Apresentação Os participantes de Planos de Previdência Complementar estruturados na modalidade de Contribuição Definida (CD), como é o caso do Plano CD CERON, contam com duas opções de tributação do imposto de renda a incidir sobre os pagamentos mensais de Benefícios Complementares de Aposentadoria e sobre o Resgate de valores acumulados: os regimes Progressivo e Regressivo. 3
5 6 7 8 9 10 10 O que é esse novo regime? Como é o regime atual? Como são definidas as alíquotas no novo regime? Quem pode optar, qual o prazo e como proceder? O que levar em consideração para fazer a opção? E se o participante não quiser optar? Quem comunicará a opção à Receita Federal? 4
1. O Regime Regressivo de Tributação Instituído pela lei N 11.053, de 29.12.2004, este regime de tributação cria regras para o IRPF a incidir sobre os benefícios e resgates dos planos de previdência do tipo CD. Com isso, objetiva incentivar a permanência dos recursos aportados pelo participante em tais planos. Define como Prazo de Acumulação o tempo em que a contribuição ao Plano de Benefícios permanece depositada em nome do participante. Quanto maior for este tempo, menor será a alíquota do imposto de renda a ser paga no recebimento do benefício. Nesse regime, a tributação será definitiva. Isso significa que o Benefício Complementar recebido no ano, ou o Resgate, é levado para Declaração de Ajuste Anual como Rendimentos Tributados Exclusivamente na Fonte, portanto não integrando a base de cálculo do Imposto de Renda a pagar ou a ser restituído. A tabela a seguir mostra como será a tributação dos benefícios e resgates, em função do prazo de acumulação no novo regime. TABELA DE TRIBUTAÇÃO REGRESSIVA Definição da alíquota: TABELA DE TRIBUTAÇÃO REGRESSIVA Prazo de Acumulação Alíquota Inferior ou igual a 2 anos 35% Superior a 2 anos e inferior ou igual a 4 anos 30% Superior a 4 anos e inferior ou igual a 6 anos 25% Superior a 6 anos e inferior ou igual a 8 anos 20% Superior a 8 anos e inferior ou igual a 10 anos 15% Superior a 10 anos 10% Obs.: A Tabela retrata condições e alíquotas vigentes nesta data. 5
2. Regime de Tributação Progressiva Neste regime, o cálculo do valor do imposto a ser pago é efetuado em função do valor do beneficio, ou seja, quanto maior for esse valor maior será a alíquota do imposto. O Imposto de Renda Retido na Fonte, nesse regime, é considerado como antecipação, isto é, será levado para a Declaração de Ajuste Anual. Neste caso, o Benefício de Complementação recebido no ano é somado aos demais rendimentos para efeito do cálculo do imposto. Nesse regime, são permitidas deduções na Declaração de Ajuste Anual tais como despesas médicas, educacionais e descontos decorrentes de Declaração Simplificada. No caso de resgates de contribuições, os valores pagos estarão sujeitos ao Imposto de Renda Retido na Fonte a uma alíquota de 15% sem deduções, como antecipação do imposto, devendo ser levado para a Declaração de Ajuste Anual. A tabela a seguir, conhecida como Tabela Progressiva, mostra como se dá a tributação no regime atual. TABELA DE TRIBUTAÇÃO PROGRESSIVA Definição da alíquota: TABELA DE TRIBUTAÇÃO PROGRESSIVA Base de Cálculo (R$) Alíquota % Parcela a Deduzir Até 1.566,61 Isento Zero De 1.566,62 até 2.347,85 7,5 % R$ 117,49 De 2.347,86 até 3.130,51 15 % R$ 293,58 De 3.130,52 até 3.911,63 22,5 % R$ 528,37 Acima de 3.911,63 27,5 % R$ 723,95 Obs: Tabela alterada pela Medida Provisória 528/2011 com validade a partir de 01.04.2011 6
3. Como são definidas as alíquotas no Regime Regressivo? Tr i b uta ç ã o O Regime de Tributação Regressiva toma por base o prazo de acumulação para definir a alíquota que irá incidir sobre os benefícios. Existem dois métodos, que estão definidos na legislação, para calcular o prazo de acumulação: Método do Prazo Médio Ponderado: para os planos de benefícios que embutem cálculo atuarial, isto é, planos em que o participante se aposenta recebendo renda vitalícia. Método PEPS (Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai): para os planos de benefícios que não embutem cálculo atuarial, ou seja, planos em que o participante se aposenta recebendo renda certa por um período de tempo estabelecido por ele. O método do Prazo Médio Ponderado transforma em fração de ano o valor da contribuição efetuada em relação ao saldo total do participante. Nesse cálculo, estima-se que cada dois anos de contribuição para o plano, representem um ano de acumulação. No método PEPS, a contagem do prazo de acumulação é linear. Portanto, as primeiras contribuições efetuadas são as que irão efetuar o pagamento dos primeiros benefícios mensais futuros. Como o Plano CD CERON prevê o pagamento de renda certa durante um período determinado, o método que será utilizado pela ELETROS para o pagamento de seus benefícios será o método PEPS. A alíquota da Tabela Regressiva, a ser aplicada sobre cada benefício mensal, será obtida considerando o tempo de permanência (Prazo de Acumulação), das contribuições que serão utilizadas para o pagamento do benefício do mês. 7
