RELATORIO DA ATIVIDADE 534 PALESTRA : CADASTRO DE ÁREAS ESPECIAIS - UNIDADES DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL E TERRAS INDÍGENAS Nome do Relator: Anna Lucia Saldanha de Mello Fernandes, DGC/CREN, asaldanha@ibge.gov.br, tel.21420790 e Leila Dutra Cardoso, DGC/CREN, ldcardoso@ibge.gov.br, tel.21420791. Dia da apresentação: 22/08/2006 - Sala Manoel Antônio (sala 06) Início: 11:15 - Término: 12:15 Não houve tradução simultânea, as palestras foram gravadas. Público presente: Aproximadamente 100 pessoas Coordenador: Jorge Carlos Alves de Lima - DGC/CREN - O Coordenador fez a apresentação dos expositores, em aproximadamente 10 minutos descrevendo o assunto de cada palestra. As Palestras foram feitas dentro do prazo estipulado de 15 minutos para cada expositor, deixando as perguntas para o final. 1º Palestrante: PALESTRA: DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS Dr. Manoel Colombo - FUNAI Explanação oral com apresentação de slides em PowerPoint com duração cerca de 15 minutos. Enfoque: Área cartográfica O Dr. Manoel Colombo iniciou a palestra falando sobre a importância da FUNAI, ou seja, informando que é o órgão brasileiro que estabelece e executa as medidas de proteção das Terras Indígenas. Entre outras atribuições destacou o papel de demarcar, fiscalizar e proteger as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. Sendo realizado através do levantamento dos grupos indígenas, procurando despertar o interesse da sociedade para os problemas surgidos e suas causas. Apresentou uma descrição sucinta dos procedimentos para regularização fundiária indígena com foco na área cartográfica. A proposta para delimitação da TI é composta de relatórios elaborados pelos Grupos de Trabalhos Antropológicos, Cartográficos, Fundiário e Ambiental. Cada Terra Indígena tem um mapa individual, que é utilizado no processo de demarcação. O processo de delimitação da terra indígena inicia-se através da definição dos locais de interesse, indicado pela comunidade indígena envolvida nas entrevistas com o Antropólogo
Coordenador. Depois da integração de todos os grupos é então feita a demarcação, com a base cartográfica disponível na região (cartas do IBGE, DSG, RADAM e outras). Os limites naturais são definidos através de conversão digital das cartas topográficas,sendo em seguida elaborado o mapa e o memorial descritivo da demarcação. Sendo aprovada pela FUNAI, a proposta de delimitação, é publicada no Diário Oficial da União e no Diário Oficial do Estado. A última etapa do processo de regularização fundiária é o encaminhamento do mapa e do memorial descritivo para Homologação pelo Sr. Presidente da República e posteriormente para os Registros nos Cartórios das Comarcas e na Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Após esta etapa é que são representadas no Mapa do Brasil e incluídas no STI "Sistema de Terras Indígenas". 2º Palestrante: PALESTRA: CADASTRO NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA Marco Antônio de Souza Salgado MMA Explanação Oral com apresentação de slides em PowerPoint com duração de cerca de 15 minutos. Enfoque:Intercâmbio entre bancos de dados dos órgãos públicos e a disponibilidade das informações para os usuários. O Ministério do Meio Ambiente, organiza e mantém um Cadastro Nacional de Unidades de Conservação da Natureza - CNUC, com a colaboração do IBAMA, e dos demais órgãos gestores estaduais e municipais competentes. Este cadastro é constituído de um Banco de Dados de acesso remoto, via internet, que permite aos gestores de Unidades de Conservação, armazenar informações sobre as características físicas, biológicas, turísticas e gerenciais das Unidades de Conservação. Neste momento estão acessíveis os dados sobre 285 Unidades de Conservação Federais e 424 Unidades de Conservação Estaduais, sendo que as Municipais serão incorporadas na próxima fase do cadastro. Para cadastrar novas Unidades de Conservação, existem alguns procedimentos: é indispensáveis utilizar como base os documentos legais de criação, pesquisar se na área proposta existem moradores, confecção de relatórios, plano de manejo, mapas interativos (pré-seleção) por categoria (biomas,bacias hidrográficas), etc... A idéia central é estabelecer uma rede onde cada participante (órgãos gestores) possa operar seu próprio sistema, conservando a independência, mas aceitando padrões nacionais e mantendo serviços que permitam a consulta integrada a todos da rede. 3º Palestrante: PALESTRA: CADASTRO DE ÁREAS ESPECIAIS; UNIDADES DE CONSERVAÇÃO E TERRAS INDÍGENAS Rosa Luzia Saisse Brum (IBGE) Explanação oral com apresentação de slides em PowerPoint com duração de aproximadamente 15 minutos.
