Substituição Tributária e Antecipação Regra Geral Novembro/2013 1
1.Introdução... 5 2. Substituição Tributária conceito... 5 3. Base Legal Operações Internas e Interestaduais... 6 3.1. Operações Internas... 6 3.2. Operações Interestaduais... 7 3.2.1. Retenção do ICMS para outro Estado... 7 3.2.2. Retenção do ICMS para São Paulo... 8 3.2.3. Lista de s do Estado de São Paulo... 8 4. Conceito de contribuinte substituto e substituído... 16 4.1. Contribuinte substituto... 15 4.2. Contribuinte substituído... 17 5. Modalidades de substituição tributária... 17 5.1. Antecedente (para trás)... 17 5.2. Concomitante... 17 5.3. Subsequente (para frente)... 17 6. Responsabilidade tributária... 18 7. Inaplicabilidade do regime de substituição tributária... 19 8. Inaplicabilidade da antecipação... 19 9. Base de Cálculo... 20 9.1. Base de cálculo fixada por autoridade competente... 20 9.2. Preço final ao consumidor sugerido pelo fabricante ou importador... 21 9.3. Inexistência de preço final a consumidor... 21 10. Operações Internas... 21 10.1. Venda a Não Contribuinte... 21 10.2. Venda a contribuinte do ICMS usuário final... 22 10.3. Venda para comercialização... 22 10.3.1. Cálculo para Substituto RPA... 22 10.3.2. Cálculo para Substituto Simples Nacional... 23 11. Operações Interestaduais... 25 11.1. Venda a Não Contribuinte... 25 11.2. Venda a contribuinte do ICMS usuário final... 25 11.3. Venda para comercialização... 27 11.3.1. Cálculo para Substituto RPA... 27 11.3.2. Cálculo para Substituto Simples Nacional... 28 12. Cálculo do imposto - recebimento de outra unidade da Federação sem a retenção do imposto - produtos relacionados nos Artigos 313-A a 313-Z20... 30 12.1. Obrigatoriedade... 30 2
12.2. Dispensa... 31 12.3. Mercadorias sujeitas... 31 12.4. Cálculo do imposto... 32 12.4.1. Preço final ao consumidor... 33 12.4.2. Índice de valor adicionado Setorial - IVA-ST... 34 12.4.2.1. IVA-ST ajustado... 35 12.5. Diferencial de alíquotas... 36 12.6. Recolhimento... 36 12.7. Lançamentos por ocasião da entrada das mercadorias... 37 12.8. Emissão e escrituração por ocasião das saídas das mercadorias... 38 12.9. Estabelecimento distribuidor detentor do regime especial... 39 13. Entradas interestaduais sem retenção do imposto envolvendo optantes do Simples Nacional... 39 14. Procedimentos fiscais - operações internas - contribuinte substituto... 39 14.1. Emissão de Documentos Fiscais pelo Sujeito Passivo por Substituição... 39 14.1.1. Nota Fiscal emitida por Contribuinte Substituto RPA... 40 14.1.2. Nota Fiscal emitida por Contribuinte Substituto Simples Nacional... 41 14.2. Escrituração Fiscal do Contribuinte Substituto... 41 14.3. Apuração do ICMS Retido... 42 15. Procedimentos fiscais - saídas internas - contribuinte substituído... 43 15.1. Emissão de Documentos Fiscais pelo Contribuinte Substituído... 43 15.2. Escrituração Fiscal do Contribuinte Substituído... 44 16. Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE)... 45 17. Guia de informação e apuração do ICMS substituição tributária (GIA-ST)... 45 17.1. Utilização... 46 17.2. Contribuinte... 46 17.3. Prazo... 46 17.4. GIA-ST Sem Movimento... 46 17.5. Apresentação da GIA-ST... 46 18. Crédito do imposto e Ressarcimento do imposto retido... 47 18.1. Ressarcimento do imposto retido... 47 18.2. Crédito do imposto... 47 19. Devolução de mercadoria sujeita a substituição tributária... 48 3
19.1. Devolução... 48 19.2. Devolução de substituído para outro contribuinte substituído... 48 19.3. Devolução de substituído para contribuinte substituto... 49 19.4. Exemplo de nota fiscal........ 50 20. Tabela de CFOPs e código de situação tributária... 51 20.1. CFOP quadro... 51 20.2. Código de situação tributária... 53 4
1. Introdução A responsabilidade pelo pagamento do ICMS, como regra, é da pessoa que promove a circulação de mercadorias ou a prestação de serviços sujeitos ao imposto. A substituição tributária pode ser aplicada às operações ou prestações anteriores (diferimento), concomitantes ou subsequentes. A lei poderá atribuir ao sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido. Neste curso, veremos os principais aspectos relativos à substituição tributária do ICMS em relação às operações subsequentes. (Constituição Federal, art. 150, 7º; Lei Complementar nº 87/1996, art. 6º, 1º) 2. Substituição Tributária - conceito A substituição tributária pode ser conceituada como o regime por meio do qual a responsabilidade pelo ICMS devido em relação às operações/prestações é atribuída a outro contribuinte, ou seja, conferindo a terceiro a responsabilidade pelo recolhimento, antes de ocorrido o fato gerador das saídas subsequentes por exemplo. A previsão legal da substituição tributária foi inserida por meio da Emenda Constitucional nº 3/1993, que acrescentou o 7º ao art. 150 da Constituição Federal de 1988: Art. 150. [...] 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido. Já Lei Complementar nº 87/1996, arts. 5º a 9º, regulamentou o preceito constitucional mencionado anteriormente, trazendo as regras básicas a serem observadas pelos Estados e pelo Distrito Federal. Desta forma, cada Estado e o Distrito Federal deverão instituir, por meio de lei, o regime de substituição tributária dentro dos limites já estabelecidos pela Constituição Federal e por meio da Lei Complementar nº 87/1996. Na substituição tributária, temos os seguintes conceitos: a) contribuinte substituto é aquele a quem a legislação atribui a responsabilidade pelo pagamento do imposto; b) contribuinte substituído é aquele que dá causa ao fato gerador, mas é dispensado do recolhimento pela legislação, já que o recolhimento já foi realizado pelo substituto. 5
3. Base Legal Operações Internas e Interestaduais 3.1. Operações Internas As bases legais nas operações internas no Estado de São Paulo estão dispostas no RICMS-SP, arts. 260 até 426 e algumas portarias que estão presente neste material. Segue abaixo, produtos sujeitos a substituição tributária, bem como sua respectiva base legal: Produto Base legal Álcool carburante RICMS-SP, arts. 418 e 419 Artefatos de uso doméstico RICMS-SP, arts. 313-Z15 e 313-Z16 Autopeças RICMS-SP, arts. 313-O e 313-P Bebidas alcoólicas, exceto cerveja e chope RICMS-SP, arts. 313-C e 313-D Bicicletas RICMS-SP, arts. 313-Z5 e 313-Z6 Brinquedos RICMS-SP, arts. 313-Z9 e 313-Z10 Cimento RICMS-SP, arts. 291 e 292 Combustíveis e lubrificantes RICMS-SP, arts. 412 a 417 Energia elétrica RICMS-SP, arts. 425 e 426 Ferramentas RICMS-SP, arts. 313-Z3 e 313-Z4 Frutas RICMS-SP, arts. 297 e 298 Fumo e sucedâneos manufaturados RICMS-SP, arts. 289 e 290 Gás natural veicular (GNV) RICMS-SP, art. 422-A Instrumentos musicais RICMS-SP, arts. 313-Z7 e 313-Z8 Lâmpadas elétricas RICMS-SP, arts. 313-S e 313-T Máquinas e aparelhos mecânicos, elétricos, eletromecânicos e automáticos RICMS-SP, arts. 313-Z11 e 313-Z12 Materiais de construção e congêneres RICMS-SP, arts. 313-Y e 313-Z Materiais elétricos RICMS-SP, arts. 313-Z17 e 313-Z18 Medicamentos e contraceptivos RICMS-SP, arts. 313-A e 313-B Papel RICMS-SP, arts. 313-U e 313-V Pilhas e baterias RICMS-SP, arts. 313-Q e 313-R Pneumáticos e afins RICMS-SP, arts. 310 e 311 Produtos da indústria alimentícia RICMS-SP, arts. 313-W e 313-X Produtos de colchoaria RICMS-SP, arts. 313Z1 e 313-Z2 Produtos de higiene pessoal RICMS-SP, arts. 313-G e 313-H Produtos de limpeza RICMS-SP, arts. 313-K e 313-L Produtos de papelaria RICMS-SP, arts. 313-Z13 e 313-Z14 Produtos eletrônicos, eletroeletrônicos e eletrodomésticos RICMS-SP, arts. 313-Z19 e 313-Z20 Produtos fonográficos RICMS-SP, arts. 313-M e 313-N Produtos de perfumaria RICMS-SP, arts. 313-E e 313-F Ração animal RICMS-SP, arts. 313-I e 313-J 6
Refrigerante, cerveja, chope e água RICMS-SP, arts. 293 e 294 Sorvete RICMS-SP, arts. 295 e 296 Tintas, vernizes e outros produtos químicos RICMS-SP, arts. 312 e 313 Veículo automotor novo RICMS-SP, arts. 301, 301-A e 302 a 308 Veículos de duas rodas (motocicletas) RICMS-SP, arts. 299 e 300 3.2. Operações Interestaduais O Convênio ICMS 81/1993 estabelece normas gerais a serem aplicadas a regimes de substituição tributária, instituídos por Convênios ou s firmados entre os Estados e o Distrito Federal. Nas operações interestaduais realizadas por contribuinte com as mercadorias relacionadas nos convênios ou protocolos, fica atribuída ao remetente a responsabilidade pela retenção e pelo recolhimento do ICMS retido em favor da Unidade da Federação destinatária, na qualidade de sujeito passivo por substituição, mesmo que o imposto já tenha sido retido anteriormente. O sujeito passivo por substituição será aquele definido como tal em convênio ou protocolo que disponha sobre a substituição tributária aplicável à mercadoria. (Convênio ICMS nº 81/1993, Cláusula segunda e Cláusula quinta, parágrafo único) 3.2.1. Retenção do ICMS para outro Estado O contribuinte paulista que, na condição de responsável, efetuar retenção do ICMS a favor de outra Unidade da Federação: a) deverá observar a disciplina estabelecida pela Unidade da Federação de destino da mercadoria; b) terá seu estabelecimento, relativamente a operações ou prestações com retenção do imposto, sujeito à fiscalização pelas Unidades da Federação de destino das mercadorias ou serviços, cujos agentes, para tanto, serão previamente cadastrados pela Secretaria da Fazenda deste Estado, salvo se a fiscalização for exercida sem a presença física do agente fiscal no estabelecimento fiscalizado. O contribuinte que não possuir inscrição como substituto tributário, no Estado de destino, deverá recolher o imposto mediante utilização da Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE) por ocasião da saída da mercadoria. A disciplina sobre o uso da GNRE consta da Portaria CAT nº 48/2002. (RICMS/SP, arts. 261, parágrafo único, e 262, 3º; Portaria CAT nº 48/2002 ; Convênio ICMS nº 81/1993, cláusula sexta) 7
3.2.2. Retenção do ICMS para São Paulo O regime de substituição tributária é aplicado também ao contribuinte estabelecido em outra Unidade da Federação quando, na condição de responsável, efetuar retenção do ICMS em favor do Estado de São Paulo. A fiscalização de contribuinte estabelecido em outra Unidade da Federação será efetuada com observância das normas constantes de acordo firmados entre as Unidades da Federação envolvidas. O contribuinte que não possuir inscrição como substituto tributário no Estado de São Paulo deverá recolher o imposto mediante utilização da GNRE por ocasião da saída da mercadoria. A disciplina sobre o uso da mencionada guia consta da Portaria CAT nº 48/2002. Na hipótese da falta de inscrição neste Estado, independentemente da ação fiscal cabível, o ICMS retido, devido ao Estado de São Paulo, deverá ser recolhido por ocasião da saída da mercadoria do estabelecimento, mediante utilização da GNRE, em relação à qual deverá ser observado o seguinte: a) será emitida uma guia para cada destinatário; b) no campo "Informações Complementares" deverá constar o número da nota fiscal a que se refere o correspondente recolhimento; c) uma via da GNRE deverá acompanhar o transporte da mercadoria. (RICMS/SP, art. 262, caput, 1º, 2º e 3º; Portaria CAT nº 48/2002; Convênio 81/1993, cláusulas sexta e sétima, 2º) 3.2.3. Lista de s do Estado de São Paulo Descrição Açúcar Açúcar de cana Água mineral ou potável e gelo Aguardente Artefatos de uso doméstico Unidades da Federação Signatárias Rio Grande do Norte e São Paulo Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Pará Acre, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Distrito Federal, Pará, Amapá, Rondônia, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Goiás, Tocantins, Piauí, Amazonas, Maranhão, Roraima, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe Ceará e São Paulo (aplicação no Estado do Ceará a partir de 1º.01.2012) Pernambuco e São Paulo Rio Grande do Norte e São Paulo Minas Gerais e São Paulo ICM/ICMS nº 46/1992 21/1991 11/1991 16/2008 100/2008 46/1992 34/2009 8
