Módulo10: A CULTURA DO ESPAÇO VIRTUAL



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Transcrição:

Objectivos para orientar o estudo dos conteúdos de História da Cultura e das Artes 11º Ano (2009-2010) Professor: Luís Paulo Ribeiro Módulo10: A CULTURA DO ESPAÇO VIRTUAL A/ Apresentação do Módulo 10 (ver livro p.124) B/ Leitura e análise do texto introdutório (ver livro p. 125) - Texto com quatro parágrafos associado a uma frase apresentada nestes termos: Como será o mundo de amanhã? 1º Parágrafo (resumido) A revolução industrial desencadeou um processo civilizacional que está na origem do fenómeno da globalização suscitador de um confronto do homem com dois caminhos possíveis: a) O de uma unificação progressiva; b) O de uma perpetuação das divisões tradicionais com o consequente aparecimento de novos antagonismos. 2º Parágrafo (resumido) Face a essa encruzilhada é irrelevante tentar conhecer o sentido da História, porque a História não está programada e, por isso, à História apenas resta extrair algumas linhas de evolução que se poderão prolongar no tempo. 3º Parágrafo (resumido) Para extrair tais linhas de evolução aos historiadores compete fazer um trabalho de análise histórica baseado na observação de factores contraditórios: a) Factores que agem no sentido de uma aproximação dos povos esbatendo diferenças e valorizando convergências; b) Factores que agem no sentido inverso alimentando e acentuando divisões e valorizando diferenças. 1

1 Responder às questões formuladas no âmbito do texto introdutório (ver livro p. 125) a) Por que diz o autor que saber como será o mundo de amanhã obriga a olhar o passado mais próximo? R/ - Porque é no passado mais próximo que se torna possível detectar os factores de mudança que apontam no sentido de uma unificação progressiva dos povos ou no sentido das divisões entre eles. b) Quais são as hipóteses que se apresentam hoje para o futuro da Humanidade? R/ - As hipóteses, no campo da História, residem na possibilidade de se fazer um trabalho de análise histórica capaz de extrair algumas linhas de evolução no tempo sem que, no entanto, se possa determinar qual o desfecho dessa mesma história. c) Partindo da observação do presente, seria capaz de salientar alguns dos factores de união a que alude Remond no texto acima transcrito? E quanto a factores de divisão? R/ - Factores de união, na actualidade existem ao nível do desenvolvimento e intensificação do mundo virtual e consequente potenciação dos meios de comunicação justificativos dos conceitos de globalização e de aldeia global. d) E que acontecerá à Arte? R/ - À Arte, enquanto linguagem e factor fundamental de comunicação, no domínio da realidade simbólica, está reservado um importante papel de reforço de uma universalização da comunicação entre os homens. Com efeito, é no domínio da comunicação simbólica que se torna possível atingir a dimensão mais espiritual do Homem. C/ Desenvolvimento do módulo 10 I 1960 Actualidade. A actividade humana regulada pela tecnologia, pela publicidade e pelo consumo. A moda e o efémero (o tempo) 2 Distinguir as características próprias dos anos de 1960 e da actualidade (pp.126-127). Anos 60 Divisão do mundo em dois blocos político-militares, Afirmação dos movimentos de descolonização, Agravamento do fosso entre países ricos e países pobres. Actualidade Globalização e afirmação do chamado neo-liberalismo económico, Consolidação da economia de mercado baseada na trilogia: mercado, concorrência e inovação tecnológica, 2

Revoluções no campo da engenharia electrónica, da informática, da comunicação, das biotecnologias e da publicidade/propaganda. Afirmação da sociedade de consumo traduzida: - No gosto pelo consumo, - No mundo da Arte encarado na perspectiva de um trabalho experimental e em permanente mutação. - Na tendência para realizar gastos supérfluos e acima do poder real de compra, - No endividamento das famílias. II O mundo global. O espaço virtual. Comunicação em linha. A aculturação (o espaço) 3 Relacionar os conceitos: espaço virtual, mundo global, aculturação (p.128). a) Espaço virtual Tecnologias da comunicação b) Mundo global Uniformização de atitudes e comportamentos c) Aculturação Adaptação a novas culturas III A Internet (o local) 4 Analisar o mundo da Internet (p.130). Criou o ciberespaço onde se partilha: O poder do conhecimento, O confronto com múltiplos benefícios e malefícios, O pensamento fragmentado a tender para um vazio de sentidos. IV O corpo e as novas linguagens (síntese1) 5 Identificar os fenómenos político-sociais que, a partir dos anos 60, provocaram uma alteração da produção artística do século XX (p. 130). Maio de 68 (Revolução estudantil), Guerra do Vietname, Movimentos de libertação da mulher, O fenómeno da moda e seus paradigmas, Novas necessidades/dependências (prática das tatuagens, piercings, penteados e roupas próprios das tribos urbanas com as suas subculturas, ditas marginais. 3

