RELATÓRIOS DA EQUIPE TÉCNICA
Art. 42. As medidas socioeducativas de liberdade assistida, de semiliberdade de internação deverão ser reavaliadas no máximo a cada 6 meses, podendo a autoridade judiciária, se necessário, designar audiência, no prazo máximo de 10 (dez) dias, cientificando o defensor, MP, a direção do programa/serviço de atendimento, o adolescente e seus pais ou responsáveis. 1º A audiência será instruída com o relatório da equipe técnica do programa/serviço de atendimento sobre a evolução do plano (PIA)... e com qualquer outro parecer técnico requerido... (Lei Nº 12.594/2012- SINASE)
A previsão normativa é de que cabe ao Sistema de Justiça avaliar a execução das medidas socioeducativas determinadas aos adolescentes, dentro do prazo máximo de 6 meses, ou a qualquer tempo, a pedido do programa/serviço, do defensor, promotor, ou do próprio adolescente. (Orientações Técnicas sobre a PSC e LA MDS/2012)
Portanto, em um intervalo de tempo estabelecido em interlocução com o Poder Judiciário o técnico de referência responsável pelo acompanhamento do adolescente junto a PSC e LA (meio aberto) precisará realizar e encaminhar os relatórios de acompanhamento da medida ao PODER JUDICIÁRIO (Orientações Técnicas sobre a PSC e LA MDS/2012)
O Relatório Avaliativo é de competência da equipe técnica Versará sobre a execução do Plano Individual de Atendimento PIA realizado e pactuado pelo adolescente e apoiado pela família, o qual deve servir como parâmetro para avaliação do adolescente (Orientações Técnicas sobre a PSC e LA MDS/2012)
O Relatório a ser elaborado deverá dar ênfase ao contexto de execução da medida, considerando o ponto de vista do adolescente Bom como, deve relatar as atividades desenvolvidas pela equipe de trabalho, no que se refere ao atendimento realizado. Cabe ainda, possibilitar a inclusão de autoavaliação do (a) adolescente e a exposição de sua evolução. (Orientações Técnicas sobre a PSC e LA MDS/2012)
O Relatório Avaliativo trata-se, portanto, de um instrumento de informação sobre a evolução, ou caminhada do(a) adolescente, tendo como parâmetro a situação de quando este chegou ao serviço em meio aberto PSC e LA e seu estágio no momento da avaliação. O papel do relatório não é de julgamento, de perícia, de diagnóstico ou de prognóstico. A decisão sobre sua continuidade, ou extinção, não cabe ao do relatório. (Orientações Técnicas sobre a PSC e LA MDS/2012)
É importante salientar que a equipe de referência não deve utilizar o relatório como instrumento de poder, na relação com o adolescente e sua família. Exemplo: Se tal coisa não acontecer, vou escrever no relatório ao juiz... Ainda, que tal relatório represente a expressão dos valores e do julgamento do adolescente. Exemplo: Fulana de tal é uma ótima menina... (Orientações Técnicas sobre a PSC e LA MDS/2012)
NO RELATÓRIO É IMPORTANTE ATENTAR- SE A SITUAÇÕES ESPECÍFICAS, COMO: Evolução escolar Evolução da dinâmica familiar Evolução das situações envolvendo a saúde (não de diagnóstico, mas de acompanhamento pela área) Evolução dos aspectos relacionados ao trabalho Envolvimento do adolescente em atividades de esporte e cultura, Evolução do comportamento geral em relação aos compromissos assumidos no PIA. (Orientações Técnicas sobre a PSC e LA MDS/2012)
AUTOAVALIAÇÃO DO ADOLESCENTE Proporcionar ao adolescente a escolha do modo que vai se expressar ao juiz. Pode ser por meio de poesia, carta, música... Se o adolescente não quiser manifestar-se, tal escolha deve ser respeitada. (Orientações Técnicas sobre a PSC e LA MDS/2012)
RELATÓRIOS CREAS A elaboração de relatórios sobre os atendimentos e acompanhamentos das famílias/indivíduos constitui uma importante competência do CREAS. Estes relatórios podem dispor de informações sobre as seguranças afiançadas, o progresso em relação às famílias e aos indivíduos acompanhados e, quando couber, de outras informações, observando-se, necessariamente, sua pertinência, relevância e benefício para os usuários. (Orientações Técnicas do CREAS MDS/2011)
Os relatórios do CREAS não devem se confundir com a elaboração de laudos periciais, relatórios ou outros documentos com finalidade investigativa que constituem atribuição das equipes interprofissionais dos órgãos do sistema de defesa e responsabilização (p. 43). (Orientações Técnicas do CREAS MDS/2011)
Cabe ao CREAS, quando necessário e/ou solicitado, o encaminhamento ao sistema de defesa e responsabilização de relatórios que versem sobre o atendimento e acompanhamento às famílias e aos indivíduos, resguardando-se o que dispõe o código de ética e as orientações dos respectivos conselhos de categoria profissional. (Orientações Técnicas do CREAS MDS/2011)
CONSIDERANDO O PAPEL DO CREAS E AS COMPETÊNCIAS DECORRENTES, DESTACA-SE QUE A ESTE NÃO CABE: - Assumir a atribuição de investigação para a responsabilização dos autores de violência, tendo em vista que seu papel institucional é definido pelo papel e escopo de competências do SUAS. (Orientações Técnicas do CREAS MDS/2011)
ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS E/OU PRONTUÁRIOS Na elaboração conjunta dos documentos que embasam as atividades em equipe interdisciplinar, psicólogos/as e assistentes sociais devem registrar apenas as informações necessárias para o cumprimento dos objetivos do trabalho. JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
RESOLUÇÃO DO CFESS Nº. 577/2009 (15/09/2009) Art. 4. Ao atuar em equipes multiprofissionais, o assistente social deverá garantir a especificidade de sua área de atuação. Parágrafo primeiro - O entendimento ou opinião técnica do assistente social sobre o objeto da intervenção conjunta com outra categoria profissional e/ ou equipe multiprofissional, deve destacar a sua área de conhecimento separadamente, delimitar o âmbito de sua atuação, seu objeto, instrumentos utilizados, análise social e outros componentes que devem estar contemplados na opinião técnica.
RESOLUÇÃO CFP N.º 007/2003 Institui o Manual de Elaboração de Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação psicológica e revoga a Resolução CFP º 17/2002.
OBRIGADA PELA ATENÇÃO! Janice Merigo assistenciasocial@fecam.org.br janice.merigo@unisul.br (48) 3221-8800 / (48) 96374666