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conveniência

Food service em destaque Stock A alimentação mais saudável, com maior oferta de frutas ou sucos naturais, vem ganhando espaço rapidamente nas lojas Não é de hoje que o mercado de conveniência vem apostando nos serviços de alimentação. Embora seja uma categoria mais trabalhosa (pois exige adaptações da infraestrutura da loja, cuidados com a conservação e manipulação de alimentos e melhor qualificação dos funcionários), é inegável que o chamado food service responde por margens bastante atraentes e ainda tem o poder de fidelizar os consumidores. E a tendência é de crescimento. Afinal, cada vez mais pessoas têm necessidade de optar por serviços de alimentação fora do lar, especialmente nos grandes centros urbanos. A pesquisa Os brasileiros e as refeições, realizada em 2011 pelo Instituto Data Popular, revelou que 65,3% dos brasileiros comem fora do lar diariamente. O Instituto considerou uma amostragem de 18 mil pessoas, em 251 cidades de 26 estados. De acordo com o levantamento, com a ampliação do mercado de trabalho, as pessoas passaram a gastar mais com alimentação fora dos domicílios. Embora não sejam tão recentes, os dados da pesquisa reforçam que o food service tem grande potencial de expansão, inclusive em lojas de conveniência. Uma das principais razões seria a necessidade de fazer refeições rápidas, em um local que ofereça segurança, estacionamento e serviços, tais como abastecimento e caixa bancário, além de resolver a necessidade de compras de emergência. Ou seja, o conceito de conveniência se tornou forte também para a área de alimentação. As franquias já se deram conta desta necessidade, e boa parte passou a oferecer linhas de lanches rápidos e pratos semiprontos, para consumo na loja. É o caso da BR Mania, que lançou uma linha completa de itens de alimentação, que chegam às lojas da rede embalados em um sistema especial de conservação, prontos para consumo. Outras bandeiras também investem em cardápios específicos ou mesmo em padarias (caso da am/pm, da Ipiranga), que, além de assar pães, oferecem uma linha de lanches que podem ou não ser preparados na hora. Ao mesmo tempo em que os serviços de alimentação passaram a ganhar mais espaço nas lojas, outras áreas foram, aos poucos, perdendo a importância. É o caso da mercearia, por exemplo, que continua presente nas lojas, mas em espaço reduzido. Os investimentos em ambientação (como área específica para consumo de alimentos) têm por objetivo manter o cliente mais tempo na loja, elevando os índices de consumo. Com as lojas apresentando uma variedade crescente em alimentação, os consumidores utilizam cada vez mais a conveniência como opção para lanches e Relatório Anual da Revenda de Combustíveis 2013 81

conveniência Somafoto A BR Mania lançou uma linha completa de itens de alimentação, que chegam às lojas da rede embalados em um sistema especial de conservação, prontos para consumo refeições rápidas de qualidade. Uma tendência que começou a surgir com mais frequência nestes estabelecimentos foi a alimentação saudável, com maior oferta de frutas (ou sucos naturais), lanches denominados naturais e pratos rápidos, além de salgados assados, no lugar das frituras tradicionais. Os itens com maior aceitação são lanches, salgados e produtos de cafeteria. As refeições mais elaboradas têm boa aceitação, dependendo do entorno (regiões com maior concentração de escritórios, por exemplo), mas exigem áreas maiores tanto de venda quanto de preparo, e a operação é mais complexa. As franquias do tipo store in store (dentro das lojas), como Casa do Pão de Queijo ou Bobs, ficam restritas às grandes capitais, em função do seu custo elevado (taxas de franquia e royalties). cigarros. Embora seja um produto de margem reduzida (8% a 9% em média), o cigarro é considerado um importante gerador de tráfego para a loja. O setor de bebidas (alcoólicas e não alcoólicas) responde por uma margem média de 40%. No caso das alcoólicas, apesar das legislações restritivas ao consumo e comercialização (veja Box), há um interesse crescente do consumidor pelas cervejas especiais. No caso das bebidas não alcoólicas, os energéticos são o grande destaque e a tendência do mercado. Em relação ao food service, as margens chegam, muitas vezes, a 100%. Cada vez mais estruturado e Categorias de destaque Apesar da demanda crescente pelo food service, o maior faturamento de uma loja de conveniência continua sendo a categoria tabacaria, especificamente Vários estados e municípios têm adotado legislações restritivas à venda de bebidas alcoólicas em lojas de conveniência 82 Relatório Anual da Revenda de Combustíveis 2013

