Lista de Exercícios para P2

Documentos relacionados
Lista de exercícios Caps. 7 e 8 TMEC-030 Transferência de Calor e Massa Período especial 2017/2

Introdução a radiação Térmica (Parte 2)

Transferência de Calor

Unimonte, Engenharia Física Aplicada, Prof. Marco Simões Transferência de calor, exercícios selecionados do Sears & Zemansky, cap.

ESZO Fenômenos de Transporte

Operações Unitárias II Lista de Exercícios 1 Profa. Dra. Milena Martelli Tosi

Convecção Forçada Externa

CONDUÇÃO DE CALOR UNIDIMENSIONAL EXERCÍCIOS EM SALA

Transferência de Calor 1

Exercícios e exemplos de sala de aula Parte 3

Condensação

FENÔMENOS DE TRANSPORTES

Transferência de Calor

PNV-2321 TERMODINÂMICA E TRANSFERÊNCIA DE CALOR

EN 2411 Aula 4 Escoamento externo. Escoamento cruzado em cilindros e esferas

No escoamento sobre uma superfície, os perfis de velocidade e de temperatura têm as formas traduzidas pelas equações:

Exame de Transmissão de Calor Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica e Engenharia Aeroespacial 30 de Janeiro de º Semestre

Universidade Federal do ABC. EN 2411 Aula 10 Convecção Livre

Transmissão de Calor I - Prof. Eduardo Loureiro

1º SIMULADO DISCURSIVO IME FÍSICA

Capítulo 9: Transferência de calor por radiação térmica

Q t. Taxa de transferência de energia por calor. TMDZ3 Processos de Transmissão de calor. Prof. Osvaldo Canato Jr

Transferência de Calor

LISTA DE EXERCÍCIOS Nº 4

Capítulo 9 - Convecção Natural

Prof. Felipe Corrêa Maio de 2016

3. CONVECÇÃO FORÇADA INTERNA

PME2398 Termodinâmica e suas Aplicações 1 o semestre / 2015 Profs. Bruno Souza Carmo e Antonio Luiz Pacífico. Gabarito da Prova 3

Colégio Técnico de Lorena (COTEL)

Exercício 1. Exercício 2.

Convecção (natural e forçada) Prof. Dr. Edval Rodrigues de Viveiros

EN 2411 Aula 8 Escoamento externo. Escoamento através de bancos de tubos

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Escola de Engenharia de Lorena EEL

Transferência de Calor

Mecanismos de transferência de calor

Considerações gerais sobre radiação térmica

Classificação de Trocadores de Calor

ENGENHARIA DE MATERIAIS. Fenômenos de Transporte em Engenharia de Materiais (Transferência de Calor e Massa)

Transferência de Calor Condução de Calor

Expansão Térmica de Sólidos e Líquidos. A maior parte dos sólidos e líquidos sofre uma expansão quando a sua temperatura aumenta:

FENÔMENOS DE TRANSPORTES AULA 12 E 13 INTRODUÇÃO À CONVECÇÃO E CONDUÇÃO

Lista de exercícios Caps. 1, 2 e 3 TM-114 Transferência de Calor e Massa (Turma B) 2008/1

Transferência de Calor: Origens Físicas F Equações de Taxas de Transferência

ENGENHARIA DE MATERIAIS. Fenômenos de Transporte em Engenharia de Materiais (Transferência de Calor e Massa)

EM34B Transferência de Calor 2

Transmissão de Calor

EXAME. SEMESTRE 2 Data: 7 de julho, 9:00 MIEEA. Transferência de Calor e Massa. (Duração máxima permitida: minutos)

Letras em Negrito representam vetores e as letras i, j, k são vetores unitários.

