A MEMÓRIA NA LITERATURA
O MEMORIALISMO OCASIONAL Uma confissão indireta, uma revelação camuflada, às s vezes inconsciente, do que sepassa na cabeça a do escritor, das suas experiências e das recordações que marcaram sua vida.
O MEMORIALISMO DELIBERADO É aquele em que o escritor visa, conscientemente, a narrar os fatos de sua vida passada que ficaram mais marcadamente guardados na memória.
A INFÂNCIA NA POESIA Alguns poetas escreveram suas poesias deixando explícita a vida na infância. Casimiro de Abreu é um deles e sua poesia é marcada por temas como: saudades da infância e da terra natal, o nacionalismo, a religiosidade, a melancolia, a tristeza, o pessimismo, a exaltação da natureza e a idealização da mulher. BRASILEIRA
ADOLESCÊNCIA A Segunda Geração Romântica, denominada de geração do mal-doséculo, caracterizou-se pelo pessimismo, pela melancolia, pelo tédio, pela idéia fixa da morte. Esses aspectos ganharam ênfase nesta Geração.
POETAS Álvares de Azevedo Casimiro de Abreu Manuel Bandeira Carlos Drummond de Andrade Mário Quintana
ROMANTISMO: A CONQUISTA DO PÚBLICO P LEITOR Romances folhetinescos; Surgiu como uma forma de suprir a escassez de editoras e também m para popularizar leitura dos folhetins; Enredos simples e previsíveis veis que mexiam com as emoções do público; A Moreninha: o primeiro grande romance brasileiro
REALISMO E NATURALISMO O Realismo/Naturalismo assumiu uma atitude de crítica à sociedade burguesa, ao moralismo hipócrita, ao endeusamento idealizador dos personagens, ao falseamento da lógica l e da verossimilhança
O REALISMO Os realistas propõem uma explicação racional para o comportamento do homem, baseada na análise psicológica e num estudo do comportamento humano em que se leva em conta o íntimo das pessoas, suas ações e reações, e suas intenções mais escondidas.
O NATURALISMO Os naturalistas rebaixam ainda mais a condição humana, nivelando-a à dos animais irracionais; O homem é produto do determinismo biológico, com a hereditariedade do caráter e não só dos elementos físicos; As pessoas agem e reagem em função dos instintos e da ocasião.
ROMANCE DE 30: OS MENINOS DE ENGENHO E AS CRIANÇAS DA SECA A literatura surge como instrumento de denúncia, de protesto e de mudança; Alguns temas referentes à realidade do Nordeste foram discutidos e sugeridos como temas de uma literatura engajada, que denunciasse as barbaridades na região; Os autores buscavam a verossimilhança, ou seja, uma correspondência entre o fato histórico e o fato narrado.
AS OBRAS Menino de Engenho - José Lins do Rego Vidas Secas Graciliano Ramos
O romance de 30 trabalha fatos reais, fatos que pertencem a uma realidade concreta misturados a uma linguagem lírica, l uma linguagem poética; Maneira sutil e lapidada de apresentar uma dura e triste realidade. Os personagens são calados, revoltados, impotentes; O vaqueiro, o coronel, o jagunço, o retirante, o sertanejo, etc.
O ÍNDIO COMO SUJEITO Homens bons por natureza; Homens felizes, que viviam inocentemente em estado natural; Sem malícia; Ignoravam os nomes de virtude e vício; v Defendiam suas tribos com unhas e dentes; Viviam da caça a e da pesca.
O ÍNDIO NA LITERATURA Os índios foram empurrados para o interior distante, exterminados, esmagados culturalmente, escravizados e tiveram destruídos dos todos os seus valores coletivos ou individuais; O indianismo surgiu dentro do Romantismo brasileiro para: Atender aos desejos, aos sentimentos e ao conteúdo emocional dos leitores que pertenciam à classe dominante e utilizavam-se da mão-de de-obra, sendo, portanto, impensável para os autores valorizar o negro; Valorizar o nacional.
OBRAS I-Juca Pirama (Gonçalves Dias): neste poema são enaltecidos os valores físicos f e morais do índio; Os Timbiras (Gonçalves Dias): vemos a previsão do extermínio que os índios sofrerão com a chegada dos brancos; Canção dos Tamoios (Gonçalves Dias): como um filósofo ou conselheiro, o índio ensina ao filho uma lição de bravura, perseverança a e audácia; entre outras obras...
