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ASF Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões

SUMÁRIO I PRODUÇÃO E CUSTOS COM SINISTROS 1. Análise global 2. Ramo Vida 3. Ramos Não Vida a. Acidentes de Trabalho b. Doença c. Incêndio e Outros Danos d. Automóvel II PROVISÕES TÉCNICAS E ATIVOS REPRESENTATIVOS 1. Evolução trimestral da cobertura das provisões técnicas 2. Evolução trimestral da composição das carteiras de investimento III RESULTADOS E MARGEM DE SOLVÊNCIA 1. Resultados líquidos 2. Margem de solvência 2

SUMÁRIO A inclusão, no início de 2015, de um operador dos ramos Não Vida que exercia atividade em Portugal sob a forma de sucursal, no universo das empresas supervisionadas, veio implicar a necessidade de efetuar alguns ajustamentos na análise da evolução da atividade seguradora. Assim, retirando o efeito da inclusão deste operador, nos primeiros três meses de 2015, a produção de seguro direto, relativa à atividade em Portugal, das empresas de seguros sob a supervisão da ASF apresentou, em termos globais, um crescimento de 4,8% face ao trimestre homólogo de 2014 (5,7% em Vida e 2,2% em Não Vida). Sem essa correção, o crescimento será de 5,9%, com 6,5% em Não Vida. No mesmo período, os custos com sinistros aumentaram 18,3%, resultante do crescimento de 24,5% no ramo Vida e da diminuição de 3,7 % nos ramos Não Vida. No primeiro trimestre de 2015, o valor das carteiras de investimento das empresas de seguros apresentou um acréscimo de 3,2% face a dezembro de 2014, tendo o rácio de cobertura das provisões técnicas apresentado um aumento de 1,1 pontos percentuais. O resultado líquido global, apurado neste período atingiu o valor de 161 milhões de euros. A taxa de cobertura da margem de solvência das empresas supervisionadas pela ASF situou-se, em março de 2015, na ordem dos 238%. 3

I. PRODUÇÃO E CUSTOS COM SINISTROS 1. Análise global A produção global de seguro direto relativa à atividade em Portugal, das empresas de seguros sob a supervisão prudencial da ASF, verificou, neste primeiro trimestre de 2015, um aumento de 5,9% face ao período homólogo de 2014, situando-se em cerca de 3,7 mil milhões de euros. Para este crescimento contribuiu de forma significativa a entrada, no período em análise, de uma empresa de seguros Não Vida no universo das empresas supervisionadas. Foram, assim, os ramos Não Vida que apresentaram um crescimento maior, na ordem de 6,5% (crescimento real de 2,2%, retirando o efeito da inclusão do referido operador), ao passo que o ramo Vida apresentou um crescimento de 5,7%, bastante inferior ao apurado em 2014 (39,3%). Produção de seguro direto em Portugal Valores em 10 3 Euro mar-13 mar-14 mar-15 Total 2 760 615 3 472 987 3 678 079 Ramo Vida 1 829 023 2 548 668 2 693 984 Ramos Não Vida 931 592 924 319 984 095 Apesar do exposto, a estrutura da carteira apresentou uma composição muito semelhante à observada em março de 2014. Estrutura da carteira (1.º trimestre de 2015) Ramos Não Vida 26,8% Ramo Vida 73,2% Ao longo dos trimestres verificou-se uma produção nos ramos Não Vida, em média em torno dos 839 milhões de euros. 4

Evolução da produção de seguro direto Milhões euros 4 000 3 500 3 000 2 500 2 000 1 500 1 000 500 0 mar-13 jun-13 set-13 dez-13 mar-14 jun-14 set-14 dez-14 mar-15 Ramo Vida Ramos Não Vida Total Os custos com sinistros de seguro direto apresentaram um incremento de 19,3% face ao trimestre homólogo, variação superior à verificada no ano anterior. Para este acréscimo foi determinante o aumento observado no ramo Vida (24,5%), tendo os ramos Não Vida registado um ligeiro incremento de 0,7%. Custos com sinistros de seguro direto em Portugal Valores em 10 3 Euro mar-13 mar-14 mar-15 Total 2 398 786 2 632 059 3 138 785 Ramo Vida 1 757 336 2 050 041 2 552 409 Ramos Não Vida 641 450 582 017 586 376 A evolução dos custos com sinistros continua a apresentar um comportamento modelado pela evolução do ramo Vida. 5