Os benefícios serão pagos com os recursos das contribuições, na mesma sequência de tempo em que foram realizadas. Isto significa que os primeiros benefícios serão pagos com as primeiras contribuições realizadas e assim por diante. Desta maneira, procura-se utilizar, primeiramente, os recursos com maior prazo de acumulação e, portanto, com a menor alíquota. No caso de pagamento de Benefícios Não-Programáveis (aposentadoria por invalidez e pensão por morte), de acordo com a Tabela Regressiva, incidirá Imposto de Renda, conforme a seguir: alíquota de 25%: quando o Prazo de Acumulação for inferior ou igual a seis anos, até completá-los; e percentual conforme a Tabela Regressiva, para Prazo de Acumulação maior que seis anos. 4. Quem pode optar, qual o prazo e como proceder? A opção por um dos dois regimes de tributação é obrigatória para todos os empregados da patrocinadora Eletrobras Distribuição Rondônia que aderirem ao Plano CD CERON. O prazo para a opção é até o último dia útil do mês subsequente ao da inscrição para o plano CD CERON, sendo a opção, por uma ou outra tabela, IRRETRATÁVEL, ou seja, não será possível uma mudança posterior. A opção do participante deverá ser feita através do preenchimento do Termo de Opção que consta da ficha de inscrição para o plano CD CERON, ou em formulário próprio até a data limite para esta opção. O Termo de Opção deverá ser datado e assinado, respeitando os prazos legais e encaminhados à Fundação Eletrobrás de Seguridade Social ELETROS, no endereço Rua Uruguaiana, 174, 5º andar Centro Rio de Janeiro - CEP: 20050-092, aos cuidados 8
da Divisão de Relacionamento com o Participante. A não formalização de qualquer opção implicará a consideração do participante no regime de tributação progressiva, de forma irretratável. 5. O que levar em consideração para fazer a opção? Por ser uma decisão irretratável, a opção por um dos dois regimes de tributação deverá ser feita exclusivamente pelo participante e, portanto, o mesmo deverá levar em consideração alguns aspectos, tais como: a expectativa de permanência de seus recursos (contribuições) no plano de previdência; o tempo que falta para o início do recebimento do benefício de aposentadoria, assim como o período de recebimento do mesmo (vale ressaltar que, durante o período de recebimento do benefício, o prazo de acumulação continua sendo contado para efeito da aplicação da alíquota na Tabela Regressiva); o valor mensal do benefício futuro, para o que será disponibilizado um simulador do Plano CD CERON a fim de ajudar ao participante na obtenção do valor esperado do benefício (vale lembrar que valores projetados inferiores a R$ 1.566,61 estarão isentos de tributação pelo regime progressivo); as perspectivas de evolução de sua carreira, salário, etc. na patrocinadora, que irão afetar o valor de suas contribuições futuras; a possibilidade de o participante vir a efetuar o resgate de sua reserva, tendo em vista que a tributação incidirá sobre o valor total em ambos os regimes, lembrando sempre que no regime regressivo a alíquota dependerá do prazo de acumulação (logo, quanto menor o prazo maior a alíquota); o reflexo das despesas dedutíveis e parcelas isentas, que são utilizadas em sua declaração de ajuste anual, sobre os valores de Imposto Retido na Fonte pela 9
Tabela Progressiva; e os rendimentos tributáveis de outras fontes pagadoras. Neste aspecto, vale lembrar que, na opção pela Tabela Regressiva, os benefícios complementares recebidos no ano são levados para a Declaração Anual do Imposto de Renda como rendimentos com tributação exclusiva na fonte, isto é, esses rendimentos não vão compor a base de cálculo do imposto de renda com as outras fontes pagadoras. Por esta razão, o total de todos os outros rendimentos pode levar a uma alíquota menor (Tabela Anual utilizada pela Receita Federal) para o cálculo do imposto anual a ser pago à Receita Federal. Todas essas considerações sobre situações futuras são de caráter estritamente individual. É importante lembrar que a legislação do Imposto de Renda pode ser alterada ao longo dos anos com impactos como: ajustes nas tabelas, alíquotas, deduções, isenções, etc. 6. E se o participante não quiser optar ou perder prazo? Caso o participante não encaminhe o termo de opção dentro dos prazos legais, a tributação sobre seu benefício futuro será considerada, de forma irretratável, como sendo a do Regime de Tributação Progressiva. 7. Quem comunicará a opção à Receita Federal? A ELETROS informará à Secretaria da Receita Federal a opção do participante. 8. Em caso de dúvida, a quem procurar? Para solicitação de esclarecimentos, envie um e-mail para: atendimento@eletros.com.br Caso julgue necessário um atendimento por telefone, ligue: (21) 2138-6000. 10