INFORMA DIEESE agosto/2008



Documentos relacionados
Cesta Básica DIEESE/PROCON atinge o maior valor de sua história. Gráfico 1 Cesta Básica DIEESE/PROCON Valor Diário (EM URV/Real) 190,00 2º. Sem.

NÍVEL DE ATIVIDADE, INFLAÇÃO E POLÍTICA MONETÁRIA A evolução dos principais indicadores econômicos do Brasil em 2007

Custo da Cesta Básica aumenta em todas as cidades

ICV-DEESE fica em 6,04%, em 2013

Curitiba, 25 de agosto de SUBSÍDIOS À CAMPANHA SALARIAL COPEL 2010 DATA BASE OUTUBRO 2010

PAINEL 16,0% 12,0% 8,0% 2,5% 1,9% 4,0% 1,4% 0,8% 0,8% 0,0% 5,0% 3,8% 2,8% 3,0% 2,1% 1,0% 1,0% -1,0%

1. Atividade Econômica

Decomposição da Inflação de 2011

ANO 4 NÚMERO 25 MARÇO DE 2014 PROFESSORES RESPONSÁVEIS: FLÁVIO RIANI & RICARDO RABELO

PAINEL. US$ Bilhões. nov-05 0,8 0,7 0,6 0,5 0,4 0,3 0,2 0,1

IPES Índice de Preços ao Consumidor

Apesar de menor, deflação continua

Promessa: Controlar a Inflação

Aumenta a taxa de desemprego

Diminui ritmo de reajustes dos preços dos alimentos

IPES Índice de Preços ao Consumidor

Valor da cesta básica diminui em 15 cidades

Conjuntura Dezembro. Boletim de

O gráfico 1 mostra a evolução da inflação esperada, medida pelo IPCA, comparando-a com a meta máxima de 6,5% estabelecida pelo governo.

O reflexo do cenário políticoeconômico. de planos de saúde

Situação da economia e perspectivas. Gerência-Executiva de Política Econômica (PEC)

PESQUISA DE JUROS ANEFAC ref a Novembro/2013 Após seis elevações no ano, taxas de juros das operações de crédito ficam estáveis

Santa Helena. jan/12 Aplicações Financeiro Inicial Aplicação Resgate Rendimento Total

Indicadores de Risco Macroeconômico no Brasil

Cesta básica tem alta moderada na maioria das capitais

PIB Produto Interno Bruto

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA)

REGIÃO METROPOLITANA DE SALVADOR SETEMBRO DE 2008 TAXA DE DESEMPREGO MANTÉM DECLÍNIO NA RMS

ESCRITÓRIO TÉCNICO DE ESTUDOS ECONÔMICOS DO NORDESTE ETENE INFORME RURAL ETENE PRODUÇÃO E ÁREA COLHIDA DE CANA DE AÇÚCAR NO NORDESTE.

Matemática Financeira. Aula 03 Taxa Real de Juros

Discurso do Ministro Alexandre Tombini, Presidente do Banco. Central do Brasil, na Comissão Mista de Orçamento do. Congresso Nacional

ÍNDICES NACIONAIS DE PREÇOS AO CONSUMIDOR IPCA e INPC julho 2012

PIB do Agronegócio CEPEA-USP/CNA Janeiro a abril de 2008 NÚMEROS BONS E ESTÁVEIS PARA O AGRONEGÓCIO EM ABRIL

SINCOR-SP 2016 ABRIL 2016 CARTA DE CONJUNTURA DO SETOR DE SEGUROS

Porto Alegre, Dezembro de 2015

ANEFAC IMA Institute of Management Accountants 1

AGÊNCIA ESPECIAL DE FINANCIAMENTO INDUSTRIAL FINAME RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO 31 DE DEZEMBRO DE 2008

Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos

Turbulência Internacional e Impacto para as Exportações do Brasil

Energia Elétrica: Previsão da Carga dos Sistemas Interligados 2 a Revisão Quadrimestral de 2004

ALGODÃO EM MATO GROSSO AGOSTO/15

PROJETO DE PESQUISA EMPRESA JÚNIOR FABAVI VITÓRIA DIRETORIA DE PROJETOS SOCIAIS. Projeto: CESTA BÁSICA DA CLASSE MÉDIA CAPIXABA

4 - GESTÃO FINANCEIRA

Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária. Novembro 2015 PARANÁ

A Influência da Crise Econômica Global no Setor Florestal do Brasil

&(67$%É6,&$62%((0&$3,7$,6

LISTA 5A. Conceitos importantes: 1) Determinantes da produção e da produtividade de um país 2) Financiamento do investimento: poupança

