COMPRA DE BEZERRO REPRESENTA 48% DOS CUSTOS EFETIVOS

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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E SOCIOLOGIA ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA "LUIZ DE QUEIROZ"

Transcrição:

COMPRA DE BEZERRO REPRESENTA 48% DOS CUSTOS EFETIVOS As despesas com a compra de animais constituem o mais importante componente do custo efetivo da maioria das fazendas de recria-engorda, com uma participação que varia de 40% a 80%. Essa variação se dá pela idade do animal ao ser adquirido, raça, tempo de engorda e intensidade da alimentação/suplementação. Na média das fazendas brasileiras analisadas, a compra de animais representa 48% dos custos efetivos, percentual semelhante ao observado na Argentina. Nos países da América do Norte, Estados Unidos e Canadá, a compra de bezerros também é um dos insumos mais dispendiosos, equivalendo a 76% e a 72% no COE, respectivamente. Participações baixas, entre 20% e 30%, são encontradas nas fazendas da Alemanha, Suécia e Polônia, onde são terminados bezerros de leite da raça holandesa (Holstein), que custam muito menos que os da raça Simental ou de outra raça com aptidão para produção de carne. Dando continuidade ao trabalho iniciado na edição anterior, analisa-se o comportamento do bezerro como elemento de custo. Trata-se de um dos insumos mais importantes para os pecuaristas brasileiros de recria-engorda, que tem valorizado continuamente este ano. Por meio da parceria entre a CNA e o Cepea-USP, foi possível avaliar a questão do custo do bezerro não apenas no Brasil, como nos 14 países que integram o Agri Benchmark, organismo responsável por discussões técnicas sobre diversas cadeias, inclusive a de carne bovina, em âmbito internacional. Anteriormente, foi apresentado o preço pago pelo boi gordo nos países participantes: Áustria, Alemanha, França, Espanha, Itália, Irlanda, Reino Unido, Suécia, Polônia, Canadá, Estados Unidos, Argentina, China e Brasil. Alguns desses países são grandes clientes da carne brasileira, como Itália e Reino Unido, que absorveram, juntos, cerca de 10% das exportações brasileiras, no período de 2000 a 2005: Alemanha com 7% e Espanha com 6%. Nesses casos, é fundamental a comparação entre os custos de produção dos países. Brasil tem o menor preço frente a Europa, Américas e China O bezerro é uma das principais receitas nas fazendas de cria, enquanto nas propriedades de recria-engorda representa um dos maiores custos. Assim, a valorização do bezerro beneficia alguns pecuaristas, mas para outros representa mais um peso nos custos da atividade. No Brasil, a comercialização do bezerro se dá com o animal desmamado de oito a 12 meses. É o País com o menor preço do animal unidade de referência para comparação internacional: valor por 100 kg de peso vivo de bezerro. O valor de 100 kg de Peso Vivo (PV) do bezerro, na média do Brasil, varia de US$ 53,00 a US$ 82,00 (R$ 110,78 a R$ 171,04). A Argentina possui preços bem próximos aos do Brasil, que também comercializa bezerro desmamado de oito a 12 meses. O animal custa entre US$ 87,00 e US$ 90,00 (de R$ 181,80 a R$188,00) por 100 kg PV. Os bezerros comercializados na China e Canadá possuem os valores mais próximos aos da América do Sul - US$ 104,00 na China e US$ 170,00/100 kg PV no

