tributo e suas espécies



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Transcrição:

CAPÍTULO I Direito Tributário, tributo e suas espécies Sumário 1. Breve introdução ao Direito Tributário 2. Tributo 3. Espécies tributárias: 3.1. Impostos; 3.2. Taxas; 3.3. Contribuição de melhoria; 3.4. Contribuições: 3.4.1. Contribuições sociais; 3.4.2. Contribuições especiais; 3.5. Empréstimo compulsório. 1. BREVE INTRODUÇÃO AO DIREITO TRIBUTÁRIO Não se pode falar em Direito Tributário sem mencionar a sua raiz no Direito Financeiro, mas com enfática ressalva quanto à autonomia tributária. Ramo do Direito Público dedicado à disciplina jurídica das finanças públicas, o Direito Financeiro desdobra-se em quatro aspectos, quais sejam: Receita Pública: corresponde ao montante de recursos em dinheiro que ingressa nos cofres do Estado, subdividindo-se em receitas diretas (obtidas a partir da exploração do patrimônio público, como aquelas decorrentes de preços e tarifas cobrados pela oferta de serviços públicos e atividades negociais do Estado) e receitas indiretas (oriundas de arrecadação junto a particulares, como são as multas e os tributos). Despesa Pública: é o montante de recursos em dinheiro, despendido pelo Estado, para custear serviços, atividades, conservar seu patrimônio e manter sua estrutura e pessoal. Orçamento Público: é a previsão legalmente prevista acerca das receitas e despesas públicas. Crédito Público: conjunto de operações pelas quais o Estado obtém recursos financeiros junto a particulares, mediante emissão de títulos e empréstimos, com ou sem concessão de vantagens, e obrigação de restituir mediante prazos e condições previamente estabelecidos. O Direito Tributário desenvolveu-se a partir de uma das perspectivas do Direito Financeiro, que diz respeito às receitas públicas indiretas, consubstanciadas nos tributos que o Estado arrecada junto aos particulares (pessoas físicas e jurídicas), cabendo aqui adiantar que o tributo constitui gênero das seguintes espécies: impostos, taxas, contribuições de melhoria, contribuições e empréstimo compulsório. 13

Alan Martins Dimas Yamada Scardoelli Sob uma visão sistêmica, a relação do Direito Tributário com o Direito Financeiro pode ser representada pelo seguinte esquema: Direito Financeiro Receita Despesa Orçamento Crédito Diretas Indiretas Tributo Direto Tributário Porém, pela dedicação exclusiva a uma das vertentes da receita pública e em razão da forte produção normativa, doutrinária e jurisprudencial próprias, o Direito Tributário sobressai-se como um ramo jurídico autônomo, que tem por elemento nuclear o conceito de tributo, tema do próximo subitem deste capítulo inaugural. Para uma conceituação inicial que, por certo, será melhor compreendida ao longo dos capítulos do livro, pode-se dizer que o Direito Tributário é o ramo jurídico dedicado ao estudo das normas e princípios que regem os tributos, sua incidência e respectiva obrigação, bem como a constituição, exigência, extinção e todos os demais aspectos do crédito tributário. 2. TRIBUTO Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada (CTN, art. 3º). Esse conceito legal pode ser subdivido em seis elementos conceituais, quais sejam: Prestação pecuniária: é o objeto de uma relação jurídica denominada obrigação tributária, estabelecida entre: 1 um credor ou sujeito ativo (Fisco ou Fazenda Pública), que tem o direito de exigir o tributo decorrente de uma competência constitucional; 2 um sujeito passivo, que deve levar o dinheiro aos cofres públicos, podendo ser um contribuinte (pessoa que tenha relação direta com o fato gerador) ou um responsável (um terceiro vinculado ao fato gerador). 14

Compulsória: cumprir a obrigação tributária é um dever do contribuinte e não uma faculdade. Em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir: a expressão em moeda, além de dar ênfase ao caráter pecuniário do tributo, também respalda a expressão alternativa ou cujo valor nela se possa exprimir, cuja coerência ficou mais clara a partir do advento da Lei complementar 104/2001, que introduziu o inciso XI ao artigo 156 do CTN, prevendo a dação em pagamento em bens imóveis como hipótese de extinção do crédito tributário. Que não constitua sanção de ato ilícito: serve para distinguir tributo de multa, deixando claro que a hipótese legal de incidência do tributo não é uma infração, nem sua consequência jurídica uma penalidade. É diferente da multa, que sempre constitui a sanção de um ato ilícito, como ocorre nas multas por infração às legislações de trânsito, ambiental, sanitária etc. Instituída em lei: condiz com o princípio da legalidade tributária (CF, art. 150, I), segundo o qual é vedada a instituição ou majoração de tributos sem previsão legal do seu fato gerador. Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: por ser uma prestação compulsória instituída em lei, a autoridade administrativa fica vinculada à exigência do tributo, até porque tem o dever de exercer as competências que lhe são atribuídas por lei. Não há discricionariedade, isto é, juízo de conveniência e oportunidade, por parte da referida autoridade. 33 Como esse assunto foi cobrado em concurso? Ø Ø (ESAF Auditor do Tesouro Municipal Natal/2008) Foi considerada IN- CORRETA a seguinte alternativa: A cobrança de impostos decorre de uma atividade ad ministrativa não-vinculada, haja vista os recursos po derem ser utilizados com quaisquer despesas previs tas no orçamento. ÊÊ Comentário: os impostos constituem espécie de tributo e, como tal, sua cobrança decorre de uma atividade administrativa plenamente vinculada. Ainda sob o aspecto conceitual, é importante anotar que a natureza jurídica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação (CTN, art. 4º, I). Em decorrência disso, não importa se o legislador, ao criar um tributo, o denominar imposto, se a sua respectiva obrigação advier do exercício regular do poder de polícia, fato gerador típico de taxas (CF, art. 145, II e CTN, art. 77). Nesse caso, estar-se-á diante de uma taxa. 15

