CONHECIMENTOS GERAIS (5 questões)



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Transcrição:

CONHECIMENTOS GERAIS (5 questões) 1. Paulo Freire na sua concepção pedagógica parte de alguns princípios que marcam, de forma clara e objetiva, o seu modo de entender o ato educativo. Considerando as características do pensamento desse autor, analise as afirmações a seguir. I. Ensinar é um ato que envolve a reflexão sobre a própria prática; II. Modificar a cultura originária é parte do processo educativo; III. Superar a consciência ingênua é tarefa da ação educativa; IV. Educar é um ato que acontece em todos os espaços da vida; V. Educar é transmitir o conhecimento erudito e universalmente reconhecido. Estão de acordo com o pensamento de Paulo Freire apenas as afirmações: a. I e II b. II e V c. I, III e IV d. I, IV e V 2. A aprendizagem do desenvolvimento humano na perspectiva da Epistemologia Genética de Jean Piaget é caracterizada por quatro períodos: a. Desenvolvimento lógico, pensamento abstrato, pensamento reflexivo e pensamento crítico. b. Conflitos, acomodação, equilíbrio e abstração. c. Sensório-motor, operações informais, operações abstratas e pré-operações. d. Sensório-motor, pensamento pré-operatório, operações concretas e operações formais ou abstratas. 3. Por letramento entende-se que todas as alternativas abaixo estão corretas, exceto: a. Decorar todas as letras e palavras da sociedade grafocêntrica. b. Estado ou condição de quem não sabe apenas ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita. c. A apropriação da língua escrita, bem como a compreensão de que seu funcionamento necessita muito mais do que o simples desenvolvimento da motricidade, memorização e decorar sílabas. d. Aspectos sócio-históricos da aquisição da escrita na sociedade. 4. O currículo é considerado um mecanismo por meio do qual a escola define o plano educativo para a consecução do projeto global de educação de uma sociedade, realizando assim sua função social. Considerando o currículo na perspectiva crítica da Educação, avalie as afirmações a seguir. I. O currículo não é um fenômeno escolar que se desdobra em uma prática pedagógica expressa por determinações do contexto da escola; II. O currículo reflete uma proposta educacional que inclui o estabelecimento da relação entre o ensino e a pesquisa, na perspectiva do desenvolvimento profissional docente e do ensino e aprendizagem; III. O currículo é uma realidade objetiva que inviabiliza intervenções, uma vez que o conteúdo é condição lógica do ensino; IV. O currículo é a expressão da harmonia de valores dominantes inerentes ao processo educativo. É correto apenas o que se afirma em: a. I e IV b. II c. I e III d. II e IV 1

5. Na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, o atendimento educacional especializado é organizado para apoiar o desenvolvimento dos alunos, constituindo oferta obrigatória em todos os níveis e modalidades de ensino. De acordo com os pressupostos da inclusão escolar expressos na referida Política, avalie as afirmações a seguir. I. A inclusão educacional expressa um paradigma fundamentado na concepção de direitos humanos, que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis; II. A educação inclusiva prevê o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares; III. O atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas; IV. O movimento mundial pela inclusão educacional é uma carta de intenções que prevê, a partir das próximas décadas, ações políticas de atendimento educacional especializado, que deve ocorrer em salas de aula diferenciadas, na mesma escola. É correto apenas o que se afirma em a. I e III e IV b. I, II, e III. c. I e IV d. II e IV CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS (10 questões) Texto para questões 6 e 7: (...) Inteligência: palavra que se presta a confusões. Alguns pensam que é uma coisa que uns têm mais e outros, menos. Coisa parecida com gordura e altura. As pessoas seriam gordas ou magras, altas ou baixas, com muita inteligência ou pouca... Os psicólogos até inventaram coisa semelhante a uma balança ou fita métrica para medi-la: o Q. I. Ocorre que não é bem assim. Há tipos diferentes de inteligência que não podem ser misturados. Até inventei uma estoriazinha para ilustrar a questão. Era uma vez um povo que morava numa montanha, onde havia muitas quedas d água. Moer o grão nos pilões era uma dureza. Um dia, um moço coberto de suor de tanto trabalhar olhou para a queda d água onde se banhava diariamente. E uma ideia o iluminou como um raio: acabava de inventar o monjolo. Foi aquela revolução. Tudo mudou. E logo surgiu um grupo novo de profissionais, mecânicos especialistas em consertar monjolos. Isso eles faziam melhor que o inventor... Acontece que uma tribo guerreira invadiu a montanha e aquele povo teve de fugir para as planícies à beira-mar. Com muito esforço levaram seus monjolos, indo descobrir que não tinham nenhuma utilidade lá embaixo, já que não havia quedas d água. Os mecânicos e especialistas perderam o trabalho. E não houve outra saída: voltaram os pilões. O tempo passou. Até que um homem cansado de fazer força viu o vento sacudir as árvores. E, de novo, o milagre aconteceu. Uma iluminação momentânea: nasceu assim o moinho de vento. Nova revolução. Nova classe de mecânicos, especialistas no conserto de moinhos de vento... 2

