TÍTULO PROJETO CIDADES SEM FOME/HORTAS COMUNITÁRIAS



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Transcrição:

TÍTULO PROJETO CIDADES SEM FOME/HORTAS COMUNITÁRIAS RESPONSÁVEIS PELO PROJETO: HANS DIETER TEMP INSTITUIÇÃO: ORGANIZAÇÃO CIDADES SEM FOME RESUMO: A Organização Cidades sem Fome implanta e desenvolve o projeto "Cidades sem Fome/Hortas Comunitárias". Esse projeto visa utilizar áreas públicas ou privadas que não tenham utilização específica, para a implantação e desenvolvimento de hortas a fim de proporcionar às comunidades carentes, oportunidades de trabalho, meios para capacitação profissional e geração de renda através da comercialização dos produtos obtidos pelos participantes do projeto. Tem por objetivo também, combater a desnutrição e melhorar a qualidade de vida das comunidades, uma vez que busca viabilizar o acesso a alimentos saudáveis e nutritivos além de trazer benefícios de caráter ambiental para esta população. A forma de atuação do projeto Cidades sem Fome/Hortas Comunitárias consiste na implantação de hortas comunitárias em áreas urbanas de grande concentração habitacional e esta iniciativa possui, como público prioritário, comunidades carentes que ocupam a periferia da Região Metropolitana de São Paulo. A proposta visa, sobretudo, oferecer alternativas para o desenvolvimento local dessas comunidades e minimizar os riscos e as condições de vulnerabilidade a que estão sujeitas. A Organização Cidades sem Fome busca fomentar uma mobilização comunitária (sem, no entanto, isentar o poder público de suas responsabilidades) e, por meio da implantação de hortas em terrenos baldios e áreas subutilizadas, garantir, além de uma fonte de geração de renda, o aproveitamento de mão-de-obra ociosa ( principalmente de mulheres e pessoas da terceira idade), o fornecimento de alimentos frescos cultivados em bases orgânicas, contemplando, também, a questão da segurança alimentar e do ganho de autoconfiança por parte dos envolvidos. Também busca incentivar o cooperativismo e difundir princípios e uma consciência ecológica através da realização de oficinas e de práticas de Educação Ambiental. Almeja, portanto, atuar positivamente sobre questões de relevância social, econômica e ambiental. A criação e manutenção destas hortas proporciona uma melhora das condições de vida desta parte da população, oferecendo oportunidades de trabalho, capacitação profissional dos participantes e de seus dependentes, a geração sistemática de renda com a comercialização de legumes, hortaliças e frutas produzidos pelo projeto, uma agregação de valor após o processamento destes produtos e a formação de cooperativas ou associações abrangendo os núcleos de produção. Ao criar possibilidades para auferir renda de forma autônoma e promover uma capacitação profissional, o projeto fornece instrumentos que também viabilizam o rompimento com o ciclo assistencialista a que diversas famílias se submetem devido à falta de alternativas para que se desenvolvam de forma digna.

APLICABILIDADE: Apesar do contexto urbano que caracteriza os bairros de uma maneira geral, existem na cidade de São Paulo e em suas regiões periféricas um grande número de áreas ociosas sem nenhum tipo de construção ou utilização específica. São áreas privadas e públicas, pertencentes à órgãos como prefeituras, Petrobrás, Transpetro, Eletropaulo, Incra, Cohab e outros. Essas áreas sem destinação própria representam um grande passivo para as comunidades dos entornos e também para a municipalidade, uma vez que sem utilização adequada, transformam-se em depósitos clandestinos de lixo e entulho, proporcionando condições favoráveis para as ocupações ilegais e desordenadas de moradias e a transformação dos espaços periurbanos em favelas e guetos. O objetivo do projeto é transformar essas áreas em locais produtivos, trazendo melhorias sociais, ambientais e econômicas para as populações. A oferta de alimentos e renda adicional em comunidades onde há violência e desemprego é determinante para o desenvolvimento de processos de cidadania. A violência está diretamente ligada à falta de ocupação, de oportunidades de trabalho, de oportunidades de inserção no contexto diário das atividades da sociedade, da exclusão total e irrestrita das políticas públicas de apoio à geração de renda e capacitação profissional. A violência e o desemprego são inversamente proporcionais ao desenvolvimento social de uma nação. O significado de uma renda adicional e a disponibilização de alimentos na mesa de comunidades carentes podem significar uma redução nas estatísticas da criminalidade local, uma redução nos números de crianças mortas por deficiências alimentares ou desnutrição completa. A Organização Cidades sem Fome, com o projeto das hortas comunitárias e agricultura urbana, busca romper as barreira das impossibilidades e improbabilidades e os resultados mostram-se espetaculares, trazendo benefícios para centenas de pessoas e o mais importante, transforma regiões antes deficitárias em pólos de produção e de desenvolvimento. As mulheres e as pessoas da terceira idade são os grupos que mais se beneficiam do projeto, uma vez que permite conciliar suas atividades domésticas com as atividades de produção e comercialização da horta. Superar a insegurança alimentar e nutricional, com sustentabilidade ambiental e econômica em regiões metropolitanas é hoje um dos maiores desafios para sociedades de todo o mundo. Reduzir a fome e o desemprego e, ainda, devolver à terra sua função de produzir tem se consolidado cada vez mais como responsabilidade de agentes sociais, comunidades e poder público. O aproveitamento de espaços urbanos disponíveis ou subutilizados, por meio do cultivo de frutas, hortaliças e plantas medicinais é uma tendência de futuro, que extrapola as iniciativas pioneiras em pátios de escolas ou creches. A agricultura está entre as principais vocações econômicas de muitos espaços periféricos urbanos e metropolitanos. Sua proximidade com o mercado consumidor faz dela uma atividade dotada de grande potencial de crescimento. As hortas comunitárias possuem uma elevada capacidade de geração de emprego e de renda e permitem a criação de empregos sustentáveis a custos relativamente baixos. Dentre as contribuições ambientais, podem ser destacadas a diminuição do acúmulo e a melhoria da qualidade da água. A parcela de lixo orgânico pode ser reciclada em compostos para fertilização dos solos e os recipientes, principalmente plásticos, podem ser reaproveitados para a produção de mudas e cultivo de algumas espécies. O valor estético de espaços verdes, a formação de microclimas, a preservação de doenças