Artigos de papelaria Artigos de vestuário Artigos para bebê Autopeças Autopropulsados - Veja "peças..." Bebidas quentes Rio Grande do Sul e São Paulo Sergipe e São Paulo (efeitos a partir de 1º.12.2013) Santa Catarina e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) Minas Gerais e São Paulo Rio Grande do Sul e São Paulo Bahia e São Paulo Sergipe e São Paulo (efeitos a partir de 1º.12.2013) Santa Catarina e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) Rio Grande do Sul e São Paulo (efeitos a partir da data prevista em Decreto do Poder Executivo) Rio Grande do Sul e São Paulo (efeitos a partir da data prevista em Decreto do Poder Executivo) Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, Espírito Santo e Distrito Federal (efeitos no Distrito Federal a partir da data prevista em ato do Poder Executivo) Espírito Santo e São Paulo Pernambuco e São Paulo Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Alagoas Mato Grosso e São Paulo Ceará e São Paulo Pernambuco e São Paulo Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo Bahia e São Paulo Espírito Santo e São Paulo 86/2009 38/2012 107/2012 40/2009 94/2009 109/2009 39/2012 108/2012 2/2012 3/2012 41/2008 24/2009 129/2010 14/2007 6/2008 14/2008 91/2008 96/2009 107/2009 48/2011 9
Bicicletas Brinquedos Cerveja Chope Cimento de qualquer espécie Amapá e São Paulo Maranhão e São Paulo Piauí e São Paulo Minas Gerais e São Paulo Rio Grande do Sul e São Paulo Bahia e São Paulo Pernambuco e São Paulo Santa Catarina e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) Minas Gerais e São Paulo Rio Grande do Sul e São Paulo Bahia e São Paulo Pernambuco e São Paulo Sergipe e São Paulo (efeitos a partir de 1º.12.2013) Santa Catarina e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) Acre, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Distrito Federal, Pará, Amapá, Rondônia, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Goiás, Tocantins, Piauí, Amazonas, Maranhão, Roraima, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe Rio Grande do Norte e São Paulo Rio Grande do Norte e São Paulo Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraíba, Rondônia, Sergipe, Alagoas, Ceará, Acre, Pará, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Tocantins, Distrito Federal e Goiás Rio Grande do Sul e São Paulo 54/2011 92/2011 77/2012 29/2009 87/2009 110/2009 133/2010 109/2012 35/2009 97/2009 108/2009 134/2010 40/2012 110/2012 11/1991 46/1992 46/1992 7/1983 11/1985 85/2009 10
Cosméticos e artigos de perfumaria Cosméticos e artigos de perfumaria, de higiene pessoal e de toucador Disco fonográfico, fita virgem ou gravada Farinha de trigo Ferramentas Pernambuco e São Paulo Bahia e São Paulo Espírito Santo e São Paulo Amapá e São Paulo Roraima e São Paulo Mato Grosso e São Paulo Ceará e São Paulo (aplicação no Estado do Ceará a partir de 1º.01.2012) Alagoas e São Paulo (aplicação no Estado de Alagoas a partir de 1º.01.2012) Minas Gerais e São Paulo Rio Grande do Sul e São Paulo Pernambuco e São Paulo Paraná e São Paulo Amapá e São Paulo Rio de Janeiro e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) Santa Catarina e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pará, Pernambuco, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Distrito Federal, Piauí, Acre, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Amapá, Rio Grande do Sul, Rondônia, Tocantins, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Goiás e Santa Catarina Rio Grande do Norte e São Paulo Minas Gerais e São Paulo Rio Grande do Sul e São Paulo Sergipe e São Paulo (efeitos a partir de 1º.12.2013) Santa Catarina e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) 135/2010 26/2011 49/2011 56/2011 25/1991 10/2008 13/2008 106/2008 36/2009 98/2009 130/2010 164/2010 55/2011 104/2012 112/2012 19/1985 46/1992 27/2009 89/2009 41/2012 11
Filme fotográfico e cinematográfico e slide Gado em pé Instrumentos musicais Lâmina de barbear, aparelho de barbear descartável e isqueiro Lâmpada elétrica Leite em pó Máquinas e aparelhos mecânicos, elétricos, eletrodomésticos e automáticos Materiais de construção Materiais de construção, acabamento, bricolagem ou adorno Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pará, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Amapá, Rio Grande do Sul, Rondônia, Maranhão, Tocantins, Pernambuco, Piauí, Mato Grosso, Acre, Roraima, Distrito Federal e Santa Catarina Mato Grosso do Sul e São Paulo Minas Gerais e São Paulo Rio Grande do Sul e São Paulo Santa Catarina e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pará, Bahia, Ceará, Sergipe, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Rondônia, Amapá, Maranhão, Tocantins, Piauí, Mato Grosso, Acre, Alagoas, Roraima, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Goiás, Distrito Federal, Santa Catarina e Paraná Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pará, Ceará, Bahia, Sergipe, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Rondônia, Amapá, Maranhão, Tocantins, Piauí, Mato Grosso, Acre, Alagoas, Roraima, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Goiás, Distrito Federal, Santa Catarina e Paraná São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná, Tocantins, Espírito Santo, Pernambuco, Bahia e Ceará Minas Gerais e São Paulo Amapá e São Paulo Santa Catarina e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) Mato Grosso e São Paulo Ceará e São Paulo (aplicação no Estado do Ceará a partir de 1º.01.2012) Alagoas e São Paulo (aplicação no Estado de Alagoas a partir de 1º.01.2012) Minas Gerais e São Paulo Rio Grande do Sul e São Paulo Bahia e São Paulo Pernambuco e São Paulo Distrito Federal e São Paulo (efeitos a partir da data prevista em ato do Poder Executivo distrital) 113/2012 15/1985 3/1988 38/2009 90/2009 114/2012 16/1985 17/1985 12/1996 159/2009 112/2011 115/2012 11/2008 21/2008 104/2008 32/2009 92/2009 104/2009 128/2010 25/2011 12
Materiais de limpeza Materiais elétricos Amapá e São Paulo Paraná e São Paulo (efeitos a partir de 1º.12.2011) Goiás e São Paulo (efeitos a partir de 1º.01.2012) Maranhão e São Paulo Sergipe e São Paulo Santa Catarina e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) Mato Grosso e São Paulo Ceará e São Paulo (aplicação no Estado do Ceará a partir de 1º.01.2012) Pernambuco e São Paulo Alagoas e São Paulo Minas Gerais e São Paulo Rio Grande do Sul e São Paulo Bahia e São Paulo Amapá e São Paulo Santa Catarina e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) Minas Gerais e São Paulo Rio Grande do Sul e São Paulo Pernambuco e São Paulo Distrito Federal e São Paulo (efeitos a partir da data prevista em ato do Poder Executivo distrital) Goiás e São Paulo (efeitos a partir de 1º.01.2012) Maranhão e São Paulo Amapá e São Paulo 60/2011 71/2011 82/2011 93/2011 33/2012 116/2012 12/2008 18/2008 97/2008 105/2008 33/2009 93/2009 106/2009 58/2011 118/2012 39/2009 91/2009 132/2010 22/2011 83/2011 94/2011 13
Óleos comestíveis Peças, componentes e acessórios diversos, para autopropulsados e outros fins Pilha e bateria elétricas Produtos agrícolas Produtos alimentícios Produtos de colchoaria (suportes elásticos para cama, colchões, inclusive box, travesseiros e pillow) Produtos de venda a domicílio Produtos eletrônicos, eletroeletrônicos e eletrodomésticos Sergipe e São Paulo Santa Catarina e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) São Paulo e Espírito Santo Ceará e São Paulo Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pará, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Rondônia, Amapá, Maranhão, Tocantins, Piauí, Acre, Mato Grosso, Alagoas, Roraima, Rio Grande do Norte, Ceará, Goiás, Distrito Federal, Santa Catarina e Paraná Distrito Federal e São Paulo Minas Gerais e São Paulo Rio Grande do Sul e São Paulo Amapá e São Paulo Sergipe e São Paulo (efeitos a partir de 1º.12.2013) Santa Catarina e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) Minas Gerais e São Paulo Sergipe e São Paulo Santa Catarina e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) São Paulo e Distrito Federal Minas Gerais e São Paulo Rio Grande do Sul e São Paulo Pernambuco e São Paulo Amapá e São Paulo Paraná e São Paulo (efeitos a partir de 1º.12.2011) 113/2011 34/2012 117/2012 24/1989 22/2008 18/1985 13/1985 28/2009 95/2009 114/2011 35/2012 119/2012 30/2009 36/2012 111/2012 19/1992 31/2009 88/2009 131/2010 57/2011 14
Produtos eletrodomésticos, eletroeletrônicos e equipamentos de informática Produtos farmacêuticos, soros e vacinas de uso humano Produtos farmacêuticos, soros e vacinas de uso humano ou veterinário Rações tipo pet para animais domésticos Sergipe e São Paulo (efeitos a partir de 1º.12.2013) Santa Catarina e São Paulo (efeitos a partir de 1º.11.2012) Mato Grosso do Sul, São Paulo e Alagoas Mato Grosso e São Paulo Ceará e São Paulo (aplicação no Estado do Ceará a partir de 1º.01.2012) Rio de Janeiro e São Paulo Mato Grosso e São Paulo Ceará e São Paulo (aplicação no Estado do Ceará a partir de 1º.01.2012) Pernambuco e São Paulo Espírito Santo e São Paulo Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo (efeitos no Distrito Federal a partir da data prevista em decreto do Poder Executivo) Bahia e São Paulo Amapá e São Paulo Maranhão e São Paulo Mato Grosso do Sul, São Paulo e Alagoas Alagoas, Amapá, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe, Tocantins, Acre, Amazonas, Roraima, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Bahia Mato Grosso do Sul, São Paulo e Alagoas Rio Grande do Sul e São Paulo Mato Grosso e São Paulo Ceará e São Paulo Pernambuco e São Paulo 70/2011 37/2012 106/2012 15/2007 8/2008 19/2008 68/2007 7/2008 23/2008 95/2008 25/2009 37/2009 105/2009 59/2011 95/2011 12/2007 26/2004 13/2007 100/2007 9/2008 17/2008 15
Refrigerantes Sorvetes Sorvetes de qualquer espécie e preparados para fabricação de sorvete em máquina Suportes elásticos para cama, colchões, inclusive box, travesseiros e pillow - Veja também "Produtos de colchoaria" Telhas, cumeeiras e caixas d'água de cimento, amianto, fibrocimento, polietileno e fibra de vidro Tintas e vernizes Vinhos e sidras Xarope ou extrato concentrado destinado ao preparo de refrigerante em máquina pre-mix ou postmix Acre, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Distrito Federal, Pará, Amapá, Rondônia, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Goiás, Tocantins, Piauí, Amazonas, Maranhão, Roraima, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe Rio Grande do Norte e São Paulo Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina Acre, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Pará, Pernambuco e São Paulo Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Bahia, Amapá, Paraíba, Sergipe, Mato Grosso, Amazonas e Roraima Exclusão: Piauí e Tocantins em relação às operações com preparados para fabricação de sorvete em máquina Rio Grande do Sul e São Paulo Ceará e São Paulo (aplicação no Estado do Ceará a partir de 1º.01.2012) Alagoas e São Paulo Paraná e São Paulo Acre, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso, Distrito Federal, Tocantins, Goiás e Ceará Ceará e São Paulo Pernambuco e São Paulo Rio Grande do Norte e São Paulo 98/2008 11/1991 46/1992 4/1984 45/1991 20/2005 85/2009 20/2008 107/2008 3/2009 32/1992 31/1992 15/2008 99/2008 46/1992 (RICMS-SP/2000, Anexo VI; Convênio 81/1993) 4. Conceito de contribuinte substituto e substituído 4.1. Contribuinte substituto O contribuinte substituto é aquele que a legislação estabelece como responsável pela retenção e recolhimento do ICMS incidente pelas operações subsequentes até a operação com o consumidor final, ou seja, o contribuinte substituto substitui os demais contribuintes na 16
obrigatoriedade de recolhimento do ICMS por ocasião da saída da mercadoria, mediante a retenção e recolhimento do imposto antecipadamente, razão pela qual aquele que recebe a mercadoria com o imposto retido é denominado substituído. 4.2. Contribuinte substituído Substituído é aquele que promove as operações subsequentes com as mercadorias que estão sujeitas ao regime de substituição tributária, quando o contribuinte já sofreu a retenção do ICMS devido pelos fatos geradores que vier a praticar com as mesmas mercadorias. 5. Modalidades de substituição tributária 5.1. Antecedente (para trás) A substituição tributária antecedente, também conhecida como substituição tributária para trás, consiste no adiamento do pagamento do imposto, ou seja, o imposto será pago por uma terceira pessoa, ou seja, outro contribuinte em momento futuro, relativamente a fato gerador já ocorrido, sendo também conhecido como Diferimento do ICMS. 5.2. Concomitante A substituição tributária concomitante consiste em atribuir a responsabilidade pelo pagamento do imposto ao tomador ou a terceiro envolvido na prestação do serviço, o recolhimento do imposto é concomitantemente à ocorrência do fato gerador. Nesta situação se encontra a Substituição Tributária dos serviços de transportes de cargas. 5.3. Subsequente (para frente) A substituição tributária subsequente, também chamada de substituição tributária para frente, consiste na retenção e antecipação do recolhimento do imposto, por um contribuinte denominado substituto, em relação à terceiro por fato gerador ainda não praticado, ou seja, 17