O indianismo firmou-se e tornou-se popular no Brasil durante o período romântico, em meados do século XIX; Esse indianismo idealizador teve um cunho folclórico; Esse indianismo, símbolo da nacionalidade e da liberdade, exaltava o nobre selvagem que exercia um controle fantástico sobre o ambiente paradisíaco da flora tropical e da fauna exótica.
No começo o do século s XX, com o advento do Modernismo, desaparece o mito em torno do índio, e a temática tica passa a revestir-se se de aspectos ainda nacionalistas, mas também m críticos, científicos, políticos e acusatórios, principalmente a partir da década d de 60.
O NEGRO COMO SUJEITO O negro é aquele ser humano que veio da África para trabalhar como escravo aqui no Brasil; Trouxe na bagagem sua cultura, sua linguagem e seus rituais; Foi tratado como subordinado e bruto que só servia para o trabalho braçal;
O NEGRO NA LITERATURA Nossa literatura glorificou o índio como herói i nacional, pois o negro escravo, humilde representante da força a de trabalho e submisso ao senhor, não servia como modelo de herói i de forma alguma; No final da fase indianista,, o negro surge na literatura como uma antítese tese do índio: o índio era apresentado como um mito, era orgulhoso, corajoso e independente, enquanto o negro era de índole humilde, resignada e escrava.
Quando, em 1850, foi abolido o tráfico, a literatura passa a focalizar o negro com um misto de piedade, horror e desgosto e o senhor como protótipo da maldade; Os autores começam a apresentar o preconceito criando personagens negros com uma imagem imoral dominada pela sexualidade, feroz, animalesco, estuprador e demoníaco
AUTORES Castro Alves: Vozes d África Cruz e Sousa: Praticamente todos os seus poemas; Bernardo Guimarães: A Escrava Isaura Entre outros...
NATURALISMO A conclusão prática dos racistas que também m eram republicanos e, portanto, abolicionistas, era de que a abolição era necessária para o progresso econômico e social, pois evitaria que os senhores de terras dependessem de uma raça a inferior que, justamente por ser inferior, não seria nenhuma ameaça a após s a abolição.
A animalização do homem e sua dependência de fatores biológicos, ambientais e históricos deram aos naturalistas carta branca para descrever o negro dominado pelos instintos bestiais, ou seja, ele era visto como um animal.
OBRAS O Cortiço Aluísio Azevedo O Mulato Aluísio Azevedo Clara dos Anjos Lima Barreto Entre outras...
A FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO Quando os portugueses chegaram aqui no Brasil, encontraram os índios; Para trabalharem como escravos, vieram da África os negros; Cada povo com sua cultura e com sua linguagem típica. t
MISCIGENAÇÃO RACIAL E CULTURAL Quando se trata da sexualidade, Gilberto Freyre defende a tese de que a influência negativa do negro sobre a sexualidade do branco era incentivada pelos senhores brancos; Desses relacionamentos sexuais, começaram a surgir indivíduos miscigenados, ou seja, apresentando a mistura das raças.
Continuando... Com a vinda de outros povos para o Brasil e a instalação deles em várias regiões, a mistura continuou e hoje temos um povo extremamente miscigenado; A obra de Antônio Alcântara Machado Brás, Bexiga e Barra Funda apresenta a chegada dos imigrantes italianos à cidade de São Paulo e que lá se instalaram também participando desta mistura
MULHER BRASILEIRA EM PRIMEIRO LUGAR Zélia Gattai é uma das poucas mulheres escritoras que, no Brasil, teve a coragem de escrever obras no gênero memorialístico. Este gênero, como afirmam os estudiosos, é tipicamente feminino e, no entanto, sempre foi praticado quase que somente pelos homens. Por quê?
Porque as memórias foram quase sempre marcadas pela história oficial e pela importância dada pela sociedade à verdade dos depoimentos masculinos; Em Anarquistas, Graças as a Deus,, Zélia Z Gattai conta sua própria pria vida de menina, que acompanha com olhos deslumbrados e inteligentes as transformações por que passava a cidade de São Paulo, a sociedade e a política brasileiras.
AS MULHERES DE JORGE AMADO A mulher é o eixo ao redor do qual tudo gira. Mulheres do povo, morenas, sensuais. Mulheres positivas que melhoram a vida dos homens e dos lugares a que pertencem. Essas mulheres encarnam a paixão de Jorge Amado pelo feminino e por isso a presença a delas em sua obra é muito forte e tão importante quanto o amor que ele tem à Bahia, o carinho pelo povo pobre de sua terra e a aversão, dissimulada pelo humor, contra os aristocratas e os poderosos; É o que podemos notar em Gabriela, Cravo e Canela