ECONOMIA E GESTÃO BANCÁRIA



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ALTINA DE FÁTIMA SEBASTIÁN GONZÁLEZ Professora de Economia Financeira e Contabilidade da Universidade Complutense de Madrid JOAQUÍN LÓPEZ PASCUAL Professor Titular de Economia Financeira e Contabilidade da Universidade Rey Juan Carlos de Madrid ECONOMIA E GESTÃO BANCÁRIA Tradutora Regina Afonso UNIVERSIDADE CATÓLICA EDITORA LISBOA 2015

Índice Prólogo 11 Capítulo 1 O sistema bancário como parte da economia de um país 1.1. Introdução 15 1.2. Os principais indicadores económicos 17 1.3. Os setores económicos e o fluxo de fundos 34 1.4. Importância da banca na economia 37 1.5. Comparações internacionais 38 Conceitos-chave 40 Bibliografia 40 Páginas web 41 Capítulo 2 O sistema financeiro: enquadramento de funcionamento para o sistema bancário 2.1. Introdução 43 2.2. Conceitos básicos 43 2.3. Elementos do sistema financeiro 44 Conceitos-chave 68 Bibliografia 68 Páginas web 68 5

Capítulo 3 A crise de 2007: origem, evolução e repercussões 3.1. Introdução 69 3.2. A origem da crise 69 3.3. Causas da crise 72 3.4. Desenvolvimento da crise 75 3.5. Os processos do resgate europeu 78 3.6. O impacto da crise de 2007 em Espanha 81 3.7. Criação do Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB) 85 3.8. O European Stability Mechanism (ESM), 86 Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE) 86 3.9. A crise do Bankia e as suas consequências em maio de 2012 87 3.10. O resgate do sistema financeiro espanhol em julho de 2012 89 3.11. Os decretos de reestruturação do sistema financeiro espanhol 91 3.12. Rumo a uma União Bancária? 91 Conceitos-chave 92 Bibliografia 92 Páginas web 93 Capítulo 4 O negócio bancário: rumo a um novo modelo? 4.1. As distintas fases da atividade bancária 95 4.2. O que faz um banco? 98 4.3. Os vários modelos de banca 101 4.4. Os desafios e oportunidades do setor 110 4.5. Comentário 114 Conceitos-chave 115 Bibliografia 115 Páginas web 115 6

Capítulo 5 As operações do ativo 5.1. Introdução 117 5.2. Empréstimos e créditos em conta-corrente 118 5.3. Crédito comercial e desconto de efeitos 127 5.4. Novas formas de captação de ativo 129 5.5. Consideração especial: o aval 134 Conceitos-chave 135 Bibliografia 135 Páginas web 136 Capítulo 6 As operações do passivo 6.1. Introdução 137 6.2. Contas-correntes à ordem 138 6.3. Contas de poupança à ordem 143 6.4. Depósitos a prazo 144 6.5. Cálculo dos juros gerados por um depósito 144 6.6. Emissão de valores negociáveis 148 6.7. As cessões temporárias de títulos Repos 152 6.8. Um caso particular: a emissão de obrigações hipotecárias 153 Conceitos-chave 154 Bibliografia 154 Páginas web 154 Capítulo 7 Os investidores institucionais: os Fundos de Investimento 7.1. Introdução 155 7.2. Os Organismos de Investimento Coletivo 156 7.3. Classificação dos Organismos de Investimento Coletivo 157 7.4. Casos particulares 159 7

7.5. Os Fundos de Investimento e as entidades intervenientes 160 7.6. Os Fundos de Investimento como fonte de receitas para as instituições de crédito 162 7.7. O papel da CNMV 164 7.8. O caso particular das transferências de fundos isentas 164 Conceitos-chave 167 Bibliografia 168 Páginas web 168 Capítulo 8 Os produtos derivados 8.1. Introdução 169 8.2. FRA 171 8.3. SWAPS 174 8.4. Futuros financeiros 178 8.5. Opções financeiras 180 Conceitos-chave 184 Bibliografia 184 Páginas web 184 Capítulo 9 O setor bancário: análise das demonstrações financeiras 9.1. Introdução 185 9.2. O balanço das entidades de depósito 186 9.3. Estrutura da demonstração de resultados das entidades de depósitos 197 9.4. A demonstração de resultados das entidades de depósitos: um modelo de análise alternativo 205 9.5. O mapa de origem e aplicação de fundos das entidades de depósitos 206 9.6. Comparação internacional de estruturas de balanço e demonstração de resultados 208 Conceitos-chave 211 Bibliografia 211 8