pelas operações subsequentes que serão praticadas pelos demais contribuintes até a operação com o consumidor final. 6. Responsabilidade tributária Em relação a substituição tributária nas legislações vigentes, os responsáveis tributários, caracterizados como contribuintes substitutos, são: I - estabelecimento de fabricante ou de importador ou a arrematante de mercadoria importada do exterior e apreendida, localizado neste Estado; II - qualquer estabelecimento localizado em território paulista que receber mercadoria diretamente de outro Estado sem a retenção antecipada do imposto. Sendo assim nas aquisições internas de mercadorias sujeitas a substituição, os contribuintes atacadistas/distribuidores e varejistas deverão receber as mercadorias já com o imposto retido, com a indicação nas notas fiscais da base de cálculo da retenção e do valor ou parcela do imposto retido, tendo em vista a responsabilidade do fabricante ou de importador do recolhimento da substituição tributária, exceto quando optantes de regime especiais. Consequentemente, as operações internas seguintes seguirão sem o destaque do ICMS, mas com a indicação, na respectiva Nota Fiscal, de que o ICMS foi pago antecipadamente por substituição e com indicação do dispositivo legal correspondente. Ex: Imposto Recolhido por Substituição Artigo do RICMS. Em operações interestaduais, a aplicação do regime de substituição tributária dependerá de acordo específico celebrado pelos Estados interessados, através de Convênio ICMS ou ICMS, conforme dispõe o Convênio 81/1993. Convênio 81/1993 Estabelece normas gerais a serem aplicadas a regimes de substituição tributária, instituídos por Convênios ou s firmados entre os Estados e o Distrito Federal. (...) Cláusula segunda Nas operações interestaduais realizadas por contribuinte com as mercadorias a que se referem os correspondentes Convênios ou s, a ele fica atribuída a responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto em favor do Estado destinatário, na qualidade de sujeito passivo por substituição, mesmo que o imposto já tenha sido retido anteriormente. Na entrada no território Paulista de mercadoria mercadorias sujeitas ao regime jurídico da substituição tributária referidas nos artigos 313-A a 313-Z20, exceto se o remetente da 18
mercadoria tiver efetuado a retenção antecipada do imposto, procedente de outra unidade da Federação, o contribuinte paulista que conste como destinatário no documento fiscal relativo à operação deverá efetuar antecipadamente o recolhimento, conforme dispõe o artigo 426-A do RICMS-SP. 7. Inaplicabilidade do regime de substituição tributária O artigo 264 do RICMS-SP, dispõe sobre as hipóteses que não aplica-se a substituição tributária. Salvo disposição em contrário, não se inclui na sujeição passiva por substituição, subordinando-se às normas comuns da legislação, a saída, promovida por estabelecimento responsável pela retenção do imposto, de mercadoria destinada a: I - integração ou consumo em processo de industrialização; II - estabelecimento paulista, quando a operação subsequente estiver amparada por isenção ou não-incidência; III - outro estabelecimento do mesmo titular, desde que não varejista; IV - outro estabelecimento responsável pelo pagamento do imposto por sujeição passiva por substituição, em relação à mesma mercadoria ou a outra mercadoria enquadrada na mesma modalidade de substituição; V - estabelecimento situado em outro Estado. Na hipótese do inciso III ou IV, a responsabilidade pela retenção do imposto será do estabelecimento destinatário, devendo tal circunstância ser indicada no campo "Informações Complementares" do respectivo documento fiscal. O disposto nos incisos III e IV não autoriza o estabelecimento destinatário atacadista a receber, sem a retenção antecipada do imposto, mercadoria de outro contribuinte responsável por tal retenção. O disposto no inciso IV não se aplica na hipótese em que o estabelecimento destinatário da mercadoria tenha a responsabilidade tributária atribuída pela legislação apenas pelo fato de receber mercadoria de outro Estado. Na ocorrência de qualquer saída ou evento que descaracterizar situação prevista nos incisos, o imposto relativo à substituição tributária será exigido do remetente, podendo o fisco exigi-lo do destinatário. 8. Inaplicabilidade da antecipação O artigo 426-A, 6º, 6º-A e 7º do RICMS-SP, dispõe sobre as hipóteses de inaplicabilidade da antecipação tributária, conforme segue abaixo. Salvo disposição em contrário, fica dispensado o recolhimento do ICMS antecipado na entrada de mercadoria destinada a: 1 - integração ou consumo em processo de industrialização; 2 - estabelecimento responsável pelo pagamento do imposto por sujeição passiva por substituição, em relação à mesma mercadoria ou a outra mercadoria enquadrada na mesma 19
modalidade de substituição, hipótese em que a respectiva saída da mercadoria subordinar-se-á ao regime jurídico da substituição tributária previsto no regulamento, ressalvado o disposto no 6 -A; RICMS-SP, art. 426-A (...) 6 -A - O disposto no item 2 do 6 não se aplica na hipótese em que o estabelecimento destinatário da mercadoria: 1- seja atacadista; 2 - tenha a responsabilidade tributária atribuída pela legislação apenas pelo fato de receber mercadoria de outra unidade da Federação. (...) 3 - estabelecimento paulista pertencente ao mesmo titular do estabelecimento remetente, hipótese na qual a responsabilidade pela retenção do imposto será do estabelecimento destinatário, que deverá observar as demais normas relativas ao regime jurídico da substituição tributária previsto no regulamento, se, cumulativamente: a) esse estabelecimento não for varejista; b) a mercadoria entrada tiver sido fabricada, importada ou arrematada, quando importada do exterior e apreendida, por qualquer estabelecimento do mesmo titular. Na ocorrência de qualquer saída ou evento que descaracterize a situação prevista acima, o recolhimento do imposto devido por antecipação nos termos deste artigo será exigido do estabelecimento paulista que recebeu a mercadoria procedente de outra unidade da Federação. 9. Base de Cálculo No caso de sujeição passiva por substituição com retenção antecipada do imposto, a base de cálculo poderá: I ser determinada por autoridade competente; II sugerida pelo fabricante ou importador; III na falta dessas duas hipóteses, atender a regra específica para sua formação. Na falta de preço final a consumidor, único ou máximo, autorizado ou fixado por autoridade competente, a base de cálculo do imposto para fins de substituição tributária com retenção antecipada do imposto será o preço praticado pelo sujeito passivo, incluídos os valores correspondentes a frete, carreto, seguro, impostos e outros encargos transferíveis ao adquirente, acrescido do valor resultante da aplicação de percentual de margem de valor agregado estabelecido conforme disposto pela legislação em cada caso. 9.1. Base de cálculo fixada por autoridade competente RICMS-SP Artigo 40-A - No caso de sujeição passiva por substituição com retenção antecipada do imposto, a base de cálculo será o preço final a consumidor, único ou máximo, autorizado ou fixado por autoridade competente. Parágrafo único - Tratando-se de veículo automotor novo importado, ao preço único ou máximo de venda deverão ser acrescidos os valores relativos aos acessórios colocados no veículo pelo sujeito passivo por substituição. 20
Portaria CAT. O valor é divulgado em Ato da Secretaria da Fazenda, especificamente por meio de 9.2. Preço final ao consumidor sugerido pelo fabricante ou importador O fabricante ou o importador poderá sugerir o preço final a consumidor que adotar-se-á esse preço como base de cálculo para retenção do imposto por substituição tributária. A adoção dos preços sugeridos como base de cálculo do imposto devido por antecipação fica condicionada a que (parágrafo único do art. 41 do RICMS/SP): Parágrafo único - Quando existir preço final a consumidor sugerido pelo fabricante ou importador, adotar-se-á esse preço como base de cálculo para retenção do imposto por substituição tributária, desde que: 1 - a entidade representativa do fabricante ou importador apresente pedido formal, nos termos de disciplina estabelecida pela Secretaria da Fazenda, devidamente documentado por cópias de Notas Fiscais e demais elementos que possam comprovar o preço praticado; 2 - na hipótese de deferimento do pedido referido no item 1, o preço sugerido será aplicável somente após ser editada a legislação correspondente. 9.3. Inexistência de preço final a consumidor RICMS-SP, art. 41 dispõe a base de cálculo da substituição tributária na inexistência de preço final a consumidor. Na falta de preço final a consumidor, único ou máximo, autorizado ou fixado por autoridade competente, a base de cálculo do imposto para fins de substituição tributária com retenção antecipada do imposto será o preço praticado pelo sujeito passivo, incluídos os valores correspondentes a frete, carreto, seguro, impostos e outros encargos transferíveis ao adquirente, acrescido do valor resultante da aplicação de percentual de margem de valor agregado estabelecido conforme disposto pela legislação em cada caso. BC = (Valor da mercadoria + IPI + Frete + Outras Despesas) x (1+IVA-ST) O IVA-ST, são divulgados pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo por meio de Portaria CAT de acordo com os seguimentos. 10. Operações Internas 10.1. Venda a Não Contribuinte Nas saídas efetuadas pelo contribuinte substituto, com destino a não contribuinte do ICMS, não se aplica a substituição tributária. Como já sabemos a substituição tributária, ocorre somente quando há uma saída subsequente, como na situação em questão o destinatário não comercializará a mercadoria, não haverá operação subsequente. 21
10.2. Venda a contribuinte do ICMS usuário final Nas saídas efetuadas pelo contribuinte substituto, com destino a contribuinte do ICMS, para uso ou consumo, ou também para o ativo imobilizado, não se aplica a substituição tributária, já que não haverá operações subsequentes. 10.3. Venda para comercialização Nas saídas efetuadas pelo contribuinte substituto com destino a contribuinte do ICMS, para comercialização, haverá a substituição, tendo em vista a saída subsequente. O RICMS-SP, art. 268 dispõe que o valor do imposto a ser recolhido a título de sujeição passiva por substituição é a diferença entre o valor do imposto calculado mediante aplicação da alíquota interna sobre a base de cálculo prevista para a operação ou prestação sujeita à substituição tributária e o valor do imposto devido pela operação ou prestação própria do remetente. 10.3.1. Cálculo para Substituto RPA Exemplo: Indústria de Ferraz de Vasconcelos/SP faz uma venda de produto sujeito a substituição tributária a uma loja revendedora em Mogi das Cruzes/SP. O valor dos produtos é de R$ 1.000,00, mais 10% de IPI. A margem de lucro (IVA-ST) fixada pelo Estado é de 35%. Assim, teremos o seguinte cálculo: Cálculo do Valor das Mercadorias/Frete/Seguro/Outros Total dos produtos (1) 1.000,00 Valor do Frete Seguro Outras despesas acessórias Desconto Valor total dos produtos (2) 1.000,00 Cálculo do IPI Alíquota 10% Valor do IPI (3) 100,00 Base de Cálculo ICMS Operações Próprias Alíquota Interna 18% Valor do ICMS operações próprias (4) 180,00 22
