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- João Gabriel Peres Gomes
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1 INICIO O morador de rua ainda é percebido como um vagabundo, que utiliza a caridade privada e a assistência governamental "espertamente", mas morador de rua é cidadão. É preciso ajudá-lo a encontrar meios para se sustentar, voltar a ter moradia, atendimento médico, dignidade. E é bom lembrar: morador de rua não é vagabundo e devemos compreender que não se nasce excluído. A exclusão vem de uma trajetória de vida e de perdas sociais.
2 INICIO Em recente pesquisa, detectou-se que 60% das pessoas que se encontram vivendo pelas ruas da cidade trabalham como catadores de papel e papelão e em atividades similares. O inicio do trabalho foi o desenvolvimento de metodologia baseada na capacitação de trabalhadores com histórico de exclusão social, tanto para o trabalho numa atividade produtiva específica, quanto para o exercício da cidadania.
3 INICIO O Universo dos catadores do Município de São Bernardo do Campo não de outras realidades encontradas em outros municípios. São centenas de pessoas que por contingência sócioeconômica estão ligadas ao lixo, o que as desqualificam perante o conjunto da sociedade. O resultado é que encontramos pessoas com baixa ou nenhuma auto-estima. O primeiro passo para o desenvolvimento de uma proposta de gestão sócio-ambiental sustentável é reconhecer o catador como o principal agente do processo de transformação.
4 TREINAMENTO O desafio da proposta da criação da Associação de Catadores e da implantação do Centro de Ecologia e Cidadania está em preparar o catador para que ele possa desempenhar suas atividades com dignidade e cidadania, descortinar as possibilidades de organização e instrumentá-lo para que possa desenvolver um trabalho com eficiência, garantia de melhores rendimentos e, por conseqüência, uma vida mais digna e com perspectivas de futuro para as futuras gerações
5 TREINAMENTO O modelo proposto tem como seu ponto mais importante a capacitação dos trabalhadores, de modo que a atividade de triagem e condicionamento de material reciclável seja exercida de forma profissional, suprindo o mercado de matérias primas com a qualidade por ele requerida O modelo não é rígido, tendo também como uma característica importante a flexibilidade necessária para adaptação às diferentes realidades sócioeconômicas.
6 TREINAMENTO As principais etapas de implantação do modelo proposto são as seguintes : Identificação do grupo social envolvido na atividade : como é constituída a cooperativa ou associação que realizará a atividade; Identificação da composição dos resíduos que serão transformados em materiais recicláveis; Qual será a amplitude da atividade : coleta e triagem, ou somente triagem de materiais;
7 TREINAMENTO As principais etapas de implantação do modelo proposto são as seguintes : Quais as condições para a realização da atividade : espaço físico, equipamentos disponíveis, disponibilidade de capital; Identificação do mercado consumidor dos materiais gerados na atividade; Capacitação dos trabalhadores envolvidos na atividade, levando em conta todos os condicionantes levantados nos itens anteriores.
8 TREINAMENTO O processo de capacitação envolve aspectos relacionados com o trabalho em cooperativas, com saúde e higiene no trabalho, com o trabalho específico de triagem e condicionamento de materiais recicláveis e com técnicas de controle e gerenciamento. Alfabetização e conhecimentos básicos de informática também fazem parte do processo de capacitação quando necessários. Capacitação dos trabalhadores envolvidos na atividade, levando em conta todos os condicionantes levantados nos itens anteriores.
9 METODOLOGIA A metodologia utilizada foi as oficinas, trabalhando principalmente com o lado visual e com exemplos práticos do dia a dia deles.
10 METODOLOGIA As oficinas propostas são: Criatividade e Motivação e Noções Gerais de Reciclagem; Separação e Seleção de Materiais Recicláveis; A Reciclagem de Resíduo Sólido Urbano (lixo) como Negócio; Reciclagem de Papel; Reciclagem de Plásticos; Reciclagem de Vidros; Reciclagem de Metais; Operação dos Equipamentos de Reciclagem; Aspectos de Higiene e Segurança na Operação de uma Unidade de Reciclagem de Resíduos; Administração e Comercialização de Materiais Reciclados.
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