Síndrome Coronariana Aguda Wilson Braz Corrêa Filho Rio de Janeiro, 2010 Curso de Capacitação de Urgência e Emergência
Objetivos: Apresentar a epidemiologia da síndrome coronariana aguda nas unidades de emergência. Apresentar o diagnóstico clínico da síndrome coronariana aguda nas unidades de emergência.
Apresentar o prognóstico da síndrome coronariana aguda nas unidades de emergência. Apresentar o tratamento imediato da síndrome coronariana aguda nas unidades de emergência.
História natural do Infarto Agudo do Miocárdio Sem intervenção mortalidade de 30% Criação de UC mortalidade de 16 a 18% Trombolítico mortalidade de 8% Intervenção precoce mortalidade < 5%
Estado do Rio de Janeiro: Total de 117.690 óbitos em 2004. Doenças do Aparelho Circulatório foram a principal causa de morte (29%). Doenças CerebroVasculares e Doenças Isquêmicas do Coração contribuíram respectivamente, com 31,6% e 31,3% desse total. Disponível em: <http://www.datasus.gov.br>
No Estado do Rio de Janeiro nos anos de 2001 e 2002, apenas 10% dos pacientes internados com diagnóstico de Infarto Agudo do Miocárdio haviam usado trombolítico. Neste levantamento, a mortalidade hospitalar total para IAM foi de 16%. Plano Estadual de Alta Complexidade. Doenças Cardiovasculares, 2006. Secretaria Estadual de Saúde.
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Diamond, G. N Engl J Med 1979;300:1350-8.
Diagnóstico Clínico da
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Classificação da Dor Torácica < 20 min Típica três características Atípica duas características Não anginosa uma ou nenhuma
Diamond, G. N Engl J Med 1979;300:1350-8.
Identificar pacientes com dor torácica compatível com SCA Dor torácica isquêmica com duração de 20 minutos ou mais. História prévia Angina típica ou atípica, em pacientes acima de 35 anos. Passado de IAM.
Fonte: Diamond, G. N Engl J Med 1979;300:1350-8.
Diagnóstico História Exame clínico Eletrocardiograma Radiografia de tórax
Prognóstico Identificação precoce de patologias com potencial risco de vida Infarto Agudo do Miocárdio Dissecção Aórtica Embolia Pulmonar Pneumotórax Hipertensivo
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A (SCA) possui três apresentações: (SCA) Prevalência IAMCSST (com onda Q) 30 a 33% IAMSSST (sem onda Q) 25% Angina instável 38 a 42% Euro Heart Survey ACS. Eur Heart J 2002 Aug;23(15):1190-201. GRACE. Eur Heart J 2002 Aug;23(15):1177-89.
História Clínica Eletrocardiograma Diagnóstico
com Supra ST Tempo é músculo!
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Aplicar o trombolítico se não houver possibilidade de transporte para unidade hospitalar com hemodinâmica!
Curso de Capacitação de Urgência e Emergência EVOLUÇÃO: ALTA TRANSFERÊNCIA. QUAL HOSPITAL? ÓBITO Importante: Os pacientes portadores de insuficiência cardíaca congestiva ou Insuficiência renal crônica podem apresentar Troponina falso positiva!
sem Supra ST Não Baixo Risco Dor torácica prolongada (> 20 min) em repouso Angina de início recente (< 2 semanas) Alterações dinâmicas de ST e/ou T Disfunção aguda do VE (B3, hipotensão, congestão pulmonar) Idade > 65 anos Indicada internação hospitalar
sem Supra ST Baixo Risco Dor somente aos esforços Angina há mais de 2 semanas Angina progressiva ECG normal ou inalterado Alta da Unidade de Pronto Atendimento Encaminhar para tratamento ambulatorial
Tratamento Inicial MONA Morfina, Oxigênio, Nitrato e AAS Infarto Agudo do Miocárdio com Supra ST Trombólise, se não houver contraindicação Betabloqueador Inibidor da Enzima Conversora (IECA) Antitrombótico
Tratamento Inicial MONA Morfina, Oxigênio, Nitrato e AAS Infarto Agudo do Miocárdio sem Supra ST Nitroglicerina Antitrombótico Clopidogrel
Infarto Agudo do Miocárdio com Disfunção Ventricular Antitrombótico Inibidor da Enzima Conversora (IECA) Diurético Nitroglicerina Dobutamina
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Tratamento Intervenção precoce nas patologias de maior risco Redução da morbi-mortalidade das doenças cardiovasculares Promover o maior benefício Reduzir ao menor malefício
It appears to me a most excellent thing for the physician to cultivate: Prognosis... Livro dos Prognósticos Hipócrates
Obrigado dr.wilsonbraz@gmail.com