ESTÁGIO CURRICULAR I / II GERENCIANDO A INFRA-ESTRUTURA DO SAP R/3



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Transcrição:

1 VITOR GABRIEL REIS LUX BARBOZA ESTÁGIO CURRICULAR I / II GERENCIANDO A INFRA-ESTRUTURA DO SAP R/3 EMPRESA: WHIRLPOOL DO BRASIL (UNIDADE EMBRACO) SETOR: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO SUPERVISOR: GUILHERME HUTH ORIENTADOR: EDINO MARIANO LOPES FERNANDES CURSO DE TECNOLOGIA EM SISTEMAS DE INFORMAÇÃO CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGIAS - CCT UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC JOINVILLE SANTA CATARINA - BRASIL JUNHO/ 2010

2 APROVADO EM.../.../... Professor Edino Mariano Lopes Fernandes Mestrado em Ciências da Computação Professor Orientador Professor Fabiano Baldo Doutor em Eng. Elétrica Professor Nazareno de Oliveira Pacheco Mestre em Eng. Elétrica Guilherme Huth Supervisor da Concedente

3 UDESC UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS - FEJ RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR FOLHA DE AVALIAÇÃO FINAL Carimbo da Empresa UNIDADE CONCEDENTE Razão Social: Whirlpool do Brasil - Compressores CGC/MF: 59.105.999/0057-30 Endereço: Rui Barbosa, 1020 Bairro: Costa e Silva CEP: 89219-901 Cidade: Joinville UF: SC Fone: 34412980 Supervisor: Guilherme Huth Cargo: Líder de Infra-Estrutura ESTAGIÁRIO Nome : Vitor Gabriel R. L. Barboza Matrícula: 211210631 Endereço: Luiz Bachtold, 745 Bairro: Costa e Silva CEP: 89220-300 Cidade: Joinville UF: SC Fone: 30274291 Curso de : Tecnologia em Sistemas de Informação Título do Estágio: Gerenciando a Infra-estrutura do SAP Período: 03/02/2010 a 04/08/2010 Carga horária: 40h/semanais AVALIAÇÃO FINAL DO ESTÁGIO PELO CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS Representada pelo Professor Orientador: Edino Mariano Lopes Fernandes CONCEITO FINAL NOTA Rubrica do Professor Orientador Excelente (9,1 a 10) Muito Bom (8,1 a 9,0) Bom (7,1 a 8,0) Regular (5,0 a 7,0) Reprovado (0,0 a 4,9) Local e data:

4 UDESC UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS - FEJ RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR AVALIAÇÃO DO ESTAGIÁRIO PELA EMPRESA Nome do Estagiário : Vitor Gabriel Reis Lux Barboza QUADRO I a) AVALIAÇÃO NOS ASPECTOS PROFISSIONAIS Pontos 1 - QUALIDADE DO TRABALHO - Considerando o possível 2 - ENGENHOSIDADE - Capacidade de sugerir, projetar, executar modificações ou inovações. 3 - CONHECIMENTO - Demonstrado no desenvolvimento das atividades programadas. 4 - CUMPRIMENTO DAS TAREFAS - Considerar o volume de atividades dentro do padrão razoável 5 - ESPÍRITO INQUISITIVO - Disposição demonstrada para aprender 6 - INICIATIVA - No desenvolvimento das atividades SOMA Pontuação para o Quadro I e II Sofrível - 1 ponto, Regular - 2 pontos, Bom - 3 pontos, Muito Bom - 4 pontos, Excelente - 5 pontos. QUADRO II b) AVALIAÇÃO DOS ASPECTOS HUMANOS Pontos 1 - ASSIDUIDADE - Cumprimento do horário e ausência de faltas 2 -.DISCIPLINA - Observância das normas internas da Empresa. 3 - SOCIABILIDADE - Facilidade de se integrar com os outros no ambiente de trabalho. 4 - COOPERAÇÃO - Disposição para cooperar com os demais para atender as atividades. 5 -SENSO DE RESPONSABILIDADE - Zelo pelo material, equipamentos e bens da empresa. SOMA c) AVALIAÇÃO FINAL Pontos LIMITES PARA CONCEITUAÇÃO SOMA do Quadro I multiplicada por 7 De 57 a 101 - SOFRÍVEL SOMA do Quadro II multiplicada por 3 De 102 a 146 - REGULAR SOMA TOTAL De 148 a 194 - BOM De 195 a 240 - MUITO BOM De 241 a 285 - EXCELENTE Nome da Empresa: Whirlpool do Brasil Representada pelo Supervisor: Guilherme Huth CONCEITO CONFORME SOMA TOTAL Rubrica do Supervisor da Empresa Local: Data : Carimbo da Empresa

5 UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS - CCT PLANO DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO ESTAGIÁRIO Nome: Vitor Gabriel Reis Lux Barboza Matrícula: 211210631 Endereço (Em Jlle): R. Luiz Bachtold, 745 Bairro: Costa e Silva CEP: 89220-300 Cidade: Joinville UF: SC Fone: 47 84624075 Endereço (Local estágio): R. Rui Barbosa, 1020 Bairro: Costa e Silva CEP: 89219-901 Cidade: Joinville UF: SC Fone: 47 3441-2078 Regularmente matriculado no semestre: 2010/1 Curso: Tecnologia Sistemas de Informação Formatura (prevista) Semestre/Ano: 2010/1 UNIDADE CONCEDENTE Razão Social: Whirlpool S.A. CGC/MF: 59.105.999/0057-30 Endereço: R. Rui Barbosa, 1020 Bairro: Costa e Silva CEP: 89219-901 Cidade: Joinville UF: SC Fone: 47 3441-2078 Atividade Principal: Fabricante de compressores para refrigeração Supervisor: Guilherme Huth Cargo: Líder de Infra-estrutura DADOS DO ESTÁGIO Área de atuação: Infra-estrutura de redes Departamento de atuação: TI Infra-estrutura Fone: 47 3441-2980 Ramal: 2980 Horário do estágio: 07:00 as 17:00 Total de horas semanais: 40h Período: Data inicial e data final (Semestre Letivo) 03/02/2010 a 04/08/2010 Nome do Professor Orientador: Edino Mariano Lopes Fernandes Departamento: DCC Disciplina(s) simultânea(s) com o estágio Quantas: Zero Quais: OBJETIVO GERAL Realizar atividades relacionadas ao gerenciamento e administração do ERP SAP R/3, bem como na infra-estrutura dos servidores relacionadas ao seu funcionamento.

6 ATIVIDADES OBJETIVO ESPECÍFICO HORAS Adaptação ao ambiente e conhecer principais atividades do grupo de infra-estrutura de TI da Embraco. Entender como são desenvolvidas as tarefas básicas, atividades rotineiras e projetos de cada participante do grupo de trabalho. 10 Estudar apostilas e livros relativos à função a ser desempenhada no estágio. Atividades rotineiras no gerenciamento de aplicativos do ERP SAP R/3. Participação em projetos de implementação e manutenção de Servidores. Documentação de processos implantados e treinamento da equipe operacional. Adquirir conhecimento necessário para poder desenvolver as atividades principais, propostas pela empresa no dia-a-dia. Manipular aplicativos relacionados à administração de usuários, permissões, senhas e perfis de grupos, nos ambientes produtivos do ERP da Embraco. Instalar e configurar servidores do datacenter da Embraco, para alocarem o ERP SAP R/3 e seus aplicativos. Documentar o conhecimento obtido durante a execução das rotinas afim de conhecer as linguagens e formatos de documentação utilizados na Embraco. 30 100 80 20 Rubrica do Professor Orientador Aprovação do Membro do Comitê de Estágio Rubrica do Coordenador de Estágio Rubrica do Supervisor da Empresa Data: Data: Data: Data: Carimbo da Empresa

CRONOGRAMA FÍSICO REAL 7 PERÍODO (Semanas) ATIVIDADES Adaptação ao ambiente e conhecer principais atividades do grupo de infra-estrutura de TI da Embraco. Estudar apostilas e livros relativos à função a ser desempenhada no estágio. Atividades rotineiras no gerenciamento de aplicativos do ERP SAP R/3. Participação em projetos de implementação e manutenção de Servidores. Documentação de processos implantados e treinamento da equipe operacional. Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

8 Senhor, dê-me a serenidade de aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem de mudar aquilo que posso, e a sabedoria para saber a diferença. Oração de Niebuhr

9 AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar a Deus, por me sustentar e amparar em qualquer situação de minha vida. A minha família, em especial meus pais Sebastião Barboza Netto e Claudia Reis Lux Barboza, que sempre me apoiaram e confiaram que me dedicaria a alcançar uma carreira sólida. Aos professores da UDESC, que durante todo curso foram cordiais e proporcionaram um grande e importante conhecimento. Ao meu colega de trabalho Carlos Alberto Hoepers, por sempre ter paciência de ensinar-me atividades novas e trazer desenvolvimento profissional. Também a todos os colegas da Embraco que de alguma forma contribuíram no meu crescimento. Ao querido amigo Hudson, além de sempre presente em minha vida acadêmica, um amigo pessoal de longa data.

SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS... 12 LISTA DE TABELAS... 13 RESUMO... 14 1. INTRODUÇÃO... 15 1.1. OBJETIVOS... 15 1.1.1. Geral... 15 1.1.2. Específicos... 15 1.1.3. Justificativa... 16 1.2. ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO... 16 2. APRESENTAÇÃO DA CONCEDENTE... 17 2.1. UNIDADES E PLANTAS... 17 2.2. HISTÓRICO DA EMPRESA... 18 3. ATIVIDADES REALIZADAS NO ESTÁGIO... 20 3.1. CONHECENDO AS TAREFAS DO GRUPO DE TI... 20 3.2. LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES PARA REALIZAR ATIVIDADES... 21 3.2.1. Conhecendo o ERP SAP R/3... 22 3.2.2. Arquitetura interna do SAP R/3... 24 3.2.3. O R/3 e o Banco de Dados... 26 3.2.4. Interface com os usuários... 26 3.2.5. Sistema de plataformas para o SAP R/3... 27 3.2.6. Entendendo o cenário do SAP R/3 na Embraco... 28 3.3. ATIVIDADES DE ROTINA DIÁRIA... 29 3.3.1. Inclusão de usuários novos nos ambientes do SAP R/3... 30 3.3.2. Criação ou alteração de perfis do SAP R/3... 32

11 3.3.3. Resolução de problemas de usuários do SAP R/3... 36 3.3.3.1. Alteração do design do SAPGUI... 36 3.3.3.2. Inserção de uma nova impressora no SAP... 36 3.3.3.3. Problemas de compatibilidade do SAPGUI... 37 3.4. PARTICIPAÇÃO EM PROJETOS... 38 3.4.1. Participação no projeto SAP Europa... 38 3.4.1.1. Etapa 1... 40 3.4.1.2. Etapa 2... 42 3.4.1.3. Etapa 3... 42 3.4.2. Participação no projeto Single Sign-On... 43 3.5. DOCUMENTAÇÃO DE PROCESSOS... 47 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS... 49 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 50

12 LISTA DE FIGURAS FIGURA 01 MÓDULOS DO ERP SAP R/3...23 FIGURA 02 TELA INICIAL DO SAPGUI...27 FIGURA 03 AMBIENTE SAP EUROPA...29 FIGURA 04 EXEMPLO DE IT IDEA...30 FIGURA 05 TELA 1 DA TRANSAÇÃO SU01...31 FIGURA 06 FLUXO DE UMA CORREÇÃO NO SOLMAN...33 FIGURA 07 TELA 1 DA TRANSAÇÃO PFCG...34 FIGURA 08 INSERÇÃO DE TRANSAÇÕES NUM PERFIL ATRAVÉS DA PFCG...35 FIGURA 09 CRIAÇÃO DA VARIÁVEL DE AMBIENTE SNC...45 FIGURA 10 INSERÇÃO DA LINHA DE CÓDIGO...46

13 LISTA DE TABELAS TABELA 01 ATIVIDADES DOS FUNCIONÁRIOS DE INFRA-ESTRUTURA...21 TABELA 02A TAREFAS DESEMPENHADAS NO PROJETO SAP EUROPA...39 TABELA 02B TAREFAS DESEMPENHADAS NO PROJETO SAP EUROPA...40

14 RESUMO Este trabalho tem como objetivo retratar as atividades desenvolvidas durante o estágio curricular I e II do curso de Tecnologia em Sistemas de Informação, na empresa Embraco. O gerenciamento de infra-estrutura do ERP SAP R/3 foi o objetivo principal. Para a realização deste trabalho foi obtido o aprendizado através de estudo de tecnologias e acompanhamento prático de atividades. Após este período passou-se a desempenhar rotinas diárias que auxiliavam os processos da empresa e participação em projetos de implantação de novos servidores para o ERP. A realização deste objetivo proporcionou aumento de experiência e conseqüentemente crescimento profissional.

15 1. INTRODUÇÃO O estágio é uma disciplina contida na grade de disciplinas do curso de Tecnologia em Sistemas de Informação, e tem como objetivo a união do conhecimento acadêmico com a prática, gerando assim um profissional melhor preparado para o mercado de trabalho, pois alia-se os conhecimentos adquiridos na universidade com as práticas realizadas no dia-a-dia. Para o desenvolvimento deste estágio foi definido um plano de estágio, no qual foram definidas as atividades a serem desenvolvidas durante o período de estágio na empresa Embraco de Joinville. O estágio consistiu em treinamentos, desenvolvimento de tarefas de rotina diária, participação em projetos de implementação de novas tecnologias e melhorias continuas em ambientes já existentes da empresa, todos voltados para o ERP utilizado na empresa, o SAP R/3. 1.1. OBJETIVOS 1.1.1. Geral Realizar atividades relacionadas ao gerenciamento e administração do ERP SAP R/3, bem como na infra-estrutura dos servidores relacionados ao seu funcionamento. 1.1.2. Específicos Entender como são desenvolvidas as tarefas básicas, atividades rotineiras e projetos de cada participante do grupo de trabalho. Adquirir conhecimento necessário para poder desenvolver as atividades principais, propostas pela empresa no dia-a-dia. Manipular aplicativos relacionados à administração de usuários, permissões, senhas e perfis de grupos, nos ambientes produtivos do ERP da Embraco. Instalar e configurar servidores do datacenter da Embraco, para alocarem o ERP SAP R/3 e seus aplicativos. Documentar o conhecimento obtido durante a execução das rotinas a fim de conhecer as linguagens e formatos de documentação utilizados na Embraco.

16 1.1.3. Justificativa Visando uma especialização maior na área de infra-estrutura de sistemas de informação, fazse de suma importância a união entre a universidade e as empresas. Com o intuito de formar um profissional mais preparado para o mercado de trabalho, essa união dá a oportunidade de aplicação dos conhecimentos adquiridos nas disciplinas da universidade para desempenhar funções no dia-a-dia da empresa, alcançando experiência e maturidade. 1.2. ORGANIZAÇÃO DO ESTUDO O relatório está organizado em cinco partes, de modo a explorar os aspectos mais relevantes do estágio. A primeira parte norteia o leitor, pois apresenta os objetivos gerais e específicos e por fim, um resumo de como o trabalho é apresentado. A segunda parte descreve um breve histórico da empresa onde o estágio foi realizado, os principais produtos, principais clientes e alguns detalhes relevantes sobre a mesma. A terceira parte é composta por uma explanação sobre a equipe interna de TI e sobre o conteúdo estudado relativo ao ERP SAP R/3, também uma descrição da organização de alguns ambientes do SAP da Embraco. Na quarta parte apresentam-se as atividades que foram desenvolvidas tanto de rotinas diárias, como da participação em projetos de novas tecnologias. Por fim, na quinta parte do trabalho são realizadas as considerações finais, expondo os conhecimentos adquiridos, dificuldades encontradas durante o estágio e como os objetivos foram alcançados.