DIREÇÃO NACIONAL DA CUT APROVA ENCAMINHAMENTO PARA DEFESA DA PROPOSTA DE NEGOCIAÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO, DAS APOSENTADORIAS E DO FATOR PREVIDENCIÁRIO

número 3 maio de 2005 A Valorização do Real e as Negociações Coletivas

TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL II RELATÓRIO ANALÍTICO

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR

Índice fipezap de preços de imóveis anunciados

Tabela 01 Mundo Soja Área, produção e produtividade Safra 2009/10 a 2013/14

Boletim Econômico e do Setor Portuário. Sumário

Análise Mensal do Comércio Varejista de Belo Horizonte

PED-RMPA INFORME ESPECIAL IDOSOS

Conjuntura - Saúde Suplementar

Avaliação Econômica. Relação entre Desempenho Escolar e os Salários no Brasil

Aula 7 Inflação. Prof. Vladimir Maciel

A necessidade de elevar a incidência da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS sobre cigarros

Desempenho da Economia de Caxias do Sul Dezembro de 2015

RELATÓRIO 2º TRIMESTRE

Mineração. Minério de ferro: Preços em queda e estoques crescendo. Análise de Investimentos Relatório Setorial. 22 de Maio de 2014

RELATÓRIO MENSAL DE ACOMPANHAMENTO DE MERCADO Setembro de 2014 ÓLEO DIESEL

Transcrição:

INFORMA DIEESE Nº. 74 AGOSTO/2008 1 INFORMA DIEESE agosto/2008 A INFLAÇÃO RECENTE E AS CAMPANHAS SALARIAIS A inflação voltou? Como ficam as campanhas salariais dos trabalhadores? Com o objetivo de discutir essas questões, o DIEESE, em conjunto com todas as centrais sindicais, está promovendo, neste mês de agosto, a Jornada Nacional de Debates sobre a Inflação e as Campanhas Salariais. As atividades estão sendo realizadas em todas as capitais brasileiras, sempre com boa participação do público sindical, a exemplo do que ocorreu em Brasília, no último dia 19 de agosto. De fato, em 2008, a inflação voltou a preocupar. Todos os índices registraram elevação de preços. O indicador oficial de inflação no país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo IPCA, que havia se elevado em 3,14%, ao final de 2006, e 4,46%, ao final de 2007, atingiu 6,37%, no acumulado de doze meses encerrado em julho de 2008. Apesar desse crescimento, estudos do DIEESE vêm demonstrando que a economia brasileira está muito longe de uma alta generalizada de preços, tal como se vivenciou em outros períodos de nossa história. Neste sentido, é preciso esclarecer que a inflação registrada nos últimos meses é reflexo do expressivo crescimento dos preços do grupo Alimentação. Trata-se de uma constatação que pode ser verificada no gráfico abaixo: Gráfico 1 Variação Acumulada de preços por Grandes Grupos (Jan/07 a Jul/08) Fonte: ICV/DIEEESE Elaboração: DIEESE As causas principais que explicam essa inflação de alimentos são fatores externos. Houve um expressivo aumento do preço internacional do petróleo, que pressionou o custo dos insumos utilizados na produção de alimentos (fertilizantes e defensivos) e do transporte da produção agrícola. Também se registra elevação da demanda mundial por alimentos devido à incorporação de novos consumidores (em especial, da China e da Índia). E também ocorreu aumentos das cotações internacionais de várias commodities agrícolas (produtos comercializados internacionalmente e que não se diferenciam pela qualidade, tais como os grãos), resultante da

