Professor Wisley Aula 16
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- Felipe Mangueira Prado
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1 <<DIREITO PROCESSUAL PENAL>> - <<Polícia Rodoviária Federal>> Professor Wisley Página 1 de 7
2 PRISÕES 1. PRISÃO TEMPORÁRIA: Lei 7.960/89 A prisão temporária caracteriza-se por sua natureza cautelar (necessidade e urgência), tendo prazo certo. Ademais, só pode ser decretada na fase de inquérito policial ou procedimento investigativo equivalente, pois visa assegurar a eficácia das investigações. A [prisão] temporária é a prisão de natureza cautelar, com prazo preestabelecido de duração, cabível exclusivamente na fase do inquérito policial ou procedimento investigativo equivalente, objetivando o encarceramento em razão das infrações seletamente indicadas na legislação (TAVORA, Nestor; ALENCAR, Rosmar R.Curso de Direito Processual Penal. 7 ed. Salvador: JusPodvim, 2012, p. 618). 2. CARACTERÍSTICAS Natureza Cautelar Prazo Certo: - 5 dias, prorrogáveis por até mais 5 dias, em caso de comprovada e extrema necessidade - 30 dias, prorrogáveis por mais 30 dias, em caso de comprova e extrema necessidade ( CRIMES HEDIONDOS E EQUIPARADOS:T,T,T) A prorrogação pressupõe requerimento fundamentado. Possível na fase de Inquérito Policial ou Procedimento Investigativo Equivalente Deve ser Requerida pela Autoridade Policial ou MP: não pode ser decretada de ofício pelo juiz Quando representada pela autoridade policial, deve-se ouvir o MP Decisão fundamentada, no prazo de 24 horas. Mandado de Prisão em duas vias: uma via é entrega ao preso e servirá como nota de culpa Página 2 de 7
3 3. CABIMENTO Quando imprescindíveis para as Investigações do Inquérito Policial (periculum libertatis) Ou Quando o Indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos ao esclarecimento de sua identidade (periculum libertatis) + Quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: (Fumus Commissi delicti) - homicídio doloso - seqüestro ou cárcere privado - roubo - extorsão - extorsão mediante seqüestro - estupro - epidemia com resultado morte - envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificada pela morte - quadrilha ou bando - genocídio - trafico de drogas - crimes contra o sistema financeiro. - todos os crimes hediondos Página 3 de 7
4 LEITURA OBRIGATÓRIA LEI Nº 7.960, DE 21 DE DEZEMBRO DE Conversão da Medida Provisória nº 111, de 1989 Dispõe sobre prisão temporária. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1 Caberá prisão temporária: I - quando imprescindível para as investigações do inquérito policial; II - quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade; III - quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: a) homicídio doloso (art. 121, caput, e seu 2 ); b) seqüestro ou cárcere privado (art. 148, caput, e seus 1 e 2 ); c) roubo (art. 157, caput, e seus 1, 2 e 3 ); d) extorsão (art. 158, caput, e seus 1 e 2 ); e) extorsão mediante seqüestro (art. 159, caput, e seus 1, 2 e 3 ); f) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único); g) atentado violento ao pudor (art. 214, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único); h) rapto violento (art. 219, e sua combinação com o art. 223 caput, e parágrafo único); i) epidemia com resultado de morte (art. 267, 1 ); j) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art. 270, caput, combinado com art. 285); l) quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código Penal; m) genocídio (arts. 1, 2 e 3 da Lei n 2.889, de 1 de outubro de 1956), em qualquer de sua formas típicas; n) tráfico de drogas (art. 12 da Lei n 6.368, de 21 de outubro de 1976); o) crimes contra o sistema financeiro (Lei n 7.492, de 16 de junho de 1986). Página 4 de 7