2ª Lista de Exercícios Fenômenos de Transporte

TRANSMISSÃO DE CALOR resumo

Transmissão de Calor Convecção atural

Lista de Exercícios para P1

Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Física Departamento de Física. FIS01184 Física IV-C Área 1 Lista 1

Transferência de Energia

ÁREA DE ESTUDO: CÓDIGO 16 TERMODINÂMICA APLICADA, MECÂNICA DOS FLUIDOS E OPERAÇÕES UNITÁRIAS

VIII.10 - EXERCÍCIOS SOBRE CONDUÇÃO EM REGIME PERMANENTE

E = 70GPA σ e = 215MPa. A = 7500mm 2 I x = 61,3x10 6 mm 4 I y = 23,2x10 6 mm 4

Lista de exercícios Caps. 4 e 5 TM-114 Transferência de Calor e Massa (Turma B) 2008/1

Transferência de Calor em Geradores de Vapor

Terceira lista de exercícios segundo semestre de 2017

1ª Lista de Exercícios. Unidade Curricular: FNT22304 Fenômenos dos Transportes CONDUÇÃO

FÍSICA. Constantes físicas necessárias para a solução dos problemas: Aceleração da gravidade: 10 m/s 2. Constante de Planck: 6,6 x J.s.

Transferência de Calor e Massa 1

Prof. MSc. David Roza José 1/26

EM-524 : aula 13. Capítulo 06 Escoamento Externo Efeitos Viscosos e Térmicos

Propagação do calor. Condução térmica

Segunda Etapa 2ª ETAPA 2º DIA 11/12/2006

25 Problemas de Óptica

Máquinas Térmicas. Transferência de Calor na Caldeira

d) condução e convecção b) radiação e condução e) condução e radiação c) convecção e radiação

Transferência de Calor. Prof. Marco A. Simões

Exercício 136 Dado: Exercício 137

OPERAÇÕES UNITÁRIAS II AULA 4: - DIMENSIONAMENTO DE TROCADORES DE CALOR A

Aula 20 Convecção Forçada:

OPERAÇÕES UNITÁRIAS II AULA 4: - DIMENSIONAMENTO DE TROCADORES DE CALOR A

U = 1.5 m/s T m,e = 20 o C T p < 200 o C

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL CAMPUS RIO GRANDE INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL

Transferência de Calor

RESFRIAMENTO DE SUPERFÍCIES CONVECÇÃO NATURAL E RADIAÇÃO

Lista de exercícios LOB1019 Física 2

EP34D Fenômenos de Transporte

Exame de Admissão 2016/1 Prova da área de termo fluidos Conhecimentos específicos

UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE

Helder Teixeira Gomes

TRANSFERÊNCIA DE CALOR

3ª Lista de Exercícios: TRANSFERÊNCIA DE CALOR (RESOLUCIONÁRIO)

Fenômenos de transporte AULA 5. Transporte de Calor. Professor Alberto Dresch Webler

Lista de Exercícios Aula 04 Propagação do Calor

Utilizado quando se necessita rejeitar calor a baixas temperaturas. O uso do AR como meio de resfriamento tem as seguintes vantagens:

Aula 25 Radiação. UFJF/Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica. Prof. Dr. Washington Orlando Irrazabal Bohorquez

I) RESUMO DE FÓRMULAS DA DILATAÇÃO TÉRMICA DE SÓLIDOS E LÍQUIDOS

Máquinas Térmicas. Transferência de Calor na Caldeira

Nota: Campus JK. TMFA Termodinâmica Aplicada

EM34B Transferência de Calor 2

5S.1 Representação Gráfica da Condução Unidimensional Transiente na Parede Plana, no Cilindro Longo e na Esfera

Observações: 2 R diâmetros (D) das equações pelos diâmetros hidráulicos (D H) e nada se altera.

