DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
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- Martim Almada
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1 DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Ato Infracional Parte 2 Profª. Liz Rodrigues
2 - Direitos individuais (art. 106 e sgtes, ECA): o adolescente só pode ser privado da liberdade se pego em flagrante de ato infracional ou por ordem escrita e fundamentada do juiz competente. - Os responsáveis pela apreensão devem ser identificados e os direitos devem ser informados (inclusive aqueles previstos na legislação processual penal, que é utilizada como normas subsidiária).
3 - A família do adolescente (ou pessoa por ele indicada) deve ser imediatamente comunicada de sua apreensão e do local onde ele se encontra. - O flagrante de ato infracional e a apreensão do adolescente devem ser imediatamente comunicados ao juiz (bem como o local onde o adolescente está), sob pena de a apreensão ser considerada ilegal.
4 - Se a comunicação não for feita de modo adequado, temos a incidência do crime previsto no art. 231, ECA, punido com detenção de seis meses a dois anos. - Obs.: é a autoridade policial quem faz esta comunicação; o conselho tutelar só deve ser acionado quando não forem localizados os pais ou responsáveis e o adolescente não indicar nenhuma outra pessoa adulta para acompanhar a lavratura do boletim de ocorrência ou auto de apreensão.
5 - Recebido o adolescente (seja em razão do flagrante de ato infracional, seja pelo cumprimento de ordem escrita e fundamentada de autoridade judicial competente), há que se avaliar a possibilidade de liberação imediata. Essa análise pode ser feita pela: Autoridade policial: adolescente apreendido em flagrante de ato infracional que não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa (art. 173) ou sem maior repercussão social;
6 Ministério Público: examina a liberação, avaliando se vai conceder a remissão ou promover o arquivamento; Autoridade judiciária: quando cientificada da apreensão e do local em que o adolescente está. - Note que o art. 234 do ECA considera crime deixar de ordenar a liberação de c/a ilegalmente apreendidos, além de responsabilidade pessoal e do Estado.
7 - Se a liberação não for a medida mais adequada, existe a possibilidade de se determinar a internação provisória. - Prazo máximo: não pode passar de 45 dias (contados da data da apreensão). - A internação, antes da sentença, pode ser determinada quando se demonstrar a sua necessidade imperiosa (art. 108). - A decisão deve ser fundamentada e basear-se em indícios suficientes de autoria e materialidade.
8 - O adolescente identificado civilmente não será submetido à identificação compulsória, a não ser que a sua identidade seja colocada em dúvida (art. 109, ECA). - Observe que a Lei n /12 (institui o SINASE) também elenca alguns direitos do adolescente submetido ao cumprimento de medida socioeducativa. - Observe os direitos indicados no art. 49 desta Lei:
9 I - ser acompanhado por seus pais ou responsável e por seu defensor, em qualquer fase do procedimento administrativo ou judicial; II - ser incluído em programa de meio aberto quando inexistir vaga para o cumprimento de medida de privação da liberdade, exceto nos casos de ato infracional cometido mediante grave ameaça ou violência à pessoa, quando o adolescente deverá ser internado em Unidade mais próxima de seu local de residência;
10 III - ser respeitado em sua personalidade, intimidade, liberdade de pensamento e religião e em todos os direitos não expressamente limitados na sentença; IV - peticionar, por escrito ou verbalmente, diretamente a qualquer autoridade ou órgão público, devendo, obrigatoriamente, ser respondido em até 15 (quinze) dias; V - ser informado, inclusive por escrito, das normas de organização e funcionamento do programa de atendimento e também das previsões de natureza disciplinar;
11 VI - receber, sempre que solicitar, informações sobre a evolução de seu plano individual, participando, obrigatoriamente, de sua elaboração e, se for o caso, reavaliação; VII - receber assistência integral à sua saúde, conforme o disposto no art. 60 desta Lei; e VIII - ter atendimento garantido em creche e pré-escola aos filhos de 0 (zero) a 5 (cinco) anos.
12 - A oferta irregular de programas de atendimento socioeducativo em meio aberto não poderá ser invocada como motivo para aplicação ou manutenção de medida de privação da liberdade. - A direção do programa de execução de medida de privação da liberdade poderá autorizar a saída, monitorada, do adolescente nos casos de tratamento médico, doença grave ou falecimento, devidamente comprovados, de pai, mãe, filho, cônjuge, companheiro ou irmão, com imediata comunicação ao juízo competente.
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