Consulta Pública n.º 09/2013



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O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela legislação em vigor,

Transcrição:

Consulta Pública n.º 09/2013 Diretor Relator: Dirceu Barbano Regime de tramitação: comum Publicação: 02/04/2013 Prazo para contribuição: 30 dias 09/04 à 08/05 Agenda Regulatória: não Área Técnica: GGTES Ementa: Resolução que institui as ações de vigilância sanitária para segurança do paciente em serviços de saúde e dá outras providências.

Consulta Pública n.º 09/2013 Quantidade de participantes: 98 Participação por segmento: SEGMENTO % n Profissional de Saúde 56,12 55 Empresa Privada 8,16 8 Outro Órgão ou Entidade do Governo Estadual 6,12 6 Entidade Representativa do Setor Regulado 5,1 5 Outro Órgão ou Entidade do Governo Federal 4,08 4 Órgão Estadual ou Municipal Integrante do SNVS 4,08 4 Entidade de Classe 3,06 3 Cidadão 3,06 3 Academia ou Instituição de E&P 2,04 2 Outros 8,16 8

Consulta Pública n.º 09/2013 Participação por Estado: 19 Participação por segmento: UF % n SP 45,36 44 RS 10,31 10 MG 8,25 8 RJ 7,22 7 DF 6,19 6 GO e SC 3,09 3 PR, MA, CE e BA 2,06 2 AL, ES, MT, MS, PA, PB, RN e RO 1,03 1

Consulta Pública n.º 09/2013 Grau de Concordância: Concorda 67,3% (66) Concorda parcialmente 32,7% (32) Impactos da Proposta: Não impactará de forma significativa 7,1% (7) Impactará positivamente 92,9% (91)

Consulta Pública n.º 09/2013 Resumo das Contribuições: Classificação das contribuições por artigo Avaliação Não aceitas Aceitas Parcialmente aceitas Ementa 7 1 2 Art. 1 º 15 2 3 Art. 2º 48 1 0 Art. 3º 31 6 27 Art. 4º 41 1 1 Art. 5º 3 10 0 Art. 6º 28 2 2 Art. 7º 6 6 2 Art. 8º 26 9 16 Art. 9º 37 3 11 Art. 10 4 0 0 Art. 11 12 1 0 Art. 12 27 2 4 Art. 13 34 2 2 Art. 14 6 8 0 Art. 15 7 0 0 Art. 16 1 0 0 Art. 17 0 0 0 TOTAL 333 54 70 Percentual 72,87% 11,82% 15,31%

Programa Nacional de Segurança do Paciente Objetivo: instituir ações para a promoção da segurança do paciente e a melhoria da qualidade nos serviços de saúde; Abrangência: serviços de saúde, sejam eles públicos, privados, filantrópicos, civis ou militares, incluindo aqueles que exercem ações de ensino e pesquisa; Definições: consultórios individualizados, laboratórios clínicos e os serviços móveis e de atenção domiciliar Boas práticas de funcionamento do serviço de saúde; Cultura da Segurança; Dano; Evento Adverso; garantia da qualidade; Gestão de Risco; Incidente; Núcleo de Segurança do Paciente (NSP); Plano de segurança do paciente em serviços de saúde; Segurança do paciente; Serviço de saúde; Tecnologias em saúde

Programa Nacional de Segurança do Paciente Criação dos NSP: direção do serviço de saúde deve constituir o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) e nomear a sua composição, conferindo aos membros autoridade, responsabilidade e poder para executar as ações do Plano de Segurança do Paciente; A direção do serviço de saúde pode utilizar a estrutura de comitês, comissões, gerências, coordenações ou núcleos já existentes para o desempenho das atribuições do NSP; Serviços públicos ambulatoriais podem constituir um NSP para cada serviço de saúde ou um NSP para o conjunto desses, conforme decisão do gestor local do SUS Funcionamento do NSP: Recursos humanos, financeiros, equipamentos, insumos e materiaisnecessários ao seu funcionamento sistemático e contínuo; Profissional responsável pelo NSP com participação nas instâncias deliberativas do serviço de saúde. Princípios e Diretrizes do NSP: Melhoria contínua dos processos de cuidado e do uso de tecnologias da saúde; Disseminação sistemática da cultura de segurança; Articulação e a integração dos processos de gestão de risco; Garantia das boas práticas de funcionamento do serviço de saúde.