Alan Martins Dimas Yamada Scardoelli Da mesma maneira, também não tem relevância a aplicação financeira do produto da arrecadação (CTN, art. 4º, II), muito embora a destinação constitucional do produto da arrecadação seja característica peculiar a determinadas espécies tributárias, conforme será exposto adiante. 33 Como esse assunto foi cobrado em concurso? Ø Ø (ESAF Auditor do Tesouro Municipal Natal/2008) Foi considerada CORRETA a seguinte alternativa: O que determina a natureza jurídica de um tributo é o fato gerador da respectiva obrigação, independente mente de sua denominação e da destinação legal do produto de sua arrecadação. 3. ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS Embora o artigo 5º do CTN classifique os tributos em três espécies (impostos, taxas e contribuições de melhoria), interpretando-se o CTN conforme recepcionado pela CF, é possível concluir que a classificação tripartite é incompleta. Deve prevalecer, então, a classificação quinquipartite, que acrescenta entre as espécies tributárias o empréstimo compulsório (CF, art. 148) e as contribuições (compreendem todas as demais contribuições previstas na CF, tais como as dos artigos 149, 149-A, 195 etc). Essa linha de raciocínio foi consagrada em histórico julgamento da ADI 447, com a diferença de que as contribuições de melhoria e as outras contribuições foram incluídas como espécies do gênero contribuição, resultando na classificação em impostos, taxas, contribuições e empréstimo compulsório, nos seguintes termos: Os tributos, nas suas diversas espécies, compõem o Sistema Constitucional Tributário brasileiro, que a Constituição inscreve nos seus arts. 145 a 162. Tributo, sabemos todos, encontra definição no art. 3º do CTN, definição que se resume, em termos jurídicos, no constituir ele uma obrigação que a lei impõe às pessoas, de entrega de uma certa importância em dinheiro ao Estado. As obrigações são voluntárias ou legais. As primeiras decorrem da vontade das partes, assim, do contrato; as legais resultam da lei, por isso são denominadas obrigações ex lege e podem ser encontradas tanto no direito público quanto no direito privado. A obrigação tributária, obrigação ex lege, a mais importante do direito público, nasce de um fato qualquer da vida concreta, que antes havia sido qualificado pela lei como apto a determinar o seu nascimento. (Geraldo Ataliba, Hermenêutica e Sistema Constitucional Tributário, in Diritto e pratica tributaria, volume L, Padova, Cedam, 1979). As diversas espécies tributárias, determinadas pela hipótese de incidência ou pelo fato gerador da respectiva obrigação (CTN, art. 4º), são a) os impostos (CF, art. 145, I, arts. 153, 154, 155 e 156), b) as taxas (CF, art. 145, II), c) 16

as contribuições, que são c.l) de melhoria (CF, art. 145, III), c.2) sociais (CF, art. 149), que, por sua vez, podem ser c.2.1) de seguridade social (CF, art. 195, CF, 195, 4º) e c.2.2) salário educação (CF, art. 212, 5º) e c.3) especiais: c.3.1.) de intervenção no domínio econômico (CF, art. 149) e c.3.2) de interesse de categorias profissionais ou econômicas (CF, art. 149). Constituem, ainda, espécie tributária, d) os empréstimos compulsórios (CF, art. 148). (ADI 447, Rel. Min. Octavio Gallotti, voto do Min. Carlos Velloso, julgamento em 5-6-1991, Plenário, DJ de 5-3-1993). A seguir encontra-se um quadro denominado Tributos e espécies tributárias que foi baseado no julgamento da ADI 447 pelo STF: Tributo (gênero) Art.3º do CTN Espécies tributárias 1) Impostos Art. 145, I, Art. 16, CTN 2) Taxas Art. 145, II, Art. 77, CTN; 3) Contribuições 4) Empréstimos compulsórios Art. 148, CF/88 3.1) De melhoria Art. 145, III, Art. 81, CTN 3.2) sociais 3.3) Especiais 3.2.1) De seguridade social Art. 195 e 4º, CF/88 3.2.2) Salário educação Art. 212, 5º, CF/88 3.3.1) De intervenção no domínio econômico 3.3.2) De interesse de categorias profissionais ou econômicas 17