INFORMA DIEESE Nº. 74 AGOSTO/2008 2 especulação financeira de vários investidores que buscaram aplicações que compensassem a perda de rentabilidade com a queda do dólar e dos juros, especialmente nos EUA. Contudo, as recentes elevações da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) apontam que mesmo não deixando de reconhecer o choque externo de preços dos alimentos, a intenção do Banco Central é tentar reduzir a demanda interna visando cumprir a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Ou seja, independente da causa, a medida adotada é sempre a mesma. Do ponto de vista das campanhas salariais, cabe destacar que não se deve minimizar o recente crescimento da inflação, ainda mais por se tratar de uma inflação de alimentos que afeta mais o orçamento dos trabalhadores com menor poder aquisitivo. Por outro lado, deve-se lembrar que a elevação da taxa básica de juros também é prejudicial aos trabalhadores, porque tende a reduzir o crescimento econômico e, por conseqüência, diminuir a geração de empregos e a continuidade dos aumentos reais de salários. Por isso, em suas negociações coletivas, os sindicatos devem exigir reajustes salariais que garantam, no mínimo, a reposição do poder de compra, bem como aumentos reais de salários. Outras ações, como a utilização de índices que reflitam de forma mais apropriada a variação dos alimentos para a correção dos benefícios ligados à alimentação, também devem fazer parte de uma pauta mínima de negociação. Por fim, a presença sindical no debate público sobre o combate à inflação deveria contemplar medidas propositivas, de cunho não recessivas, destacando-se o incentivo e proteção a agricultura familiar produtora de alimentos; a ampliação das taxas de investimentos, notadamente públicos; e a participação do movimento sindical em espaços institucionais de decisão de política econômica, como, por exemplo, o CMN. PESQUISA DE EMPREGO E DESEMPREGO PED/DF JUNHO/2008 Desemprego A taxa de desemprego total apresentou, pelo segundo mês consecutivo, redução de 17,4% em maio para os atuais 16,9%. Esse comportamento deveu-se a redução da taxa de desemprego aberto (11,7% para 10,9%), uma vez que a de desemprego oculto passou de 5,7% para 5,9%. O contingente de desempregados foi estimado em 225 mil pessoas, 6 mil a menos do verificado no mês anterior. Foram geradas 11 mil novas ocupações e 5 mil pessoas que entraram mercado de trabalho. A taxa de participação passou de 65,1% em maio para 65,3% em junho. Ocupação O nível de ocupação entre maio e junho cresceu 1,0%. O total de ocupados foi estimado em 1.106 mil pessoas, 11 mil a mais do que no mês anterior, destacando-se para esse aumento Comércio (6,5%), Serviços (1,5%) e no agrega do Outros Setores (0,9%). Estes resultados contrabalançaram as reduções verificadas na Indústria de Transformação (6,5%), na Construção Civil (4,0%) e na Administração Pública (2,2%). Rendimentos Em maio de 2008, o rendimento médio real dos ocupados e dos assalariados apresentaram decréscimo de 1,2 e 2,4%, respectivamente, e passaram a corresponder R$ 1.645 e R$ 1.897. A massa de rendimento real dos ocupados ficou estável uma vez que o aumento da ocupação compensou a redução dos rendimentos. Já a dos assalariados decresceu 2,1%, pois a diminuição relativa do salário médio superou o aumento do emprego. Comportamentos em 12 meses Em relação a junho 2007, a taxa de desemprego total no Distrito Federal diminuiu de 18,1% para os atuais 16,9% da população economicamente ativa. O nível de ocupação nos 12 meses, por sua vez, registrou uma elevação de 5,9%, com destaque setorial para a Indústria de Transformação (19,4%), no Comércio, (15,3%), na Construção Civil (9,1%), nos Serviços (5,0%) e na Administração Pública (2,9%).

INFORMA DIEESE Nº. 74 AGOSTO/2008 3 TABELA 2 Principais indicadores do mercado de trabalho Distrito Federal Maio/2008 Indicadores jun/07 mai/08 jun/08 PEA (em mil) 1.971 2.037 2.039 Ocupados (em mil) 1.044 1.095 1.106 Desempregados (em mil) 231 231 225 Taxa de Desemprego (em %) 18,1 17,4 16,9 Fonte: STb-GDF, DIEESE, SEADE-SP. Pesquisa de Emprego e Desemprego-DF (PED-DF). Elaboração: DIEESE-DF. ÍNDICE DO CUSTO DE VIDA - ICV-DIEESE Diminui o ritmo dos aumentos Em julho, o índice do Custo de Vida (ICV), medido pelo DIEESE, apresentou variação de 0,87%, o que corresponde a 0,10 ponto percentual (pp) inferior da taxa de junho (0,97%). Os grupos que apresentaram maiores variações foram Alimentação (1,47%) e Habitação (1,49%). Foi apurada retração para os grupos Equipamentos Domésticos (-0,40%) e Vestuário (-0,39%) Na Alimentação, as altas nos preços são referentes aos produtos in natura e semielaborados (2,06 %) e alimentação fora do domicílio (1,62%). Dentro do subgrupo in natura e semielaborado, que apresentou a maior variação, chamam atenção os Legumes (7,13%), Carnes (4,12%), Grãos (2,72%) e Aves e Ovos (2,41%). Já as Raízes e Tubérculos e Hortaliças houve retração de, respectivamente, -3,77% e -6,97%. No subgrupo da indústria alimentícia (0,68%) apresentou pouca alteração nos valores dos produtos pesquisados, com destaque, porém, para o aumento do leite longa vida (2,72%). A alimentação fora do domicílio (1,62%) houve maior reajuste nas refeições principais (2,42%) e menos nos lanches (0,52%). Nas despesas com Habitação (1,49%), as taxas observadas foram bastante distintas segundo seus subgrupos: locação, impostos e condomínio (0,12%), operação do domicílio (2,03%) e conservação (1,89%). O transporte (0,34%) apresentou reajuste no subgrupo coletivo (0,57%), conseqüência do aumento ocorrido na passagem dos ônibus interestaduais (6,36%). O transporte individual (0,22%) não teve mudança significativa em seus preços. Os grupos que apresentaram deflação foram: Vestuário (-0,39%) e Equipamentos Domésticos (-0,40%). No primeiro as quedas ocorrerem nas roupas (-0,91%) e no segundo nos subgrupos: móveis (-0,67%), rouparia (-0,40%) e eletrodomésticos (-0,38%). Além do índice geral, o DIEESE calcula ainda mais três indicadores de inflação, segundo tercis de estrato de renda das famílias paulistanas. Em julho, a taxa de inflação foi muito diferente entre os três estratos de renda. O estrato 1, que corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das famílias mais pobres apresentou, novamente, a maior variação (1,22%), em seguida o estrato 2, que representa os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento, (0,95%) e por fim o estrato 3, que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, variou (0,73%), portanto foi o menos prejudicado pela inflação. Em relação ao mês anterior, as taxas de julho foram inferiores para o 1º (- 0,27 pp.) e 2º (-0,26pp.) estratos de renda e semelhante para o 3º estrato com diferença de apenas 0,01pp.