Evolução dos custos com sinistros de seguro direto em Portugal Milhões euros 3 500 3 000 2 500 2 000 1 500 1 000 500 0 mar-13 jun-13 set-13 dez-13 mar-14 jun-14 set-14 dez-14 mar-15 Ramo Vida Ramos Não Vida Total 6

2. Ramo Vida A produção de seguro direto do ramo Vida voltou a apresentar uma evolução positiva, que é no entanto bastante inferior à registada no ano anterior. Para este crescimento, na ordem dos 145 milhões de euros, contribuíram as variações positivas ocorridas em quase todas as modalidades, à exceção dos contratos de investimento não ligados a fundos de investimento e das operações de capitalização. Produção de seguro direto em Portugal Valores em 10 3 Euro mar-13 mar-14 mar-15 Total 1 829 023 2 548 668 2 693 984 Contratos de Seguro 519 475 829 281 976 129 Vida Não Ligados 508 725 818 292 963 493 Vida Ligados 10 644 10 983 12 635 Operações de Capitalização 105 5 1 Contratos de Investimento 1 309 548 1 719 388 1 717 855 Vida Não Ligados 967 047 1 191 609 1 062 901 Vida Ligados 342 501 525 508 653 813 Operações de Capitalização 0 2 270 1 141 7

Os gráficos seguintes, que comparam trimestres homólogos, evidenciam a evolução verificada no conjunto do ramo Vida, nos contratos não ligados e nos contratos ligados. Ramo Vida - Produção de seguro direto em Portugal (períodos homólogos) Milhões euros 3 000 2 500 2 000 1 829 2 694 2 549 2 068 2 460 2 789 2 511 2 582 2 434 1 500 1 000 500 0 Março Junho Setembro Dezembro 2013 2014 2015 Vida Não Ligados - Produção de seguro direto em Portugal (períodos homólogos) Milhões euros 2 500 2 000 1 500 2 010 2 026 1 978 1 960 1 966 1 597 1 476 2 260 2 104 1 000 500 0 Março Junho Setembro Dezembro 2013 2014 2015 8

Vida Ligados - Produção de seguro direto (períodos homólogos) Milhões euros 700 666 600 500 536 471 552 480 467 474 527 400 353 300 200 100 0 Março Junho Setembro Dezembro 2013 2014 2015 As alterações verificadas na produção do ramo Vida implicaram um crescimento de 3,7 pontos percentuais no peso relativo, tanto dos contratos de seguro não ligados, como nos contratos de investimento ligados. Em contrapartida, registou-se uma redução de 7,3 pontos percentuais na quotaparte dos contratos de investimento não ligados. Estrutura da carteira do Ramo Vida (1.º trimestre de 2015) Operações de Capitalização 0,0% Vida Ligados 0,5% Não Ligados 39,5% Contratos de Investimento Vida Não Ligados 35,8% Ligados 24,3% Operações de Capitalização 0,0% 9

Os custos com sinistros de seguro direto do ramo Vida aumentaram face ao trimestre homólogo, conforme indicado no seguinte quadro: Custos com sinistros de seguro direto em Portugal Valores em 10 3 Euro mar-13 mar-14 mar-15 Total 1 757 336 2 050 041 2 552 409 Contratos de Seguro 616 406 661 564 864 514 Montantes pagos 634 021 683 589 884 621 Vida Não Ligados 622 578 676 899 873 133 Vida Ligados 11 315 6 496 11 436 Operações de Capitalização 128 194 53 Variação da provisão para sinistros - 17 615-22 025-20 107 Vida Não Ligados - 14 790-21 481-20 439 Vida Ligados - 2 812-491 323 Operações de Capitalização - 13-53 9 Contratos de Investimento 1 140 930 1 388 478 1 687 894 Vida Não Ligados 528 954 613 265 934 454 Vida Ligados 544 760 604 976 587 875 Operações de Capitalização 67 216 170 237 165 566 10