Canadá. No nordeste da França, a fazenda que engorda as raças Charolais, Holstein e Normand tem o maior valor para 100 kg PV do bezerro, de US$ 792,00. Em seguida, vem a Alemanha, depois Áustria e Espanha, com valores que variam entre US$ 500,00 e US$ 650,00/100 kg PV. US$ / 100 kg peso vivo 900 800 700 600 500 400 300 200 100 0 Áustria-25F Áustria-35 Áustria-120 Preco do Bezerro Preco do Bezerro Desmamado 8-12 meses Bezerro pré-engordado Alemanha-230 Alemanha-260 Alemanha-280 Alemanha-800 França-45 França-70 França-90A França-90B Espanha-780 Espanha-990 Espanha-6950 Itália-890 Itália-2790 Irlanda-80 Reino Unido-50 Reino Unido-90 Suécia-140 Suécia-230 Polônia-12 Polônia-30 Canadá-9600 Estados Unidos-7200 Argentina-800 Argentina-2200 Brasil-140 Brasil-240 Brasil-340 Brasil-600 China-300 China-940 Notas: 1) O número ao lado do nome do país indica o total de animais vendidos por ano pelas propriedades consideradas típicas. 2) Ícones azuis: o bezerro descrito é um pouco mais velho que o recém-desmamado. 3) Câmbio: US$ 1 = R$ 2,09 Média Europa: US$ 407,00/100 kg de peso vivo R$1057,54 Média EUA e Canadá: US$ 698,00/100 kg de peso vivo R$ 1458,82 Média China: US$ 396,00/100 kg de peso vivo R$ 827,64 Média Brasil (MS e MT) e Argentina: US$ 116,00/100 kg de peso vivo R$ 242,44 Valores do bezerro batem recordes Os preços nominais do bezerro atingiram recordes em março, tanto no Estado do Mato Grosso do Sul quanto em São Paulo, segundo dados levantados pelo Cepea/Esalq- USP. Os valores nominais são os maiores registrados desde 21 de fevereiro de 2000, quando iniciou a série do Indicador. O preço mais alto, até então, havia sido observado em abril de 2003, quando o Indicador ESALQ/BM&F (MS) registrou R$ 396,91. No final de março deste ano, o bezerro foi cotado a R$ 401,80 por animal nelore de oito a doze meses desmamado, com alta de 4,36% no acumulado do mês. Desde o início deste ano até o final de março, o valor do Indicador do Mato Grosso do Sul e a média de São Paulo tiveram aumento de mais de 10%. Esse movimento tem chamado a atenção de agentes do mercado, já que os preços dos animais estiveram de estáveis a menores nos últimos quatro anos. A expressiva alta está atrelada à baixa oferta de bezerros, resultado do aumento do abate de matrizes ocorrido nos últimos três anos.

Entre março de 2006 e o mesmo período deste ano, a maior valorização do bezerro, de 23,5%, ocorreu em Cuiabá, no Mato Grosso, passando de R$ 315,21 para R$ 389,27/cabeça. Só em março deste ano, o bezerro teve aumento de 11,2% em relação a fevereiro, nesse Estado. Seguido por Cuiabá, o bezerro na praça de Goiânia, em Goiás, teve valorização de 20% entre março de 2006 e o mesmo mês de 2007, passando de R$ 319,44 para R$ 383,69/cabeça. Somente em março deste ano, o bezerro de Goiânia teve alta de 5,38% se comparado a fevereiro (R$ 364,09). Na praça do Triângulo Mineiro, houve aumento de 10,4% em 12 meses em março de 2006, o bezerro foi cotado a R$ 346,80 e, neste ano, a R$ 383,00/cabeça. Entre todas as regiões pesquisadas pelo Cepea, a praça mineira registrou a menor alta anual. Da variação total no ano registrada na praça mineira, (10,4%), 4,93% ocorreram somente em março, passando de R$ 365,00 em fevereiro para R$ 383,00/cabeça em março. A menor variação mensal ocorreu na praça de Araçatuba, no estado de São Paulo, com valorização de apenas 2,51% no bezerro. Nessa praça, o animal foi cotado a R$ 393,83/cabeça em fevereiro de 2007 e passou para R$ 403,71 em março. A variação anual ultrapassou os 14%. Em março, o bezerro mais caro foi negociado na praça de Rio Verde, em Goiás, em R$ 415,00/cabeça e o mais barato, foi comercializado em Rondônia, em R$ 300,00/cabeça. Evolução dos preços bezerro R$ 429.00 R$ 409.00 R$ 389.00 R$ 369.00 R$ 349.00 R$ 329.00 mar/07 fev/07 mar/06 R$ 309.00 R$ 289.00 R$ 269.00 Campo Grande Dourados Rio Verde Bauru/Marilia Presidente Prudente