Base de Cálculo ICMS Substituição Tributária Margem do valor agregado (MVA) ou IVA-ST (5) 35% Base de Cálculo Substituição tributária (6) 1.485,00 ICMS Substituição Tributária Valor do ICMS ST (7) 87,30 Fórmula: ((Valor total dos produtos (2) + Valor do IPI (3) x IVA-ST) + Valor total dos produtos (2) + Valor do IPI (3) ) x Alíquota ICMS) (-) (Total dos produtos (1) x Alíquota ICMS) = ICMS com Substituição Tributária Exemplo: ( ((R$ 1.100,00 x 35%) + R$1.100,00) x 18% ) ( R$ 1.000,00 x 18% ) = ICMS com Substituição Tributária ( (385, + 1.100, ) x 18%) 180, = ICMS com Substituição Tributária (1.485, x 18%) 180, = ICMS com Substituição Tributária 267,30-180 = R$ 87,30 (=) Valor do ICMS retido R$ 87,30 Cálculo do Imposto Base de cálculo do ICMS Valor do ICMS Base de cálculo do ICMS Subst. Tribut. Valor do ICMS ST Valor total dos produtos 1.000,00 180,00 1.485,00 87,30 1.000,00 Frete Seguro Desconto Outras Despesas Acessórias Valor do IPI Valor Total da Nota 100,00 1.187,30 A carga tributária de toda a cadeia de circulação da mercadoria deve ser a mesma que seria se não houvesse a substituição tributária. 10.3.2. Cálculo para Substituto Simples Nacional Seguindo o mesmo exemplo anterior, vamos agora considerar o fabricante optante pelo Simples Nacional. Cálculo do Valor das Mercadorias/Frete/Seguro/Outros Total dos produtos (1) 1.000,00 Valor do Frete Seguro 23
Outras despesas acessórias Desconto Valor total dos produtos (2) 1.000,00 Base de Cálculo ICMS Operações Próprias Alíquota Interna 18% Valor do ICMS operações próprias (4) 180,00 Base de Cálculo ICMS Substituição Tributária Margem do valor agregado (MVA) ou IVA-ST (5) 35% Base de Cálculo Substituição tributária (6) 1.350,00 ICMS Substituição Tributária Valor do ICMS ST (7) 63,00 Fórmula: ((Valor total dos produtos (2) x IVA-ST) + Valor total dos produtos (2) ) x Alíquota ICMS) (-) (Total dos produtos (1) x Alíquota ICMS) = ICMS com Substituição Tributária Exemplo: ( ((R$ 1.000,00 x 35%) + R$1.000,00) x 18% ) ( R$ 1.000,00 x 18% ) = ICMS com Substituição Tributária ( (350, + 1.000, ) x 18%) 180, = ICMS com Substituição Tributária (1.350, x 18%) 180, = ICMS com Substituição Tributária 243,00-180 = R$ 63,00 (=) Valor do ICMS retido R$ 63,00 Cálculo do Imposto Base de cálculo do ICMS Valor do ICMS Base de cálculo do ICMS Subst. Tribut. Frete Seguro Desconto Outras Despesas Acessórias Valor do ICMS ST Valor total dos produtos 1.350,00 63,00 1.000,00 Valor do IPI Valor Total da Nota 1.063,00 Observação: No cálculo da substituição tributária de empresa optante do Simples Nacional terá a dedução do ICMS das operações própria, mesmo sem o destaque, já que a legislação veda o destaque de tal imposto. 24
Base Legal: Resolução CGSN nº 94/2011 11. Operações Interestaduais Somente terá o destaque da substituição tributária em nota fiscal as operações interestaduais, com a existência de Convênio ou em os estado envolvido na operação, devendo ainda observar as seguintes situações: a) existindo acordo (Convênio ou ), o remetente será obrigado a reter e repassar o ICMS ao Estado de destino: mensalmente, se já tiver inscrição como substituto no outro Estado; em cada remessa, por GNRE Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Especiais enquanto não tiver inscrição naquele Estado, em caso de recolhimento a cada remessa, a GNRE será sempre em nome do remetente, pois ele é o responsável (deve cobrar em sua nota fiscal e recolher em seu nome). 11.1. Venda a Não Contribuinte Nas saídas efetuadas pelo contribuinte substituto, com destino a não contribuinte do ICMS, não se aplica a substituição tributária. Como já sabemos a substituição tributária, ocorre somente quando há uma saída subsequente, como na situação em questão o destinatário não comercializará a mercadoria, não haverá operação subsequente. 11.2. Venda a contribuinte do ICMS usuário final Nas saídas efetuadas pelo contribuinte substituto, com destino a contribuinte do ICMS, para uso ou consumo, ou também para o ativo imobilizado, aplica-se a substituição tributária, com a diferença entre as alíquotas. Exemplo: Indústria de Ferraz de Vasconcelos/SP faz uma venda de produto sujeito a substituição tributária a uma loja revendedora em Recife/PE, produto destinado a uso e consumo. O valor dos produtos é de R$ 1.000,00, mais 10% de IPI. A margem de lucro (IVA-ST) fixada pelo Estado de Pernambuco é de 35%. Assim, teremos o seguinte cálculo: Cálculo do Valor das Mercadorias/Frete/Seguro/Outros Total dos produtos (1) 1.000,00 Valor do Frete Seguro Outras despesas acessórias Desconto Valor total dos produtos (2) 1.000,00 25
Cálculo do IPI Alíquota 10% Valor do IPI (3) 100,00 Base de Cálculo ICMS Operações Próprias Alíquota Interna no estado destino 17% Alíquota Interestadual 7% Valor do ICMS operações próprias (4) (1.100,00 * 7%) 77,00 Base de Cálculo ICMS Substituição Tributária Margem do valor agregado (MVA) ou IVA-ST (5) 35% Base de Cálculo Substituição tributária (6) 1.100,00 ICMS Substituição Tributária Valor do ICMS ST (7) 110,00 Fórmula: (Valor total dos produtos (2) + Valor do IPI (3) x Alíquota ICMS destino) (-) (Valor total dos produtos (2) + Valor do IPI (3) x Alíquota ICMS Interestadual) = ICMS com Substituição Tributária Exemplo: ( R$1.100,00 x 17% ) ( R$ 1.100,00 x 7% ) = ICMS com Substituição Tributária 187 77 = ICMS com Substituição Tributária R$ 110,00 = ICMS com Substituição Tributária (=) Valor do ICMS retido R$ 110,00 Cálculo do Imposto Base de cálculo do ICMS Valor do ICMS Base de cálculo do ICMS Subst. Tribut. Valor do ICMS ST Valor total dos produtos 1.100,00 187,00 1.100,00 110,00 1.000,00 Frete Seguro Desconto Outras Despesas Acessórias Valor do IPI Valor Total da Nota 100,00 1.210,00 Observação: Neste cálculo não há o uso do IVA-ST, já que a mesma não terá uma saída subsequente, ou seja, o cálculo será somente o diferencial de alíquota. Lembrando 26
também que nesta situação o IPI faz parte da base de cálculo do ICMS das operações próprias. 11.3. Venda para comercialização Nas saídas efetuadas pelo contribuinte substituto com destino a contribuinte do ICMS, para comercialização, haverá a substituição, tendo em vista a saída subsequente. O RICMS-SP, art. 268 dispõe que o valor do imposto a ser recolhido a título de sujeição passiva por substituição é a diferença entre o valor do imposto calculado mediante aplicação da alíquota interna sobre a base de cálculo prevista para a operação ou prestação sujeita à substituição tributária e o valor do imposto devido pela operação ou prestação própria do remetente. 11.3.1. Cálculo para Substituto RPA Exemplo: Indústria de Ferraz de Vasconcelos/SP faz uma venda de produto sujeito a substituição tributária a uma loja revendedora em Recife/PE. O valor dos produtos é de R$ 1.000,00, mais 10% de IPI. A margem de lucro (IVA-ST - Ajustado) fixada pelo Estado de Pernambuco é de 51,27%. Assim, teremos o seguinte cálculo: Cálculo do Valor das Mercadorias/Frete/Seguro/Outros Total dos produtos (1) 1.000,00 Valor do Frete Seguro Outras despesas acessórias Desconto Valor total dos produtos (2) 1.000,00 Cálculo do IPI Alíquota 10% Valor do IPI (3) 100,00 Base de Cálculo ICMS Operações Próprias Alíquota Interna no estado de destino 17% Alíquota Interestadual 7% Valor do ICMS operações próprias (4) 70,00 27
Base de Cálculo ICMS Substituição Tributária Margem do valor agregado (MVA) ou IVA-ST (5) 51,27% Base de Cálculo Substituição tributária (6) 1.663,97 ICMS Substituição Tributária Valor do ICMS ST (7) 212,87 Fórmula: ((Valor total dos produtos (2) + Valor do IPI (3) x IVA-ST ajustado) + Valor total dos produtos (2) + Valor do IPI (3) ) x Alíquota ICMS destino) (-) (Total dos produtos (1) x Alíquota ICMS Interestadual) = ICMS com Substituição Tributária Exemplo: ( ((R$ 1.100,00 x 51,27%) + R$1.100,00) x 17% ) ( R$ 1.000,00 x 7% ) = ICMS com Substituição Tributária ( (563,97 + 1.100, ) x 17%) 70, = ICMS com Substituição Tributária (1.663,97 x 17%) 70, = ICMS com Substituição Tributária 282,87-70 = R$ 212,87 (=) Valor do ICMS retido R$ 212,87 Cálculo do Imposto Base de cálculo do ICMS Valor do ICMS Base de cálculo do ICMS Subst. Tribut. Valor do ICMS ST Valor total dos produtos 1.000,00 70,00 1.663,97 212,87 1.000,00 Frete Seguro Desconto Outras Despesas Acessórias Valor do IPI Valor Total da Nota 100,00 1.312,87 A carga tributária de toda a cadeia de circulação da mercadoria deve ser a mesma que seria se não houvesse a substituição tributária. 11.3.2. Cálculo para Substituto Simples Nacional Seguindo o mesmo exemplo anterior, vamos agora considerar o fabricante optante pelo Simples Nacional. De acordo com o Convênio 35/2011 nas operações interestaduais de contribuinte substituto o IVA-ST a ser utilizado é o original. Cálculo do Valor das Mercadorias/Frete/Seguro/Outros Total dos produtos (1) 1.000,00 Valor do Frete 28
Seguro Outras despesas acessórias Desconto Valor total dos produtos (2) 1.000,00 Base de Cálculo ICMS Operações Próprias Alíquota Interna no estado de destino 17% Alíquota Interestadual 7% Valor do ICMS operações próprias (4) 70,00 Base de Cálculo ICMS Substituição Tributária Margem do valor agregado (MVA) ou IVA-ST (5) 35% Base de Cálculo Substituição tributária (6) 1.350,00 ICMS Substituição Tributária Valor do ICMS ST (7) 159,50 Fórmula: ((Valor total dos produtos (2) x IVA-ST original) + Valor total dos produtos (2) ) x Alíquota ICMS) (-) (Total dos produtos (1) x Alíquota ICMS) = ICMS com Substituição Tributária Exemplo: ( ((R$ 1.000,00 x 35%) + R$1.000,00) x 17% ) ( R$ 1.000,00 x 7% ) = ICMS com Substituição Tributária ( (350, + 1.000, ) x 17%) 70, = ICMS com Substituição Tributária (1.350, x 17%) 70, = ICMS com Substituição Tributária 229,50-70 = R$ 159,50 (=) Valor do ICMS retido R$ 159,50 Cálculo do Imposto Base de cálculo do ICMS Valor do ICMS Base de cálculo do ICMS Subst. Tribut. Frete Seguro Desconto Outras Despesas Acessórias Valor do ICMS ST Valor total dos produtos 1.350,00 159,50 1.000,00 Valor do IPI Valor Total da Nota 1.159,50 29
Observação: No cálculo da substituição tributária de empresa optante do Simples Nacional terá a dedução do ICMS das operações própria, mesmo sem o destaque, já que a legislação veda o destaque de tal imposto. Lembrando que deverá ser utilizando o IVA-ST original mesmo nas operações interestaduais de acordo com o Convênio 35/2011. Base Legal: Resolução CGSN nº 94/2011 12. Cálculo do imposto - recebimento de outra unidade da Federação sem a retenção do imposto - produtos relacionados nos Artigos 313-A a 313-Z20 Introdução Nas aquisições interestaduais de mercadorias sujeitas ao regime da substituição tributária relacionadas nos artigos 313-A a 313-Z20 do RICMS-SP, sem a retenção antecipada do imposto, os estabelecimentos atacadistas / distribuidores ou varejistas paulistas passam a ser responsáveis pelo recolhimento do imposto por antecipação. 12.1. Obrigatoriedade A legislação do Estado de São Paulo estabelece que na entrada no território paulista de mercadoria procedente de outro Estado, cuja operação esteja sujeita à substituição tributária nos termos do RICMS-SP, o contribuinte paulista optante pelo Regime Periódico de Apuração - RPA ou pelo Simples Nacional, deverá recolher antecipadamente o imposto devido pela própria operação de saída e pelas operações subsequentes, ou seja, nas aquisições interestaduais de mercadorias relacionadas nos artigos 313-A a 313-Z20 do RICMS-SP, que serão objeto de saída subsequente, o contribuinte paulista (Simples Nacional ou RPA) que constar como destinatário, será o responsável pelo recolhimento do imposto devido na entrada da mercadoria no território do Estado de São Paulo. Ressalta-se que caso haja acordo firmado ( ou Convênio) entre os Estados envolvidos a operação interestadual estará sujeita à substituição tributária, logo, a responsabilidade pela retenção e recolhimento do imposto será atribuída ao remetente da mercadoria localizado em outro Estado. Com isso, não será necessário o recolhimento da antecipação pelo destinatário paulista. Lembrando que o contribuinte paulista deverá analisar as seguintes situações para verificar se haverá a necessidade do recolhimento da antecipação: a) se a mercadoria está sujeita à substituição tributária na operação interna no Estado de São Paulo; b) o destino que será dado a mercadoria; c) a existência de ou Convênio com o Estado remetente da mercadoria. (RICMS-SP, art. 426-A) 30
