8 Língua Portuguesa Ananda Teixeira do Amaral INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Instrução: As questões de 1 a 3 referem-se ao texto abaixo, produzido pela agência de publicidade Famiglia, expressa uma resposta à campanha realizada, em 2007, pela prefeitura de São Paulo para limpar a cidade da poluição visual causada pelos outdoors. Leia-o atentamente antes de responder às questões. BARROS, Kelly Jornal Propaganda e Marketing. 25 mar.2010. Disponível em <http://k-barros-olhospublicitarios. blogspot.com. br/>. Acesso em: 5 fev. de 2015.
01. Questão (UFMG UFMG - 2015) Com base no texto, é correto inferir que o produtor do texto: I. lamenta que haja pessoas em situação de rua. II. é preconceituoso em relação aos moradores de rua. III. está de acordo com a campanha da prefeitura para limpar a cidade. IV. abre uma discussão sobre o número de outdoors espalhados em são paulo. Estão corretas apenas as assertivas I e III. III e IV. I e II. II e IV. DICA DO AUTOR: O sentido da campanha publicitária se constrói com a união do texto verbal ao texto não verbal, ou seja, com a união do texto do outdoor à imagem, logo abaixo dele, de pessoas morando na rua. A agência de publicidade Famiglia, no texto verbal, primeiro responde afirmativamente ao convite da prefeitura para participar da discussão sobre a quantidade de outdoors na cidade de São Paulo, mas, em seguida, questiona as prioridades do governo municipal paulista quando pergunta vamos?, convocando a prefeitura e também os leitores do outdoor a repensarem suas prioridades em relação ao que deveria ser discutido. O autor da campanha, portanto, não nega que seja importante discutir o excesso de outdoors em São Paulo, mas defende que seria mais urgente discutir a existência de pessoas em situação de rua. Logo, as assertivas I e III estão corretas; a alternativa a ser marcada é a letra A. A assertiva II está errada porque o autor não demonstra preconceito com relação aos moradores de rua; ao contrário, demonstra preocupação. A assertiva IV está errada porque o produtor do texto não abre uma discussão sobre a quantidade de outdoors na cidade; ele responde a uma discussão aberta pela prefeitura de São Paulo. 02. Questão (UFMG UFMG - 2015) O efeito da frase de encerramento do texto evidencia a voz de um locutor: contestador, que é desfavorável ao início de uma discussão relativa ao problema da poluição visual. ingênuo, que desconhece a dimensão do problema social a ser enfrentado pelas autoridades. polêmico, que despreza outdoors e valoriza a quantidade de pessoas em situação de rua. provocador, que instiga as autoridades a pensar sobre um relevante problema social. Alternativa A: INCORRETA. O locutor do texto é contestador, mas não é desfavorável ao início de uma discussão acerca do excesso de outdoors em São Paulo. Ao contrário, ele responde à pergunta da prefeitura afirmativamente: vamos. Alternativa B: INCORRETA. O locutor mostra-se crítico, e não ingênuo. Para ele, o problema prioritário a ser resolvido pelas autoridades é existirem pessoas em situação de rua na cidade. Alternativa C: INCORRETA. O autor do texto não despreza outdoors. Ele aceita discutir o assunto, ainda que entenda haver problemas sociais anteriores à poluição visual. Alternativa D: CORRETA. O autor do texto, com a pergunta vamos? e a imagem associada a ela, convida as autoridades a repensarem sua prioridade e a discutirem a existência de moradores de rua em São Paulo. 236 Língua Portugesa
03. Questão (UFMG UFMG - 2015) A função de linguagem predominante no texto é a: apelativa. emotiva. metalinguística. referencial. Alternativa D: INCORRETA. A função predominante não é a referencial porque o objetivo principal do texto não é transmitir informações, embora, de alguma forma, informações estejam sendo transmitidas. 