C.N.C. Programação Torno

Documentos relacionados
Geometria Analítica. Geometria Analítica 28/08/2012

MA23 - Geometria Anaĺıtica

TÍTULO: Plano de Aula COORDENADAS, LOCALIZAÇÃO E GPS. Ensino Fundamental / Anos Iniciais 9 ano. Matemática. Espaço e forma. 2 aulas (50 min cada)

Referenciais Cartesianos

ROTEIRO: 1. Cap. 2 Plano Cartesiano; 2. Vetores.

n. 26 PRODUTO CARTESIANO

CÁLCULO I. 1 Número Reais. Objetivos da Aula

CNC Comando Numérico Computadorizado

Revisão de conceitos Matemáticos. Matemática e Fundamentos de Informática

Sistema de coordenadas cartesiano

Geometria Descritiva. Geometria Descritiva. Geometria Descritiva 14/08/2012. Definição:

Coordenadas Cartesianas

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DE FUNÇÃO. Prof. Ade1000son

EME005 - Tecnologia de Fabricação IV Fresamento CNC 2

Matemática Básica II - Trigonometria Nota 01 - Sistema de Coordenadas no Plano

Estudo Dirigido - Desvendando a Geometria Analítica: Distância entre dois pontos

Figura 9.1: Corpo que pode ser simplificado pelo estado plano de tensões (a), estado de tensões no interior do corpo (b).

DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E INFORMÁTICA DISCIPLINA:

Aula O Plano Cartesiano

Experimento prático. Módulo do vetor deslocamento. Objetivos:

14/03/2013. Cálculo Vetorial. Professor: Wildson Cruz

Formação Continuada em Matemática. Matemática 3º ano - 3º Bimestre / Plano de Trabalho 2. Geometria Analítica

FACULDADE PITÁGORAS DE LINHARES Prof. Esp. Thiago Magalhães

PET FÍSICA GEOMETRIA ANALÍTICA TATIANA MIRANDA DE SOUZA JOSE CARLOS DE MORAES SILVA FREDERICO ALAN DE OLIVEIRA CRUZ

E. S. JERÓNIMO EMILIANO DE ANDRADE DE ANGRA DO HEROISMO. Conteúdo Programáticos / Matemática e a Realidade. Curso de Nível III Técnico Comercial

Notas de Aula Disciplina Matemática Tópico 03 Licenciatura em Matemática Osasco -2010

Aula 3-ARQ-013 Geometria Descritiva 1A: Introdução à Geometria Descritiva Elementos e pontos

1 Geometria Analítica Plana

Metas/Objetivos/Domínios Conteúdos/Conceitos Número de Aulas

Planificação do 1º Período

2ª série Ensino Médio. Aluno(a): N o Turma: Disciplina: DESENHO Coordenação: Prof. Jorge Marcelo Prof.ª: Soraya Izar

Curso de Administração Centro de Ciências Sociais Aplicadas Universidade Católica de Petrópolis. Matemática 1. Revisão - Conjuntos e Relações v. 0.

Desenho Técnico e CAD Geometria Plana Desenho Geométrico. Geometria Plana Desenho Geométrico. Geometria Plana Desenho Geométrico

Geometria Analítica. Números Reais. Faremos, neste capítulo, uma rápida apresentação dos números reais e suas propriedades, mas no sentido

Na figura acima, o vetor tem origem no ponto A e extremidade no ponto B. Notação usual: 1 O ESPAÇO R3

Material Teórico - Módulo de Geometria Anaĺıtica 1. Coordenadas, Distâncias e Razões de Segmentos no Plano Cartesiano - parte 1. Terceiro Ano - Médio

1 FUNÇÃO - DEFINIÇÃO. Chama-se função do 1. grau toda função definida de por f(x) = ax + b com a, b e a 0.

Material Teórico - Módulo O Plano Cartesiano e Sistemas de Equações. O Plano Cartesiano. Sétimo Ano do Ensino Fundamental

TÓPICO. Fundamentos da Matemática II APLICAÇÕES NA GEOMETRIA ANALÍTICA. Licenciatura em Ciências USP/ Univesp. Gil da Costa Marques

PROGRAMA DE NIVELAMENTO ITEC/PROEX - UFPA EQUIPE FÍSICA ELEMENTAR DISCIPLINA: FÍSICA ELEMENTAR CONTEÚDO: VETORES

Capítulo 1. Conjuntos e Relações. 1.1 Noção intuitiva de conjuntos. Notação dos conjuntos

Em matemática definimos e estudamos conjuntos de números, pontos, retas curvas, funções etc.

