ANSIEDADE E DEPRESSÃO PSICOPATOLOGIA E ASPECTOS DIAGNÓSTICOS
Definição de Dor (IASP, 1979) Dor segundo a definição de Meskley, aceita pela IASP é: Experiência sensorial e emocional desprazerosa associada com real ou potencial lesão de tecido ou descrita em termos de tal lesão
A DOR Assim sendo, dor é sempre subjetiva e psicogênica. A queixa de dor é uma forma de comunicação de sofrimento Temos que lembrar que o limiar da dor é muito variado, dependendo de fatores sócio-culturais, transmitidos pela família e pela sociedade, que modulam a resposta a dor
A forma como a dor será percebida depende de características intrínsecas dos pacientes. Idade Sexo Maturidade Emocional Experiências anteriores Aprendizado Familiar Padrão de Comunicação cultural
COMPONENTES DA DOR 1) SENSITIVO/PERCEPTIVO DISCRIMINANTE 2)MOTIVACIONAL/AVERSIVO AFETIVO 3)COGNITIVO - AVALIADOR
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Trajetória de um Estímulo Doloroso Componentes, Mecanismos e Tipos de Dor
COMPONENTES DA DOR Variáveis Cognitivas: Coping, Expectativa, Controle, Valorização e Conhecimento Variáveis Situacionais: Reações Familiares, Estresse, Aposentadorias, Mudança Papéis Sociais, Litígios Trabalhistas Variáveis Emocionais: Raiva, Medo, Tristeza, Depressão, Angústia, Frustração
Transtornos Mentais e Dor A comorbidade de transtornos psiquiátricos em pacientes com dor é alto. Alguns estudos demonstram que no último ano: Em pacientes com dor crônica em geral, 21,7% tiveram algum transtorno de humor contra 10% da população geral; e 25,1% apresentou algum transtorno ansioso comparado com 18,1% da população geral. McWilliams et al (2003) Em pacientes com dor crônica cervical ou lombar, 17,5% apresentaram transtorno do humor, 26,5% transtorno ansioso, com 35% desses pacientes tendo tido pelo menos um transtorno mental nos últimos 12 meses. Von Korff et al (2005)
Transtornos Mentais e Dor Essa alta comorbidade, a importância e o risco aumentado de reações de ajustamento ansiosas e depressivas tornam fundamental a avaliação desses pacientes nesse aspecto. Iniciar tratamento adequado para os transtornos mentais associados significa uma melhor resposta terapêutica e prognóstico para esses pacientes.
SÍNDROME ANSIOSA
DEFINIÇÕES Sentimento intrínseco do desenvolvimento humano. É experimentado de modo único e pessoal Estado de humor desconfortável, uma apreensão negativa em relação ao futuro, uma inquietação desagradável
EPIDEMIOLOGIA Principal problema de saúde mental em grandes centros brasileiros 18% Prevalência na atenção básica Espanha 13,8% Canadá 19,2% EUA 21,8%
ANSIEDADE PATOLÓGICA Resposta inadequada Autonomia (ocorrência espontânea) Intensidade Duração Comportamento (evitação, compulsão, rituais) Pode ser: Situacional Traço da personalidade
ANSIEDADE E HOSPITAL GERAL Mais comum não é ansiedade patológica Ambiente ansiogênico, ameaçador Percepção de doença é objetiva O adoecimento como experiência reflexiva
Ansiedade e Dor Dor aguda reação ansiosa (medo, raiva) ampliada sensação de desconhecimento e insegurança Ansiedade aumento da secreção de cortisol e catecolaminas hiperventilação e alcalose aumento da agregação plaquetária e do tônus simpático rebaixamento do limiar de dor, aumento da atenção à dor e à interpretação de qualquer sensação como dor. Estar bem informado e consciente do que esta ocorrendo, aumenta a sensação de controle, reduzindo a ansiedade e a percepção de dor Transtornos Mentais e Dor
ANSIEDADE COMO SINTOMA Pode ser o principal sintoma de uma doença Sintoma excludente?