12.2. Dispensa A legislação do Estado de São Paulo determina que, salvo disposição em contrário, fica dispensado o recolhimento da antecipação tributária na entrada de mercadoria destinada a: a) integração ou consumo em processo de industrialização; b) estabelecimento responsável pelo pagamento do imposto por sujeição passiva por substituição, em relação à mesma mercadoria ou a outra mercadoria enquadrada na mesma modalidade de substituição, hipótese em que a respectiva saída da mercadoria se subordinará ao regime jurídico da substituição tributária previsto no RICMS-SP; Ressalta-se que a dispensa prevista neste item letra "b" não se aplica na hipótese em que o estabelecimento destinatário da mercadoria: a) seja atacadista; b) tenha a responsabilidade tributária atribuída pela legislação apenas pelo fato de receber mercadoria de outra unidade da Federação. c) estabelecimento paulista pertencente ao mesmo titular do estabelecimento remetente, hipótese na qual a responsabilidade pela retenção do imposto será do estabelecimento destinatário, que deverá observar as demais normas relativas ao regime jurídico da substituição tributária previsto no RICMS-SP, se, cumulativamente: c.1) esse estabelecimento não for varejista; c.2) a mercadoria entrada tiver sido fabricada, importada ou arrematada, quando importada do exterior e apreendida, por qualquer estabelecimento do mesmo titular. Lembrando que na ocorrência de qualquer saída ou evento que descaracterize a situação de dispensa mencionada, o recolhimento do imposto devido por antecipação será exigido do estabelecimento paulista que recebeu a mercadoria procedente de outra unidade da Federação. Detalhe: Não haverá recolhimento da antecipação tributária na hipótese do contribuinte paulista adquirir as mercadorias de outros Estados destinadas ao uso, consumo ou ativo imobilizado, situação em que deverá ser recolhido somente o diferencial de alíquotas, nas formas do art. 117 do RICMS-SP (RPA) ou do art. 115, XV-A do RICMS/SP (Simples Nacional). (RICMS-SP, art. 426-A, 6º, 6º-A e 7º) 12.3. Mercadorias sujeitas O art. 426-A do RICMS-SP determina que na operação de aquisição interestadual das mercadorias mencionadas sujeitas ao regime da substituição tributária deverá ser recolhida a antecipação do imposto: a) medicamentos - arts. 313-A do RICMS-SP; b) bebidas alcoólicas - arts. 313-C do RICMS-SP; c) produtos de perfumaria - arts. 313-E do RICMS-SP; 31
d) produtos de higiene pessoal - arts. 313-G do RICMS-SP; e) ração animal - arts. 313-I do RICMS-SP; f) produtos de limpeza - arts. 313-K do RICMS-SP; g) produtos fonográficos - art. 313-M do RICMS-SP; h) autopeças - art. 313-O do RICMS-SP; i) pilhas e baterias - art. 313-Q do RICMS-SP; j) lâmpadas elétricas - art. 313-S do RICMS-SP; k) papel - art. 313-U do RICMS-SP; l) produtos alimentícios - art. 313-W do RICMS-SP; m) materiais de construção e congêneres - art. 313-Y do RICMS-SP; n) produtos de colchoaria - art. 313-Z1 do RICMS-SP; o) ferramentas - art. 313-Z3 do RICMS-SP; p) bicicletas - art. 313-Z5 do RICMS-SP; q) instrumentos musicais - art. 313-Z7 do RICMS-SP; r) brinquedos - art. 313-Z9 do RICMS-SP; s) máquinas e aparelhos mecânicos, elétricos, eletromecânicos e automáticos - art. 313-Z11 do RICMS-SP; t) produtos de papelaria - art. 313-Z13 do RICMS-SP; u) artefatos de uso doméstico - art. 313-Z15 do RICMS-SP; v) materiais elétricos - art. 313-Z17 do RICMS-SP; x) produtos eletrônicos, eletroeletrônicos e eletrodomésticos - art. 313-Z19 do RICMS-SP. 12.4. Cálculo do imposto O imposto a ser recolhido a título de antecipação tributária deverá ser calculado, em se tratando de mercadoria cuja base de cálculo da sujeição passiva por substituição seja: 1 - determinada por margem de valor agregado, pela aplicação da fórmula IA = VA x (1 + IVA- ST) x ALQ - IC, onde: a) IA é o imposto a ser recolhido por antecipação; b) VA é o valor constante no documento fiscal relativo à entrada, acrescido dos valores correspondentes a frete, carreto, seguro, impostos e outros encargos suportados pelo contribuinte; c) IVA-ST é o Índice de Valor Adicionado; d) ALQ é a alíquota interna aplicável; e) IC é o imposto cobrado na operação anterior. Observação: Tratando-se de mercadoria remetida por contribuinte optante pelo Simples Nacional, o imposto cobrado na operação anterior (IC) será, na hipótese de o contribuinte paulista ser: 32
a) enquadrado no Regime Periódico de Apuração - RPA, o valor do crédito do imposto indicado no campo "Informações Complementares" ou no corpo do documento fiscal relativo à entrada; b) optante pelo Simples Nacional, o valor resultante da aplicação da alíquota interestadual sobre o valor da operação ou prestação própria do remetente. 2 - o preço final a consumidor, único ou máximo, autorizado ou fixado por autoridade competente, ou o sugerido pelo fabricante ou importador, aprovado e divulgado pela Secretaria da Fazenda, mediante a multiplicação dessa base de cálculo pela alíquota interna aplicável, deduzindo-se o valor do imposto cobrado na operação anterior, constante no documento fiscal relativo à entrada. (RICMS-SP, art. 426-A, 2º e 3º) 12.4.1. Preço final ao consumidor Na hipótese em que a base de cálculo para substituição tenha sido fixada por meio de definição de Preço Final ao Consumidor, único ou máximo, o cálculo para fins de ICMS devido por antecipação será considerado mediante a multiplicação da alíquota interna aplicável pelo valor correspondente à base de cálculo definida. Deste resultado deverá ser deduzido o valor do imposto cobrado na operação anterior, relativa à operação interestadual. Para fins de cálculo, foi divulgada a seguinte fórmula: IA = (BC x ALQ) - IC Sendo: IA = Imposto devido por antecipação; BC = Base de cálculo = Preço ao consumidor final; ALQ = alíquota interna aplicável; IC = imposto cobrado na operação anterior EXEMPLO PRÁTICO: Caso a mercadoria estivesse sujeita ao preço final ao consumidor teríamos o que segue. Aquisição interestadual por contribuinte situado no Estado de São Paulo, de 100 discos fonográficos no valor de R$ 2.500,00, já incluído frete, carreto, seguro e demais encargos. Trata-se de aquisição de contribuinte atacadista e o Estado do fornecedor não possui Convênio com o Estado de São Paulo para a operação interestadual. O contribuinte paulista que adquiriu para comercialização deverá recolher o ICMS devido em sua operação própria e nas subsequentes antecipadamente. Dados do exemplo: Alíquota interestadual = 12% Valor total da mercadoria: R$ 2.500,00 33
ICMS operação interestadual: R$ 300,00 BC da mercadoria = Preço ao consumidor final = R$ 25,00 por disco fonográfico ALQ interna = 18% Forma de cálculo: IA = (BC x ALQ) - IC IA = (2.500,00 x 18%) - 300,00 IA = 450,00-300 IA = 150,00 Assim, o valor a ser recolhido por antecipação mediante GARE-ICMS, pelo destinatário paulista será de R$ 150,00. 12.4.2. Índice de valor adicionado Setorial - IVA-ST Em caso de base de cálculo de substituição estabelecida por meio da aplicação do IVA-ST, o contribuinte deverá, para fins de cálculo do imposto devido por antecipação, utilizar a seguinte fórmula: IA = VA x (1+IVA-ST) x ALQ - IC Sendo: IA = imposto devido por antecipação; VA = valor constante no documento fiscal relativo à entrada, acrescido dos valores correspondentes a frete, carreto, seguro, impostos e outros encargos suportados pelo contribuinte; IVA-ST = Índice de Valor Adicionado; ALQ = alíquota interna aplicável; IC = imposto cobrado na operação anterior EXEMPLO PRÁTICO: Caso os produtos fonográficos, dentro do Estado de São Paulo, estivessem sujeitas à alíquota de 12%, para cálculo do ICMS antecipado deveria ser utilizado o IVA-ST original e, dessa forma, teríamos a seguinte situação hipotética (hipotética visto que essas mercadorias nas operações internas estão sujeitas à alíquota de 18%). Aquisição interestadual por contribuinte situado no Estado de São Paulo, de 100 discos fonográficos que não possuam preço de pauta definido. A aquisição foi no valor de R$ 25,00 por disco fonográfico, totalizando R$ 2.500,00, já incluído frete, carreto, seguro e demais encargos. A operação foi tributada à alíquota interestadual de 12% e o IVA estabelecido para a mercadoria é de 25%. Tratou-se de aquisição de um contribuinte atacadista estabelecido em Estado que não possui Convênio ou firmado com o Estado de São Paulo, determinando a substituição tributária entre suas operações. O contribuinte paulista que 34
adquiriu para comercialização deverá recolher o ICMS devido em sua operação própria e nas subsequentes antecipadamente. Considerando a fórmula: IA = VA x (1+IVA-ST) x ALQ - IC, temos: IA = 2.500,00 x (1+ 25%) x 18% - 300,00 = IA = 2.500,00 x (1+ 0,25) x 18% - 300,00 = IA = 3.125,00 x 18% - 300,00 = IA = 562,50-300,00 = IA = R$ 262,50 12.4.2.1. IVA-ST ajustado Já no caso de entrada de mercadoria de outro Estado, cuja saída interna seja tributada com alíquota superior a 12%, o estabelecimento destinatário paulista deverá utilizar o "IVA-ST ajustado", que é calculado por meio da seguinte fórmula: IVA-ST ajustado = [(1+IVA-ST original) x (1 - ALQ inter)/(1 - ALQ intra)] -1 Sendo: a) IVA-ST original é o IVA-ST aplicável na operação interna (25%); b) ALQ inter é a alíquota interestadual aplicada pelo remetente localizado em outra unidade da Federação; c) ALQ intra é a alíquota aplicável à mercadoria neste Estado. Exemplo: IVA-ST original: 25% ou 0,25 ALQ inter: 12% ou 0,12 ALQ intra: 18% ou 0,18 IVA-ST ajustado = [(1+0,25) x (1-0,12) / (1-0,18)] -1 = = [1,25 x 0,88/0,82] -1 = [1,25 x 1,0731707] - 1 = 1,341463-1 = 0,341463 = 34,15%. Para se determinar o respectivo percentual basta multiplicar por cem - 0,341463 x 100 Dessa forma, tratando-se do mesmo exemplo de aquisição interestadual citado acima, o adquirente paulista terá que recolher o ICMS antecipado da seguinte forma: Considerando a fórmula: IA = VA x (1+IVA-ST ajustado) x ALQ - IC, temos: IA = R$ 2.500,00 x (1 + 34,15%) x 18% - R$ 300,00 IA = R$ 2.500,00 x (1 + 0,3415) x 18% - R$ 300,00 IA = R$ 2.500,00 x 1,3415 x 18% - R$ 300,00 IA = R$ 3.353,75 x 18% - R$ 300,00 35
IA = R$ 603,68 - R$ 300,00 IA = R$ 303,68 Observação: O Convênio 35/2011, determina que nas operações interestaduais promovidas por contribuinte optante pelo Simples Nacional, que recolhe o ICMS nos termos da Lei Complementar nº 123/2006, em que o adquirente da mercadoria, optante ou não pelo regime do Simples Nacional, seja o responsável pelo recolhimento do imposto devido por substituição tributária, na determinação da base de cálculo será adotado o IVA-ST original e não o ajustado. 12.5. Diferencial de alíquotas No cálculo do valor do imposto a ser recolhido por antecipação, tanto na hipótese de determinação da base de cálculo do imposto por meio da margem de valor agregado (IVA-ST), quanto na hipótese de preço final a consumidor divulgado pela Secretaria da Fazenda, ao multiplicar a base de cálculo pela alíquota interna aplicável e deduzir o valor do imposto cobrado na operação anterior, o resultado obtido já engloba o valor que seria devido pela diferença entre as alíquotas interna e interestadual, quando a alíquota interestadual for inferior à interna. Sendo assim, em suma, o valor do imposto devido por antecipação já engloba o valor que seria devido pela diferença entre as alíquotas interna e interestadual, relativamente à entrada da mercadoria procedente de outra unidade da Federação. Ou seja, o contribuinte optante pelo Simples Nacional uma vez sujeito ao recolhimento antecipado, não terá que efetuar outro recolhimento à título de diferencial de alíquotas. (Comunicado CAT nº 26/2008) 12.6. Recolhimento A antecipação tributária deve ser recolhida no momento da entrada da mercadoria no território paulista. Ou seja, não há um prazo de recolhimento do imposto. Assim, na entrada da mercadoria no Estado de São Paulo, o imposto devido à título de antecipação será exigido. Ressalta-se que a responsabilidade pelo recolhimento da antecipação é do contribuinte paulista, destinatário das mercadorias e será pago por meio da Guia de Arrecadação de Receitas Estaduais (GARE-ICMS), com a indicação do código de receita 063-2 (outros recolhimentos especiais). No campo relativo às "Informações Complementares" do documento, deverá ser indicado também o número da nota fiscal a que se refere o recolhimento e do CNPJ do estabelecimento do remetente. O recolhimento poderá, no entanto, ser efetuado pelo remetente da mercadoria, situado em outra unidade da Federação, por meio de Guia Nacional de Recolhimentos Especiais (GNRE), com a indicação do código de receita 10008-0 (recolhimentos especiais), do CNPJ e demais dados cadastrais do contribuinte destinatário paulista. No campo relativo às 36
