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Programa Nacional de Segurança do Paciente
Introdução Parágrafo 12 do primeiro livro da sua obra Epidemia: "Pratique duas coisas ao lidar com as doenças; auxilie ou ao menos não prejudique o paciente". Hipócrates
Introdução Em 1859, enfermeira visionária, dizia: Pode parecer talvez um estranho princípio enunciar como primeiro dever de um hospital não causar mal ao paciente.
Estudos O estudo observou um total de 11.379 pacientes internados. Dentre estes, 1191 apresentaram, no mínimo, um EA que o revisor considerou estar relacionado à qualidade do cuidado recebido, e não a condições subjacentes. A prevalência pontual estimada foi de 10,5%. Mais de 28% dos EAs causaram incapacidade e outros 6% estiveram associados à morte do paciente. Quase 60% dos EAs foram considerados evitáveis. Estudo Iberoamericano, 2011
Estudos 1000 Internações. 100 eventos adversos. 28 danos com incapacidade. 6 mortes.
QUALIFICAÇÃO DE SERVIÇOS HOSPITALARES CENÁRIO ATUAL BRASILEIRO R$ 6.021.852.121,20
Linha do tempo da Segurança do Paciente
Histórico e Marco Regulatório do PNSP 1974 Estudo revisou 21 mil prontuários de pacientes hospitalizados em 23 hospitais da Califórnia Como resultados foram encontrados eventos adversos em 4,6% dos pacientes.
Histórico e Marco Regulatório do PNSP 1984 Estudo revisou 30 mil prontuários de pacientes internados em hospitais de Nova York ; Como resultados foram encontrados que 3,7% dos pacientes sofreram algum evento adverso e, 13,6% destes pacientes foram a óbito.
1990 amplia-se o conceito de qualidade : 7 PILARES DA QUALIDADE Donabedian,1990; Institute of Medicine (IOM), 2001; Organization World Health (OMS), 2006;
Histórico e Marco Regulatório do PNSP 1999 Publicação pelo Instituto de Medicina (Institute of Medicine IOM) dos EUA, do relatório intitulado por Errar é Humano: Construindo um Sistema de Saúde mais Seguro ; Seus dados indicam que erros associados à assistência à saúde causam entre 44.000 e 98.000 disfunções a cada ano nos hospitais dos EUA
Histórico e Marco Regulatório do PNSP 111 a 268 mortes por dia; Estimativa de custos gerados pelos eventos adversos ao longo de um ano nos EUA: U$ 17-29 bilhões por ano (Brennan TA et AL, 1991).
Histórico e Marco Regulatório do PNSP 2004 Realização da 57ª Assembléia Mundial da Saúde; Lançamento formal pela Organização Mundial da Saúde (OMS) da Aliança Mundial para a Segurança do Paciente Missão: propor melhorias para assegurar a segurança do paciente, sua abrangência é internacional e, suas ações são desenvolvidas para implementar os protocolos operacionais padronizados.
Histórico e Marco Regulatório do PNSP 2005 Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente e identificou seis áreas de atuação para direcionar as ações voltadas à Segurança do Paciente. Metas Internacionais de Segurança do Paciente
Histórico e Marco Regulatório do PNSP 2011 RDC Nº. 63 / 2011 - Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Saúde. 2012 Projeto Paciente Pela Segurança do Paciente - ANVISA
Histórico e Marco Regulatório do PNSP 2013 Portaria 529/13 Institui o Programa Nacional Segurança ao Paciente (PNSP). RDC 36/13 Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde e dá outras providências.
Ministério da Saúde cria o Programa Nacional de Segurança do Paciente para o monitoramento e prevenção de danos na assistência à saúde. Portaria nº 529, de 1 de Abril de 2013 - Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP).
Art. 3º Constituem-se objetivos específicos do PNSP: I - promover e apoiar a implementação de iniciativas voltadas à segurança do paciente em diferentes áreas da atenção, organização e gestão de serviços de saúde, por meio da implantação da gestão de risco e de Núcleos de Segurança do Paciente nos estabelecimentos de saúde;
II - Envolver os pacientes e familiares nas ações de Segurança do Paciente; III - Ampliar o acesso da sociedade às informações relativas a Segurança do Paciente; IV - Produzir, sistematizar e difundir conhecimentos sobre Segurança do Paciente; e V - Fomentar a inclusão do tema segurança do paciente no ensino técnico, de graduação e pós-graduação na área da saúde.
