LESÕES nas MÃOS Baremo Europeu para funcionalidade 2004, fols. 33/38 A função essencial da mão é a preensão, condicionada pela execução eficaz de garra e pinçamento que implicam em conservar um comprimento, mobilidade e sensibilidade suficientes dos dedos. O Perito deverá efetuar primeiramente um exame analítico da mão, seguido da comprovação da existência das 6 funções fundamentais da mão com garras e pinças. Caso ocorra discordância, é conveniente realizar um estudo detalhado das causas da mesma e corrigir as taxas de incapacidade tendo em conta que o limite absoluto é a perda do valor total dos dedos afetados. PRINCIPAIS PINÇAS E AGARROS
Segurar ferramenta Pinça digital do polegar / pulpo-plamar Pinça lateral do polegar Pinça tridigital do polegar Agarrar em gancho Agarrar esférico AMPUTAÇÕES 1. Amputação total da mão DOMINANTE NÃO DOMINANTE 50% 45%
2. Amputação dos dedos Segundo o quadro anexo: As partes indicadas em ponto tem valor nulo; A taxa atribuída a cada seguimento cobre a totalidade do mesmo; A perda parcial de um seguimento se calcula em proporção a perda total; As taxas previstas levam em conta os transtornos sensitivos, vasculares e tróficos leves que o médico sabe que acompanham habitualmente uma amputação digital. II - DOMINANTE - 8 NÃO DOMINANTE - 7
Amputação do polegar (e de seu metacarpo) ou dos dedos longos: ver o esquema da mão. Amputação de um dedo longo em sua totalidade o em parte: ver a taxa indicada no esquema. Amputação de vários dedos longos (perdas combinadas): a simples soma das taxas unidigitais calculadas não levam em conta a sinergia entre os dedos longos. Esta sinergia difere em função do número de dedos em questão. Amputação de dedos longos Lesão de 2 dedos longos: aumentar a soma simples com 45% da taxa calculada; Lesão de 3 dedos longos: aumentar a soma simples com 65% da taxa calculada; Lesão de 4 dedos longos: aumentar a soma simples com 45% da taxa calculada; Amputação do polegar PERDAS DOMINANTE NÃO DOMINANTE MC + P1 + P2 26% 22% P1 + P2 21% 18% P2 12% 10% Amputação do polegar e de um ou vários dedos longos (o termo polegar se aplica unicamente a P1 + P2) O resultado da soma simples das taxas do polegar e do conjunto dos dedos longos lesados, respectivamente, (esta última taxa se
calcula tendo em conta a sinergia interdigital dos dedos longos) seria uma taxa global demasiadamente alta. De fato, o valor assinalado para o polegar no esquema da mão só é válido no caso de que os dedos longos estejam intactos, do contrário o polegar se depreciará em sua ação sinérgica. Deste modo, convêm aplicar a taxa calculada mediante a soma simples (taxa do polegar + taxa dos dedos longos aumentada por sinergia) um coeficiente de redução de: Perda do POLEGAR E MAIS DEPRECIAÇÃO 1 dedo 0 % (*) 2 dedos -5 % 3 dedos -10 % 4 dedos - 20 % (*) depreciação muito pequena para ser considerada A taxa final no caso da perda adicional do 1º. Metacarpiano não varia muito, porque este isoladamente tem um valor pouco significativo. Os demais metacárpios tem uma incidência muito baixa na taxa global, ainda que variável e, em função do caso, sua ressecção será desejável ou ligeiramente contraproducente.
LESOES nos DEDOS Baremo Europeu para funcionalidade 2004, fols. 37/38 As lesões combinadas de vários dedos utilizam os coeficientes previstos, sendo uma parte para a sinergia dos dedos longos e a outra para as lesões que afetem o polegar e a um ou vários dedos longos ao mesmo tempo. 1 - Anquilose Convenciona-se como articulação: A0 - Punho-metacarpo A1 - Metacarpo / falangiana A2 - Interfalángica proximal A3 - Interfalángica distal Os dedos longos (2º. ao 5º.) tem sua posição funcional em uma flexão de 20 a 30 graus. O polegar tem sua posição funcional como uma abdução e extensão em A0 e uma ligeira flexão em A1 e A2. Anquilose do polegar em posição funcional A taxa corresponde a da anquilose de A0, A1 e A2; é inferior aos 75% do valor estabelecido para as anquiloses dos dedos longos, tendo em vista a função particular do polegar. A anquilose do polegar permite alguma oposição em relação aos demais dedos e à própria mão. ARTICULAÇÃO DOMINANTE NÃO DOMINANTE A0 + A1 + A2 16% 14% A0 8% 7% A1 4% 3,5% A2 4% 3,5% A1 + A2 8% 7%
Anquilose de todas as articulações de um dedo longo em: Posição funcional favorável: equivale a 75% do valor da perda do dedo devido a conservação da sensibilidade e da possibilidade da utilização forçada do dedo. DEDO DOMINANTE NÃO DOMINANTE 2º. Indicador 6% 5% 3º. Médio 6% 5% 4º. Anular 4% 3% 5º. Mínimo 4,5% 4% Exemplo - 2º. Indicador dominante 8%(perda) x 75% => 6% Posição funcional DESfavorável: Flexão forçada DEDO DOMINANTE NÃO DOMINANTE 2º. Indicador 8% 7% 3º. Médio 8% 7% 4º. Anular 5% 4% 5º. Mínimo 6% 5% Extensão forçada DEDO DOMINANTE NÃO DOMINANTE 2º. Indicador 7% 6% 3º. Médio 7% 6% 4º. Anular 4,5% 3,5% 5º. Mínimo 5% 4%
Anquilose de uma ou duas articulações de um dedo longo: O perito se referenciará a taxa de anquilose total do dedo em questão e lhe aplicará uma redução de 1/3 ou 2/3. 2 Rigidez A taxa para a rigidez é proporcional a taxa prevista para a anquilose, tendo em conta o setor útil de mobilidade de cada articulação. O setor útil de mobilidade para os dedos longos é: DEDOS A1 e A2 A3 2º. e 3º. 20 a 80º 20 a 70º 4º. e 5º. 30 a 90º 20 a 70º Exemplo - 2º. Indicador dominante 6%(anquilose) x 1/3 => 4% ou, 6% x 2/3 => 2% O setor útil de mobilidade para as articulações do polegar se situa próximo de sua posição funcional.