05/08/2014 DIREITO DAS SUCESSÕES BIBLIOGRAFIA: 1. Instituições de Direito Civil Direito das Sucessões; Caio Mario da Silva Pereira, Ed. Forense, Rio de Janeiro; 2. Direito Civil Direitos das Sucessões, Silvio de Salvo Venosa; Ed. Atlas; 3. Direito Civil Brasileiro Direito das Sucessões; Carlos Roberto Gonçalves; Ed. Saraiva; 4. Direito Civil Direito das Sucessões; Sílvio Rodrigues; 5. Curso de Direito Civil Brasileiro Direito das Sucessões; Maria Helena Diniz. PROVAS: 23/09 26/11/2014.
HISTÓRICO 1. Código de Justiniano, compilação de leis civis romanas, fortemente influenciadas por um caráter patrimonialista. 2. Código de Napoleão, como codificação eminentemente liberal e burguesa, trouxe a organização de vocação hereditária que beneficia o núcleo familiar legítimo. O evento morte é condição necessária para haja a abertura da sucessão. Como decorrência desse evento não há sucessão de bens de pessoa viva viventis nulla hereditatis. Isso não se confunde com a chamada partilha em vida, pois essa se aproxima da doação. PRINCÍPIO DA SAISINE HEREDITAIRE: a transmissão da herança por este princípio se opera no momento da morte. OBSERVAÇÕES: 1ª. Comoriência (morte simultânea ou sem a possibilidade de determinação de quem morreu primeiro): ocorrendo o evento não haverá a transmissão do patrimônio do ponto de vista sucessório entre os mortos. 2ª. Os casos de ausência são tratados na parte geral do código (artigos 22 ao 39), com regra específica. Suceder, portanto significa ingressar no lugar de alguém e a sucessão, nada mais é do que transferência de patrimônio em razão da morte (artigos 1784 ao 2027).
MEAÇÃO E SUCESSÃO MEAÇÃO: dispensa (entrega) de bens a cada cônjuge que unidos trabalham na construção do patrimônio. SUCESSÃO: é decorrência da morte, substituição da posse e propriedade dos bens. SUCESSÃO LEGÍTIMA: ordem de vocação hereditária previamente determinada pela lei quando não haja disposição de última vontade. SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA: é que decorre de ato unilateral de última vontade, denominado testamento. 06/08 HERDEIROS UNIVERSAIS OU A TÍTULO SINGULAR Os herdeiros a título singular também são chamados de legatários e recebem coisa individualizada no acervo hereditário. Já o herdeiro universal é o chamado a suceder na totalidade da herança, fração ou parte alíquota. A sucessão legítima é sempre a título universal. Não existe no Brasil sucessão contratual e esta não se confunde com o artigo 2018 (Partilha em vida). OBSERVAÇÃO: Em face da abertura da sucessão, nos termos do artigo 1798, como deve ser vista a fecundação pós-morte. Ainda que o código civil não tenha resolvido a questão sucessória frente a fecundação pós morte, a teleologia (finalidade) da norma nos leva a conclusão de que a prole, independentemente se nascida antes ou depois do
óbito, deve ser beneficiada pela sucessão. Pois de outro modo chegaríamos ao absurdo de por mera formalidade de beneficiarmos o colateral em detrimento dos filhos. ESPÉCIES DE SUCESSORES A) TESTAMENTÁRIO OU INSTITUÍDO: beneficiado pelo testador através de instrumento próprio que é o testamento; normal não há individação de bens; B) NECESSÁRIO, LEGITIMÁRIO OU RESERVATÁRIO (ART. 1845, CC): É o descendente ou ascendente sucessíveis e o cônjuge; considerados os não excluídos por indignidade ou deserdação; C) HERDEIRO UNIVERSAL É O ÚNICO: herdeiro que recebe a totalidade da herança mediante o auto de adjudicação e não de partilha; LUGAR EM QUE SE ABRE A SUCESSÃO A regra geral é que a sucessão seja aberta no último domicílio do defunto, porque o legislador quis beneficiar a apuração dos negócios do morto. Domicílio no livro das sucessões tem o mesmo sentido de residência com o ânimo de definitividade. Quando for incerto o domicílio a sucessão será determinada pela situação dos bens e existindo os bens em diversos locais a sucessão será determinada pelo local do óbito. Inteligência da interpretação cumulada dos artigos 1785 do Código Civil e do artigo 89 do Código de Processo Civil.