FERTILIZANTES E REPOSIÇÃO FAZEM CUSTOS DISPARAR Os principais responsáveis pela disparada dos custos no País, em março, foram o bezerro, que valorizou 3,88%, e os adubos e corretivos, com reajuste de 2,05%. Os serviços terceirizados de máquinas pesadas também tiveram sua parcela de responsabilidade, agravando a situação principalmente dos pecuaristas da região Norte, como do Pará e Rondônia. Nesses Estados, as altas chegaram a 20% e a 12,9%, respectivamente, para operações com essas máquinas. Em seis dos 10 Estados da pesquisa CNA/Cepea, verificou-se forte valorização do animal desmamado frente a fevereiro. No Paraná, a alta chegou a 13,6%. O principal motivo tem sido a oferta abaixo da procura, resultante, segundo agentes, do abate intenso de matrizes nos anos passados. Em tempos de ascensão dos preços do bezerro, repete-se o jargão de que antigamente eu comprava mais bezerros com um boi gordo vendido. De fato, os números dão razão a esses compradores. Se observada a relação de troca no Estado de São Paulo, é possível constatar que, em março deste ano, a compra de um bezerro de oito a 12 meses, nelore, requereu 7,25 arrobas de boi gordo, vendido também em São Paulo. Foi a pior troca de março do ponto de vista do comprador dos últimos cinco anos. Em março de 2003, um bezerro equivalia a sete arrobas; em 2004, 6,55, em 2005, 6,62 e, no ano passado, 6,97. Os fertilizantes não deram trégua em março, na maioria dos Estados pesquisados. As lojas agrícolas renovaram suas tabelas de preços e, infelizmente, não para menos. No Paraná, o reajuste de 12,2% foi o maior do Brasil; no Rio Grande do Sul e em Tocantins, as altas de 9,7% e 7,3%, respectivamente, também foram expressivas. Em São Paulo, a valorização foi de 4,6% e, em Goiás, de 4,1%. Segundos agentes, a causa desses aumentos é internacional. Os Estados Unidos estão plantando 15,1% mais milho, segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), em detrimento a soja, para a produção de etanol. Com isso, aumenta a demanda por fontes nitrogenadas, que praticamente não são usadas para a leguminosa. A estimativa do governo norte-americano é que, em 2007, será plantada a maior área de milho em mais de 60 anos. No Brasil, a área de milho também deve aumentar, em 23,6%, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que reforça a pressão de demanda. Além do mais, algumas fábricas norte-americanas encerraram a produção desse fertilizante devido ao forte encarecimento do gás natural utilizado no processo fabril. Já as fontes potássicas foram reduzidas pelo fechamento de importantes minas de extração na Rússia e no próprio Estados Unidos, por problemas ambientais. Outros insumos reajustados foram as vacinas, puxadas pela campanha de vacinação obrigatória. Os maiores aumentos ocorreram em Rondônia, de 7,5%, e no Paraná, de 5,5%. Rondônia também sofreu com a valorização de 4,5% da suplementação mineral, juntamente com o Pará, onde a alta desse insumo chegou a 5,5%, no mês.

Variação % dos preços nominais do bezerro, do fertilizante (uréia) e da arroba do boi gordo em São Paulo 60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00% 0,00% -10,00% jul/05-20,00% jan/03 jun/03 nov/03 abr/04 set/04 fev/05 dez/05 mai/06 out/06 mar/07 Bezerro Arroba - boi gordo Uréia Fonte: Dados da Pesquisa CNA/Cepea VARIAÇÕES REGIONAIS Análise de Insumos e Regional Variação Mensal e Acumulada COE (1) COT (2) Boi Gordo R$/@ Ponderações Estados março-07 jan/07 mar/07 março-07 jan/07 mar/07 março-07 jan/07 mar/07 Goiás 2,28% 2,60% 2,00% 2,59% 2,69% 3,99% 12,4% Minas Ge rais 0,07% 1,10% -0,07% 1,56% 2,23% 2,23% 12,7% Mato Grosso -0,26% 0,98% -0,19% 1,02% 1,91% 4,08% 15,8% Mato Grosso do Sul 0,12% 1,16% 0,21% 1,66% 2,88% 5,88% 14,5% Pará 1,57% 3,03% 1,41% 3,79% 3,91% 0,85% 10,7% Paraná 3,85% 4,22% 3,81% 4,61% 0,29% 2,29% 6,0% Rio Grande do Sul 0,97% 2,05% 0,92% 2,38% 1,60% 4,89% 8,5% Rondônia 1,84% 1,43% 2,55% 3,79% 2,53% 3,44% 6,7% São Paulo 1,26% 3,48% 0,98% 3,07% 1,61% 3,89% 8,0% Tocant ins -0,07% 0,13% -0,07% 0,52% 2,57% 2,08% 4,7% Brasil* 0,97% 1,92% 0,94% 2,33% 2,33% 3,38% *- Referente a 81,38% do rebanho nacional segundo o Rebanho Efetivo Bovino PPM / IBGE 2005. 1 - Custo Operacional Efetivo (COE) Fonte: Cepea/USP-CNA 2 - Custo Operacional Total (COT) Março foi um mês de alerta para o pecuarista do Brasil. O custo operacional efetivo (COE) e também o total (COT) tiveram os maiores aumentos dos últimos 11 meses desde abril/06, a variação mensal de cada um deles não beirava 1%. De fevereiro para março, o COE subiu 0,97% e o COT, 0,94% na média ponderada dos 10 Estados da pesquisa, puxados pelo preço do bezerro (reposição) e dos fertilizantes.

