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DECISÕES» ISS. 3. Recurso especial conhecido e provido, para o fim de reconhecer legal a tributação do ISS.

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Transcrição:

RELATOR : MINISTRO JORGE SCARTEZZINI EMENTA PROCESSO CIVIL - AGRAVO DE INSTRUMENTO - NEGATIVA DE PROVIMENTO - AGRAVO REGIMENTAL - SEGURO - ALEGAÇÃO DE DOENÇA PRÉ-EXISTENTE - MÁ-FÉ - REEXAME DE PROVA SÚMULA 07/STJ - AUSÊNCIA DE EXAME PRÉVIO - DESPROVIMENTO. 1 - Inviável afastar as conclusões do v. acórdão recorrido sem o reexame do conjunto fático-probatório contido nos autos, vedado de se fazer na instância especial, a teor da Súmula 07/STJ. 2 - Não pode a seguradora eximir-se do dever de indenizar, alegando omissão de informações por parte da segurada, se dela não exigiu exames clínicos prévios. Precedente do STJ. 3 - Agravo regimental desprovido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Srs. Ministros da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Votaram com o Sr. Ministro Relator os Srs. Ministros HÉLIO QUAGLIA BARBOSA, MASSAMI UYEDA, CESAR ASFOR ROCHA e ALDIR PASSARINHO JUNIOR. Brasília, DF, 3 de outubro de 2006 (data do julgamento). MINISTRO JORGE SCARTEZZINI, Relator Documento: 652718 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 20/11/2006 Página 1 de 5

RELATÓRIO O Exmo. Sr. Ministro JORGE SCARTEZZINI (Relator): Cuida-se de agravo regimental no agravo de instrumento interposto por SANTANDER NOROESTE SEGURADORA S/A, sendo agravado GERALDO ELEUTÉRIO DA SILVA, contra r. decisão prolatada às fls. 58, que negou provimento ao agravo. A r. decisão restou vazada nos seguintes termos, verbis : "Vistos, etc. Trata-se de agravo de instrumento interposto contra decisão denegatória de admissibilidade de recurso especial (art. 105, inciso III, alínea "a", da Constituição Federal), objetivando a análise, por esta Corte, de afronta ao artigo 1.444 do CC/16. No que pertine ao artigo supramencionado, é ilícita a recusa da cobertura securitária, sob a alegação de doença preexistente à contratação do seguro-saúde, se a Seguradora não submeteu a segurada a prévio exame de saúde e não comprovou má-fé (Ag 762206, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, DJ de 08.06.2006, REsp 651713/PR, Rel. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, DJ de 23.05.2005). Por tais fundamentos, nego provimento ao agravo, nos termos do artigo 34, incisos VII e XVIII, do RISTJ. Intimem-se. Cumpra-se." Sustenta a recorrente, nas suas razões, em síntese, que não deve subsistir a obrigação da seguradora de pagar o prêmio ante a inexatidão das informações prestadas pela segurada quando da contratação do seguro. Alega que houve violação ao art. 1.444 do Código Civil de 1916, porquanto a segurada omitiu que possuía doença pré-existente. (fls. 61/64). É o relatório. Documento: 652718 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 20/11/2006 Página 2 de 5

VOTO O Exmo. Sr. Ministro JORGE SCARTEZZINI (Relator): Senhores Ministros, o recurso merece ser conhecido, porquanto tempestivo, porém, desprovido. Como relatado, objetiva a recorrente que seja analisada a alegação de ofensa ao art. 1.444 do Código Civil de 1916. Alega, para tanto, que não deve subsistir a obrigação da seguradora de pagar o prêmio ante a inexatidão das informações prestadas pela segurada quando da contratação do seguro. O v. acórdão recorrido afastou a assertiva de má-fé da segurada e concluiu pela obrigação da seguradora de pagar o prêmio, com base no disposto no art. 1.444 do Código Civil de 1916. A propósito, destaco trecho do julgado, no que pertine, verbis : "Não cuidou ela de submeter previamente a segurada a exame médico, deixando a apelante, inclusive, de exibir declaração da segurada de que ostenta boa saúde e que não é portadora de doenças ou males incuráveis, afastando assertiva de má-fé. Bem por isso, mostra-se ausente demonstração de que a segurada, de forma intencional, tenha sonegado qualquer informação sobre o seu estado de saúde. A existência de problema renal, por si só, não constitui indicativo de estado terminal ou de doença que não possa ser vencida, inclusive através de transplante de órgão." (fls. 19) Como se observa, impossível afastar as conclusões do v. acórdão recorrido sem a análise do conjunto fático-probatório contido nos autos, vedado de se fazer na instância especial, a teor da Súmula 07/STJ. Ademais, como ressaltei na r. decisão agravada, não pode a seguradora eximir-se do dever de indenizar, alegando omissão de informações por parte da segurada, se dela não exigiu exames clínicos prévios. Destarte, o v. acórdão recorrido encontra-se em consonância com o entendimento firmado por esta Corte. Neste sentido, destaco: "PROCESSUAL CIVIL. CITAÇÃO EPISTOLAR. AGÊNCIA BANCÁRIA PERTENCENTE AO MESMO GRUPO ECONÔMICO. VALIDADE. DOENÇA PREEXISTENTE. MÁ-FÉ NÃO COMPROVADA. - É eficaz a citação epistolar entregue em agência bancária integrante do grupo econômico a que pertence o citando, tanto mais quando a correspondência é recebida pelo preposto que firma contratos em nome Documento: 652718 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 20/11/2006 Página 3 de 5

da demandada. - Sem a exigência de exames prévios e não provada a má-fé do segurado, é ilícita a recusa da cobertura securitária, sob a alegação de doença preexistente à contratação do seguro. " (REsp 533.404/RO, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, DJ de 26.06.2006) - destaquei. Por tais fundamentos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. Documento: 652718 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 20/11/2006 Página 4 de 5

CERTIDÃO DE JULGAMENTO QUARTA TURMA AgRg no Número Registro: 2006/0112395-2 Ag 781884 / SP Números Origem: 269702 809136 80913630 EM MESA JULGADO: 03/10/2006 Relator Exmo. Sr. Ministro JORGE SCARTEZZINI Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro JORGE SCARTEZZINI Subprocurador-Geral da República Exmo. Sr. Dr. EUGÊNIO JOSÉ GUILHERME DE ARAGÃO Secretária Bela. CLAUDIA AUSTREGÉSILO DE ATHAYDE BECK AUTUAÇÃO ASSUNTO: Civil - Contrato - Seguro - Vida - Em Grupo AGRAVO REGIMENTAL CERTIDÃO Certifico que a egrégia QUARTA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Hélio Quaglia Barbosa, Massami Uyeda, Cesar Asfor Rocha e Aldir Passarinho Junior votaram com o Sr. Ministro Relator. Brasília, 03 de outubro de 2006 CLAUDIA AUSTREGÉSILO DE ATHAYDE BECK Secretária Documento: 652718 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJ: 20/11/2006 Página 5 de 5