OBSERVAÇÃO: o artigo 10 da LINDIB trata das questões sucessórias do ponto de vista do direito internacional privado, utilizando também como elemento de conexão o domicílio. Cumpre sublinhar que o sistema brasileiro, tratando se de imóveis situados no Brasil dispensa a autoridade judiciária nacional competência absoluta para o processamento do inventário e da partilha. O mesmo artigo 10 em seu parágrafo 2 disciplina a capacidade para suceder sobre o mesmo fundamento do conectivo domicílio. ARTIGO 1787 DO CÓDIGO CIVIL: é a morte que determina a lei que regulará a sucessão e não o momento em que a sucessão será processada. SOBRE A HERANÇA 1. A herança é indivisível; 2. Herdeiros possuem apenas cota parte até que haja a partilha; 3. São considerados condôminos; 4. O direito a sucessão aberta é considerado imóvel, por força do inciso II do artigo 80 do Código Civil; 12/08 CESSÃO DE DIREITO HEREDITÁRIO Deve ser feito por escritura pública já que isso é da essencialidade do ato, inciso II do artigo 80 do Código Civil. O caput do artigo 1647 do Código Civil diz que não haverá a necessidade da outorga marital quando presente o regime de separação de bens, em síntese conclusiva fica claro, portanto que em todos os outros regimes haverá autorização da vênia. O artigo 1647 é aplicado ao casamento, contudo, mesmo sendo restrita a sua interpretação, não há outra conclusão possível se não aplica lo também
as relações de companheirismo sob pena de se não observada a regra criarmos franca insegurança jurídica. Há necessidade de observância do direito de preferência (180 dias artigo 1794 e artigo 1795 do Código Civil) isso porque o legislador pretendeu que a herança permanecesse entre os sucessores do morto. Não é possível havendo a negociação de bem individualizado antes da partilha. ADMINISTRAÇÃO DA HERANÇA ATÉ O COMPROMISSO DO INVENTARIANTE A administração dos bens do espólio é exercida provisoriamente por aquele que tenha os bens sob sua guarda e proteção diretamente. Esta administração constitui um Munus público, por essa razão deve ser regularizada no processo através da nomeação de inventariante por termo específico. O inventariante representará, em tudo o espólio. A lei brasileira prefere os que estejam mais próximo do morto e assim também dos bens para a administração dos mesmos. Normalmente quem é o administrador provisório é quem fica como inventariante. VOCAÇÃO HEREDITÁRIA Os legitimados a suceder na sucessão legítima. A sucessão beneficia os nascidos ou os já concebidos. No caso dos concebidos entenda se a figura do nascituro (Nidato). Legitimados a suceder na sucessão testamentária. No caso do ato de disposição de última vontade pode se beneficiar tanto pessoas físicas quanto pessoas jurídicas. Nesse segundo caso as constituídas ou ainda as que serão fundadas pelo próprio patrimônio deixado. No caso das
pessoas físicas ou no primeiro caso pode se beneficiar tanto os vivos ou até mesmo os concebidos é a chamada prole eventual que é a surgida em até dois anos contados da abertura da sucessão. Em relação a essa prole cumpre sublinhar que engloba tanto o vinculo biológico de consanguinidade, bem assim o vínculo civil, pois a constituição federal igualou ambas as condições. Essa hipótese não diferenciou de modo satisfatório o antigo concubinato puro, hoje chamado de união estável e o concubinato espúrio, hoje disciplinado pelo artigo 1727. De outro lado o inciso também descuida emenda 66 de 2010 quando menciona a culpa como motivo para a relação jurídica do caso. E mais também trás hipótese de lapso temporal que conflita com o artigo 1723 (União Estável) na conclusão deve o dispositivo ser lido a partir das mencionadas adequações. *1812 Prova não se encaixa, caso da Angripina. 13/08 ACEITAÇÃO E RENÚNCIA DA HERANÇA Do direito brasileiro. A sucessão aberta compõe a aceitação e a renuncia não pode ser parciais, e importante observar que esta regra é flexibilizada quando, por exemplo, a sucessão se dá a dois títulos; ou ainda quando a percepção do patrimônio tem causa distintas. No Brasil a aceitação da herança pode ser presumida diante de atos próprios de herdeiro. Como por exemplo, a proteção do patrimônio contra a ruína. Entre estes atos não se incluem as exéquias (últimas homenagens) fúnebres, como o velório ou mesmo o enterro. No caso da renúncia há a necessidade de que seja feita por escrito através de documento público ou por termo dos autos.