Capítulo 10 Principais rácios e medidas de performance 10.1. Introdução 213 10.2. Os rácios: a sua utilização no diagnóstico e análise da performance 215 10.3. A rentabilidade e a criação de valor 236 Conceitos-chave 237 Bibliografia 237 Capítulo 11 A gestão do risco na banca 11.1. Introdução 239 11.2. A gestão do risco 240 11.3. Aspetos organizativos da gestão do risco 245 11.4. Os distintos tipos de risco 248 11.5. Risco de solvabilidade: os acordos de fundos próprios 265 11.6. European Banking Authority (EBA): avaliação do risco do setor bancário europeu 267 Conceitos-chave 268 Bibliografia 268 Capítulo 12 Indicadores e modelos de medição do risco bancário 12.1. Introdução 271 12.2. Sistemas de medição do risco de crédito 272 12.3. O rating como indicador do risco país 281 12.4. Sistema de medição do risco de liquidez 284 12.5. Sistemas de medição do risco de mercado 288 12.6. Conclusões 301 Conceitos-chave 302 Bibliografia 302 9

Prólogo Desde que o livro Gestión Bancaria: los nuevos retos en un entorno global viu a luz do dia na sua primeira edição e foi apresentado no Salão de Atos da Bolsa de Madrid, em novembro de 1997, muitas mudanças ocorreram na economia e nos sistemas financeiros nacionais e internacionais. Já na segunda edição de Gestión Bancaria: los nuevos retos en un entorno global, do ano 2002, apontávamos alguns fatores como responsáveis pelas profundas alterações que estavam a afetar um panorama cada vez mais competitivo, dando lugar a uma nova forma de fazer operações bancárias e à terceira edição de Gestión Bancaria, do ano 2008. Os manuais anteriores foram um importante elemento didático para professores e alunos da cadeira de Gestão Bancária e de outras cadeiras afins na licenciatura do currículo antigo. Além disso, durante os últimos 17 anos os livros foram recomendados e utilizados como bibliografia básica em diversos programas: pós-graduações, mestrados e cursos de formação destinados a profissionais tanto em Espanha como na América Latina. A sua ampla aceitação converteu-os em obras de consulta e apoio em escolas de negócios e universidades empresariais. Não há dúvida de que a crise financeira de 2007 provocou, não só nos sistemas financeiros, mas também na economia e na sociedade em geral, um ponto de inflexão com importantes consequências em termos de rentabilidade, emprego, criação de valor e concessão de crédito para financiar o setor real. Este manual pretende ser um elemento de referência bibliográfica obrigatório para qualquer estudante que queira trabalhar no setor bancário. Tal como nas obras anteriores, os autores procuraram dar uma visão pragmática do negócio bancário e da gestão do mesmo. Ao longo dos capítulos, a abundante informação quantitativa, refletida em figuras e quadros, constitui um elemento 11