por meio de uma alimentação diversificada e o poder curativo das plantas medicinais são componentes da qualidade de vida proporcionadas pela agricultura urbana e pelas hortas comunitárias. Entre tantas possibilidades e inicativas, sem dúvida, o desenvolvimento da agricultura urbana e das hortas comunitárias tem importante papel para contribuir para o futuro da sustentabilidade das cidades. OBJETIVOS: 1. Implantar núcleos de hortas comunitárias na cidade de São Paulo com a finalidade de promover melhores condições de inserção social de populações carentes através da disponibilização de oportunidades de trabalho, da capacitação profissional e da geração de renda. 2. Promover a educação alimentar com o objetivo de suprir as deficiências nutricionais das comunidades carentes;. 3. Promover a educação ambiental e sanitária a partir dos contextos locais. 4. Criar pequenas unidades de beneficiamento de produtos agropecuários de origem vegetal. 5. Criar e implementar mecanismos que estimulem os beneficiários do projeto a processarem produtos in natura de origem vegetal, agregando-lhes valor. 6..Incentivar a formação e a organização de associações, cooperativas, grupos, núcleos de agricultores urbanos, a partir da comercialização de seus produtos. 1.DESENVOLVIMENTO DO TEMA. O CONTEXTO / PROBLEMAS APRESENTADOS A cidade de São Paulo e sua Região Metropolitana (RMSP) compreendem a terceira maior população mundial urbana, com 19.385.332 habitantes, superada apenas pelas populações da Cidade do México e de Tóquio. A zona leste da capital paulista, devido à concentração habitacional e à inexistência de programas de geração de emprego para a população economicamente ativa, desponta como um pólo de miséria e violência dentro do contexto municipal. Apesar de estar situada na Região Metropolitana, a precariedade de ligações viárias, as más condições sociais, dadas as dificuldades de acesso, apropriação e fruição de uma infra-estrutura de saúde, educação e lazer adequadas, aliadas à baixa densidade econômica fazem com que a região não se beneficie dos equipamentos sociais disponíveis na metrópole. Esta condição se evidencia ao observarmos os indicadores associados aos cerca de 3,3 milhões de habitantes que moram na Zona Leste (33% do total paulistano e 17,76% da população da Região Metropolitana de São Paulo), que apresentam como IDH médio 0,478 ( enquanto o município de São Paulo possui IDH de 0,841) um índice de mortalidade infantil de 32%, e uma taxa de criminalidade de indesejáveis 76,3 casos/ano para cada 100 mil habitantes (Fonte:Portal Prefeitura SP). A população desses bairros é formada, em sua maioria, por pessoas que migraram dos estados do Nordeste do Brasil para a capital paulista em busca de oportunidades de trabalho e melhores condições de vida. Os moradores dessas comunidades buscam compor seu orçamento através de serviços temporários que exigem pouca qualificação profissional, desempenhando funções como eletricista, ajudante de pedreiro, diaristas, faxineiras, lavadores de carros, etc. No entanto, há uma parcela que sequer tem acesso a essas atividades e que acaba por constituir mão-de-obra

ociosa o que, aliado à fragilidade institucional inerente à região, acaba por dar margens à ascensão da miséria e da violência. Os adolescentes e a população de idade mais avançada são os mais atingidos pela falta de emprego, e sua dificuldade de inserção no mercado de trabalho contribui para a consolidação de uma apartação social, incorrendo em uma situação de alijamento sócio-político que os torna mais vulneráveis e carentes de condições para o pleno exercício de sua cidadania. APRESENTAÇÃO DAS VANTAGENS DAS HORTAS COMUNITÁRIAS ASPECTOS SOCIAIS Saúde: No que diz respeito à saúde da população, na medida que as hortas comunitárias complementam a alimentação básica de um indivíduo, fornecendo alimentos frescos de reconhecido valor nutricional, contendo fibras, vitaminas e demais componentes indispensáveis a uma nutrição adequada, diminui-se a incidência de enfermidades, cuja ocorrência, em grande parte, se dá pela baixa resistência orgânica causada por uma dieta desbalanceada. Além disto há a questão do fornecimento do alimento a pessoas ou famílias que simplesmente não tem acesso a uma única refeição por dia, situadas abaixo da linha de pobreza. Ocupacional: O desemprego que atinge cerca de 1,9 milhões de habitantes da região metropolitana de São Paulo, tem como coadjuvante, no cenário de miséria em que vive esta população, a violência, que se instala de forma oportunista, ocupando vazios institucionais, onde o poder público, por falta de políticas objetivas, cedeu espaço à contravenção. Além disto, a falta de ocupações em regiões adensadas é por sí só fator gerador de violência doméstica, alcoolismo, dentre outros males. ASPECTOS ECONÔMICOS A demanda por mão de obra agrícola na olericultura é cerca de dez vezes maior do que a média estadual obtida com as principais culturas. Além de serem muito intensivas em mão de obra, a sazonalidade na demanda por trabalhadores é muito baixa na olericultura, sendo as atividades bem distribuídas por quase todos os meses do ano, fazendo com que o trabalho e produção sejam praticamente constantes durante quase todo o processo. Portanto tem-se a geração de trabalho intensivo e renda em uma metrópole que possui 18,4 % de sua população economicamente ativa desempregada. Deve-se considerar também que a produção de alimentos nas hortas comunitárias poderá se valer de insumos de baixo custo, como resíduos de poda ou rejeitos orgânicos domésticos que podem ser transformados em adubo orgânico, agregando valor econômico ao que representa um passivo ambiental para as prefeituras municipais. ASPECTOS AMBIENTAIS Dentre os benefícios ambientais decorrentes da implementação de uma política voltada para o desenvolvimento de hortas comunitárias podem ser citados: Aumento da capacidade de infiltração da água nos solos, provocando uma diminuição do volume de escoamento superficial de águas pluviais, tanto nas áreas destinadas à implantação dos projetos quanto no seu entorno; Incremento das reservas de águas subterrâneas devido à maior infiltração das águas pluviais;

