EMERGÊNCIAS EM PEQUENOS ANIMAIS

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Transcrição:

EMERGÊNCIAS EM PEQUENOS ANIMAIS CONSIDERAÇÕES LEGAIS artigo 11: assegura ao médico veterinário escolher livremente seus clientes ou pacientes, com exceção dos seguintes casos:...e, nos casos de extrema urgência ou de perigo imediato para a vida do animal ou do homem Profa. Dra. Juliana Peloi Vides CONSIDERAÇÕES LEGAIS Receber paciente em urgência X Atender paciente em urgência CLASSIFICAÇÃO DO SERVIÇO Nível 1 24 horas com UTI completa Nível 2 24 horas com unidade semi-intensiva Nível 3 não 24 horas mas com equipamentos de unidade semi-intensiva Nível 4 não 24 horas com equipamento básico 1

CONSIDERAÇÕES GERAIS CONSIDERAÇÕES GERAIS SEQUÊNCIA DA CONSULTA!!! E O PROPRIETÁRIO???? Local adequado e reservado para esta finalidade Equipe treinada Materiais necessários Desafio!! queixa principal? doenças crônicas podem complicar-se e tornar nosso paciente crítico Pacientes politraumatizados Doenças crônicas Lesões externas podem não refletir a gravidade do quadro Índice de mortalidade: 1) Morte poucos minutos após o trauma: hemorragias, concussão cerebral... 2) Morte até a primeira hora após trauma: hora de ouro 3) Morte em semanas após o atendimento: por sequelas negligenciadas, procedimentos errôneos.. 2

Iniciada pela recepcionista: telefone: orientações Triagem foco no risco de morte do paciente sequência do atendimento lembrar que as vezes o paciente não demonstra a emergência para o proprietário ORIENTAÇÕES AO PROPRIETÁRIO Mantenha a coluna sempre reta Evite que se mova bruscamente Se não estiver respirando, estire a língua para fora. Mantenha o lado direito para baixo e com o pescoço reto massageie o centro do tórax cerca de 100 vezes por minuto até chegar a clínica Se houver ferida, cubra com gaze, pano, fralda limpos e umedecidos com SF. Se estiver sangrando faça pressão com a mão por pelo menos 4 minutos. Anamnese: máximo de um minuto C (cena) como, onde, quando aconteceu? A (alergia) tem alergia a fármacos? P (passado/ prenhez) histórico? Gestante? U (última refeição) o quê e quando? M (medicação em uso) qual? A chance de sobrevivência do paciente é muito aumentada quando a equipe não perde tempo tentando determinar qual a melhor alternativa de abordagem. Os protocolos asseguram que os passos indispensáveis não serão esquecidos ou trocados, dando um padrão seguro ao tratamento 3

A - Ar B Boa respiração C Circulação D - Deambulação A Examine as vias aéreas com laringoscópio B Garanta boa respiração e ventilação (SpO 2 ) C Garanta acesso vascular, controle hemorragias, reposição volêmica D Verifique estado de consciência do paciente ABORDAGEM SECUNDÁRIA A Cheque novamente vias aéreas B Garanta ventilação e respiração O - Oxigenação R retroperitônio (suspeite sempre de hemorragia) D Desidratação e dor A Abdome (ausculte, palpe, percuta) G - Glicemia E Encéfalo M - Membros DIAGNÓSTICO????? Exames laboratoriais: glicemia, hemograma, lactato, urinálise CUIDADO com animais pequenos (< 1 kg) 4

MONITORIZAÇÃO Melhor ferramenta: exame físico contínuo a cada 2 horas com registros escritos de todos os parâmetros e acontecimentos.. nenhum paciente está bem hoje somente porque estava bem ontem Atenção e paciência ENFERMAGEM Decúbito prolongado a cada 2 horas Ambiente limpo Paciente limpo (fezes e urina) Necessidades nutricionais Bem estar psicológico Repouso com luz apagada durante a noite Na recepção, deve-se assumir que todos os pacientes estão à beira da morte e que muito da hora de ouro já passou. Portanto, a luta pela sobrevivência começa imediatamente. O tratamento é iniciado antes do diagnóstico uma quebra no protocolo necessária. A ressuscitação e a estabilização têm prioridade, já que muitas das vítimas de trauma morrem esperando um diagnóstico 5