"Informações Complementares", deverão ser indicados o número da nota fiscal a que se refere o recolhimento e o CNPJ do estabelecimento remetente. O Estado de São Paulo possibilitou, ainda, aos remetentes situados em outra unidade da Federação, a autorização, mediante regime especial, para o recolhimento da antecipação até o dia 15 (quinze) do mês subsequente ao da saída da mercadoria. (RICMS-SP, art. 426-A, 4º e 8º e Portaria CAT nº 16/2008) 12.7. Lançamentos por ocasião da entrada das mercadorias No livro Registro de Entradas, o contribuinte paulista deverá proceder ao lançamento relativo à aquisição nas respectivas colunas, conforme as regras gerais de escrituração. Na coluna "Observações", correspondente a mesma linha do registro da operação, deverá, mediante utilização de colunas distintas sob o título comum "Substituição Tributária", indicar: a) o valor pago antecipadamente a título de imposto incidente sobre sua própria operação e a base de cálculo; b) o valor do imposto retido incidente sobre as operações subsequentes e o da sua base de cálculo. c) ainda na coluna "Observações", sob o título "Recolhimento Antecipado - art. 426-A", o valor do imposto recolhido antecipadamente, por meio de Guia de Recolhimentos Especiais, indicando: c.1) a data do recolhimento; c.2) o código de receita utilizado; c.3) o valor recolhido. LIVRO REGISTRO DE ENTRADAS OBSERVAÇÕES Substituição Tributária Recolhimento Antecipado - Art. 426-A Operação própria Operações subsequentes Data Código de receita Valor Base de cálculo Recolhimento antecipado Base de cálculo Imposto retido 1.000,00 60,00 1.341,20 61,41 03/03/2011 063-2 121,41 (RICMS-SP, art. 277, caput, II e III) 37
Além do lançamento na coluna "Observações" do livro Registro de Entradas, os valores do ICMS pago antecipadamente e do ICMS retido deverão ser totalizados no último dia do período de apuração para lançamento no livro Registro de Apuração do ICMS, conforme segue: a) tratando-se de estabelecimento atacadista, inclusive distribuidor: a.1) no quadro "Débito do Imposto - Outros Débitos", com a indicação "Pagamento Antecipado - Art. 277 do RICMS", juntamente com a escrituração de suas operações próprias, o valor pago antecipadamente a título de imposto incidente sobre sua própria operação, assim entendido o valor resultante da multiplicação da diferença entre a alíquota interna e a interestadual, pela base de cálculo da operação de entrada da mercadoria; a.2) em Registro separado relativo às operações sujeitas a substituição, no campo "Por Saídas com Débito do Imposto" do Livro Registro de Apuração do ICMS, o valor do imposto retido incidente sobre as operações subsequentes, assim entendido o total recolhido, deduzido do valor calculado nos termos do item "a" anterior; a.3) no quadro "Crédito do Imposto - Outros Créditos", com a expressão "Recolhimento Antecipado - art. 426-A", o valor relativo à operação própria; a.4) em Registro separado, relativo às operações sujeitas a substituição tributária, no quadro "Crédito do Imposto - Outros Créditos", com a expressão "Recolhimento Antecipado - art. 426- A", o valor relativo às operações subsequentes; b) em se tratando de aquisição por estabelecimento varejista: b.1) no quadro "Débito do Imposto - Outros Débitos", com a expressão "Pagamento Antecipado - Art. 277 do RICMS", mediante lançamento do valor do imposto recolhido por antecipação, assim entendido o valor devido pela própria operação de saída da mercadoria; b.2) no quadro "Crédito do imposto - Outros Créditos", com a expressão: "Recolhimento Antecipado - Art. 426-A do RICMS", o valor relativo à operação própria. (RICMS-SP, art. 277, 3º e 426-A, 5º) 12.8. Emissão e escrituração por ocasião das saídas das mercadorias Os contribuintes responsáveis pelo recolhimento da antecipação deverão, nas posteriores saídas internas, emitir notas fiscais e escriturar os livros fiscais de acordo com os mesmos procedimentos previstos para os contribuintes substituídos. Dessa forma, ao realizar operação com mercadoria cujo imposto já tenho sido antecipado, deverá emitir documento fiscal, sem destaque do valor do imposto, utilizando o CFOP 5.405, contendo, além dos demais requisitos, a seguinte indicação: "Imposto Recolhido por Substituição - Artigo do RICMS". Na hipótese de saída com destino a outro contribuinte para comercialização subsequente, no Campo "Informações Complementares" da referida nota fiscal, deverão constar, ainda: 38
a) a base de cálculo sobre a qual o imposto foi retido e o valor da parcela do imposto retido cobrável do destinatário; b) relativamente à cada mercadoria, discriminar as indicações previstas no item anterior. No livro Registro de Saídas, o contribuinte deverá lançar a respectiva Nota Fiscal com utilização da coluna "Outras", "Operações ou Prestações sem Débito do Imposto". Ressalte-se que neste lançamento, o valor do imposto retido não será indicado na coluna "Outras", mas sim, na coluna "Observações". (RICMS-SP, arts, 274 e 278) 12.9. Estabelecimento distribuidor detentor do regime especial Os centros de distribuição de redes varejistas, localizados no Estado de São Paulo, poderão obter regime especial para atuarem como responsáveis pela retenção e recolhimento do imposto devido sobre as saídas subsequentes, conforme determina o Decreto nº 57.608/2011, com efeitos a partir de 1º.1.2012. O estabelecimento distribuidor, detentor do regime especial, ficará dispensado do recolhimento antecipado do imposto, previsto no Art. 426-A do RICMS/SP, relativamente à entrada no território do Estado de São Paulo de mercadoria procedente de outra unidade da Federação. (Decreto nº 57.608/2011, art. 3º, I) 13. Entradas interestaduais sem retenção do imposto envolvendo optantes do Simples Nacional As entradas interestaduais que envolvam estabelecimentos optantes pelo regime do Simples Nacional seja ele remetente estabelecido em outro Estado ou adquirente estabelecido no Estado de São Paulo, também serão regidas pelo disposto nos arts. 426-A e 277 do RICMS-SP. RPA adquirindo de optantes do Simples Nacional Permitida a dedução do valor indicado em informações complementares para fins de crédito. Simples Nacional adquirindo de optante do Simples Nacional Permitida a dedução do valor resultante da aplicação da alíquota interestadual sobre o valor da operação do remetente. Simples Nacional adquirindo de contribuinte normal Permite-se o abatimento do imposto cobrado na operação anterior IC. 14. Procedimentos fiscais - operações internas - contribuinte substituto 14.1. Emissão de Documentos Fiscais pelo Sujeito Passivo por Substituição 39
O sujeito passivo por substituição emitirá documento fiscal para as operações e prestações sujeitas à retenção do imposto, que, além dos demais requisitos, deverá conter, nos campos próprios, as seguintes indicações (RICMS-SP, art. 273): I - a base de cálculo da retenção, apurada nos termos do artigo 41; II - o valor do imposto retido, cobrável do destinatário. III - a base de cálculo e o valor do imposto incidente sobre a operação própria. Observação: I- Deverá ser consignado no campo Informações Complementares do documento fiscal a expressão O destinatário deverá, com relação às operações com mercadoria ou prestações de serviço recebidas com imposto retido, escriturar o documento fiscal nos termos do artigo 278 do RICMS. II- O sujeito passivo por substituição deverá discriminar no campo "Informações Complementares" do documento fiscal, relativamente a cada mercadoria, o valor da base de cálculo da retenção, bem como o valor do imposto retido. 14.1.1. Nota Fiscal emitida por Contribuinte Substituto RPA 40
14.1.2. Nota Fiscal emitida por Contribuinte Substituto Simples Nacional 14.2. Escrituração Fiscal do Contribuinte Substituto Registro de Saídas O sujeito passivo por substituição escriturará o documento fiscal no livro Registro de Saídas, conforme segue (RICMS-SP, art. 275): I - nas colunas adequadas, os dados relativos à operação ou prestação própria, na forma prevista no RICMS-SP; II - na coluna "Observações", na mesma linha do registro de que trata o inciso anterior, o valor do imposto retido e o da respectiva base de cálculo, referidos no artigo 273, com utilização de colunas distintas para essas indicações, sob o título comum "Substituição Tributária". 41
Observação: Os valores constantes na coluna relativa ao imposto retido serão totalizados no último dia do período de apuração, para lançamento no livro Registro de Apuração do ICMS, na forma prevista no artigo 281. 14.3. Apuração do ICMS Retido O sujeito passivo por substituição apurará os valores relativos ao imposto retido, no último dia do período, no livro Registro de Apuração do ICMS, em folha subsequente à da apuração referente às suas operações próprias, fazendo constar a expressão "Substituição Tributária" e utilizando, no que couber, os quadros "Débito do Imposto", "Crédito do Imposto" e "Apuração dos Saldos", onde serão lançados: I - o valor registrado na coluna Observações do livro Registro de Saídas, na forma do item II do subitem 11.1, no campo "Por Saídas com Débito do Imposto"; II - o valor registrado na coluna Observações do livro Registro de Entradas, no campo "Por Entradas Com Crédito do Imposto". 42
15. Procedimentos fiscais - saídas internas - contribuinte substituído 15.1. Emissão de Documentos Fiscais pelo Contribuinte Substituído Venda de Atacadista para Varejista Venda de Varejista para Consumidor Final 43
15.2. Escrituração Fiscal do Contribuinte Substituído RICMS-SP, art. 278. O contribuinte substituído, relativamente às operações com mercadoria ou prestações de serviço recebidas com imposto retido, escriturará o livro Registro de Entradas e o Registro de Saídas na forma prevista neste regulamento, com utilização da coluna "Outras", respectivamente, de "Operações ou Prestações sem Crédito do Imposto" e "Operações ou Prestações sem Débito do Imposto". O valor do imposto retido ou de parcela do imposto retido, indicado no documento fiscal: 1 - não será incluído na escrituração da coluna "Outras"; 2 - será indicado na coluna "Observações". 44
16. Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE) A Portaria CAT nº 48/2002 e a Portaria CAT nº 126/2011 disciplinam a arrecadação de tributos por meio da GNRE, cujo documento é utilizado para pagamento de tributos devidos ao Estado de São Paulo, efetuado em outras Unidades da Federação. Assim, se determinado contribuinte de São Paulo enviar mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária para destinatário localizado em outro Estado, deverá recolher o ICMS a favor da Unidade da Federação destinatária da mercadoria, mediante utilização da GNRE. (Portaria CAT nº 48/2002; Portaria CAT nº 126/2011) 17. Guia de informação e apuração do ICMS substituição tributária (GIA-ST) Os contribuintes do ICMS que realizarem operações interestaduais com mercadorias sujeitas ao regime da substituição tributária com retenção antecipada do imposto e forem inscritos no Cadastro de Contribuintes do ICMS dos Estados destinatários como contribuintes 45
substitutos deverão remeter, mensalmente, a esses Estados a Guia Nacional de Informação e Apuração do ICMS - Substituição Tributária (GIA-ST). 17.1. Utilização A GIA-ST será utilizada para informação e apuração do ICMS devido por substituição tributária à Unidade da Federação diversa daquela do domicílio fiscal do substituto. (Ajuste Sinief nº 4/1993, cláusula décima; Convênio 81/1993, cláusula décima terceira) 17.2. Contribuinte O contribuinte substituto tributário estabelecido em outra Unidade da Federação, relativamente à inscrição especial no Cadastro de Contribuintes, deverá apresentar a declaração do imposto apurado no mês subsequente ao das operações ou prestações realizadas. (Ajuste Sinief nº 4/1993, cláusula oitava, parágrafo único) 17.3. Prazo A GIA-ST deve ser remetida pelo sujeito passivo por substituição tributária para local indicado pela Unidade da Federação favorecida até o dia 10 do mês subsequente ao da apuração do imposto. (Ajuste Sinief nº 4/1993, cláusula décima, 4º) 17.4. GIA-ST Sem Movimento Ainda que no período não tenham ocorrido operações sujeitas à substituição tributária, o contribuinte deve remeter a GIA-ST no mesmo prazo mencionado do tópico 4, hipótese em que deve assinalar o campo 1, correspondente à expressão "GIA-ST Sem Movimento". (Ajuste Sinief nº 4/1993, cláusula décima, 4º) 17.5. Apresentação da GIA-ST A GIA-ST deve ser apresentada por transmissão eletrônica de dados ou em meio magnético, a critério de cada Unidade da Federação favorecida, depois de validada pelo programa de computador aprovado pela Cotepe/ICMS. (Ajuste Sinief nº 4/1993, cláusula décima, 5º) 46