Aumento das áreas verdes; Aumento da vida útil dos aterros sanitários através da utilização de resíduos orgânicos para a produção de composto; Melhoria da qualidade da paisagem urbana. CONTRIBUIÇÃO DAS HORTAS COMUNITÁRIAS PARA A SEGURANÇA ALIMENTAR E PARA A NUTRIÇÃO DAS FAMÍLIAS: A definição de segurança alimentar evoluiu para a ênfase atual ao acesso à comida, indo, portanto além do conceito inicial que apenas considerava a disponibilidade de comida (no mercado). Hoje, segurança alimentar também pressupõe que a comida seja saudável, completa do ponto de vista nutricional, inclusive com as vitaminas e proteínas necessárias, mais do que simplesmente contemplar o aspecto calórico. Assim, para haver segurança alimentar, é necessário que haja disponibilidade, durante todo o ano, em níveis nacional e comunitário, dos alimentos necessários à população; que as famílias tenham acesso físico e econômico a uma quantidade suficiente em quantidade, qualidade e variedade de alimentos, e que os provedores domésticos e institucionais tenham tempo, conhecimento e motivação para assegurar que sejam atendidas todas as necessidades nutricionais de todos os membros da família. É essencial compreender a contribuição que as hortas comunitárias podem fazer a ambos os aspectos da segurança alimentar (acessibilidade e qualidade). O acesso à comida é uma condição de segurança alimentar. No mundo atual, com raras exceções (causadas por secas, guerras e pelos desequilíbrios provocados por elas), existem bastantes alimentos para atender todas as pessoas nas áreas rurais e urbanas. Entretanto, não existem garantias de que todos os segmentos da população tenham acesso suficiente e a tempo a esses alimentos. Os que tem menos chance de consegui-los são os pobres, os vulneráveis, e os membros mais isolados da sociedade. Através de inúmeros canais de comercialização e mecanismos informais, a maior parte dos alimentos produzidos em áreas urbanas são consumidos lá mesmo, freqüentemente pelos produtores ou pelas famílias mais próximas a eles. As hortas comunitárias fornecem alimentos e reduzem os seus preços, principalmente nos picos sazonais de produção. Durante os tempos de emergência, ou quando os canais de transporte e distribuição são desorganizados, os produtos das hortas comunitárias podem ser mais que suplementares, tornando-se a principal fonte de alimentos para os consumidores urbanos. Uma dieta saudável exige uma combinação apropriada de micro e macronutrientes para atender as necessidades de cada pessoa de uma família, considerando seu sexo, sua idade, e suas condições de saúde. Dois fatores são os principais responsáveis por impedir que os moradores urbanos tenham uma dieta saudável: a pobreza e a falta de produtos frescos. Famílias pobres não podem arcar regularmente com os gastos para comprar os alimentos perecíveis que contém micronutrientes essências para a saúde, especialmente importantes para as crianças. Mas mesmo os moradores urbanos menos pobres podem enfrentar dificuldades para encontrar quantidades suficientes de frutas e hortaliças. Se os canais de abastecimento do campo para as cidades forem inadequados, esses produtos serão sempre escassos. Os alimentos produzidos pelas hortas comunitárias são, portanto, ricos em nutrientes e necessários para aliviar a subnutrição nos lares pobres e podem, assim, contribuir de modo importante para a segurança alimentar doméstica. A produção de tais alimentos perto das populações que precisam deles os torna mais acessíveis a tais