INFORMA DIEESE Nº. 74 AGOSTO/2008 4 CESTA BÁSICA - JULHO/2008 Cesta básica sobe pelo quarto mês consecutivo A pesquisa mensal da Cesta Básica registrou, em julho, variação positiva de 2,20% no custo médio dos treze produtos alimentícios pesquisados, que passou de R$ 231,60, em junho para R$ 236,69, em julho. Para esta alta, contribuíram principalmente os preços da carne (10,49%), do feijão (4,06%), do pão francês (3,66%) e do tomate (2,26%). O custo da cesta básica passou a representar 61,99% do valor líquido do Salário Mínimo (já computado o desconto do INSS). Salário mínimo necessário Para atender ao que estabelece a Constituição Federal sobre o Salário Mínimo (deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência), e considerando no maior custo apurado para a cesta básica entre as 16 capitais pesquisadas (este mês, em Porto Alegre) o valor do salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.178,30 o que representa 5,25 vezes o piso em vigor (R$ 415,00).

INFORMA DIEESE Nº. 74 AGOSTO/2008 5 INDICADORES ECONÔMICOS TABELA 3 Inflação acumulada nos últimos 12 meses - (agosto/07 a julho/08) Indicador Taxa (em %) ICV DIEESE 7,05 IPC-DI FGV 6,23 IGP-M FGV 15,12 IGP-DI FGV 14,81 IPCA - IBGE 6,37 INPC - IBGE 7,56 IPC FIPE 6,03 Fonte: DIEESE, FGV, FIBGE e FIPE Elaboração: DIEESE-DF TABELA 4 Reajuste Necessário para Recomposição das Perdas Salariais na data-base ago/07 a jul/08 TABELA 5 ICV-DIEESE Taxa acumulada em doze meses, geral e por grupos (agosto/07 a julho/08) Grupos Taxa (em %) Índice geral 7,05 Alimentação 16,81 Habitação 6,30 Equipamento doméstico -1,84 Transporte 1,27 Vestuário -0,39 Educação e leitura 5,17 Saúde 2,59 Recreação 2,85 Despesas pessoais 6,85 Despesas diversas 13,34 Fonte: ICV-DIEESE Elaboração: DIEESE-DF Data-base ICV/DIEESE INPC/IBGE ago/07 4,33% 4,19% set/07 4,41% 4,82% out/07 4,33% 4,92% nov/07 4,39% 4,78% dez/07 4,34% 4,79% jan/08 4,48% 5,16% fev/08 4,73% 5,36% mar/08 4,48% 5,43% abr/08 4,69% 5,90% mai/08 4,95% 6,64% jun/08 5,82% 7,28% jul/08 7,05% 7,56% Fonte: Banco Macro/Dieese/IBGE DIEESE DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS ESCRITÓRIO REGIONAL DO DISTRITO FEDERAL DIRETORIA REGIONAL SINDAF - EPAMINONDAS LINO DE JESUS UNAFISCO LUIZ ANTÔNIO BENEDITO STICMB MILTON ALVES DE OLIVEIRA SINDÁGUA LUIZ CARLOS DE JESUS TAVARES SINDESV - JOSÉ MARIA DE OLIVEIRA SEEB WANDEIR SOUZA SEVERO EQUIPE TÉCNICA CLÓVIS SCHERER SUPERVISOR TÉCNICO FERNANDA SILVEIRA - ESTAGIÁRIA LILIAN ARRUDA MARQUES ASSESSORA TÉCNICA NÚBIA BISPO PESQUISADORA DA CESTA BÁSICA ROSANE MAIA ASSESSORA TÉCNICA TERRÂNIA BISPO SECRETÁRIA TIAGO OLIVEIRA ASSESSOR TÉCNICO MARCELO LOPES DE SOUZA - ASSESSOR TÉCNICO