Enfoque: Evolução do Banco de Dados desde 1980, quando começou na SUPREN - com o nome (ABELHA) e sua importância na pesquisa. Conservar a natureza é comprometer-se com o futuro, e especialmente no Brasil, que por sua grandeza territorial mantém uma imensa diversidade biológica onde o homem é fator fundamental da alteração e conservação dos ecossistemas. Para tanto um número significativo de Unidades de Conservação foram criadas no Brasil, buscando resguardar amostras representativas dos ecossistemas naturais do país. No IBGE o objetivo do cadastramento das Áreas Especiais, é a elaboração de um banco de dados dessas unidades, com informações úteis para fornecer subsídios à pesquisadores e usuários. Sua implantação remonta à década de 80 na SUPREN, com a denominação de Sistema de Informações de Recursos Naturais e Meio Ambiente ( ABELHA), abrangendo inicialmente os Parques e Reservas Biológicas Nacionais e Estaduais. A partir de 1988 teve início o cadastramento das demais Unidades de Conservação existentes no Brasil, a nível Nacional e Estadual, sendo que posteriormente foram incorporados os levantamentos de algumas unidades de nível Municipal. No começo dos anos 90, optou-se pela inclusão das informações sobre Terras Indígenas, ressaltando-se a contribuição das atuais Unidades Estaduais do IBGE - UEs (antigas Delegacias Estaduais). As tarefas para confecção do BD, estão voltadas para a coleta, tratamento, armazenamento, análise e divulgação dos dados primários e secundários existentes sobre as Unidades de Conservação e Terras Indígenas. Para a manutenção do cadastro faz-se necessário um levantamento contínuo junto aos órgãos envolvidos com a conservação e preservação ambiental do Brasil. Também são realizadas consultas em Diários Oficiais da União, Estadual e Municipal, para verificar toda a legislação que comprove a existência física das Unidades de Conservação e Terras Indígenas, viabilizando ainda, a incorporação destas informações às bases cartográficas geradas pelo IBGE. Este BD vem atendendo as demandas freqűentes, tanto externas quanto internas, como as pesquisas permanentes da Instituição, suprindo entre outras, aquelas que servem de base para a elaboração de indicadores de desenvolvimento sustentável, tendo como exemplo, a recente participação da equipe no grupo de trabalho da pesquisa MUNIC (DPE) que é realizada a nível municipal em todo o Brasil, e conta com a estrutura das agências de coleta do IBGE. 4º Palestrante: PALESTRA: BANCO DE DADOS Nadir Vieira Costa - IBGE Explanação oral com apresentação de slides em Power Point com duração de cerca de 15 minutos. Enfoque: Evolução do Banco de Dados na Área de Informática com as etapas da mudança. Na época de sua criação na década de 80, o Banco foi estruturado em ambiente "Mainframe". Após a mudança de ambiente no IBGE houve a migração das informações para o "Microsoft Access". Depois de um levantamento do que já estava
armazenado, e de quais informações passariam a fazer parte do cadastro, foi criado o Modelo de Entidades e Relacionamento - MER, para ser utilizado na nova Base de Dados, que atualizado e aprovado possibilitou a passagem para próxima etapa que criou o modelo físico, onde foi definido o ambiente sobre o qual o Banco de Dados seria criado (ORACLE). Os produtos gerados pela base de dados, estão materializados na delimitação e mapeamento das Áreas Especiais, através de mapas e cartogramas, disponibilizados nos meios convencionais de material impresso, CDROM e divulgação via WEB. Essas informações armazenadas no Cadastro de Áreas Especiais, Unidades de Conservação e Terras Indígenas são integradas com o Banco de Dados de Recursos Naturais do IBGE, que atende as demandas internas. FECHAMENTO O Coordenador Jorge Carlos de Lima agradeceu a todos os presentes e informou que não haveria tempo suficiente para os debates, em função da grande quantidade de perguntas entregues. Foram selecionadas 3 perguntas feitas para que o Dr. Manoel Colombo respondesse e, 4 questões dentre as várias encaminhadas à mesa, para serem respondidas pelo palestrante do MMA na hora, e as outras restantes, seriam enviadas pela relatoría aos demais palestrantes com o compromisso de serem respondidas por e- mail Considerações Finais Foi nitidamente observado que a sala era pequena para o grande público presente. Ficando assim demonstrado que os assuntos abordados despertaram grande interesse. Devido a esse fato, aconteceram várias interrupções na apresentação do primeiro palestrante, pela necessidade de se colocar mais cadeiras para acomodar as pessoas e que diga-se de passagem, não foram suficientes para todos. Muitas pessoas assistiram às palestras de pé e sentadas no chão. Não houve tempo para debates, já que o tempo total de apresentação foi de apenas 1 hora para 4 palestrantes. Sugestões Pelo acontecido, fica aqui a sugestão de que para a próxima, seja no formato de mesa redonda em um espaço mais compatível com a importância e o interesse que o tema desperta. OBS: Mesmo com a falta de tempo para as perguntas e eventuais debates, gostaria de saber se houve algum comentário digno de menção, ou mesmo algum tipo de demanda externa referentes aos Cadastros e que possam ser inseridos neste documento. Isto prende-se ao fato de necessitarmos de subsídios externos para a elaboração do PGIEG.
O questionamento é oportuno, pois nos permite dizer que houveram comentários positivos sobre a discussão do tema e também o mais importante: interessados em saber quando os dados estarão disponíveis para consulta na Internet. Coisa que já é nossa preocupação há muito tempo.