18. Crédito do imposto e Ressarcimento do imposto retido 18.1. Ressarcimento do imposto retido Os procedimentos a serem observados pelo contribuinte quando ocorrerem hipóteses de restituição ou de ressarcimento de imposto retido pelo regime de substituição tributária, com fundamento no Regulamento do ICMS, aprovado pelo Decreto nº 45.490/2000, na Portaria CAT nº 17/1999. É assegurada a restituição do imposto pago antecipadamente em razão da substituição tributária, caso não se efetive o fato gerador presumido na sujeição passiva ou em que se comprove que na operação final com a mercadoria ou o serviço ficou configurada obrigação tributária de valor inferior à presumida. O contribuinte substituído poderá ressarcir-se do imposto retido por sujeição passiva por substituição, relativamente às seguintes hipóteses: a) valor retido a maior, correspondente à diferença entre o que serviu de base à retenção e o valor da operação ou prestação realizada com consumidor ou usuário final; b) valor do imposto retido ou da parcela do imposto retido relativo ao fato gerador presumido não realizado, tais como furto, roubo, perda ou destinação da mercadoria para uso ou consumo próprio; c) valor do imposto retido ou da parcela do imposto retido relativo ao valor acrescido correspondente à saída que promover ou à saída subsequente amparada por isenção ou nãoincidência; d) valor do imposto retido ou da parcela do imposto retido em favor deste Estado, correspondente à operação subsequente, quando promover saída para estabelecimento de contribuinte localizado em outro Estado. 18.2. Crédito do imposto O contribuinte substituído não terá direito ao crédito do ICMS porque na saída das mercadorias não terá o débito, visto que o imposto que seria por ele devido já foi recolhido pelo contribuinte substituto. (RICMS-SP, art. 278) O contribuinte que receber a mercadoria com imposto redito, não destinado à comercialização subsequente, inclusive destinada à incorporação ao Ativo Imobilizado, pode aproveitar o crédito fiscal quando admitido. O crédito será calculado mediante aplicação da alíquota interna sobre a base de cálculo que seria atribuída à operação própria do remetente caso estivesse submetida ao regime comum de tributação. Se a operação de que decorreu a entrada da mercadoria estiver 47
beneficiada por redução de base de cálculo, seu valor, para determinação do crédito fiscal, será reduzido em igual proporção. Com relação ao procedimento para o creditamento, em relação ao ativo imobilizado, será observada a regra específica para crédito de Ativo Imobilizado, considerando a apropriação à razão de 1/48 por mês, além das obrigações acessórias quanto à emissão da Nota Fiscal de Entrada para escrituração mensal do mencionado crédito e escrituração do CIAP. (RICMS-SP, art. 61, 10; art. 272; Decisão Normativa CAT n 1/2001; Portaria CAT n 25/2001 e Portaria CAT n 41/2003) 19. Devolução de mercadoria sujeita a substituição tributária 19.1. Devolução A operação de devolução de mercadoria tem o objetivo de anular os efeitos da operação anterior. Desta forma, na devolução, o destinatário recebe a mercadoria e posteriormente a devolve ao remetente, por qualquer motivo. (RICMS-SP, art. 4º, IV) 19.2. Devolução de substituído para outro contribuinte substituído Na devolução promovida por contribuinte substituído com destino a fornecedor que também esteja nessa condição, ou seja, de substituído tributário, a nota fiscal será emitida sem o destaque do imposto, consignando-se, nos campos próprios, as seguintes indicações: a) no campo "Natureza da Operação", a expressão "Devolução"; b) no campo "CFOP", 5.411 (operação interna); c) no campo "Situação Tributária", o código de situação tributária CST 060 "ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária"; d) no campo "Informações Complementares": d.1) a indicação dos dados da nota fiscal relativa à aquisição, que poderá ser feita nos seguintes termos: "Devolução (parcial ou total) de mercadoria recebida com sua nota fiscal nº, de / /, no valor de R$."; d.2) "Imposto Recolhido por Substituição - Artigo... do RICMS"; d.3) motivo da devolução; d.4) a base de cálculo do ICMS retido e o valor da parcela do ICMS retido. A referida nota fiscal de devolução deverá ser escriturada no livro Registro de Saídas do remetente e no livro Registro de Entradas do destinatário, na coluna "Outras - Operações ou Prestações sem débito do Imposto" e "Outras - Operações ou Prestações sem crédito do Imposto", respectivamente. O valor do imposto retido ou de parcela do imposto retido indicado 48
no documento fiscal não será incluído na escrituração da coluna "Outras", devendo ser indicado, na coluna "Observações". (RICMS-SP, art. 4º, IV, art. 127, I, "I", "j", IV, "d", 15, arts. 274, caput, e 278, 1º) 19.3. Devolução de substituído para contribuinte substituto O contribuinte substituído, quando efetuar a devolução de mercadoria adquirida em regime de substituição tributária diretamente ao contribuinte substituto, deverá emitir nota fiscal em conformidade com a nota fiscal recebida, com destaque do valor do imposto incidente sobre a própria operação do fornecedor, mencionando-se os requisitos exigidos e, em especial, as seguintes indicações: a) no campo "Natureza da Operação", a expressão "Devolução"; b) no campo "CFOP", 5.411 (operação interna); c) no campo "Situação Tributária", o CST 000 "Tributada integralmente"; d) nos campos "Base de Cálculo do ICMS" e "Valor do ICMS", os valores relativos à base de cálculo e ao valor do imposto incidente sobre a própria operação do contribuinte substituto (fornecedor); e) no campo "Informações Complementares": e.1) "Imposto recolhido por substituição tributária - Art. do RICMS"; e.2) "Base de cálculo da substituição tributária: R$ "; e.3) "Imposto retido: R$ "; e.4) "Devolução (total ou parcial) de mercadoria recebida com sua nota fiscal nº, de / /, no valor de R$ "; e.5) motivo da devolução. Uma vez que o ICMS incidente sobre a própria operação do contribuinte substituto do qual foi recebida a mercadoria não foi creditado por ocasião da entrada no estabelecimento, e estará sujeita ao débito no momento da devolução, o valor do imposto destacado na nota fiscal (letra "d") poderá ser lançado a crédito, diretamente no livro Registro de Apuração do ICMS, no quadro "Crédito do Imposto" - "Outros Créditos", com a indicação da origem do lançamento ("Devolução de mercadoria recebida com substituição tributária - Nota fiscal nº, de / / "). Já o contribuinte substituto deverá lançar no livro Registro de Entradas: a) o documento fiscal relativo à devolução, com utilização das colunas "Operações com Crédito do Imposto" na forma regulamentar, creditando-se do imposto incidente sobre a sua própria operação de saída; b) na coluna "Observações", na mesma linha do lançamento efetuado na forma da letra "a" anterior, o valor da base de cálculo e o do imposto retido, relativos à devolução, utilizando, para tanto, colunas distintas sob o título comum "Substituição Tributária". 49
Os valores constantes na coluna relativa ao imposto retido serão totalizados no último dia do período de apuração, para o lançamento no livro Registro de Apuração do ICMS. (RICMS-SP, art. 4º, IV; art. 59; art. 127, I, "i", "j", IV, "d", 15; art. 274, caput; arts. 273, 276, 278 e 281) 19.4. Exemplo de nota fiscal A seguir, demonstramos um exemplo de nota fiscal de devolução interna a contribuinte substituto de mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária, emitida por contribuinte substituído. 50
20. Tabela de CFOPs e código de situação tributária 20.1. CFOP quadro CFOP Descrição da operação 1.360 Aquisição de serviço de transporte por contribuinte substituto em relação ao serviço de transporte Classificam-se neste código as aquisições de serviços de transporte quando o adquirente for o substituto tributário do imposto decorrente da prestação dos serviços 1.401/2.401 Compra para industrialização ou produção rural em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as compras de mercadorias a serem utilizadas em processo de industrialização ou produção rural, decorrentes de operações com mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária. Também serão classificadas neste código as compras por estabelecimento industrial ou produtor rural de cooperativa de mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária 1.403/2.403 Compra para comercialização em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as compras de mercadorias a serem comercializadas, decorrentes de operações com mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária. Também serão classificadas neste código as compras de mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária em estabelecimento comercial de cooperativa. 1.406/2.406 Compra de bem para o ativo imobilizado cuja mercadoria está sujeita ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as compras de bens destinados ao ativo imobilizado do estabelecimento, em operações com mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária. 1.407/2.407 Compra de mercadoria para uso ou consumo cuja mercadoria está sujeita ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as compras de mercadorias destinadas ao uso ou consumo do estabelecimento, em operações com mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária. 1.408/2.408 Transferência para industrialização ou produção rural em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as mercadorias recebidas em transferência de outro estabelecimento da mesma empresa, para serem industrializadas no estabelecimento, em operações com mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária. 1.409/2.409 Transferência para comercialização em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as mercadorias recebidas em transferência de outro estabelecimento da mesma empresa, para serem comercializadas, decorrentes de operações sujeitas ao regime de substituição tributária. 1.410/2.410 Devolução de venda de produção do estabelecimento em operação com produto sujeito ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as devoluções de produtos industrializados ou produzidos pelo próprio estabelecimento, cujas saídas tenham sido classificadas como "Venda de produção do estabelecimento em operação com produto sujeito ao regime de substituição tributária". 1.411/2.411 Devolução de venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as devoluções de vendas de mercadorias adquiridas ou recebidas de terceiros, cujas saídas tenham sido classificadas como "Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária". 1.414/2.414 Retorno de produção do estabelecimento, remetida para venda fora do estabelecimento em operação com produto sujeito ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as entradas, em retorno, de produtos industrializados ou produzidos pelo próprio estabelecimento, remetidos para vendas fora do estabelecimento, inclusive por meio de veículos, em operações com 51