consumidores. Entretanto, para aumentar a segurança alimentar é importante que as necessidades nutricionais dos consumidores esteja disponível para os produtores e que os alimentos sejam produzidos de modo seguro e saudável. Os trabalhos e a renda criados pelas hortas comunitárias também oferecem o potencial para reduzir a insegurança alimentar. O grande objetivo desse projeto é incentivar grupos de produtores a buscar uma alternativa de comercialização de seus produtos, agregando-lhes valor, possibilitando assim, a remuneração pelo seu trabalho. EVIDÊNCIA DO IMPACTO DAS HORTAS COMUNITÁRIAS NA SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DOS LARES. As hortas Comunitárias reduzem a insegurança alimentar na medida que aumenta o acesso à comida especialmente à alimentos frescos e ricos em nutrientes entre as populações mais afetadas, pobres e vulneráveis, beneficiando especialmente as crianças seja diretamente pela autoprovisão, seja graças à renda acrescida pela venda da produção. Como as famílias pobres chegam a gastar 60-80% de sua renda em comida, ambas as opções podem ter um impacto importante no bem estar das famílias. Além dessas evidências, constatamos que: as famílias que cultivam alimentos são menos dependentes de programas de doação de cestas de alimentação; a demanda das cidades por alimentos frescos e perecíveis é melhor atendida pela produção urbana e peri urbana que a rural; os produtores urbanos consomem mais hortaliças que os produtores não urbanos e consumidores mais ricos; os benefícios são maiores para a família quando há a participação de mulheres entre os produtores. VANTAGENS QUE AS HORTAS COMUNITÁRIAS PODEM TRAZER PARA A CIDADE: Geração de renda para os produtores, oportunidades de trabalhos urbanos, absorção de mão-de-obra migrante rural, absorção de mão-de-obra adolescente, oportunidade de trabalho para mulheres, criação de segurança alimentar, reciclagem de lixo doméstico e urbano, reciclagem de águas pluviais, disponibilização de alimentos frescos e mais baratos, disponibilização de proteínas, melhora do meioambiente urbano, aprimoramento estético urbano, criação de Agroindústrias (mais empregos), prazer de cultivar e criar, trabalho/prazer para a Terceira Idade. EXECUÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PROJETO - A Organização Cidades sem Fome, viabiliza através de pareceres técnicos, áreas para o desenvolvimento das hortas, identifica parcerias para a implantação do projeto, apresenta o projeto nas comunidades do entorno das áreas escolhidas, realiza o levantamento sócioeconômico das famílias, identifica as pessoas que irão trabalhar no projeto, inicia a preparação estrutural das áreas e os trabalhos de recuperação do solo, adubação, e montagem dos canteiros onde serão implantadas as culturas. Posteriormente inicia o processo de capacitação dos envolvidos, através da realização de atividades práticas e cursos de aprendizado técnico, incentivando e orientando quanto às melhores formas e alternativas para a comercialização dos produtos, visando a geração de renda por parte dos participantes e a autosustentabilidade do projeto. O projeto estimulará a formação da Associação de Pequenos Agricultores Familiares Urbanos entre os seus beneficiados, que será composta essencialmente de pessoas

afetadas diretamente pela problemática do desemprego e do subemprego como adolescentes, mulheres, pessoas da terceira idade e que poderão obter uma oportunidade de trabalho e renda com o desenvolvimento da unidade produtiva da horta comunitária. Ao utilizar esta atividade para o seu sustento, estes indivíduos poderão ser enquadrados como Agricultores Familiares e obterão a Declaração de Aptidão do Programa Nacional de Agricultura Familiar, que os habilita a participar em vários programas do governo federal nas áreas de comercialização (programas de aquisição de alimentos), agroindústria, crédito, seguro e previdência. Essa Associação permitirá, aos beneficiados, participar, como entidade, do Fórum de Agricultura Urbana de São Paulo, que tem como objetivo, constituir-se um instrumento de contribuição para a implementação da Agricultura Urbana como política pública na região metropolitana de São Paulo. O acompanhamento dos resultados do projeto é realizado através de relatórios de técnicos especializados na implantação e na evolução dos trabalhos, contratados pela Organização Cidades sem Fome. Estes técnicos confeccionam diagnósticos e pareceres, possibilitando aos gestores do projeto dirimir erros ou possibilitar a melhoria nos segmentos apontados como deficientes. O acompanhamento também se dá através de reuniões mensais com os beneficiários, nas quais são discutidas e avaliadas questões de interesse individual e do grupo, sempre obedecendo a critérios que viabilizem sustentabilidade das atividades, favorecendo a sua continuidade. Técnicos agrícolas da Organização Cidades sem Fome fazem o acompanhamento in loco dos trabalhos desenvolvidos nas hortas comunitárias e sua função consiste, também, em fomentar uma gestão participativa por meio de uma sensibilização dos participantes do projeto, incentivando o fortalecimento da sua capacidade de intervenção, bem como a valorização de suas contribuições na solução dos problemas, possibiliatando, aos beneficiários, reconhecerem-se como atores ativos na gestão urbana e na busca pela melhora de sua qualidade de vida. A participação em espaços de diálogo e na tomada de decisões comunitárias, de negociações com autoridades municipais, propicia uma convergência de princípios e ações em torno de uma estratégia para a inclusão social e para a efetivação de uma governabilidade participativa. ESTRATÉGIA DE IMPLEMENTAÇÃO - O aspecto central do trabalho é a adoção de metodologias participativas, em todas as ações e etapas. O foco do trabalho será a seleção das prioridades da ação a partir do ponto de vista e das reivindicações dos beneficiários e seus dependentes. Serão adotadas nas ações, métodos e estratégias que fomentem a organização dos beneficiários, os trabalhos coletivos e em grupo. Também serão adotadas estratégias de socialização dos resultados obtidos nas ações concretas e na investigação dos processos agroecológicos, visando o envolvimento do maior número possível de famílias em todas as etapas dos trabalhos. Outra preocupação da proposta do projeto das hortas nas faixas de dutos diz respeito ao trabalho com os jovens, mulheres e alunos de escolas públicas. AVALIAÇÃO - A Organização Cidades sem Fome e suas parceiras serão encarregadas de definir as diretrizes e as prioridades das ações. Assim poderão avaliar os resultados obtidos e reorientar os processos e métodos adotados, quando necessários. Todas as ações projetadas no Plano de Trabalho das hortas serão avaliadas por seus participantes quando de sua realização e serão realinhadas tão logo se identifique algum problema no processo. As reuniões entre os gestores para