HERDEIRO DEVEDOR RENUNCIANTE O artigo 1813 do Código Civil surge para evitar a fraude contra os credores. Não seria o caso de aceitação e sim um pedido de declaração de ineficácia da renúncia, isso porque o credor não pode aceitar o que foi renunciado após o pagamento das dívidas o restante será entregue aos outros herdeiros. DOS EXCLUÍDOS DA SUCESSÃO A sucessão se baseia em laços de afeto. Rompido o laço de afeto estará aberta a possibilidade de exclusão do indivíduo que não mais poderá ter acesso ao patrimônio. O artigo 1814 do código Civil, trás causas tipificadas entre estas: 1. Homicídio e tentativa; 2. Crimes contra a honra; 3. Violência ou fraude em relação à disposição livre dos bens. OBSERVAÇÃO (1): o artigo não exige a condenação do juízo criminal para que o homicida seja declarado indigno no civil (Artigo 935, Código Civil). OBSERVAÇÃO (2): nos crimes contra a honra podem atingir tanto o autor, cônjuge ou companheiro. 19/08 AÇÃO CIVIL DE INDIGNIDADE OBSERVAÇÃO (1): há embate doutrinário a cerca da legitimidade do órgão ministerial propor a referida ação quando vaga a herança.
OBSERVAÇÃO (2): o indigno perde o usufruto legal e o direito e a sucessão eventual. OBSERVAÇÃO (3): em relação ao artigo 1818, que trata da hipótese do perdão do indigno também não há consonância doutrinária em relação a interpretação do mesmo dispositivo. Mesmo chamado ato autentico não definido pelo código cria dúvidas. De um modo geral tem se como autentico, por exemplo, a escritura pública. OBSERVAÇÃO (4): o indigno é tratado como se morto fosse, por esta razão haverá a possibilidade de representação desde que observado o artigo 1798. OBSERVAÇÃO (5): as alienações praticadas pelo indigno antes da declaração de indignidade ela são válidas, desde que presentes: a onerosidade e a boa-fé.
QUESTÕES (VALOR 3,0PTS) DIREITO CIVIL VI 1. A renúncia herança efetuada por pessoa capaz, casada pelo regime legal de bens, depende do consentimento do consorte? R: Art. 1647, I, no caso da renúncia translativa não há necessidade. Pura há necessidade 2. Nas hipóteses de alienação onerosa de parte ideal de bem imóvel ou de direitos hereditários sobre sucessão causa mortis pelo coerdeiro há ou não necessidade de prévia notificação aos outros coerdeiros? R: Art. 1794, 1795, CC. Há a necessidade de notificação sob pena de desfazimento do negócio. Importante sublinhar que o código não estabelece a forma da notificação, por esta razão pode se utilizar tudo aquilo que em Direito não seja defeso (proibido). 3. Antônio faleceu tendo deixado os filhos Pedro e Maria. Pedro vive em regime de união estável com Ana, a mais de 05 anos com quem tem 03 filhos. Pedro renunciou a herança. A quem será deferido o quinhão que lhe caberia? R: Art. 1810, 1811, CC. Quem recebe será a Maria. 4. Marcelo, domiciliado em Uberaba/MG, falece em Franca/SP sua filha Tereza domiciliada em Cuiabá abre processo de inventário em Rondonópolis, locais em que o pai possuía cinco fazendas. Partindo se da referencia textual pergunta se: a ação de Tereza pode ser considerada correta? R: Art. 1785, CC. Regra geral. Não pode.