04. Questão DICA DO AUTOR: Para responder a esta questão, é necessário conhecer o assunto funções da linguagem. Para os estudiosos da comunicação, todos os textos têm uma função predominante de acordo com seu objetivo principal. São seis as funções da linguagem: referencial, emotiva, apelativa, fática, metalinguística e poética. Quando a mensagem tem como objetivo transmitir informações, dizemos que ela tem, predominantemente, função referencial ou denotativa. Quando o objetivo da mensagem é expressar os sentimentos, as emoções do emissor, dizemos que ela tem, predominantemente, função emotiva ou expressiva. Quando o objetivo da mensagem é persuadir o destinatário, influenciando seu comportamento, a função da linguagem é a apelativa, também chamada de conativa. Quando o objetivo da mensagem é o de estabelecer ou manter o canal de comunicação aberto, dizemos que a função é fática. Quando o objetivo é falar sobre a própria linguagem, dizemos que a função predominante é a metalinguística. Quando o foco da mensagem é a elaboração artística, a sonoridade, a construção metafórica, dizemos que o texto tem função poética. Alternativa A: CORRETA. A função de linguagem predominante é a apelativa pois se trata de um texto publicitário, cujo objetivo é persuadir o leitor. Alternativa B: INCORRETA. A função predominante não é a emotiva, pois o objetivo do texto não é expressar as emoções e os sentimentos daquele que escreve. Alternativa C: INCORRETA. A função predominante não é a metalinguística porque o assunto do texto não é a linguagem publicitária nem o fazer de um publicitário. Folha de S.Paulo, 26 abr.2008 - Opinião. O autor desse texto critica: o avanço das vendas do setor de padaria. a nova forma de empreendedorismo das padarias. o aumento dos preços dos pães nas padarias. o crescimento dos consórcios nos serviços das padarias. Alternativa A: INCORRETA. A quantidade de pães à venda e o fato de haver um anúncio de consórcio na padaria são sinais de que está havendo retração nas vendas de pão. Alternativa B: INCORRETA. Não se fazem consórcios para a compra de produtos como pão. O autor do texto criou uma situação inusitada para criticar o alto preço do pão e não para criticar o que seria uma suposta nova forma de empreendedorismo das padarias. Alternativa C: CORRETA. Consórcio é uma associação, uma união de um grupo de pessoas com a finalidade de autofinanciamento para o acesso a determinados bens de consumo. Participamos de consórcios para conseguir- Ananda Teixeira do Amaral 237
mos consumir determinados produtos que, por conta do preço, não teríamos condições de consumir de outra maneira. Ao informar ao cliente que, na padaria, há consórcio de pão, fica implícito que o produto está caro, pouco acessível aos consumidores. Alternativa D: INCORRETA. O autor do texto não está criticando o crescimento de consórcios em padarias já que, na realidade, as pessoas não fazem consórcios para a compra desse produto. 05. Questão Exigências da vida moderna Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E uma banana pelo potássio. E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes. Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo. Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão). Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem. O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber. Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver. Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia... E não esqueça de escovar os dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax. Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia. Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma. Sobram três, desde que você não pegue trânsito. As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma). E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando. Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações. Ah! E o sexo! Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico. Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Na minha conta são 29 horas por dia. A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo! Por exemplo, tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos junto com os seus pais. Beba o vinho, coma a maçã e a banana junto com a sua mulher... na sua cama. Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio. Agora tenho que ir. É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro. E já que vou, levo um jornal... Tchau! Viva a vida com bom humor!!! VERÍSSIMO, Luís Fernando. Exigências da vida moderna. Disponível em http://pensador.uol.com.br/frase/mzi3nduz/ Acesso em: 01/11/2015. Adaptado. 238 Língua Portugesa