6 Mencionar as correntes artísticas que, de forma aparentemente contraditória, reflectem uma interacção vida/arte (p. 131). a) Land Art Reflecte e desperta em ordem ao desenvolvimento de uma consciência ecológica, b) Performances (modalidade artística baseada numa expressão corporal sem semelhanças com a dança ou o teatro, mas que pode combinar teatro, música, poesia ou vídeo) e Happenings (eventos teatrais espontâneos e sem enredo definido que envolvem a participação directa ou indirecta do público espectador) Reflectem uma emergência de novos valores estéticos marcados pelo regresso a formas de arte corporal inspiradas nos mais antigos ritos do Homem integrando, assim, a cultura ancestral do Homem num mundo moderno cuja tecnologia parece querer desumanizá-lo. V O consumo. Consumir para ser (síntese2) 7 Definir Consumo e consumismo (p.131). a) Consumo Utilização de bens e serviços necessários à vida; b) Consumismo Aquisição supérflua de bens induzida por acções publicitárias. 8 Interpretar o alcance da expressão: Consumir para ser (p.131). Deve ser interpretada no sentido de um apelo para que as pessoas moderem os seus hábitos de consumo adoptando uma atitude que se torne reveladora de um equilibrado uso de bens que dignifique o ser humano e não o escravize tornando-o dependente desses mesmos bens. VI Biografia 9 Determinar o papel de uma autobiografia (p.132). Exprimir uma atitude crítica de auto-análise pessoal susceptível de possibilitar uma consciencialização do estado em que se encontra e do que importa mudar para renovar a existência. VII Acontecimento 10 Comentar a afirmação do astronauta Neil Armstrong: É um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a Humanidade (p. 133). 4

Comentário: A ficção tornou-se realidade e, por isso, os sonhos não são impossíveis quando o homem, no seu todo (humanidade) se lança e projecta para além dos seus limites. D/ As artes na actualidade I - (Introdução) 11 Determinar o âmbito de acção da História da Arte (pp. 134-135). - Estuda os múltiplos aspectos culturais das sociedades traduzidos numa mundividência expressa em termos estéticos. - Actualmente o mundo da arte conhece uma nova dinâmica de carácter mais aberto, diversificado e plural. II Criar é agir: a arte enquanto processo 12 Distinguir a concepção de arte antes e após os anos de 1960 (p.136). - Antes (anos 50) A concepção de arte assume uma dimensão mais abstracta, intelectualizada e hermética. - Após (anos 60 e seguintes) A concepção de arte privilegia uma ligação à vida concreta e aos acontecimentos quotidianos próprios de uma sociedade de consumo. (A Pop Art, um movimento iconoclasta) 13 Situar, no tempo e no espaço, o nascimento da Pop Art 1960 (p.136). A Pop Art, nasceu nos anos 50 nos núcleos urbanos de Londres e Nova Iorque. 14 Caracterizar a linguagem da Pop Art (p.136). Usa uma linguagem figurativa baseada em símbolos figuras e objectos próprios do quotidiano da vida urbana. É uma linguagem sem bases teóricas que se opôs ao abstraccionismo para se tornar acessível ao comum das pessoas. 15 Registar as características temáticas e técnicas da Pop Art (p.136). - Características temáticas Incide sobre a cultura popular privilegiando imagens familiares da vida quotidiana, da BD, das revistas, dos jovens, da fotografia, do cinema, da televisão (Marilyn, Liz Taylor, Elvis Presley ) 5

- Características técnicas Recorre a meios mecânicos (máquina fotográfica, serigrafia ). Segue a técnica da descontextualização dos objectos do quotidiano (tal como no Dadaísmo). 16 Descrever as duas vertentes da Pop Art americana (pp.136-138). - A vertente neodadaísta de Robert Ranschemberg, de Jasper Jones e de Jim Dine. - A vertente de diversos artistas, tais como: Andy Warhol (garrafas de coca-cola e latas de sopa Campbell ) e Roy Lichtenstein (pinta com cores puras, lisas e brilhantes personagens dos filmes da Walt Disney e da BD). (A Op Art e arte cinética) 17 Definir Op Art (p.138). Optical Art ou Arte Óptica, consiste numa forma de arte que utiliza a ilusão óptica do movimento (cinetismo). 18 Referir a concepção de arte própria do cinetismo (p.138). Substitui a noção de beleza natural pela noção de beleza artificial (de acordo com as propostas da Bauhaus e dos construtivistas que utilizaram a plástca dinâmica na escultura). 19 Analisar a diversidade artística da Op Art ao nível das suas quatro tipologias fundamentais (p.138). a) Movimento real traduzido nos mobiles ; b) Movimento baseado no efeito de jogos de luz e reflexos luminosos; c) Movimento baseado na percepção visual mediante o recurso a jogos de figura e fundo ou utilizando perspectivas opostas; d) Movimento baseado em efeitos ópticos persistentes (que podem levar à vertigem) ou na provocação de efeitos ondulados ou, ainda, pela colocação de cores instáveis. (A Arte - Acontecimento) 20 Mencionar os antecedentes da Arte Acontecimento (p.140). Os antecedentes residem nas correntes artísticas que tenderam a sobrevalorizar a acção (Informalismo, Expressionismo Abstracto) e que se constituíram nos princípios básicos 6