produtos sujeitos ao regime de substituição tributária, e não comercializadas 1.415/2.415 Retorno de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, remetida para venda fora do estabelecimento em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as entradas, em retorno, de mercadorias adquiridas ou recebidas de terceiros remetidas para vendas fora do estabelecimento, inclusive por meio de veículos, em operações com mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária, e não comercializadas. 1.603/2.603 Ressarcimento de ICMS retido por substituição tributária Classificam-se neste código os lançamentos destinados ao registro de ressarcimento de ICMS retido por substituição tributária a contribuinte substituído, efetuado pelo contribuinte substituto, ou, ainda, quando o ressarcimento for apropriado pelo próprio contribuinte substituído, nas hipóteses previstas na legislação aplicável. 5.360/6.360 Prestação de serviço de transporte a contribuinte substituto em relação ao serviço de transporte (Ajuste Sinief nº 6/2007, efeitos a partir de 1º.01.2008, e Ajuste Sinief nº3/2008, efeitos a partir de 1º.05.2008, em relação ao CFOP 6.360) Classificam-se neste código as prestações de serviços de transporte a contribuinte ao qual tenha sido atribuída a condição de substituto tributário do imposto sobre a prestação dos serviços 5.401/6.401 Venda de produção do estabelecimento em operação com produto sujeito ao regime de substituição tributária, na condição de contribuinte substituto Classificam-se neste código as vendas de produtos industrializados ou produzidos pelo próprio estabelecimento em operações com produtos sujeitos ao regime de substituição tributária, na condição de contribuinte substituto. Também serão classificadas neste código as vendas de produtos industrializados por estabelecimento industrial ou produtor rural de cooperativa sujeitos ao regime de substituição tributária, na condição de contribuinte substituto. 5.402/6.402 Venda de produção do estabelecimento de produto sujeito ao regime de substituição tributária, em operação entre contribuintes substitutos do mesmo produto Classificam-se neste código as vendas de produtos sujeitos ao regime de substituição tributária industrializados no estabelecimento, em operações entre contribuintes substitutos do mesmo produto. 5.403/6.403 Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária, na condição de contribuinte substituto Classificam-se neste código as vendas de mercadorias adquiridas ou recebidas de terceiros, na condição de contribuinte substituto, em operação com mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária. 6.404 Venda de mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária, cujo imposto já tenha sido retido anteriormente Classificam-se neste código as vendas de mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária, na condição de substituto tributário, exclusivamente nas hipóteses em que o imposto já tenha sido retido anteriormente. 5.405 Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária, na condição de contribuinte substituído Classificam-se neste código as vendas de mercadorias adquiridas ou recebidas de terceiros em operação com mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária, na condição de contribuinte substituído. 5.408/6.408 Transferência de produção do estabelecimento em operação com produto sujeito ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código os produtos industrializados ou produzidos no próprio estabelecimento em transferência para outro estabelecimento da mesma empresa de produtos sujeitos ao regime de substituição tributária. 5.409/6.409 Transferência de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as transferências para outro estabelecimento da mesma empresa, de mercadorias adquiridas ou recebidas de terceiros que não tenham sido objeto de qualquer processo industrial no estabelecimento, em operações com mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária. 5.410/6.410 Devolução de compra para industrialização ou produção rural em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária 52
Classificam-se neste código as devoluções de mercadorias adquiridas para serem utilizadas em processo de industrialização ou produção rural cujas entradas tenham sido classificadas como "Compra para industrialização ou produção rural em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária". 5.411/6.411 Devolução de compra para comercialização em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as devoluções de mercadorias adquiridas para serem comercializadas, cujas entradas tenham sido classificadas como "Compra para comercialização em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária". 5.412/6.412 Devolução de bem do ativo imobilizado, em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as devoluções de bens adquiridos para integrar o ativo imobilizado do estabelecimento, cuja entrada tenha sido classificada, respectivamente, nos códigos 1.406 ou 2.406 - "Compra de bem para o ativo imobilizado cuja mercadoria está sujeita ao regime de substituição tributária". 5.413/6.413 Devolução de mercadoria destinada ao uso ou consumo, em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as devoluções de mercadorias adquiridas para uso ou consumo do estabelecimento, cuja entrada tenha sido classificada, respectivamente, nos códigos 1.407 ou 2.407 - "Compra de mercadoria para uso ou consumo cuja mercadoria está sujeita ao regime de substituição tributária". 5.414/6.414 Remessa de produção do estabelecimento para venda fora do estabelecimento em operação com produto sujeito ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as remessas de produtos industrializados ou produzidos pelo próprio estabelecimento para serem vendidos fora do estabelecimento, inclusive por meio de veículos, em operações com produtos sujeitos ao regime de substituição tributária. 5.415/6.415 Remessa de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros para venda fora do estabelecimento, em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária Classificam-se neste código as remessas de mercadorias adquiridas ou recebidas de terceiros para serem vendidas fora do estabelecimento, inclusive por meio de veículos, em operações com mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária. 5.603/6.603 Ressarcimento de ICMS retido por substituição tributária Classificam-se neste código os lançamentos destinados ao registro de ressarcimento de ICMS retido por substituição tributária a contribuinte substituído, efetuado pelo contribuinte substituto, nas hipóteses previstas na legislação aplicável 20.2. Código de situação tributária TABELA A Origem da Mercadoria ou Serviço (Ajuste SINIEF 20/2012, e suas alterações) 0 Nacional, exceto as indicadas nos códigos 3, 4, 5 e 8; 1 Estrangeira importação direta, exceto a indicada no código 6; 2 Estrangeira adquirida no mercado interno, exceto a indicada no código 7; 3 Nacional, mercadoria ou bem com Conteúdo de Importação superior a 40% (quarenta por cento) e inferior ou igual a 70% (setenta por cento); 4 Nacional cuja produção tenha sido feita em conformidade com os processos produtivos básicos de que tratam o Decreto-Lei n 288/67 e as Leis nos 8.248/91, 8.387/91, 10.176/2001 e 11.484/2007; 53
5 Nacional mercadoria ou bem com Conteúdo de Importação inferior ou igual a 40% (quarenta por cento); 6 Estrangeira importação direta, sem similar, constante em lista de Resolução CAMEX e gás natural; 7 Estrangeira adquirida no mercado interno, sem similar nacional, constante em lista de Resolução CAMEX e gás natural. 8 Nacional, mercadoria ou bem com Conteúdo de Importação superior a 70% (setenta por cento). 00 -Tributada integralmente Tabela B - Tributação pelo ICMS 10 -Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária 20 - Com redução de base de cálculo 30 - Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária 40 - Isenta 41 - Não tributada 50 - Suspensão 51 - Diferimento 60 - ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária 70 - Com redução de base de cálculo e cobrança do ICMS por substituição tributária 90 - Outras Nota Explicativa: 1. O Código de Situação Tributária é composto de três dígitos na forma ABB, onde o 1 dígito deve indicar a origem da mercadoria ou serviço, com base na Tabela A e os 2 e 3 dígitos a tributação pelo ICMS, com base na Tabela B. (cf. cláusula segunda do Ajuste SINIEF 06/2008) (cf. cláusula segunda do Ajuste SINIEF 6/2008, numerado como item 1, cf. cláusula segunda do Ajuste 20/2012 efeitos a partir de 1 de janeiro de 2013) 2. 2. O conteúdo de importação a que se referem os códigos 3, 5 e 8 da Tabela A é aferido de acordo com as normas expedidas pelo Conselho Nacional de Política Fazendária CONFAZ. (cf. inciso II da cláusula primeira do Ajuste SINIEF 15/2013 efeitos a partir de 1 de agosto de 2013) 3. 3. A lista a que se refere a Resolução do Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior CAMEX, mencionada nos códigos 6 e 7 da Tabela A, contempla, nos termos da Resolução n 13, de 2012, do Senado Federal, os bens ou mercadorias importados sem similar nacional. (acrescentado cf. cláusula segunda do Ajuste SINIEF 20/2012 efeitos a partir de 1 de janeiro de 2013) 54
ORIENTAÇÕES PREENCHIMENTO DE NF-E PARA SIMPLES NACIONAL CADASTRO DO EMITENTE Código de Regime Tributário - CRT 1 - Simples Nacional 2 - Simples Nacional - excesso de sublimite da receita bruta 3 - Regime Normal NOTAS EXPLICATIVAS: O código 1 será preenchido pelo contribuinte quando for optante pelo Simples Nacional. O código 2 será preenchido pelo contribuinte optante pelo Simples Nacional mas que tiver ultrapassado o sublimite de receita bruta fixado pelo estado/df e estiver impedido de recolher o ICMS/ISS por esse regime, conforme arts. 19 e 20 da LC 123/06. O código 3 será preenchido pelo contribuinte que não estiver na situação 1 ou 2. TRIBUTOS / ICMS Código de Situação da Operação no Simples Nacional - CSOSN 101 - Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito - Classificam-se neste código as operações que permitem a indicação da alíquota do ICMS devido no Simples Nacional e o valor do crédito correspondente. 102 - Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito - Classificam-se neste código as operações que não permitem a indicação da alíquota do ICMS devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e não estejam abrangidas nas hipóteses dos códigos 103, 203, 300, 400, 500 e 900. 103 - Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta - Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional contemplados com isenção concedida para faixa de receita bruta nos termos da Lei Complementar nº 123, de 2006. 201 - Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito e com cobrança do ICMS por substituição tributária 55
- Classificam-se neste código as operações que permitem a indicação da alíquota do ICMS devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e com cobrança do ICMS por substituição tributária. 202 - Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito e com cobrança do ICMS por substituição tributária - Classificam-se neste código as operações que não permitem a indicação da alíquota do ICMS devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e não estejam abrangidas nas hipóteses dos códigos 103, 203, 300, 400, 500 e 900, e com cobrança do ICMS por substituição tributária. 203 - Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta e com cobrança do ICMS por substituição tributária - Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional contemplados com isenção para faixa de receita bruta nos termos da Lei Complementar nº 123, de 2006, e com cobrança do ICMS por substituição tributária. 300 - Imune - Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional contempladas com imunidade do ICMS. 400 - Não tributada pelo Simples Nacional - Classificam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional não sujeitas à tributação pelo ICMS dentro do Simples Nacional. 500 - ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária (substituído) ou por antecipação - Classificam-se neste código as operações sujeitas exclusivamente ao regime de substituição tributária na condição de substituído tributário ou no caso de antecipações. 900 - Outros - Classificam-se neste código as demais operações que não se enquadrem nos códigos 101, 102, 103, 201, 202, 203, 300, 400 e 500. NOTA EXPLICATIVA: O Código de Situação da Operação no Simples Nacional - CSOSN será usado na Nota Fiscal Eletrônica exclusivamente quando o Código de Regime Tributário - CRT for igual a 1, e substituirá os códigos da Tabela B - Tributação pelo ICMS do Anexo Código de Situação Tributária - CST do Convênio s/nº de 15 de dezembro de 1970. 56