(PREF. DE IBIRAÇU - CONSULPLAN - 2015) Considerando-se as características que definem o gênero textual crônica, quais podem ser encontradas no texto de Luís Fernando Veríssimo? Presença de reflexões de cunho pessoal e utilização do discurso indireto livre. Interlocução constante com leitor e a abordagem de acontecimentos cotidianos. Presença de argumentação objetiva e de coloquialismo na fala das personagens. Gênero narrativo ficcional e linguagem predominantemente formal e conotativa. DICA DO AUTOR: O conceito de gênero textual é relativamente recente e está cada dia mais presente nas provas de concursos. Segundo os linguistas, os gêneros textuais são formas textuais, escritas ou orais, por meio das quais realizamos todas as nossas interações verbais, ou seja, qualquer processo comunicativo só é possível por meio de algum gênero textual. Os gêneros têm características mais ou menos estáveis de composição e têm funções ou objetivos enunciativos específicos. Ata de reunião, receita médica, bula de remédio, procuração, crônica, carta pessoal, bilhete, conversa telefônica são exemplos de gêneros que usamos em nossa vida diária. Alternativa A: INCORRETA. Para que os leitores tenham acesso às vozes e aos pensamentos dos personagens, os escritores fazem uso dos discursos direto, indireto e indireto-livre. No discurso direto, a fala do personagem/ testemunha é transcrita exatamente como foi enunciada. Para distingui-la da voz do narrador/autor, é comum o uso do travessão ou das aspas. No discurso indireto, o narrador/autor conta, ele próprio, aquilo que o personagem/a testemunha teria dito e, no discurso indireto- -livre, a voz do narrador se mistura com o pensamento da personagem e são os leitores, no ato da leitura, que devem diferenciar as vozes do texto. Na crônica Exigências da vida moderna, Luís Fernando Veríssimo não faz uso do discurso indireto-livre. Não há vozes de personagens no texto. Alternativa B: CORRETA. No texto, o cronista conversa com o leitor (usa você em todo o texto e, no final, ainda se despede) acerca de todos os imperativos a que estamos submetidos em nossa vida cotidiana. Alternativa C: INCORRETA. A argumentação não é objetiva; ao contrário, o cronista insere-se no problema. Ele, assim como o leitor, também sofre com as infinitas exigências da vida moderna. Alternativa D: INCORRETA. O texto não é narrativo, não é ficcional e não tem linguagem formal. 06. Questão (PREF. DE IBIRAÇU - CONSULPLAN - 2015) No texto, o cronista trata de um tema contemporâneo que diz respeito, sobretudo, à(ao): preocupação com dietas impossíveis de serem seguidas. desperdício de tempo com complexos hábitos de higiene. excesso de tarefas que a vida moderna impõe às pessoas. falta de tempo para execução das habituais tarefas domésticas. Alternativa A: INCORRETA. Não há, no texto, nenhum momento em que o cronista fale sobre dietas impossíveis. Alternativa B: INCORRETA. O autor cita, no texto, vários hábitos de higiene bucal que, segundo se acredita, seriam necessários, mas não discute nem o desperdício de tempo nem se refere a tais hábitos como complexos. Alternativa C: CORRETA. O texto, de maneira bem-humorada e irônica, trata do excesso de tarefas a que estamos submetidos contemporaneamente. Alternativa D: INCORRETA. O texto está questionando o excesso de tarefas que nos leva à falta de tempo, mas não está discutindo a falta Ananda Teixeira do Amaral 239
de tempo para as tarefas domésticas nem defendendo que devemos usar mais nosso tempo para as tarefas domésticas. 07. Questão Você sabe com quem está falando? Não nos parece uma tarefa fácil conciliar desejos (que geralmente são ilimitados e odeiam controles) e a questão fundamental de cumprir regras, seguir leis e construir espaços públicos seguros e igualitários, válidos para todos, numa sociedade que também tem o seu lado claramente aristocrático e hierárquico. Um sistema que ama a democracia, mas também gosta de usar o Você sabe com quem está falando?. O nosso amor simultâneo pela igualdade e, a seu lado, o nosso afeto pelo familismo e pelo partidarismo governados pela ética de condescendência tão nossa conhecida, que diz: nós somos diferentes e temos biografia; para os amigos tudo, aos inimigos (e estranhos, os que não conhecemos) a lei! O resultado dessa tomada de posição, básica numa democracia, é simples, mas muitas vezes ignorado entre nós: a minha liberdade teoricamente ilimitada tem de se ajustar à sua, e as duas acabam promovendo uma conformidade voluntária com limites, com fronteiras cívicas que não podem ser ultrapassadas, como a de furar a fila ou a de dar uma carteirada. Na sua simplicidade, a fila é um dos melhores, se não for o melhor, exemplos de como operam os limites numa democracia. Seus princípios são