com maior qualidade e variedade de produtos, a categoria não pode mais ser negligenciada pelo proprietário. Em outros países, como nos Estados Unidos, berço da conveniência, os serviços de alimentação são extremamente estruturados, com produção própria de sanduíches no estilo fast food, diversas opções de bebidas, cardápios que variam conforme o período do dia, entre vários outros itens para atrair o consumidor. Para os especialistas no segmento, este é um caminho que as lojas brasileiras terão de seguir. Uma tendência, atualmente, são as padarias dentro das lojas de conveniência, oferecendo toda a gama de produtos que tradicionalmente se encontra em panificadoras de bairro, produzidos na própria loja. É um mercado que promete, já que a conveniência tem a vantagem de estar dentro posto, apresentando serviços agregados, segurança e facilidade de estacionamento. Somafoto Próprias x franquias Em 2012, as lojas próprias cresceram menos do que as franquias ou licenciadas. O motivo foi a democratização das lojas ou seja, as redes organizadas têm tornado suas lojas mais acessíveis (em termos de custos e operações, principalmente das licenciadas) aliada a uma crescente necessidade de especialização. O faturamento destes empreendimentos depende de diversas variáveis, como localização, área, serviços disponíveis e operação. Mas, em média, uma loja licenciada (com área de 40 m 2 a 50 m 2 ) tem um faturamento de R$ 60 mil. As franquias, em geral, geram receitas maiores, porém seus custos de instalação e operação também são mais elevados. Dificuldades do segmento A grande dificuldade do setor de conveniência atualmente é a mão de obra. De acordo com especialistas em varejo e treinamento, está cada vez mais difícil contratar bons atendentes e gerentes, e mantê-los é um desafio ainda maior. Tradicionalmente, a conveniência é um setor que oferece baixa remuneração, e raramente uma loja possui um plano de incentivo, o que desmotiva os funcionários e os deixa sempre atentos a outras oportunidades de emprego. Essa grande rotatividade de funcionários resulta também em outro problema: a dificuldade de treinamento. Não é incomum que um funcionário capacitado receba outras propostas de trabalho ou mesmo procure outra colocação, por ter consciência de sua valorização. Por isso, ter um plano de incentivo para a equipe é uma necessidade, e um assunto que deve ser encarado com dedicação. Perspectivas Segmento de lanches e salgados, juntamente com uma boa cafeteria, está entre as grandes apostas do mercado no médio e curto prazos O segmento possui várias oportunidades para trabalhar margens mais atrativas. O consumidor da conveniência tem uma sensibilidade mais baixa a preço do que o de supermercados, por isso está disposto a pagar um pouco mais pelos produtos comprados no canal. No entanto, para aproveitar o potencial deste consumidor, a loja deve estar sempre bem abastecida, apresentar variedade e estar atenta aos produtos que são tendência ou líderes de mercado. Além de oferecer um setor de food service de qualidade, a loja deve investir em produtos de maior valor agregado, como energéticos, produtos saudáveis e itens novos e diferenciados. O segmento de lanches e salgados, juntamente com uma boa cafeteria, é o que mais vai crescer no curto e médio prazos, em função do baixo custo de investimento e das margens proporcionadas. Relatório Anual da Revenda de Combustíveis 2013 83

conveniência Venda de bebidas alcoólicas em xeque Embora representem boa margem para as lojas, o impedimento de comercialização de bebidas alcoólicas vem sendo alvo de diversas legislações Brasil afora. Além da proibição de comercializar bebidas nas rodovias federais (prevista na Medida Provisória nº 415/2008, que veda a venda varejista e oferecimento a consumo de bebidas alcoólicas para os estabelecimentos comerciais que estiverem localizados na faixa de domínio de rodovia federal ou em local contíguo à faixa de domínio com acesso direto a rodovia ), algumas legislações municipais impedem a venda ou consumo de bebidas alcoólicas na área do posto de combustíveis. Em geral, tais legislações refletem reivindicações de setores organizados da sociedade, buscando evitar que os postos de combustíveis se transformem em local de encontro de pessoas (em geral, motoristas) para consumo de bebidas alcoólicas. Tais restrições, no entanto, não resolvem o problema, pois não impedem que o condutor do veículo adquira bebidas alcoólicas geladas em outro estabelecimento, e utilize a área do posto apenas como um local seguro para permanecer com seu veículo. Além disso, estas legislações acabam atribuindo ao estabelecimento comercial uma responsabilidade que deveria ser do motorista. Há legislações, como no caso de Porto Alegre (RS), que proíbem o consumo de bebidas alcoólicas nas dependências dos postos de combustíveis. Em caso de descumprimento da Lei, a punição recai sobre o estabelecimento comercial. Ou seja, para o infrator não existe punição, somente ao estabelecimento onde a transgressão ocorre, o que em última análise transfere ao comerciante a responsabilidade pelo cumprimento da Lei por terceiros, apesar da inexistência de poder de polícia do empresário. Em diversas cidades brasileiras (veja abaixo) existem leis municipais que impedem a comerciali- Confira a seguir algumas legislações restritivas: Minas Gerais: donos de bares e restaurantes às margens de rodovias estaduais estão proibidos de expor e vender bebidas alcoólicas. É o que determina a Lei 20.605/13; Salvador (BA): o desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, do Tribunal de Justiça da Bahia, deferiu parcialmente um mandado de segurança contra a Lei Municipal 8.258/2012, que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis e dependências, das 22h às 6h; Rio de Janeiro (RJ): um decreto do prefeito César Maia proibiu a comercialização de bebidas alcoólicas a partir de 1º de outubro de 2007. No entanto, tanto o Sindicomb-RJ quanto o Sindicom conseguiram liminares suspendendo os efeitos do decreto municipal; Paraná: há lei que proíbe o consumo no interior da loja de conveniência ou nas dependências do posto. O Sindicombustíveis-PR orienta os revendedores para que informem os consumidores por meio de placas; Vitória (ES): a venda de bebidas alcoólicas é proibida, entre meia-noite e 5h, nos postos de combustíveis da Grande Vitória, localizados às margens das rodovias estaduais. Fora do perímetro urbano de cada município, está proibida a venda ou a simples exposição de bebidas alcoólicas; São Paulo (SP): há apenas uma lei que proíbe a venda nas estradas. Para os postos da capital há apenas um projeto; Fortaleza (CE): a Lei Municipal 9.275, que impede o consumo do álcool dentro do espaço físico e nas lojas de conveniências dos postos de combustíveis de 84 Relatório Anual da Revenda de Combustíveis 2013