17 2. APRESENTAÇÃO DA CONCEDENTE A Whirlpool do Brasil, unidade EMBRACO (Empresa Brasileira de Compressores) é uma empresa multinacional que atua no ramo de soluções para refrigeração, produzindo há mais de 30 anos uma vasta linha de compressores herméticos destinados a geladeiras e freezers, tornando-se neste período a líder mundial do mercado. Possui linha de produção no Brasil, China, Itália e Eslováquia e escritórios administrativos em outros países, com um total aproximado de 10.000 funcionários. Sua capacidade de produção é de 27 milhões de compressores por ano. 2.1. UNIDADES E PLANTAS No Brasil a Embraco possui quatro unidades produtivas. A planta matriz é a maior das unidades e se situa em Joinville Santa Catarina, sendo exemplo em inovação, tecnologia e preservação ao meio ambiente. Possui avançados laboratórios de pesquisa e desenvolvimento que permitem que a Embraco tenha uma linha de produtos totalmente criada e desenvolvida por ela mesma. Também é nesta planta que está o setor administrativo e a área de tecnologia da informação. Em Joinville também estão às unidades Fundição e EECON. A Fundição é responsável pela produção de componentes de ferro, tanto para a planta matriz como para plantas no exterior. A EECON (Embraco Eletronic Controls) desenvolve circuitos eletrônicos direcionados a eletrodomésticos, proporcionando à Embraco qualidade e tecnologia na fabricação de seus compressores. No planalto norte de Santa Catarina, no município de Itaiópolis, há uma unidade da Embraco que é dedicada a produção de componentes elétricos e trocadores de calor, que são usados em unidades condensadoras e seladas, montadas na própria planta.

18 A planta da Itália está localizada na região nordeste do país, na Província de Turim. Esta planta, já produzia compressores desde 1956 com a marca Áspera e até hoje mantém este nome, pois possui grande credibilidade no mercado do país. Em 1994 foi incorporada à Embraco. A Embraco Aspera produz mais de 6 milhões de produtos por ano, entre compressores para refrigeração doméstica e comercial. Faz a distribuição para toda Europa, África e Oriente Médio. A planta da Eslováquia está localizada na região norte do país, em Spisská Nová Ves. Foi inaugurada em 1999 e produz compressores principalmente para a linha de refrigeração comercial, incluindo também uma produção de unidades condensadoras. Devido ao crescimento econômico recente dos países do leste europeu, esta planta tem estimulado o crescimento da região, atraindo fornecedores de componentes e outras indústrias. A planta da China está localizada na zona industrial de Pequim, na parte periférica da cidade, desde 2006. Inaugurada em 1995, por muito tempo a planta esteve ativa na parte central de Pequim, porém a busca por melhores condições de logística levaram a mudança para o parque industrial de Pequim. Foi originada de uma junção da Embraco com o grupo Snowflake. Esta nova fábrica foi construída com base em avançados conceitos de manufatura e produz modelos novos de compressores da linha EM, o principal produto da Embraco, ampliando muito a capacidade de produção para todo o mercado do continente asiático. Nos EUA a Embraco possui um grande centro de administração e distribuição localizado no estado da Geórgia, próximo a cidade de Atlanta. Foi fundada em 1987 e é responsável por boa parte da venda de compressores da Embraco e Embraco Áspera para todo o mundo. Concentra um grande conjunto de técnicos de apoio para suporte técnico e pós-venda. Lá é feita a administração de 11 depósitos de distribuição de produtos, atendendo mais de 300 distribuidores dos compressores Embraco. 2.2. HISTÓRICO DA EMPRESA A história da Embraco é dividida por muitas conquistas, iniciada com sucessos dentro do Brasil onde foi fundada, até atingir expressivas vitórias em âmbito global. Principais fatos e acontecimentos durante os 38 anos da empresa:

19 Em 10 de março de 1971, três empresas fabricantes de refrigeradores Consul, Springer e Prosdócimo fundam a Empresa Brasileira de Compressores S.A. EMBRACO. Em 1975 é inaugurado oficialmente o parque fabril de Joinville SC, com capacidade de produção de 1 milhão de compressores/ano. Em 1976 a Embraco associa-se ao grupo Brasmotor um grupo de indústrias de refrigeração, do qual também fazia parte a Multibrás, e começa a fabricar para o mercado externo. Em 1982 a Embraco estabelece um convênio de cooperação com a UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, buscando profissionais qualificados para começar a desenvolver produtos com tecnologia própria. Cria um setor de pesquisa e desenvolvimento, com laboratórios de teste e equipamentos de grande avanço tecnológico. O lançamento do primeiro compressor com tecnologia 100% da Embraco foi em 1987, batizado de EM. No mesmo ano é inaugurado o escritório comercial da Embraco nos Estados Unidos. Em 1990 a empresa atinge uma marca de 50 milhões de compressores fabricados. Em Itaiópolis SC é inaugurada a fábrica de componentes elétricos. Por volta de 1992 é iniciada a produção de compressores com gases alternativos aos CFC s, que agridem o meio ambiente. Conquista do importante certificado de qualidade ISO 9001. Em 1994 a Embraco passa a controlar a fábrica italiana de compressores Aspera e inicia adequação da linha de produção para fabricar compressores próprios. É eleita no Brasil pela revista Exame a Empresa do Ano entre duas mil companhias que participaram da pesquisa. Em 1995 foi construída a unidade de produção em Pequim, China. Em 1996 após 25 anos de existência a empresa chega à marca de 100 milhões de compressores fabricados. Inaugurada a nova linha de produção na Itália, para fabricar compressores EM. Em 1998 é inaugurada a fàbrica da Eslováquia. Marca comemorativa de 150 milhões de compressores produzidos somando as 3 plantas principais (Brasil, Itália e China). No ano 2000 a empresa recebe a certificação ISO14001, um reconhecimento pela gestão ambiental aplicada por tantos anos. Recebe prêmios por desenvolver o programa de educação ambiental em Joinville. Em 2001 a Embraco completa 30 anos e destaca-se entre as 10 melhores empresas para se trabalhar, em pesquisa nacional realizada pela revista Exame, especializada em economia e negócios. Em 2006 a empresa comemora 35 anos. Inaugurada nova planta de produção na China. A Embraco passa a operar com razão social do grupo Whirpool S.A. juntamente com a Multibrás Eletrodomésticos, porém continua a realizar suas atividades de forma independente. Em 2010 comemora 39 anos.

20 3. ATIVIDADES REALIZADAS NO ESTÁGIO O objetivo principal deste estágio está em desenvolver novos conhecimentos no setor de infra-estrutura, trabalhando com administração e gerenciamento do ERP de uma empresa de grande porte. A partir desta meta inicial buscou-se trabalhar em projetos internos da área de TI que possibilitassem a agregação de informações e noções de como auxiliar no gerenciamento da rotina diária da área. Este estágio foi realizado no período de Fevereiro de 2010 até Julho de 2010. 3.1. CONHECENDO AS TAREFAS DO GRUPO DE TI Atualmente, os funcionários da área de TI da Embraco possuem foco no controle da infraestrutura e manutenção das necessidades internas de negócios. A Embraco não possui área de desenvolvimento de software, para isso conta com parceiros externos. A equipe de infraestrutura é subdividida em dois grupos Arquitetura MDAR (Monitoração, Desempenho, Armazenamento e Recuperação) e Arquitetura SC (Segurança e Conectividade). Ao iniciar este estágio foi necessário obter um conhecimento prévio das atividades realizadas pela equipe de infra-estrutura, pois era necessário se adequar aos pré-requisitos das tarefas que seriam atribuídas no futuro. Passou-se então a participar das rotinas dos grupos Arquitetura MDAR e Arquitetura SC. A área de Arquitetura MDAR é onde foi mantido o foco deste estágio, pois é a responsável pelos serviços de gerenciamento e administração da infra-estrutura do ERP da desenvolvedora SAP AG, além de toda a arquitetura de banco de dados integrada ao ERP. Este time também é responsável por manter os servidores que asseguram a disponibilização do ERP para a matriz, para todas as filiais brasileiras e algumas estrangeiras. A área de Arquitetura SC é a responsável por coordenar todo o conjunto de equipamentos de rede. Ela busca gerenciar, monitorar e manter em funcionamento todos os roteadores, swicthies e firewalls, além de manter servidores de internet, correio eletrônico e diversos aplicativos que rodam rotinas de controle das estações de trabalho da empresa. Com o intuito de absorver conhecimento dentro de tão consolidada equipe foi possível conhecer as atividades de rotina de todos os integrantes destes dois grupos, o que contribuiu para