a avaliação do projeto serão mensais e, quando necessário, serão realizadas reuniões extraordinárias para deliberar sobre assuntos específicos. GESTÃO - A gestão do projeto é realizada através de especialistas da Organização Cidades sem Fome, administradores com experiência na elaboração e no desenvolvimento de projetos sociais, técnicos agrícolas que identificam e avaliam possíveis áreas para a realização do projeto, coordenam a implantação e o desenvolvimento das hortas comunitárias com técnicas modernas de capacitação e produção. Equipes com formação específica na área social desenvolvem levantamentos sócio-econômicos nas comunidades, tornando possível assim, identificar as pessoas que mais necessitam de ajuda e selecionam interessados com perfil para ingressar no projeto. Monitores acompanham o processo de capacitação dos envolvidos, enfatizando a auto-suficiência do projeto. Para a gestão do projeto, a Organização Cidades sem Fome disponibiliza em seus quadros de colaboradores 01 Administrador de Empresas, 01 Nutricionista, 02 Técnicos Agrícolas, 01 Técnico em Nutrição, 01 Engenheiro Agrônomo, 01 Relações Internacionais e 01 Assistente Social ESTRUTURA DE OPERAÇÃO - A Organização Cidades sem Fome capta os recursos necessários, viabiliza áreas para o desenvolvimento das hortas, identifica parcerias para a implantação do projeto, apresenta o projeto nas comunidades do entorno das áreas escolhidas, realiza o levantamento sócio-econômico das famílias, identifica as pessoas que irão trabalhar no projeto, inicia a preparação estrutural das áreas e os trabalhos de recuperação do solo, adubação, montagem dos canteiros onde serão implantadas as culturas, começa a capacitar os envolvidos, promove atividades práticas e cursos de aprendizado técnico, incentiva e orienta as técnicas de comercialização visando a geração de renda para os participantes e a autosustentabilidade do projeto. Possui para a operacionalização das atividades propostas no projeto maquinários, equipamentos e veículos suficientes para alcançar as metas estipuladas. SUSTENTABILIDADE - O projeto estimulará a formação da Associação dos Pequenos Agricultores Familiares Urbanos entre os seus beneficiados, que será composta essencialmente de pessoas afetadas diretamente pela problemática do desemprego e do subemprego como adolescentes, mulheres, pessoas da terceira idade e que poderão obter uma oportunidade de trabalho e renda com o desenvolvimento da unidade produtiva da horta comunitária. Na medida que estas pessoas começam a utilizar esta atividade para o seu sustento, poderão ser enquadradas como Agricultores Familiares e obter a Declaração de Aptidão do Programa Nacional de Agricultura Familiar, o que os possibilitará a participar em vários programas do governo federal nas áreas de comercialização (programas de aquisição de limentos), agroindústria, crédito, seguro e previdência. Essa Associação permitirá os beneficiados, participar como entidade, do Fórum de Agricultura Urbana de São Paulo, que tem como objetivo, ser um instrumento de contribuição para a implementação da Agricultura Urbana como política pública na região metropolitana de São Paulo. REAPLICAÇÃO / FORMA DE TRANSFERÊNCIA DO PROJETO E SUA TECNOLOGIA SOCIAL - A institucionalização da agricultura urbana no município de

São Paulo garante a consolidação de ações como o projeto Cidades sem Fome/Hortas Comunitárias no tempo, desatrelando-as de uma determinada gestão municipal, favorecendo e estimulando a reprodução desta prática. A integração da agricultura urbana no marco normativo da cidade de São Paulo a partir da inclusão de artigos sobre o tema no Plano Diretor legitimou esta atividade incorporando-a a uma estratégia de desenvolvimento municipal. A criação do Programa de Agricultura Urbana e Periurbana no município de São Paulo, através da Lei nº 13.727, do decreto 45.665/04, regulamentou esta prática e gerou um espaço para a discussão de sua normatização. Outro elemento que favorece a adaptação e a reprodução do projeto em outras áreas é o Fórum de Agricultura Urbana e Periurbana do município de São Paulo que possui, como objetivo, constituir-se em um instrumento articulador entre as instituições. NÚMERO DE PESSOAS PARTICIPANTES DO PROJETO: Homens Mulheres Meninos Meninas Número 213 452 Total 665 PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE NO PROJETO: Os membros da comunidade local escolhidos serão envolvidos em experiências de produção agrícola, objetivando aos mesmos a ter uma visão holística da cadeia alimentar e proporcionar a autonomia na gestão dos empreendimentos gerados pela comunidade. A comunidade participará do projeto de produção de alimentos que serão distribuídos em parte para o auto-consumo dos participantes e suas famílias e o excedente da produção será comercializado. O dinheiro obtido será dividido entre os trabalhadores, assegurando assim, a geração de renda, a permanência dos trabalhadores nas atividades das hortas comunitárias e a autosustentabilidade futura do projeto. A metodologia utilizada envolve a comunidade do bairro para constituir uma comissão composta de representantes de órgãos públicos, de organizações populares, de ong s atuantes na região e de representantes dos beneficiários. Essa comissão terá a função de selecionar as famílias que participarão das atividades agrícolas, de realizar o diagnóstico e planejamento participativo para a concretização do plano de trabalho a ser desenvolvido pelos produtores urbanos. Esses produtores, apoiados pela comissão, buscarão novos atores sociais para consolidar a sustentabilidade do empreendimento. Serão realizadas atividades classificadas como formais (reuniões e palestras) e informativas (encontros e treinamentos). BENEFICIADOS DO PROJETO / CRITÉRIOS DE SELEÇÃO: - priorização para mulheres de famílias de risco social. - preferencialmente serão selecionados beneficiários que não são assistidos por programas sociais. - trabalhadores que se encontram em condições precárias de habitação, saúde e educação, ou através de outros indicadores sociais que apontem uma situação de vulnerabilidade social. - trabalhadores que exercem ou já exerceram algum tipo de atividade agrícola urbana ou rural.