Há um tipo de inteligência criadora. Ela inventa o novo e introduz no mundo algo que não existia. Quem inventa não pode ter medo de errar, pois vai se meter em terras desconhecidas, ainda não mapeadas. Há um rompimento com velhas rotinas, o abandono de maneiras de fazer e pensar que a tradição cristaliza. Pense, por exemplo, no milagre do iglu. Como terá acontecido? Compreender que aquele espaço é protegido, que é possível usar o gelo para preservar o calor... Perceber as vantagens estruturais daquela forma de hemisfério. Fazer uso dos materiais disponíveis. Tudo imensamente simples, inteligente, adaptado, eficaz. Nenhuma importação é necessária... A gente encontra o mesmo tipo de inteligência no artista que faz uma obra de arte, no cientista que visualiza na imaginação uma nova teoria científica, no político sonhador que pensa mundos utópicos, considerados impossíveis pelo mecânico. O criador está convencido de que existe algo de fundamentalmente errado no que existe e que é necessário começar tudo de novo... (...). (ALVES, Rubem. Estórias de quem gosta de ensinar. São Paulo. Papirus, 2009. pp. 149-151) 6. Na frase E uma ideia o iluminou como um raio, iluminar como um raio é uma metáfora que significa: a. Ofuscar b. Aniquilar c. Fulminar d. Despertar 7. A expressão já que equivale, quanto ao sentido, a: a. Depois que b. Visto que c. Enquanto d. Contanto Texto para questões 8, 9 e 10: Pessoas que às vezes querem me elogiar chamam-me de inteligente. E ficam surpreendidas quando digo que ser inteligente não é meu ponto forte e que sou tão inteligente quanto qualquer pessoa. Pensam, então, inclusive que estou sendo modesta. É claro que tenho alguma inteligência: meus estudos o provaram, e várias situações das quais se sai por meio da inteligência também provaram. Além de que posso, como muitos, ler e entender alguns textos considerados difíceis. Mas muitas vezes a minha chamada inteligência é tão pouca como se eu tivesse a mente cega. As pessoas que falam de minha inteligência estão na verdade confundindo inteligência com o que chamarei agora de sensibilidade inteligente. Esta, sim, várias vezes tive ou tenho. E, apesar de admirar a inteligência pura, acho mais importante, para viver e entender os outros, essa sensibilidade inteligente. Inteligentes são quase que a maioria das pessoas que conheço. E sensíveis também, capazes de sentir e de se comover. O que, suponho, eu uso quando escrevo, e nas minhas relações com amigos, é esse tipo de sensibilidade. Uso-a mesmo em ligeiros contatos com pessoas, cuja atmosfera tantas vezes capto imediatamente. Suponho que este tipo de sensibilidade, uma que não só se comove como por assim dizer pensa sem ser com a cabeça, suponho que seja um dom. E, como um dom, pode ser abafado pela falta de uso ou aperfeiçoar-se com o uso. (...). (LISPECTOR, Clarice. Aprendendo a viver, Rio de Janeiro. Rocco, 2004. pp. 47-48) 8. A relação de sentido entre as frases do fragmento não só se comove como por assim dizer pensa sem ser com a cabeça (linhas 15-16) está corretamente indicada na alternativa: 3

a. Adição b. Condição c. Contraste d. Finalidade 9. O adjetivo que melhor caracteriza a autora, no texto, é: a. Altiva b. Vaidosa c. Sensível d. Submissa 10. Pela leitura do texto, é correto afirmar que a autora: a. Supervaloriza a inteligência pura. b. Inclui-se entre os mais inteligentes. c. Tem inteligência limitada a ler textos difíceis. d. Usa a sensibilidade para entender melhor os outros. 11. Assinale a alternativa cuja palavra apresenta prefixação e sufixação: a. Sensibilidade b. Independente c. Rompimento d. Estoriazinha 12. Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada é um pronome demonstrativo: a. Uma ideia o iluminou. b. Não houve outra saída. c. Meus estudos o provaram. d. Há um tipo de inteligência criadora. 13. Na oração: embora fosse bastante pequena, o conectivo oracional expressa: a. Concessão b. Condição c. Conclusão d. Finalidade 14. A ação de planejar está presente no nosso dia a dia, estamos sempre planejando, seja em ações simples como escovar os dentes, até nas mais complexas como construir uma casa ou o desenvolvimento de uma região, o planejamento pedagógico da unidade escolar ou o plano de aula. Temos consciência que o ato de planejar é de suma importância, por que então, alguns professores ainda resistem em utilizá-los em sua prática educativa? Em Brasil (2006, p. 40) lê-se: muitas vezes os professores trocam o que seria o seu planejamento pela escolha de um livro didático. Quando isso acontece, na maioria das vezes esses professores acabam se tornando simples administradores do livro escolhido. Deixam de planejar seu trabalho a partir da realidade de seus alunos para seguir o que o autor do livro considerou como mais indicado. Nesse sentido, assinale a alternativa correta: a. Segundo o texto, o professor que adota um livro didático simplesmente se torna um administrador, observando a realidade de seus alunos. 4

b. Quando planejamos nosso dia a dia, ainda que inconscientemente, nossas decisões estão embasadas em uma concepção de mundo. c. A experiência do professor se sobrepõe a necessidade de um plano de aula. d. Considerando que o plano de aula é decorrência do plano pedagógico da escola, o professor deve segui-lo à risca. 15. Preencha com verdadeiro (V) ou falso (F) e responda. Ao elaborar um plano de aula deve-se observar: ( ) O conhecimento prévio dos alunos; ( ) A relação intrínseca entre conteúdo e objetivos; ( ) A flexibilidade frente a situações imprevistas; ( ) O estritamente previsto no planejamento pedagógico da escola; ( ) Metodologias diversificadas, inovadoras e que auxiliem no processo de ensino-aprendizagem; ( ) A sistematização das atividades com o tempo; ( ) A universalização do planejamento independe do contexto sociocultural dos alunos. A alternativa que contém o preenchimento correto é: a. V, F, V, V, V, V, V b. V, V, V, F, V, V, F c. V, V, V, V, V; V; V d. V; F; V; V; F; V; F DESTAQUE AQUI Anotação das respostas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 5