5. Em 20 de janeiro de 2010, Otávio, casado, faz testamento favorecendo sua amante Agripina, negando lhe imóvel no valor de R$100.000,00. Em 25 de fevereiro de 2010 Otávio falece e no processo de inventário Agripina opõe o testamento. Pergunta se ela poderá ser beneficiada? R: Art. 1801, III, CC. Agripina não poderá ser beneficiada. OBSERVAÇÃO: o que diferencia a renúncia pura da translativa: pura para um monte de pessoas translativa para uma determinada pessoa.
HERANÇA JACENTE Herança jacente pressuposto legal, artigos 1142 a 1158 do Código de Processo Civil e artigos 1819 a 1823 do Código Civil. A ausência de herdeiros prontos a herdar. Dito de outro modo, impossibilidade de entrega do patrimônio para quem possa substituir o de cujus neste caso os bens serão recolhidos pelo estado neste caso o município. DUAS SITUAÇÕES: a) Os herdeiros desconhecidos se apresentam; b) Após certo período se ainda desconhecidos os herdeiros, a declaração de vacância. RESUMO DO PROCEDIMENTO: 1. Curador arrecada os bens e os arrola, compete lhe ainda a guarda, conservação e administração; 2. Publicam se os editais por pelo menos três vezes com intervalos de trinta dias; 3. Um ano após esse primeiro edital haverá declaração de vacância, essa propriedade é resolúvel. OBSERVAÇÃO (1): os colaterais que não tenham se manifestados até a declaração de vacância não mais poderão se habilitar. Quanto aos herdeiros necessários poderão se habilitar em até 05 anos contados da abertura da sucessão; OBSERVAÇÃO (2): mesmo sendo a propriedade resolúvel ao ser transmitida ao município ganha contornos publicísticos, por essa razão não se admite a usucapio;
OBSERVAÇÃO (3): quando todos os sucessores renunciam não há a necessidade de todo o processo jacente só declara se desde logo a vacância; OBSERVAÇÃO (4): Petição com herança: há a possibilidade de que herdeiro não reconhecido (ou não elencado) nas primeiras declarações, diante deste fato abre se a possibilidade de que em momento posterior esse sucessor seja beneficiado através da petição de herança. Exemplo: A investigatória de paternidade. Os artigos entre 1824 e 1828 não estabelecem prazo para a petição de herança, por essa razão deve se observar a regra do artigo 205 do Código Civil, ou seja, o prazo de 10 anos. 1827 caput má fé (anotar). 1828 quem o recebeu má fé/boa fé? A legislação bem assim a doutrina não tem posição majoritária a cerca da contagem do prazo para a petição de herança, mormente quando o peticionamento resulta de reconhecimento filiação posterior. Se considerada a abertura da sucessão, que é a regra geral, o direito daquele que sequer era reconhecido poderá ser atingido. Por outro lado se o prazo decorrer do reconhecimento apenas estaríamos diante de situação jurídica pendente no tempo, o que afeta invariavelmente a segurança dos negócios jurídicos.
QUESTÕES 1. Pedro, José e Carlos recebem em 20 de fevereiro de 2012 herança do pai Antônio genitor de todos. Em 05 de março de 2012 falece Pedro, que sem filhos deixa para o seu irmão José, a totalidade de seu quinhão por meio de sessão de direito hereditário por instrumento particular. Pergunta se: José receberá o quinhão deixado pelo irmão? R: Inciso II, artigo 80 c/c 1793 do Código Civil. 2. Frederico, irmão de Ana, devedor de Luiz na importância de R$50.000,00, sucede patrimônio no valor de R$500.000,00, mas resolve renunciar em favor da irmã, terá Luiz alguma medida para garantir o pagamento da dívida? R: 3. Heitor, sem domicílio conhecido, falece na cidade de Pirapora, no processo de levantamento dos bens descobre se que ele possuía: 02 casas em Uberaba; 03 apartamentos em Carangola e 02 fazendas em Ipiaçu. Diante destes fatos em que lugar será aberta a sucessão? R: Regra geral é a do último domicílio, II do artigo 96 do Código Civil. Quando o domicílio é incerto.