21 resultados positivos frente às matérias do curso, como: Redes de Computadores, Gerência de Redes, Banco de Dados e SQL. A tabela 01 mostra quais são as atividades dos funcionários que teve-se a oportunidade de acompanhar. Especialista 1 Especialista 2 Especialista 3 Especialista 4 Especialista 5 Especialista 6 Especialista 1 Especialista 2 Especialista 3 Especialista 4 GRUPO MDAR Especialista SAP, administração de Banco de Dados Oracle e SQL, gerencia da infraestrutura de servidores e storage Especialista SAP, administração de Banco de Dados Oracle e SQL, gerencia de soluções de monitoração e backup Especialista de Business Inteligence do SAP Especialista em segurança do SAP, administração de perfis, usuários e controles internos Especialista em sistemas de manufatura e controle de softwares industriais Especialista em sistemas de manufatura e controle de softwares industriais GRUPO SC Especialista em controle de servidores e monitoração da rede Especialista em administração da rede e segurança Especialista em administração de acessos e controle de identificação Especialista em administração de mensageria e comunicação Tabela 01 Atividades dos funcionários de infra-estrutura da Embraco Desta forma, após compreender a estrutura funcional dentro da equipe de infra-estrutura, iniciou-se o processo de levantamento das informações referentes às atividades que seriam propostas ao estagiário dentro do grupo de Arquitetura MDAR. O foco principal deste estágio por parte da empresa, sempre foi a realização de atividades que estavam relacionadas a dois pontos principais: administração de usuários e perfis dentro do SAP R/3 e participação num projeto de instalação dos servidores que suportam o ERP. 3.2. LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES PARA REALIZAR ATIVIDADES Este período de aprendizado a partir de meios didáticos fornecidos pela empresa tornou-se importante para um desempenho inicial. Em alguns casos foi possível ampliar o conhecimento sobre alguns assuntos já estudados durante o curso, como a área de banco de dados, onde a universidade já havia dado uma fundamentação, e em outros pode-se iniciar completamente do

22 zero o aprendizado das informações, dentre eles a arquitetura e o funcionamento do ERP da SAP AG. Os meios utilizados para adquirir este conhecimento foram os mais diversos, pode-se mencionar a utilização de livros e apostilas oficiais da desenvolvedora SAP AG, apostilas oficiais do banco de dados da ORACLE, a base de dados de procedimentos operacionais de TI da Embraco, o site oficial de notas e suporte da SAP AG, o SAP Service, documentações com gráficos e ilustrações dos esquemas de arquitetura dos servidores da Embraco, e além de muitas explicações verbais do coordenador do estágio que acompanhou grande parte deste período de estudo. Foi realizado também um treinamento de uma semana numa ferramenta da SAP AG chamada Solution Manager, uma descrição desta ferramenta será feita posteriormente. Considerando que o conteúdo aprendido neste período é essencial para o entendimento das atividades realizadas, será abordado neste capítulo um pouco dos conceitos e informações obtidas no início e durante o estágio. Será tratado sobre os fundamentos do ERP SAP R/3, um relato sobre a interação dele com o banco de dados, com os servidores e com os usuários, uma descrição física e lógica do data Center da Embraco e outros assuntos que se correlacionam com o período de estágio. 3.2.1. Conhecendo o ERP SAP R/3 De acordo com COLANGELO FILHO, um sistema ERP (Enterprise Resources Planning) é considerado um software aplicativo que permite às empresas: Automatizar e integrar parcela substancial de seus processos de negócios, abrangendo finanças, controles, logística (suprimentos, fabricação e vendas) e recursos humanos; Compartilhar dados e uniformizar processos de negócios; Produzir e utilizar informações em tempo real. O papel principal do ERP, pode ser resumido na palavra integração. Ele visa apoiar as diversas áreas de uma empresa nas tarefas desempenhadas diariamente, na sincronização dos processos entre as áreas, a evitar a existência de informações redundantes, a existência de dados inconsistentes, entre outras. A maior parte dos sistemas ERP oferecidos comercialmente são divididos em módulos que categorizam as principais áreas funcionais das empresas como: Finanças, Recursos Humanos, Operações/Logística, Manufatura e diversas subáreas.

23 Segundo a SAP AG o SAP R/3 é um sistema que integra completamente a aplicação de negócios, ou seja, oferece um conjunto de aplicativos empresariais integrados em grande escala. A completa integração de seus módulos assegura que todas as transações de negócios em uma companhia sejam acessíveis para todas as áreas da mesma. O sistema SAP R/3 é formado por doze módulos, subdivididos em quatro áreas, conforme visto na figura 01: Figura 01 Módulos do ERP SAP R/3 SAP AG R/3 Administration Logística SD Sales & Distribution: realizar toda e qualquer modalidade de venda da Empresa. MM Materials Management: responsável pela administração de suprimentos. Inclui organização de compras, fornecedores, recebimento e inventário.

24 PP Production Planing: controle das demandas de produção, ordens de pedidos, componentes de produção, entradas e saídas dos produtos. QM Quality Management: representa um sistema destinado ao controle de qualidade e à informação, apoiando o planejamento de qualidade, o controle de qualidade, o controle de produção e de suprimento. PM Plant Maintance: responsável pelo gerenciamento da manutenção. Redução do número de defeitos/quebras de equipamentos, coordenação de recursos humanos para cobrir ordens de manutenção, planejamento no uso de recursos de manutenção. Recursos Humanos HR Human Resources: controla a estrutura, ou árvore organizacional, da empresa, considerando pessoas, posições, cargos e divisões organizacionais da empresa. É de importância vital, pois a partir dela é possível estabelecer autorizações e critérios. Contas FI Financial Accounting: concentra o processamento de todas as atividades legais e movimentações financeiras das empresas. CO Controlling: representa o fluxo de custos e rendimentos da companhia. É um instrumento para tomada de decisões organizacionais. AM Fixed Assets Management: é utilizado na administração e supervisão do Ativo Imobilizado. PS Project System: controla os processos e suas respectivas fases dos Projetos de Investimento e de Produção. Utilizado para processos complexos que envolvem muitas atividades, longos prazos e grandes valores financeiros. Industrial WF Workflow IS Industry Solutions 3.2.2. Arquitetura interna do SAP R/3 O SAP R/3 é um sistema que interage com seus usuários por meio de transações. Transações são unidades de processamento agrupadas em funções que executam alterações consistentes na base de dados, de acordo com a funcionalidade a que é prosposta. Um exemplo típico é o débito

25 em uma conta para crédito em outra, que somente fazem sentido consistente quando executadas como um todo. Uma transação no SAP R/3 é implementada através de uma série de passos conectados de forma coerente. Esta transação executa um ou mais work process, que são nada mais que serviços dentro do R/3 especializados em alguma tarefa. Os work process funcionam em paralelo cooperativamente para realizar uma transação. O centro de um sistema SAP R/3, que controla as aplicações e transações é chamado de Dispatcher. Ele, juntamente com o sistema operacional, é o responsável pelo controle dos recursos do sistema. Suas principais tarefas são o controle da comunicação, a conexão com a interface do usuário e a distribuição de carga entre os work process. O dispatcher distribui os serviços requisitados entre os servidores disponíveis que compõe o conjunto do R/3 que são: Um servidor central ou central instance, onde fica a instalação principal do SAP, como o kernel e o banco de dados. Um ou mais servidores chamados de servidores de aplicação ou dialog instance, que executam as tarefas nos work process e onde os usuários se conectam de acordo com a disponibilidade de recurso. O dispatcher se encarrega de enviar o dado processado para a interface do usuário, a SAPGUI, que interpreta e exibe para o usuário. A ordem de processamento dos work process obedece sempre a regra do FIFO (first in, first out). Um sistema SAP R/3 possui uma estrutura que se baseia num conceito de subsistemas denominados clients. Um client ou mandante é um subsistema independente de outros em termos organizacionais e técnicos, pois ele possui seus próprios usuários e dados estruturados nas tabelas do R/3. Este conceito permite que um único sistema SAP R/3 administre vários clients distintos ao mesmo tempo, cada um com suas próprias informações. Como a base de dados em um sistema R/3 é apenas uma, os dados dos diferentes clients ficam armazenados no mesmo local e são diferenciados pelo kernel do R/3. Na prática o R/3 implementa esta separação através de um campo chamado mandante que participa da chave primária das tabelas dos clients dependentes do R/3. Sempre que se realiza um logon no SAP R/3, ele solicita que seja informado qual mandante será utilizado.