5 Art. 2 A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade. 1 Na hipótese de representação da autoridade policial, o Juiz, antes de decidir, ouvirá o Ministério Público. 2 O despacho que decretar a prisão temporária deverá ser fundamentado e prolatado dentro do prazo de 24 (vinte e quatro) horas, contadas a partir do recebimento da representação ou do requerimento. 3 O Juiz poderá, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público e do Advogado, determinar que o preso lhe seja apresentado, solicitar informações e esclarecimentos da autoridade policial e submetê-lo a exame de corpo de delito. 4 Decretada a prisão temporária, expedir-se-á mandado de prisão, em duas vias, uma das quais será entregue ao indiciado e servirá como nota de culpa. 5 A prisão somente poderá ser executada depois da expedição de mandado judicial. 6 Efetuada a prisão, a autoridade policial informará o preso dos direitos previstos no art. 5 da Constituição Federal. 7 Decorrido o prazo de cinco dias de detenção, o preso deverá ser posto imediatamente em liberdade, salvo se já tiver sido decretada sua prisão preventiva. Art. 3 Os presos temporários deverão permanecer, obrigatoriamente, separados dos demais detentos. Art. 4 O art. 4 da Lei n 4.898, de 9 de dezembro de 1965, fica acrescido da alínea i, com a seguinte redação: "Art i) prolongar a execução de prisão temporária, de pena ou de medida de segurança, deixando de expedir em tempo oportuno ou de cumprir imediatamente ordem de liberdade;" Art. 5 Em todas as comarcas e seções judiciárias haverá um plantão permanente de vinte e quatro horas do Poder Judiciário e do Ministério Público para apreciação dos pedidos de prisão temporária. Art. 6 Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 7 Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 21 de dezembro de 1989; 168 da Independência e 101 da República. JOSÉ SARNEY J. Saulo Ramos Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de Página 5 de 7
6 PRISÃO EM FLAGRANTE 4. PRISÃO EM FLAGRANTE Prisão em flagrante é aquela que ocorre no momento em que o crime está sendo realizado. Essa prisão não exige ordem escrita e fundamentada do juiz. Flagrante, que significa queimar, ardente, que está em chamas [delito]. FUNÇÕES DO FLAGRANTE: a) Evitar a fuga do infrator b) Auxiliar na colheita de elementos informativos c) Impede a consumação ou exaurimento do crime. FASES DA PRISÃO EM FLAGRANTE 1º: Captura do Agente Art Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito. 2º Condução Coercitiva à autoridade policial 3º Lavratura do APFD 4º Recolhimento a Prisão (caso não beneficiado com Fiança ou Livrar-se Solto) 5º Comunicação da Prisão ao Juiz, MP, e família do preso ou pessoa por ele indicada 6º Em até 24 horas, remessa do APFD ao Juiz e à Defensoria Pública, caso não informe o nome do advogado + Nota de Culpa (mediante recibo, motivo da prisão, nome do condutor e das testemunhas) Art A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. 1 o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, será encaminhado ao juiz competente o auto de prisão em flagrante e, caso o autuado não informe o nome de seu advogado, cópia integral para a Defensoria Pública. 2 o No mesmo prazo, será entregue ao preso, mediante recibo, a nota de culpa, assinada pela autoridade, com o motivo da prisão, o nome do condutor e os das testemunhas. 5. NATUREZA JURÍDICA DO FLAGRANTE Pré-cautelar Página 6 de 7
7 COMO ESSE ASSUNTO VEM SENDO COBRADO PELOS CONCURSOS 1. ANALISTA TRE/SP 2006 FCC. Nos termos da lei nº /89, que dispõe sobre a prisão temporária é correto afirmar: a) A prisão temporária, pelas suas características especiais, pode se executada, ainda que o mandado judicial não tenha sido expedido b) Em regra, a prisão temporária será decretada pelo prazo de dez dias, prorrogáveis por igual período, em caso de extrema e comprovada necessidade c) A prisão temporária pode ser decretada de ofício pelo juiz d) Decretada a prisão temporária, expedir-se-á mandado de prisão, em duas vias, uma das quais será entregue ao indiciado e servirá como nota de culpa e) Em qualquer hipótese, decorrido o prazo da prisão temporária, o preso deverá ser imediatamente colocado em liberdade. 2. POLÍCIA FEDERAL/CESPE/2004. Na prisão temporária, decorrido o prazo de 5 dias de detenção, o preso deverá ser posto imediatamente em liberdade, salvo se já tiver sido decretada sua prisão preventiva. 1.D 2. Certo Página 7 de 7
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