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1 CONCLUSÃO Em 08 de fevereiro de 2013, faço estes autos conclusos à MMª. Juíza Federal Titular da 3ª Vara Federal de Sorocaba, Drª SYLVIA MARLENE DE CASTRO FIGUEIREDO. Técnico Judiciário RF 5448 PROCESSO Nº AUTOS DE PRISÃO EM FLAGRANTE JUSTIÇA PÚBLICA X A. B. P. e R. P. Vistos e examinados os autos. Trata-se de auto de prisão em flagrante delito, lavrado em 07 de fevereiro de 2013, em desfavor de A. B. P., por haver indícios de autoria e materialidade de eventual prática dos crimes descritos pelos artigos 33 e 35 da Lei nº /2006 (tráfico e associação para o tráfico de drogas), 329 (resistência) e 163, único, inciso III, do Código Penal (dano qualificado). Segundo se extrai da representação da Autoridade Policial, às fls. 52/3, na data de 06 de fevereiro p. p. a Polícia Federal prendeu em flagrante A. B. P. na posse de 400 kg de cocaína, que acabara de ser carregada de uma aeronave, na zona rural do município de Porto Feliz, neste município, ocasião onde também outros integrantes do grupo criminoso conseguiram se evadir através das matas e plantações de cana existentes no local. 1

2 O auto de prisão em flagrante, lavrado em 07 de fevereiro de 2013, imputa a A. B. P. a prática dos crimes previstos pelos artigos 33 e 35, ambos da Lei nº /2006 (tráfico e associação para o tráfico de drogas), 329 (resistência) e 163, único, inciso III, do Código Penal (dano qualificado), na cidade de Porto Feliz/SP, por ter sido encontrado, no interior de uma camionete Toyota/Hilux, aproximadamente, 400 (quatrocentos) kg de substância entorpecente cocaína (auto de apreensão de fls. 12). Consta dos autos de comunicação de prisão em flagrante delito que, no dia 06/02/2013, Policiais Federais prenderem A.B.P., na posse de aproximadamente 400kg de cocaína, que acabara de ser descarregada de uma aeronave, na zona rural de Porto Feliz, ocasião em que outros integrantes conseguiram se evadir através das matas e plantações de cana existentes no local. É o breve relatório. Passo a fundamentar e a decidir. Inicialmente, vale transcrever o disposto pelos artigos 282, 6º, 310, 312, 313 e 321, do Código de Processo Penal: Art As medidas cautelares previstas neste Título deverão ser aplicadas observando-se a: (...) 6o A prisão preventiva será determinada quando não for cabível a sua substituição por outra medida cautelar (art. 319). Art Ao receber o auto de prisão em flagrante, o juiz deverá fundamentadamente: I - relaxar a prisão ilegal; ou II - converter a prisão em flagrante em preventiva, quando presentes os requisitos constantes do art. 312 deste Código, e se revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão; ou 2

3 III - conceder liberdade provisória, com ou sem fiança. Parágrafo único. Se o juiz verificar, pelo auto de prisão em flagrante, que o agente praticou o fato nas condições constantes dos incisos I a III do caput do art. 23 do Decreto- Lei no 2.848, de 7 de dezembro de Código Penal, poderá, fundamentadamente, conceder ao acusado liberdade provisória, mediante termo de comparecimento a todos os atos processuais, sob pena de revogação. Art A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria. (Redação dada pela Lei nº , de 2011). Parágrafo único. A prisão preventiva também poderá ser decretada em caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cautelares (art. 282, 4o). (Incluído pela Lei nº , de 2011). Art Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão preventiva: I - nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 (quatro) anos; II - se tiver sido condenado por outro crime doloso, em sentença transitada em julgado, ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. 64 do Decreto-Lei n o 2.848, de 7 de dezembro de Código Penal; III - se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, criança, adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a execução das medidas protetivas de urgência; IV - (revogado). Parágrafo único. Também será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para esclarecê-la, devendo o preso ser colocado imediatamente em liberdade após a identificação, salvo se outra hipótese recomendar a manutenção da medida. Art Ausentes os requisitos que autorizam a decretação da prisão preventiva, o juiz deverá conceder liberdade provisória, impondo, se for o caso, as medidas cautelares previstas no art. 319 deste Código e observados os critérios constantes do art. 282 deste Código. 3