26/08 QUESTÃO Em 21 de janeiro de 2011 falece, Olavo tendo na ocasião do falecimento deixado uma única filha que é a Renata. Contudo, o de cujus por ordem escrita manifestou se pelo desejo de gerar outro filho, razão pela qual a viúva em 30 de março de 2011 submeteu se a procedimento de fecundação homologa com o material genético deixado pelo marido. Nove meses depois nasceu Natanael diante de tal quadro interprete o artigo 1798 do Código Civil. R:
DA SUCESSÃO LEGÍTIMA A primeira condição para que se aplique a sucessão legítima é sujeito falecer sem testamento. Também se aplica a sucessão legítima quando o ato de disposição de última vontade for invalidado. Ou ainda quando este ato dispõe apenas de parte do patrimônio. No caso da sucessão legítima a uma clara preferência ao herdeiro necessário. Nessa ordem de vocação (vocacio Alguém fala por vc ) enumera as pessoas substituirão o de cujus na persecução do patrimônio. DIREITO DE REPRESENTAÇÃO Tem lugar quando a concorrência sucessória se dá entre parentes do falecido que não estão no mesmo grau. O mesmo ocorre nas hipóteses do pré morte, sendo que o sucessor é chamado a suceder nos direitos do pré morto usufruindo de todas as benesses sucessórias. O DIREITO DE REPRESENTAÇÃO SEMPRE OCORRE NA LINHA DESCENDENTE E NUNCA SE VERIFICA NA LINHA ASCENDENTE. NO CASO VALE A REGRA GERAL AQUELE QUE ESTÁ MAIS PROXIMO EXCLUI O QUE ESTÁ MAIS REMOTO.
VOCAÇÃO HEREDITÁRIA CLÁSSICO: QUESTÃO DE REPRESENTAÇÃO
QUESTÃO Joaquim falece no estado civil de viúvo deixando 4 filhos: João, Pedro, Paulo e Maria. João é pré-morto e deixou 2 filhos: Lucas e Antônio. Paulo é declarado indigno e tem uma filha, Letícia. Pedro renunciou a herança e possui 4 filhos. Guilherme, Gustavo, Patrícia, Henrique. Maria não tem filhos. O patrimônio de Joaquim é composto dos seguintes bens, uma casa no valor de 100 mil reais, um terreno no valor de 100 mil e um carro no valor de 100 mil. R:
27/08 REGRAS ESPECÍFICAS DA SUCESSÃO DE ASCENDENTE 1836, 1 Regra geral: o mais próximo exclui o mais remoto. IGUALDADE EM GRAU E DIVERSIDADE EM LINHA 0% 25% 50% 25% 50% 50%
ARTIGO 1829 DAS SUCESSÕES LEGÍTIMAS E DAS HIPÓTESES DE CONCORRÊNCIAS Hipóteses em que não há ocorrência do cônjuge com os DESCENDENTES do de cujus. 2. SEPARAÇÃO OBRIGATÓRIA Ainda que este regime seja imposto para a proteção patrimonial, casos existirão em que o aumento desse mesmo patrimônio criará uma desproporção tal que a situação de miserabilidade se apresentará. Por essa razão, o pretório excelso houve por bem editar a súmula 377 prevendo a comunicação dos bens adquiridos na constância da união nos casos de separação legal. 3. COMUNHÃO PARCIAL EM QUE O FALECIDO NÃO DEIXOU BENS PARTICULARES Na verdade o que se tem de fato, ausente os bens particulares, é a formação de único patrimônio, equiparado ao regime de comunhão universal, por essa razão, já estaria protegido o cônjuge sobrevivente.
4. HIPÓTESES EM QUE HÁ CONCORRÊNCIA DA CÔNJUGE COM OS DESCENDENTES DO DE CUJUS. 03/09 OBSERVAÇÃO: SOBRE O REGIME DE SEPARAÇÃO CONVENCIONAL DE BENS: no regime de separação convencional nos termos dois patrimônios formados e os bens constitutivos dos mesmos tem natureza particular. Em regra se são particulares sobre eles deveria haver a concorrência é o que defende Nelson Neri Júnior, Gizelda Hironaka e Venosa. Esses autores sustentam que está assegurada a concorrência do cônjuge casado do regime de separação convencional com os descendentes do de cujus. Destoa desta orientação o aresto da terceira turma do superior tribunal de justiça, que entendeu não ocorrer, a cônjuge casado pelo regime de separação convencional de bens, direito de concorrência hereditária como os descendentes do falecido (STJ, Resp. 992.749-MS, 3 T., rel. Nancy Andrighi, DJE 5 2 2010, in RSTJ, 217/820).