Esta evolução é explicada pelo comportamento dos resgates que apresentaram um aumento significativo de 79% face ao trimestre homólogo, invertendo a tendência de decréscimo dos períodos anteriores, tendo representado cerca de 62% dos custos com sinistros do trimestre em análise (43,1% em março de 2014). Refira-se ainda que o valor dos resgates cresceu em todas as modalidades, à exceção dos contratos de vida ligados, que apresentaram um decréscimo que rondou os 8% face ao trimestre homólogo. A taxa de resgate, medida em função do valor das provisões e passivos financeiros dos produtos resgatáveis, foi de 3,9%, valor superior ao verificado em março de 2014 (2,3%). O gráfico seguinte evidencia o desenvolvimento trimestral do peso relativo de cada modalidade nos custos com sinistros do ramo Vida. Evolução da estrutura de custos com sinistros de seguro direto do Ramo Vida 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% mar-13 jun-13 set-13 dez-13 mar-14 jun-14 set-14 dez-14 mar-15 Não Ligados Ligados Operações de Capitalização 11

3. Ramos Não Vida Até 31 de março de 2015, a produção dos ramos Não Vida ultrapassou 984 milhões de euros, quase mais 60 milhões que em igual período do ano anterior. Contudo, retirando o efeito da referida entrada de um novo operador, verifica-se um incremento real de cerca de 2,2% face aos primeiros três meses de 2014. Produção de seguro direto em Portugal Valores em 10 3 Euro mar-13 mar-14 mar-15 Total 931 592 924 319 984 095 Acidentes de Trabalho 123 285 123 644 141 278 Doença 179 531 183 873 204 476 Incêndio e Outros Danos 198 460 198 291 202 349 Automóvel 323 029 311 430 323 192 Restantes Ramos 107 287 107 081 112 800 Acidentes Pessoais e Pessoas Transportadas 26 580 26 148 27 875 Transportes e Mercadorias Transportadas 14 258 13 694 13 960 Responsabilidade Civil Geral 29 899 30 241 31 017 Diversos 36 549 36 998 39 949 Contratos de Prestação de Serviços 0 0 0 12

Ramos Não Vida - Produção de seguro direto em Portugal (períodos homólogos) Milhões euros 1 200 1 000 932 924 984 800 777 770 796 804 780 782 600 400 200 0 Março Junho Setembro Dezembro 2013 2014 2015 Não obstante o facto da estrutura de prémios do primeiro trimestre se ter mantido relativamente estável, a modalidade Acidentes de Trabalho aumentou um ponto percentual no cômputo dos ramos Não Vida, por contrapartida de decréscimos pouco significativos do peso nos outros ramos/ modalidades. Estrutura da carteira dos Ramos Não Vida (1.º trimestre de 2015) Merc. Transportadas 0,6% Marítimo e Transportes 0,7% Resp. Civil Geral 3,2% Incêndio e Outros Danos 20,6% Acidentes e Doença 38,0% Diversos 4,1% Automóvel 32,8% Aéreo 0,2% 13

Os custos com sinistros de seguro direto apresentaram um ligeiro acréscimo de 0,7%, tendo todos os ramos/modalidades seguido esta evolução positiva, à exceção de Incêndio e Outros Danos, Transportes e Mercadorias Transportadas e Responsabilidade Civil Geral. Refira-se que, retirando a entrada do novo operador, os custos com sinistros terão decrescido cerca de 3,7%. Custos com sinistros de seguro direto em Portugal Valores em 10 3 Euro mar-13 mar-14 mar-15 Total 641 450 582 017 586 376 Montantes pagos 610 407 593 785 608 881 Acidentes de Trabalho 109 765 109 817 123 723 Doença 96 493 103 735 117 695 Incêndio e Outros Danos 110 590 93 129 82 817 Automóvel 261 652 258 457 251 239 Restantes Ramos 31 906 28 647 33 407 Acidentes Pessoais e Pessoas Transportadas 9 048 10 782 9 370 Transportes e Mercadorias Transportadas 7 711 6 541 10 013 Responsabilidade Civil Geral 7 247 6 365 8 525 Diversos 7 900 4 959 5 499 Contratos de Prestação de Serviços 0 0 0 Variação da provisão para sinistros 31 044-11 768-22 504 Acidentes de Trabalho - 3 934 1 596 10 213 Doença 9 248 1 151 1 061 Incêndio e Outros Danos 52 827 25 285-14 651 Automóvel - 32 070-39 677-13 851 Restantes Ramos 4 972-122 - 5 276 Acidentes Pessoais e Pessoas Transportadas - 902-1 339 3 076 Transportes e Mercadorias Transportadas 3 482 1 345-4 367 Responsabilidade Civil Geral 2 246-786 - 4 357 Diversos 147 659 371 14

