Bandeira Científica Um pouco de Geriatria... Dr. Thiago Monaco HC FMUSP - 2005
Objetivos Conceitos em Geriatria Os idosos na Bandeira Contaminá-los em prol da Saúde do Idoso
Falando de Envelhecimento Populacional
O que é envelhecimento? Conceito Simplista é o processo pelo qual o jovem se transforma em idoso
O que é envelhecimento? Conceito Biológico: fenômenos que levam à redução da capacidade de adaptação a sobrecargas funcionais Homeostenose Confort,, A. 1979 (modificado)
Mais sobre nomenclatura? senescência = envelhecimento normal senilidade = envelhecimento patógico gerontologia geriatria
Homeostenose: Declínio estimado em algumas funções (100% = 30 anos) % aos 60 % aos 80 V. De condução nervosa 96 88 Gasto metabólico basal 96 84 Índice cardíaco 82 70 Função renal 96 61 Fluxo plasmático renal 89 51 Capacidade vital pulmonar 80 58
Envelhecimento maior vulnerabilidade a doenças as! Infecção Doenças cardiovasculares Neoplasias malignas
Quem é idoso?
Conceito Cronológico: 60 ou mais (países em desenvolvimento) 65 ou mais (países desenvolvidos) muito idosos (very( old): 80 e 85 ou mais
Envelhecemos todos iguais? 62 anos 91 anos
Capacidade funcional Capacidade funcional Infância ncia ao longo da vida Vida Adulta Limiar de incapacidade Variaçã ção o funcional em indivíduos duos Terceira Idade Crescimento e Manter o maior nível n Manter independência ncia e desenvolvimento funcional possível prevenir incapacidade Mudança de condicionamento Suporte ambiental Reabilitar e garantir qualidade de vida Idade
Quem limita o idoso? Processo natural de envelhecimento x DOENÇAS CRÔNICAS
PERFIL DA MORBIDADE 100 milhões de americanos tem pelo menos uma doença crônica (DC). 50% destes tem mais de uma DC Wagner, EH Meeting the needs of chronically ill people BMJ 323, 2001
IMPORTÂCIA DAS DOENÇAS PARA O IDOSO Co-morbidade: 3,5-4,8-6,2 diag/pac pac. Polifarmácia:: nenhum < 20 % Limitações decorrentes: físicas psíquicas sociais
Que envelhecimento terei? COMPROMETIDO ACIDENTAL PLANEJADO BEM SUCEDIDO
Podemos ser idosos joviais... WJF FMUSP
Ou jovens envelhecidos... 17a 31a Afeganistão, 1988 2002. WJF FMUSP
Objetivos da Geriatria Manutenção o da Saúde em idades avançadas adas Manutenção o da funcionalidade Prevenção de doenças
Objetivos da Geriatria Detecçã ção e tratamento precoce Máximo grau de independência ncia Cuidado e apoio durante doenças terminais Tratamentos seguros
Doenças no Idoso: Manifesta tações Atípicas Sintomas Inespecíficos Início insidioso Sub-cl clínico Sintomas não n o relatados É fácil perder um diagnóstico
Os 5 Is Imobilidade Insuficiência cognitiva Iatrogenia Instabilidade & quedas Incontinência
Os 3 Ds Delirium Demência Depressão
O QUE É SAÚDE? Saúde é o estado de pleno bem estar físico, psíquico e social e não a ausência de doença OMS, 1947
CONSEQUÊNCIAS Saúde e Doença não n são antônimos! Ausência de ambas? Coexistência de ambas?
Promoção da Saúde Ações que se manifestam por alterações no estilo de vida e que resultam em uma redução do risco de adoecer e/ou morrer OPAS, 1992
SENECULTURA Conjunto de ações interdisciplinares cujo resultado contribui, efetivamente, para a Promoção da Saúde do Idoso Jacob Filho,W. & cols., Geriatria em Síntese, 1985
PRINCÍPIOS DO PLANEJAMENTO Corrigir os hábitos deletérios Postergar doenças Usar medicamentos racionalmente Equilibrar os ambientes emocionais Ampliar a rede de suporte social
Corrigir os hábitos deletérios ALIMENTAÇÃO ATIVIDADE FÍSICA TABAGISMO OBESIDADE
Compressão da Morbidade Fries,, 1985 HAS IAM ICC - DPOC - FA AVC-IRC IRC-CACA 28 44 52 55 56 58 62 70 HAS IAM ICC CA 28 56 67 68 70 AVC - FA
USO RACIONAL DOS MEDICAMENTOS Prescrição consciente Início e término Respeito à orientação Uso x abuso Auto-medicação Efeitos mágicos
EXPECTATIVAS Rejeitar a fantasia do rejuvenescimento ou da eterna juventude
Felicidade Sem Preconceitos
Atividade Física Alguma já é melhor que nenhuma! Jardinagem Caminhadas. Aumento de resistência Força e flexibilidade Evitar Lesões e quedas Manter Função
Unir os benefícios físicos aos sociais
Avaliação do Idoso: Componentes Médico Mental Funcional Social
Avaliação do Idoso Abrangente Multidimensional Focada no paciente Interdisciplinar disciplinar, multidisciplinar disciplinar, transdisciplinar
Neurológico Depressão é comum Sintomas atípicos Pouca queixa Pseudo-demência demência Demências são comuns, mas a maioria dos idosos é lúcida!