26 3.2.3. O R/3 e o Banco de Dados O R/3 trabalha com base de dados relacionais, que são compostas de tabelas que interagem com os sistemas através da linguagem padronizada SQL (Structured Query Languange) que é comum em todas as implementações de bases relacionais. O SQL Interface é um modulo dentro do R/3 que converte os comandos SQL codificados nos programas ABAP (linguagem do SAP R/3) para o SQL nativo do banco implementado em cada ambiente R/3, o que torna os programas ABAP independentes de implementação ou versão de banco. Os bancos de dados compatíveis com o R/3 são: ORACLE, MS SQLServer, DB2, e da própria SAP AG o SAPDB (todos relacionais) 3.2.4. Interface com os usuários Como dito anteriormente a interface de apresentação do R/3 a usuários finais é o SAPGUI, ela apresenta um papel muito importante na rotina da empresa, é através dele que diversas pessoas executam as suas atividades. Ela é um pequeno software que é instalado nos computadores dos usuários e faz toda a conexão com o servidor SAP através da rede local. Um usuário pode possuir acesso a um ou mais ambientes, e assim estar apto a operar o sistema. O SAPGUI utiliza um arquivo principal como parâmetro para exibir ao usuário os ambientes que ele pode acessar, ele se chama saplogon.ini e é possível editá-lo para modificar alguma entrada ou porta que seja alterada. A figura 02 mostra a tela inicial do SAPGUI, as informações escritas estão todas salvas no arquivo saplogon.ini. Cada linha representa um ambiente da Embraco que pode ser acessado com um duplo clique.

27 Figura 02 Tela inicial do SAPGUI 3.2.5. Sistema de plataformas para o SAP R/3 O R/3 roda nos mais diversos hardwares, sejam plataformas Intel ou Risc. Os sistemas operacionais são também os mais diversos de acordo com as plataformas utilizadas como: AIX, Solaris, HP-UX, MS Windows, OS/400, etc. Os programas no R/3 são escritos na linguagem ABAP. Para construção do kernel é utilizado C e C++. Para interação do ERP com intranet e internet, como é o caso dos portais, é utilizado HTML e Java.

28 3.2.6. Entendendo o cenário do SAP R/3 na Embraco A Embraco adotou um sistema R/3 que é subdivido principalmente em três ambientes: PRD: é o ambiente produtivo principal, ou seja, onde ocorrem todas as entradas de dados, alterações dos dados por parte dos usuários da empresa e onde ficam armazenadas todas as transações da empresa no dia-a-dia. QAS: é um ambiente copiado literalmente do PRD, onde são feitos testes controlados por parte dos analistas da empresa, que desenvolvem alterações nas transações e em muitos outros programas internos do SAP, com intuito de melhorar a performance do sistema. Estes testes são feitos obrigatoriamente antes de serem enviadas alterações para o PRD. DEV: é também um ambiente do R/3, porém o mesmo é restrito a desenvolvimento e customização, pois é possível a alteração de códigos e transações. Ele não possui os dados que preenchem as tabelas do ambiente PRD e apenas os analistas e programadores externos têm acesso. A Embraco possui dois grupos de ambientes SAP R/3, ou seja, duas instâncias distintas, o primeiro é destinado à matriz e a todas as filiais na América (chamado R/3 Americas), o segundo é destinado apenas às filiais da Europa (chamado R/3 Europe). Os ambientes do SAP PRD instalados na Embraco possuem configuração de servidores de acordo com a quantidade de usuários finais que utilizam o mesmo, portanto num ambiente com mais pessoas, como é o caso do ambiente America, há seis servidores destinados a executarem as rotinas e processos. Quatro são servidores de aplicação, que distribuem as cargas de usuários e os outros dois são a central instance, que embora esteja em dois servidores, atuam como se fossem um único através da tecnologia Cluster da Microsoft, onde é mantida a alta disponibilidade do sistema, no caso de uma das máquinas parar de funcionar, a outra assume as funções imediatamente. O ambiente da Europa, por possuir menos usuários possui os dois servidores da central instance em Cluster e dois servidores de aplicação para atender os usuários. Mais adiante será explanada a instalação destes servidores em um dos projetos participados durante o estágio. A figura 03 mostra uma ilustração do esquema do ambiente da Europa. Para os ambientes QAS e DEV, apenas um servidor opera como central instance, e dialog server, pois a quantidade de usuários é muito mais reduzida e não justifica a utilização de configurações mais complexas como o caso dos Clusters.

29 DB Server DL585 G1 4 * 2.6Ghz(DC) 16GB Ram Cluster Central Instance DL585 G1 4 * 2.6Ghz(DC) 16GB Ram Server Network Dialog Instance 01,02 BL460 G1 2 * 2.33Ghz(QC) 10GB Ram ASP1 ASP2 Network Users Figura 03 Ambiente SAP Europa 3.3. ATIVIDADES DE ROTINA DIÁRIA As primeiras tarefas executadas depois do período de ambientação e estudo de tecnologias foram direcionadas a uma categoria chamada de Usuários e Autorizações, onde o objetivo principal é utilizar os aplicativos do SAP R/3 para gerar controle das permissões e perfis que os usuários do sistema podem ter acesso. Nesta categoria de atividades, há uma alta demanda diária para executar, pois está relacionado a fatores que estão sempre em evolução, como modificações nos acessos dos usuários (quando os mesmos têm alguma alteração na função que exercem dentro da empresa), criação de novos usuários (constantemente há contratação de novos funcionários), desbloqueio de senhas, entre outros. Existem também casos mais complexos que estão relacionados com a criação ou alteração dos perfis no qual os usuários ficam inseridos (delimita que tipos de acessos os mesmos irão ter dentro dos sistemas), pois cada perfil dá acesso a uma ou mais transações dentro dos módulos do SAP R/3.

30 Estas atividades são realizadas em ambos os sistemas SAP da Embraco, Américas e Europa. Serão relatados alguns dos casos mais comuns dentro desta rotina. O tempo médio diário gasto neste tipo de atividades foi de três horas, ou seja 50%. 3.3.1. Inclusão de usuários novos nos ambientes do SAP R/3 Para que possa ser associado a um dos sistemas SAP (R/3 Americas ou Europa), o usuário deve, primeiramente, abrir um chamado formal que garante as informações e autorizações necessárias para que o acesso seja liberado. Na Embraco, este chamado tem o nome de IT IDEA, nela o usuário deve fornecer no mínimo as seguintes informações: Nome completo ou login, Ambiente do SAP que deseja acessar, Superior que realizará a aprovação, Função que irá desempenhar ou acessos que deseja possuir, Contato. A figura 04 mostra os dados básicos de uma IT IDEA. Figura 04 Exemplo de IDEA Após criar a IT IDEA, a mesma será encaminhada para uma série de aprovações, variam conforme a quantidade e o grau de importância dos acessos que o usuário solicitou. No mínimo o

31 usuário precisará da aprovação do seu superior, confirmando a necessidade de o mesmo receber um novo login no SAP e também do líder de TI. Recebendo as aprovações, a IT IDEA é encaminhada para um analista funcional de SAP, que é o responsável por identificar quais são os nomes dos perfis que serão atribuídos ao usuário, de acordo com a descrição feita pelo mesmo do que é necessário para sua função. O analista, após fazer a identificação dos perfis, grava os dados relevantes e encaminha a IT IDEA para os executores, ou seja, aqueles que irão realizar a inserção dos dados no sistema e providenciar o acesso ao novo usuário. Foi nesta função que o estagiário atuou. Ao entrar no sistema SAP é feita a chamada de uma transação responsável por controlar os acessos de todos os usuários do sistema, a SU01. Ao abri-la a única informação solicitada, é o login do usuário a ser criado. Pode-se então escolher, através de botões se deseja alterar as informações de um usuário já existente ou criar um novo. A figura 05 demonstra este procedimento. Figura 05 Tela 1 da transação SU01