Art. 4º Para fins desta Portaria, são adotadas as seguintes definições: I Segurança do Paciente; II Dano; III Incidente; IV Evento Adverso; V Cultura de segurança; VI Gestão de risco.
Segurança do Paciente Redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde.
Dano Comprometimento da estrutura ou função do corpo e/ou qualquer efeito dele oriundo, incluindo-se doenças, lesão, sofrimento, morte, incapacidade ou disfunção, podendo assim, ser físico, social ou psicológico.
Incidente Evento ou circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário ao paciente.
INCIDENTE Near miss Incidente sem dano Incidente com dano Incidente que não atingiu o paciente Incidente que atingiu o paciente, mas não causou dano. Incidente que resulta em dano ao paciente (Evento Adverso)
Evento Adverso Incidente que resulta em dano à saúde.
Cultura de Segurança Configura-se a partir de cinco características operacionalizadas pela gestão de segurança da organização 1 - Trabalhadores pela sua própria segurança; 2 Segurança financeira e operacionais; 3 Encoraja e recompensa a identificação, a notificação e a resolução dos problemas relacionados a segurança; 4 Aprendizado organizacional a partir da ocorrência de incidentes; 5 Manutenção efetiva da segurança.
Gestão de Risco Aplicação sistemática e contínua de iniciativas, procedimentos, condutas e recursos na avaliação e controle de riscos e eventos adversos que afetam a segurança, saúde humana, a integridade profissional, o meio ambiente e a imagem institucional.
Art. 5º Constituem se estratégias de implementação do PNSP: I Elaboração e apoio à implementação de protocolos, guias e manuais; II Promoção de processos de capacitação de toda equipe; III Inclusão de metas, indicadores e padrão de conformidade; IV Campanhas de comunicação social; V Promoção da cultura de segurança; VI Articulação, com Ministério da Educação e com Conselho Nacional de Edcação, para inclusão do tema nos currículos dos cursos de formação em saúde.
Art. 6º Fica instituído, no âmbito do Ministério da saúde, Comitê de Implementação do Programa Nacional de Segurança do Paciente (CIPNSP), instância colegiada, de caráter consultivo, com a finalidade de promover ações que visem à melhoria da segurança do cuidado em saúde através de processo de construção consensual entre os diversos atores que dele participam.
Art. 7º Compete ao CIPNSP: I Propor e validar protocolos, guias e manuais voltados à segurança do paciente em diferentes áreas, tais como: Infecções relacionadas à saude; Procedimentos cirúrgicos e de anestesiologia; Prescrição, transcrição, dispensação e administração de medicamentos, sangue e hemoderivados; Processos de identificação de pacientes;
Comunicação nos serviços de saúde; Prevenção de quedas; Ulceras por pressão; Transferência de pacientes entre pontos de cuidado; Uso seguro de equipamentos e materiais.
II Aprovar documento de referência do PNSP; III Incentivar e difundir inovações técnicas e operacionais; IV Propor e validar projetos de capacitação; V Analisar quadrimestralmente os dados do Sistema de Monitoramento incidentes no cuidado de saúde e propor ações de melhoria; VI Recomendar estudos e pesquisas relacionados a segurança do paciente; VII Avaliar periodicamente o desempenho do PNSP; VIII Elaborar regimento interno e submetê-lo à aprovação do Ministério da Saúde.
Art. 8º O CIPNSP instituição é composto por representantes, titular e suplentes, dos seguintes órgãos e entidades: I Ministério da Saúde; II Fundação Oswaldo Cruz; III Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA); IV Agência Nacional de Saúde (ANS); V Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS);
VI Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS) VII Conselho Federal de Medicina; VIII Conselho Federal de Enfermagem; IX Conselho Federal de Odontologia; X Conselho Federal de Farmácia; XI Organização Pan Americana de Saúde; XII Instituições de Ensino.
Art. 9º As funções dos membros do CIPNSP não serão remuneradas e seu exercício será considerado de relevante interesse público. Art. 10º Incentivos financeiros para a execução de ações e atividades será conforme normatização específica, mediante prévia pactuação no Comitê Intergestores Tripartite (CIT).
RDC nº 36, de 25 de Julho de 2013. Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde e dá outras providências.
ATIVIDADES Apostila: Parte IV - Questões 01,05,10 e 17 Exercício 01 Questões de 06 a 10 Exercício 02 Questões de 01 a 10