Transtornos ansiosos são estados emocionais repetitivos ou persistentes onde a ansiedade patológica desempenha um papel fundamental
T. Ajustamento Quadro agudo < 1 mês Falha nos mec. de defesas usados para amenizar a ansiedade Vulnerabilidade física e psíquica Sentimento de ansiedade e opressão
T. Pânico Crises súbitas, intensas, sensação de perda de controle e morte iminente Exacerbação com o adoecimento Predisposição a doenças (DPOC)
TAG Preocupação e nervosismo > 6 meses Ansiedade mantida ou flutuante Perturbação do sono Sint. Físicos (cefaléia, taquicardia) Redução da concentração Hiperatividade autonômica (tontura, tremores e sudorese) Usam BZD
TEPT Resposta retardada, < 6 meses Flashbacks Fobias específicas Comum adicção Suicídio Distanciamento emocional, entorpecimento dos sentimentos
DIAGNÓSTICO Entrevista breve Considerar sintomas, curso e intensidade Identificar o padrão presente Desencadeantes Condições clínicas? Uso substâncias? Condições adversas no ambiente hospitalar
SÍNDROME DEPRESSIVA
Depressão e Dor desesperança, desvalia, impotência e desespero, baixa auto-estima, culpa e ruína desencadeados pela nãoresolução do quadro álgico. dor depressão queixas de dor no corpo todo, lombalgia, cefaléias e dor em membros inferiores. O paciente se sente diminuído pelas limitações que a dor traz, Perda da confiança nas equipes médicas. Progressiva valorização e amplificação da dor persistente. Transtornos Mentais e Dor
EPIDEMIOLOGIA Principal causa de incapacidade Diagnóstico mais prevalente em interconsulta psiquiátrica 5% terão depressão moderada a grave 2% destes serão internados 15% cometem suicídio
EPIDEMIOLOGIA Prolongamento das internações Principal fator de risco para descompensação em cardiopatas Caráter recorrente Risco 50% de um segundo episódio Risco 70-80% de um terceiro episódio
EPIDEMIOLOGIA Pacientes clínicos x psiquiátricos Importância do estresse Menor relação com história familiar Dificuldades diagnósticas Tratamento farmacológico
DEPRESSÃO E CONDIÇÕES CLÍNICAS Reação de ajustamento com humor deprimido Meio caminho entre normal e doença Depressão Secundária Alterações fisiológicas de condições médicas Depressão induzida por medicamentos Anabolizantes, corticóides e reserpina
DEPRESSÃO E CONDIÇÕES CLÍNICAS Episódio depressivo Desencadeado Agravado Condição médica e depressão IAM
2 SITUAÇÕES QUE CONFUNDEM DIAGNÓSTICO Depressão como resposta normal a doença Depressão diagnosticada como tristeza ou sinais físicos causados por doença de base
no lugar dele eu também estaria deprimido
é compreensível, não vou tratar
só dá em quem tem fraqueza de caráter
conseqüência natural do envelhecimento
força de vontade cura a depressão
AD são perigosos, só vou dar 1 comprimido ao dia
quem realmente quer se matar, não avisa
volte daqui a 2 meses, conversaremos longamente
SINTOMAS QUE CONFUNDEM Fadiga Alterações do sono, apetite e peso Redução da psicomotricidade Corroboram o diagnóstico quando: Em excesso Relação temporal com sintomas clínicos
SINTOMAS DEPRESSIVOS COM SIGNIFICADO CLÍNICO Anedonia : difícil avaliação AVC Cardiopatias Alterações tireoidianas HIV positivos
DIAGNÓSTICO Nível de consciência Sintomas cognitivos Anedonia: prazer em pequenas coisas Apatia: T. orgânico do humor Sintomas somáticos História familiar Patologia orgânica
PSICOPATOLOGIA HUMOR TRISTE: PONTO CENTRAL Sintomas cognitivos Déficit atenção e concentração Déficit secundário da memória Dificuldade de tomar decisões Pseudodemência depressiva
PSICOPATOLOGIA Sintomas afetivos Tristeza, melancolia Choro fácil e freqüente Apatia: indiferença ativa Tédio, desespero e desesperança Irritabilidade aumentada Angústia e ansiedade Sentimento de falta de sentimento