32 Ao criar um novo usuário, o sistema irá verificar se já existe o login fornecido, caso não haja, então três novas telas deverão ser preenchidas como requisito mínimo para um cadastro bem sucedido. A primeira está relacionada aos dados básicos do usuário (nome, sobrenome, função, departamento, número de registro, contato, número da IT IDEA e nacionalidade). A segunda tela é relacionada à geração da senha de acesso que será fornecida ao usuário no momento que a IT IDEA for encerrada. A terceira se refere à inserção dos perfis que o usuário irá receber com base no que foi fornecido pelo analista. No caso do usuário já estar cadastrado no ambiente e apenas estar solicitando acesso a mais transações através da IT IDEA, apenas os perfis novos serão incluídos para o usuário. A partir deste processo concluído, deve-se voltar a IT IDEA e encerrá-la marcando uma opção de User Included e fornecendo a senha no campo devido. A IT IDEA irá retornar para o usuário que a criou e será aceita pelo mesmo, caso todos os acessos solicitados tenham sido liberados. Em caso de faltar acesso a alguma transação solicitada, a IT IDEA é re-encaminhada para o analista responsável e o mesmo irá verificar se houve falta de algum perfil. 3.3.2. Criação ou alteração de perfis do SAP R/3 Esta atividade engloba uma quantidade maior de passos para que seja finalizada, comparando com a inclusão de usuários novos da atividade anterior. Aqui se aplica fortemente os conceitos de subdivisão do sistema em três ambientes. Na atividade anterior de cadastro de usuários, tudo é realizado diretamente no ambiente produtivo (PRD), já na criação de perfis, existem uma série de pré-requisitos para que um novo perfil seja criado. A começar de que o mesmo nunca é criado diretamente no ambiente PRD, sempre é inicialmente criado no ambiente de desenvolvimento (DEV), testado no ambiente QAS e transportado para o ambiente PRD. Geralmente este tipo de atividade é solicitado por algum analista da área funcional de TI, que recebeu dos usuários solicitações de mudança nos textos ou nas transações. O analista para dar início a esta atividade cria uma Correção (ou incidente) numa ferramenta da SAP chamada Solution Manager. O Solution Manager (SolMan) é uma ferramenta que integra os três ambientes que fazem parte de um sistema SAP. Ele possui conexão com diversas portas de comunicação do SAP. Ele faz o transporte de alterações entre os ambientes de forma segura e padronizada. A Correção contém poucas informações que são suficientes para direcionar o que deve ser criado ou alterado nos ambientes. Ela fornece o nome do perfil, uma descrição do mesmo, as transações que serão adicionadas a ele e os objetos que informam suas características. Os

33 usuários podem ser associados a dois tipos de perfis existentes no SAP, os simples, onde apenas estão contidas transações, e os compostos, onde não existem transações diretamente, mas sim um grupo de perfis simples adicionados, fornecendo acesso a um grande conjunto de transações simultaneamente. A figura 06 mostra o fluxo pelo qual deve passar uma Correção para ser efetivada. A coluna Analista de suporte e serviço, mostra os passos que são realizados na função na qual o estagiário atua. Figura 06 Fluxo de uma Correção no SolMan

34 Ao abrir o Solution Manager, é feita a chamada da transação responsável por armazenar as correções a CRM_DNO_MONITOR, e insiro o número da Correção. Coloca-se a mesma em modo de edição e deve-se escolher a opção Aceitar em Desenvolvimento que significa que estará levando as alterações solicitadas para o ambiente de DEV do SAP R/3 e lá realizará as devidas configurações. Em seguida escolhe-se a opção Logon do sistema, e o próprio SolMan irá conectar com o ambiente de DEV sem que seja preciso chamá-lo pela interface de usuário. Uma vez conectado nele é preciso interagir em uma transação que é voltada exclusivamente para a criação ou modificação de perfis, a PFCG. Nela é inserido o nome do perfil a ser alterado e é colocado o mesmo em edição ou, na necessidade de criar um novo, clica-se no botão Função. A figura 07 mostra a tela da transação PFCG. Figura 07 Tela 1 da transação PFCG

35 Nela são informados os objetos necessários para o perfil e as transações que farão parte do mesmo. A figura 08 exemplifica a inserção de transações dentro de um perfil chamado Z_TESTE. Antes de salvá-lo é necessário compilá-lo para gerar uma série de códigos internos. Figura 08 Inserção de transações num perfil através da PFCG Após ter completado a criação ou alteração do perfil, é necessário criar uma ordem para transportar o mesmo para o ambiente de testes QAS. Por fim será criado um transporte chamado de request, o mesmo contém todos os dados do perfil e ao ser aceito, irá levar todas estas informações para outro ambiente, para que siga desta forma o fluxo e chegue ao ambiente produtivo. Quando a request estiver criada, é acessado outra transação (SE10) e faz-se a liberação do transporte para o outro ambiente, assim concluem-se as tarefas no ambiente DEV. Voltando ao SolMan é necessário transferir a Correção para o analista funcional e o mesmo se encarregará de testar o perfil, caso tudo esteja correto deve-se seguir o fluxo e solicitar o transporte para o ambiente PRD.

36 3.3.3. Resolução de problemas de usuários do SAP R/3 Esta atividade está relacionada com auxílio de HelpDesk para SAP, não como atendente de HelpDesk, pois a Embraco possui uma equipe terceirizada que atua nesta função. Eventualmente, algum usuário final apresenta um problema de mau funcionamento, erro ao abrir aplicativos do SAP, erros na interação do SAP com outros programas (Office, PDF, Impressoras, etc.), que demandam conhecimentos específicos que a equipe de HelpDesk não possui. A função do analista torna-se verificar uma solução para o problema pesquisando na base de dados da SAP ou verificando a própria base de documentações da TI da Embraco para encontrar possíveis erros semelhantes e desta forma corrigir o problema. Esta é uma atividade que tem um tempo de execução variável, pois problemas deste tipo ocorrem eventualmente e demandam tempo para estudar e efetuar testes para simular o problema. Para exemplificar serão citados três casos de problemas envolvendo erros ou alterações no SAP, respectivamente um de baixo, médio e alto grau de dificuldade principalmente no quesito tempo de resolução. 3.3.3.1. Alteração do design do SAPGUI O SAPGUI possui vários designs de visualização, muitas vezes o usuário está com um design muito básico e deseja alterar para algum mais avançado, mas como muitas vezes não tem permissão para modificar programas do computador, faz uma solicitação para que isto seja mudado. A mudança é simples, entrando no Painel de Controle do Windows e acessando um ícone de configurações do SAP, escolhe-se o tipo de design entre clássico, moderno e opaco. 3.3.3.2. Inserção de uma nova impressora no SAP É comum que a empresa solicite a instalação de uma impressora nova em algum departamento. O SAP gerencia as impressoras que são inseridas no sistema através de uma transação interna, a SPAD. Lá podem ser editadas configurações de impressoras, drivers, adicionadas novas ou removidas e definições sobre limites de impressão. Para inserir uma nova impressora é necessário buscar o driver junto ao fornecedor e instalá-lo em um dos servidores de aplicação que fazem parte do ambiente, assim a impressora estará disponível primeiro no Windows como sendo impressora da rede para qualquer aplicação, depois é necessário configurá-la no SAP. Acessando o ambiente desejado, entrar na transação SPAD, selecionar a

37 opção dispositivos externos e clicar no botão referente a nova impressora, o SAP irá solicitar os seguintes parâmetros: - Tipo de dispositivo: marca e modelo da impressora - Servidor de impressão: fornecer o nome do servidor onde foi instalado o driver da impressora. - Descrição: informações sobre localidade da impressora ou departamento que a utiliza. - Método de acesso: escolher a opção de impressora da rede - Host da impressora: informar o nome de rede no qual a impressora foi definida. Salva-se as informações e realiza-se um teste para checar se a impressão está correta. 3.3.3.3. Problemas de compatibilidade do SAPGUI Com o passar do tempo, novos programas vão sendo desenvolvidos pelas empresas de software, como é o caso da SAP, da Microsoft e de inúmeras outras. Novos programas sempre podem causar incompatibilidades ou mau funcionamento em outros mais antigos, caso eles sejam instalados sem um prévio estudo de caso. O SAPGUI pode se inter-relacionar com diversos outros softwares, um bastante comum é o MS Excel. Diversas versões do Excel podem ser aceitas, inclusive a mais nova (Excel 2007), porém não será qualquer versão do SAPGUI que estará apta a funcionar plenamente com esta versão. A versão padrão que a Embraco utiliza do SAPGUI não era a mais atual e assim não podia se relacionar corretamente com o Excel 2007. A partir do momento que foi necessário atualizar a versão do Excel, passou a ser necessário também realizar a atualização da versão do SAPGUI em todos os computadores que desejasse ser instalado o Excel 2007. Para que este problema de compatibilidade viesse a ser resolvido, precisou-se fazer todo um estudo sobre a nova versão do SAPGUI, desde sua instalação simples nas máquinas de usuários, como também uma instalação central num servidor que faz o controle de todos os computadores que se conectam ao SAP (não o servidor do próprio SAP, mas sim um separado de controle do SAPGUI). Seguindo manuais de instalação da SAP foi feita esta atualização de versão, quando o servidor passou a operar corretamente, iniciou-se a instalar o SAPGUI mais novo em algumas máquinas para testar o mesmo com o Excel 2007. Foi uma tarefa complexa realizada individualmente, apenas com a supervisão do coordenador do estágio, e que passou a auxiliar a empresa no dia-a-dia em diversos aspectos.