A situação do pecuarista só não foi grave porque o preço da arroba do boi gordo aumentou de forma expressiva em um período típico pelas quedas dos preços. A média nacional da arroba, em março, foi de alta de 2,33% em relação a fevereiro. Os aumentos no Pará, Mato Grosso do Sul e Goiás colaboraram significativamente para esse resultado. Em situação menos favorável, esteve o Paraná, onde a arroba teve ajuste de apenas 0,3%. Pecuaristas do Estado também sofreram os maiores aumentos dos custos mensais: tanto o COE quanto o COT chegaram a 3,8% em março. Goiás foi o segundo Estado onde o COE mais subiu no mês: 2,28%. O custo operacional total da pecuária já aumentou mais que o dobro do IGP-M nos três primeiros meses do ano: 2,33% frente a 1,11%. Somente em março, a variação do COT equivale a quase toda a alta do IGP-M no acumulado de 2007. Variações dos Preços dos Principais Insumos da Pecuária de Corte Média Ponderada para GO, MT, MS, PA, RO, RS, MG, PR, TO e SP Ponderação Variação acumulada do COT março/07 jan/07 - mar/07 março/07 Combustíveis e Lubrificantes 3,26% 1,04% 0,53% Adubos e Corretivos 5,65% 1,84% 2,05% Sementes forrageiras 2,13% -1,31% -1,78% Suplementação Mineral 15,09% 1,93% 0,99% Medicamentos - Vacinas 1,67% 1,76% 0,39% Medicamentos - Controle Parasitário 1,10% 0,15% -0,56% Medicamentos - Antibióticos 0,55% 5,65% 0,16% Medicamentos em geral 0,08% 6,43% 1,95% Insumos para reprodução animal 0,62% 0,44% -0,09% Insumos para construção/manutenção de cercas 1,18% 1,79% 0,67% Construções em geral 9,42% 1,06% 0,25% Máquinas e implementos agrícolas 7,28% 2,13% -1,39% Serviço terceirizado de máquinas pesadas 1,60% 1,24% 3,01% Compra de animais bezerro 11,44% 4,95% 3,88% Mão-de-obra 22,15% 0,00% 0,00% Fonte: Dados da Pesquisa Cepea/CNA INSUMOS Maior alta mensal: Compra de bezerros: 3,88% Quanto representa nos custos totais: 11,44% Quem é prejudicado? Especialmente pecuaristas de PR, RO e GO Maior alta anual: Medicamentos em geral: 6,43% Quanto representa nos custos? 0,08% Quem é prejudicado? Todos os pecuaristas

REGIÕES Onde os custos (efetivos) aumentaram mais? Paraná: 3,85% Quanto representa do rebanho amostrado? 6,0% Onde a arroba subiu menos? (acumulado do ano) Pará: 0,85% Onde os custos (efetivos) estão mais controlados? Mato Grosso: queda de 0,26% Quanto representa do rebanho amostrado? 15,8% Onde a arroba subiu mais? (acumulado do ano) Mato Grosso do Sul, 5,88%, e no Rio Grande do Sul, 4,89%.