de algumas formas de arte mais recentes, tais como: Performance, Happening, Body Art. 21 Definir Happening, Perfomance e Body Art (pp.140-143). - Performance Acto de fazer que quase se esgota numa expressão corporal sem semelhanças com o teatro ou a dança, - Happening Arte efémera baseada numa ritualização corporal que passa por uma relação física do indivíduo consigo próprio e com outros traduzida em atitudes, gestos e expressões faciais ) - Body Art Arte baseada em acções de curta duração em que o corpo é o principal protagonista e principal meio de expressão. (Pólos de criação contemporânea: a Arte conceptual) 22 Definir Arte Conceptual (p.143). A Arte Conceptual é entendida como uma forma de pensamento filosófico (neste caso a ideia ou conceito torna-se mais importante do que a obra, ou seja, a arte passa a ser algo que consiste na concepção do objecto e não na sua realização). 23 Equacionar as questões subjacentes à concepção de Arte Conceptual (p.144). Questões relacionadas com: a) Os fundamentos da arte (qual a razão de ser da existência e da função da arte?); b) Situação da obra de arte na sociedade (neste caso só interessa como documento); c) O reconhecimento público do artista (perspectivado como um desejo de este ser olhado como alguém que pensa os problemas em profundidade). 24 Estabelecer os antecedentes remotos da Arte Conceptual (p.144). Dadaísmo (de Marcel Duchamp), Construtivismo (de Tatlin), Abstraccionismo (lírico e geométrico), Expressionismo Abstracto (Action Painting), Informalismo. 7

Observação: Todas estas formas de arte tenderam a valorizar a arte como acção linguística (fotografia, películas, vídeo, gravações, telegramas ), como comunicação e como meio de formação do pensamento. 25 Referir as principais formas de Arte Conceptual (pp.146-148). Land art Formas de interpretação na paisagem a nível de amplos espaços naturais e das quais fica apenas um registo fotográfico, fílmico ou digital. Minimal Art Forma de arte que despreza a figuração e elege um número mínimo de elementos plásticos e de cores com o objectivo de construir objectos tridimensionais semelhantes a estruturas primordiais. Instalação Processo de realização plástica que contempla a construção de cenários e ambientes povoados por objectos e detritos do quotidiano. (Hiper Realismo e Nova Figuração) 26 Definir Hiper Realismo ou Foto-realismo (p.148). Visão fotográfica de aproximação à realidade. Observação: Forma de arte fria e de carácter impessoal porque desligada das emoções do artista. O Hiper-realismo também conhece as designações de Foto-realismo, Nova-figuração, Realismo Europeu e Realismo Surreal (como nos casos em que a representação fica sujeita à técnica expressionista). (Transvanguada Italiana) 27 Definir Transvanguada Italiana (p.150). Movimento artístico de características figurativas e que se apresenta como uma metamorfose do Expressionismo e com o objectivo de superar a arte minimal e conceptual. (Abstracção Pós- Pictórica) 28 Definir Abstracção Pós- Pictórica (pp.150-152). comunicação. Forma de arte que utiliza apenas a forma e a estrutura como meio de 8

(Arte Pobre) 29 Definir Arte Pobre (p.152). Forma de arte diversificada, pouco definida e baseada na utilização de materiais pobres, já usados, desgastados e pouco usuais em arte. III Os caminhos da Arquitectura Contemporânea para além do Funcionalismo. 30 Determinar as dificuldades inerentes à crescente individualização da Arquitectura Contemporânea (p.154). As dificuldades resultam da grande complexidade da arquitectura e de uma consequente necessidade de salientar algumas tendências maioritárias susceptíveis de alguma sistematização: Pós-Modernismo (ver tabela p. 154), Continuação do Modernismo (revivalismo modernista), Novos Romantismos, Nova Modernidade (Neomodernismo) que substitui o Pós-Modernismo. (A Arquitectura Pós - Modernista) 31 Explicitar o conceito Pós Modernismo (p.154). Corrente arquitectónica oposta ao Modernismo clássico de Le Corbusier (pai do Funcionalismo racionalista) e de Walter Gropius (Bauhaus) e que considerava ser o estilo Internacional, um estilo despersonalizado e estandardizado de modo a torná-lo monótono e sem originalidade. 32 Identificar as diferentes correntes pós modernistas (pp.154-160). Neo-Historicismos (retorno às raízes históricas), Racionalismo Pós-Moderno (ou Neo-racionalismo), Pós-Modernidade Individual. Observação: O Pós-Modernismo teve existência muito efémera e, por isso, ficaram os princípios do Modernismo, próprios da arquitectura dos anos 20 e 30 que ressurgiram sob diferentes designações. a) Modernismo Tardio (recuperou os princípios da Bauhaus e de Le Corbusier); b) Alta Tecnologia (baseada num espírito experimental e numa actualização tecnológica); c) Modernidade Moderada (corrente que se impôs a partir dos anos 80 do século XX). 9