simples e reveladores: quem chega primeiro é atendido em primeiro lugar. Numa fila, portanto, não vale o oculto. Ou temos uma clara linha de pessoas, umas atrás das outras, ou a vaca vai para o brejo. Quando eu era menino, lembro-me bem de como era impossível ter uma fila no Brasil. As velhas senhoras e as pessoas importantes (sobretudo os políticos) não se conformavam com suas regras e traziam como argumento para serem atendidos, passando na frente dos outros, ou a idade, ou o cargo, ou conhecimento com quem estava atendendo, ou algum laço de família. Hoje, sabemos que idosos e deficientes não entram em fila. Mas estamos igualmente alertas para o fato de que um cargo ou um laço de amizade não faz de alguém um supercidadão com poderes ilimitados junto aos que estão penando numa fila por algumas horas. Do mesmo modo e pela mesma lógica, ninguém pode ser sempre o primeiro da fila (e nem o último), como ninguém pode ser campeão para sempre. Se isso acontece, ou seja, se um time campeão mudar as regras para ser campeão para sempre, então o futebol vai pros quintos dos infernos. Ele simplesmente acaba com o jogo como uma disputa. Na disputa, o adversário não é um inimigo; numa fila, quem está na frente não é um superior. O poder ilimitado e congelado ou fixo em pessoas ou partidos, como ocorre nas ditaduras, liquida a democracia justamente porque ele usurpa os limites nos quais se baseia a fila. DA MATTA, Roberto Adaptado de revistatrip.uol.com.br. (CRF/RO FUNCAB - 2015) Sobre o texto, é correto afirmar que o autor aborda hábito recorrente no Brasil, relacionado à pergunta feita no título que pode ser comprovado pelo seguinte fragmento: A A a minha liberdade teoricamente ilimitada tem de se ajustar à sua. B B nós somos diferentes e temos biografia. C C a questão fundamental de cumprir regras, seguir leis e construir espaços públicos seguros e igualitários. D D quem chega primeiro é atendido em primeiro lugar. E E um laço de amizade não faz de alguém um supercidadão. Alternativa A: INCORRETA. O fragmento a minha liberdade teoricamente ilimitada tem de se ajustar à sua é o trecho que ilustra o que seria, para o autor, a democracia: a conciliação entre o desejo individual e o cumprimento de regras e a construção de espaços públicos seguros e igualitários. 240 Língua Portugesa
Alternativa B: CORRETA. O fragmento nós somos diferentes e temos biografia é usado, no primeiro parágrafo, para ilustrar a consequência, contrária à ideia de democracia, de uma sociedade aristocrática e hierárquica como a brasileira. A ideia de que nós somos diferentes e temos biografia explica a existência, num sistema democrático, da pergunta você sabe com quem está falando?, tão comum na vida brasileira. Alternativa C: INCORRETA. O fragmento destaca a ideia do que seria a democracia. Alternativa D: INCORRETA. O fragmento descreve os princípios da fila, usado, no texto, para justificar a fila como o exemplo de uma fronteira cívica que não pode ser ultrapassada na democracia. Alternativa E: INCORRETA. O fragmento se opõe ao familismo e ao partidarismo que geram a pergunta você sabe com quem está falando?. 08. Questão (CRF/RO FUNCAB - 2015) Considerando o con junto do texto, é correto afirmar que o autor: faz uma reflexão sobre como usufruir da liberdade e da igualdade sem ofender os outros e sem levar o sistema a uma anarquia. defende a ideia de que, embora o cidadão seja livre, é fundamental manter a hierarquia, marca de modernidade. estimula a hierarquia e o enriquecimento dos poderosos por meio daquilo que é o teste mais claro do limite e da igualdade. impulsiona a transformação democrática que mantém o argumento dos laços superando a ordem. EE difunde a ética de condescendência e do poder ilimitado. Alternativa A: CORRETA. O autor do texto defende que a democracia é o sistema que concilia liberdade individual com igualdade de direitos. Alternativa B: INCORRETA. Em nenhum momento do texto, o autor defende a hierarquia como marca da modernidade; na verdade, ela a problematiza. Alternativa C: INCORRETA. O autor não estimula a hierarquia; ao contrário, ele defende uma sociedade democrática, igualitária, em que as regras sejam respeitadas por todos. Alternativa D: INCORRETA. O autor defende que uma sociedade em que laços de familiaridade desrespeitam as regras da coletividade tem dificuldade para a construção democrática. Alternativa E: INCORRETA. O autor se opõe à ética da condescendência e ao poder ilimitado. No último parágrafo, ele afirma que o poder ilimitado, típico das ditaduras, acaba com a democracia. 