Gastrointestinal Constipação é comum. Contração de tecido liso diminuída; maus hábitos!. Avaliar dentição!
Sistema musculoesquelético: Osteoporose é comum, mas Não dói! Osteoartrose é comum e Essa dói. Causa de quedas. Imobilidade pode matar!!!
Respiratório Menor habilidade para a tosse. Mais suscetível a infeccções. Crepitação bibasal comum Ausculta pode ser muito difícil.
Sistema Renal Declínio de função. Pouca reserva para excreção de drogas! Grande fragilidade diante de insultos (Ex.: AINH!) Toxicidade a drogas é muito comum em idosos.
Pele: Menor capacidade de sudorese. Rompe-se facilmente. Demora para curar feridas. Porta de entrada para microorganismos. Verificar: úlceras de decúbito, varicosas, diabéticas?
Sistema Imune Febre pode estar ausente mesmo em infecções graves Febre alta geralmente é mau prognóstico. Menor resistência às infecções.
Avaliação Inicial Avaliação clínica normal, mas : Medicamentos em uso Uso contínuo ou não Prescritos e uso próprio
Avaliação Inicial 2 Marcha & Quedas Prostatismo? Mamografias e Papanicolaou? Vacinas
Avaliação Funcional? O que é? Demora?
Domínios Funcionais Físico Social Emocional Cognitivo Mobilidade Vocacional Sexual Auto-cuidado Comunicação Sensório Procurem por alterações
Valor potencial do rastreio funcional 1. Identificar pacientes em risco 2. Melhorar qualidade de vida independência & função 3. Reduzir custos de saúde pela prevenção 4. Reduzir ou retardar a incapacidade pela prevenção ou compressão de morbidade 5. Retardar institucionalização 6. Melhorar resuldados hospitalares
Por que avaliação funcional? Função prediz institucionalização e mortalidade D. REUBEN, Am J Med 93:663, 1992 M. LICHTENSTEIN, JAGS 33:315, 1985
Por que avaliação funcional? A capacidade funcional prevê sobrevivência à hospitalização melhor do que o diagnóstico médico A.Incalzi Incalzi,, J.Am.Gen.Soc. 40:34, 1992 P.Narain Narain,, J.Am.Gen.Soc. 36:775, 1988
Por que avaliação funcional? Qualidade de Vida Visão Audição Sair da cama Interagir com outras pessoas Usar telefone Viajar
Qual é o maior medo dos idosos? Doença? Dor? Morte?
Qual? Perda da Independência Tornar-se um peso para outros
Precisão da Avaliação Funcional Auto-relato tende a superestimar. Cuidador tende a subestimar. Observação mostra o que o paciente PODE fazer. Somente o convívio mostra o que o paciente VAI fazer.
Foco na Função O que é importante para o seu paciente? Como maximizar independência? Quando precisamos de serviços de suporte?
Pergunta chave em geriatria: Este seu o(a) impede de fazer coisas importantes para você? Dor osteoarticular Angina Dispnéia
Rastreamento do Estado Funcional 8 problemas normalmente ignorados Baseado em ferramentas já consagradas de rastreamento Bateria de testes foi avaliada pela UCLA Geriatric Clinic Moore & Siu, Am J Med 100:438, 1996
Visão Você tem dificuldades Para dirigir, assistir TV Ou ler? Snellen Eye Chart ou Jaeger Card Caso SIM, Snellen Eye Chart Moore & Siu, Am J Med 100:438, 1996
Audição Teste do sussurro Se alterado audiometria Moore & Siu, Am J Med 100:438, 1996
Cognição Evocação de 3 itens após 1 minuto MMSE
Mobilidade de MM II Faça em 15 s: Levante da cadeira, ande 6 metros, volte e sente Se alterado avaliaçã ção o geriatria
Incapacidade física Alterado se incapaz de: Andar rápido ou pedalar Fazer trabalho pesado como lavar janelas ou chão Fazer as compras Ir além de onde se vai andando Tomar banho sozinho Vestir-se se sozinho Atividades da vida diária: Usar o banheiro sozinho (evacuar, urinar) Banho Alimentação Vestuário Deambular
Depressão 2 perguntas: Você se sente freqüentemente triste ou deprimido? Você tem abandonado ultimamente atividades de que gostava? Se sim: escala diagnóstica para depressão Moore & Siu, Am J Med 100:438, 1996 Mahoney & Drinka,, JAGS 42:1006, 1994
Desnutrição 1) Você perdeu 5 Kg ou mais nos últimos 6 meses? 2) Você pesa menos de 50 Kg? Se sim: história e exame físico,, IMC Moore & Siu, Am J Med 100:438, 1996
Incontinência Urinária Você teve no último ano pelo menos 6 perdas urinárias? Se sim: história,, EF, investigar Moore & Siu, Am J Med 100:438, 1996
Funcionalidade: Resumindo 1. Função é o que é importante para a qualidade de vida. 2. O maior medo não é morrer, mas perder independência e virar um peso. 3. Função impacta em mortalidade hospitalar, asilamento, qualidade de vida e custo de saúde.
4. Muito do que nunca olhamos pode ser avaliado em 10 minutos. 5. Déficits funcionais muitas vezes podem ser melhorados facilmente. 6. Agora vocês podem causar impacto na qualidade de vida através da funcionalidade.
O envelhecer pode ser uma linda experiência, para a qual nos preparamos durante toda a vida