ECONOMIA E GESTÃO BANCÁRIA diferencial, permitindo ao leitor analisar tendências que podem ser decisivas para a tomada de decisões operacionais, táticas e estratégicas. A impressão que esta crise deixará na Economia e na sociedade em geral está ainda por avaliar e será necessário contar com uma perspetiva histórica para a estudar em toda a sua intensidade e objetividade. Contudo, os estudos sobre a banca estão a contribuir com elementos de reflexão que podem ajudar a analisar, prevenir e abordar com mais eficácia situações semelhantes que possam vir a ocorrer no futuro. Nessa linha de investigação sobre a banca queremos salientar o nosso contributo e visão do setor. Em traços largos, a obra é composta por três eixos principais: o primeiro, destinado ao papel do sistema bancário na economia de um país, o seu enquadramento de atuação e funcionamento, os efeitos e repercussões da recente crise e os modelos de negócio bancário; o segundo, dedicado à gestão do negócio tradicional da banca de retalho, que recuperou o seu estatuto, especialmente depois da crise que pressupôs um duro golpe para a banca de investimento ou merchant bank e, por fim, o terceiro, no qual se aborda a análise das demonstrações financeiras e dos seus principais indicadores como elemento-chave da gestão orientada para a criação de valor para os stakeholders. Este manual, composto por doze capítulos, está estruturado sobre os três eixos principais mencionados, que correspondem às grandes áreas temáticas desenvolvidas no livro. A primeira abarca os quatro primeiros capítulos e salienta a importância capital do sistema bancário na economia de um país. Num momento histórico em que se questiona e discute a própria natureza e papel da banca, é importante destacar o seu contributo para o crescimento económico e a sua função de intermediação financeira. O sistema financeiro como enquadramento de funcionamento para o sistema bancário descreve o papel desenvolvido pelas instituições, os ativos e os mercados como canalizadores da poupança para o investimento. A própria crise de 2007, a sua origem, evolução e repercussões, são analisadas de forma global e pormenorizada, destacando as possíveis causas, fases evolutivas, mutações e implicações nacionais e internacionais da mesma, ainda que a sua proximidade temporal pressuponha, na opinião dos autores, que será necessária uma maior perspetiva histórica para obter uma opinião que reúna maior consenso sobre as suas múltiplas dimensões e alcances. Por fim, o último capítulo desta primeira parte centra-se no negócio bancário: em direção a um novo modelo?, onde, após rever as distintas fases da atividade bancária, se expõem os diversos modelos de banca e os desafios e obstáculos que o setor bancário enfrenta atualmente. 12

A segunda parte engloba o negócio bancário tradicional e alguns produtos e formas de negócio de grande expansão nas últimas décadas. Desta forma, depois de analisar detalhadamente as operações tradicionais, operações do ativo e operações do passivo, que constituem a espinha dorsal do negócio retalhista, passamos a ocupar-nos dos investidores institucionais: os fundos de investimento, cujo rápido desenvolvimento e expansão os converteu num dos produtos mais populares do sistema financeiro. Finalmente, referimo-nos aos produtos derivados, cujo uso tem crescido e se tem generalizado desde meados da década de setenta e que apresentam um enorme potencial de utilizações e de riscos. A terceira parte consta de quatro capítulos nos quais se aborda o setor bancário a partir da análise das demonstrações financeiras, como elemento-chave para compreender a gestão e o funcionamento do setor bancário, permitindo-nos conhecer os seus aspetos mais relevantes, até aos seus principais rácios e medidas de performance, indicadores imprescindíveis para posicionar o setor dentro do atual contexto financeiro. Os dois últimos capítulos destinam-se a um dos elementos-chave da gestão bancária: a gestão do risco na banca, aspeto inerente ao exercício da própria atividade bancária e que pressupõe a utilização de indicadores e modelos de medição do risco bancário, que são necessários, mas que, num momento como o atual, de margens reduzidas, são imprescindíveis porque podem pressupor a diferença entre obter lucro ou prejuízo. Conscientes da dificuldade que pode permear o estudo da matéria, tentámos, em linha com as nossas anteriores publicações, combinar o rigor técnico com a clareza necessária para permitir uma melhor compreensão dos conteúdos da obra. Não queríamos terminar esta apresentação sem recordar todos os organismos, instituições, meios de comunicação e universidades dos quais recebemos todo o apoio e ajuda para a elaboração dos distintos capítulos que compõem este livro e aos quais queremos agradecer publicamente. Para eles, o nosso reconhecimento e afeto. Como autores, queremos igualmente expressar a nossa gratidão por todas as facilidades concedidas e pela sua decidida confiança em nós no longo processo de elaboração do presente livro, a Ediciones Pirámide, e muito em particular à nossa editora Inmaculada Jorge, que contribuiu para a boa conclusão do projeto. Definitivamente, estamos certos de que esta edição de Economia e Gestão Bancária terá o mesmo bom acolhimento e o impacto positivo das obras precedentes, que nos incentivaram, de forma decisiva, à realização deste livro. PRÓLOGO 13