PSICOPATOLOGIA Alterações instintivas e neurovegetativas Fadiga, cansaço fácil e constante Desânimo, hipobulia Alterações do sono, apetite Anedonia Diminuição da libido e resposta sexual Constipação, pele fria, palidez
PSICOPATOLOGIA Alterações ideativas Ideação negativa, pessimismo Idéias de arrependimento e culpa Ruminações com mágoas antigas Idéias de morte e de desaparecer Ideação, planos ou atos suicidas
PSICOPATOLOGIA Alterações da autovaloração Baixa auto-estima Sentimento de insuficiência Incapacidade Vergonha Autodepreciação
PSICOPATOLOGIA Alterações da volição e psicomotricidade Permanecer na cama Tempo de latência aumentado Diminuição da fala, mutismo Negativismo Lentificação psicomotora Estupor hipertônico ou Hipotônico
PSICOPATOLOGIA Sintomas psicóticos Idéias delirantes de conteúdos negativos Delírio de ruína ou miséria Delírio de culpa Delírio de inexistência Delírio hipocondríaco ou negação de órgãos Síndrome de COULTARD Alucinações auditivas Ilusões auditivas ou visuais Ideação paranóide
as síndromes depressivas tem relação fundamental com experiências de perdas (Hofer, 1996)
ANTIDEPRESSIVOS Indicação: Dor Disestésica e Dores NeuropáticaS, em queimação e paroxísticas: neuropatia diabética, lombalgia, neurite pós-herpética, dores de origem central(pós-avc), profilaxia de enxaqueca e cefaléia de tensão Independe da Presença de Dist. Humor Não é Efeito Placebo Parece agir nos Sistemas Inibitórios Descendentes e Áreas Centrais Conexas Ação mais rápida (48-72 horas) e em menor dose do que para Depressão
ANTIDEPRESSIVOS Tricíclicos Serotominérgicos: Imipramina,Amitriptilina,Clorimipramina Decepção com os ISRS: alguma ação da paroxetina em polineuropatia diabética, Fluoxetina e sertralina em cefaléias Os inibidores de ação dupla, como a venlafaxina e a duloxetina tem apresentado boa resposta nas dores crônicas. Potencialização dos Opióides: uso nos pacientes com Câncer IMPORTANTE: ao escolher, lembre-se dos efeitos colaterais
ANTICONVULSIVANTES Indicação: dores neuropáticas e centrais, de caráter paroxístico: neurite pós-herpética, lesão nervos periféricos e medular traumática, esclerose múltipla. Mecanismos: capacidade de suprimir descargas com inativação dos canais de sódio PP Carbamazepina, Clonazepan, Gabapentina, Valproato nas cefaléias crônicas e enxaquecas
Benzodiazepínicos, Lítio e Neurolépticos Neurolépticos potencializam opióides pp sulpirida, trifluoperazina e clorpromazina. Utilização terapêutica de efeitos colaterais: ação antiemética e sedativa Litio: em enxaquecas e cefaléia em salva Benzodiazepínicos: freqüente o uso equivocado, com dependência e piora de depressão; indicados em dores agudas, pp se acompanhadas com ansiedade. Destaque para o clonazepan em dores neuropáticas paroxística como a deaferentação.
A forma como a dor será percebida depende de características intrínsecas dos pacientes. Idade Sexo Maturidade Emocional Experiências anteriores Aprendizado Familiar Padrão de Comunicação cultural
COMPONENTES DA DOR 1) SENSITIVO/PERCEPTIVO DISCRIMINANTE 2)MOTIVACIONAL/AVERSIVO AFETIVO 3)COGNITIVO - AVALIADOR
Trajetória de um Estímulo Doloroso Componentes, Mecanismos e Tipos de Dor
Trajetória de um Estímulo Doloroso Componentes, Mecanismos e Tipos de Dor
COMPONENTES DA DOR Variáveis Cognitivas: Coping, Expectativa, Controle, Valorização e Conhecimento Variáveis Situacionais: Reações Familiares, Estresse, Aposentadorias, Mudança Papéis Sociais, Litígios Trabalhistas Variáveis Emocionais: Raiva, Medo, Tristeza, Depressão, Angústia, Frustração