(Os Novos Romantismos) 33 Dizer em que consistem os Novos Romantismos (p.162). - Consistem numa arquitectura de carácter intemporal sem ligação a uma linha evolutiva geral. - Inspira-se em elementos exteriores à arquitectura tradicional, como seja a Natureza orgânica e inorgânica, as questões sociais e ecológicas e assume um carácter emocional. (A Nova Modernidade ou Neomodernismo) 34 Dizer em que consiste a Nova Modernidade (p.164). Consiste numa rejeição das tendências anteriores a 1980 substituindo o Pós- Modernismo em nome de uma inovação no sentido do futuro e de carácter experimental. 35 Mencionar as tendências da Nova Modernidade (p.164). - Desconstrutivismo que abandonou as linhas horizontais e promove a rotação dos corpos geométricos de modo a formar ângulos agudos, ao mesmo tempo que aposta na decomposição das estruturas construtivas até ao caos. - A expressão segundo a qual a forma segue a função dá lugar à expressão a forma segue a fantasia. - Pluralismo Moderno que reúne os estilos pessoais dos jovens arquitectos dos finais do século XX e inícios do século XXI. IV Vias de expressão da Arte Portuguesa Contemporânea 36 Caracterizar a modernidade, em Portugal, no campo da arquitectura, escultura e pintura (pp.166-168). Apesar da situação de isolamento em que o nosso país viveu até ao 25 de Abril de 1974, surgiram, nesse contexto, algumas rupturas e valores associados ao impacto de um mercado de arte especulativo, de contactos com escolas e artistas estrangeiros e de uma produção mais diversificada e personalizada. Com a instauração da democracia o país conheceu um incremento cultural nos mais diversos campos da arte, como o atesta o surgimento de um vasto conjunto de galerias, de publicações, de artistas, amantes da arte e de locais de exposição, tais como: Centro de Arte Moderna (1983), Centro Cultural de Belém (1989-93), Caixa Geral de Depósitos/Culturgest (1994), 10

Museu Arpad Szenes Vieira da Silva, em Lisboa (1990), Fundação Berardo, em Sintra (1987), Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto (1991-99). Deste modo pode dizer-se que o que caracteriza a contemporaneidade portuguesa é, pois, uma maior pluralidade expressiva, um espírito de experimentação aliado a uma onda de criatividade facilitada pelas inovações tecnológicas, uma projecção internacional de autores e obras, mais atenção à salvaguarda do património, uma adesão às correntes modernas, uma preocupação quanto ao desenvolvimento urbano e suburbano, um maior número de arquitecturas de autor, a utilização dos multimédia, a prioridade às questões ambientais, uma produção onde o artista é polifacetado trabalhando os mais variados materiais, formas, técnicas e áreas. Salientamos, assim, no campo da arquitectura alguns nomes de entre outros: Nuno Teotónio Pereira Nuno Portas Conceição Silva Viana de Lima Cassiano Barbosa Agostinho Ricca Álvaro Siza Vieira Tomás Taveira Souto de Moura ( ) No campo da escultura salientam-se, entre outros, os nomes de: João Cutileiro Alberto Carneiro José Rodrigues Zulmiro de Carvalho ( ) Na pintura utiliza-se, pela primeira vez o termo de neofiguração para traduzir uma diversidade de tendências de pendor modernista reveladoras de uma dissolução de fronteiras estéticas, da utilização de técnicas mistas em diversos suportes e, sobretudo, uma grande vitalidade associada à expressão directa e despreconceituada marcada por uma certa irreverência. Salientam-se os nomes de: Ângelo de Sousa (n. 1938) 11

Álvaro Lapa (1939-2006) José Guimarães (n. 1939) Batarda Fernandes (n. 1943) Pedro Chorão (n. 1945) ( ) V Casos práticos 37 - Ler e analisar os elementos informativos relacionados com os dois casos práticos descritos nas páginas 170-172 do livro. 38 Responder às questões e realizar as actividades previstas nos referidos casos práticos O professor: (Luís Paulo Ribeiro) 12