APLICAÇÕES NA GEOMETRIA ANALÍTICA

Capítulo 1-Sistemas de Coordenadas, Intervalos e Inequações

Material Teórico - Módulo de Geometria Anaĺıtica 1. Terceiro Ano - Médio. Autor: Prof. Angelo Papa Neto Revisor: Prof. Antonio Caminha M.

Coordenadas Cartesianas

FUNÇÕES I- PRÉ-REQUISITOS PARA O ESTUDO DAS FUNÇÕES

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA COMEÇANDO A DESENHAR. Professor: João Carmo

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Rio Grande do Sul Campus Rio Grande CAPÍTULO 4 GEOMETRIA ANALÍTICA

INTRODUÇÃO À TEORIA DOS CONJUNTOS1

Capítulo Coordenadas no Espaço. Seja E o espaço da Geometria Euclidiana tri-dimensional.

2 Igualdade e Operações com pares ordenados. 1 Conjunto R 2. 3 Vetores. 2.1 Igualdade. 1.2 Coordenadas Cartesianas no Plano

Plano Cartesiano e Funções

DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E INFORMÁTICA DISCIPLINA:

Preliminares de Cálculo

DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E INFORMÁTICA DISCIPLINA: Matemática A (10º Ano) METAS CURRICULARES/CONTEÚDOS... 2º Período(4 de janeiro a 18 de março)

Mecânica 1.1 Tempo, posição e velocidade

Desenho Técnico e CAD CAD e Sistemas de Coordenadas. Computação Gráfica. Computação Gráfica

Matemática - 3ª série Roteiro 04 Caderno do Aluno. Estudo da Reta

MATEMÁTICA I. Ana Paula Figueiredo

EME005 - Tecnologia de Fabricação IV Fresamento CNC 5

Metas/ Objetivos Conceitos/ Conteúdos Aulas Previstas. Lógica e Teoria dos conjuntos: Introdução à lógica bivalente e à Teoria dos conjuntos

FORMAÇÃO CONTINUADA EM MATEMÁTICA Fundação CECIERJ Consórcio CEDERJ Matemática do 3º Ano 4º Bimestre 2014 Plano de Trabalho 2 Geometria Analítica II

Material Teórico - Círculo Trigonométrico. Seno, cosseno e tangente. Primeiro Ano do Ensino Médio

3ª série do Ensino Médio Turma 1º Bimestre de 2017 Data / / Escola Aluno

SEM-0534 Processos de Fabricação Mecânica. Aula 5 Processo de Torneamento. Professor: Alessandro Roger Rodrigues

Eletromagnetismo I. Prof. Daniel Orquiza. Eletromagnetismo I. Prof. Daniel Orquiza de Carvalho

Gráficos posição-tempo e velocidade-tempo

Material Teórico - Módulo: Vetores em R 2 e R 3. Módulo e Produto Escalar - Parte 1. Terceiro Ano - Médio

Coordenadas e distância na reta e no plano

Projeto de Recuperação Final - 1ª Série (EM)

Introdução ao Controlo Numérico Computorizado II Referenciais e Trajectórias. João Manuel R. S. Tavares Joaquim Oliveira Fonseca

Cálculo Diferencial e Integral I Faculdade de Engenharia, Arquiteturas e Urbanismo FEAU

GEOMETRIA ANALÍTICA 2017

1/2" Figura Tipos de seta

Geometria Analítica:

P L A N I F I C A Ç Ã 0 E n s i n o S e c u n d á r i o

Formação Continuada para Professores de Matemática Fundação CECIERJ/SEEDUC RJ PLANO DE TRABALHO 2

INTRODUÇÃO À TEORIA DOS CONJUNTOS

Diego Aparecido Maronese Matemática. Íria Bonfim Gaviolli Matemática

Segue, abaixo, o Roteiro de Estudo para a Verificação Global 2 (VG2), que acontecerá no dia 03 de abril de º Olímpico Matemática I

COORDENADAS CARTESIANAS Aula 4. André Luís Corte Brochi Professor das Faculdades COC

Plano Cartesiano e Retas. Vitor Bruno Engenharia Civil

Bases Matemáticas. Relembrando: representação geométrica para os reais 2. Aula 8 Números Reais: módulo ou valor absoluto, raízes, intervalos

Geometria Analítica I

Tecnologia em Construções de Edifícios

Revisitando Conceitos

Unidade IV. Aula 21.2 Conteúdo: Óptica, Ser humano e Saúde. Espelhos esféricos: Estudo analítico das imagens, equação de Gauss e aplicações.