38 3.4. PARTICIPAÇÃO EM PROJETOS Durante o período de estágio realizado, além das atividades de rotina atribuídas como principal responsabilidade, foi também definida a participação em alguns projetos realizados pelo time que consumiam muito tempo dos analistas de suporte. A metodologia de participação nestes projetos foi que houvesse um responsável por coordenar o projeto e este, designar tarefas ao estagiário e a outros participantes. Será citado dois projetos onde houve ampla participação e trouxe resultados diretos para a conclusão dos mesmos. O primeiro é relativo a uma migração de ambientes SAP vindos das plantas da Europa, que ocorreu no decorrer dos anos de 2009 e 2010. O segundo se trata da implantação de um componente do SAP destinado a gerenciar o login de usuário nos diversos ambientes existentes nas plantas do Brasil. Estes dois grandes projetos e alguns outros menores compuseram a complementação das horas do estágio, pois demandavam tempo de pesquisa, testes e por fim a implantação efetiva. 3.4.1. Participação no projeto SAP Europa O escopo deste projeto descreve que o ambiente SAP R/3 destinado especificamente a atender as plantas da Europa, que inicialmente era alocado em uma empresa terceira e que prestava serviços à Embraco, seria migrado para trabalhar no data Center da planta brasileira, foi uma decisão estratégica da empresa baseada nos custos e na experiência do time de especialistas do Brasil. As atividades envolviam desde a instalação inicial dos hardwares dentro do data Center conforme figura 03 (4 servidores para PRD e mais 1 para QAS e 1 para DEV), a configuração do sistema operacional para comportar o ERP, até a inclusão final dos dados vindos da Europa no ambiente já devidamente ajustado, podendo assim passar a atender todos os usuários dessas plantas. A necessidade de auxílio na implantação deste projeto especificamente foi o principal requisito deste estágio. A migração foi dividida em três etapas, este projeto durou pouco mais de quatro meses e de forma resumida será apresentado na tabela 02, as tarefas no qual desempenhou-se ou auxiliei na execução.

39 ETAPA OBJETIVO Etapa 1 Preparação do ambiente físico (em todos servidores) Preparação do ambiente virtual (em todos servidores) Preparação dos ambientes Oracle e SAP (nos servidores da central instance e Storage externo) Alterações interface SAP GUI Ambientes QAS e DEV ATIVIDADE - Inserção dos novos servidores adquiridos, nos hacks do data Center. - Realizar ligação dos cabos de energia, rede e fibras-ópticas de acordo com esquema pré-definido. - Ligar servidores e fazer inicialização a partir de CD do fornecedor. - Configurar discos para formarem RAID básico. - Indicar o sistema operacional a ser instalado e inserir suas mídias quando solicitado. - Seguir passo a passo de instalação do MS Windows 2003 Server em 32 bits. - Configurar conexões de rede (IP, Gateway, DNS) e inserir servidor no domínio Embraco. - Instalar componentes básicos do MS Windows e seus updates, instalar antivírus, software de backup e configurar swap dos servidores. - Configurar o storage de discos (tecnologia RAID) para receber o SAP - Instalar componentes da tecnologia Cluster e configurar sua utilização - Instalar o SGBD Oracle, suas ferramentas e atualizações - Instalar o ERP SAP em 32bits em modo central instance - Configurar portas do SAPGUI dos usuários para reconhecer os servidores novos do Brasil (usuários da Europa e da America) - Fazer instalação do SAP e subir os ambientes para testes Tabela 02a Tarefas desempenhadas no projeto SAP Europa

40 ETAPA OBJETIVO ATIVIDADE Preparar migração do SAP Europa - Realizar cópia completa do banco da Europa em mídias de backup a serem enviadas para o Brasil por correio. Etapa 2 - Fazer restore da mídia, no ambiente já criado, ao chegar ao Brasil - Fazer download dos logs de alteração que o Oracle gerou após a cópia ter sido realizada, disponibilizados por FTP. Iniciar migração - Aplicar os logs recebidos - Parar o ambiente no datacenter da Europa - Receber últimos arquivos de log da Europa após parada e aplicar no Brasil - Colocar banco de dados no ar e testar sua integridade - Colocar SAP R/3 no ar e testar integridade - Configurar SAP para reconhecer e trabalhar com os servidores de aplicação Etapa 3 Atividades pós-migração - Configurar diversos parâmetros no SAP para reconhecer novas conexões - Configurar impressoras e dispositivos remotos conectados - Realizar conversão do ambiente todo para 64 bits Tabela 02b Tarefas desempenhadas no projeto SAP Europa Detalhamento de algumas tarefas relevantes: 3.4.1.1. Etapa 1 Foi realizada em cerca de 3 meses, pois requeria uma série de ajustes nos ambientes. Aqui nesta etapa a participação foi muito ativa, por ter tarefas repetidas em vários servidores, possibilitando que se entendesse claramente como eram realizadas as configurações e instalações dentro de um data Center.

41 Realizar ligação dos cabos de energia, rede e fibras-ópticas: a ligação das fibrasópticas é realizada entre os servidores e o storage de dados principal. Nos servidores, os 2 discos que o mesmo possui, são apenas para receber a instalação do sistema operacional e as aplicações que irão rodar como Oracle e SAP. Porém todos os dados relativos ao conteúdo dos mesmos são armazenados no storage e este fica em comunicação direta com alta velocidade, possibilitada por este sistema de fibrasópticas. Configurar discos para formarem RAID básico: a tecnologia RAID é utilizada em discos para criar algumas condições que proporcionam contingência e melhor desempenho, trazendo desta forma segurança aos servidores. O RAID pode ter diversos tipos e características. O básico descrito aqui, é aquele com características do RAID tipo 1, pois utiliza-se 2 discos para que um seja cópia dos dados do outro, no caso de um falhar o outro continua operando normalmente Configurar o storage de discos (tecnologia RAID) para receber o SAP: conforme explicado no ítem anterior a tecnologia RAID utilizada pode variar. Neste ítem a configuração se torna mais avançada, pois é aplicada dentro de um dispositivo específico de armazenamento de dados, o storage. Este equipamento pode comportar até 240 discos, chegando a armazenar mais de 100TB de dados. Os RAID utilizados aqui geram garantia de que qualquer disco com dados falhar, não irá causar estrago algum, pois a redundância é tremenda. A velocidade de leitura e escrita também é realizada em altas velocidades, pois o storage tem uma controladora própria que auxilia no funcionamento. Instalar componentes da tecnologia Cluster: como já citado anteriormente, um Cluster é um ambiente que proporciona alta disponibilidade, isto porque faz com que duas máquinas ou mais sejam unidas e passem a trabalhar em grupo numa mesma tarefa. Isto gera redundância e desempenho otimizado. Sua instalação garante que os serviços do Oracle e do SAP irão rodar paralelamente nas duas máquinas, porém apenas uma fica ativa e a outra assume apenas em caso de falhas. Configurar portas do SAPGUI: o SAPGUI instalado nas máquinas dos usuários, aceita que sejam enviados pacotes de atualizações pela rede, que desta forma garantem que todos os usuários estejam com a mesma versão e mesmas configurações de conexão aos ambientes (pode haver configurações diferentes quando necessário).