09. Questão 5 cuidados básicos com a saúde para ter uma vida plena Manter-se saudável e ativo é uma das grandes alegrias da vida. É importante sentir- -se bem sempre, porém para manter a saúde é preciso cuidar dela diariamente. Assim, recomendam-se pequenos cuidados para que seu corpo e mente permaneçam em equilíbrio por muito mais tempo. 1. Beba água: A água faz muito bem ao organismo, ela atua em todas as funções do corpo hidratando-o e permitindo que a temperatura seja mantida. Por isso, é fundamental que adultos bebam pelo menos 2 litros da água por dia para garantir um bom funcionamento de seu organismo. 2. Alimentação: Comer é fundamental para manter a saúde do corpo, no entanto, a ingestão de bons alimentos faz toda a diferença. O consumo diário de legumes e verduras precisa ser incentivado desde a infância, eles atuam de forma importante para manter o bom funcionamento do organismo. Os grãos, as carnes e as frutas também devem fazer parte das refeições, pois fornecem nutrientes que o corpo precisa para funcionar corretamente. É importante também consumir os alimentos com moderação para se ter uma vida saudável. Ananda Teixeira do Amaral 241
Exercícios físicos: Gostar de praticar exercícios físicos não é unanimidade, infelizmente. No entanto, é preciso incluí-lo nos hábitos diários de saúde. Afinal, "É melhor prevenir do que remediar". Sendo assim, mesmo que você não goste muito de praticá-los, faça isso pensando em sua saúde e bem-estar ao longo dos próximos anos. O importante é adquirir o hábito de praticar exercícios sempre. Descanso: Ter momentos de relaxamento e um bom período de sono também auxiliam no bom andamento da saúde. Porém, com a vida corrida que muitas pessoas levam atualmente, esses momentos ficam cada vez mais escassos. Para começar você pode ter uma hora para dormir. Estipule com base no seu tempo de sono. Separe pelo menos algum momento na semana para momentos de lazer. Passeie, encontre amigos, faça uma caminhada, vá ao cinema, enfim, faça algo que goste. Dê esse presente para você mesmo. Faça exames pelo menos uma vez por ano: Procure seu médico para exames de rotina, desta forma você poderá também prevenir o aparecimento de algumas doenças. Defina um mês em sua agenda e a cada ano, faça uma visita a seu especialista para um controle de sua saúde. Cuide de sua saúde, ela é indispensável para uma vida feliz! FINHOLDT, Renata. Disponível em: http://familia.com.br. Acesso em: 30 set. 2015 (adaptado). 10. Questão (UNIFAP UNIFAP - 2015) Sobre a compreensão global do texto depreende-se que: apresenta regras comprovadas cientificamente que ajudam na preservação da saúde física e mental. destaca a importância de ir ao médico pelo menos uma vez ao ano. evidencia recomendações simples para uma relação equilibrada entre corpo e mente. mostra ao leitor o quanto a saúde mental e a física estão interligadas. EE enfatiza a necessidade de as pessoas cultivarem hábitos saudáveis para a garantia de longevidade. Alternativa A: INCORRETA. O texto não é composto por regras; ele é composto por recomendações. Alternativa B: INCORRETA. Apenas a última recomendação feita destaca a importância de as pessoas irem ao médico e fazerem exames de rotina pelo menos uma vez ao ano. Não se trata de uma ideia global do texto. Alternativa C: CORRETA.. O autor apresenta cinco recomendações, que ele chama de cuidados básicos, para que as pessoas mantenham-se saudáveis e ativas. Alternativa D: INCORRETA. Apenas a recomendação quatro diz respeito à saúde mental das pessoas; não se trata, portanto, de uma ideia global do texto. Alternativa E: INCORRETA. Embora saibamos que os cuidados com a saúde possibilitem uma vida mais longa, o autor do texto não enfatiza essa questão. 11. Questão (UNIFAP UNIFAP - 2015) Considerando as cinco recomendações elencadas no texto é correto afirmar que: a alimentação balanceada é colocada como a principal regra a ser seguida. consultas e exames médicos devem fazer parte da rotina diária das pessoas. Deve-se beber água sempre que o corpo julgar necessário. A prática de exercícios físicos é um hábito facilmente adquirido por todos. EE Momentos que ajudam a relaxar e a dormir não devem ser colocados em segundo plano na vida das pessoas. 242 Língua Portugesa