A estrutura dos custos com sinistros de seguro direto dos ramos Não Vida tem sido idêntica ao longo dos trimestres homólogos. Saliente-se, contudo, que no primeiro trimestre de 2015, o ramo Incêndio e Outros Danos registou uma redução na ordem de 8,7 pontos percentuais. Por seu lado, os ramos/ modalidades Acidentes de Trabalho e Automóvel viram o seu peso aumentar no conjunto dos custos com sinistros dos ramos Não Vida 3,7 e 2,9 pontos percentuais, respetivamente. Evolução da estrutura de custos com sinistros de seguro direto dos Ramos Não Vida 100% 80% 60% 40% 20% 0% mar-13 jun-13 set-13 dez-13 mar-14 jun-14 set-14 dez-14 mar-15-20% AT Doença Incêndio Automóvel Restantes Ramos C. Prestação Serviços Analisando o rácio de sinistralidade (custos com sinistros / prémios brutos emitidos) do primeiro trimestre de 2015, verifica-se que o mesmo diminuiu 3 pontos percentuais face ao ano anterior, em resultado do aumento ocorrido nos prémios ter sido superior ao dos custos com sinistros. 15

Ramos Não Vida - Rácio de sinistralidade de seguro direto em Portugal (períodos homólogos) 82% 77% 72% 67% 62% 57% 69% 63% 60% 72% 72% 71% 68% 71% 68% 52% Março Junho Setembro Dezembro 2013 2014 2015 16

a. Acidentes de Trabalho A produção de seguro direto de Acidentes de Trabalho, apresentou, em março de 2015, um crescimento de 14,3%, superior ao verificado em março do ano anterior. Em termos comparativos, retirando o efeito do novo operador, o aumento real foi de cerca de 7,8%, refletindo o resultado dos esforços efetuados pelo setor segurador, nomeadamente na sequência das recomendações da ASF e das medidas tomadas pelos operadores no sentido do restabelecimento do equilíbrio técnico desta modalidade. Acidentes de Trabalho - Produção de seguro direto em Portugal (períodos homólogos) Milhões euros 160 140 120 100 80 60 40 20 0 141 123 124 106 107 107 111 109 109 Março Junho Setembro Dezembro 2013 2014 2015 O rácio de sinistralidade situou-se nos 95%, correspondendo a um aumento de 5 pontos percentuais, devido a um incremento de cerca de 20% nos custos com sinistros. 17

Acidentes de Trabalho - Rácio de sinistralidade de seguro direto em Portugal (períodos homólogos) 160% 140% 120% 100% 80% 95% 90% 86% 117% 118% 104% 100% 133% 131% 60% Março Junho Setembro Dezembro 2013 2014 2015 18

b. Doença A produção de seguro direto do ramo Doença apresentou um aumento de 11,2% (5,4%, retirando o efeito do novo operador) face ao trimestre homólogo do ano anterior. Doença - Produção de seguro direto em Portugal (períodos homólogos) Milhões euros 250 200 180 184 204 150 122 125 118 122 119 123 100 50 0 Março Junho Setembro Dezembro 2013 2014 2015 O rácio de sinistralidade trimestral cresceu 1 ponto percentual, atingindo os 58%. Doença - Rácio de sinistralidade de seguro direto em Portugal (períodos homólogos) 100% 90% 80% 85% 85% 87% 83% 93% 89% 70% 60% 50% 59% 58% 57% Março Junho Setembro Dezembro 2013 2014 2015 19

c. Incêndio e Outros Danos Neste primeiro trimestre de 2015, a produção de seguro direto do ramo Incêndio e Outros Danos cresceu 2% (retirando o efeito do novo operador, esta evolução foi de -1,1%) face ao trimestre homólogo do ano anterior. Incêndio e Outros Danos - Produção de seguro direto em Portugal (períodos homólogos) Milhões euros 250 200 150 198 198 202 154 150 171 172 144 146 100 50 0 Março Junho Setembro Dezembro 2013 2014 2015 Atendendo às diversas modalidades que compõem o ramo, torna-se conveniente analisar o impacto que algumas delas têm na variação global. Assim, em termos relativos, apesar de quase metade das modalidades apresentarem um decréscimo nos prémios brutos emitidos, este foi compensado pela evolução positiva das modalidades de Riscos Múltiplos Habitação e Industrial, que em conjunto detêm um peso no cômputo do ramo de cerca de 70%. 20