Mat. Rafael Jesus. Monitor: Gabriella Teles

Transcrição:

C.N.C. Programação Torno Módulo I Aula 04

Plano Cartesiano Coordenadas Absolutas e Incrementais A reta numérica Um exemplo de reta numérica, com alguns números representados nela. Observe as distâncias iguais entre números inteiros consecutivos, como: - 2, - 1, 0, 1, 2, 3 etc. A reta numérica é completa: cada um dos seus infinitos pontos representa exatamente um número real, e todos os infinitos números reais têm lugar nela.ela se estende indefinidamente (ou ilimitadamente) nos dois sentidos da horizontal. E é um eixo orientado: quanto mais à direita, maior o número (ex: 10,100, 1.000, 10.000 etc.); quanto mais à esquerda, menor (ex: - 10, - 100, - 1000,- 10.000 etc.). Assim, por exemplo: -100 é menor do que -10. Escrevemos: - 100 < - 10 Então, - 100 fica à esquerda de - 10. Pode-se dizer também que - 10 é maior do que - 100 e escrever: - 10 > - 100 Sistema de coordenadas no plano cartesiano Chama-se Sistema de coordenadas no plano cartesiano ou Espaço cartesiano ou Plano cartesiano um esquema reticulado necessário para especificar pontos num determinado "espaço" com n dimensões. Cartesiano é um adjetivo que se refere ao matemático francês e filósofo René Descartes que, entre outras coisas, desenvolveu uma síntese da álgebra com a geometria euclidiana. Os seus trabalhos permitiram o desenvolvimento de áreas científicas como a geometria analítica, o cálculo e a cartografia Discurso do Método (1628 ) 1

O sistema cartesiano plano consiste em dois eixos orientados perpendiculares referenciais; os dois eixos são duas retas numéricas com os dois pontos 0 (zero) superpostos, formando a origem do plano. Cada ponto tem duas coordenadas, tradicionalmente representadas por x e y e simbolizado por (x, y); dizemos que x é a abscissa do ponto, e y é a ordenada. Se um dos números representados por x ou y tiver vírgula, podemos separar as duas letras com ponto e vírgula, por exemplo: ( 1,5 ; 3,4) Observação Importante: Em nosso estudo de Torno CNC usaremos sempre a notação Z para abscissa e X para ordenada, logo nosso par ordenado ficará sendo (z,x). Noções da aplicação das coordenadas do plano cartesiano em CNC (Computer Numerical Control) Nas aplicações em CNC são usados dois sistemas de coordenadas: absolutas e incrementais O sistema de programação padronizado pela ISO (International Organization for Standardization) é empregado por diversas empresas fabricantes de controles numéricos computadorizados (máquinas-ferramentas CNC) G90 - Sistema de coordenadas absolutas (modal) Quando se usa coordenadas absolutas, todos os movimentos são realizados com relação ao ponto de referência programado (zero-peça). G91 - Sistema de coordenadas incrementais (modal) 2

Usando-se coordenadas incrementais, todos os movimentos são realizados com relação ao último ponto programado (posição relativa). Portanto o comando especifica a distância a ser percorrida Uma definição importante é o ponto zero (Z = 0, X = 0) representado pelo símbolo: O ponto zero também pode ser denominado como ponto de referência do programa, zero do programa, ponto de referência da peça e zero-peça. EXEMPLOS: Sistema de Coordenadas Absolutas Sistema de Coordenadas Incrementais 3

Exemplo de uma peça-trabalho O ponto zero pode ser definido na superfície de apoio na placa do torno ou na superfície da peça-trabalho, como mostram respectivamente as figuras (a) e (b) (a) (b) Para definir-se os deslocamentos das ferramentas nos eixos Z e X as coordenadas podem ser absolutas ou incrementais. As coordenadas absolutas são as mais empregadas e referem-se a um ponto de referência (ponto zero) e são relacionadas com as cotas da peça a ser torneada. As figuras (c) e (d) apresentam respectivamente as coordenadas absolutas considerandose o ponto zero definido na peça ou na placa de fixação. (c) 25 15 28 32 36 39 43 4

As coordenadas incrementais referem-se sempre a uma posição anterior e considera apenas o deslocamento relativo entre dois pontos na peça. A figura (e) apresenta as coordenadas incrementais relativas ao exemplo anterior, considerando-se o ponto zero na face da peça. Deve-se observar que em termos de programação, o uso de coordenadas absolutas é mais indicado, pois em caso de alteração de uma cota, apenas uma dimensão precisa ser alterada no programa, enquanto que para coordenadas incrementais, pelo menos duas dimensões seriam alteradas. 5