Transcrição:

ENG 1012 Fenômenos de Transporte II Lista de Exercícios para P2 1. Estime o comprimento de onda que corresponde à máxima emissão de cada de cada um dos seguintes casos: luz natural (devido ao sol a 5800 K) e luz artificial (devido a um filamento de tungstênio a 2900 K). Estime a fração da emissão solar que se encontra na região do visível. 2. Considere uma cavidade de grandes dimensões que é mantida à temperatura de 2500 K. Calcule o poder emissivo da radiação emergente através de um pequeno furo na superfície da cavidade. Determine o comprimento de onda abaixo do qual 40% da energia é emitida. Resp. 1, 433 m 3. Uma lâmpada de 100 W consiste em um filamento na forma de uma tira retangular, 5 mm de comprimento por 2 mm de largura e irradia como corpo negro a 3000 K. Considerando que o vidro transmita toda radiação incidente na faixa do visível, qual é a eficiência da lâmpada? Resp. < 6,0% 4. Considere uma placa horizontal opaca que se encontra isolada na sua superfície inferior. A irradiação sobre a placa é de 2500 W/m², da qual 500 W/m² são refletidos. A placa está a 227 C e possui um poder emissivo de 1200 W/m². Ar, a 127 C, escoa sobre a placa com um coeficiente de transferência de calor de 15 W/(m².K). Determine a emissividade, a absortividade e a radiosidade da placa. Qual é a taxa de transferência de calor líquida por unidade de área? 5. Determine F 12 e F 21 para as seguintes configurações usando o teorema da reciprocidade e outras relações básicas do fator de forma. Não utilize tabelas ou gráficos. (a) Duto longo (b) Pequena esfera com área A 1 sob uma hemisfera concêntrica com área A 2 = 2A 1 (c) Duto longo. Qual o valor de F 22 nesse caso? (d) Longas placas inclinadas (o ponto B encontra-se diretamente acima do centro de A 1 ) (e) Esfera apoiada sobre um plano infinito (f) Configuração hemisfera disco (determinar também F 22 e F 23 ) (g) Canal aberto longo

6. Considere as superfícies negras inclinadas (A 1 e A 2 ), muito longas, mantidas nas temperaturas uniformes de T 1 = 1000 K e T 2 = 800 K. Determine a troca líquida de radiação entre as superfícies por unidade de comprimento das superfícies. Considere a configuração quando uma superfície negra (A 3 ), cuja superfície posterior é isolada termicamente, está posicionada ao longo da linha tracejada mostrada na figura. Calcule a transferência de radiação líquida para a superfície A 2, por unidade de comprimento da superfície, e determine a temperatura da superfície isolada A 3. 7. Uma fornalha tem a forma de um triângulo eqüilátero longo, como mostrado na figura. A largura de cada lado é de 2 metros. A superfície da base é mantida a 600 K. O lado aquecido (esquerdo) está a 1000 K e a outra superfície é isolada. Determine a taxa de fornecimento de calor para manter o regime permanente. 8. Um forno de forma cilíndrica tem R = H = 2 m. A base, o topo e a superfície lateral são modelados como corpos negros e estão a 500, 700 e 400 K Determine as trocas liquidas de radiação com a superfície superior em regime permanente. Resps. q12 48381,8 W; q13 16262,6 W; q23 94534,7 W e q1 = - 32,1 kw; q2 = 142,9 kw; q3 = 110,8 kw 9. Um coletor solar de tubos concêntricos é formado por um tubo de alumínio (interno, de diâmetro D = 0,8 m, espessura 0,010) e outro externo, de ferro, de diâmetro D = 1,5 m. A temperatura da superfície interna do tubo interno é de 60 C. Sabendo-se que o fluxo de calor trocado é da ordem de 2 kw, calcule a temperatura interna do tubo de ferro. Considere o modelo de corpos negros. 10. Dois discos paralelos de diâmetros D = 0,6 m estão separados por L = 0,4 m. Suponha que eles estejam alinhados. Ambos os discos são negros e mantidos a 700 K. O ambiente está a (a) 300 K e (b) 500 K. Determine a taxa de troca de calor radiante dos discos para o ambiente nas duas situações. Resp. (a) 5505 W 11. Dois discos circulares, 20 cm de diâmetro, estão a 900 K e 600 K, respectivamente. São colocados um frente ao outro, concentricamente, embora separados de 10 cm. Supondo que os discos sejam corpos negros e que o ambiente que os envolve seja um corpo negro a 300 K. Pede-se responder, justificando:

qual é o calor trocado entre os dois corpos; se o calor trocado entre os dois depende da temperatura do meio que os envolve; se o calor necessário para manter o disco 2 a 600 K é maior ou menor que o calor necessário para manter o disco 1 a 900 K; 12. Um ventilador fornece ar em velocidades até 50 m/s que será usado em um túnel de vento de baixa velocidade. Se for desejado usar este túnel para gerar escoamento sobre uma placa plana para se estudar o comportamento da camada limite em Reynolds até 10 8, qual deve ser o comprimento mínimo da placa? Considerando que a transição de escoamento laminar para turbulento ocorra para Re c = 5.10 5, qual é o comprimento crítico? Considere ar a 25 C. 13. Vapor condensando na superfície externa de um tubo de paredes finas de 50 mm de diâmetro de 6 m de comprimento mantém constante a temperatura em 100 o C. Água escoa através do tubo à taxa de 0,25 kg/s, e as temperaturas médias de mistura na entrada e na saída são 15 o C e 57 o C. Qual é o coeficiente médio de troca de calor por convecção neste caso? 14. Bebidas em lata, com 150 mm de comprimento por 60 mm de diâmetro, encontram-se incialmente a uma temperatura de 27 C e devem ser resfriadas pela sua colocação em uma geladeira a 4 C. Com o objetivo de maximizar a taxa de resfriamento, as latas devem ser colocadas na geladeira na posição horizontal ou na posição vertical? Como uma primeira aproximação, despreze a transferência de calor nas extremidades da lata. Dados: Ar (p =1 atm, T f = 288,5 K): υ = 14,87 10-6 m²/s; α = 21,0 10-6 m²/s; k = 0,0254 W/(m.K); Pr = 0,71; β = 1 T f = 3,47 10-3 K -1. 15. Um conjunto de placas de circuitos verticais com 150 mm de altura deve ser resfriado com ar de tal maneira que a temperatura nas placas não seja superior a 60 C, quando a temperatura do ambiente é de 25 C. Escoamento de ar, T Admitindo condições de superfícies isotérmicas, determine a dissipação de potência elétrica admissível por placas nas seguintes configurações de resfriamento: Placa (a) Somente convecção natural (nenhum escoamento forçado de ar). (b) Escoamento de ar com uma velocidade Ar quiescente, T descendente de 0,6 m/s. (c) Escoamento de ar com uma velocidade ascendente de 0,3 m/s. (d) Escoamento de ar com uma velocidade (ascendente ou descendente) de 5 m/s. Dados: Ar (p =1 atm, T f = 315 K): υ = 17,40 10-6 m²/s; α = 24,7 10-6 m²/s; k = 0,0274 W/(m.K); Pr = 0,705; β = 1 T f.

Algumas outras respostas: 1. Luz natural: λ max = 0,50 μm e F (λ1 λ 2,T) = 0,2261; Luz artificial: λ max = 1,0 μm e F (λ1 λ 2,T) = 0,0442. " 2. ε = 0,34; α = 0,8; J = 1700 W/n²; q net = 700 W/m². 3. (a) F 12 =1,0 e F 21 = 0,424; (b) F 12 = 0,50 e F 21 = 0,25; (c) F 12 =1,0 e F 21 = 0,637; (d) F 12 = 0,50 e F 21 = 0; (e) F 12 =1,0, F 21 = 0,125, F 22 = 0,5 e F 23 = 0,375; (f) F 12 = 0,50 e F 21 = 0,637. 4. (a) q 12 = 1680 W/m; (b) q 2 = -2517 W/m e T 3 = 916 K. 12. L 31,02m Deve ser notado que a correlação obtida por interpolação é bastante próxima da usualmente 0,8 indicada: a dependência do tipo: h V. A diferença é devida à camada limite laminar (a indicada só considera o regime turbulento).

14. (a) Q v Q h = 0,97. 15. (a) q = 54,6 W/m ; (b) q = 72,3 W/m ; (c) q = 70,7 W/m ; (d) q = 235 W/m.