Estrutura do ramo Incêndio e Outros Danos (1.º trimestre de 2015) Inc. Elem. Natureza 2,3% Roubo 0,9% Riscos Múlt. Outros 1,8% Riscos Múlt. Industrial 17,1% Agrícola-Incêndio 0,0% Agrícola-Colheitas 0,7% Avaria Máquinas 2,9% Cristais 0,1% Det. Bens Refrigerados 0,0% Outros Danos 3,0% Pecuário 0,0% Riscos Múlt. Comerciantes 18,8% Riscos Múlt. Habitação 52,5% O rácio de sinistralidade do primeiro trimestre diminuiu de 60% em 2014 para 34% em 2015 em resultado da diminuição dos custos com sinistros (-42,4%). Incêndio e Outros Danos - Rácio de sinistralidade de seguro direto em Portugal (períodos homólogos) 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 82% 71% 62% 60% 45% 49% 57% 48% 34% Março Junho Setembro Dezembro 2013 2014 2015 21

d. Automóvel O ramo Automóvel registou uma variação positiva dos prémios brutos emitidos de seguro direto, tendo-se verificado um aumento de 3,8% (justificado na sua totalidade pela inclusão do novo operador). Automóvel - Produção de seguro direto em Portugal (períodos homólogos) Milhões euros 600 500 400 300 200 100 0 323 311 323 304 310 321 298 310 317 Março Junho Setembro Dezembro 2013 2014 2015 Os custos com sinistros do ramo Automóvel cresceram a um ritmo superior, cerca de 8,5% face ao primeiro trimestre de 2014. Como consequência, o rácio de sinistralidade apresentou um aumento de 3 pontos percentuais. Automóvel - Rácio de sinistralidade de seguro direto em Portugal (períodos homólogos) 85% 80% 75% 70% 65% 60% 55% 76% 73% 71% 70% 70% 66% 68% 61% 58% Março Junho Setembro Dezembro 2013 2014 2015 22

II. PROVISÕES TÉCNICAS E ATIVOS REPRESENTATIVOS 1. Evolução trimestral da cobertura das provisões técnicas No primeiro trimestre de 2015 observou-se um acréscimo de 3,2% do valor das carteiras de investimento das empresas de seguros face a dezembro de 2014. O rácio de cobertura das provisões técnicas registou um acréscimo de 1,1 pontos percentuais em relação ao final de 2014, provocado pelo aumento quer nos ramos Vida quer nos ramos Não Vida, como é possível constatar nos quadros seguintes: Provisões técnicas do ramo Vida Valores em 10 3 Euros mar-14 jun-14 set-14 dez-14 mar-15 Total Ativos 44 195 383 44 800 940 44 654 403 44 991 785 46 085 013 Total PT 41 981 011 42 618 688 42 534 781 43 126 238 43 826 302 Vida excluindo ligados e PPR 14 994 755 15 434 315 15 719 177 16 299 114 16 271 223 PPR 12 829 893 13 187 489 13 249 494 13 571 706 14 112 508 Ligados 14 156 364 13 996 884 13 566 109 13 255 418 13 442 570 Cobertura das PT Vida 105,3% 105,1% 105,0% 104,3% 105,2% Milhões euros Vida 47 000 106% 46 000 45 000 44 000 105% 43 000 42 000 104% 41 000 40 000 39 000 103% mar-14 jun-14 set-14 dez-14 mar-15 Cobertura PT Total a vos Total PT Cobertura das PT Vida 23

Provisões técnicas dos ramos Não Vida Valores em 10 3 Euros mar-14 jun-14 set-14 dez-14 mar-15 Total Ativos 6 415 678 6 401 879 6 538 903 6 258 869 6 789 550 Total PT 5 499 646 5 413 531 5 413 432 5 304 599 5 603 379 Acidentes de Trabalho 1 914 593 1 920 988 1 951 416 1 976 898 2 061 687 Outros seguros Não Vida 3 585 053 3 492 542 3 462 016 3 327 700 3 541 691 Cobertura das PT Não Vida 116,7% 118,3% 120,8% 118,0% 121,2% Milhões euros Não Vida 6 800 122% 6 600 121% 6 400 120% 6 200 119% 6 000 118% 5 800 5 600 117% 5 400 116% 5 200 115% 5 000 114% mar-14 jun-14 set-14 dez-14 mar-15 Cobertura PT Total a vos Total PT Cobertura das PT Não Vida 24