4 A Lei nº /2011 consagra uma série de medidas cautelares que visam evitar a prisão do acusado, medida esta de grau máximo, adequando-se à gravidade do crime e às circunstâncias do fato. Outrossim, à luz do princípio da proporcionalidade, a prisão preventiva deve ser a última providência a ser aplicada, conforme artigo 319 CPP, prestigiando-se sua substituição por medidas cautelares. Nesta esteira, segundo o disposto pelo artigo 282, inciso II, do CPP, as medidas cautelares previstas devem ser aplicadas observando-se (...) II adequação da medida à gravidade do crime, circunstâncias do fato e condições pessoais do indiciado ou acusado. (...). Compulsando os autos, no entanto, observa-se que o caso em tela se amolda ao disposto pelo artigo 312, do CPP, estando presentes os pressupostos para a prisão preventiva do autuado. Os indícios de autoria de A. B. P. e da materialidade delitiva pela eventual prática dos crimes descritos pelos artigos 33 e 35 da Lei nº /2006 (tráfico e associação para o tráfico de drogas), 329 (resistência) e 163, único, inciso III, do Código Penal (dano qualificado) constam dos autos de comunicação de prisão em flagrante delito que, no dia 06/02/2013, Policiais Federais prenderem A. na posse de, aproximadamente, 400kg de cocaína (auto de apresentação e apreensão de fls. 12), que acabara de ser descarregada de uma aeronave, na zona rural de Porto Feliz, ocasião 4

5 em que outros integrantes conseguiram se evadir através das matas e plantações de cana existentes no local. Além disso, do exame dos autos, verifica-se que o caso sob exame se subsume ao disposto pelo artigo 312, do CPP, no que concerne à garantia de ordem pública, em face da grande quantidade da substância entorpecente apreendida (400kg de cocaína - auto de apresentação e apreensão de fls. 12), bem como para assegurar a aplicação da lei penal, na medida em que o acusado foi preso em flagrante delito pela eventual prática do crime de tráfico de entorcepentes tão-somente por ter sido alvo de projéteis de arma de fogo, durante confronto com policiais federais, no momento da abordagem da Polícia, do que se conclui que solto possa furtar-se da aplicação da lei penal. Registre-se, dessa forma, que o ato praticado, conforme consta do flagrante, envolveu violência ou ameaça à integridade física de pessoas, em face da notícia de troca de tiros com a Polícia. Ademais, conforme as declarações prestadas por A. perante a autoridade policial, com base em pesquisa efetuada junto ao INFOSEG, verifica-se que A. já foi condenado pela prática de tráfico de entorpecentes (fl. 33). solto, possa causar violação à ordem pública. Portanto, há indícios, nos autos, de que o indiciado, 5

6 Por fim, vale registrar que os delitos sob análise também se amoldam ao disposto pelo artigo 313, inciso I, do CPP. Com efeito, o artigo 313, inciso I, prevê que será admitida a decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 (quatro) anos. A pena máxima prevista para o delito descrito no artigo 33 da Lei nº /2006 é de 15 anos, superando, portanto, a prevista no artigo 313, inciso I, do CPP. Da mesma forma, é justificada a prisão preventiva pela prática de crime hediondo, entre eles o artigo 33 da Lei nº /2006. Em sendo assim, este Juízo entende não haver possibilidade de substituir a medida cautelar de prisão por outra de natureza distinta ou pelo reconhecimento ao direito à liberdade provisória, nos termos do artigo 282, 6º, do Código de Processo Penal, devendo ser convertida a prisão em flagrante delito de A. B. P. em prisão preventiva, nos termos dos artigos 312 e 313, inciso I, do CPP. Assim, reconheço a formalidade do flagrante, convertendo a prisão em flagrante delito em desfavor de A. B. P. em prisão preventiva, nos termos dos artigos 310, inciso II, 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal. 6

7 Pelo exposto, converto a prisão em flagrante delito em desfavor de A. B. P. em prisão preventiva, nos termos dos artigos 310, inciso II, 312 e 313, inciso I, do Código de Processo Penal. Expeça-se mandado de prisão preventiva em desfavor de A. B. P., que se encontra recolhido no Centro de Detenção Provisória de Sorocaba/SP. Ciência ao Ministério Público Federal. Sorocaba, 08 de fevereiro de SYLVIA MARLENE DE CASTRO FIGUEIREDO JUÍZA FEDERAL 7

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