BENEFÍCIOS PARA AS MULHERES Como as mulheres, particularmente, são beneficiadas com este projeto? O projeto de hortas comunitárias incentiva o engajamento das mulheres porque sua participação traz melhores resultados do que os homens. Os motivos, entre outros são: - as mulheres, em sua maioria, possuem filhos, o que as impossibilita de buscar no mercado formal de trabalho, uma ocupação continuada, devido a existência insuficiente de creches e instituições para deixar seus filhos durante o período de trabalho. As atividades nas hortas possibilita sua atuação nos períodos em que os filhos estão nas escolas. Esse fato faz com que as mulheres sejam trabalhadoras constantes, com atuação de longos períodos e em grande parte, sua participação é ininterrupta. Os homens, por sua vez, ficam nas hortas, enquanto estão desempregados, após conseguirem emprego, deixam o trabalho das hortas para se dedicarem à sua nova função, o que é perfeitamente compreensível e estimulado pela Cidades sem Fome. - as mulheres, por não conseguirem empregos pelos motivos acima especificados, procuram, na coleta e venda de materiais recicláveis que encontram nas ruas (papel, papelão, garrafas PET, embalagens plásticas, etc), uma forma de arrecadar recursos para compor seu orçamento. Esse trabalho tem se mostrado indigno, uma vez que necessita de grande esforço físico, é altamente insalubre e pouco rentável, porque os produtos catados pelas mulheres são na maioria das vezes, comprados por atravessadores que oferecem preços irrisórios, determinando a essas mulheres, uma condição de quase escravidão. O trabalho desempenhado pelas mulheres nas hortas comunitárias é altamente estimulante e valorizado, atua como agente de ressocialização pelo convívio diário de pessoas de uma mesma comunidade, permitindo a estas conhecerem seus problemas em comum e estabelecer estratégias para a sua solução. Nas hortas, as mulheres recebem capacitação profissional para exercerem suas atividades, o que leva a aumentar sua auto-estima, o que as faz sentir-se novamente cidadãs em suas comunidades. O rendimento financeiro obtido nas hortas comunitárias pelas mulheres, vem estimulando cada vez mais sua participação nas atividades, principalmente na parte de comercialização e busca por novos mercados. COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO E GERAÇÃO DE RENDA: Toda a produção das hortas é comercializada local e regionalmente. Com os produtos das hortas abastecemos dois supermercados da região, mercearias, creches e é muito forte a venda local. Pessoas das comunidades, que geralmente não dispõe de feiras nas proximidades de suas ruas ou bairros, vêem na horta uma oportunidade de adquirir produtos saudáveis e nutritivos a preços acessíveis. Toda a produção nas hortas é feita em bases orgânicas, sem o uso de qualquer produto químico, o que desperta o interesse dos consumidores e potencializa a geração de renda para os trabalhadores/beneficiados do projeto. Outra forma de comercialização dos produtos das horta é o fornecimento de produtos para programas sociais do governo federal. Como funciona esse Programa? Assim. Algum projeto doa alimentos à uma entidade assistencial, que assina um recibo da quantidade recebida, envia para uma cooperativa cadastrada no programa, essa cooperativa envia as quantidades para a Conab, está faz o cálculo do valor dos produtos e envia o recurso correspondente para a cooperativa. Esta deposita o valor

na conta do beneficiário do projeto das hortas. O projeto Cidades sem Fome/Hortas Comunitárias, possui 2 beneficiados inscritos nesse Programa. Exemplificando o funcionamento: A beneficiária ROSANA DOS SANTOS RODRIGUES possui o DAP Declaração de Aptidão do Pronaf (é requisito obrigatório). Temos uma entidade cadastrada no Programa para a qual doamos alimentos o CENTRO DE AÇÃO CRISTÃ, que assina o romaneio de recebimento dos produtos. Esse romaneio passamos para a Cooperativa AGROVERDE, que envia os dados para a CONAB/PRONAF. Esse órgão faz o cálculo do valor de venda desses produtos doados e repassa o valor para uma conta na Cooperativa AGROVERDE. Essa então, deposita o valor correspondente para a conta bancária da ROSANA DOS SANTOS RODRIGUES. Aí fecha o circuito da geração de renda. Cada beneficiário tem um valor teto de R$ 3.500,00 por ano para auferir desse programa. Cada um entrega produtos das hortas até chegar a esse valor, dentro do prazo de 12 meses. Assim, hoje temos R$ 7.000,00 assegurados. Nossa meta é cadastrar 15 pessoas no projeto no ano de 2009, assim garantiríamos uma renda de R$ 59.500,00 somente com a venda/doação para esse Programa. Todos os produtos da horta são comercializados a preços populares, visando difundir o consumo de verduras e legumes nas famílias das comunidades e principalmente, incorporar esse hábito alimentar nas crianças e adolescentes. OS RECURSOS OBTIDOS COM A COMERCIALIZAÇÃO: Todos os recursos arrecadados com a comercialização dos produtos das hortas são divididos entre os participantes/beneficiários do projeto. Servirão para compor o orçamento familiar de cada participante.

