 8.666, de 1993, sejam registrados nos órgãos sindicais, no caso de profissões não regulamentadas, uma vez que tal situação não encontra amparo constitucional. Aos Sindicatos não foi delegada a função de fiscalização, mas tão somente atribuída "(...) a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas" (art. 8o, III, da CR/88). 24. No que toca às licitações, a Lei no 8.666, de 1993, buscou afastar que exigências formais e dispensáveis acerca da qualificação técnica restrinjam a livre concorrência. A regra geral é sempre a vedação às exigências excessivas ou inadequadas. 25. Assim, não pode a Administração exigir o registro ou inscrição das licitantes na entidade profissional competente, assim como o registro de atestados de capacidade técnica das empresas, quando não há o órgão fiscalizador competente para tais registros. Tais exigências ferem o princípio da livre concorrência e da liberdade de profissão, uma vez que além de restringir a competitividade do procedimento licitatório, impõem obrigação não prevista em lei para as profissões que não são regulamentadas. 26. Como os serviços consultados - serviços terceirizados, seja de conservação e limpeza, seja de vigilância - não são regulamentados, não há que se falar em entidade de fiscalização profissional, para fins do disposto no art. 30, I, da Lei no 8.666, de 1993. Assim como não compete a nenhum órgão de fiscalização a expedição e o registro de atestado de capacidade técnica para fins do previsto no art. 30, II c/c 1o, do mesmo diploma legal. 27. Assim, manifesta-se pela impossibilidade de se exigir o registro das empresas, assim como o registro dos atestados de capacidade técnica no órgão competente, quando não se tratar de profissões regulamentadas, uma vez que

5 não há qualquer restrição/condicionante para as atividades não regulamentadas por lei. 28. Por fim, este Órgão Consultivo ratifica os posicionamentos sugeridos pela Consulente, para que não seja exigido, nas licitações que envolvam a contratação de serviços que envolvam profissões não regulamentadas, o registro ou inscrição na entidade competente, assim como o registro dos atestados de capacidade técnica, previstos no art. 30, I e II c/c seu 1o, da Lei no 8.666, de 1993, nos órgãos de fiscalização. III 29. Por todo o acima exposto, conclui-se que se tratando de licitações envolvendo profissões não regulamentadas, como por exemplo contratação de serviços terceirizados de limpeza e conservação ou de vigilância, é ilícita a exigência de registro ou inscrição da empresa, assim como o registro dos atestados de capacidade técnica, nas entidades profissionais competentes, previstos no art. 30, I e II c/c seu 1o, da Lei no 8.666, de 1993, tendo em vista que, como já salientado, tais exigências ferem os princípios da livre concorrência e da liberdade de profissão, consagrados na Carta Magna, uma vez que além de restringir a competitividade do procedimento licitatório, impõe obrigação não prevista em lei para as profissões que não são regulamentadas. (...) 3 DA CONCLUSÃO DA DECISÃO 9. Por todo exposto, o pedido de Impugnação não deve ser atendido, mantendo-se o Edital inalterado. Enfim, recomendamos ciência ao Impugnante, e providências de alçada quanto ao prosseguimento do Certame. 10. Diante do exposto e, subsidiada pela área técnica demandante, conheço da impugnação apresentada e, no mérito, com lastro nos posicionamentos levantados, opino pela sua IMPROCEDÊNCIA. Brasília-DF, 24 de junho de 2014 ALEXANDRA LACERDA FERREIRA RIOS Pregoeira Resposta publicada no Comprasnet em 24 de junho de 2014, às 17:48:20. 3 http://dados.pgfn.gov.br/dataset/pareceres/resource/21072012