Programa Nacional de Segurança do Paciente Competências do NSP: Promover ações para a implantação da gestão de risco no serviço de saúde; Desenvolver ações para a integração e a articulação multiprofissionais no serviço de saúde; Promover mecanismos para identificar e avaliar a existência de não conformidades nos processos e procedimentos realizados nos serviços de saúde e propor ações preventivas e corretivas; Promover mecanismos para identificar e avaliar a existência de não conformidades em equipamentos, medicamentos e insumos utilizados no serviço de saúde e propor ações preventivas e corretivas; Elaborar, implantar, divulgar e manter atualizado o Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde; Acompanhar as ações vinculadas ao Plano de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde; Implantar os Protocolos de Segurança do Paciente e realizar o monitoramento dos seus indicadores; Estabelecer barreiras para a prevenção de incidentes nos serviços de saúde; Desenvolver, implantar e acompanhar programas de capacitação em segurança do paciente e qualidade em serviços de saúde; Analisar e avaliar os dados provenientes das informações de incidentes e eventos adversos decorrentes da prestação do serviço de saúde; Compartilhar e divulgar à direção e aos profissionais do serviço de saúde os resultados da análise e avaliação decorrentes da prestação do serviço de saúde; Notificar, ao Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, os eventos adversos decorrentes da prestação do serviço de saúde; Manter sob sua guarda e disponibilizar à autoridade sanitária, quando requisitado, as notificações de eventos adversos; e Acompanhar os alertas sanitários e outras comunicações de risco divulgadas pelas autoridades sanitárias.

Programa Nacional de Segurança do Paciente Do Plano de Segurança do Paciente: Identificação, a análise, a avaliação, o monitoramento e a comunicação dos riscos no serviço de saúde, de forma sistemática; Integrar os diferentes processos de gestão de risco desenvolvidos nos serviços de saúde; Implementação de protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saude: Identificação do paciente; Higiene das mãos; Segurança cirúrgica; Segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos; Segurança na prescrição, uso e administração de sangue e hemocomponentes; Segurança no uso de equipamentos e materiais; Prevenção de quedas dos pacientes; Prevenção de úlceras por pressão; Prevenção e controle de eventos adversos em serviços de saúde, incluindo as infecções relacionadas à assistência à saúde; Segurança nas terapias nutricionais enteral e parenteral; Comunicação efetiva entre profissionais do serviço de saúde e entre serviços de saúde; Estimular a participação do paciente e dos familiares na assistência prestada. Promoção do ambiente seguro.

Programa Nacional de Segurança do Paciente Monitoramento e Notificação dos Eventos Adversos: O monitoramento dos incidentes e eventos adversos será realizado pelo NSP; A notificação dos eventos adversos deve ser realizada mensalmente pelo NSP,atéo 15º(décimo quinto) dia útil do mês subsequente ao mês de vigilância, por meio das ferramentas eletrônicas disponibilizadas pela Anvisa. Os eventos adversos que evoluírem para óbito devem ser notificados em até 72 (setenta e duas) horas a partir do ocorrido. Competências da Anvisa: Prazos: Monitorar os dados sobre eventos adversos notificados pelos serviços de saúde; Divulgar relatório anual sobre eventos adversos com a análise das notificações realizadas pelos serviços de saúde; Acompanhar, junto às vigilâncias sanitárias distrital, estadual e municipal as investigações sobre os eventos adversos que evoluíram para óbito. Os serviços de saúde terão o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para a formalização e estruturação dos NSP e 270 (duzentos e setenta) dias para iniciar a notificação mensal dos eventos adversos, contados a partir da data da publicação da RDC