PROBLEMAS E AMEÇAS PARA O PROJETO: FORÇAS (FATORES INTERNOS) Utilização de áreas de terras ociosas, subutilizadas ou sem utilização específica públicas ou privadas. Constituição da Comissão com vários atores sociais do poder público, sociedade civil organizada e representantes dos beneficiários. Trabalho coletivo no núcleo da horta. FRAQUEZAS (FATORES INTERNOS) Pouca escolaridade dos participantes. Baixa renda dos participantes. OPORTUNIDADES (FATORES EXTERNOS) Marco legal existente o projeto vai de encontro às políticas públicas definidas para a atividade no Plano Diretor da Cidade de São Paulo e na Lei de Agricultura Urbana da Cidade de São Paulo (Lei nº 13727). Qualificação profissional. Participação de organização formal. Oportunidade de trabalho e renda. Inclusão nos programas sociais dos órgãos públicos (Frente de Trabalho, Pronaf, Bolsa Família). Promoção da Segurança Alimentar AMEAÇAS (FATORES EXTERNOS) Desemprego ou Subemprego. Insegurança Alimentar. Não participação de espaços de diálogo e tomada de decisões comunitárias e de negociação com autoridades locias. Não participação em Organização Formal. PLANO DE GESTÃO DAS AMEAÇAS AMEAÇAS Insegurança Alimentar Não participação de espaços de diálogo comunitário e de negociação com autoridades locais Não participação de Organização Formal Desemprego e Subemprego PLANO DE AÇÃO Participar como beneficiário do núcleo de horta comunitária para capacitar-se na produção de alimentos para uso próprio e de sua família. A constituição da Comissão possibilitará realizar um plano de trabalho que será executado na horta e buscará articular parcerias com outros atores sociais. Prática coletiva do trabalho no núcleo de horta comunitária adicionado com as práticas de capacitação, influenciará educacionalmente e culturalmente a buscar o coletivo para solucionar os problemas enfrentados pelos produtores/beneficiários. Oportunidade de trabalho no núcleo de hortas comunitárias. Após a coheita, comercializar a produção e dividir os recursos financeiros com os beneficiários do projeto. Participação em Programas Sociais.

QUE ÁREAS SÃO UTILIZADAS PARA DESENVOLVER AS HORTAS URBANAS? A Organização Cidades sem Fome possui contrato de comodato (Termo de Utilização) com todos os proprietários das áreas onde se desenvolvem os projetos de hortas comunitárias e agricultura urbana. Temos áreas pertencentes à Transpetro S/A - nas faixas de pipelines, áreas da ELETROPAULO - nas faixas de transmissão de energia, áreas da Prefeitura, áreas de entidades religiosas, áreas de entidades filantrópicas e áreas de proprietários privados. Com todos esses atores, são firmados contratos de permissão de utilização das áreas. IDENTIFICAÇÃO DAS FONTES DE FINANCIAMENTO DO PROJETO Atividade / Projeto A Organização Cidades sem Fome especializou-se em implantar e desenvolver projetos de Agricultura Urbana e Hortas Comunitárias. Desenvolveu o Projeto Cidades sem Fome/Hortas Comunitárias que visa a geração de emprego e renda e a qualificação profissional dos beneficiados e suas comunidades. Sua ação, baseia-se na ampliação desse projeto, na reaplicação de sua tecnologia, aumentar as áreas de cultivo e atingir mais bairros ou cidades que possuam como característica, a vulnerabilidade de suas populações. Doador/Patrocinador Caixa Econômica Federal R$ 85.000,00 Petróleo Brasileiro S/A Petrobrás R$ 430.000,00 Ecourbis Ambiental S/A R$ 66.800,00 Secretaria de Educação da cidade de Peruíbe-SP R$ 55.000,00 Consulado do Japão-SP R$ 92.000,00 Embaixada da Suíça R$ 36.105,00 Embaixada da Austrália R$ 20.000,00 Instituto HSBC R$ 25.000,00 Fundação Interamericana de Desenvolvimento IAF US$ 320.000,00 (em fase inicial de repasse dos recursos). Outras projetos enviados (ainda em fase de avaliação): Brazil Foundation, Consulado da Alemanha-SP, BetterPlace-Berlim, Agência de Cooperação Internacional do Japão- JICA, Havard University-USA, Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe-CEPAL, Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância da Saúde-Brasília.