42 3.4.1.2. Etapa 2 Esta operação demorou cerca de um mês, desde o momento que foi feita a cópia do banco de dados que estava na Europa e a chegada das mídias contendo o mesmo, até a liberação do ambiente para os usuários. As paradas no ambiente que poderiam causar perdas na produtividade da empresa foram feitas durante o período de férias coletivas da Europa, onde portanto não haviam usuários desejando se conectar, apenas os analistas de suporte trabalhando na migração. Por ser uma operação com alto nível de criticidade e dificuldade, houve uma participação menor, porém será detalhado algumas das atividades para melhor entendimento. Preparar migração do SAP Europa: Especificamente para as atividade que envolvem o banco de dados Oracle, suas funcionalidades de backup e restore foram as mais fundamentais para o sucesso na migração para outros servidores. O Oracle quando entra em modo de backup, varre todas as suas tabelas copiando-as para o destino, neste caso uma fita específica de backups que armazena até 600GB. Quando as fitas foram enviadas para o Brasil, o SAP continuou trabalhando normalmente na Europa. Quando as fitas chegaram foi feito um restore do banco e o mesmo ficou desligado. Neste intervalo haveriam diversas alterações nas tabelas que foram enviadas ao Brasil, desta forma para cada uma destas alterações o Oracle ia gerando logs que continha tudo que foi feito. Conforme ia sendo feita a aplicação destes logs no banco cópia, ele ía se tornando cada vez mais idêntico ao que estava na Europa. Iniciar migração: após os últimos logs gerados terem sido enviados e aplicados na cópia do banco de dados no Brasil, foi dado um stop no ambiente da Europa e lá se gerou um ultimo log que continha as informações deste stop. Em seguida ao ser aplicado este log aqui, o banco ficou exatamente igual ao que estava lá e pode ser ligado sem que houvesse conflito com as informações gravadas após a cópia principal. Com o banco no ar o SAP pode subir e passar por uma bateria de testes performance. 3.4.1.3. Etapa 3 Nesta etapa final, a migração já estava concluída, porém muitos detalhes só puderam ser feitos após o ambiente estar no ar e foram realizadas durante as semanas seguintes. No caso dos ajustes nos dispositivos de impressão, todas as impressoras foram recadastradas no SAP, pois as portas de conexão se alteraram, além de os drivers necessitarem ser instalados nestes novos servidores, o processo de cadastrar uma nova impressora no SAP, foi descrito no item 2.3.3 e é o

43 mesmo para este caso, porém existiam cerca de 30 impressoras que precisavam receber esta nova configuração. Sobre a atualização do ambiente todo para 64 bits, foi feito apenas em um outro período em que os usuários não estivessem trabalhando, pois necessitava parar todo o ambiente que veio para o Brasil e realizar esta tarefa. A participação não foi muito extensa nesta atualização. Os resultados desta migração foram sentidos rapidamente, a partir do momento que os usuários começaram a se conectar, o ambiente já passou a operar como no dia-a-dia normal que era no data Center da Europa. Assim pode-se considerar um sucesso a implantação e participação no projeto. Após a vinda deste ambiente para o Brasil o estagiário passou a trabalhar no horário de trabalho da Europa, para prestar suporte dedicado a este ambiente SAP e atender quaisquer demandas de problemas que surgissem ou melhorias com projetos separados. O período está sendo de muito aprendizado, pois focado em aprender cada dia mais sobre este ERP tem-se alcançado uma grande contribuição para a carreira. Mensalmente é gerado um relatório que contém informações sobre o tempo resposta das transações do SAP, o crescimento do banco de dados, a disponibilidade do ambiente e tráfego das linhas de comunicação, além de qualquer alteração realizada pela equipe de especialistas do Brasil nos servidores do SAP Europa. 3.4.2. Participação no projeto Single Sign-On Basicamente o single sign-on se baseia em simplificar o acesso do usuário aos sistemas. Os problemas encontrados para geração de políticas e criação de regras e contas de usuários são imensos. Muitos dos problemas gerados pela utilização de políticas e diretrizes se deve ao fato de não haver uma base centralizada de acesso. Com o objetivo de simplificar o acesso do usuário a rede e a programas, desenvolvedores pensaram em criar um acesso único ao usuário, de forma que o usuário não necessitasse mais redigitar a senha ou login novamente. Com essa ideia foi criado o Single Sign-On, onde é facilitado o manuseio e administração das senhas de usuários. Portanto a implementação de uma forma de o usuário ter um único acesso, não é tão simples quanto se pensa, ou tão fácil de implementar. Muitas empresas possuem um sistema de ERP, onde as contas dos usuários são administradas dentro do mesmo, e não no AD, como é o caso da Embraco. Sendo assim terá que ter um administrador de AD e outro para o ERP, devido a ser um

44 programa onde uma grande quantidade de usuários fazem acesso. Para a empresa é interessante a implementação de um acesso unificado para esses dois casos. SNC é a sigla que representa a tecnologia single sign-on criada pela SAP. Sabendo destes benefícios, este projeto realiza exatamente este tipo de implantação, fazer com que o acesso dos usuários ao SAP fosse feito diretamente a partir do AD da empresa. Para isso é necessário estudar a ferramenta e conhecer como funcionam as inter-relações dos ambientes SAP, das estações que os usuários se conectam e da interface SAPGUI. O projeto foi dividido em duas etapas, a primeira destina-se ao planejamento das tarefas que seriam realizadas além de todo o estudo das ferramentas SNC, seus recursos, sua instalação, configuração e alguns testes de funcionamento. Na segunda são feitas as instalações nos ambientes necessários, divididas em quatro fases. A participação neste projeto foi destinada a três fases da sequencia de instalação, além dos estudos necessários para estar apto a tais tarefas. As outras partes do projeto foram realizadas pelo responsável principal por este projeto. As quatro fases da implantação deste projeto são de configurações necessárias: - No servidor do SAP, - Na estação de cada usuário, - No login de usuário do SAP de cada usuário, - Na interface SAPGUI; As configurações no servidor do SAP são para ativar alguns parâmetros que possibilitarão o uso da tecnologia. As que houveram participação mais efetivas foram as três ultimas e delas será feita uma descrição detalhada das atividades. Configurações na estação de trabalho do usuário: elas foram necessárias como pré-requisito, para que o single sign-on operasse corretamente, havia necessidade da instalação de um pacote de ferramentas fornecidas pela SAP que vinham na forma de um instalador.exe. Sua função era copiar algumas bibliotecas de arquivos para o computador e criar uma variável de ambiente dentro do MS Windows, para ligar estas bibliotecas, conforme a figura 09 mostra.

45 Figura 09 Criação da variável de ambiente SNC Configurações no login de usuário no SAP: para que o usuário possa utilizar o single signon, é necessária a associação do login do SAP com o login do Windows, armazenado no AD. Para isso é necessário que o login do SAP e do Windows sejam exatamente iguais, portanto uma das tarefas era padronizar estes logins, fazendo com que todos que estivessem diferentes fossem alterados, através de um processo de IT IDEA. Sabendo que os logins se encontram padronizados, é necessário configurar dentro da conta dos usuários, através da transação SU01, uma linha de comando para reconhecer a nova ferramenta SNC. A dificuldade nesta tarefa é a quantidade de usuários do SAP que precisariam ser configurados, pois em cada ambiente que o usuário tem acesso seria necessário fazer isto. O número total de funcionários que utilizam SAP, ultrapassa 1000 pessoas, portanto foi necessário encontrar uma forma de acelerar este processo. Utilizando uma outra função do SAP, chamada CATT, foi criado um modelo gravado que armazenava os comandos executados, assim é feito o processo todo de escolher um usuário na transação SU01 e escrever a linha de comando necessária em seu login, o SAP identifica o que foi feito e repete toda a operação, solicitando apenas como parâmetro os usuários em que se deseja fazer esta tarefa. Passando estes usuários em um arquivo de texto, ele fará para todos automaticamente, acelerando um processo que levaria vários dias. Esta funcionalidade foi estudada e aplicada em muitos outros casos. A figura 10 mostra o campo onde deve ser inserido a linha de código.

46 Figura 10 Inserção da linha de código Configurações na interface SAPGUI: a ultima configuração necessária para os usuários conseguirem utilizar o recurso de login automático é uma alteração nas linhas de código do arquivo de parâmetros saplogon.ini, descrito no item 2.2.4. Detalhando um pouco mais o funcionamento deste arquivo, pode-se esclarecer que é a alteração dele que faz com que os usuários passem a perceber que o sigle sign-on foi ativado, por mais que as outras tarefas sejam realizadas, nenhuma delas irá trazer qualquer impacto para os usuários, elas são apenas como pré-requisitos para que os parâmetros que aqui forem habilitados funcionem plenamente. A estrutura deste arquivo é da seguinte forma: ele possui várias seções que se encarregam de passar ao SAPGUI um certo tipo de informação, por exemplo, há a seção sobre o que irá ser mostrado nas linhas de acesso que serão mostradas ao usuário (figura 02), outra seção aponta o caminho respectivo que o SAPGUI irá seguir quando em determinada linha for requisitado o acesso, passando parâmetros como o nome de um servidor, uma porta de rede, etc. Da mesma forma também há a seção sobre o single sign-on, ou SNC, que em casos onde não há uso, a mesma fica desativada, porém como era necessário torná-la ativa iremos dizer em quais linhas referentes aos ambientes desejados, iremos alterar para positivo (=1) a opção de SNC.