2. Evolução trimestral da composição das carteiras de investimentos A estrutura das carteiras de investimentos afetas à cobertura das provisões técnicas dos ramos Vida e Não Vida é semelhante à verificada em dezembro de 2014. Comparando com o período homólogo do ano anterior, as variações mais significativas observam-se no ramo Vida, com um aumento do peso dos títulos de dívida pública e uma diminuição do peso das obrigações privadas. No final de março de 2015 os valores de mercado dos instrumentos de dívida representavam 74% das carteiras de investimento do ramo Vida e 56% das carteiras de investimento dos ramos Não Vida. Composição das carteiras de investimento do ramo Vida mar-14 jun-14 set-14 dez-14 mar-15 Total ativos (10 3 Euros) 44 195 383 44 800 940 44 654 403 44 991 785 46 085 013 Dívida pública 34% 34% 37% 37% 37% Obrigações privadas 43% 42% 38% 38% 37% Ações 1% 1% 2% 3% 4% Fundos de investimento 10% 10% 10% 10% 10% Depósitos bancários 11% 11% 12% 11% 12% Outros 0% 1% 1% 0% 1% 25

Composição das carteiras de investimento dos ramos Não Vida mar-14 jun-14 set-14 dez-14 mar-15 Total ativos (10 3 Euros) 6 415 678 6 401 879 6 538 903 6 258 869 6 789 550 Dívida pública 27% 27% 24% 24% 26% Obrigações privadas 31% 30% 29% 30% 30% Ações 6% 8% 13% 14% 12% Fundos de investimento 9% 9% 8% 7% 7% Imóveis 11% 11% 10% 11% 10% Depósitos bancários 8% 6% 5% 5% 7% Outros 9% 9% 11% 8% 9% No final do primeiro trimestre de 2015 a composição das carteiras de investimentos representativos das provisões técnicas, dividida em carteira Vida Não Ligados, Vida Ligados e Não Vida, era a seguinte: Composição das carteiras de investimentos em 31-03-2015 Vida Ligados Não Vida Total Total ativos (10 3 Euros) 32 633 687 % 13 451 327 % 6 789 550 % 52 874 563 % Dívida Pública 14 053 433 43% 2 838 851 21% 1 748 558 26% 18 640 843 35% Obrigações Privadas 12 179 654 37% 4 813 544 36% 2 016 452 30% 19 009 650 36% Ações 1 647 691 5% 118 865 1% 796 289 12% 2 562 845 5% Fundos de investimento 1 701 246 5% 2 873 352 21% 465 583 7% 5 040 181 10% Imóveis 81 157 0% 0 0% 679 318 10% 760 475 1% Depósitos remunerados 2 160 656 7% 1 773 892 13% 214 153 3% 4 148 702 8% Disponibilidades à vista 780 176 2% 819 614 6% 228 340 3% 1 828 131 3% Derivados 24 911 0% 171 893 1% 5 063 0% 201 868 0% Empréstimos 2 117 0% 0 0% 19 110 0% 21 227 0% Créditos sobre ress. 90 816 0% 83 446 1% 121 334 2% 295 596 1% Outros ativos aceites - 88 170 0% - 42 132 0% 495 348 7% 365 046 1% 26

III. RESULTADOS E MARGEM DE SOLVÊNCIA 1. Resultados Líquidos Globalmente, no primeiro trimestre de 2015, os resultados líquidos das empresas de seguros sob supervisão da ASF estimam-se na ordem dos 161 milhões de euros (das 46 empresas de seguros, 36 apresentam resultados positivos). 2. Margem de solvência A taxa de cobertura da margem de solvência das empresas supervisionadas pela ASF situou-se, no primeiro trimestre de 2015, na ordem dos 238%, representando um acréscimo de 32 pontos percentuais face ao final de 2014. Como é usual, as entidades especializadas no ramo Vida apresentaram uma taxa de cobertura inferior à dos operadores dos ramos Não Vida (233% e 254% respetivamente). As empresas mistas apresentaram um rácio na ordem dos 236%. Margem de solvência das empresas de seguros 31-03-2015 (estimativa) Milhões euros 5 000 4 500 4 000 3 500 3 000 2 500 2 000 1 500 1 000 500 0 Mistas Não Vida Vida Total MSD MSE Taxa de cobertura 260% 255% 250% 245% 240% 235% 230% 225% 220% 27