A ORGANIZAÇÃO CIDADES SEM FOME A Organização Cidades sem Fome, organização não governamental, foi fundada em dezembro de 2003. Tem como propósito, introduzir uma alternativa de desenvolvimento sustentável aliado à produção de alimentos em locais de grande concentração habitacional, em comunidades carentes, para atenuar a situação de pobreza das populações que se encontram em situação de vulnerabilidade social, atuar positivamente sobre questões de relevância social, econômica e ambiental. Principais projetos e atividades: Implantação e desenvolvimento de 21 núcleos de hortas comunitárias na região leste da capital paulista, com o apoio da Petrobrás, Caixa Econômica Federal, Ecourbis Ambiental, Instituto HSBC, representações consulares e Embaixadas - 665 pessoas diretamente beneficiadas. Desenvolvimento do projeto de combate à desnutrição infantil: cursos de reaproveitamento alimentar, programas de qualidade de vida, programas de combate à verminose e diarréia através de alimentação específica 60 pessoas beneficiadas. Condução de programas de aleitamento materno 120 pessoas beneficiadas Palestras sobre hábitos alimentares e princípios de alimentação equilibrada 150 pessoas beneficiadas. Palestras sobre higiene dos alimentos, programas educacionais sobre a importância do aproveitamento e reaproveitamento alimentar 170 pessoas atendidas. Palestras sobre planejamento familiar 210 pessoas atendidas. Participação na elaboração da Lei de Agricultura Urbana e Periurbana no município de São Paulo e na sua regulamentação. Participação da Organização Cidades sem Fome do IV Seminário sobre Agricultura Urbana e Periurbana na Assembléia Legislativa promovida pelo Fórum de Agricultura Urbana e Periurbana da Região Metropolitana de São Paulo 120 participantes. Participação na Coordenação do Fórum de Agricultura Urbana e Periurbana da Região Metropolitana de São Paulo. Participação como expositor no 1º Fórum de Tecnologias Sociais em Salvador, Bahia, promovido pela Rede de Tecnologia Social - RTS onde o projeto Cidades sem Fome/Hortas Comunitárias foi classificado e incluído na Rede de Tecnologia Social do Brasil Participação do 1º Seminário Nacional de Agricultura Urbana em Brasília, promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias. A OCSFome é respaldada em suas decisões, por seus membros, legalmente constituídos, através de reuniões e assembléias periódicas, onde são pautados, votados e deliberados assuntos de que constituirão a planilha de atividades da entidade. A OCSF para a gestão de seus projetos conta com 01 Administrador de Empresas, 01 Nutricionista, 02 Técnicos Agrícolas, 01 Técnica em Nutrição, 01 Engenheiro Agrônomo, 01 Assistente Social e 01 Relações Internacionais.

DADOS DA ORGANIZAÇÃO CIDADES SEM FOME: Nome: Organização Cidades sem Fome Endereço: Rua Ribeiro Baião, 111 Jardim Laranjeiras Cep 08381-110 São Paulo SP Telefone: 11 2735-4842 / 11 9820-5784 Skype: hans.temp CNPJ: 06.151.676/0001-62 Inscrição Estadual: Isento Site: www.cidadessemfome.com.br Email: cidadessemfome@uol.com.br Responsável pela Entidade: Adilson Alves dos Santos Presidente Telefone: 11 9910-0913 Responsável pelo Projeto: Hans Dieter Temp Fundador/Administrador e Coordenador de Projetos Telefone: 11 2735-4842 / 11 9820-5784. Email: htemp@uol.com.br A GESTÃO DA ORGANIZAÇÃO CIDADES SEM FOME: QUEM GERENCIA O PROJETO, A ONG E TOMA AS DECISÕES? Nome: Hans Dieter Temp Qualificação/Habilidades/Experiência Técnico Agrícola com experiência no cultivo de arroz, soja, milho, trigo, feijão em grandes escalas. Vivência em projetos de produção de hortaliças em estufas e no processo tradicional de produção. Experiência no cultivo de hortaliças em processos hidropônicos. Larga vivência em trabalhos de implantação de pomares e projetos de reflorestamento. Experiência na criação de gado bovino, ovino e eqüino. Participação ma implantação e desenvolvimento de projetos de criação de frangos para o abate. Participação em projetos de piscicultura, ranicultura, suinocultura. Participação em projetos de catalogação e desenvolvimento de banco de dados de espécies nativas brasileiras. Conhecimento das técnicas de produção de mudas de plantas frutíferas, leguminosas, arbóreas, medicinais e aromáticas e flores em viveiros. Grandes conhecimentos em análises e manejo de solo. Experiência no manuseio e na manutenção de máquinas e implementos agrícolas. Facilidade de relacionamento interpessoal com participantes de projetos e público em geral, liderança e iniciativa. Experiência no desenvolvimento de projetos sociais para a geração de emprego e renda. Foi Coordenador do Programa de Agricultura Urbana da Prefeitura do Município de São Paulo pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, coordenador da implantação do projeto Hortas nas Escolas da cidade de Peruíbe/SP e coordenador Administrativo e Financeiro da Secretaria de Relações Internacionais da Prefeitura Municipal de São Paulo. Foi o fundador e atualmente coordena e administra a ONG Organização Cidades sem Fome, em projetos de Agricultura Urbana e Hortas Comunitárias. Formação: Administrador de Empresas, Rio de Janeiro, RJ e Curso Técnico em Agropecuária e Políticas Ambientais Tübingen Alemanha. Outros Cursos: Curso de Formação de Educadores e Gestores de Projetos de Geração de Renda Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Fundação Getúlio Vargas-SP, Curso sobre Métodos de Gerenciamento de Projetos Agência de Cooperação Internacional do Japão-JICA- SP, Curso de Gestores em Projetos Sociais BrazilFoundation.

MATERIAL DE IMPRENSA MATÉRIAS, FOTOS, VÍDEOS / NOTÍCIAS / DETALHES DO PROJETO: www.cidadessemfome.com.br São Paulo, 23 de Abril de 2009. Hans Dieter Temp