zação de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis e lojas de conveniência, além de regras que proíbem a venda de bebidas a partir de determinado horário, ou ainda leis que proíbem apenas a comercialização de bebidas prontas ou consumo de bebidas alcoólicas em postos. São legislações locais, de discutível constitucionalidade. Para a Fecombustíveis, o direito constitucional de empreender deve ser preservado, sendo que esse direito individual deve ser restringido apenas em situações excepcionais, em que comprovadamente não se poderia adotar alternativa menos gravosa para alcançar o direito maior da coletividade. Neste sentido, existem estudos que demonstram que as restrições de venda e consumo de bebidas alcoólicas em postos de combustíveis (de estrada e urbanos) não têm resultado na diminuição de acidentes de trânsito. Além disso, estas leis apenas prejudicam os comerciantes, sem qualquer benefício à segurança no trânsito ou outro bem maior à sociedade. Fortaleza, entre 20h e 8h, está em vigor desde o dia 3 de outubro de 2007; São Luís (MA): existe uma lei municipal que proíbe a exposição de bebidas em freezers próximos às bombas de gasolina, mas é permitida a venda nas lojas de conveniência. No entanto, está tramitando na assembleia uma nova lei que proíbe a venda nos postos de combustíveis, seja na área da pista ou nas lojas de conveniências; Porto Alegre (RS): a Lei nº 9.996, de 19 de junho de 2006, proíbe o consumo de bebidas alcoólicas nas dependências de postos de gasolina, estacionamentos e similares localizados no município, obrigando-os a exibir, em locais visíveis ao público, cartazes contendo o número desta Lei e os dizeres Proibido o Consumo de Bebidas Alcoólicas. Crescimento das franquias de alimentação De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), em 2012, o mercado de franquias cresceu 16,2% em relação ao ano anterior, alcançando um faturamento na casa dos R$ 103 bilhões. O setor gerou mais de 103 mil novos empregos diretos, o que representa um crescimento de 12,3% em relação ao ano anterior. Em número de redes, houve aumento de 19,4%, passando de 2.031 marcas, em 2011, para 2.426 em 2012. Já em relação ao número de unidades ou pontos, o segmento teve expansão de 93.098 no ano de 2011, para 104.543, em 2012. A área de alimentação foi a que conquistou maior número de novas redes. Em 2012, várias marcas internacionais chegaram ao mercado brasileiro, como Papa John s Pizza, Carl s Jr, Johnny Rockets, Quizno s, Chilis e MySandwich. Dentre as nacionais, destacam-se a Tostex, marca do grupo Giraffas, e o Box 30, do grupo Habib s. Em relação ao desempenho das franquias, os melhores números ficaram com segmentos que pouco têm a ver com a área de conveniência. O setor com melhor desempenho, em faturamento, foi hotelaria e turismo, com 97,8%. Logo em seguida, vieram limpeza e conservação, com crescimento de 44,5%; e informática e eletrônicos, com 32,5%. Por outro lado, os setores com menor desempenho foram, pela ordem, fotos, gráficas e sinalização, com expansão de 1,6%; Negócios, serviços e outros varejos, setor líder em faturamento, mas com apenas 2,6% de crescimento; e educação e treinamento, com 10,3%. Relatório Anual da Revenda de Combustíveis 2013 85