QUOTAS: 1829, I / descendentes / cônjuge 1 CASO Artigo 1832, 1ª parte Até três descendentes, basta a divisão por cabeça (no caso dos filhos, independentemente se são filhos ou não da viúva. 2 CASO Cônjuge com mais de 3 (três) descendentes, todos comuns, artigo 1832, 2ª parte. * Piso da Herança 3 CASO Cônjuge; com mais de 3 (três) descendentes, todos do de cujus. * Cai a regra da quarta parte (piso da herança) e cônjuge herda porção igual como se fosse por cabeça 4 CASO HIPÓTESE HÍBRIDA Não há no código artigo específico que trate deste caso, por essa razão a doutrina se divide em 3 posições acerca do reconhecimento do piso da herança no caso. 1ª POSIÇÃO: não assiste ao cônjuge o direito ao benefício se existirem, concomitantemente descendentes comuns e unilaterais, pois o código só dispensa o direito a cota mínima quando o cônjuge for ascendente de todos os herdeiros. (Teoria majoritária)
2ª POSIÇÃO: defende nesses casos de filiação híbrida, todos os descendentes deveriam ser tratados como comuns, para fins de reserva da quarta parte da herança para o cônjuge sobre vivo. 3ª POSIÇÃO: a terceira corrente propõe a divisão proporcional da herança, segundo a quantidade de descendentes de cada grupo: resguardar se ia a quarta parte da herança ao cônjuge somente em relação aos filhos comuns, fazendo se partilha igualitária, sem aquele mínimo de ¼ com relação aos herdeiros unilaterais. CASOS DE CONCORRÊNCIA Ascendente, (II,1829 c/c 1836/1837) 1ª Hipótese 1ª Parte, 1837 2ª Hipótese 2ª Parte, 1837 09/09 SUCESSÃO NA UNIÃO ESTÁVEL REGRA ESPECÍFICA TRADUZIDA PELO ARTIGO 1790: OBSERVAÇÕES: A) Direito Real de habitação (artigo 1831), há discussão doutrinária acerca da aplicação do dispositivo às uniões de fato união estável. Isso porque o dispositivo beneficia o cônjuge. É importante considerar que se trata de regra protetiva que beneficia o cônjuge sobre vivo no intuito de manutenção da família. Nesse sentido forçoso é reconhecer na exegese ampliação que
açambarque (no todo) também os conviventes em regime de união estável, por ser medida de justiça. B) O companheiro ou companheira não ostentam condição de herdeiros necessários, pois não constam do elenco do artigo 1845; sendo assim o interessado pode dispor da totalidade do seu patrimônio através de ato de disposição de última vontade (testamento). C) Quando não há disposição em sentido diverso traduzida por pacto de convivência, aplicar se a a essas uniões o regime legal de bens. O artigo 1790 inverte a regra geral, ou seja a companheira ou o companheiro herdará sobre os bens provenientes da meação e não sobre os particulares, pois o dispositivo menciona - os bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável. Desse modo os particulares serão entregues aos sucessores legítimos. QUOTAS: I, 1790 do Código Civil de 2002 1ª Hipótese: * concorrência exclusiva com descendentes comuns; Herdará cota igual (Cabeça) a dos filhos; como se fosse, mais um deles. Nesse caso não há que se falar em PISO DA HERANÇA. II, 1790 do Código Civil de 2002 2ª Hipótese * concorrendo, exclusivamente, com descendentes só do autor da herança. * participação se restringe à metade do que cada um dos filhos herdar.
HIPÓTESE HÍBRIDA: OMISSÃO LEGISLATIVA Duas posições Primeira posição: entre uma interpretação que garanta cota maior ao convivente e outra que lhe entrega parcela menor, melhor esta última, que beneficia os filhos. Se houver filhos comuns com o de cujus e filhos somente deste concorrendo a herança, a solução é dividi la igualitariamente, incluindo o companheiro e a companheira.